“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 29 DE ABRIL DE 2024
29 de abril de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 01 DE MAIO DE 2024
1 de maio de 2024TERÇA-FEIRA DA V SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4347-liturgia-de-30-de-abril-de-2024>]
Antífona da entrada
Antífona
– Louvai o nosso Deus, todos os seus servos e todos os que o temeis, pequenos e grandes; pois chegou a salvação, o poder, o Reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, aleluia! (Ap 19,5; 12,10).
Coleta
– Ó Deus, que, pela ressurreição de Cristo, vós nos renoveis para a vida eterna; dai ao vosso povo constância na fé e na esperança, para que jamais duvide do cumprimento das promessas que fizestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 14,19-28
Salmo Responsorial: Sl 144,10-13.21
– Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos para entrar em sua glória, aleluia (Lc 24,46.26).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 14,27-31a
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 14,19-28): 19. Sobrevieram, porém, alguns judeus de Antioquia e de Icônio que persuadiram a multidão. Apedrejaram Paulo e, dando-o por morto, arrastaram-no para fora da cidade. 20. Os discípulos o rodearam. Ele se levantou e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe. 21. Depois de ter pregado o Evangelho à cidade de Derbe, onde ganharam muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia (da Pisídia). 22. Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações. 23. Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado. 24. Atravessaram a Pisídia e chegaram a Panfília. 25. Depois de ter anunciado a palavra do Senhor em Perge, desceram a Atália. 26. Dali navegaram para Antioquia (da Síria), de onde tinham partido, encomendados à graça de Deus para a obra que estavam a completar. 27. Ali chegados, reuniram a igreja e contaram quão grandes coisas Deus fizera com eles, e como abrira a porta da fé aos gentios. 28. Demoraram-se com os discípulos longo tempo.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 144,10-13.21): 10. Glorifiquem-vos, Senhor, todas as vossas obras, e vos bendigam os vossos fiéis. 11. Que eles apregoem a glória de vosso reino, e anunciem o vosso poder, 12. para darem a conhecer aos homens a vossa força, e a glória de vosso reino maravilhoso. 13. Vosso reino é um reino eterno, e vosso império subsiste em todas as gerações. O Senhor é fiel em suas palavras, e santo em tudo o que faz. 21. Que minha boca proclame o louvor do Senhor, e que todo ser vivo bendiga eternamente o seu santo nome.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 14,27-31a): 27. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize! 28. Ouvistes o que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu. 29. E disse-vos agora essas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem. 30. Já não falarei muito convosco, porque vem o príncipe deste mundo; mas ele não tem nada em mim. 31. O mundo, porém, deve saber que amo o Pai e procedo como o Pai me ordenou.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Liturgia Diária da Terça-Feira da V Semana da Páscoa (dia 30 de abril de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 14,19-28) que, apesar do milagre operado em nome do Senhor por Paulo em Listra, fazendo um coxo de nascença levantar-se e andar, integrantes da mesma multidão que desejava sacrificar-lhes touros enfeitados com grinaldas, por considerar Paulo e Barnabé Deuses em forma de homens, persuadidos por alguns judeus de Antioquia e de Icônio, apedrejaram Paulo e, considerando que havia morrido, arrastaram-no para fora da cidade.
Então os discípulos o rodearam, ele se levantou e entrou na cidade, partindo no dia seguinte, com Barnabé, para Derbe. Ali confirmaram as almas dos discípulos e os exortaram a perseverar na fé, prevenindo-lhes de que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações.
Instituíram anciãos em cada igreja e após orações com jejuns encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado. Atravessaram a Psídia e chegaram à Panfília, anunciando a palavra de Deus também em Perge e na Atália, de onde navegaram para a Antioquia, de onde tinham partido, encomendados à graça de Deus para a obra que estavam realizando. Reuniram a igreja e contaram quão grandes coisas Deus fizera com eles, e como abrira a porta da fé aos gentios, tendo permanecido longo tempo com os discípulos dali.
Cumpre-nos, pois, manter-nos alertas e circunspectos, cientes de que os seres humanos são sugestionáveis, cabendo-nos não nos impressionarmos com louvores humanos e não desanimarmos face às mais diversas demonstrações de insensatez humana, como foi o caso dos moradores de Listra que em um momento consideraram Paulo um deus e na sequência, influenciados por pessoas maledicentes, o apedrejaram.
Cabe-nos proteger os irmãos nos momentos de tribulação, como fizeram os irmãos cristãos com Paulo, que, dado por morto, levantou-se e se restabeleceu para prosseguir com Barnabé na missão, anunciando a palavra de Deus, confirmando as almas dos dos discípulos e exortando-os a perseverar na fé, prevenindo-lhes de que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações. Também instituíram anciãos nas igrejas por onde passaram e, após orações e jejuns, os encomendaram ao Senhor, em quem tinham confiado.
A exemplo de Paulo e Barnabé, cumpre-nos também retornar, após concluir as obras que nos houverem sido encomendadas, reunir os irmãos e partilhar com eles as grandes coisas que Deus fez conosco ao abrirmos as portas de nossos corações para a fé, gratos ao Senhor por tê-lo permitido e confiantes de que ele abrirá as portas da fé a muitos, para que possamos ser instrumentos para colaborar com os que estiverem ao nosso alcance no desenvolvimento dessa fé, de modo que dêem muitos frutos.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 144,10-13.21).
O Santo Evangelho (Jo 14,27-31a) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência do que disse Jesus: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize! Ouvistes o que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu. E disse-vos agora essas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem. Já não falarei muito convosco, porque vem o príncipe deste mundo; mas ele não tem nada em mim. O mundo, porém, deve saber que amo o Pai e procedo como o Pai me ordenou.”
Cumpre-nos, pois, tomar posse da paz que Jesus nos deu, com o que nada poderá nos perturbar nem atemorizar. Jesus voltou para o Pai e vem a nós quando o invocamos com amor e cabe-nos alegrar-nos intensamente por sabermos que ele vai ao Pai e volta a nós. Ele procede como o Pai lhe ordena e a nós cumpre proceder como Jesus ordena, cientes de que ele é o caminho, a verdade e a vida (conforme João 14,6), o sumo pontífice que nos leva ao Pai.
Conforme Jesus determinou, cumpre-nos levar o mundo a saber que Jesus ama o Pai e tudo o que faz provém do que o Pai lhe ordenou, sendo Jesus a única solução consistente, efetiva, duradoura, real… para o mundo, sendo tudo o que não se assenta nele e em seus ensinamentos mera ilusão, fugaz quimera, como que construção sobre a areia, que não tarda a ruir.
Assentemos, pois, as casas de nossas vidas sobre a rocha que é Jesus (conforme Mateus 7,24) e o anunciemos para o mundo para que gradual e progressivamente todos o façam e deixem de desperdiçar suas vidas nas ilusões do mundo, que levam a viver em estados deploráveis, degradantes semi-animalescos…

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de determinação a prosseguir na missão ainda que enfrentando muitas tribulações.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Terça-Feira da V Semana da Páscoa (dia 30 de abril de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 14,19-28) que, apesar do milagre operado em nome do Senhor por Paulo em Listra, fazendo um coxo de nascença levantar-se e andar, integrantes da mesma multidão que desejava sacrificar-lhes touros enfeitados com grinaldas – por considerar Paulo e Barnabé Deuses em forma de homens – persuadidos por alguns judeus de Antioquia e de Icônio, apedrejaram Paulo e, considerando que havia morrido, arrastaram-no para fora da cidade.
Então os discípulos o rodearam, ele se levantou e entrou na cidade, partindo no dia seguinte, com Barnabé, para Derbe. Ali confirmaram as almas dos discípulos e os exortaram a perseverar na fé, prevenindo-lhes de que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações.
Instituíram anciãos em cada igreja e após orações com jejuns encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado. Atravessaram a Psídia e chegaram à Panfília, anunciando a palavra de Deus também em Perge e na Atália, de onde navegaram para a Antioquia, de onde tinham partido, encomendados à graça de Deus para a obra que estavam realizando. Reuniram a igreja e contaram quão grandes coisas Deus fizera com eles, e como abrira a porta da fé aos gentios, tendo permanecido longo tempo com os discípulos dali.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos alertas e circunspectos, cientes de que os seres humanos são sugestionáveis, cabendo-nos não nos impressionarmos com louvores humanos e não desanimarmos face às mais diversas demonstrações de insensatez humana, como foi o caso dos moradores de Listra que em um momento consideraram Paulo um deus e na sequência, influenciados por pessoas maledicentes, o apedrejaram.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo dos cristãos de Listra, protejamos os irmãos nos momentos de tribulação, de modo que possam se restabelecer para prosseguir na missão. Que a exemplo de Paulo e Barnabé, apesar das mais cruentas tribulações, prossigamos anunciando a palavra de Deus, confirmando as almas dos irmãos na fé e exortando-os a perseverar, prevenindo-os inclusive de que é necessário estarmos preparados para enfrentar muitas tribulações para adentrar no Reino de Deus. Contribuamos também na organização de nossas igrejas e nos dediquemos a orações e jejuns, encomendando os irmãos ao Senhor, em quem confiamos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Paulo e Barnabé, também retornemos, após concluir as obras que nos houverem sido encomendadas, nos reunamos com os irmãos e partilhemos com eles as grandes coisas que vós fizestes conosco ao abrirmos as portas de nossos corações para a fé. Agradecemo-vos por tê-lo permitido e rogamo-vos, confiantes, que abrais as portas da fé a muitos e que possamos ser instrumentos para colaborar com os que estiverem ao nosso alcance no desenvolvimento dessa fé, de modo que dêem muitos frutos.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de tomada de posse da paz de Jesus, com o que nada poderá nos perturbar nem atemorizar.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Terça-Feira da V Semana da Páscoa (dia 30 de abril de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 14,27-31a) que disse Jesus: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize! Ouvistes o que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu. E disse-vos agora essas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem. Já não falarei muito convosco, porque vem o príncipe deste mundo; mas ele não tem nada em mim. O mundo, porém, deve saber que amo o Pai e procedo como o Pai me ordenou.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que tomemos posse da paz que Jesus nos deu, com o que nada poderá nos perturbar nem atemorizar. Jesus voltou para o Pai e vem a nós quando o invocamos com amor – e cabe-nos alegrar-nos intensamente por sabermos que ele vai ao Pai e volta a nós. Ele procede como o Pai lhe ordena e a nós cumpre proceder como Jesus ordena, cientes de que ele é o caminho, a verdade e a vida (conforme João 14,6), o sumo pontífice que nos leva ao Pai.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para procedermos conforme Jesus determinou, levando o mundo a saber que Jesus ama o Pai e tudo o que faz provém do que o Pai lhe ordenou, sendo Jesus a única solução consistente, efetiva, duradoura, real… para o mundo, sendo tudo o que não se assenta nele e em seus ensinamentos mera ilusão, fugaz quimera, como que construção sobre a areia, que não tarda a ruir.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que assentemos as casas de nossas vidas sobre a rocha que é Jesus (conforme Mateus 7,24) e o anunciemos para o mundo para que gradual e progressivamente todos o façam e deixem de desperdiçar suas vidas nas ilusões do mundo, que levam a viver em estados deploráveis, degradantes semi-animalescos…
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os imensos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 30 de Abril
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/04/santos-do-dia-da-igreja-catolica-30-de-abril/>]

São José Benedito Cotolengo
José Benedito Cotolengo nasceu em Brá, na província de Cuneo, no norte da Itália, no dia 3 de maio de 1786. Foi o mais velho dos doze filhos de uma família cristã muito piedosa. Ele tinha apenas cinco anos quando sua mãe o viu medindo os quartos da casa com uma vara, para saber quantos doentes pobres caberiam neles. Dizia que, quando crescesse, queria encher sua casa com esses necessitados, fazendo dela “seu hospital”. O episódio foi um gesto profético. Na cidade de Brá, ainda se conserva tal casa.
Com dezessete anos, ingressou no seminário e, aos vinte e cinco, se ordenou sacerdote na diocese de Turim. Seu ministério foi marcado por uma profunda compaixão pelos mais desprotegidos, esperando sempre a hora oportuna para concretizar os ideais de sua vocação.
Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos a uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e, mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer. Entretanto, depois de ela ter morrido e ele ter confortado os familiares, o padre se retirou para rezar. Ao terminar as orações, mandou tocar os sinos e avisou a todos os fiéis que era chegada a hora de “ajudar a Providência Divina”.
Alugou uma casa e conseguiu colocar nela leitos e remédios, onde passou a abrigar os doentes marginalizados, trabalhando, ele mesmo, como enfermeiro e buscando recursos para mantê-la, mas sem abandonar as funções de pároco. Era tão dedicado aos seus fiéis a ponto de rezar uma missa às três horas da madrugada para que os camponeses pudessem ir para seus campos de trabalho com a Palavra do Senhor cravada em seus corações.
Os políticos da cidade, incomodados com sua atuação, conseguiram fechar a casa. Mas ele não desistiu. Fundou a Congregação religiosa da Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cotolenguinas, com a finalidade de servir os pequeninos, os deficientes e os doentes. Os fundos deveriam vir apenas das doações e da ajuda das pessoas simples. Padre José Benedito Cotolengo tinha como lema “caridade e confiança”: fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Comprou uma hospedaria abandonada na periferia da cidade e reabriu-a com o nome de “Pequena Casa da Divina Providência”.
Diante do Santíssimo Sacramento, padre José Benedito e todos os leigos e religiosos, que se uniram a ele nessa experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os doentes desamparados, pois, como ele mesmo dizia: “Se soubesses quem são os pobres, vós os servirias de joelhos!”. Morreu de fadiga, no dia 30 de abril de 1842, com cinqüenta e seis anos.
A primeira casa passou a receber todos os tipos de renegados: portadores de doenças contagiosas, físicas e psíquicas, em estado terminal ou não. Ainda hoje abriga quase vinte mil pessoas, servidas por cerca de oitocentas irmãs religiosas e voluntárias. A congregação pode ser encontrada nos cinco continentes, e continua como a primeira: sem receber ajuda do Estado ou de qualquer outra instituição. O padre José Benedito Cotolengo foi canonizado por Pio XI em 1934, e sua festa litúrgica ocorre no dia 30 de abril.

São Pio V
Antonio Miguel Ghislieri nasceu em 1504, em Bosco Marengo, na província de Alexandria, e, aos quatorze anos, já ingressara na congregação dos dominicanos. Depois que se ordenou sacerdote, sua carreira atravessou todas as etapas de maneira surpreendente. Foi professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, depois cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi e, finalmente, papa, em 1566, tomando o nome de Pio V.
A melhor definição para o seu governo é a palavra incômodo, aliás, como é o governo de todos os grandes reformadores dos costumes. Assim que assumiu, foi procurado, em Roma, por dezenas de parentes. Não deu “emprego” a nenhum, afirmando, ainda, que um parente do papa, se não estiver na miséria, “já está bastante rico”. Dessa maneira, acabou com o nepotismo na Igreja, um mal que até hoje afeta as comunidades no âmbito político. Implantou, ainda, outras mudanças no campo pastoral, aprovadas no Concílio de Trento: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura das publicações, para que não contivessem material doutrinário não aprovado pela Igreja.
Depois de conseguir a união dos países católicos, com a conseqüente vitória sobre os turcos muçulmanos invasores, e de ter decretado a excomunhão e deposição da própria rainha da Inglaterra, Elisabeth I, o furacão se extinguiu. Papa Pio V morreu no dia primeiro de maio de 1572, sendo canonizado em 1712.
Sua memória, antes venerada em 5 de maio, a partir da reforma do calendário litúrgico, passou a ser festejada nesta data, 30 de abril.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE .. de Abril de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 20, 1-15
O último combate do Dragão
Eu, João, vi descer do Céu um Anjo, que tinha na mão a chave do abismo e uma grande cadeia. Agarrou o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e acorrentou-o pelo espaço de mil anos. Precipitou-o no abismo, que fechou e selou, para que não seduzisse as nações, até se completarem os mil anos. Depois disto, tem de ser posto em liberdade por pouco tempo.
Vi então uns tronos, sobre os quais estavam sentados aqueles a quem foi dado o poder de julgar. Vi também as almas dos que tinham sido decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, assim como aqueles que não se tinham prostrado diante do monstro e da sua imagem, nem tinham recebido o seu sinal na fronte ou na mão. Eles voltaram à vida e reinaram com Cristo durante mil anos. Os outros mortos não voltaram à vida até se completarem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Feliz e santo aquele que tomar parte nesta primeira ressurreição; sobre eles não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele durante mil anos.
Quando terminarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e irá seduzir as nações dos quatro cantos da terra, Gog e Magog, a fim de os reunir para a guerra; o seu número será como a areia do mar.
Subiram por toda a extensão da terra e cercaram o acampamento dos santos e a cidade predileta. Mas desceu fogo do céu e devorou-os. O diabo, que os seduziu, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estava o monstro e o falso profeta; e serão atormentados dia e noite, pelos séculos dos séculos.
Vi depois um grande trono branco e Aquele que estava nele sentado. Da sua presença fugiram a terra e o céu, sem deixarem vestígios. Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono. E abriram-se os livros. Abriu-se ainda outro, que era o livro da vida. E os mortos foram julgados segundo as suas obras, conforme o que estava escrito nos livros. O mar entregou os mortos que nele estavam, a morte e a sua morada devolveram os mortos que tinham, e cada um foi julgado segundo as suas obras. A morte e a sua morada foram lançadas no lago de fogo. Esta é a segunda morte: o lago de fogo. E quem não estava inscrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Comentário de São Cirilo de Alexandria, bispo sobre o Evangelho de São João
(Liv. 10, 2: PG 74, 331-334) (Sec. V)
Eu sou a videira, vós os sarmentos
Querendo mostrar a necessidade que temos de estar unidos a Ele pelo amor e a grande vantagem que nos vem desta união, o Senhor afirma que é a videira e chama sarmentos aos que estão de certo modo enxertados e incorporados n’Ele e se tornaram já participantes da sua mesma natureza pela comunicação do Espírito Santo. É, de fato, o Espírito de Cristo quem nos une a Ele.
A adesão dos que se aproximam desta videira nasce da boa vontade e intenção; a união da videira conosco procede do seu afeto e natureza. Foi, de facto, pela boa vontade que nos aproximámos de Cristo na fé, mas participamos da sua natureza por termos alcançado d’Ele a dignidade da adopção filial. Efetivamente, segundo São Paulo, o que se une ao Senhor forma com Ele um só espírito.
Do mesmo modo que o autor sagrado, noutro lugar da Escritura, dá ao Senhor o nome de alicerce e fundamento (sobre o qual somos edificados como pedras vivas e espirituais, para nos tornarmos, pelo Espírito Santo, habitação de Deus e formarmos um sacerdócio santo, o que não é possível se Cristo não for o fundamento), assim agora, no mesmo sentido, afirma Cristo ser Ele a videira e, por assim dizer, a mãe e educadora dos sarmentos que dela brotam.
N’Ele e por Ele fomos regenerados no Espírito Santo, para produzirmos frutos de vida, não da vida antiga e envelhecida, mas daquela vida nova que procede do amor para com Ele. Esta vida nova, porém, só a podemos conservar, se nos mantivermos perfeitamente inseridos em Cristo, se aderirmos fielmente aos santos mandamentos que nos foram dados, se guardarmos com solicitude este título de nobreza adquirido e se não permitirmos que Se entristeça o Espírito que habita em nós, aquele Espírito que nos revela o sentido da habitação divina.
O evangelista São João nos ensina sabiamente de que modo estamos em Cristo e Ele em nós, quando diz: Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós, porque nos deu o seu Espírito.
Assim como a raiz faz chegar aos sarmentos a sua seiva natural, também o Unigénito de Deus concede aos homens, sobretudo aos que Lhe estão unidos pela fé, o seu Espírito, eleva-os à santidade perfeita, comunica-lhes a afinidade e parentesco com a natureza d’Ele e do Pai, alimenta-os na piedade e dá-lhes a sabedoria de toda a virtude e bondade.
LEITURA BREVE
Atos 13, 30-33
Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos, e ele apareceu durante muitos dias àqueles que o tinham acompanhado da Galileia a Jerusalém e são agora suas testemunhas diante do povo. Nós vos anunciamos a boa nova de que a promessa feita a nossos pais, Deus a cumpriu para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no salmo segundo: «Tu és meu Filho, eu hoje te gerei».
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Atos 4, 11-12
Jesus é a pedra rejeitada pelos construtores, que veio a tornar-se pedra angular. E não há salvação em mais ninguém, porque não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 3, 21-22a
Vós sois salvos pelo Batismo, que não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso para com Deus de uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo, que está à direita de Deus.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 1-2
Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 2, 4-5
Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
