“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 01 DE MAIO DE 2024
1 de maio de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 3 DE MAIO DE 2024
3 de maio de 2024QUINTA-FEIRA – SANTO ATANÁSIO BISPO E DOUTOR
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4349-liturgia-de-02-de-maio-de-2024>]
Antífona da entrada
– No meio da Igreja o Senhor abriu seus lábios, e encheu-o com o espírito de sabedoria e inteligência e o revestiu com um manto de glória, aleluia! (Eclo 15,5)
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, que nos destes no bispo Santo Atanásio um exímio defensor da divindade de vosso Filho, concedei-nos benigno que, alegrando-nos com sua doutrina e proteção, possamos conhecer-vos sempre melhor e vos amar cada vez mais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 15,7-21
Salmo Responsorial: Sl 95,1-3.10
– Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Minhas ovelhas escutam minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar (Jo 10,27).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 15,9-11
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 15,7-21): 7. Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: “Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem. 8. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós. 9. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações. 10. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? 11. Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles”. 12. Toda a assembleia o ouviu silenciosamente. Em seguida, ouviram Barnabé e Paulo contar quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios. 13. Depois de terminarem, Tiago tomou a palavra: “Irmãos, ouvi-me” – disse ele. 14. “Simão narrou como Deus começou a olhar para as nações pagãs para tirar delas um povo que trouxesse o seu nome. 15. Ora, com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito: 16. Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi que caiu. E reedificarei as suas ruínas, e o levantarei 17. para que o resto dos homens busque o Senhor, e todas as nações, sobre as quais tem sido invocado o meu nome. 18. Assim fala o Senhor que faz estas coisas, coisas que ele conheceu desde a eternidade (Am 9,11s). 19. Por isso, julgo que não se devem inquietar os que dentre os gentios se convertem a Deus. 20. Mas que se lhes escreva somente que se abstenham das carnes oferecidas aos ídolos, da impureza, das carnes sufocadas e do sangue. 21. Porque Moisés, desde muitas gerações, tem em cada cidade seus pregadores, pois que ele é lido nas sinagogas todos os sábados”.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 95,1-3.10): 1. Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor, terra inteira. 2. Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai cada dia a salvação que ele nos trouxe. 3. Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. 10. Dizei às nações: “O Senhor é rei”. E (a terra) não vacila, porque ele a sustém. Governa os povos com justiça.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 15,9-11) que, naquele tempo, disse Jesus: 9.“Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. 10.Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. 11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.”

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Liturgia Diária da Quinta-Feira da V Semana da Páscoa (dia 2 de maio de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 15,7-21) sobre o primeiro concílio da Igreja, realizado em Jerusalém, para dirimir controvérsias a respeito da suposta necessidade de os pagãos se converterem às práticas judaicas e posteriormente ao cristianismo.
Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e falou: “Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles”.
Em seguida Barnabé a Paulo relataram os milagres e prodígios que Deus fizera por meio deles entre os gentios – de como o Espírito Santo os conduziu e abriu as portas da fé (conforme Atos, 14,27) para que muitos se convertessem, a ponto de terem estabelecido igrejas em muitos lugares, onde o Senhor é honrado e a fé se expande.
Tiago manifestou: “Irmãos, ouvi-me. Simão narrou como Deus começou a olhar para as nações pagãs para tirar delas um povo que trouxesse o seu nome. Ora, com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito: ‘Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi que caiu. E reedificarei as suas ruínas, e o levantarei para que o resto dos homens busque o Senhor, e todas as nações, sobre as quais tem sido invocado o meu nome. Assim fala o Senhor que faz estas coisas, coisas que ele conheceu desde a eternidade (Am 9,11s).’ Por isso, julgo que não se devem inquietar os que dentre os gentios se convertem a Deus. Mas que se lhes escreva somente que se abstenham das carnes oferecidas aos ídolos, da impureza, das carnes sufocadas e do sangue. Porque Moisés, desde muitas gerações, tem em cada cidade seus pregadores, pois que ele é lido nas sinagogas todos os sábados”.
Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que o Senhor conhece os corações e deu o Espírito Santo também aos pagãos, não fazendo acepção de pessoas, purificando pela fé os corações dos que nele crêem. Não há que se impor pesados jugos sobre outrem, mas usufruir e gerar as condições para que muitos usufruam a graça do Senhor Jesus que conduz à salvação.
Cabe-nos seguir avante, anunciar o Senhor – a Boa Nova que revigora o viver, tornando-o novo – invocando o Espírito Santo para que abra as portas da fé a muitos para que se convertam, emendem suas condutas, tenham o viver renovado e se voltem à Igreja, laborando também na expansão da fé.
Empenhemo-nos, pois, para contribuir com os melhores esforços e oremos diuturnamente para que as nações se voltem para o nome do Senhor, do Deus verdadeiro, para que seja restaurada a Igreja verdadeira de modo que todos os homens busquem o Senhor e em todas as nações seja invocado seu santo nome.
Cumpre-nos contribuir com os melhores esforços e orar diuturnamente para que sejam encontradas soluções sensatas para dirimir as controvérsias que geram divisões entre os cristãos, de modo que com a maior brevidade possível se cumpra o desígnio divino que Jesus, o Bom Pastor, a respeito das ovelhas dos diversos apriscos: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor (João 10,16).”
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 95,1-3.10).
O Santo Evangelho (Jo 15,9-11) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que, naquele tempo, disse Jesus: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.”
Cumpre-nos, pois, impregnar-nos profundamente da consciência de que Jesus nos ama como o Pai o ama e cabe-nos perseverar no seu amor, cientes de que é guardando os seus mandamentos que nos mantemos constantes no amor. Jesus também guarda os mandamentos do Pai e assim persiste no seu amor. Nesse amor divino se concentra a maior e mais completa das alegrias.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo –
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quinta-Feira da V Semana da Páscoa (dia 2 de maio de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 15,7-21) sobre o primeiro concílio da Igreja, realizado em Jerusalém, para dirimir controvérsias a respeito da suposta necessidade de os pagãos se converterem às práticas judaicas e posteriormente ao cristianismo.
Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e falou: “Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles”.
Em seguida Barnabé a Paulo relataram os milagres e prodígios que Deus fizera por meio deles entre os gentios – de como o Espírito Santo os conduziu e abriu as portas da fé (conforme Atos, 14,27) para que muitos se convertessem, a ponto de terem estabelecido igrejas em muitos lugares, onde o Senhor é honrado e a fé se expande.
Tiago manifestou: “Irmãos, ouvi-me. Simão narrou como Deus começou a olhar para as nações pagãs para tirar delas um povo que trouxesse o seu nome. Ora, com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito: ‘Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi que caiu. E reedificarei as suas ruínas, e o levantarei para que o resto dos homens busque o Senhor, e todas as nações, sobre as quais tem sido invocado o meu nome. Assim fala o Senhor que faz estas coisas, coisas que ele conheceu desde a eternidade (Am 9,11s).’ Por isso, julgo que não se devem inquietar os que dentre os gentios se convertem a Deus. Mas que se lhes escreva somente que se abstenham das carnes oferecidas aos ídolos, da impureza, das carnes sufocadas e do sangue. Porque Moisés, desde muitas gerações, tem em cada cidade seus pregadores, pois que ele é lido nas sinagogas todos os sábados”.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vós conheceis os corações e destes o Espírito Santo também aos pagãos, não fazendo acepção de pessoas, purificando pela fé os corações dos que crêem em vós. Que não imponhamos pesados jugos sobre outrem, mas usufruamos e geremos as condições para que muitos usufruam a vossa graça que conduz à salvação.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir avante anunciando o Senhor – a Boa Nova que revigora o viver, tornando-o novo – e invocamos o Espírito Santo para que abra as portas da fé a muitos para que se convertam, emendem suas condutas, tenham o viver renovado e se voltem à Igreja, laborando também na expansão da fé.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos cada vez mais em contribuir com os melhores esforços e em orar diuturnamente para que as nações se voltem para o vosso nome, ó Deus verdadeiro, para que seja restaurada a Igreja verdadeira, de modo que todos os homens vos busquem e em todas as nações seja invocado vosso santo nome.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos cada vez mais em contribuir com os melhores esforços e em orar diuturnamente para que sejam encontradas soluções sensatas para dirimir as controvérsias que geram divisões entre os cristãos, de modo que com a maior brevidade possível se cumpra o desígnio divino de Jesus, o Bom Pastor, a respeito das ovelhas dos diversos apriscos: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor (João 10,16).”
Fazemos coro com o louvor orante do salmista: (Sl 95,1-3.10): 1. Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor, terra inteira. 2. Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai cada dia a salvação que ele nos trouxe. 3. Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. 10. Dizei às nações: “O Senhor é rei”. E (a terra) não vacila, porque ele a sustém. Governa os povos com justiça.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração para investir-se de forma cada vez mais plena do amor divino.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quinta-Feira da V Semana da Páscoa (dia 2 de maio de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 15,9-11) que disse Jesus: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente da consciência de que Jesus nos ama como o Pai o ama – e para que perseveremos no seu amor, cientes de que é guardando os seus mandamentos que nos mantemos constantes no amor.
iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que como Jesus guarda os mandamentos do Pai e assim persiste no seu amor, guardemos os seus mandamentos e nos invistamos de forma cada vez mais plena nesse amor divino em que se concentra a maior e mais completa das alegrias.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os imensos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Maio
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/05/santos-do-dia-da-igreja-catolica-02-de-maio/>]

Santo Atanásio
Houve o dia em que a Igreja se viu livre da perseguição mortal dos pagãos. Foi no ano 313 e o famoso Edito de Milão transformou o cristianismo de perseguido a favorecido pelos imperadores romanos. Mas a luta não terminou aí, pois na mesma época a semente da discórdia foi plantada no interior do catolicismo, com a heresia de Ário. Foi então que a fé extrema e a dedicação na defesa da divindade de Cristo transformaram Atanásio, o bispo de Alexandria, no mais vigoroso combatente dos hereges.
Atanásio nasceu no Egito em 296, filho da cidade da qual seria o bispo mais lembrado. Ainda adolescente, foi considerado um dos homens mais inteligentes de Alexandria entre as celebridades que ali vivam. Ingressou na Igreja por meio do bispo Alexandre. Na qualidade de seu assessor especial, embora fosse apenas diácono, Atanásio participou do Concílio de Nicéia, em 325, e passou para a história da Igreja.
Em todos os registros sobre esse Concílio, que definiu o arianismo como heresia, o nome de Atanásio é o mais citado. O arianismo negava a santidade de Jesus. Considerava-o apenas “uma criatura do Pai” e não parte dele, equivalente a ele. Atanásio foi um dos responsáveis na luta para que a Igreja retomasse o caminho apontado e definido pelos apóstolos. Conta-se que os seus discursos empolgantes, com uma argumentação bíblica brilhante e a lucidez de sua doutrina, foram essenciais na defesa e manutenção da ortodoxia cristã. Apontou um por um os erros históricos e dogmáticos dos hereges, conquistando a vitória para a causa católica e, conseqüentemente, o ódio profundo dos arianos.
Atanásio foi um religioso muito atuante, discípulo e contemporâneo de figuras muito importantes do clero que a Igreja honrou com a veneração nos altares. Quando morreu o bispo Alexandre, tanto o povo como o clero apontaram Atanásio como seu sucessor. Seu bispado durou quarenta e seis anos, recheados de perseguição e sofrimento. Apoiados pelo imperador, os arianos espalharam calúnias incríveis. Atanásio sofreu cinco exílios seguidos, intercalados com fugas e com afastamentos por vontade própria, que suportou com paciência e determinação. Foi assim que conheceu santo Antão, de quem escreveu a biografia, contando também como era a vida monástica no deserto, o que atraiu muitos cristãos aos mosteiros eremitas.
Atanásio morreu, com setenta e sete anos, no dia 2 de maio de 373. Logo depois, foi inserido entre os celebres “Padres da Igreja”, sendo canonizado e declarado “doutor da Igreja”. Sua festa litúrgica é celebrada no dia de sua morte em todo o mundo cristão.

Mafalda (Bem-Aventurada)
Mafalda passou para a história do povo português como “a rainha santa Mafalda”. Ela foi uma das filhas do primeiro rei de Portugal, Sancho I, o Povoador, e da rainha Dulce de Aragão. Em 1184, quando nasceu, herdou o nome de sua avó paterna, Mafalda de Savóia, e tornou-se uma jovem muito bela. Recebeu a educação própria aos nobres.
O rei Sancho I morreu em 1211, deixando o reinado para a rainha viúva e o poder efetivo ao ministro Nunes de Lara. Na época, por causa da guerra com os árabes muçulmanos, era importante para o reino de Portugal que se estreitassem os laços de amizade com o reino de Castela, ou seja, com a elite espanhola. Por isso o ministro Nunes acertou o casamento de Mafalda com o rei Henrique I, do trono de Castela.
Entretanto, a mãe do rei Henrique I, que não queria o casamento, recorreu à Santa Sé alegando que os dois jovens reis eram parentes e muito jovens. Começou a correr o processo de anulação do casamento. Aos quatorze anos, o rei Henrique I morreu tragicamente. O papa Inocêncio III anulou o matrimônio e a rainha Mafalda regressou a sua pátria.
Em Portugal, Mafalda passou a auxiliar monges e monjas com doações a mosteiros. Mais tarde, ingressou no Convento de Arouca, Portugal, e tornou-se monja cisterciense da Ordem de São Bernardo, de cujo convento só saia para fazer peregrinações à catedral do Porto, onde entregava suas jóias no altar de Nossa Senhora, de quem era muito devota. Vivia com humildade e usou sua riqueza patrocinando as obras de caridade, a reconstrução dos povoados, a construção de hospitais e as casas religiosas.
Devido às obras de caridade que fez, o papa Alexandre IV, de próprio punho, agradeceu os serviços que ela prestou à Igreja em uma carta de 1255. Mafalda morreu no dia 1o de maio de 1257, no mosteiro de Arouca, Portugal, onde seu corpo foi sepultado.
A fama da sua santidade foi logo crescendo e a população passou a referir-se a ela como “rainha santa Mafalda”. No século XII, por ocasião da sua exumação, corpo e vestes estavam incorruptos. O papa Pio VI beatificou-a em 1793 e no ano seguinte autorizou o culto público e sua festa litúrgica no dia 2 de maio.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 02 de Maio de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 21, 9-27
Visão da Jerusalém celeste
Veio um dos sete Anjos que tinham as sete taças cheias dos sete últimos flagelos; dirigiu-me a palavra e disse-me: «Vem! Vou mostrar-te a noiva, a Esposa do Cordeiro».
Ele transportou-me em espírito ao cimo de uma alta montanha e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, resplandecente da glória de Deus. O seu esplendor era como o de uma pedra preciosíssima, como jaspe cristalino. Tinha uma grande e alta muralha, com doze portas e, junto delas, doze Anjos; tinha também nomes gravados, os nomes das doze tribos dos filhos de Israel: três portas ao nascente, três portas ao norte, três portas ao sul e três portas a poente. A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes, e neles doze nomes: os dos doze Apóstolos do Cordeiro.
Aquele que me falava tinha uma medida, uma vara de ouro, para medir a cidade, suas portas e muralha. A cidade era quadrada: o comprimento igual à largura. Ele mediu a cidade com a vara: doze mil estádios; comprimento, largura e altura eram iguais.
Depois mediu a muralha: cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida humana que o Anjo adoptava. A muralha era de jaspe, e a cidade era de ouro puro, semelhante ao puro cristal.
Os fundamentos da muralha da cidade estavam ornados com toda a espécie de pedras preciosas: o primeiro era de jaspe, o segundo de safira, o terceiro de calcedónia, o quarto de esmeralda, o quinto de sardónica, o sexto de cornalina, o sétimo de crisólito, o oitavo de berilo, o nono de topázio, o décimo de crisópraso, o décimo primeiro de jacinto e o décimo segundo de ametista.
As doze portas eram doze pérolas, e cada uma das portas era feita de uma só pérola. A praça da cidade era de ouro puro, transparente como o cristal.
Na cidade não vi nenhum templo, porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro. A cidade não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua lâmpada é o Cordeiro. As nações caminharão à sua luz, e os reis da terra virão trazer-lhe a sua magnificência. As suas portas não serão fechadas durante o dia, pois ali não haverá noite.
Hão de trazer-lhe a glória e o esplendor das nações. Nada de profano aí poderá entrar, nem ninguém que pratique a abominação e a mentira, mas somente aqueles que estão inscritos no livro de vida do Cordeiro.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de Santo Atanásio, bispo
(Serm. sobre a encarnação do Verbo, 8-9: PG 25, 110-111) (Sec. IV)
A encarnação do Verbo
O Verbo de Deus, incorpóreo, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, se bem que antes não estava ausente. De facto, nenhuma região do universo esteve alguma vez privada da sua presença, porque pela união com seu Pai estava em todas as coisas e em toda a parte. Por amor de nós veio a este mundo, isto é, manifestou-se-nos de modo sensível. Compadecido da fragilidade do género humano, comovido pelo nosso estado de corrupção, não suportando que fôssemos vítimas da morte, tomou um corpo, um corpo semelhante ao nosso, para que não perecesse o que tinha sido criado nem se inutilizasse a obra de seu Pai ao criar o homem. Não quis simplesmente habitar num corpo, nem apenas tornar-Se visível. Se de facto quisesse apenas tornar-Se visível, teria podido escolher um corpo mais excelente; mas Ele tomou o nosso corpo. No seio da Virgem construiu para Si um templo, isto é, um corpo, e, habitando nele, fê-lo instrumento da sua manifestação. Tomou um corpo semelhante ao nosso, e, porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, Ele, no seu imenso amor, ofereceu-o ao Pai, aceitando a morte por todos os homens. Deste modo, a lei da morte, promulgada contra todos os homens, ficou anulada para aqueles que morrem em comunhão com Ele, pois que, tendo ferido o corpo do Senhor, a morte perdeu a possibilidade de fazer mal aos outros homens, seus semelhantes. Além disso, reconduziu os homens da corrupção à incorruptibilidade, da morte à vida, consumindo neles totalmente a morte – como a palha é consumada pelo fogo – por meio do corpo que assumira e pelo poder da ressurreição. Assumiu, portanto, um corpo mortal, para que esse corpo, unido ao Verbo que está acima de tudo, pudesse satisfazer à morte por todos. E porque era habitação do Verbo, o corpo assumido tornou-se imortal e, pelo poder da ressurreição, remédio de imortalidade para todos os homens. Com efeito, entregando à morte o corpo que tinha assumido, Ele ofereceu-o como sacrifício e vítima puríssima, e assim libertou da morte todos os seus semelhantes, já que por todos o ofereceu em sacrifício. O Verbo de Deus, que é superior a todas as coisas, entregando e oferecendo em sacrifício o seu corpo, templo e instrumento [da divindade], pagou com a sua morte a dívida que todos tínhamos contraído. Assim, o Filho incorruptível de Deus, tornando-Se solidário com todos os homens por um corpo semelhante ao seu, a todos fez participantes da sua imortalidade, a título de justiça, com a promessa da ressurreição. A corrupção da morte já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que por meio do seu corpo habita neles.
LEITURA BREVE
Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 13
Todos nós – judeus ou gregos, escravos ou homens livres – fomos batizados num só Espírito para constituirmos um só corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tito 3, 5b-7
Deus salvou-nos pelo Batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 1, 12-14
Demos graças a Deus, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino de seu Filho muito amado, no qual encontramos a redenção, o perdão dos pecados.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há de ser revelada: apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
