“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 04 DE MAIO DE 2024
4 de maio de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 06 DE MAIO DE 2024
6 de maio de 2024DOMINGO DA VI SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4352-liturgia-de-05-de-maio-de-2024>]
Antífona da entrada
– Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os confins da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia! (Is 48,20)
Coleta
– Deus todo-poderoso, dai-nos viver com ardor estes dias de júbilo em honra do Senhor ressuscitado, para que sempre manifestemos com nossas obras o mistério que celebramos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 10, 25-26.34-35.44-48
Salmo Responsorial: Sl 97,1-4
– O Senhor fez conhecer a salvação e revelou sua justiça às nações.
2ª Leitura: 1 Jo 4,7-10
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Quem me ama realmente guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,23).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 15,9-17
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 10, 25-26.34-35.44-48): 25. Quando Pedro estava para entrar, Cornélio saiu a recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo. 26. Pedro, porém, o ergueu, dizendo: “Levanta-te! Também eu sou um homem!”. 34. Então, Pedro tomou a palavra e disse: “ 44. Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra. 45. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; 46. pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. 47. Então, Pedro tomou a palavra: “Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”. 48. E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 97,1-4): 1. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4. Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1 Jo 4,7-10): 7. Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 9. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. 10. Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 15,9-17): 9. “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. 10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. 11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.” 12. “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. 13. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. 14. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. 15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. 16. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. 17. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.”

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da VI Semana da Páscoa (dia 05 de maio de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 10, 25-26.34-35.44-48) que tendo Pedro sido chamado à casa de Cornélio, este saiu para recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo, mas Pedro o ergueu, dizendo ser apenas um homem.
Em seguida disse: “Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas, mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo.” Pedro ainda falava quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra de Deus por ele anunciada.
Os fiéis adeptos à circuncisão que tinham vindo com Pedro se admiraram profundamente, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos, pois ouviam-nos falar em outras línguas para glorificar a Deus. Pedro manifestou: “Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”. Então mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Os anfitriões rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.
Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que Deus não faz distinção de pessoas, mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo.” Ou seja, a salvação está à disposição de todos, cumprindo-nos anunciar a Palavra de Deus para que as pessoas possam conhecê-lo e assim ajustar seus procedimentos ao que é justo, segundo a justiça divina.
Cabe-nos ainda impregnar-nos da consciência de que ouvindo a Palavra de Deus o Espírito Santo desce sobre os que a ouvem, sem fazer acepção de pessoas – e que um dos efeitos da descida do Espírito Santo é falar em outras línguas para glorificar a Deus.
Cumpre-nos também, a exemplo de Pedro, promover o acesso de muitos aos sacramentos, acolhendo-as na Igreja, para que se tornem seus membros e usufruam as prerrogativas da filiação divina adotiva com que Jesus tão generosamente nos contemplou.
As santas palavras da 2ª Leitura (1 Jo 4,7-10) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que, conforme assevera São João Apóstolo e Evangelista, cumpre-nos amar-nos uns aos outros porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
Cabe-nos imbuir-nos da clareza de que aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor e nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.
Cumpre-nos postar-nos com suprema gratidão pela disposição do Pai divino de tornar-se familiar, de nos integrar à família divina, enviando-nos o Filho divino para que, nele crendo, nos tornemos seus irmãos, sendo assim investidos da filiação divina adotiva.
O Santo Evangelho (Jo 15,9-17) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que disse Jesus: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.”
Cumpre-nos, pois, amar Jesus como o Pai o ama e Jesus nos ama e perseverar no seu amor guardando os seus mandamentos, sendo assim constantes no seu amor, como ele guarda os mandamentos do Pai e persiste em seu amor, sendo o seu mandamento que amemo-nos uns aos outros como ele nos ama.
Cabe-nos, a exemplo de Jesus, amar a ponto de dar a vida por aqueles a quem amamos, cientes de que Jesus, nosso maior amigo, deu a vida por nós e nos deu a conhecer tudo quanto ouviu de seu Pai, tendo nos escolhido e constituído para que produzamos fruto e nosso fruto permaneça.
Cumpre-nos impregnar-nos profundamente da consciência de que o fruto permanente que cumpre-nos fazer brotar e amadurecer em nosso viver é nos firmarmos como amigos de Jesus, obedecendo seus mandamentos e tornando-nos assim filhos adotivos de Deus, sendo que desse modo tudo quanto pedirmos ao Pai em nome de Jesus ele nos concederá. Cumpramos, pois, o mandamento de Jesus e amemo-nos uns aos outros!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração para promover o acesso de muitos aos sacramentos, para que sejam acolhidos na Igreja, se tornem seus membros e usufruam as prerrogativas da filiação divina adotiva.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da VI Semana da Páscoa (dia 05 de maio de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 10, 25-26.34-35.44-48) que tendo Pedro sido chamado à casa de Cornélio, este saiu para recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo, mas Pedro o ergueu, dizendo ser apenas um homem.
Em seguida disse: “Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas, mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo.” Pedro ainda falava quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra de Deus por ele anunciada.
Os fiéis adeptos à circuncisão que tinham vindo com Pedro se admiraram profundamente, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos, pois ouviam-nos falar em outras línguas para glorificar a Deus. Pedro manifestou: “Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”. Então mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Os anfitriões rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Deus não faz distinção de pessoas, mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo.” Ou seja, a salvação está à disposição de todos, cumprindo-nos anunciar a Palavra de Deus para que as pessoas possam conhecê-lo e assim ajustar seus procedimentos ao que é justo, segundo a justiça divina.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que ouvindo a Palavra de Deus o Espírito Santo desce sobre os que a ouvem, sem fazer acepção de pessoas – e que um dos efeitos da descida do Espírito Santo é falar em outras línguas para glorificar a Deus.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Pedro, promovamos o acesso de muitos aos sacramentos, acolhendo-as na Igreja, para que se tornem seus membros e usufruam as prerrogativas da filiação divina adotiva com que Jesus tão generosamente nos contemplou.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 97,1-4): 1. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4. Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai.
Néctar espiritual extraído da Segunda Leitura – Oração de suprema gratidão pela disposição do Pai divino em nos integrar à família divina nos dando Jesus como irmão para, nele crendo, sermos investidos da filiação divina adotiva.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da VI Semana da Páscoa (dia 05 de maio de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (1 Jo 4,7-10) que, conforme assevera São João Apóstolo e Evangelista, cumpre-nos amar-nos uns aos outros porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos imbuamos da clareza de que aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor e nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos postemos com suprema gratidão pela disposição do Pai divino de tornar-se familiar, de nos integrar à família divina, enviando-nos o Filho divino para que, nele crendo, nos tornemos seus irmãos, sendo assim investidos da filiação divina adotiva.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de firmação do propósito de ser amigo de Jesus, obedecer seus mandamentos e receber a filiação divina adotiva.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da VI Semana da Páscoa (dia 05 de maio de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 15,9-17) que disse Jesus: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que amemos Jesus como o Pai o ama e Jesus nos ama – e perseveremos no seu amor guardando os seus mandamentos, sendo assim constantes no seu amor, como ele guarda os mandamentos do Pai e persiste em seu amor, sendo o seu mandamento que amemo-nos uns aos outros como ele nos ama.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Jesus, amemos a ponto de dar a vida por aqueles a quem amamos, cientes de que Jesus, nosso maior amigo, deu a vida por nós e nos deu a conhecer tudo quanto ouviu de seu Pai, tendo nos escolhido e constituído para que produzamos fruto e nosso fruto permaneça.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente da consciência de que o fruto permanente que cumpre-nos fazer brotar e amadurecer em nosso viver é nos firmarmos como amigos de Jesus, obedecendo seus mandamentos e tornando-nos assim filhos adotivos de Deus, sendo que desse modo tudo quanto pedirmos ao Pai em nome de Jesus ele nos concederá. Cumpramos, pois, o mandamento de Jesus e amemo-nos uns aos outros!
Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os imensos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 05 de Maio
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/05/santos-do-dia-da-igreja-catolica-05-de-maio/>]

Santo Ângelo
Uma tradição muito antiga nos trás a luz sobre a vida de Ângelo. Os registros indicam que ele nasceu em 1185, na cidade de Jerusalém, de pais judeus pela religião, chamados José e Maria, nomes muito comuns na região. E que eles se converteram após Nossa Senhora ter avisado Ângelo, durante as orações, que ele teria um irmão, o que lhes parecia impossível, porque seus pais eram idosos. Mas isso aconteceu. Emocionados, receberam o batismo junto com a criança, à qual deram o nome de João. Mais tarde, ele também vestiu o hábito carmelita.
Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres, depois de viver cinco anos no monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote.
Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do monte Carmelo com os primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obter do papa Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a Sicília.
Lá, ao visitar a basílica de São João, se encontrou com os sacerdotes, que se tornaram santos, Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, instante em que previu e anunciou a sua morte como mártir de Jesus Cristo.
Dentre seus grandes feitos, o que mais se destaca é o trabalho de evangelização que manteve entre os hereges cátaros daquela cidade. A história narra que ele conseguiu converter até uma mulher que, antes disso, mantinha uma vida de pecados, até mesmo uma relação incestuosa com um rico senhor do lugar.
No dia 5 de maio de 1220, Ângelo fez sua última pregação na igreja de São Tiago de Licata, na Sicília. Nesse dia foi morto, vítima daquele rico homem, que não se conformou com o abandono e a conversão de sua amante, encomendando o assassinato.
Venerado pela população, logo uma igreja foi erguida no lugar de seu martírio, onde foi sepultado o seu corpo. A Igreja canonizou o mártir santo Ângelo em 1498. Porém somente em 1662 as suas relíquias foram transladadas para a igreja dos carmelitas. O seu culto se difundiu amplamente no meio dos fiéis e na Ordem do Carmo.
Santo Ângelo foi nomeado padroeiro de muitas localidades, inicialmente na Itália, depois em outras regiões da Europa. Sua veneração se mantém até os nossos dias, sendo invocado pelo povo e devotos nas situações de suas dificuldades. Os primeiros padres carmelitas da América difundiram a sua devoção, construindo igrejas, nomeando as aldeias que se formavam, e expandiram o seu culto, que também chegou ao Brasil.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 05 de Maio de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Primeira Epístola do apóstolo São João 1, 1-10
Verbo da vida e luz de Deus
O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos acerca do Verbo da vida, é o que nós vos anunciamos. Porque a vida manifestou-Se, e nós vimos e damos testemunho dela. Nós vos anunciamos a vida eterna, que estava junto do Pai e nos foi manifestada. Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos, para que estejais também em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. E escrevemos tudo isto, para que a vossa alegria seja completa. Esta é a mensagem que ouvimos d’Ele e vos anunciamos: Deus é luz e n’Ele não há trevas. Se dissermos que estamos em comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas se caminharmos na luz, como Ele vive na luz, estamos em comunhão uns com os outros, e o Sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a maldade. Se dissermos que não pecámos, fazemos d’Ele um mentiroso e a sua palavra não está em nós.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Comentário de São Cirilo de Alexandria, bispo
sobre a Segunda Epístola aos Coríntios
(Cap. 5, 5-6, 2: PG 64, 942-943) (Sec. V)
Deus reconciliou-nos consigo por meio de Cristo
e confiou-nos o ministério da reconciliação
Os que têm o penhor do Espírito e vivem na esperança da ressurreição, como se possuíssem já aquilo que esperam, podem afirmar que desde agora já não reconhecem a ninguém segundo a carne; todos, de facto, somos espirituais, isentos da corrupção carnal. Porque, desde que brilhou para nós a luz do Unigénito de Deus, fomos transformados no mesmo Verbo que tudo vivifica. E assim como nos sentíamos acorrentados pelas cadeias da morte, quando reinava o pecado, assim agora ficamos livres de toda a corrupção, ao introduzir-se no mundo a justiça de Cristo. Portanto, já ninguém vive na carne, isto é, sujeito à fraqueza carnal, à qual certamente, entre outras coisas, deve ser atribuída a corrupção. Neste sentido diz o Apóstolo: Se conhecemos a Cristo segundo a carne, agora já não O conhecemos assim. Como se quisesse dizer: O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós, sujeitando-Se à morte, segundo a carne, para salvação de todos. Foi deste modo que O conhecemos; mas, desde agora, já não O reconhecemos assim. É verdade que Ele conserva a sua carne, pois ressuscitou ao terceiro dia, e vive no Céu, à direita do Pai; mas a sua existência é superior à vida da carne: Tendo morrido uma vez, já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele. Porque na morte que sofreu, Cristo morreu pelo pecado uma vez para sempre; mas a sua vida é uma vida para Deus. Portanto, se Ele Se apresentou diante de nós como modelo de vida, é absolutamente necessário que também nós, seguindo os seus passos, formemos parte daqueles, que vivem não já na carne, mas acima da carne. Por isso com toda a razão nos diz São Paulo: Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura; as coisas antigas passaram e tudo se fez de novo. Fomos justificados pela fé em Cristo e terminou assim o domínio da maldição. Uma vez que Ele ressuscitou por nossa causa, calcando aos pés o poder da morte, nós conhecemos Aquele que é por sua própria natureza verdadeiro Deus, a quem prestamos culto em espírito e verdade, por intermédio do seu Filho que distribui sobre o mundo as bênçãos divinas do Pai. Por isso, diz muito bem São Paulo: Tudo vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo. Realmente não foi sem o beneplácito do Pai que se realizou o mistério da encarnação e a renovação a que deu origem. Por Cristo temos acesso ao Pai, como Ele mesmo diz: ninguém pode ir ao Pai se não por Ele. Portanto, tudo vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação.
LEITURA BREVE
Atos 10, 40-43
Deus ressuscitou Jesus ao terceiro dia e permitiu-lhe manifestar-se, não a todo o povo mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com ele, depois de ter ressuscitado dos mortos. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. É dele que todos os Profetas dão o seguinte testemunho: quem acredita nele recebe, pelo seu nome, a remissão dos pecados.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 15, 3b-5
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; e apareceu a Pedro e depois aos doze.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 4-6
Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, estando nós ainda mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida em união com Cristo – é pela graça que fostes salvos – e com ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos Céus, com Cristo Jesus.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 6, 4
Fomos sepultados com Cristo pelo Batismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos para glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 10, 12-14
Cristo, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Por uma única oblação tornou perfeitos para sempre os que ele santifica.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
