“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 07 DE MAIO DE 2024
7 de maio de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 09 DE MAIO DE 2024
9 de maio de 2024QUARTA-FEIRA DA VI SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:
https://www.youtube.com/watch?v=rEje3WlzLc0

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4355-liturgia-de-08-de-maio-de-2024>]
Antífona da entrada
– Eu vos louvarei, Senhor entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia! (Sl 17,50; 21,23)
Coleta
– Senhor, como celebramos solenemente o mistério da ressurreição do vosso Filho, concedei que mereçamos também alegrar-nos com todos os santos quando ele vier na sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 17,15.22-34; 18, 1
Salmo Responsorial: Sl 148,1-2.11-14
– Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Rogarei ao meu Pai e ele há de enviar-vos um outro Paráclito, que há de permanecer eternamente convosco (Jo 14,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho Jesus Cristo, segundo João: Jo 16,12-15
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 17,15.22-34; 18, 1): 15.Os que conduziam Paulo levaram-no até Atenas. De lá voltaram e transmitiram para Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível. 22. Paulo, em pé no meio do Areópago, disse: “Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos. 23. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos de vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio! 24. O Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas. 25. Nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas. 26. Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação. 27. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. 28. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: ‘Nós somos também de sua raça…’. 29. Se, pois, somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e gênio dos homens. 30. Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem. 31. Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos”. 32. Quando o ouviram falar de ressurreição dos mortos, uns zombavam e outros diziam: “A respeito disso te ouviremos outra vez”. 33. Assim saiu Paulo do meio deles. 34. Todavia, alguns homens aderiram a ele e creram: entre eles, Dionísio, o areopagita, e uma mulher chamada Dâmaris; e com eles ainda outros. [Capítulo 18] 1. Depois disso, saindo de Atenas, Paulo dirigiu-se a Corinto.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 148,1-2.11-14): 1. Aleluia. Nos céus, louvai o Senhor, louvai-o nas alturas do firmamento. 2. Louvai-o, todos os seus anjos. Louvai-o, todos os seus exércitos. […] 11. reis da terra e todos os seus povos; príncipes e juízes do mundo; 12. jovens e donzelas; velhos e crianças! 13. Louvem todos o nome do Senhor, porque só o seu nome é excelso. Sua majestade transcende a terra e o céu, 14. e conferiu a seu povo um grande poder. Louvem-no todos os seus fiéis, filhos de Israel, povo a ele mais chegado.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 16,12-15): 12. Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. 13. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ele vos ensinará toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e vos anunciará as coisas que virão. 14. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 15. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará.”

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Liturgia Diária da Quarta-Feira da VI Semana da Páscoa (dia 08 de maio de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 17,15.22-34; 18, 1) sobre que Paulo e Silas, prosseguindo sua jornada evangelizadora, frequentando as sinagogas de diversas cidades (Anfípolis, Apolônia e Tessalônica) ali explicavam que Jesus era o Cristo anunciado nas escrituras. Muitos creram neles, mas os recalcitrantes incitavam a multidão a expulsá-los das cidades, a pretexto de que conspiravam contra César, por apregoarem ser Jesus o rei (conforme Atos 17, 1-10).
Chegando a Bereia foram melhor acolhidos, tendo muitos abraçado a fé, porém os Judeus de Tessalônica se dirigiram para lá e ali também sublevaram o povo. Então os irmãos fizeram que Paulo se retirasse para o mar, enquanto Silas e Timóteo ali permaneceram (conforme Atos 17, 11-14). Levaram Paulo para Atenas e no retorno comunicaram a Silas e Timóteo para que fossem até ele com a maior brevidade possível.
Convidado a dirigir-se ao aerópago, em Atenas, Paulo colocou-se de pé e falou aos presentes: “Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos de vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio! O Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas. Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: ‘Nós somos também de sua raça…’. Se, pois, somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e gênio dos homens. Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem. Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos”.
Ao ouvirem falar de ressurreição dos mortos, alguns passaram a zombar, outros arranjaram desculpas para se retirar, porém alguns aderiram ao que ele ensinou e creram – dentre eles Dionísio, o aeropagita e uma mulher chamada Dâmaris, entre outros. De Atenas Paulo se dirigiu a Corinto.
Cumpre-nos, a exemplo de Paulo e Silas, prosseguir na jornada evangelizadora, em que pese os revezes e dificuldades – seguindo as instruções de Jesus. E caso não formos bem-vindos em um local, passemos à frente (conforme Mateus 10, 7-17) – cientes de que muitos crerão e outros permanecerão recalcitrantes.
Cabe-nos impregnar-nos da consciência de que as dificuldades e revezes permitidos pela Providência ensejam oportunidades para ir avante e estender a Palavra de Deus a outros, como ocorreu com Paulo, que conduzido a Atenas, dirigiu-se ao aerópago e ali pregou o Evangelho.
Cumpre-nos tomar posse da profunda sabedoria de que estão impregnadas as palavras de Paulo proferidas naquela ocasião – tendo ele aproveitado a oportunidade para referir a inscrição em um altar, insculpida um dos monumentos que encontrou naquela cidade que então contava com multivariada religiosidade, com os seguintes dizeres: “A um Deus desconhecido.”
Paulo explicou-lhes que veio para anunciar-lhes justamente esse Deus, que eles adoravam sem conhecer. Esclareceu-lhes ser o Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, que é Senhor do céu e da terra; não habita em templos feitos por mãos humanas e não é servido por mãos de homens, sendo ele que a todos dá a vida, a respiração… – dele provêm todas as coisas.
Esclareceu-lhes que Deus fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra, estabelecendo aos povos os tempos e os limites de suas habitações. Elucidou que Deus aprecia que o procurem, que se esforcem para encontrá-lo – mesmo que às apalpadelas – e que ele não está longe de cada um de nós: é nele que temos a vida, o movimento e o ser.
Afirmou que fomos por ele criados e portanto somos da raça de Deus, que é um ser vivo e não se confunde com falsas divindades de ouro, prata ou pedra. Asseverou também Paulo que Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem de seus maus procedimentos e se converterem plenamente a ele. Manifestou ainda que Deus há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem destinado para tal, aquele que ressuscitou dos mortos.
Cabe-nos imbuir-nos da consciência de que nem todos assimilarão e crerão no anúncio do Evangelho, porém as sementes plantadas não o são em vão; algumas delas germinarão e cundirão, fazendo proliferar o Reino, cumprindo-nos, conforme inspirar o Espírito Santo, perseverar na semeadura e no cultivo da fé, a exemplo de Paulo e dos demais apóstolos.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 148,1-2.11-14).
O Santo Evangelho (Jo 16,12-15) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que disse Jesus: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ele vos ensinará toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e vos anunciará as coisas que virão. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará.”
Cumpre-nos, pois, investir-nos de paciência imbuir-nos da consciência de que receberemos as revelações divinas quando as pudermos suportar, ou seja, quando tivermos o suporte, a capacidade suficiente para tal – e invocar o Paráclito, o Espírito da Verdade, o Espírito Santo para que nos dê esse suporte, nos ensine toda a verdade e nos anuncie o que há de vir.
Cabe-nos impregnar-nos profundamente da consciência de que o Espírito Santo glorifica Jesus, recebendo tudo o que é de Jesus – inclusive o que Jesus tem a nos comunicar – e no-lo anunciará. Sendo que tudo o que é do Pai é de Jesus, o Espírito Santo nos anunciará a vontade de Deus, de modo que, dia a dia, nos tornemos cada vez mais configurados, unidos ao Pai e ao Filho, divinamente orientados pelo Espírito Santo.
Importa ainda buscar esclarecimentos mais profundos a respeito do Espírito Santo no Catecismo da Igreja Católica:
Parágrafo 2670. «Ninguém pode dizer “Jesus é o Senhor”, a não ser pela ação do Espírito Santo»(1 Cor12, 3). Todas as vezes que começamos a orar a Jesus, é o Espírito Santo que, pela sua graça preveniente, nos atrai para o caminho da oração. Uma vez que Ele nos ensina a orar lembrando-nos Cristo, como orar-Lhe a Ele próprio? A Igreja convida-nos, pois, a implorar cada dia o Espírito Santo, especialmente no princípio e no fim de qualquer ato importante.
Parágrafo 2671. A forma tradicional de pedir o Espírito é invocar o Pai, por Cristo, nosso Senhor, para que nos dê o Espírito Consolador. Jesus insiste nesta petição em seu nome no próprio momento em que promete o dom do Espírito de verdade. Mas também é tradicional a oração mais simples e mais direta: «Vinde, Espírito Santo». Cada tradição litúrgica desenvolveu-a em antífonas e hinos: «Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. [Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém!]» «Rei celeste, Espírito consolador, Espírito da verdade, presente em toda a parte e tudo enchendo, tesouro de todo o bem e fonte da vida, vem, habita em nós, purifica-nos e salva-nos, Tu que és Bom!»
Parágrafo 2672. O Espírito Santo, cuja unção impregna todo o nosso ser, é o mestre interior da oração cristã. É o artífice da tradição viva da oração. Há, é certo, tantos caminhos na oração como orantes; mas é o mesmo Espírito que age em todos e com todos. É na comunhão do Espírito Santo que a oração cristã é oração na Igreja.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de resiliência missionária.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quarta-Feira da VI Semana da Páscoa (dia 08 de maio de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 17,15.22-34; 18, 1) sobre que Paulo e Silas, prosseguindo sua jornada evangelizadora, frequentando as sinagogas de diversas cidades (Anfípolis, Apolônia e Tessalônica) ali explicavam que Jesus era o Cristo anunciado nas escrituras. Muitos creram neles, mas os recalcitrantes incitavam a multidão a expulsá-los das cidades, a pretexto de que conspiravam contra César, por apregoarem ser Jesus o rei (conforme Atos 17, 1-10).
Chegando a Bereia foram melhor acolhidos, tendo muitos abraçado a fé, porém os Judeus de Tessalônica se dirigiram para lá e ali também sublevaram o povo. Então os irmãos fizeram que Paulo se retirasse para o mar, enquanto Silas e Timóteo ali permaneceram (conforme Atos 17, 11-14). Levaram Paulo para Atenas e no retorno comunicaram a Silas e Timóteo para que fossem até ele com a maior brevidade possível.
Convidado a dirigir-se ao aerópago, em Atenas, Paulo colocou-se de pé e falou aos presentes: “Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos de vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio! O Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas. Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: ‘Nós somos também de sua raça…’. Se, pois, somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e gênio dos homens. Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem. Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos”.
Ao ouvirem falar de ressurreição dos mortos, alguns passaram a zombar, outros arranjaram desculpas para se retirar, porém alguns aderiram ao que ele ensinou e creram – dentre eles Dionísio, o aeropagita e uma mulher chamada Dâmaris, entre outros. De Atenas Paulo se dirigiu a Corinto.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para, a exemplo de Paulo e Silas, prosseguir na jornada evangelizadora, em que pese os revezes e dificuldades – seguindo as instruções de Jesus. E caso não formos bem-vindos em um local, passemos à frente (conforme Mateus 10, 7-17) – cientes de que muitos crerão e outros permanecerão recalcitrantes.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que as dificuldades e revezes permitidos pela Providência ensejam oportunidades para ir avante e estender a Palavra de Deus a outros, como ocorreu com Paulo, que conduzido a Atenas, dirigiu-se ao aerópago e ali pregou o Evangelho.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que tomemos posse da profunda sabedoria de que estão impregnadas as palavras de Paulo proferidas naquela ocasião – tendo ele aproveitado a oportunidade para referir a inscrição em um altar, insculpida um dos monumentos que encontrou naquela cidade que então contava com multivariada religiosidade, com os seguintes dizeres: “A um Deus desconhecido.”
Paulo explicou-lhes que veio para anunciar-lhes justamente esse Deus, que sois vós, e eles adoravam sem conhecer. Esclareceu-lhes serdes vós o Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, que sois Senhor do céu e da terra; que não habitais em templos feitos por mãos humanas e não sois servido por mãos de homens, sendo vós quem a todos dá a vida, a respiração… – enfim, de vós provêm todas as coisas.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos imbuamos profundamente da consciência de que vós fizestes nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra, estabelecendo aos povos os tempos e os limites de suas habitações; que apreciais que vos procurem, que nos esforcemos para encontrar-vos – mesmo que às apalpadelas – e que não estais longe de cada um de nós, pois é por vós que temos a vida, o movimento e o ser.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que compreendamos profundamente que vós nos criastes e portanto somos da raça de Deus; que sois um ser vivo e não vos confundis com falsas divindades de ouro, prata ou pedra; que não levando em conta os tempos da ignorância, convidais agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem de seus maus procedimentos e se converterem plenamente a vós. E que haveis de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem destinado para tal: nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos imbuamos da consciência de que nem todos assimilarão e crerão no anúncio do Evangelho, porém as sementes plantadas não o são em vão; algumas delas germinarão e cundirão, fazendo proliferar o Reino, cumprindo-nos, conforme inspirar o Espírito Santo, perseverar na semeadura e no cultivo da fé, a exemplo de Paulo e dos demais apóstolos.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 148,1-2.11-14): 1. Aleluia. Nos céus, louvai o Senhor, louvai-o nas alturas do firmamento. 2. Louvai-o, todos os seus anjos. Louvai-o, todos os seus exércitos. […] 11. reis da terra e todos os seus povos; príncipes e juízes do mundo; 12. jovens e donzelas; velhos e crianças! 13. Louvem todos o nome do Senhor, porque só o seu nome é excelso. Sua majestade transcende a terra e o céu, 14. e conferiu a seu povo um grande poder. Louvem-no todos os seus fiéis, filhos de Israel, povo a ele mais chegado.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de invocação do Espírito Santo para que nos dê suporte e ensine toda a verdade.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quarta-Feira da VI Semana da Páscoa (dia 08 de maio de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 16,12-15) que disse Jesus: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ele vos ensinará toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e vos anunciará as coisas que virão. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos invistamos de paciência nos imbuamos da consciência de que receberemos as revelações divinas quando as pudermos suportar, ou seja: quando tivermos o suporte, a capacidade suficiente para tal – e invoquemos o Paráclito, o Espírito da Verdade, o Espírito Santo para que nos dê esse suporte, nos ensine toda a verdade e nos anuncie o que há de vir.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente da consciência de que o Espírito Santo glorifica Jesus, recebendo tudo o que é de Jesus – inclusive o que Jesus tem a nos comunicar – e no-lo anuncia. Sendo que tudo o que é do Pai é de Jesus, o Espírito Santo nos anuncia a vontade de Deus, de modo que, dia a dia, nos tornemos cada vez mais configurados, unidos ao Pai e ao Filho, divinamente orientados pelo Espírito Santo.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente do que a respeito do Espírito Santo no Catecismo da Igreja Católica:
Parágrafo 2670. «Ninguém pode dizer “Jesus é o Senhor”, a não ser pela ação do Espírito Santo»(1 Cor12, 3). Todas as vezes que começamos a orar a Jesus, é o Espírito Santo que, pela sua graça preveniente, nos atrai para o caminho da oração. Uma vez que Ele nos ensina a orar lembrando-nos Cristo, como orar-Lhe a Ele próprio? A Igreja convida-nos, pois, a implorar cada dia o Espírito Santo, especialmente no princípio e no fim de qualquer ato importante.
Parágrafo 2671. A forma tradicional de pedir o Espírito é invocar o Pai, por Cristo, nosso Senhor, para que nos dê o Espírito Consolador. Jesus insiste nesta petição em seu nome no próprio momento em que promete o dom do Espírito de verdade. Mas também é tradicional a oração mais simples e mais direta: «Vinde, Espírito Santo». Cada tradição litúrgica desenvolveu-a em antífonas e hinos: «Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. [Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém!]» «Rei celeste, Espírito consolador, Espírito da verdade, presente em toda a parte e tudo enchendo, tesouro de todo o bem e fonte da vida, vem, habita em nós, purifica-nos e salva-nos, Tu que és Bom!»
Parágrafo 2672. O Espírito Santo, cuja unção impregna todo o nosso ser, é o mestre interior da oração cristã. É o artífice da tradição viva da oração. Há, é certo, tantos caminhos na oração como orantes; mas é o mesmo Espírito que age em todos e com todos. É na comunhão do Espírito Santo que a oração cristã é oração na Igreja.
Obrigado, Senhor, por tais providenciais ensinamentos. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os imensos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 08 de Maio
[Fonte: <>]


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 08 de Maio de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Epístola do apóstolo São João 2, 18-29
O Anticristo
Meus filhos: Esta é a última hora. Ouvistes dizer que há de vir o anticristo. Pois bem, surgiram já muitos anticristos, e por isso sabemos que é a última hora. Eles saíram do meio de nós, mas não eram dos nossos. Se fossem dos nossos, teriam ficado conosco. Assim sucedeu para ficar bem claro que nem todos eram dos nossos.
Vós, porém, tendes a unção que vem do Santo, e todos possuís a ciência. Não vos escrevo por ignorardes a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira provém da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é que é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Quem nega o Filho também não reconhece o Pai. Quem confessa o Filho reconhece também o Pai.
Portanto, permaneça em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio. Se permanecer em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio, também vós permanecereis no Filho e no Pai. E a promessa que o Filho nos fez é a vida eterna. Era isto o que eu tinha a escrever-vos acerca dos que tentam enganar-vos.
Para vós, porém, a unção que recebestes de Cristo permanece em vós e não precisais que alguém vos ensine. Uma vez que a unção de Cristo vos instrui sobre todas as coisas, e é verdadeira e não mente, permanecei n’Ele, conforme ela vos ensinou.
E agora, meus filhos, permanecei em Cristo, para que possamos ter plena confiança quando Ele Se manifestar e não sejamos confundidos por Ele na sua vinda. Se sabeis que Ele é justo, compreendereis também que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermão 1 da Ascensão, 2-4: PL 54, 395-396) (Sec. V)
Os dias entre a ressurreição e a ascensão do Senhor
Aqueles dias, irmãos caríssimos, que decorreram entre a ressurreição do Senhor e a sua ascensão, não foram passados na ociosidade; pelo contrário, neles se confirmaram grandes sacramentos, neles foram revelados grandes mistérios.
No decorrer destes dias foi afastado o medo da morte cruel e proclamada a imortalidade não só da alma mas também do corpo. Nestes dias, mediante o sopro do Senhor, todos os Apóstolos receberam o Espírito Santo; nestes dias foi confiado ao apóstolo São Pedro, mais que a todos os outros, o cuidado do rebanho do Senhor, depois de ter recebido as chaves do reino.
Durante esses dias, o Senhor juntou-Se, como terceiro companheiro, a dois discípulos que iam de viagem e, para dissipar todas as trevas das nossas dúvidas, repreendeu a lentidão de espírito desses homens cheios de medo e pavor. Os seus corações, por Ele iluminados, receberam a chama da fé e foram-se convertendo de tíbios em ardentes, à medida que o Senhor lhes ia explicando as Escrituras. Ao partir do pão, quando estavam sentados com Ele à mesa, abriram-se-lhes também os olhos. Abriram-se os olhos dos dois discípulos, como os dos nossos primeiros pais. Mas quanto mais felizes foram os olhos dos dois discípulos ante a glorificação da própria natureza, manifestada em Cristo, do que os olhos dos nossos primeiros pais ante a vergonha da própria prevaricação!
Portanto, irmãos caríssimos, durante todo este tempo, decorrido entre a ressurreição do Senhor e a sua ascensão, a providência de Deus esforçou-se por ensinar e insinuar, não só nos olhos mas também nos corações dos seus, que a ressurreição do Senhor Jesus Cristo era tão real como o seu nascimento, paixão e morte.
Por isso, os bem-aventurados Apóstolos e todos os discípulos, que estavam tão perturbados com a tragédia da cruz e hesitavam em acreditar na ressurreição, foram fortalecidos de tal modo pela evidência da verdade que, quando o Senhor subiu aos Céus, não somente não experimentaram tristeza alguma, mas, pelo contrário, encheram-se de grande alegria. E era verdadeiramente grande e inefável a causa da sua alegria: à vista daquela santa multidão, contemplavam a natureza humana que subia a uma dignidade superior à de todas as criaturas celestes, ultrapassando as hierarquias dos Anjos e a altura sublime dos Arcanjos, para ser recebida junto do Eterno Pai, que a associou ao trono da sua glória, depois de a ter unido na pessoa do Filho à sua própria natureza divina.
LEITURA BREVE
Rom 6, 8-11
Se morremos com Cristo, acreditamos que também com ele viveremos, sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre ele. Porque na morte que sofreu, Cristo morreu pelo pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida é uma vida para Deus. Assim vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 4, 24-25
Nós acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, Nosso Senhor, que foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justificação.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 5, 5-6a
Quem é que vence o mundo, senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus? Foi Jesus Cristo que veio pela água e pelo sangue: não somente pela água, mas pela água e pelo sangue.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 4, 23-24
Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 7, 24-27
Jesus, que permanece eternamente, possui um sacerdócio eterno. Por isso, pode salvar para sempre aqueles que por seu intermédio se aproximam de Deus, porque vive eternamente para interceder por eles. Tal era, na verdade, o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus, que não tem necessidade, como os outros sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiro pelos seus próprios pecados, depois pelos pecados do povo, porque o fez de uma vez para sempre quando se ofereceu a si mesmo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao diabo.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
