“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 08 DE MAIO DE 2024
8 de maio de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE MAIO DE 2024
10 de maio de 2024QUINTA-FEIRA DA VI SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4356-liturgia-de-09-de-maio-de-2024>]
Antífona da entrada
– Ó Deus, quando saístes com o povo caminhando à vossa frente, habitando no meio deles, a terra estremeceu e orvalhou o próprio céu, aleluia! (Sl 67,8.20)
Coleta
– Ó Deus, fizestes o vosso povo participar da vossa redenção. Concedei, nós vos pedimos, que vivamos em constante ação de graças pela ressurreição do Senhor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 18,1-8
Salmo Responsorial: Sl 97,1-4
– O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu não vos deixarei órfãos: eu irei, mas voltarei, e o vosso coração muito há de se alegrar (Jo 14,18).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 16,16-20
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

1o degrau da lectio divina: captação do ensinamento, leitura (lectio) do que o texto diz.
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 18,1-8): 1. Depois disso, saindo de Atenas, Paulo dirigiu-se a Corinto. 2. Encontrou ali um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, e sua mulher Priscila. Eles pouco antes haviam chegado da Itália, por Cláudio ter decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo uniu-se a eles. 3. Como exercessem o mesmo ofício, morava e trabalhava com eles. (Eram fabricantes de tendas.) 4. Todos os sábados ele falava na sinagoga e procurava convencer os judeus e os gregos. 5. Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à pregação da palavra, dando aos judeus testemunho de que Jesus era o Messias. 6. Mas como esses contradissessem e o injuriassem, ele, sacudindo as vestes, disse-lhes: “O vosso sangue caia sobre a vossa cabeça! Tenho as mãos inocentes. Desde agora vou para o meio dos gentios”. 7. Saindo dali, entrou em casa de um prosélito, chamado Tício Justo, cuja casa era contígua à sinagoga. 8. Entretanto Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com todos os da sua casa. Sabendo disso, muitos dos coríntios, ouvintes de Paulo, acreditaram e foram batizados.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 97,1-4): 1. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4. Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 16,16-20): 16. “Ainda um pouco de tempo, e já me não vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver, porque vou para junto do Pai.” 17.Nisso alguns dos seus discípulos perguntavam uns aos outros: “Que é isso que ele nos diz: Ainda um pouco de tempo, e não me vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver? E que significa também: Eu vou para o Pai?”. 18. Diziam então: “Que significa este ‘pouco de tempo’ de que fala? Não sabemos o que ele quer dizer”. 19. Jesus notou que lhe queriam perguntar e disse-lhes: “Perguntais uns aos outros acerca do que eu disse: Ainda um pouco de tempo, e não me vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver. 20. Em verdade, em verdade vos digo: haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria.


2o e 3o degraus da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer e oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.
Oração de compromisso missionário.
Essas santas palavras (At 18,1-8) [da 1ª Leitura da Liturgia Diária da Quinta-Feira da VI Semana da Páscoa – dia 9 de maio de 2024] compelem-me em especial a assumir o compromisso – e peço o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – de impregnar-me da consciência do que revela e me empenhar denodadamente para modelar minha conduta a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope que, tendo Paulo saído de Atenas e se dirigido a Corinto, ali encontrou Áquila, judeu natural do Ponto e sua mulher, Priscila, que haviam chegado recentemente da Itália, devido ao decreto de Cláudio determinando que todos os judeus saíssem de Roma.
Paulo juntou-se a eles e passaram a trabalhar juntos, visto serem, como ele, fabricantes de tendas. Aos sábados Paulo falava na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos. Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo passou a se dedicar inteiramente à pregação da Palavra, dando aos judeus testemunho de que Jesus era o Messias.
Alguns judeus o contradiziam e o injuriavam persistentemente, até que ele, sacudindo as vestes, disse: “O vosso sangue caia sobre a vossa cabeça! Tenho as mãos inocentes. Desde agora vou para o meio dos gentios”. Dirigiu-se então à casa de Tício Justo, um prosélito que morava junto à sinagoga. Crispo, chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com todos os da sua casa e, sabendo disso, muitos coríntios ouvintes de Paulo também acreditaram e foram batizados.
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que, a exemplo de Paulo, prosseguir incansavelmente na missão de anunciar o Evangelho, testemunhar Jesus com palavras e com a vida e denunciar com firmeza atitudes errôneas, equivocadas, impróprias…
Que eu me junte em associação de esforços, quando se fizer oportuno, com pessoas afins – como fizeram Paulo, Áquila e Priscila – para fortalecimento mútuo. E que siga também o exemplo de Paulo, que com a chegada de Silas e Timóteo, passou a se dedicar intensamente à pregação da Palavra, priorizando-a a todos os demais afazeres – que eu também o faça na medida em que se tornar viável intensificar essa dedicação..
Em que pese as contrariedades e até mesmo diante de perseguições, que eu prossiga incansavelmente no afã de evangelizar, ciente de que muito embora alguns rejeitem, sempre haverão os que acreditarão no Senhor, como ocorreu com Crispo, então chefe da sinagoga em Corinto, e toda a sua família – entre outros habitantes daquela cidade – os quais foram batizados.
Que eu jamais esmoreça, pois se Paulo tivesse desanimado não haveria se estabelecido a comunidade cristã de Corinto – e nem outras em tantos locais – da qual se irradiaram preciosos ensinamentos: as epístolas de São Paulo aos coríntios, que tão maravilhosos ensinamentos fizeram ecoar ao longo dos séculos, tornando-se parte do Novo Testamento. Que eu, como Paulo, semeie com ardor, ciente de que a seu tempo as sementes plantadas germinarão, com menor ou maior vigor, para a maior honra e glória do Senhor!
Faço coro com o louvor orante do salmista, parafraseando-o com profundo amor ao Senhor (Sl 97,1-4): Canto ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço me deram a vitória. O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel – e na sequência ao povo cristão que acreditou em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. Aclamo o Senhor, regozijo-me, alegro-me e canto em seu louvor – e, na medida de minhas possibilidades, conclamarei os povos todos de toda a terra para que também o façam! Amém!
Oração de sobrelevação às alturas a que nos arremete a paz crística mantendo-nos sintonizados ao Senhor.
O Santo Evangelho (Jo 16,16-20) [da Liturgia Diária da Quinta-Feira da VI Semana da Páscoa – dia 9 de maio de 2024] compele-me em especial a assumir o compromisso – e peço o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – de impregnar-me da consciência do que revela e me empenhar denodadamente para modelar minha conduta a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope que Jesus disse: “Ainda um pouco de tempo, e já me não vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver, porque vou para junto do Pai.”
Notando que não haviam compreendido, acrescentou: “Perguntais uns aos outros acerca do que eu disse: Ainda um pouco de tempo, e não me vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver. Em verdade, em verdade vos digo: haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria.
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo a viver ciente de que Jesus foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, esteve com os apóstolos e discípulos preparando-os para a missão e ascendeu aos céus, onde intercede junto do Pai pelos seus, de modo que nossas tristezas se transformem em alegria.
Que eu viva cada momento ciente da glória divina que me espera, mantendo-me firme nos caminhos do Senhor Deus, suportando com resignação as provações, sobrelevando as situações difíceis de forma semelhante à águia, que nas tempestades voa para acima das nuvens.
Que eu viva em permanente sintonia divina para, nas mais diversas situações, manter a elevação espiritual proporcionada pela paz crística, a paz divina que emana da união espiritual com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Amém!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo a ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui em base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos a síntese das vidas dos santos de cada dia, , ricas em exemplos de prática cristã. E que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu avance na recitação das orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários, ou pelo menos as ouça.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal; bem como ampliando o conhecimento da fé, da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos) e no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 9 de Maio
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/05/santos-do-dia-da-igreja-catolica-09-de-maio/>]

São Pacômio
Pacômio nasceu no Egito, em 287, na Tebaida. Filho de pais pagãos, cheios de superstições e idolatrias, desde a infância mostrou grande aversão a tudo isso. Aos vinte anos de idade foi convocado para o exército imperial e acabou ficando prisioneiro em Tebes. Foi quando fez o seu primeiro contato com os cristãos, cuja religião até então lhe era desconhecida.
À noite, na prisão, recebeu um pouco de alimento de alguns cristãos, que, escondidos, conseguiram entrar. Comovido com esse gesto de pessoas desconhecidas, perguntou quem havia mandado que fizessem aquilo e eles responderam: “Deus que está no céu”. Nessa noite, Pacômio rezou com eles para esse Deus, sentindo já nas primeiras palavras ouvidas que esta seria a sua doutrina. O Evangelho o tocou de tal forma que ele se converteu e voltou para o Egito, onde recebeu o batismo.
Depois, compartilhou durante sete anos a companhia de um ancião eremita de nome Palemon, que vivia dedicado à oração. A princípio, o ancião não quis aceitá-lo a seu lado, porque sabia que a vida de solidão e orações não era nada fácil. Mas Pacômio estava determinado e convenceu-o de que deveria ficar.
Um dia, durante suas caminhadas, Pacômio ouviu uma voz que lhe dizia para inaugurar ali, exatamente naquele lugar, um mosteiro onde receberia e acolheria muitos religiosos. Depois, apareceu-lhe um anjo que o ensinou como deveria organizar o mosteiro.
Pacômio pôs-se a trabalhar arduamente e o deixou pronto. As profecias que ele ouviu se concretizaram e muitas pessoas se juntaram a ele. Monges, eremitas e religiosos de todos os lugares pediram admissão no mosteiro de Pacômio, que obteve a aprovação do bispo Atanásio, santo e doutor da Igreja. Até seu irmão João, que distribuiu toda a sua riqueza entre os pobres, uniu-se a ele.
Com Pacômio nasceu a vida monástica, ou cenobítica, no Egito, não mais com um chefe carismático que agregava ermitãos reunidos em pequenos grupos em torno de si, mas uma comunidade de religiosos, com regras precisas de vida em comum na oração, contemplação e trabalho, a exemplo dos primeiros apóstolos de Jesus.
Pacômio ainda abriu mais oito mosteiros masculinos e um feminino. Sua fama de santidade espalhou-se pelo Egito e pela Ásia Menor. Foi agraciado por Deus com o dom da profecia e morreu no ano de 347, vítima de uma peste que assolava o Egito na época. Até o século XII, havia, ainda, cerca de quinhentos monges da Ordem de São Pacômio.
São Pacômio, o eremita, até hoje é considerado um dos representantes de Deus que mais prestaram serviço à Igreja católica. Sua festa litúrgica ocorre no dia 9 de maio.

São Jorge Preca
Jorge Preca nasceu em Valeta, na ilha de Malta, no dia 12 de fevereiro de 1880, filho de pais cristãos fervorosos. Logo depois de concluir os estudos básicos, sentindo o chamado para a vida religiosa, ingressou no seminário. Quando ainda era diácono, ficou gravemente doente, sem esperança de recuperação, mas, pela intercessão de são José, melhorou e recebeu a ordenação sacerdotal em 1906.
No ano seguinte, o jovem padre fundou a Sociedade da Doutrina Cristã, para a formação religiosa de jovens, orientados a instruir outros. Tomou como lema desta associação as letras M.U.S.E.U.M., abreviação da frase latina Magister Utinam Sequator Evangelium Universus Mundus! que significa: “Mestre, que o mundo inteiro siga o Evangelho!”
O fato de levar a Bíblia e a teologia ao alcance da população era realmente revolucionário. Mais fascinante ainda era o sonho de Jorge em formar leigos, homens e mulheres, para mandá-los proclamar a Palavra de Deus em todos os lugares. Para conseguir isso, inovou outra vez, pois era ele próprio que ensinava e escrevia em maltese, a língua popular, para todos entenderem corretamente. Foram cerca de 150 publicações, entre livros e panfletos. Em 1910, criou a seção feminina e a dos leigos para a Sociedade da Doutrina Cristã, concluindo, assim, as metas do seu ideal.
Nesta época, as escolas do governo eram poucas e a presença dos alunos não era obrigatória. Assim o surgimento das escolas da Sociedade da Doutrina Cristã nas paróquias deu-se com a rapidez de um rastilho de pólvora. Todos os dias, crianças, jovens e adultos iam, espontaneamente, às escolas dos catequistas de padre Jorge, onde eram alfabetizados dentro dos princípios cristãos. A Sociedade da Doutrina Cristã teve a aprovação oficial da Igreja em 1932.
Jorge também se destacou como apóstolo do Evangelho. Seus livros de orações foram numerosos. O pensamento central de sua espiritualidade foi Cristo Jesus, o Verbo encarnado. Tornou-se, ainda, um confessor muito procurado por causa de suas palavras consoladoras.
Ele havia professado na Ordem Terceira do Carmo em 1919, tomando o nome de frei Franco, e permaneceu filiado à Ordem do Carmo até 1952. Devoto fervoroso e pregador entusiasmado de Nossa Senhora do Carmo, ele colocava o escapulário da Virgem do Carmo em todos os seus catequistas e nas crianças das escolas paroquianas.
Morreu aos oitenta e dois anos, no dia 26 de julho de 1962, em Santa Venera, na ilha de Malta. A sua obra está presente na Austrália, Sudão, Quênia, Inglaterra, Albânia e Peru. Jorge Preca sempre foi fiel à Igreja, vivendo em intimidade e união com Deus, dedicando-se ao serviço dos mais pobres. Foi beatificado por João Paulo II em sua visita pastoral a Malta em 2001.
Bento XVI, 3 de junho de 2007, preside a canonização do novo santo. “Um amigo de Jesus e testemunha da santidade que vem dele”: assim o Papa descreveu Jorge Preca, ao proclamá-lo santo.

Maria Teresa de Jesus (Bem-Aventurada)
Carolina Francisca Gerhardinger nasceu em 20 de junho de 1797 no subúrbio da cidade de Regensburg-Stadtamhof, na Alemanha. Pertencia a uma família de classe média muito religiosa e com ela aprendeu desde cedo os valores humanos e cristãos.
Carolina estudou na escola das Irmãs de Notre Dame, mas durante o governo napoleônico as instituições religiosas foram suspensas, inclusive essa na Alemanha. Por isso o bispo decidiu escolher as três melhores alunas e formá-las professoras, para dar continuidade ao ensino das crianças daquela comunidade. Carolina foi escolhida por ser muito aplicada e responsável nos seus deveres de filha e aluna.
Ainda muito jovem, recebeu o diploma de professora primária, começando o trabalho de educadora de crianças e jovens, função que exerceu até 1833. Nessa época, a restrição napoleônica foi suspensa e as instituições religiosas puderam retomar a tarefa do ensino.
A jovem Carolina acolheu o chamado de Deus e se tornou uma religiosa. Sua grande preocupação era que seus alunos se tornassem pessoas felizes e preparadas para a vida. E essa inquietação lhe deu a idéia de criar uma congregação religiosa organizada de maneira que pudesse enviar, duas a duas, professoras para atender as escolas rurais.
Com a orientação do bispo, em 1833 fundou a congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, em Neunburg vor dem Wald, na Baviera, Alemanha, sendo eleita a superiora.
Um de seus grandes desafios era oferecer uma boa educação às crianças e jovens, principalmente às mais pobres e abandonadas. Acreditava que uma boa educação humana e cristã era fundamental para a mudança da sociedade.
Em 1835, fez sua profissão pelas mãos do bispo de Regensburg, trocando o nome para Maria Teresa de Jesus. Com a ajuda do imperador Ludovico I da Baviera, transferiu a Casa mãe de Neunburg para Mônaco. Ela administrou e desenvolveu a congregação, de modo efervescente, apesar das inúmeras dificuldades, durante quarenta anos.
Em 1847, Maria Teresa de Jesus, aceitando o pedido dos missionários americanos, partiu junto com mais cinco religiosas para os Estados Unidos. Ali, com a ajuda do beato João Neumann, fundou um orfanato em Baltimore, abriu escolas em Pittsburg e Philadelphia, destinadas a atender os filhos dos emigrantes alemães. Três anos mais tarde, a congregação já se expandira por toda a Alemanha, ultrapassando as fronteiras para a Hungria e a Inglaterra.
Em 1859, a fundadora foi nomeada superiora-geral vitalícia. Após uma grave enfermidade, ela morreu no dia 9 de maio de 1879, em Mônaco, na Casa mãe da sua congregação. Em 1985, o papa João Paulo II a proclamou beata Maria Teresa de Jesus, instituindo sua festa litúrgica para o dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 9 de Maio de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Epístola do apóstolo São João 3, 1-10
Somos filhos de Deus
Caríssimos: Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele.
Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Jesus Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos como Ele é.
Todo aquele que tem n’Ele esta esperança torna-se puro como Ele é puro. Quem comete o pecado transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei. Mas vós sabeis que Jesus Se manifestou para tirar os pecados; e n’Ele não existe pecado. Todo o que permanece n’Ele não peca; quem peca não O vê nem O conhece.
Meus filhos, ninguém vos engane. Quem pratica a justiça é justo, como Ele é justo. Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Foi para destruir as obras do diabo que o Filho de Deus Se manifestou. Quem nasceu de Deus não comete o pecado, porque permanece nele uma semente divina; e não pode pecar, porque nasceu de
Deus.
Nisto se distinguem os filhos de Deus e os filhos do diabo: Quem não pratica a justiça e não ama o seu irmão não é de Deus.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermão 2 da Ascensão, 1-4: PL 54, 397-399) (Sec. V)
A ascensão do Senhor aumenta a nossa fé
Assim como na solenidade da Páscoa a ressurreição do Senhor foi para nós motivo de grande júbilo, também agora nos enche de alegria inefável a sua ascensão aos Céus, porque recordamos e veneramos o dia em que a humildade da nossa natureza foi exaltada, em Cristo, acima de toda a milícia celeste, sobre todas as hierarquias dos Anjos, para além da sublimidade de todas as potestades, e associada ao trono de Deus Pai. Toda a vida cristã se funda e eleva sobre uma série admirável de ações divinas, pelas quais a graça de Deus nos manifesta sabiamente todos os seus prodígios, de tal modo que, embora se trate de mistérios que escapam à percepção humana e que inspiram um profundo temor reverencial, nem por isso vacile a fé, esmoreça a esperança ou se resfrie a caridade.
Nisto consiste, efetivamente, o vigor das almas grandes e a luz dos corações fiéis: crer, sem hesitar, naquilo que não se vê com os olhos do corpo, e fixar o desejo aonde não pode chegar a vista. Como poderia nascer esta piedade, ou como poderíamos ser justificados pela fé, se a nossa salvação consistisse apenas naquilo que nos é dado ver?
Assim, o que na vida do nosso Redentor era visível passou para os ritos sacramentais; e, para que a fé fosse mais firme e autêntica, à visão sucedeu a doutrina, em cuja autoridade se devem apoiar os corações dos crentes, iluminados pela luz celeste.
Esta fé, aumentada com a ascensão do Senhor e robustecida com o dom do Espírito Santo, nem os grilhões, nem os cárceres, nem os exílios, nem a fome, nem o fogo, nem as dilacerações das feras, nem os tormentos inventados pela crueldade dos perseguidores a puderam jamais atemorizar. Em defesa desta fé, através de todo o mundo, homens e mulheres, meninos de tenra idade e frágeis donzelas combateram até ao derramamento do sangue. Esta fé expulsou os demónios, afastou as doenças, ressuscitou os mortos.
Por isso, até os santos Apóstolos que, apesar dos milagres que tinham contemplado e dos ensinamentos que tinham recebido, ainda se atemorizaram perante as atrocidades da paixão do Senhor e hesitaram ante a notícia da sua ressurreição, receberam da ascensão do Senhor um progresso tão grande que tudo o que antes era motivo de temor se converteu em motivo de alegria. Toda a contemplação do seu espírito se concentrava na divindade d’Aquele que estava sentado à direita do Pai; agora, sem a presença visível do seu Corpo, podiam
compreender mais claramente, com os olhos do seu espírito, que Aquele que ao descer à terra não tinha deixado o Pai, também não abandonara os discípulos ao subir ao Céu.
Foi então, caríssimos, que o Filho do homem Se manifestou de um modo mais sagrado e sublime como Filho de Deus, quando foi recebido na glória da majestade do Pai, e de um modo novo e inefável começou a estar mais presente no meio de nós pela sua divindade, quando se ocultou a nós a sua humanidade visível.
Então, a nossa fé começou a adquirir um maior e progressivo conhecimento da igualdade do Filho com o Pai e a prescindir da presença palpável da substância corpórea de Cristo, pela qual Ele é inferior ao Pai; porque, subsistindo a natureza do Corpo glorificado, a fé dos crentes é atraída para lá onde o Filho Unigénito, igual ao Pai, poderá ser tocado, não já pela mão carnal mas pela contemplação do espírito.
LEITURA BREVE
Rom 8, 10-11
Se Cristo está em vós, embora o vosso corpo seja mortal por causa do pecado, o vosso espírito está vivo por causa da justiça. E se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, ele que ressuscitou Jesus de entre os mortos, também dará nova vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 13
Todos nós – judeus ou gregos, escravos ou homens livres – fomos batizados num só Espírito para constituirmos um só Corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tito 3, 5b-7
Deus salvou-nos pelo batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 1, 12-14
Dêmos graças a Deus, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino de seu Filho muito amado, no qual encontramos a redenção, o perdão dos pecados.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 3, 18.21b-22
Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida segundo o espírito. Subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus, tendo sob o seu domínio os Anjos, as Dominações e as Potestades.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao diabo.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
