“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 01 DE JULHO DE 2024
1 de julho de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 03 DE JULHO DE 2024
3 de julho de 2024TERÇA-FEIRA – XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu empregue especial empenho e dedicação em prosseguir na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: o “Invitatório” das orações da Liturgia das Horas seguido do “Ofício das Leituras” e “Laudes”; a Santa Missa e a Meditação da Palavra do Senhor. Que na sequência, eu me empenhe em extrair o néctar espiritual potencializador da prática cristã nas sessões: IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA – em que consistem as demais orações da Liturgia das Horas. Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Segundo Livro de Samuel 2, 1-11; 3, 1-5
Davi sagrado em Hebron rei de Judá
Naqueles dias, Davi consultou o Senhor, dizendo: «Devo subir a alguma das cidades de Judá?». E o Senhor respondeu-lhe: «Sobe». Disse Davi: «Aonde subirei?». A resposta foi: «A Hebron». Davi dirigiu-se para lá com as suas duas esposas, Ainoão de Jezrael e Abigail, antiga mulher de Nabal do Carmelo. Davi levou também os homens que estavam com ele e as respectivas famílias, e eles instalaram-se nas cidades de Hebron. Vieram os homens de Judá e ali mesmo ungiram David como rei da casa de Judá.
Davi soube então que os homens de Jabes de Galaad tinham sepultado Saul. Davi enviou mensageiros aos homens de Jabes de Galaad, para lhes dizer: «O Senhor vos abençoe por terdes praticado esse ato de piedade para com Saul, vosso senhor, dando-lhe sepultura. O Senhor vos mostre a sua misericórdia e fidelidade. Eu também vou tratar-vos com benevolência, por terdes praticado tal ato. Tende coragem e sede fortes. Morreu Saul, vosso senhor, mas a casa de Judá ungiu-me como seu rei».
Entretanto, Abner, filho de Ner, chefe do exército de Saul, tomou consigo Isboseth, filho de Saul, e levou-o para Manaim, onde o proclamou rei de Galaad, Asser, Jezrael, Efraim, benjamim e de todo o Israel. Isboseth, filho de Saul, tinha quarenta anos quando se tornou rei de Israel, e reinou dois anos. Só a casa de Judá seguia Davi. O tempo que Davi reinou em Hebron sobre a casa de Judá foi de sete anos e seis meses.
A guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi foi longa. Mas Davi tornava-se mais forte, enquanto a casa de Saul ia enfraquecendo.
Em Hebron nasceram alguns filhos a Davi. O mais velho foi Amnon, filho de Ainoão de Jezrael; o segundo, Quileab, filho de Abigail, antiga mulher de Nabal do Carmelo; o terceiro, Absalão, filho de Maaca, filha de Tolmai, rei de Gesur; o quarto, Adonias, filho de Hagit; o quinto, Sefatias, filho de Abital; o sexto, Jetrão, filho de Egla, mulher de Davi. Estes são os filhos que lhe nasceram em Hebron.
RESPONSÓRIO Gen 49, 10.8ac
R. Não se afastará o cetro de Judá, nem o bastão de comando de entre os seus pés, * Até que venha aquele que há de vir, a quem os povos hão de obedecer.
V. Judá, teus irmãos hão de louvar-te e os filhos de teu pai inclinar-se-ão diante de ti. * Até que venha aquele que há de vir, a quem os povos hão de obedecer.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 47, 12-14, De ovibus: CCL 41, 582-584) (Sec. V)
Se quisesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo
Esta é a nossa glória: o testemunho da nossa consciência. Há homens que julgam temerariamente, que são detratores, maledicentes, murmuradores, que levantam suspeitas sobre o que não vêem, que se atrevem até a apregoar o que nem sequer suspeitam. Contra esses, que nos resta senão o testemunho da nossa consciência? De fato, irmãos, nós, pastores de almas, nem sequer entre aqueles a quem queremos agradar procuramos ou devemos procurar a nossa glória, mas antes a sua salvação, de modo que, andando nós por bom caminho, eles não errem se nos seguir. Sejam nossos imitadores, se nós o somos de Cristo; se nós, porém, não somos imitadores de Cristo, seja Cristo o seu guia. É ele que apascenta o seu rebanho e, com todos os bons pastores das suas ovelhas, é ele o único pastor, porque todos estão nele.
Não procuremos, portanto, a nossa utilidade quando queremos agradar aos homens; procuremos antes a sua felicidade, alegremo-nos por lhes agradar o que é bom, para sua utilidade e não para nossa glória. É para esses que diz o Apóstolo: Se eu quisesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo. E é também por causa desses que acrescenta: Agradai a todos em todas as coisas, assim como eu agrado a todos em todas as coisas. Ambas as afirmações são claras, límpidas, transparentes. Tu, come e bebe tranquilamente; mas não pises nem turves o que estás a comer ou a beber.
Ouviste aquelas palavras do Senhor Jesus Cristo, Mestre dos Apóstolos: Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está no Céu, isto é, aquele que vos fez assim. Nós somos o seu povo, ovelhas do seu rebanho. Ele é que deve ser louvado pela bondade que criou em ti, se de fato és bom; e não tu que, por ti só, não poderias ser senão mau. Porque tentas contradizer a verdade, querendo ser louvado quando fazes o bem e responsabilizando o Senhor quando praticas o mal?
O mesmo que disse: Brilhe a vossa luz diante dos homens, disse também na mesma ocasião: Não procureis ser justificados diante dos homens. E assim como estas palavras te pareciam contraditórias na boca do Apóstolo, o mesmo sucede no Evangelho. Mas se não turvas a água límpida do teu coração, também aqui reconhecerás a harmonia das Escrituras e estarás também tu em harmonia com elas.
Procuremos, portanto, irmãos, não só viver retamente, mas também atuar com retidão diante dos homens; esforcemo-nos não só por ter uma boa consciência, mas também, quanto pode a nossa fraqueza e o permite a fragilidade humana, procuremos não fazer nada que cause má suspeita a um irmão mais débil na fé, para que não aconteça que, alimentando-nos de ervas puras e bebendo água pura, pisemos os alimentos de Deus, de modo que as ovelhas mais débeis tenham de comer o que foi pisado e beber o que foi turvado.
RESPONSÓRIO Filip 2, 2.3.4; 1 Tes 5, 14b.15b
R. Completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos; conservai a caridade e considerai os outros superiores a vós mesmos; * Sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.
V. Amparai os fracos, tende paciência para com todos e procurai sempre o bem uns dos outros. * Sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Rom 13, 11b.12-13a
Chegou a hora de nos levantarmos do sono. A noite vai adiantada, aproxima-se o dia. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como convém em pleno dia.
Início: 4 minutos e 35 segundos
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4411-liturgia-de-02-de-julho-de-2024>]
TERÇA-FEIRA – XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Antífona
– Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria. (Sl 46,2)
Coleta
– Ó Deus, pela graça da adoção nos tornastes filhos da luz; concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Am 3,1-8; 4,11-12
Salmo Responsorial: Sl 5,5-8 (R: 9a)
– Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!
R: Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!
– Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos.
R: Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!
– Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador.
R: Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!
– Eu, porém, por vossa graça generosa, posso entrar em vossa casa. E, voltado reverente ao vosso templo, com respeito vos adoro.
R: Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– No Senhor, ponho a minha esperança, espero em sua Palavra (Sl 129,5)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 8,23-27
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-xiii-do-tempo-comum-8/>]
Terça-feira da Semana XIII do Tempo Comum
Leitura I Am 3, 1-8; 4, 11-12
Escutai esta palavra, que o Senhor pronuncia contra vós, filhos de Israel, contra todo o povo que ele tirou da terra do Egito: «Só a vós conheci, entre todos os povos da terra. Por isso vos pedirei contas de todos os vossos pecados. Porventura seguem juntos dois homens, sem que antes tenham combinado? Ruge o leão na floresta, sem ter uma presa? O leãozinho faz ouvir no esconderijo a sua voz, sem ter a sua caça? Cai o pássaro por terra num laço, sem haver armadilha? Levanta-se do chão a rede, sem nada ter apanhado? Soa a trombeta na cidade, sem que o povo fique alarmado? Pode haver na cidade uma desgraça, sem que o Senhor a tenha mandado? O Senhor Deus não fez coisa alguma, sem revelar as suas intenções aos profetas, seus servos. Quando ruge o leão, quem não terá medo? Quando fala o Senhor Deus, quem recusará profetizar? Arruinei-vos, como fiz a Sodoma e Gomorra, e vós ficastes como tição arrancado ao incêndio, mas não voltastes para mim – oráculo do Senhor –. Por isso, é assim que hei de tratar-te, Israel, e, porque vou tratar-te assim, prepara-te, Israel, para enfrentares o teu Deus».
Compreender a palavra
Amós serve-se de uma série de comparações para falar ao povo e fazer perceber que é necessário tomar uma atitude. Se dois homens caminham juntos é porque combinaram, se o leão ruge é porque tem uma presa, se o pássaro cai no laço é porque lhe armaram uma armadilha. Ora bem, se o profeta fala é porque Deus o mandou falar e se Deus fala é para o homem voltar para ele. Então, conclui o profeta, porque não voltastes para ele? Agora terás que enfrentar o teu Deus por causa desta obstinação.
Meditar a palavra
Não podemos desafiar Deus. A vida é um lugar onde se manifesta a vontade de Deus e tudo nela tem um porquê. As intenções do Senhor são perceptíveis pelos homens, por isso, é necessário estar atento, procurar conhecer os porquês para reagir de modo a encontrar o Senhor, a voltar para ele, a converter-se à sua palavra e concretizar a sua vontade. Sem esta atenção e o interesse pelo Senhor que fala, não podemos conhecer as razões do Senhor e corresponder-lhe.
Rezar a palavra
Fala, Senhor, que o teu servo escuta. Seja esta a minha atitude diante da tua palavra que se revela na minha vida. Quantas vezes fico a lamentar o que me acontece sem procurar conhecer o porquê, sem te encontrar nos acontecimentos da vida, sem perceber que me estás a falar, a chamar para voltar para ti. Dá-me, Senhor, o dom do discernimento para conhecer os teus porquês.
Compromisso
Redobrar a atenção à minha vida como lugar onde Deus me fala.
Evangelho Mt 8, 23-27
Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-no. Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia. Aproximaram-se os discípulos e acordaram-no, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos». Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança. Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar lhe obedecem?».
Compreender a palavra
Os discípulos ainda não estão com Jesus. Ainda os assiste muito receio. Não sabem quem ele é, embora se tenham deixado seduzir pela sua palavra que foi convite: “Vem e segue-me”. Surgem as primeiras dificuldades, os ventos, as ondas, uma tempestade no meio do grupo dos discípulos. Como resolver tamanha ventania, como acalmar aquele turbilhão das ondas? Jesus está a dormir e é preciso despertá-lo. Diante de Jesus tudo se acalma e volta ao normal. “Quem é este homem?” É a pergunta que todos fazem.
Meditar a palavra
Às vezes penso em como na Igreja, nas comunidades e nos grupos, se levantam ventos e tempestades do nada. Faz-se noite nos corações e daí tudo pode acontecer. As trevas envolvem os espíritos e não há espaço para o amor. O barco parece pequeno demais para todos e a tempestade ainda o faz parecer mais pequeno. Penso também que muitas vezes vivo no meio das tempestades como uma situação normal, sem pedir a Jesus que venha e traga a sua palavra para que tudo se acalme. Eu mesmo, muitas vezes, sou uma barca levada pelos ventos e empurrada pelas ondas. O meu interior é um mar revoltado. Preciso de Jesus para que o vento regresse ao seu lugar e o mar tome a sua estatura. Preciso de Jesus para que nada em mim se agigante e me domine a não ser o seu amor, para que nada queira ser timoneiro da minha vida a não ser a sua vontade.
Rezar a palavra
Desperta, Senhor, que o mar engole-me com a sua fúria e o vento leva-me para longe de ti. Vem Senhor Jesus para que não nos separemos uns dos outros pela fúria das razões mesquinhas nem pela escuridão do orgulho de quem quer ser primeiro sem dobrar o joelho para servir. Vem Jesus com a tua cruz de amor e faz que se acalmem as tempestades ruidosas da vaidade que nos faz donos da tua barca.
Compromisso
Hoje, quero falar baixinho para ouvir a voz de Jesus no meio das minhas tempestades interiores.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, , ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Julho
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/07/santos-do-dia-da-igreja-catolica-02-de-julho/>]

São Bernardino Realino
Bernardino nasceu no dia 1o de dezembro de 1530, na rica e nobre família dos Realino, na ilha de Capri, em Nápoles. O jovem Bernardino aprofundou-se nas ciências humanísticas, estudando na academia de Módena e depois na Universidade de Bolonha, formando-se em filosofia, medicina, direito civil e eclesiástico.
Com vinte e cinco anos de idade, enveredou por uma carreira administrativa sob a proteção do governador de Milão, um cardeal amigo pessoal de seu pai. Bernardino ocupou cargos importantes, social e politicamente. Foi prefeito de Felizzano de Monferrato, advogado fiscal em Alexandria, depois prefeito de Cassine, prefeito de Castel Leone e, finalmente, auditor e lugar-tenente de Nápoles.
Todavia abandonou tudo, pois, quando doente, recebeu a aparição de Nossa Senhora carregando o Menino Jesus nos braços. Era o ano de 1564. Desde então, com a ajuda de um padre jesuíta que se tornou seu orientador espiritual, Bernardino assumiu definitivamente a vida religiosa. Aos trinta e cinco anos de idade, ele foi ordenado padre jesuíta. Além de continuar o trabalho social em favor dos pobres, que sempre realizara, tornou-se um perfeito pastor de almas: evangelizador e confessor.
Possuindo o dom da cura e do conselho, era procurado por bispos e príncipes que desejavam sua iluminada orientação. O próprio papa Paulo V, assim como diversos soberanos, lhe escrevia, pedindo orações.
Em 1574, foi enviado a Lecce para fundar um colégio jesuíta, onde exerceu o apostolado durante quarenta e dois anos. A sua atuação na comunidade foi tão vital para todos, que, quando estava no seu leito de morte, ele se viu cercado pelo Conselho Municipal, que pedia sua proteção eterna para a cidade.
Equivale a dizer que estavam lhe pedindo ainda em vida que aceitasse ser o padroeiro daquela diocese, tal a sólida fama de sua santidade. Talvez um fato único já registrado pelos católicos. Isso porque santo protetor toda cidade escolhe um. Eleger um santo patrono antes mesmo de este ser canonizado também não é uma situação nova na história das comunidades cristãs. Mas pedir permissão pessoalmente a um homem para que aceite de viva voz ser o padroeiro de uma cidade, realmente, é um raro acontecimento na Igreja.
Ele morreu aos oitenta e seis anos de idade, no dia 2 de julho de 1616, em Lecce. Cultuado em vida como santo, foi beatificado, em 1895, pelo papa Leão XIII e canonizado pelo papa Pio XII em 1947. São Bernardino Realino é o padroeiro das cidades de Lecce e Capri.

São Processo e São Martiniano
Os martírios de cristãos, para frustração dos governantes e opositores da Igreja, não só acabavam produzindo no povo pagão um sentimento de pena e solidariedade como também frutificavam em conversões inesperadas para os dominantes e exemplares para a população. Foi o caso de Processo e Martiniano, que eram carcereiros de são Pedro nos anos 64 ou 67.
Eram soldados romanos, mais exatamente carcereiros. Sensibilizaram-se com as pregações feitas pelo apóstolo no cárcere Marmetino. Encantaram-se com os ensinamentos de Jesus, converteram-se e foram batizados pelo próprio são Pedro, preso que eles vigiavam. Após a execução de Pedro, mudaram totalmente seu comportamento.
Ao serem acusados, seus superiores mandaram que participassem de um culto a Júpiter, ao qual ambos se recusaram firmemente. O resultado é que foram torturados e mortos a fio de espada, no centro do anfiteatro romano.
No futuro, receberiam a honra de uma homilia do papa São Gregório Magno, a trigésima segunda, bem como o traslado de suas relíquias para o Vaticano no século IX.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 02 de Julho de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 17, 7-8
Feliz de quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. Semelhante a uma árvore plantada à beira da água, estende as suas raízes para a corrente. Nada tem a temer quando vem o calor, e as suas folhas mantêm-se sempre verdes. Em ano de estiagem não se inquieta, nem deixa de produzir sempre os seus frutos.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Prov 3, 13-15
Feliz de quem encontrou a sabedoria, de quem adquiriu a inteligência. Porque vale mais este lucro que o da prata, e o fruto que se obtém é melhor que o ouro fino. Ela é mais preciosa que as pérolas: joia alguma a pode igualar.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Job 5, 17-18
Feliz o homem a quem Deus corrige: não desprezes a lição do Onipotente. Ele fere e cura; ele produz a ferida e com suas mãos a sara.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 1a.2
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de fato. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque o veremos como ele é.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
