Do Primeiro Livro dos Reis 22, 1-9.15-23.29.34-38
20 de julho de 2024Hebreus 13, 7-9a
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Alegria e regozijo divinos
Amor divino
Ardor divino
Contemplação do Senhor
Esplendor divino
Mergulho no oceano divino
Plenificação do sentido da vida
Purificação
Transfiguração
Vida contemplativa
Do “Compêndio de Doutrina Espiritual” de são Bartolomeu dos Mártires, bispo
(Obras completas, vol. IX , Lisboa 2000, p. 273 ss.) Sec. XVI
Os que amam o Senhor não se fixam nas coisas vãs e carnais, porque estão completamente absortos em Deus. Se se lhes fala de Cristo, logo despertam e aplaudem.
Habituemo-nos, pois, em todo o tempo, lugar, ação, causa e negócio, a fixar a mente em Deus, por meio do amor fervoroso e da oração humilde, e a imprimi-la, pela contemplação, a concentrá-la e a restringi-la, dizendo com a esposa: Segurá-lo-ei e não o largarei.
Sendo isto sublime e excelso, a nossa vida será tanto mais excelsa e mais sublime quanto mais for vida em Deus. Mas a vida em Deus é o amor constante e a sua contemplação. A contemplação do homem peregrino é tanto mais perfeita e esplêndida quanto mais clara e puramente ele vê que aquela luz incriada e inteiramente incompreensível, que é Deus, e se precavê de sucumbir à sua irradiação para o infinito.
A contemplação, uma vez saboreada, gera na mente um ardor veementíssimo de nela persistir ou de a ela voltar constantemente. Daí acontece que aquele que a saboreou não consegue facilmente ser arrancado a ela, à sua visão ou afeto, segundo as palavras que dizem: Aqueles que me comem terão ainda mais fome.
Procura, pois, purificar-te dos afetos terrenos. Assim será possível que todos os afetos da mente e todo o apetite do que ama se fixem integralmente em Deus, sem que ninguém os retraia ou impeça, quer dizer, se fixem integralmente nesse oceano imperscrutável, nesse abismo interminável e incompreensível, a que Dionísio chama divina escuridão e que outra coisa não é senão a divina luz enquanto incompreensível e desconhecida.
Embora a luz divina seja, em si, claríssima, radiosíssima e lucidíssima, contudo, a respeito da mente, que não pode suportar a vista daquele esplendor e formosura, chama-se escuridão. Por isso, exclama Isaías: Vós sois verdadeiramente um Deus escondido. O Senhor fez das trevas o seu véu.
Por isso, entrar na divina escuridão consiste em estender o olhar da mente e o ápice do afeto, através da mística teórica, até Deus.
RESPONSÓRIO cf. 2 Cor 3, 18; Salmo 33(34), 6
R. Todos nós, de rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados na sua imagem, cada vez mais gloriosa, * Pela ação do Espírito do Senhor.
V. Voltai-vos para ele e ficareis radiantes, * Pela ação do Espírito do Senhor.
Oração
Senhor, que em São Bartolomeu dos Mártires destes ao vosso povo um ministro zeloso na caridade e na doutrina, concedei que, assim como a solicitude pastoral o glorificou, também a sua intercessão nos faça sempre fervorosos no vosso amor. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
