“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 03 DE AGOSTO DE 2024
3 de agosto de 2024São Serafim de Sarov
4 de agosto de 2024DOMINGO – XVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu prossiga com diligência na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”), bem como a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Início da Profecia de Amós 1, 1 – 2, 3
Sentenças do Senhor contra as nações pagãs
Palavras de Amós, um dos pastores de Técua; visão que teve
acerca de Israel, no tempo de Ozias, rei de Judá, e de Jeroboão,
filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terramoto.
Disse o profeta:
«O Senhor rugirá de Sião,
de Jerusalém fará ouvir a sua voz.
Os prados dos pastores estarão desolados
e o cimo do Carmelo ficará ressequido.
Assim fala o Senhor:
‘Por três e por quatro crimes de Damasco,
não revogarei a minha decisão,
porque eles despedaçaram Galaad com grades de ferro.
Lançarei fogo à casa de Hazael
e esse fogo devorará os palácios de Ben‑Hadad;
quebrarei os ferrolhos de Damasco,
exterminarei os habitantes de Bigat‑Aven
e o que tem o ceptro na mão em Bet‑Eden.
E o povo arameu será deportado para Quir,
diz o Senhor’.
Assim fala o Senhor:
‘Por três e por quatro crimes de Gaza,
não revogarei a minha decisão,
porque deportaram uma multidão de cativos
para os entregar aos edomitas.
Lançarei fogo às muralhas de Gaza
e esse fogo devorará os seus palácios;
exterminarei os habitantes de Azot
e o que tem na mão o ceptro de Ascalon.
Levantarei a mão contra Acaron
e o resto dos filisteus perecerá,
diz o Senhor’.
Assim fala o Senhor:
‘Por três e por quatro crimes de Tiro,
não revogarei a minha decisão,
porque entregaram aos edomitas uma multidão de cativos
e esqueceram a aliança fraterna.
Lançarei fogo às muralhas de Tiro
e esse fogo devorará os seus palácios’.
Assim fala o Senhor:
‘Por três e por quatro crimes de Edom,
não revogarei a minha decisão,
porque ele perseguiu à espada o seu irmão,
calcando aos pés toda a piedade;
porque ele continuou a alimentar a sua cólera
e guardou obstinadamente o seu rancor.
Lançarei fogo a Temã
e esse fogo devorará os palácios de Bosra’.
Assim fala o Senhor:
‘Por três e por quatro crimes dos filhos de Amon,
não revogarei a minha decisão,
porque desventraram as mulheres grávidas de Galaad
para alargarem as suas fronteiras.
Lançarei fogo às muralhas de Rabá
e esse fogo devorará os seus palácios,
no clamor do dia da batalha,
no turbilhão do dia da tempestade;
o seu rei partirá para o exílio e com ele os seus chefes,
diz o Senhor’.
Assim fala o Senhor:
‘Por três e por quatro crimes de Moab,
não revogarei a minha decisão,
porque queimaram e calcinaram os ossos do rei de Edom.
Lançarei fogo a Moab
e esse fogo devorará os palácios de Cariot.
Moab perecerá no meio do tumulto,
entre gritos de guerra e sons de trombeta;
exterminarei o seu juiz
e farei morrer com ele todos os seus chefes,
diz o Senhor’».
RESPONSÓRIO Salmo 9, 8b.9; Amós 1, 2a
R. O Senhor firmou o seu trono para julgar. Ele julga a terra com justiça * Governa os povos com rectidão.
V. O Senhor rugirá desde Sião, fará ouvir a sua voz desde Jerusalém. * Governa os povos com rectidão.
SEGUNDA LEITURA
Início da chamada Epístola de Barnabé
(Cap. 1, 1-8; 2, 1-5: Funk 1, 3-7) (Sec. II)
A esperança da vida é o princípio e o fim da nossa fé
Eu vos saúdo na paz, filhos e filhas, em nome do Senhor que nos amou.
Grandes e abundantes são os dons de justiça que Deus vos concedeu; por isso me alegro profundamente, ao saber que as vossas almas são bem‑aventuradas e gloriosas, porque acolhestes a graça do dom espiritual que se implantou entre vós. Cresce mais ainda a minha alegria e a esperança da minha própria salvação, ao contemplar como foi derramada sobre vós a abundância do Espírito que procede da fonte do Senhor. Foi deveras maravilhoso o espectáculo que oferecestes à minha vista.
Estou plenamente convencido e consciente de que ao falar convosco vos ensinei muitas coisas, porque o Senhor me acompanhou no caminho da justiça; e sinto‑me fortemente estimulado a amar‑vos mais do que a minha própria vida, porque é grande a vossa fé e a vossa caridade, fundadas na esperança da vida divina. Tudo isto me leva a considerar que, se me empenho em comunicar‑vos alguma coisa do que eu mesmo recebi, não me faltará a recompensa por ter prestado este serviço às vossas almas; por isso resolvi escrever‑vos brevemente, a fim de que se enriqueça a vossa fé com um conhecimento mais perfeito.
São três os ensinamentos do Senhor: a esperança da vida é o princípio e o fim da nossa fé; a justiça é o princípio e o fim do julgamento; a caridade, que traz consigo a felicidade e a alegria, é o testemunho de que as nossas obras são justas. Efectivamente, o Senhor deu‑nos a conhecer por meio dos Profetas o passado e o presente, e fez‑nos saborear as primícias do futuro. Ao contemplarmos como todas estas coisas se vão realizando a seu tempo, conforme Ele anunciou, devemos progredir sempre no santo temor de Deus, cada vez mais perfeito e profundo. Quanto a mim, quero mostrar‑vos algumas coisas que vos sirvam de alegria na situação presente. Não vos falo como mestre, mas como irmão.
Os dias são maus e o adversário exerce o seu poder diabólico. Por isso temos de velar por nós mesmos e investigar cuidadosamente os desígnios do Senhor. O temor e a perseverança são o amparo da nossa fé; e os nossos companheiros de luta são a paciência e o domínio próprio. Se estas virtudes permanecerem puras diante do Senhor, possuiremos também a alegria da sabedoria, da inteligência, da ciência e do conhecimento.
Deus revelou‑nos, por meio de todos os Profetas, que não tem necessidade de sacrifícios, holocaustos e oblações. Eis o que Ele diz em certa passagem: De que Me serve a multidão dos vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura dos vitelos; não quero o sangue de touros e cabritos. Porque vindes à minha presença? Quem reclamou isso das vossas mãos? Não continueis a pisar os meus átrios. Se Me ofereceis a flor da farinha, é em vão; o fumo de incenso Me repugna; já não suporto as vossas luas novas e os vossos sábados.
RESPONSÓRIO Gal 2, 16; Gen 15, 6
R. Sabemos que o homem não é justificado senão pela fé em Jesus Cristo. * Nós acreditamos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo.
V. Abraão acreditou no Senhor, e isto foi-lhe atribuído como justiça. * Nós acreditamos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Ez 36, 25-27
Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; purificar-vos-ei de todos os vossos deuses. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo; arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor,
e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor,
e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas.
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor,
e invocamos o vosso nome.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4444-liturgia-de-04-de-agosto-de-2024>]
Antífona
– Vinde ó Deus, em meu auxilio apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me. Sois o meu Deus libertador e meu auxílio. Não tardeis em me socorrer-me ó Senhor! (Sl 69,2,6).
Coleta
– Assisti, Senhor, vossos fiéis e cumulai com vossa inesgotável bondade aqueles que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Ex 16,2-4.12-15
Salmo Responsorial: Sl 78,3.4bc.23-24.25.54 (R: 24b)
– O Senhor deu a comer o pão do céu.
R: O Senhor deu a comer o pão do céu.
– Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, e transmitiram para nós os nossos pais, não haveremos de ocultar a nossos filhos, mas à nova geração nós contaremos: as grandezas do Senhor e seu poder.
R: O Senhor deu a comer o pão do céu.
– Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, e as comportas das alturas fez abrir; fez chover-lhes o maná e alimentou-os, e lhes deu para comer o pão do céu.
R: O Senhor deu a comer o pão do céu.
– O homem se nutriu do pão dos anjos, e mandou-lhes alimento em abundância; conduziu-os para a Terra Prometida, para o Monte que seu braço conquistou.
R: O Senhor deu a comer o pão do céu.
2ª Leitura: Ef 4,17.20-24
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O homem não vive somente de pão, mas vive de toda palavra que sai da boca de Deus e não só de pão, amém, aleluia, aleluia! (Mt 4,4).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 6,24-35
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-xvi-do-tempo-comum-2/>]
LEITURA I Ex 16, 2-4.12-15
Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel começou a murmurar no deserto contra Moisés e Aarão. Disseram-lhes os filhos de Israel: «Antes tivéssemos morrido às mãos do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados ao pé das panelas de carne e comíamos pão até nos saciarmos. Trouxestes-nos a este deserto, para deixar morrer à fome toda esta multidão». Então o Senhor disse a Moisés: «Vou fazer que chova para vós pão do céu. O povo sairá para apanhar a quantidade necessária para cada dia. Vou assim pô-lo à prova, para ver se segue ou não a minha lei. Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Vai dizer-lhes: ‘Ao cair da noite comereis carne e de manhã saciar-vos-eis de pão. Então reconhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus’». Nessa tarde apareceram codornizes, que cobriram o acampamento, e na manhã seguinte havia uma camada de orvalho em volta do acampamento. Quando essa camada de orvalho se evaporou, apareceu à superfície do deserto uma substância granulosa, fina como a geada sobre a terra. Quando a viram, os filhos de Israel perguntaram uns aos outros: «Man-hu?», quer dizer: «Que é isto?», pois não sabiam o que era. Disse-lhes então Moisés: «É o pão que o Senhor vos dá em alimento».
No meio do deserto os israelitas deixam-se vencer pela murmuração e revoltam-se contra Deus, porque sentem fome. Deus, que não quer a morte do seu povo, mas levá-lo à terra da promessa, dá-lhes o Maná, pão caído do céu, para que se alimentem.
Salmo Responsorial Sl 77 (78), 3.4bc.23-24.25.54 (R. 24b )
O salmo 77 faz o louvor do Senhor, Deus de Israel, por tudo quanto ele fez a favor do seu povo ao longo da história, sem esquecer que lhes deu o Maná, o pão do céu.
LEITURA II Ef 4, 17.20-24
Irmãos: Eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor: Não torneis a proceder como os pagãos, que vivem na futilidade dos seus pensamentos. Não foi assim que aprendestes a conhecer a Cristo, se é que d’Ele ouvistes pregar e sobre Ele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus. É necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido por desejos enganadores. Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.
A murmuração na comunidade de Éfeso, por causa das divisões e discórdias ali instaladas por doutrinas estranhas à fé cristã, são motivo para Paulo chamar os crentes a não agir como pagãos, mas como seres espirituais, porque o são desde o batismo em que se revestiram de Cristo, o homem novo.
EVANGELHO Jo 6, 24-35
Naquele tempo, quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam à beira do lago, subiram todos para as barcas e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?». Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou». Disseram-Lhe eles: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas? No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: ‘Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu’». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo». Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».
O verdadeiro pão do céu é Jesus, mas é difícil reconhecer que é ele aquele que o Pai enviou. Jesus sabe que é difícil, porque os seus contemporâneos não estão despertos para o reconhecer como o Messias. A mesma dificuldade permanece hoje, para muitos, pois reconhecer Jesus presente na Eucaristia exige a mesma fé que ele propôs à multidão naquele dia em Cafarnaúm.
Reflexão da Palavra
A narração do livro do Êxodo diz que Deus libertou com o seu poder o povo escravo no Egito, através de Moisés o seu enviado. No diálogo vocacional de Moisés Deus revela “eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egito, e ouvi o seu clamor… conheço os seus sofrimentos” (Ex 3, 7), mais à frente, num novo relato vocacional, Deus reafirma “fui eu que ouvi os gemidos dos filhos de Israel” (Ex 6, 5). Agora, no meio do deserto, Deus continua a ouvir, mas já não ouve clamor nem gemidos, agora, o Senhor, ouve o seu povo a murmurar “Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel”. Murmurar contra Moisés e Aarão, enviados do Senhor, é o mesmo que murmurar contra Deus que os enviou, como o próprio Moisés lhes diz “não são contra nós as vossas murmurações, mas contra o Senhor” (v.8).
Os clamores e gemidos brotam do peso do trabalho escravo, na construção das cidades-armazém de Pitom e Ramessés. As murmurações brotam da fome e da aridez do deserto. De acordo com as circunstâncias a liberdade perde ou ganha valor. O bem supremo da liberdade, dom com que Deus criou o homem, curva-se diante da fome e da sede, das necessidades básicas do homem. É também por causa da satisfação destas necessidades que facilmente se vende a liberdade.
No deserto, tomados pelo medo da fome, o veneno infiltra-se pelos ouvidos subvertendo as intenções de Deus e de Moisés, foi “para deixar morrer à fome toda esta multidão” que nos tiraram do Egito. Mas Esta não era a intenção de Deus. O mal infiltra-se e murmura veneno na calada da noite porque falta fé e confiança a este povo. Deus não muda as suas intenções ao sabor das circunstâncias como fazem os homens.
Deus não se deixa vencer pela maldade e subversão dos homens e continua o seu projeto, realizando gestos que façam entender ao seu povo que ele é o Senhor e não há outro e foi para os conduzir à terra prometida que os fez avançar pelo deserto. Então Deus diz e cumpre o que diz, “vou fazer que chova para vós pão do céu”, “Ao cair da noite comereis carne e de manhã saciar-vos-eis de pão” e, desta forma “reconhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus”, e assim aconteceu, dos céus veio “o pão que o Senhor vos dá em alimento”.
O alimento que vem do céu é simultaneamente um dom de Deus para a fome do seu povo e uma prova. Será o povo capaz de reconhecer, dia após dia, que o alimento que lhes cai literalmente nas mãos vem de Deus e que só Deus é o Senhor e não há outro, para obedecer incondicionalmente à sua lei? É este o grande desafio.
O salmo 77 é uma reflexão do salmista sobre a história da salvação onde se conta, entre outras coisas, a rebeldia de um povo que esquece continuamente tudo o que o Senhor faz por eles, particularmente na libertação do Egito, a passagem do Mar Vermelho, a travessia do deserto, o Maná, a chegada a Canaam e a conquista da terra prometida. A intenção do autor é clara, para que as novas gerações não sejam “como os seus pais, uma geração rebelde e desobediente, uma raça de coração inconstante”, mas conhecendo o que Deus fez e faz “pusessem em Deus a sua confiança, não esquecessem as suas obras e obedecessem aos seus mandamentos”.
Na segunda leitura, sequência do texto do domingo passado da carta aos efésios, Paulo insiste para que os crentes não se deixem seduzir de novo pela forma de vida que tinham antes de abraçarem a fé, como aconteceu com os israelitas na saída do Egito, que em vez de olhar para a frente, para a terra da liberdade desejam regressar atrás, à escravidão, só por causa das panelas de carne.
Como o povo do deserto, também na comunidade de Éfeso se pratica a murmuração. A divisão entre eles leva-os a murmurar uns contra os outros. Paulo insiste com eles “não torneis, diz Paulo, a proceder como os pagãos, que vivem na futilidade dos seus pensamentos”. E carateriza os pagãos como pessoas ignorantes e, por causa da ignorância vivem de mente vazia, longe de Deus, duros de coração, insensíveis e libertinos, capazes de “praticar toda a espécie de impureza”. É a vida do “homem velho, corrompido por desejos enganadores”.
Para os que encontraram Cristo não há um caminho de retrocesso. Os que se despiram do homem velho, renovaram-se no Espírito e revestiram-se do homem novo e pertencem a Cristo, por isso, permanecem em Cristo. Vivem as dificuldades do tempo presente, mas não desanimam como se a felicidade estivesse na vida anterior à fé. Os pagãos não, esses vivem na futilidade, ainda assim, há esperança para eles, pois a ignorância vence-se com o evangelho.
O evangelho de João, depois da multiplicação dos pães coloca Jesus sozinho no monte e os discípulos no barco em direção a Cafarnaúm, numa viagem noturna com vento contrário e águas agitadas. No meio da noite Jesus aparece a caminhar sobre as águas.
Há pormenores interessantes no início do texto: chegam a terra logo que Jesus entra na barca, só no dia seguinte a multidão dá conta de que Jesus não entrou na barca, não sabem como é que Jesus chegou a Cafarnaúm, a multidão procura Jesus mas, ao contrário do texto anterior em que João dizia “seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que Jesus realizava”, agora Jesus diz que o procuram “não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados”.
Começa neste domingo um diálogo difícil entre Jesus e a multidão. O texto vai ainda dar-nos a conhecer uma multidão de gente a murmurar contra Jesus por causa da sua doutrina sobre o pão da vida “puseram-se a murmurar contra ele” (v. 41), ao que Jesus contesta “não murmureis contra mim” (v. 43).
O povo, surpreendido, questiona Jesus sobre o modo como terá chegado ali, sem que ninguém tenha dado conta. Os que procuram Jesus estão permanentemente a ser surpreendidos até que cheguem a conhecer quem é Jesus, caso contrário procuram como quem anda de noite. A resposta de Jesus desvia a atenção do ponto em que se encontra quem o procura e revela o ponto aonde devem chegar. Estão ao nível da “comida que se perde” e devem chegar a desejar o “alimento que dura até à vida eterna” e que só “o Filho do homem vos dará” e vai dar.
Aqueles que parecem não ter percebido o gesto de Jesus ao repartir o pão, agora dão sinais de entender que, “o alimento que permanece até à vida eterna”, não é fruto do trabalho e não se compra com dinheiro, como questionavam Filipe e André no passado domingo. Este alimento é “obra de Deus” por isso a multidão pergunta, que tipo de esforço é necessário fazer para “realizar a obra de Deus”. Para receber o “alimento que permanece” é necessário “acreditar n’Aquele que Ele (o Pai) enviou”, diz Jesus.
Perante a resposta a multidão questiona o próprio Jesus colocando em confronto o que Jesus faz com o que fez Deus no deserto por meio de Moisés, “Que obra realizas?”, é que no deserto Deus “deu-lhes a comer um pão que veio do Céu”. O confronto é, então, aproveitado por Jesus para atrair a multidão a um patamar mais elevado, mais seguro, mas também mais exigente do ponto de vista da fé, “em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo”
O pão do deserto, o maná, foi importante para aquele momento, mas não era o verdadeiro pão do céu, o verdadeiro pão é dado agora, a estes que falam com Jesus, por isso precisam de acreditar que Jesus vem de Deus e faz as obras de Deus. Se não acreditam também não conseguem ver que Jesus é “o pão que desce do céu para dar a vida ao mundo”.
A resposta final é correta e se o texto terminasse aqui estaríamos na serenidade da fé. A resposta de Jesus induz isso mesmo, o pão que pedis está aqui ao vosso alcance, “Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede”. Mas o texto não termina aqui e no seguimento há mais caminho a fazer para chegar à fé no pão que desce do céu, como veremos nos próximos domingos.
Meditação da Palavra
Reconhecer Jesus como “o Pão que desceu do céu”, “o Pão da vida”, o “alimento que dura até à vida eterna”, não é fácil, exige um caminho, um processo e um esforço para chegar à fé. É mais fácil murmurar, levantar suspeitas, que é o mesmo que desconfiar, do que aceitar que Deus é bom e nos dá o melhor dele mesmo que é sempre mais do que nós podemos alguma vez esperar.
Diante das adversidades de um povo é difícil acreditar que Deus é bom, que escuta o clamor do seu povo e desce para o libertar do trabalho escravo. Mesmo depois da libertação, é mais fácil pensar que Deus não desistiu do castigo e lhes quer dar a morte no deserto e que a fome não é apenas uma circunstância passageira através da qual hão de chegar à liberdade plena, do que acreditar que Deus pode mandar descer pão do céu para saciar a fome do seu povo.
A murmuração faz crer que Deus não é bom, nem justo, nem misericordioso, mas vingativo e castigador, por isso, era melhor ter ficado no Egito onde se morria, mas com a barriga cheia. Moisés revela ao povo que o Senhor lhes dá um alimento mais importante que a carne do Egito e pelo qual não têm que pagar com a liberdade, “é o pão que o Senhor vos dá em alimento”, é gratuito e é para todos.
O salmo recorda que a verdade de Deus misericordioso, que faz descer o pão do céu, deve ser transmitida de geração em geração, para que os filhos não se tornem como os pais, murmuradores contra Deus, mas aceitem na fé o dom que, de muitas maneiras, Deus faz de si mesmo, “mandou-lhes comida com abundância e introduziu-os na sua terra santa, na montanha que a sua direita conquistou”.
A murmuração é um veneno que impede reconhecer o dom de Deus e aquele que ele enviou, porque nasce de um pensamento fútil, próprio dos pagãos, do “homem velho, corrompido por desejos enganadores”. Para reconhecer a bondade de Deus para connosco, para acolher a generosidade de Deus que nos dá o “alimento que permanece até à vida eterna”, para reconhecer que esse alimento é o próprio Jesus, “Eu sou o pão da vida”, é necessário o esforço da fé. Jesus recorda que, assim como somos capazes de fazer grandes esforços para conseguir “comida que se perde” também devemos fazer todos os esforços para conseguir o “alimento que permanece”, que não é o Maná do deserto, mas é ele mesmo, o enviado do Pai, que se faz pão na Eucaristia.
É difícil acreditar que alguém a quem não conhecemos nos dá pão gratuitamente, mas isso acontece. Quando Cristo nos diz “Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede”, está a fazer-nos o convite a conhecê-lo. Porque conhecendo aquele que nos dá pão gratuitamente reconheceremos no pão o próprio doador. A mão que dá pão também é pão e, não só a mão, também o doador na plenitude da sua entrega é pão repartido para a vida do mundo.
Para chegar a reconhecer Jesus no pão partido e repartido, entregue na cruz não se pode ficar fechado num passado que já não vivemos. ‘Quando estávamos no Egito tínhamos panelas de carne’, sim, mas também não tínhamos liberdade e a verdade é que já não estamos no Egito, fomos tirados pela mão poderosa do Senhor que nos libertou. Agora vivemos o tempo presente e, neste tempo, somos chamados a comer o “verdadeiro pão do céu” e não das saudades do tempo que passou.
Comer “o alimento que permanece até à vida eterna” é realizar um encontro de fé “quem vem a Mim” também “acredita em Mim” e quem acredita e come do pão que é Jesus descido do céu também se transforma em Jesus, o homem novo, para viver na justiça e na santidade. Não se trata de poesia, de uma ideia como outras. Trata-se de um compromisso com Jesus que eleva o patamar de observação para lá da realidade humana, até ao horizonte de Deus, para o qual é necessária a fé.
Rezar a Palavra
“Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Esta é a minha oração deste dia. Dá-me sempre desse pão que é alimento dos fortes e dos fracos, dos homens e dos anjos, dos santos e dos pecadores. Dá-me sempre desse pão que abre horizontes divinos de eternidade, que é fonte de vida e de paz, que é lugar de encontro e descanso. Dá-me sempre desse pão que és tu, no mistério profundo da cruz e da mesa da Eucaristia onde te entregas por mim e para mim.
Compromisso semanal
Sei que indo a Jesus e acreditando nas suas palavras fico saciado das muitas fomes que me assaltam.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 4 de Agosto
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/08/santos-do-dia-da-igreja-catolica-04-de-agosto/>
São João Maria Batista Vianney
João Maria Batista Vianney sem dúvida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: “Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes”. Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.
Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional.
Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde os obstáculos existiam por causa de sua falta de instrução.
Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo.
Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve.
Durante o seu aprendizado em Écully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi então designado vigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia do norte de Lyon, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não-praticantes e afamados pela violência. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas.
Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: “Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu”. Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro.
Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo.
Na paróquia, fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.
A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars com um só objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem que esperar horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrinações.
O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, já era venerado como santo. O seu corpo, incorrupto, encontra-se na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes e o dia de sua festa, 4 de agosto, escolhido para celebrar o Dia do Padre.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 4 de Agosto de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 5, 1-2.5
Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
V. Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
R. E para sempre proclamarei a sua fidelidade.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 26
O Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.
V. A Vós, Senhor, se eleva a minha súplica:
R. Dai-me inteligência segundo a vossa palavra.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 1, 21-22
Quem nos confirma em Cristo – a nós e a vós – é Deus. Foi Ele que nos concedeu a unção, nos marcou com um sinal e imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.
V. O Senhor é minha luz e salvação,
R. O Senhor é o protector da minha vida.
Oração
Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai‑Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Tes 2, 13-14
Devemos continuamente dar graças a Deus por vós, irmãos amados por Deus, porque Deus vos escolheu como primícias para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade. Foi para isso que Ele vos chamou por meio do Evangelho, para possuirdes a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
V. Infinita é a sua sabedoria.
R. Admirável é o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador. R.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. R.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
