“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE AGOSTO DE 2024
18 de agosto de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE AGOSTO DE 2024
19 de agosto de 2024Texto classificado nesse site como atinente às categorias temáticas: Atitudes e consequências. Atração de desgraças. Caos social. Castigo divino. Cobiça. Desonestidade. Direito e justiça. Engano. Exploração. Expropriação. Impiedade. Iniquidade. Injustiça. Maldade. Opressão. Roubo.
[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-xv-do-tempo-comum-4/>]
Leitura I (anos pares) Mq 2, 1-5
Ai daqueles que, deitados em sua cama, planeiam a injustiça e tramam o mal! Ao romper do dia, logo o praticam, porque está ao seu alcance. Cobiçam os campos e roubam-nos, desejam as casas e apoderam-se delas. Escravizam o homem e a sua casa, o dono e a sua herança. Por isso, diz o Senhor: «Eu penso em mandar contra esta gente um castigo de que não podeis livrar a cabeça. Não mais andareis de fronte erguida, pois será um tempo de desgraça. Nesse dia entoarão contra vós uma sátira e vos cantarão assim os seus lamentos: ‘Estamos totalmente arruinados. Os bens do meu povo foram confiscados e não há ninguém para lhos devolver; os nossos campos são entregues a quem nos tiraniza’. Por isso não haverá ninguém que tire à sorte uma porção para vós, na assembleia do Senhor».
Compreender a palavra
A injustiça é a situação mais abominável aos olhos do Senhor. Miqueias faz-se arauto da palavra do Senhor contra aqueles que praticam a injustiça. Planeiam durante a noite e põem em prática logo pela manhã. A Injustiça fere a Deus porque para ele todos os homens são iguais em direitos e deveres. Ora os ricos e poderosos, usando das suas artimanhas, enganam e exploram os pobres roubando-lhes o pouco que possuem. Não basta não terem o suficiente senão ainda serem roubados pelos que têm tudo. Deus ergue a sua voz por meio do profeta e ameaça-os de castigo implacável: “Eu penso em mandar contra esta gente um castigo de que não podeis livrar a cabeça”.
Meditar a palavra
A injustiça de que fala o profeta tem a ver com a posse de bens. A economia de Israel estava assente na distribuição da terra feita por Josué à chegada à terra prometida, depois da saída do Egito. O que se vendia ou arrendava ao longo de cinquenta anos voltava, no ano jubilar, à sua origem, porque se vendiam e arrendavam os anos de colheita. Mas, há sempre aqueles que maquinam formas injustas para se apoderarem da desgraça alheia e acabam por enriquecer e tornar-se poderosos e sem escrúpulos. Hoje, como ontem, na relação entre os homens, pode ver-se a injustiça quanto aos bens da terra, em relação ao bom nome das pessoas e nas oportunidades que são dadas a uns e impedidas a outros por critérios pouco honestos. Mas também nos compadrios, nas amizades oportunistas, na maledicência despudorada e em tantas formas de oprimir, esmagar e reduzir a nada a dignidade daqueles que são homens e mulheres, filhos amados de Deus como nós.
Rezar a palavra
Por ti clamo, Senhor, escuta a minha voz porque te invoco. Põe uma sentinela de guarda à minha boca, para que não humilhe os pobres e defende a porta dos meus lábios para que não danifique a dignidade de ninguém. Não me deixes escorregar na maldade nem praticar a iniquidade com os ímpios e livra-me das intrigas dos que praticam o mal. Para ti, Senhor, se voltam os meus olhos; em ti me refugio, não me abandones.
Compromisso
É o Senhor quem guarda o meu coração da injustiça.
