agosto 2024

19 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE AGOSTO DE 2024

A mão que dá o pão também é pão Pão é mais que pão! Para lá de todas as mesas e de todas as vidas, o importante nem é o pão mas o sabor que tem o pão naquele dia, naquela hora, naquele instante. Pão sabe a pão dizem todos. Não! Pão não sabe a pão. O pão tem o sabor do fel e do vinagre, do sal das lágrimas caídas, da dor dos gemidos que se calam como migalhas esquecidas. O pão tem sabor a riso de criança, a histórias de antigas noites de inverno à lareira. Tem sabor a mel, a beijos guardados nos bigodes do avô cheirando a fumo de cigarro e a carinhos de avó, a ralhete de mãe, a manteiga rasteada com os dedos. Pão não é só pão, é mais que pão, é vida, é tudo o que se vive e não se esquece e tudo o que se esquece para viver.
18 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE AGOSTO DE 2024

Sou o teu pão Quando sobre a minha mesa não há pão tudo escurece e faz-se noite. Na escuridão da noite, ainda que uma centelha de luar entre pela janela, a verdade é que não há pão. No meio da noite, sem pão, sombras vindas do nada, sentam-se à minha mesa filosofando sobre a essência da vida, a razão e o sentido, o porquê e o para quê, a minha origem e o meu fim, a justiça e a desgraça, o amor e o abandono e reclamam: “queremos pão! Para isso viemos. Dá-nos do teu pão ou então dá-nos a tua vida que transformaremos em pão “. As sombras da noite, sentadas à minha mesa sem pão, tornam-se gigantes que se impõem sobre mim, vindos do nada, mas tão reais para mim que, por amor à vida, tenho que encontrar maneira de lhes dar pão.
15 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE AGOSTO DE 2024

2 Cor 12, 9b-10 Prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Por isso, sinto complacência nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições, nas angústias que sofro por amor de Cristo: quando me sinto fraco, então é que sou forte.
15 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE AGOSTO DE 2024

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA Santoral Cada celebração da Virgem Maria evoca a relação especial que Maria teve com Jesus. Ela é a mulher que, depois de aceitar ser a mãe do Salvador, estabeleceu um vínculo especial com o seu Filho, concebendo-o no seu seio e comprometendo-se a aceitar todas as consequências da sua disponibilidade em aceitar o projeto de Deus de salvar a humanidade. O caminho de Maria fica ligado ao caminho de Jesus. Ela está presente nos momentos principais da manifestação de Jesus, quando alguns mostram a sua adesão ao projecto de Jesus, e também nas circunstâncias em que há dúvidas, interrogações e rejeição por parte de outros. Também ela fez este percurso de descoberta e de aceitação nas diferentes fases da vida de Jesus, desde o nascimento até à morte na cruz. E foi este caminho feito em conjunto com o seu Filho que a levou a participar no sofrimento e na dor e, depois, na ressurreição e na glorificação. A Igreja proclama esta participação de Maria na glória de Jesus ressuscitado celebrando esta festa da Assunção da Virgem Maria que não é mais que a participação gloriosa de Maria na ressurreição de Jesus. 1. O caminho de Maria – A mulher que foi elevada aos Céus é a jovem de Nazaré que disse sim ao convite que o anjo lhe dirigiu para ser a mãe do Filho de Deus, mesmo sem lhe ser apresentado qualquer plano de desenvolvimento deste projecto… Ela apenas confiou na palavra que lhe foi comunicada da parte de Deus… – É a mesma que deu à luz numa gruta em Belém, em circunstâncias imprevistas e humildes… – Foi ela que, como nenhum outro, soube passar da relação biológica da maternidade para a nova família dos que escutam a palavra e fazem a vontade de Deus… – Ela, que esteve junto à cruz do Filho, naquele momento da entrega total, em que lhe é confiada a maternidade sobre todos os que acreditam no mistério da salvação de Jesus… – Esta mulher é mãe, discípula e irmã dos que fazem parte da nova família de Jesus… E é este percurso de Maria que leva a Igreja a reconhecer que, quem esteve assim tão próximo de Jesus e se envolveu com Ele em toda a sua vida, participa da mesma glória de Cristo ressuscitado e colocado “à direita do Pai”… 2. O final é estar com Deus – O cântico do Magnificat, proclamado naquela circunstância do encontro com Isabel, mostra como a vida de Maria é uma vida de encontro com os outros… Não é, de modo algum, uma vida isolada, em que ela guarda as coisas para si e não as partilha… – Neste cântico é recordada a história da intervenção de Deus em favor do seu povo no meio dos medos e dos sofrimentos… Esta história é de salvação porque, com os simples e os humildes, os pobres de coração aberto, Deus faz maravilhas… – Maria reconhece que, aquilo que o Senhor disse ao longo dos séculos, se cumpre… O alcance das suas palavras vai muito mais além daquele encontro de duas mulheres e abrange o destino de toda a humanidade… Maria pode não compreender imediatamente todas as coisas que sucedem, mas reconhece que Alguém conduz amorosamente a história e que o final é de glorificação por obra de Deus… – Aquilo que Maria diz no Magnificat é a expressão da festa de hoje: se Deus conduz a história e acolhe os que n’Ele confiam, então as incertezas, as canseiras, as dúvidas e os sofrimentos chegam a um final feliz: com Deus, na glória eterna…
14 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE AGOSTO DE 2024

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir Memória Maximiliano Maria Kolbe nasceu na Polónia, no dia 8 de janeiro de 1894. Ainda adolescente, entrou na Ordem dos Frades Menores Conventuais e foi ordenado presbítero, em Roma, no ano 1918. Inspirado pela sua ardente devoção à Virgem Mãe de Deus, fundou uma piedosa associação com o nome de «Milícia de Maria Imaculada», que se propagou rapidamente noutras regiões. Chegando ao Japão como missionário, empenhou‑se generosamente na dilatação da fé cristã, com o auxílio e sob o patrocínio da Virgem Imaculada. Regressado à Polónia, teve de suportar graves tormentos no campo de Auschwitz, próximo de Cracóvia, na Polónia, por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Ofereceu-se aos algozes para substituir um companheiro de prisão condenado à morte, transformando o seu ministério num holocausto de caridade e exemplo de fidelidade a Deus e aos homens. Morreu no dia 14 de agosto de 1941.
11 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE AGOSTO DE 2024

Domingo XIX do Tempo Comum Ano B Levanta-te e come Fui a tua casa, sentei-me à tua mesa, comi do teu pão. Falei, ouvi, ri, mostrei-te as minhas chagas, mostraste-me as tuas chagas, chorei contigo e amei-te. Saí com um abraço e o frio da noite soprando no meu rosto feliz. Sorrindo, caminhei feliz por ti, por mim, por nós. Passei por ti, sorri-te feliz… chamei por ti, não reparaste, toquei o teu ombro… olhaste… convidei-te para minha casa… esperei por ti com a mesa posta e o pão generoso da espera. Fez-se tarde e comi no silêncio migalhas de ausência. Bati à porta do teu esquecimento, toquei-te na alma com as mãos da saudade. Devagar, rodando sobre os pés cansados da partida, chegaste ao meu olhar, enfim, perdido, e convidaste-me a entrar. Sentei-me à tua mesa e comi as migalhas das lembranças que trazias e que sempre, nos caminhos perdidos, nos uniram.
10 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE AGOSTO DE 2024

São Lourenço, diácono e mártir Santoral Festa Lourenço, famoso diácono da Igreja Romana, confirmou com o martírio, na perseguição de Valeriano, o seu serviço de caridade, no dia 10 de agosto de 258, quatro dias depois do papa Sisto II e seus companheiros. Segundo uma tradição já divulgada no século IV, suportou corajosamente um atroz martírio na grelha, depois de ter distribuído os bens da comunidade aos pobres – por ele qualificados como verdadeiros tesouros da Igreja. O seu sepulcro encontra‑se junto à Via Tiburtina, no Campo Verano, no cemitério que recebeu o seu nome. Constantino Magno erigiu uma basílica naquele lugar. O seu culto já se tinha difundido na Igreja no século IV.
9 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 9 DE AGOSTO DE 2024

Santa Teresa Benedita da Cruz - virgem e mártir Festa Edite Stein, filha de pais judaicos, nasceu em Breslau, no dia 12 de outubro de 1891. Dedicou-se aos estudos filosóficos e empenhou-se na procura da verdade, até que encontrou a fé em Cristo. Foi batizada no dia 1 de janeiro de 1922 e, desde então, serviu a Deus como professora e escritora. Em 1933 entrou no Carmelo de Colónia, na Alemanha, e tomou o nome de Teresa Benedita da Cruz. Dedicou a sua vida ao serviço do povo judaico e do povo alemão. Por causa da perseguição aos judeus, transferiu-se para o Carmelo de Echt, na Holanda. No dia 2 de agosto de 1942 foi presa pelas autoridades que exerciam poder aterrador na Alemanha e enviada para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, próximo de Cracóvia, na Polónia. Aí foi morta numa câmara de gás, no dia 9 de agosto de 1942.
8 de agosto de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE AGOSTO DE 2024

São Domingos, presbítero Memória Domingos de Gusmão nasceu em Caleruega, na Espanha, por volta do ano 1170. Estudou Teologia, em Palência, e foi nomeado cónego da Igreja de Osma, cidade da província de Sória. Por meio da sua pregação e do exemplo da sua vida combateu com grande êxito a heresia dos Albigenses. Desejoso de encontrar uma nova forma de propagar a fé, fundou a Ordem dos Pregadores, para renovar na Igreja a forma de vida apostólica, mandando aos seus irmãos que se dedicassem ao serviço do próximo com a oração, o estudo e o ministério da palavra. Morreu em Bolonha, cidade de Itália, no dia 6 de agosto de 1221. Com Francisco de Assis, é um dos patriarcas da santidade cristã, suscitados pelo Espírito, num tempo de grandes transformações históricas. Promoveu, a par do aprofundamento dos estudos teológicos, a oração popular do rosário.