“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE SETEMBRO DE 2024
13 de setembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE SETEMBRO DE 2024
16 de setembro de 2024DOMINGO – XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu prossiga com diligência na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”), bem como a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Início da Profecia de Ezequiel 1, 3-14.28
Visão da glória do Senhor na terra do exílio
A palavra do Senhor foi dirigida ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, na Caldeia, nas margens do rio Quebar. Foi aí que a mão do Senhor poisou sobre mim.
Eu olhei e vi aproximar‑se do norte um vento tempestuoso e uma grande nuvem com um clarão à volta e um fogo cintilante. Do meio do fogo irradiava uma espécie de metal resplandecente. No centro distinguia‑se a imagem de quatro seres vivos que tinham aspecto humano. Cada um tinha quatro faces e quatro asas. As pernas eram direitas e as plantas dos pés assemelhavam‑se às do boi, cintilantes como bronze polido. Sob as asas, nos quatro lados, apareciam mãos de homem; todos os quatro tinham as suas faces e as suas asas, e as asas tocavam uma na outra. Ao avançarem, não se voltavam; cada um seguia sempre em frente.
Quanto ao aspecto das faces, cada um dos quatro tinha uma face de homem, uma face de leão à direita, uma face de touro à esquerda, e uma face de águia. As suas asas estendiam‑se para o alto; cada um tinha duas asas que se uniam e duas asas que lhes cobriam o corpo. Cada um seguia sempre
em frente. Dirigiam‑se para onde o espírito os impelia, e ao caminharem não se voltavam.
No meio dos Seres Vivos, via‑se qualquer coisa semelhante a carvões em brasa, como tochas que circulavam entre os Seres Vivos. Deste fogo, que projectava um clarão ofuscante, saíam relâmpagos. Os Seres Vivos iam e vinham como relâmpagos.
Sobre as cabeças dos Seres Vivos havia uma espécie de abóbada cintilante como cristal, estendida sobre as suas cabeças. Por baixo da abóbada estendiam‑se as asas voltadas umas para os outras, e cada um tinha duas asas que lhe cobriam o corpo.
Quando caminhavam, eu ouvia o ruído das suas asas, semelhante ao marulhar das torrentes caudalosas, à voz do Omnipotente, como o fragor da tempestade, como o tumulto dum campo de batalha. Mas quando paravam, recolhiam as asas. Ouvia‑se uma voz por cima da abóbada que estava sobre as suas cabeças.
Sobre a abóbada que havia por cima das suas cabeças, estava uma espécie de pedra de safira em forma de trono e, sobre essa forma de trono, lá no alto, uma figura semelhante a um ser humano. Vi que irradiava como metal brilhante, tendo à volta uma espécie de auréola de fogo, desde o que parecia a cintura para cima. E desde o que parecia a cintura para baixo, vi uma espécie de fogo, irradiando um clarão a toda a volta. Como o arco‑íris, que aparece nas nuvens em dia de chuva, assim era o esplendor que o cercava. Era a imagem da glória do Senhor.
RESPONSÓRIO cf. Ez 1, 26; 3, 12b; Ap 5, 13b
R. Vi sobre uma espécie de trono uma figura de aspecto semelhante ao de um homem, e ouvi o estrondo violento de uma voz que dizia: * Bendita seja a glória do Senhor na sua morada.
V. Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor, a honra, a glória e o poder pelos séculos dos séculos. * Bendita seja a glória do Senhor na sua morada.
SEGUNDA LEITURA
Início do Sermão de Santo Agostinho, bispo, sobre os Pastores
(Sermo 46, 1-2: CCL 41, 529-530) (Sec. V)
Somos cristãos e bispos
Não é agora a primeira vez que ouvis dizer que toda a nossa esperança está em Cristo e que n’Ele está toda a nossa glória verdadeira e salutar. Esta é uma verdade evidente e familiar para vós que pertenceis ao rebanho d’Aquele que vigia e apascenta Israel. Mas porque há pastores a quem agrada o nome de pastores, mas não querem cumprir os deveres de pastores, consideremos o que lhes diz o Senhor pela boca do Profeta. Escutai vós com atenção, ouçamos nós com temor.
A palavra do Senhor foi‑me dirigida nestes termos: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel e diz aos pastores de Israel. Acabamos de ouvir esta leitura que nos foi proclamada, e por isso quero falar‑vos um pouco sobre ela. Deus me ajude a dizer coisas verdadeiras, porque não pretendo expor ideias próprias. Porque se vos propusesse ideias pessoais, também eu seria daqueles pastores que, em vez de apascentar as ovelhas, se apascentam a si mesmos; mas se é d’Ele o que dizemos, então é Ele que vos apascenta por intermédio de mim. Eis o que diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos! Porventura não é o seu rebanho que os pastores devem apascentar? É como se dissesse: «Os pastores não se devem apascentar a si, mas as ovelhas». Essa
é a primeira acusação contra estes pastores: apascentam‑se a si mesmos e não o rebanho. Quem são os que se apascentam a si mesmos? Aqueles de quem o Apóstolo afirma: Todos procuram os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo.
Ora bem. Nós, a quem o Senhor, pela sua misericórdia infinita e não por mérito nosso, colocou neste lugar de tão grande responsabilidade – e de que havemos de dar rigorosas contas – devemos distinguir claramente duas coisas: somos cristãos e somos bispos. Somos cristãos para nosso proveito, somos bispos para vosso proveito. Pelo facto de sermos cristãos, devemos pensar na nossa salvação; pelo facto de sermos bispos, devemos preocupar‑nos com a vossa.
E há muitos que, sendo cristãos e não bispos, chegam até Deus, percorrendo um caminho mais fácil e progredindo nele tanto mais expeditamente quanto menor é o peso da responsabilidade que suportam. Nós, porém, devemos dar contas a Deus pela nossa própria vida, como cristãos; mas, além disso, devemos dar contas a Deus pelo exercício do nosso ministério, como pastores.
RESPONSÓRIO Salmo 22 (23), 1-2a.3b
R. O Senhor é o meu pastor: nada me falta. * Leva‑me a descansar em verdes prados.
V. Ele me guia por sendas direitas, por amor do seu nome. * Leva‑me a descansar em verdes prados.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
https://www.youtube.com/watch?v=NygINbm3raM
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4488-liturgia-de-15-de-setembro-de-2024>]
DOMINGO – XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio – IV semana do saltério)
Antífona
– Dai a paz, Senhor, aos que em vós esperam, para confirmar a veracidade dos vossos profetas; escutai as preces do vosso servo e vosso povo, Israel
(Eclo 36,18).
Coleta
– Ó Deus, vós que criais e governais todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos a ação da vossa misericórdia, dai-nos a graça de vos servir de todo coração.Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 50,5-9a
Salmo Responsorial: Sl 115,1-2.3-4.5-6.8-9 (R: 9)
– Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
R: Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
– Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.
R: Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
– Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza; eu então invoquei o Senhor: “Salvai, ó Senhor, minha vida!”
R: Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
– O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes; eu estava oprimido e salvou-me.
R: Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
– Libertou minha vida da morte, enxugou de meus lábios o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.
R: Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
2ª Leitura: Tg 2,14-18
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu de nada me glorio, a não ser da cruz de Cristo; vejo o mundo em cruz pregado e para o mundo em cruz me avisto (Gl 6,14).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 8,27-35
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxiv-do-tempo-comum-7/>]
LEITURA I Is 50, 5-9ª
O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio e por isso não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra e sei que não ficarei desiludido. O meu advogado está perto de mim. Pretende alguém instaurar-me um processo? Compareçamos juntos. Quem é o meu adversário? Que se apresente! O Senhor Deus vem em meu auxílio. Quem ousará condenar-me?
Nas palavras de Isaías, a Igreja, desde a experiência das primeiras comunidades, viu na figura do servo o próprio Jesus e nos sinais de sofrimento a sua paixão. Jesus, a quem os homens condenaram injustamente foi declarado inocente por Deus, seu Pai, que veio em seu auxílio devolvendo-o à vida pela ressurreição.
Salmo 114 (116), 1-2.3-4.5-6.8-9 (R. 9)
Estamos perante um salmo de ação de graças que, na sua primeira parte, apresenta os motivos pelos quais o autor quer agradecer ao Senhor. A vida do autor tem sido uma experiência de amor a Deus apesar dos “laços da morte” e das “angústias do além” que se abateram sobre ele. Ele mesmo diz “Amo o Senhor” e explica porquê. Porque o Senhor “ouviu a voz da minha súplica”, “Ele me atendeu”, “Livrou da morte a minha alma, das lágrimas os meus olhos, da queda os meus pés”.
LEITURA II Tg 2, 14-18
Irmãos: De que serve a alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Poderá essa fé obter-lhe a salvação? Se um irmão ou uma irmã não tiverem que vestir e lhes faltar o alimento de cada dia, e um de vós lhes disser: «Ide em paz. Aquecei-vos bem e saciai-vos», sem lhes dar o necessário para o corpo, de que lhes servem as vossas palavras? Assim também a fé sem obras está completamente morta. Mas dirá alguém: «Tu tens a fé e eu tenho as obras». Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé.
A discussão sobre o que é mais importante, a fé ou as obras, é muito antiga. Tiago, ao afirmar que a fé sem obras é morta não quer dizer que as obras são mais importantes que a fé, mas simplesmente que as obras confirmam a fé, são uma consequência da fé e dão credibilidade à fé.
EVANGELHO Mc 8, 27-35
Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe. No caminho, fez-lhes esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?». Eles responderam: «Uns dizem João Batista; outros, Elias; e outros, um dos profetas». Jesus então perguntou-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias». Ordenou-lhes então severamente que não falassem d’Ele a ninguém. Depois, começou a ensinar-lhes que o Filho do homem tinha de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas; de ser morto e ressuscitar três dias depois. E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas. Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l’O. Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens». E, chamando a multidão com os seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á».
Aos discípulos, que viram Jesus fazer várias curas, entre elas a do surdo-mudo, do cego e a multiplicação dos pães, Jesus faz uma pergunta: “Quem dizeis vós que eu sou?” Será que os discípulos já perceberam quem é Jesus ou apenas ficam maravilhados com os seus milagres como as multidões?
Reflexão da Palavra
No início do terceiro cântico do Servo, Isaías coloca na boca de um personagem do qual apenas sabemos que no capítulo anterior foi alvo de um chamamento “quando ainda estava no ventre materno, o Senhor chamou-me” (Is 49, 1). Este servo não se diz profeta mas tem uma missão profética “o Senhor ensinou-me”, “desperta os meus ouvidos”, “abriu-me os ouvidos” para ele “dar uma palavra de alento aos desanimados” (Is 50, 4).
Em consequência da sua missão, o servo, é alvo de violência por parte dos que resistem à sua palavra, “batiam… arrancavam a barba…ultrajavam e cuspiam”. Como um verdadeiro profeta, o “servo” mantem-se firme na verdade anunciada e na confiança naquele que o ensinou, “não resisti nem recuei um passo”, “apresentei as costas… e a face”, “não desviei o rosto”. Em resposta a esta atitude de confiança e fidelidade, “o Senhor Deus veio em meu auxílio”. Perante a manifestação de Deus, o servo afirma, “não fiquei envergonhado”, “não ficarei desiludido” e os inimigos não ousam levantar-se contra ele, “Quem é o meu adversário?… Quem ousará condenar-me?”.
Os cristãos viram desde sempre, na figura do Servo sofredor, o próprio Cristo no mistério da sua paixão e morte. A figura do servo é essencial para responder à pergunta que Jesus vai fazer aos discípulos no evangelho.
Hino de ação de graças, o salmo 114 está construído em quatro partes, uma introdução (v. 1-2), indicação da situação existencial do salmista e da libertação operada pelo Senhor (v. 3-9), confissão da confiança no Senhor, apesar da situação de desgraça do salmista (v. 10-11) e a promessa de uma ação de graças (v. 12-19).
O salmista parte de uma confissão de amor “amo o Senhor”, depois descreve a situação de angústia em que se encontrava,ao mesmo tempo que anuncia a salvação que Deus operou na sua vida. Ele caiu nas malhas da morte “apertaram-me os laços da morte, caíram sobre mim as angústias do além, vi-me na aflição e na dor”. Nesta situação o salmista diz “invoquei o Senhor: «Senhor, salvai a minha alma»” e o Senhor “ouviu a voz da minha súplica. Ele me atendeu, no dia em que O invoquei”. Perante este auxílio do Senhor, o salmista questiona-se sobre a melhor maneira de agradecer ao Senhor “como agradecerei ao Senhor todos os seus benefícios para comigo?”, pois reconhece que Deus é “Justo e compassivo”, “misericordioso”, “guarda os simples”, salva os que se encontram sem forças, livra da morte, enxuga as lágrimas, não deixa que resvalem os pés. O salmista reconhece, ainda que “a morte dos fiéis” “é preciosa aos olhos do Senhor”. Então, o salmista compromete-se “andarei na presença do Senhor” e “elevarei o cálice da salvação invocando o nome do Senhor”, “cumprirei as minhas promessas”, oferecerei “sacrifícios de louvor”.
A velha questão discutida entre católicos e protestantes quando se questionam sobre quem se salva, os que têm fé ou os que praticam boas obras, nascida a partir das afirmações de Paulo na carta aos romanos, não é o tema de Tiago nesta carta. Paulo afirma que “é pela fé que o homem é justificado,independentemente das obras da lei” (Rm 3,28). Com isto, Paulo, quer dizer que é em Cristo que nos salvamos, gratuitamente, e não por termos praticados estas ou aquelas obras. No entanto, Paulo não quer dizer que as obras não são importantes, pelo contrário, devem decorrer do amor que a fé supõe e implica. Ora, é esta a questão de Tiago. Para o autor da carta, como já escutámos no domingo passado, a fé é importante, mas a fé em Cristo não admite determinadas atitudes, como a distinção de pessoas. Neste parágrafo, Tiago acrescenta que não basta ter fé, é necessário que essa fé não seja estéril, inconsequente, mas capaz de produzir obras de verdadeiro amor. A fé, se é verdadeira, desperta na pessoa um compromisso de amor, uma responsabilidade fraterna, uma consequência ao nível social. Por isso, Tiago diz que, “a fé sem obras está completamente morta”, é inconsequente, irresponsável, egoísta e desprovida de compromisso. Tiago não quer, em momento nenhum, afirmar que não é necessária a fé ou que as obras são mais importantes que a fé, nem Paulo quer dizer o contrário. Ambos afirmam que as obras, alimentadas pela fé, ganham uma nova dimensão assim como a fé acompanhada pelas obras torna-se credível.
Marcos situa-nos no caminho para Cesareia de Filipe, uma das fronteiras com o mundo pagão. Jesus dá início à sua subida a Jerusalém, onde sabemos que vai acontecer a sua paixão e morte, ou seja, o final do seu caminho entre os homens. A partir daqui, Jesus orienta os discípulos para o que vai acontecer em Jerusalém. Também os discípulos têm que fazer um caminho, interior, para acolher a verdade de Jesus como Messias, não segundo os critérios humanos mas segundo os critérios divinos.
A pergunta de Jesus aos discípulos faz parte do processo de ensino/aprendizagem que ele vai realizar ao longo do caminho para Jerusalém. Primeiro pergunta no geral “Quem dizem os homens que Eu sou?”, para depois centrar em cada um dos discípulos a mesma questão, porque é neles que Jesus quer solidificar a fé para que não vacilem quando chegar a paixão, “e vós, quem dizeis que Eu sou?”. É a resposta a esta última pergunta que verdadeiramente interessa a Jesus. E Pedro é quem se atreve a responder por todos “Tu és o Messias”. Sendo uma resposta correta na forma, ela contém em si a confusão própria do tempo de Jesus. Nem todos veem o “Messias” da mesma maneira e Jesus não é o Messias que muitos esperam porque o seu projeto de vida é bem diferente, como se pode ver logo a seguir. É por isso que Jesus proíbe os discípulos de dizerem quem ele é.
Para que os discípulos entendam de uma vez o que significa para ele ser o Messias, Jesus começa a ensinar, “o Filho do homem tem de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas; de ser morto e ressuscitar três dias depois”. Estas afirmações são contrárias à mentalidade geral. O Messias tem poder e não pode ser morto. É por isso que Pedro reage, julgando estar certo,“tomou-O à parte e começou a contestá-l’O”. Jesus ensina e Pedro contesta. Na verdade, os discípulos não estão preparados para aceitar um Messias tão frágil como é apresentado pelas palavras de Jesus. De facto, este é apenas o início de um ensino que vai acompanhar todo o caminho para Jerusalém, do qual, a última lição é mesmo a paixão. Em resposta, Jesus repreende Pedro por ele querer colocar-se à sua frente como se fosse mestre e não atrás dele, lugar dos discípulos que querem ser ensinados. De facto, com a sua mentalidade, Pedro está na posição dos que se opõem a Jesus e não do lado dos que o seguem, “não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens”.
Finalmente, Jesus abre o ensino a toda a multidão, para apresentar as condições para ser seu discípulo, que são, “renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” e “perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho”.
Meditação da Palavra
Com uma pergunta Jesus ensina o caminho da verdadeira vida. Na realidade, diante de Jesus é sempre possível tecer muitas considerações, levantar suspeitas, adiantar acusações condenatórias, fazer afirmações espirituais e teológicas muito profundas ou viver experiências místicas elevadas. Mas o caminho da vida é o caminho da cruz que começa na saída da Galileia, atravessando a Cesareia de Filipe, região marcadamente influenciada pelos romanos, até Jerusalém, com destino à paixão.
Seguir Jesus como discípulo exige distanciar-se de tudo o que os outros dizem sobre ele e fazer uma experiência pessoal que leva à afirmação inequívoca de que ele é “o Messias”, conscientes de que a cruz, a paixão e a morte, fazem parte do conteúdo da missão messiânica. É para esta experiência pessoal que nos orienta a pergunta de Jesus. Mais do que querer saber o que pensam os discípulos sobre ele, Jesus quer saber como se situam os discípulos diante dele. Ou seja, a pergunta é esta “quem és tu na relação comigo? Quem és tu quando te confrontas com a minha decisão de subir a Jerusalém e à cruz?
Jesus não tece nenhum comentário à resposta dos discípulos sobre o que as pessoas dizem dele, mas o comentário à resposta de Pedro é muito significativa. Jesus manda que fiquem em silêncio porque sabe que ainda não coincidem as palavras “tu és o Messias” com a sua identidade. Os discípulos hão de ficar em silêncio até que neles se consolide a verdade, de modo que, ao dizerem “Tu és o Messias” entendam que “tu és aquele que dá a vida na cruz e nos chamas a seguir-te, abraçados à nossa cruz de cada dia”.
Apesar de dar uma resposta correta em nome de todos, Pedro não tem dentro de si a disposição para aceitar que Jesus seja um Messias que dá a vida. Não aceitando isto, não aceita Jesus nem o projeto salvífico de Deus para a humanidade. Já sabemos que Jesus não renuncia a fazer a vontade do Pai e não vai voltar atrás na sua decisão de dar a vida. Então, é Pedro quem tem que mudar a sua visão sobre Jesus e a sua missão, e vai fazê-lo da pior maneira, ouvindo uma grande reprimenda de Jesus como resposta ao seu atrevimento de julgar que Jesus não está a tomar a decisão certa, ao querer subir a Jerusalém, “Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens”.
De facto, Pedro, adianta-se a Jesus como se fosse ele o mestre e contesta a sua decisão. Ora o mestre é Jesus e os discípulos vão atrás e não à frente do mestre, ou seja, os discípulos escutam o mestre, aprendem dele e não o contrário. É essa a experiência de Jesus, como enfatiza Isaías na primeira leitura, “o Senhor Deus abriu-me os ouvidos”, agora é a vez dos discípulos deixarem Jesus, o mestre, abrir-lhes os ouvidos, a mente e o coração para agirem do mesmo modo “eu não resisti nem recuei um passo” no caminho que conduz à vida.
Aprender a caminhar até à vida implica um novo conceito, bem diferente do que paira na cabeça de todos os homens. Para Deus ganhar é perder e perder é ganhar. Por isso, os discípulos devem aprender com Jesus que, “quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á”.
Para Jesus há uma causa maior que a vida. Ele e o evangelho são uma causa maior pela qual vale a pena dar a vida, isto é, a vida enquanto realidade terrena, ganha sentido se é gasta por uma causa justa. Ora, Jesus e o evangelho são a causa mais justa pela qual a vida deve ser dada, deve perder-se.
Que significa dar a vida por Jesus e pelo evangelho? Significa perder-se no amor que é o fruto da fé. Aquele que crê em Jesus encontra um caminho novo, o caminho de Jerusalém que leva à cruz. Quem entra neste caminho não mede consequência, simplesmente, perde-se no amor e dá a vida. Isso mesmo diz Tiago na carta que surge como segunda leitura. Ter fé em Jesus e não se perder no amor, ao ponto de dar a vida, é ter uma ideia sobre Jesus mas não fazer a experiência do encontro com ele, nem segui-lo pelo caminho da cruz. Aquele que se encontra com Cristo e entra no caminho da cruz não pergunta pela fé, pergunta pelo amor.
De nada serve dizer que se tem fé se, esta, não conduz àexperiência incondicional do amor. Daí que, falar de Jesus aos outros, mas não cuidar para que todos tenham o mínimo de condições para viver com dignidade, não faz sentido e é sinal de que a fé é vazia e morta. As obras só por si não salvam e pedem a fé, a fé só por si também não salva exige as obras. Quem nos salva é o Senhor mediante o gesto gratuito de Cristo que, na paixão, morte e ressurreição, deu a vida por nós. Por isso, o discípulo é aquele que, vendo o mestre dar a vida por amor, o segue, imitando-o, dando ele também a vida no mesmo amor.
Rezar a Palavra
Amo o Senhor.
Hoje, quero dizer como o salmista “Amo o Senhor” e fazer neste amor a experiência de dar a vida como Jesus. Quero dar a vida na Cesareia do mundo, na Galileia dos homens, na Jerusalém da dor, na cruz da humanidade. Quero ser discípulo que se perde por amor e se abraça na cruz de todos os dias. Quero viver no coração dos que não encontram razões para escutar nem para falar. Quero viver no coração dos que não sabem perguntar e não sabem responder. Quero viver perdido no amor seguindo os passos de Jesus.
Compromisso semanal
Diante de Jesus eu sou aquele que pega na cruz todos os dias e, perdido no amor, realizo obras para a dignidade dos irmãos.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/09/santos-do-dia-da-igreja-catolica-15-de-setembro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 15 de Setembro
Postado em: por: marsalima
Antonio (Anton) Maria Schwartz (Bem Aventurado)
Anton, para nós Antonio, nasceu na humilde e cristã família Schwartz, no dia 28 de fevereiro de 1852, em Baden, Áustria, quarto de treze filhos. Seu pai era um simples operário, sem profissão definida, enquanto sua mãe cuidava da casa e dos filhos, que estudavam na escola paroquial daquela cidade.
Aos quinze anos, ficou órfão de pai, vivendo uma grave crise pessoal, que durou dois anos. Em 1869, recuperado, foi estudar na escola popular gratuita dos padres piaristas. Lá, conheceu a obra do fundador, são José Calazans, tornando-se um seu devoto extremado.
Mas três anos depois as atividades das escolas pias e da própria Ordem foram suspensas na Áustria. Para completar sua formação, ingressou no seminário diocesano, pois queria seguir a vida religiosa. Nessa época, passou por duas graves enfermidades, ambas curadas, segundo ele, por intercessão de Nossa Senhora.
Em 1875, ordenou-se sacerdote e assumiu o segundo nome. Padre Antônio Maria Schwartz foi capelão por quatro anos, depois viajou para Viena, para promover assistência espiritual aos doentes nos hospitais das Irmãs da Misericórdia de Schshaus. Além disso, começou a orientar, na religião, os operários e os jovens aprendizes em formação profissional. Tomando como base suas raízes humildes, percebeu as necessidades desses operários.
Para proporcionar-lhes apoio e orientação, fundou a “União dos Aprendizes Católicos sob a Proteção de São José Calasanz”, empreendendo uma intensa atividade pastoral. Sem, contudo, abandonar a assistência que prestava aos doentes nos hospitais.
Após quatro anos, pediu ao cardeal de Viena que apoiasse essa Obra, mas o cardeal mostrou que não tinha recursos para financiá-la. Por isso padre Antônio Maria adoeceu literalmente, tanto que precisou dos cuidados das irmãs da Misericórdia. Dois anos. Esse foi o tempo necessário para o cardeal dar seu apoio e sua ajuda, permitindo que ele ficasse apenas com o apostolado junto aos operários e aprendizes.
Padre Antônio Maria recuperou o entusiasmo e, com total dedicação, em 1888, fundou o “Artesanato cristão”, um jornal para os artesãos e operários, que escreveu, durante um longo tempo, sozinho. Também buscou e conseguiu os meios para construir a primeira “igreja para os operários de Viena”, um templo humilde e escondido pelas casas populares. Foi nessa igreja que, para melhor assisti-los, fundou a “Congregação dos Pios Operários”, adotando as Regras de são José de Calasanz, ainda hoje florescente.
Ele vivificou sua Obra com valentia cristã durante quarenta anos. O “Apóstolo Operário de Viena”, que dividia opiniões, permaneceu sempre fiel a si mesmo e à Igreja de Cristo. Seus passos foram corajosos e chegou ao Parlamento, para conseguir lugares de formação profissional para os jovens e para o justo repouso dominical dos operários.
Morreu em 15 de setembro de 1929, em Viena, Áustria. O papa João Paulo II proclamou-o bem-aventurado Antônio Maria Schwartz em 1998, designando a data da morte para a homenagem litúrgica.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 15 de Setembro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 6, 19-20
Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não vos pertenceis a vós mesmos: fostes resgatados por grande preço. Glorificai a Deus no vosso corpo.
V. A minha alma suspira pelos átrios do Senhor,
R. O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 10, 12
Agora, Israel, que te pede o Senhor teu Deus? Que respeites o Senhor teu Deus, que sigas todos os seus caminhos, que O ames e sirvas com todo o teu coração e com toda a tua alma.
V. Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
R. O que vive sem mancha e diz a verdade que tem no coração.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Cant 8, 6b-7
O amor é forte como a morte, e a paixão é violenta como o abismo. É uma chama ardente, um fogo divino. As águas torrenciais não conseguem apagar o amor, nem os rios o podem submergir.
V. Eu Vos amo, Senhor, minha fortaleza,
R. Meu protector, minha defesa e meu salvador.
Oração
Deus, Criador e Senhor de todas as coisas, lançai sobre nós o vosso olhar; e para sentirmos em nós os efeitos do vosso amor, dai‑nos a graça de Vos servirmos com todo o coração. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 12, 22-24
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia dos primogénitos cujos nomes estão inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, Mediador da Nova Aliança, e do Sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
V. Infinita é a sua sabedoria
R. Admirável é o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

