“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE SETEMBRO DE 2024
16 de setembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE SETEMBRO DE 2024
18 de setembro de 2024TERÇA-FEIRA – XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu prossiga com diligência na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”), bem como a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://oraciondelashoras.blogspot.com/>]
PRIMEIRA LEITURA
Do livro de Ester 4, 1-8; 15, 2-3; 4, 9-17
MORDECAI EXORTA ESTER A CONHECER O REI
Quando Mardoqueu ouviu o que estava acontecendo, rasgou as roupas, vestiu-se de saco e cinza e saiu pela cidade, gemendo alto, até chegar diante da Porta Real, pois ninguém conseguia passar pela porta coberto de saco. Em todas as províncias, onde quer que a ordem e o decreto real foram publicados, houve grande luto entre os judeus, jejum, lágrimas e lamentações, e para muitos o saco e a cinza serviram de cama.
Os servos e eunucos de Ester vieram contar-lhe. A rainha ficou muito angustiada e ordenou que enviassem roupas a Mordecai para que ele pudesse se vestir e tirar o casaco, mas ele não quis.
Ester chamou Hatak, um dos eunucos que o rei havia colocado a seu serviço, e o enviou a Mordecai para saber o que estava acontecendo e o que estava acontecendo. Hatak saiu e foi até Mordecai, que estava na praça da cidade em frente ao Portão Real. Mordecai informou-o de tudo o que havia acontecido e da quantia de dinheiro que Hamã havia prometido entregar ao tesouro real para o extermínio dos judeus. Também lhe deu uma cópia do texto do edital de extermínio publicado em Susã, para que o mostrasse a Ester e se informasse; e ele ordenou que a rainha fosse diante do rei, ganhasse seu favor e implorasse por seu povo.
“Lembre-se”, ele disse a ela, “quando você era pequena e recebia comida da minha mão. Porque Hamã, o segundo depois do rei, sentenciou a nossa morte. Ore ao Senhor, fale com o rei em nosso nome e salve-nos da morte.
Hatak voltou e informou Ester das palavras de Mordecai. Ester ordenou a Hatak que dissesse a Mordecai:
«Todos os servos do rei e todos os habitantes das províncias do rei sabem que qualquer homem ou mulher que compareça perante o rei, no pátio interior, sem ter sido chamado, é condenado à morte pelo edital, exceto aquele sobre quem o o rei estende seu cetro de ouro; e já se passaram trinta dias desde que fui chamado à presença do rei.
Eles informaram Mordecai sobre a resposta de Ester, e ele ordenou que respondessem:
«Não imagine que estando na casa do rei você será livre entre todos os judeus, porque, se insistir em ficar calado nesta ocasião, por outro lado, a ajuda e a libertação chegarão aos judeus, enquanto você e a casa de seu pai perecerá. Quem sabe se justamente para tal ocasião você se tornou rainha!
Ester ordenou a Mordecai que respondesse:
“Vá reunir todos os judeus de Susã e jejue por mim. Não coma nem beba durante três dias e três noites. Eu e meus servos também jejuaremos. E assim, apesar da lei, comparecerei perante o rei; e, se eu tiver que morrer, eu morrerei.”
Mardoqueu foi embora e fez o que Ester lhe havia ordenado.
RESPONSÓRIO Cf. Est 14, 14; cf. Tb 3,13; cf. Jd 6, 15
R. Nunca coloquei minha esperança senão em ti, Senhor, Deus de Israel; *você que, depois de ficar irado, tem pena dos homens na tribulação e perdoa todos os seus pecados.
V. Senhor Deus, criador do céu e da terra, tem piedade das nossas fraquezas.
R. Você que, depois de ficar irado, tem pena dos homens na tribulação e perdoa todos os seus pecados.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de Santo Agostinho, Bispo, Sobre os Pastores
(Sermão 46, 4-5: CCL 41, 531-533)
O EXEMPLO DE PAULO
Quando Paulo se viu uma vez extremamente desamparado, preso por causa da pregação da verdade, recebeu, dos seus irmãos, bens para suprir a sua pobreza e as suas próprias necessidades. E ele respondeu aos que assim o ajudaram e agradeceu, dizendo: Ao ajudar as minhas necessidades, vocês fizeram bem. Quanto a mim, já aprendi a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a ter escassez. Tudo posso naquele que me conforta. De qualquer forma, muito obrigado por me ajudar com seus bens em minha difícil situação.
Mas para mostrar o que procurava no bem que fizeram e para evitar que alguns introduzissem entre eles quem alimentaria a si mesmos e não às ovelhas, dá-lhes a entender que não está tão feliz com a ajuda que receberam. enquanto você se parabeniza pelo bem que eles fizeram. O que, então, ele estava procurando em sua ação? “Não estou procurando presentes”, diz ele, “mas sim uma renda que se multiplique em seu nome”. “Não procuro ficar satisfeito, mas desejo que você não fique sem dar frutos.”
Aqueles, então, que não fazem o que Paulo fez, trabalhando com as mãos para prover o próprio alimento, podem receber o leite das suas ovelhas e com ele alimentar as suas necessidades, mas também não se esquecem das necessidades dos seus rebanhos. Ao anunciar o Evangelho, não busque nele o seu próprio interesse, como se trabalhasse movido pelo desejo de remediar as suas próprias necessidades, mas procure fazê-lo pensando que deve iluminar os homens com a luz da verdade, assim como ela está escrito: Estejam cingidos os seus lombos e acesas as suas lâmpadas; e também aquela outra coisa: Não se acende uma candeia para colocar debaixo do alqueire, mas para colocar no candelabro, para que dê luz a todos que estão na casa. Deixe a sua luz brilhar sobre os homens para que, vendo as suas boas obras, eles possam dar glória ao seu Pai celestial.
Então se você acender uma lamparina em sua casa, não vai colocar óleo para que ela não apague? E se a lâmpada na qual você já derramou óleo não acender, você não a considerará indigna de ser colocada no candelabro e não a quebrará imediatamente? Portanto, na mesma coisa de onde obtemos nosso alimento para viver, nessa mesma coisa devemos encontrar o amor para satisfazer os outros. Não que o Evangelho fosse um bem lucrativo com cujo preço se paga o alimento de quem o anuncia. Se o Evangelho fosse vendido por esse preço, algo de grande valor seria, sem dúvida, vendido por um preço vil e escasso. O sustento da vida vem do povo, o dom do Evangelho é dado pelo Senhor. O povo não é, portanto, capaz de pagar adequadamente a quem, por amor, anuncia o Evangelho; e os pregadores não devem esperar, como pagamento, outra coisa senão a salvação daqueles que os ouvem.
Por que, então, os pastores são repreendidos e por que são repreendidos? Sem dúvida ele foi atrás do leite das ovelhas e cobriu-se com a lã delas, esquecendo-se do bem das ovelhas. Procuravam, portanto, os seus interesses pessoais, não os de Cristo Jesus.
RESPONSÓRIO 2Co 12, 14-15; Php 2, 17
R. Não procuro seus bens, mas sim vocês mesmos; pois os filhos não devem valorizar os pais, mas os pais para os filhos; Terei prazer em gastar por vocês tudo o que tenho, * Eu mesmo consumirei tudo para o bem de suas almas.
V. E se meu sangue fosse derramado como libação no sacrifício e oferta de sua fé, eu ficaria feliz por isso.
R. Consumir-me-ei inteiramente para o bem de vossas almas.
ORAÇÃO.
Senhor Deus, criador e soberano de todas as coisas, volte sobre nós o seu olhar de bondade e faça-nos servi-lo de todo o coração, para que possamos experimentar os efeitos da sua misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que vive e reina convosco na unidade do Espírito Santo e é Deus, para todo o sempre.
Amém
CONCLUSÃO
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Isaías, 55
Todos vós, que estais sedentos, vinde à nascente das águas; vinde comer, vós que não tendes alimento. Vinde comprar trigo sem dinheiro, vinho e leite sem pagar!
RESPONSÓRIO BREVE
V. Ouça a minha voz, Senhor; Espero em sua palavra.
R. Escuta a minha voz, Senhor; Espero em sua palavra.
V. Avanço até a madrugada pedindo ajuda.
R. Espero pela sua palavra.
V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
R. Escuta a minha voz, Senhor; Espero em sua palavra.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4490-liturgia-de-17-de-setembro-de-2024>]
TERÇA FEIRA – XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio – IV semana do saltério)
Antífona
– Dai a paz, Senhor, aos que em vós esperam, para confirmar a veracidade dos vossos profetas; escutai as preces do vosso servo e vosso povo, Israel
(Eclo 36,18).
Coleta
– Ó Deus, vós que criais e governais todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos a ação da vossa misericórdia, dai-nos a graça de vos servir de todo coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: 1Cor 12,12-14.27-31a
Salmo Responsorial: Sl100,2.3.4.5 (R: 3c)
– Nós somos o seu povo e seu rebanho.
R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.
– Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!
R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.
– Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.
R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.
– Entrai por suas portas dando graças, e, em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei!
R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.
– Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!
R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Um grande profeta surgiu entre nós, e Deus visitou o seu povo (Lc 7,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 7,11-17
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-xxiv-do-tempo-comum-7/>]
Terça-feira da Semana XXIV do Tempo Comum
LeituraI: 1 Coríntios 12, 12-14.27-31a
Irmãos: Assim como o corpo é um só e tem muitos membros e todos os membros do corpo, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim sucede também em Cristo. Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos baptizados num só Espírito para constituirmos um só corpo; e a todos nos foi dado a beber um só Espírito. De facto, o corpo não é constituído por um só membro, mas por muitos. Vós sois o corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte. Assim, Deus estabeleceu na Igreja em primeiro lugar apóstolos, em segundo profetas, em terceiro doutores. Vêm a seguir os dons dos milagres, das curas, da assistência, de governar, de falar diversas línguas. Serão todos apóstolos? Todos profetas? Todos doutores? Todos farão milagres? Todos terão o poder de curar? Todos falarão línguas? Terão todos o dom de as interpretar? Aspirai com ardor aos dons mais elevados.
Compreender a Palavra
“Mistério” é uma das características com que Paulo apresenta a Igreja. É mistério no mistério de Cristo. Todos os batizados são Igreja Corpo de Cristo. Cristo é a cabeça deste corpo. É na diversidade de membros que o corpo se constrói equilibrado, proporcional e capaz de agir de acordo com o dinamismo do Espírito que lhe dá vida e com a cabeça que lhe preside, que é Cristo.
Meditar a Palavra
Um dos problemas de todas as sociedades, organizações e famílias, assim como um dos problemas da Igreja é a ideia errada de que somos todos iguais. Na realidade esta igualdade acontece na origem. Somos filhos de Deus, iguais em dignidade mas, tudo o resto nos caracteriza numa desigualdade, numa diversidade que embeleza a vida, o mundo e, se bem orientada, faz crescer quer o indivíduo quer o grupo, família ou organização. Na Igreja todos somos filhos de Deus, membros do corpo de Cristo e animados pelo Espírito, mas cada um tem uma missão, uma função que mais ninguém pode realizar. É na harmonia das diferenças, na alegria da diversidade e na partilha da riqueza pessoal que se constrói a Igreja. É também a partir do acolhimento desta diversidade que se enriquece e embeleza a Igreja. Esta diversidade é necessária à missão da Igreja e à sua ação no meio do mundo como presença de Cristo, que não apagou as diferenças mas as valorizou mostrando a riqueza que existe em cada homem, mesmo nos mais fracos, nos pobres, nos pecadores e nos marginalizados. Rejeitar esta diversidade é rejeitar o projeto de Cristo e construir uma Igreja que não serve o Reino de Deus mas o dos homens.
Rezar a Palavra
Dá-me, Senhor, a abertura do coração que permite acolher a diversidade sem medo, para que o teu projeto de amor para todos os homens se realize, não de acordo com os meus critérios, mas de acordo com o mistério que se revelou na cruz onde morreste por todos, para que não haja judeu nem grego, escravo nem homem livre, mas sejamos todos um só em ti que és a cabeça deste corpo, a Igreja.
Compromisso
Aceitar a diferença é tornar a nossa vida mais bonita.
Evangelho: Lc 7, 11-17
Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.
Compreender a Palavra
O texto que nos é oferecido hoje para meditação é muito interessante. Verificamos logo de início o encontro entre dois movimentos e duas multidões. Jesus entra na cidade seguido por uma grande multidão e uma viúva, com seu filho morto, sai da cidade seguida por uma grande multidão.
O encontro com Jesus vai alterar a situação daquela mulher que, levando o seu filho único a sepultar, com ele leva toda a sua vida, todas as suas esperanças, todo o seu futuro. As viúvas eram um grupo de pessoas vulneráveis e contavam-se entre as mais pobres, pelo que eram alvo da proteção de Deus.
Jesus, manda parar o cortejo e devolve a vida a esta mulher devolvendo-lhe o seu filho. Com este gesto, manifesta para com ela, diante de toda a multidão, a misericórdia de Deus.
A conclusão mostra que a multidão entendeu que Jesus é o Senhor, Deus no meio de nós e a sua fama espalhou-se por toda a parte.
Meditar a Palavra
Na palavra de hoje percebo que Jesus se coloca diante de mim como modelo de compaixão. Diante da vida destroçada daquela mulher, ele não se questiona sobre a possibilidade nem a oportunidade de a ajudar, mas enche-se de compaixão e inclina-se totalmente sobre ela e sobre o seu problema até que tudo fique resolvido. Jesus é para mim o mestre da compaixão, que me ensina a atravessar a história triste dos homens que, caminhando para a morte com lágrimas nos olhos, precisam de sinais de vida e de razões de esperança.
Rezar a Palavra
Ensina-me, Senhor, a dizer aos meus irmãos “não chores”. Ensina-me a enxugar as lágrimas dos que carregam vidas pesadas com cheiro a morte. Ensina-me e tocar nos sepulcros de tantos irmãos que vivem sem esperança. Ensina-me a dizer com todas as forças “levanta-te” e a transformar com gestos e palavras a sorte dos mais infelizes como manifestação da tua misericórdia e da tua presença no meio de nós.
Compromisso
Quero renovar a vida da graça em mim para ser fonte de vida e de misericórdia para todos os que sofrem ao meu lado.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/09/santos-do-dia-da-igreja-catolica-17-de-setembro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 17 de Setembro
Postado em: por: marsalima
São Roberto Belarmino
Roberto Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos.
O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida.
Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador.
Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: “As controvérsias cristãs sobre a fé”, um tratado sobre todas as heresias.
Mais tarde, em 1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com duzentos e dois professores e dois mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas. Lá, realizou um trabalho de tamanha importância que, algum tempo depois, foi nomeado para o cargo de superior provincial napolitano, função em que ficou apenas por dois anos, pois o papa Clemente VIII reclamava sua presença em Roma, para auxiliá-lo como consultor no seu pontificado. Nesse período, produziu outra obra famosa: “Catecismo”, que teve dezenas de edições e foi traduzido para mais de cinqüenta idiomas.
Com a morte do papa Clemente VIII, o seu sucessor, papa Leão XI, governou a Igreja apenas por vinte e sete dias, vindo a falecer também. Foi assim que o nome de Roberto Belarmino recebeu muitos votos nos dois conclaves para a eleição do novo sumo pontífice. Mas, no segundo, surgiu o novo papa, Paulo V, que imediatamente o chamou para trabalharem juntos no Vaticano. Esse trabalho ocupou Belarmino durante os vinte e dois anos seguintes.
orreu aos setenta e nove anos de idade, em 17 de setembro de 1621, apresentando graves problemas físicos e de surdez, conseqüência dos males que o acompanharam por toda a vida. Com fama de santidade ainda em vida, suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja, sendo depois beatificado, em 1923. A canonização de são Roberto Belarmino foi proclamada em 1930. No ano seguinte, recebeu o honroso título de doutor da Igreja. A sua festa litúrgica foi incluída no calendário da Igreja na data de sua morte, a ser celebrada em todo o mundo cristão.
Santa Hildegarda
Hildegarda, descendente de nobre e riquíssima família alemã, nasceu no castelo de Böckekheim, na bela região do rio Reno, em 1098. Como era o costume na época, aos oito anos de idade foi entregue aos cuidados de religiosas, mais especificamente da abadessa Jutta, do convento das monjas beneditinas. Lá, recebeu os primeiros fundamentos dos ensinamentos de Cristo, aprendendo o desapego que deveria ter com as coisas e vaidades mundanas.
Assim, depois de conhecer e conviver na comunidade religiosa, Hildegarda pediu para ser aceita entre as beneditinas, ingressando como noviça sem dificuldade alguma. Quando, em 1136, a superiora Jutta morreu, a direção do mosteiro passou para as mãos de Hildegarda. Além desse convento sob seu governo, ela fundou outros dois: em 1147, o de Bingen e, em 1165, o de Eibingen, ambos na Alemanha.
Desde a infância, ela apresentava uma personalidade muito carismática e um alto grau de elevação mística. Aos poucos, esses dons acabaram se manifestando como visões, definidas por ela mesma como “lux vivens”, ou seja, luz vivificante. Um dia, Hildegarda ouviu uma voz superior, que ela identificou como do Espírito Santo, ordenando-lhe que escrevesse todas as revelações que lhe eram feitas.
Apesar de não ser letrada, Hildegarda acabou por desenvolver uma grande atividade literária. Por esses dons, acabou adquirindo muito conhecimento sobre medicina e ciências naturais, transmitidos, depois, por livros precisos que escreveu sobre essas matérias, reconhecidos cientificamente. Mas o seu talento enciclopédico expressou-se, em particular, no canto e na música. Ela foi, talvez, a primeira mulher musicista da história da Igreja Católica.
O final de sua vida foi muito sofrido e amargurado. Além de estar muito doente, ainda foi vítima de injustiças e mentiras, devido ao seu rigor como superiora séria e disciplinada.
Aos oitenta e dois anos, no dia 17 de setembro de 1179, Hildegarda morreu, no seu Convento de Bingen. Pôde, finalmente, ir descansar ao lado do Senhor.
Essa mulher extraordinária, mística beneditina, cientista, conselheira de bispos e imperadores, seguiu influenciando a espiritualidade católica, mesmo depois de sua morte, por meio de seus escritos, traduzidos em quase todas as línguas do mundo, desde a Idade Média até os nossos dias. No século XX, em 1921, ainda a influência do seu carisma inspirou a criação uma nova congregação, a das Irmãs de Santa Hildegarda.
Com a fama de sua santidade reconhecida ainda em vida, fez com que vigorasse um culto expressivo e ininterrupto, mantido entre os fiéis do mundo todo. O local de sua sepultura tornou-se um dos centros de peregrinação mais visitado. Santa Hildegarda teve a sua veneração litúrgica autorizada pela Igreja, para ser comemorada no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 17 de Setembro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 17-18
Se alguém possui bens deste mundo e, ao ver seu irmão passar necessidade, lhe fecha o coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e em verdade.
V. Ditoso o homem que se compadece e empresta:
R. O justo deixará memória eterna.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que demos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 30, 11.14
A lei que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas cumprir.
V. A vossa palavra, Senhor, é farol para os meus passos
R. E luz para os meus caminhos.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas acções sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 10-11
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
V. O Senhor envia à terra a sua palavra,
R. Corre veloz a sua mensagem.
Oração
A chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer. Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Col 3, 16
Que a palavra de Cristo habite entre vós em toda a sua riqueza; ensinai-vos uns aos outros com toda a sabedoria; exortando uns aos outros. Cantai a Deus, dai graças a ele de todo o coração, com salmos, hinos e cânticos inspirados.
BREVE RESPONSÓRIO
V. Vós me satisfareis de alegria em vossa presença, Senhor.
R. Vós me satisfareis de alegria em vossa presença, Senhor.
V. De alegria perpétua à vossa direita.
R. Na vossa presença, Senhor.
V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
R. Vós me satisfareis de alegria em vossa presença, Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1Pe 5, 8-9
Estejam sóbrios e vigilantes, acordados: seu inimigo, o diabo, como um leão que ruge, ronda em busca de alguém para devorar; resisti-lhe, firmes na fé.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


