“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE OUTUBRO DE 2024
12 de outubro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE OUTUBRO DE 2024
14 de outubro de 2024DOMINGO – XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
A Igreja, assistida com a consolação do Espírito Santo
Naqueles dias, Barnabé tomou Saulo consigo, levou‑o aos Apóstolos e contou‑lhes como Saulo, no caminho, tinha visto o Senhor, que lhe tinha falado, e como em Damasco tinha pregado com firmeza em nome de Jesus. A partir desse dia, Saulo ficou com eles, indo e vindo por Jerusalém, e falava corajosamente no nome do Senhor. Conversava e discutia também com os helenistas, mas estes procuravam dar‑lhe a morte. Ao saberem disto, os irmãos levaram‑no para Cesareia e fizeram‑no seguir para Tarso. Entretanto, a Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando‑se e vivendo no temor do Senhor, e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo. Os irmãos que se tinham dispersado na perseguição desencadeada pelo caso de Estêvão, chegaram à Fenícia, a Chipre e a Antioquia, mas anunciavam a palavra apenas aos judeus. Houve, porém, entre eles, alguns homens de Chipre e de Cirene, que, ao chegarem a Antioquia, começaram a falar também aos gregos, anunciando‑lhes o Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e foi grande o número dos que acreditaram e se converteram ao Senhor. A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém, e mandaram Barnabé a Antioquia. Quando este chegou e viu a acção da graça de Deus, encheu‑se de alegria e exortou a permanecerem todos de coração firme no Senhor; era realmente um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão aderiu ao Senhor. Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, tendo‑o encontrado, trouxe‑o para Antioquia. Ficaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. E foi em Antioquia que se deu pela primeira vez aos discípulos o nome de «cristãos».
RESPONSÓRIO Atos 12, 24; 13, 48.52
R. A palavra de Deus crescia e multiplicava‑se. * E abraçaram a fé os que estavam destinados à vida eterna.
V. Os discípulos ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo. * E abraçaram a fé os que estavam destinados à vida eterna.
SEGUNDA LEITURA
Das Homilias de São Gregório Magno, papa, sobre os Evangelhos
(Hom. 17, 1-3: PL 76, 1139) (Sec. VI)
O Senhor segue atrás dos seus pregadores
Irmãos caríssimos: Nosso Senhor e Salvador ensina‑nos umas vezes por palavras e outras por acções. Com efeito, as suas próprias obras são preceitos, pois com elas nos dá a conhecer tacitamente o que devemos fazer. Ele envia os seus discípulos em pregação dois a dois, porque são dois os mandamentos da caridade, a saber, o amor de Deus e do próximo. O Senhor manda os seus discípulos em pregação dois a dois, para nos indicar isto sem palavras: quem não tiver caridade para com os outros de modo algum deve assumir o ofício da pregação. Apropriadamente se diz que os mandou à sua frente a todas as cidades e lugares aonde Ele próprio havia de ir. Na verdade, o Senhor segue os seus pregadores, porque a pregação prepara a sua vinda. O momento em que o Senhor vem habitar no nosso espírito é justamente quando as palavras de exortação aparecem antes d’Ele e por meio delas a verdade é recebida na alma. É por isso que Isaías diz aos mesmos pregadores: Preparai o caminho do Senhor, aplanai as veredas para o nosso Deus. Também o Salmista lhes diz: Abri caminho Àquele que sobe sobre o ocaso. É o Senhor que sobe sobre o ocaso, porque a sua morte Lhe serviu de pedestal para manifestar mais esplendorosamente a sua glória na ressurreição. Sobe sobre o ocaso, dizemos, porque a morte que suportou, Ele a calcou aos pés ao ressurgir. Portanto, abrimos caminho Àquele que sobe sobre o ocaso quando pregamos às vossas almas a sua glória, para que venha depois Ele próprio iluminá‑las com a presença do seu amor. Mas ouçamos o que diz aos pregadores que enviou: A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai portanto ao senhor da messe que mande operários para a sua messe. Para a messe, que é grande, os trabalhadores são poucos, o que não podemos referir sem tristeza; porque, embora haja quem ouça a boa nova, falta quem a pregue. De facto o mundo está cheio de sacerdotes, mas muito raramente se encontra um operário na messe de Deus. É verdade que recebemos o ministério sacerdotal, mas não cumprimos as obrigações do cargo. Pensai, caros irmãos, pensai no que diz o Evangelho: Rogai ao senhor da messe que mande operários para a sua messe. Pedi por nós para que possamos trabalhar por vós como convém; para que a nossa língua não deixe de vos exortar, não seja caso, que, tendo recebido o ofício da pregação, o nosso silêncio nos venha acusar perante o justo juiz.
RESPONSÓRIO Lc 1, 3.4; Actos 1, 1
R. Tudo investigou cuidadosamente desde a origem e escreveu ordenadamente o Evangelho, * Para podermos verificar como é segura a doutrina em que fomos instruídos.
V. Compôs um livro sobre tudo o que Jesus fez e ensinou desde o início. * Para podermos verificar como é segura a doutrina em que fomos instruídos.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente
DOMINGO – XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Profecia de Ageu 1, 1 – 2, 9
No templo reconstruído o Senhor manifestará a sua glória
No segundo ano do rei Dario, no primeiro dia do sexto mês, foi dirigida a palavra do Senhor, por meio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote, nestes termos: «Assim fala o Senhor do Universo: Esse povo diz: ‘Não chegou ainda o tempo de se reconstruir o templo do Senhor’». E a palavra do Senhor foi manifestada, por meio do profeta Ageu, nestes termos: «Para vós chegou o tempo de habitardes em casas confortáveis; entretanto este templo continua em ruínas!». Por isso, assim fala o Senhor do Universo: «Pensai bem na vossa situação. Semeais muito e colheis pouco; comeis e não vos saciais; bebeis e não matais a sede; vestis-vos e não vos aqueceis; e o operário mete o seu salário num saco roto». Assim fala o Senhor do Universo: «Pensai bem na vossa situação. Subi ao monte, trazei madeira e reconstruí o meu templo; nele porei a minha complacência e manifestarei a minha glória – diz o Senhor. Esperáveis muito e veio pouco; o que armazenastes em casa, dissipei-o com um sopro. E porquê? – diz o Senhor do Universo. Por causa do meu templo que está em ruínas, enquanto cada um de vós se preocupa tanto com a própria casa. Por isso os céus vos recusaram o seu orvalho, e a terra os seus frutos. Mandei vir a seca sobre a terra, sobre os montes, sobre o trigo, sobre o vinho, sobre o azeite, sobre tudo o que a terra produz, sobre os homens e sobre os animais, sobre todo o trabalho das vossas mãos». Zorobabel, filho de Salatiel, Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote, e todo o resto do povo escutaram a voz do Senhor seu Deus e as palavras do profeta Ageu, conforme o Senhor seu Deus lhe mandara. E todo o povo temeu o Senhor. Então Ageu, mensageiro do Senhor, falou ao povo por mandado do Senhor, dizendo: «Eu estou convosco – diz o Senhor». O Senhor suscitou o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, o espírito do sumo sacerdote Josué, filho de Josadac, e o espírito de todo o povo. Puseram-se todos a trabalhar na construção do templo do Senhor do Universo, seu Deus, aos vinte e quatro dias do sexto mês do segundo ano do rei Dario. No dia vinte e um do sétimo mês, a palavra do Senhor foi manifestada por meio do profeta Ageu: «Vai dizer a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, a Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote, e a todo o povo: ‘Haverá entre vós algum sobrevivente que tenha visto este templo na sua primeira glória? E em que estado o vedes agora? Não se apresenta ele a vossos olhos reduzido a nada? Agora, coragem, Zorobabel! – diz o Senhor. Coragem, Josué, filho de Josadac, sumo sacerdote! Coragem, povo inteiro deste país! – diz o Senhor. Mãos à obra, porque Eu estou convosco! – diz o Senhor. Segundo a aliança que firmei convosco, quando saistes do Egipto, o meu espírito está no meio de vós. Não temais’. Assim fala o Senhor do Universo: Dentro de pouco tempo, abalarei os céus e a terra, o mar e o continente. Abalarei todas as nações; afluirão riquezas de todos os povos e encherei de glória este templo – diz o Senhor do Universo. A pertence a prata, a Mim pertence o ouro – diz o Senhor do Universo. A glória deste novo templo será maior que a do antigo – diz o Senhor do Universo. E neste lugar farei reinar a paz– oráculo do Senhor do Universo».
RESPONSÓRIO Ageu 1, 8; Is 56, 7c
R. Subi ao monte e reconstruí a minha casa: * Nela porei a minha complacência, diz o Senhor.
V. A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. * Nela porei a minha complacência, diz o Senhor.
SEGUNDA LEITURA
Do Comentário de São Cirilo de Alexandria, bispo, sobre o profeta Ageu
(Cap. 14: PG 71; 1047-1050) (Sec. V)
O meu nome é glorificado entre as nações
Com a vinda do nosso Salvador, o templo de Deus apareceu incomparavelmente mais glorioso, e tanto mais excelente e grandioso que o antigo, quanto se pode julgar superior ao culto da religião legal o culto de Cristo e do Evangelho, quanto se pode julgar superior a realidade à sua sombra. Penso que ainda se pode dizer mais. O templo era um só, encontrava-se unicamente em Jerusalém e só o povo de Israel oferecia nele sacrifícios. Mas depois que o Unigénito Se fez nosso semelhante, sendo Ele Deus e Senhor que fez brilhar sobre nós a sua luz, como diz a Escritura, toda a terra se encheu de templos santos e de inumeráveis adoradores que veneram o Deus do universo com sacrifícios e incensos espirituais. Creio que é precisamente isto o que o profeta Malaquias anunciou em nome de Deus: Do Oriente ao Ocidente, diz o Senhor, o meu nome é glorificado entre as nações e em todo o lugar se oferece ao meu nome o incenso e a oblação pura. É verdade, portanto, que a glória do novo templo, isto é, da Igreja, havia de ser maior que a do antigo. A Escritura declara que todos aqueles que trabalham e se esforçam na construção deste templo hão-de receber, como recompensa do Salvador e dom do Céu, o próprio Cristo, que é a paz de todos os homens, pelo qual temos acesso ao Pai num só Espírito. Diz com efeito a Escritura: Farei reinar a paz neste lugar e darei a paz da alma a todo aquele que trabalhar na edificação deste templo. De maneira semelhante diz Cristo: Dou-vos a minha paz. E São Paulo fala-nos dos frutos desta paz que se dá aos que amam o Senhor: A paz de Deus que supera toda a inteligência guardará os vossos corações e os vossos pensamentos. Também o sábio Isaías orava neste sentido, dizendo: Senhor nosso Deus, Vós nos dareis a paz, porque em nosso favor realizastes obras grandiosas. Uma vez possuída a paz de Cristo, facilmente conservaremos a vida da alma e poderemos orientar a nossa vontade para a prática perfeita das virtudes. Por isso se diz que a paz é prometida a todos aqueles que se consagram à construção deste templo: quer se dediquem à edificação da Igreja interpretando os sagrados mistérios, isto é, como mistagogos à frente da Casa de Deus, quer se entreguem à santificação da própria alma, como pedras vivas e espirituais que formam um templo santo e morada de Deus, por meio do Espírito, todos eles alcançarão facilmente a salvação da sua alma.
RESPONSÓRIO Salmo 83 (84), 5; Zac 2, 15a
R. Felizes os que moram na vossa casa, Senhor; * Cantarão eternamente os vossos louvores.
V. Naquele dia, muitas nações se unirão ao Senhor e farão parte do meu povo. * Cantarão eternamente os vossos louvores.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
Naqueles dias, Barnabé tomou Saulo consigo, levou‑o aos Apóstolos e contou‑lhes como Saulo, no caminho, tinha visto o Senhor, que lhe tinha falado, e como em Damasco tinha pregado com firmeza em nome de Jesus. A partir desse dia, Saulo ficou com eles, indo e vindo por Jerusalém, e falava corajosamente no nome do Senhor. Conversava e discutia também com os helenistas, mas estes procuravam dar‑lhe a morte. Ao saberem disto, os irmãos levaram‑no para Cesareia e fizeram‑no seguir para Tarso. Entretanto, a Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando‑se e vivendo no temor do Senhor, e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo. Os irmãos que se tinham dispersado na perseguição desencadeada pelo caso de Estêvão, chegaram à Fenícia, a Chipre e a Antioquia, mas anunciavam a palavra apenas aos judeus. Houve, porém, entre eles, alguns homens de Chipre e de Cirene, que, ao chegarem a Antioquia, começaram a falar também aos gregos, anunciando‑lhes o Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e foi grande o número dos que acreditaram e se converteram ao Senhor. A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém, e mandaram Barnabé a Antioquia. Quando este chegou e viu a acção da graça de Deus, encheu‑se de alegria e exortou a permanecerem todos de coração firme no Senhor; era realmente um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão aderiu ao Senhor. Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, tendo‑o encontrado, trouxe‑o para Antioquia. Ficaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. E foi em Antioquia que se deu pela primeira vez aos discípulos o nome de «cristãos».
RESPONSÓRIO Atos 12, 24; 13, 48.52
R. A palavra de Deus crescia e multiplicava‑se. * E abraçaram a fé os que estavam destinados à vida eterna.
V. Os discípulos ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo. * E abraçaram a fé os que estavam destinados à vida eterna.
SEGUNDA LEITURA
Das Homilias de São Gregório Magno, papa, sobre os Evangelhos
(Hom. 17, 1-3: PL 76, 1139) (Sec. VI)
O Senhor segue atrás dos seus pregadores
Irmãos caríssimos: Nosso Senhor e Salvador ensina‑nos umas vezes por palavras e outras por acções. Com efeito, as suas próprias obras são preceitos, pois com elas nos dá a conhecer tacitamente o que devemos fazer. Ele envia os seus discípulos em pregação dois a dois, porque são dois os mandamentos da caridade, a saber, o amor de Deus e do próximo. O Senhor manda os seus discípulos em pregação dois a dois, para nos indicar isto sem palavras: quem não tiver caridade para com os outros de modo algum deve assumir o ofício da pregação. Apropriadamente se diz que os mandou à sua frente a todas as cidades e lugares aonde Ele próprio havia de ir. Na verdade, o Senhor segue os seus pregadores, porque a pregação prepara a sua vinda. O momento em que o Senhor vem habitar no nosso espírito é justamente quando as palavras de exortação aparecem antes d’Ele e por meio delas a verdade é recebida na alma. É por isso que Isaías diz aos mesmos pregadores: Preparai o caminho do Senhor, aplanai as veredas para o nosso Deus. Também o Salmista lhes diz: Abri caminho Àquele que sobe sobre o ocaso. É o Senhor que sobe sobre o ocaso, porque a sua morte Lhe serviu de pedestal para manifestar mais esplendorosamente a sua glória na ressurreição. Sobe sobre o ocaso, dizemos, porque a morte que suportou, Ele a calcou aos pés ao ressurgir. Portanto, abrimos caminho Àquele que sobe sobre o ocaso quando pregamos às vossas almas a sua glória, para que venha depois Ele próprio iluminá‑las com a presença do seu amor. Mas ouçamos o que diz aos pregadores que enviou: A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai portanto ao senhor da messe que mande operários para a sua messe. Para a messe, que é grande, os trabalhadores são poucos, o que não podemos referir sem tristeza; porque, embora haja quem ouça a boa nova, falta quem a pregue. De facto o mundo está cheio de sacerdotes, mas muito raramente se encontra um operário na messe de Deus. É verdade que recebemos o ministério sacerdotal, mas não cumprimos as obrigações do cargo. Pensai, caros irmãos, pensai no que diz o Evangelho: Rogai ao senhor da messe que mande operários para a sua messe. Pedi por nós para que possamos trabalhar por vós como convém; para que a nossa língua não deixe de vos exortar, não seja caso, que, tendo recebido o ofício da pregação, o nosso silêncio nos venha acusar perante o justo juiz.
RESPONSÓRIO Lc 1, 3.4; Actos 1, 1
R. Tudo investigou cuidadosamente desde a origem e escreveu ordenadamente o Evangelho, * Para podermos verificar como é segura a doutrina em que fomos instruídos.
V. Compôs um livro sobre tudo o que Jesus fez e ensinou desde o início. * Para podermos verificar como é segura a doutrina em que fomos instruídos.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
1 Cor 15, 1-2a.3-4
Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei e que recebestes e nele perseverais; por ele também sereis salvos. Transmiti‑vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cantaram os louvores do Senhor e o seu poder.
R. Cantaram os louvores do Senhor e o seu poder.
V. E as maravilhas que Ele operou.
R. E o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cantaram os louvores do Senhor e o seu poder.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4518-liturgia-de-13-de-outubro-de-2024>]
DOMINGO – XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio –IV semana do saltério)
Antífona
– Se levardesem conta, Senhor,nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão (Sl 129,3s).
Coleta
– Nós vos pedimos, Senhor, que vossa graça nos preceda e acompanhe e nos torne atentos para perseverar na prática do bem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Sb 7,7-11
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 90.12-13.14-15.16-17 (R: 14)
– Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
R: Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
– Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!
R: Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
– Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Alegrai-nos pelos dias que sofremos, pelos anos que passamos na desgraça!
R: Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
– Manifestai a vossa obra a vossos servos, e a seus filhos revelai a vossa glória! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.
R: Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
2ª Leitura: Hb 4,12-13
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus (Mt 5,3).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 10,17-30
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxviii-do-tempo-comum-7/>]
LEITURA I Sb 7, 7-11
Orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de sabedoria. Preferi-a aos cetros e aos tronos e, em sua comparação, considerei a riqueza como nada. Não a equiparei à pedra mais preciosa, pois todo o ouro, à vista dela, não passa de um pouco de areia, e, comparada com ela, a prata é considerada como lodo. Amei-a mais do que a saúde e a beleza e decidi tê-la como luz, porque o seu brilho jamais se extingue. Com ela me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis.
Atribuídas a Salomão, estas palavras recordam que, diante da sabedoria de Deus todas as coisas deste mundo são como lodo. Nem os cetros, os tronos, as riquezas, a prata, o ouro e as pedras preciosas valem alguma coisa diante da sabedoria. Até a saúde e a beleza são nada diante dela. Quem tem a sabedoria de Deus recebe com ela tudo o que necessita.
Salmo Responsorial Sl 89 (90), 12-13.14-15.16-17 (R. 14)
O salmista pede ao Senhor que lhe ensine a justa medida de todas as coisas, pois sem a sabedoria de Deus nem os dias somos capazes de medir “ensinai-nos a contar os nossos dias”. A falta de sabedoria leva ao afastamento de Deus e, por isso, é necessário pedir para regressar. A proximidade de Deus revela que a verdadeira alegria não está no resultado das nossas mãos, mas em tudo o que o Senhor faz por nós “Voltai, Senhor!… Tende piedade… Saciai-nos… Compensai… Manifestai… Confirmai….
LEITURA II Heb 4, 12-13
A palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes: ela penetra até ao ponto de divisão da alma e do espírito, das articulações e medulas, e é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração. Não há criatura que possa fugir à sua presença: tudo está patente e descoberto a seus olhos. É a ela que devemos prestar contas.
Sabemos que diante da Palavra de Deus tudo fica revelado, porque ela penetra até ao mais íntimo, até onde se escondem as intenções. Desta forma podemos conhecer a verdade e tomar decisões mais verdadeiras para seguirmos pelo caminho que Deus mesmo nos oferece, o caminho da vida eterna.
EVANGELHO Forma longa Mc 10, 17-30
Naquele tempo, ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d’Ele e perguntou-Lhe: «Bom Mestre, que hei de fazer para alcançar a vida eterna?». Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. Tu sabes os mandamentos: ‘Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe’». O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude». Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me». Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!». Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?». Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível». Pedro começou a dizer-Lhe: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna».
O evangelho oferece três diálogos de Jesus, um com o homem rico, outro com os discípulos e outro com Pedro. Nestes diálogos ensina que, diante dele, é necessário fazer escolhas e nem todos são capazes de decidir o melhor porque o desprendimento é difícil. Só unidos a Deus saberemos desprender-nos para seguirmos Jesus.
Reflexão da Palavra
Para compreender o texto do livro da Sabedoria, que se lê este domingo, é necessário recordar aquele episódio de 1Rs 3, 5-15, onde se relata o sonho de Salomão em Gabaon e onde ele, ainda no início do seu reinado, não pede a Deus riquezas nem poder, mas apenas “um coração cheio de entendimento para governar o teu povo, para discernir entre o bem e o mal” (3,9).
Sabemos, pela experiência da vida, que a felicidade não se encontra nas riquezas, no poder nem no conhecimento. Tudo isto, diz a primeira leitura é “como nada… não passa de um pouco de areia… considerada como lodo”. Salomão escolhe a sabedoria do coração e não as riquezas. Em resposta Deus dá-lhe o que ele não pede, como recompensa “dou-te um coração sábio… dou-te também o que nem sequer pediste: riqueza e glória” (3,12).
O livro da sabedoria, escrito novecentos anos depois de Salomão, vem ensinar aos que estão agarrados ao poder e às riquezas, julgando-se donos de uma inteligência superior, duas lições. A primeira é que, nada do que eles possuem tem realmente valor se não estiver orientado pela verdadeira sabedoria e, esta, é dada por Deus aos que a pedem com humildade como Salomão, “orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de sabedoria”. A segunda é que, ricos ou pobres, sábios ou humildes, poderosos ou súbditos, todos somos homens, criaturas, e não Deus. Só Deus é o Senhor.
O salmo 89 é um salmo penitencial que terá feito parte de uma celebração no templo de Jerusalém. O salmo é todo ele uma tomada de consciência do poder eterno de Deus e da caducidade da vida humana. Enquanto Deus é “desde sempre e para sempre”, a existência do homem é pó e volta ao pó apenas com uma palavra de Deus. Mil anos para Deus é como o dia de ontem e os dias do homem “passam depressa e nós desaparecemos”, podem ser setenta, quando muito oitenta anos, e são trabalho e miséria. O salmista sente que Deus colocou “as nossas culpas diante de ti, os nossos pecados ocultos, à luz da tua face”. Por isso, eleva uma súplica ao Senhor, “ensina-nos a contar os nossos dias, para chegarmos à sabedoria do coração”. E ainda, “volta, Senhor!… tem compaixão… Sacia-nos… alegra-nos… Manifesta o teu esplendor… Venham sobre nós as graças do Senhor… confirmai em nosso favor a obra das nossas mãos”.
Em muitas situações da história da salvação, desde as primeiras páginas de Genesis até Jesus, a palavra de Deus aparece como criadora de todas as coisas, fundadora do seu povo, libertadora de todos os cativeiros, orientadora no caminho da vida e na fuga do mal, no chamamento à fidelidade e ao amor de Deus, no abandono do pecado e na conversão. Em muitas situações a palavra foi luz para os passos do rei, do povo, de cada homem e foi uma espada capaz de sentenciar aqueles que não prestaram atenção à palavra. Recordamos aqui as palavras de Dt. 32,46-47 “Tomai em consideração todas as palavras que eu testemunho hoje contra vós e que deveis ordenar aos vossos filhos a fim de que guardem e cumpram todas as palavras desta lei. Ela não deve ser para vós uma coisa indiferente, porque ela é a vossa vida e por ela prolongareis os vossos dias sobre a terra, da qual ides tomar posse”.
A carta aos Hebreus recorda que a Palavra de Deus atinge todas as realidades do homem, a alma e o espírito, as articulações, as medulas, os pensamentos e intenções do coração. Todos seremos julgados pela palavra e ninguém lhe pode escapar. Este poder de penetrar em nós, não é para condenar, mas para salvar. Jesus é a Palavra do Pai feita carne e “Deus não enviou o seu filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (Jo 3, 17).
No evangelho, Marcos apresenta um homem que se aproxima de Jesus quando ele vai com os discípulos a caminho de Jerusalém. A cena está cheia de pormenores interessantes para a compreensão de quem lê o evangelho. O homem não tem nome, nem idade, como no evangelho de Mateus que refere tratar-se de um jovem, nem posição social como em Lucas que diz ser um chefe. O homem demonstra ter um assunto urgente para resolver, pelo que se aproxima a correr e reconhece em Jesus grande autoridade, ao ponto de se colocar de joelhos e de o tratar por mestre. O assunto sério surge em forma de pergunta “que hei de fazer para alcançar a vida eterna?”.
A pergunta está no centro, entre Jesus e o homem. Trata-se de uma questão de “vida ou de morte”. Ele quer alcançar a “vida eterna”. Como resposta, Jesus aponta para os mandamentos e o homem revela que os cumpre desde a juventude. Perante isto, Jesus desafia-o a ir mais longe “falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me”. A resposta de Jesus não permite indecisão, é muito clara na afirmação “vai… vende… dá… vem e segue-me”. A decisão está, agora, nas mãos daquele homem que tem urgência em resolver a questão mais séria da sua vida.
É perante a resposta de Jesus que ficamos a saber que este homem “era muito rico”. É por causa das riquezas que ele toma a decisão contrária ao desafio de Jesus “anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso”, ou seja, entrou na escuridão daquela morte que ele queria evitar na sua vida. Aquele que desejava a vida eterna, fica-se pela noite escura das riquezas acumuladas que ele, por experiência, sabe que não é vida.
O olhar de Jesus que manifestava amor por aquele homem, desvia-se para os discípulos e conclui que é “difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!”. Marcos deixa claro a todos os que leem o seu evangelho que, ser discípulo de Jesus implica uma opção séria e um desprendimento de todas as amarras e que esta, não é uma tarefa fácil. Entrar no reino é difícil mesmo para os que cumprem a lei, para os que desejam o bem e até para os que admiram Jesus e andam com ele. Esta exigência leva os discípulos a questionar “Quem pode então salvar-se?”. A resposta de Jesus encerra uma decisão, pois, seguindo os critérios dos homens ninguém consegue entrar, mas seguindo os critérios de Deus, que ele próprio apresenta com a sua vida, é possível. Desprendido dos bens deste mundo o homem vive da gratuidade de Deus, reconhece a sua bondade e deixa-se seduzir ao ponto de entregar toda a sua vida nas suas mãos, como Jesus. Na bondade de Deus está a recompensa que o homem experimenta quando vende tudo e dá aos pobres.
É isso que Jesus diz a Pedro quando ele questiona “vê como nós deixámos tudo para Te seguir”. Pedro questiona Jesus sobre que recompensa pode esperar por ter deixado tudo. Se muitos não vão entrar no reino que Jesus vai instaurar em Jerusalém, eles, os doze, não podem ficar sem recompensa. Os critérios de Pedro são ainda os dos homens. Por isso, Jesus aponta para uma recompensa que pode ter tudo o que ele deixou, mas “juntamente com perseguições”. Não se entra no reino sem passar pela tribulação. Não é por acaso que no seguimento desta cena vem a terceiro anúncio da paixão.
Meditação da Palavra
A vida de cada homem é a história de um chamamento a seguir Jesus até à vida eterna. É assim que começa a vida cristã de todos os batizados. No batismo perguntam-nos “Para que queres o batismo?” A esta pergunta respondemos “para alcançar a vida eterna”. A liturgia deste domingo pede que façamos uma avaliação sobre o objetivo “alcançar a vida eterna” e o sobre os meios que usamos e as opções que fazemos para lá chegar.
Recordamos que, domingo passado, a palavra nos questionava se queríamos a ditadura da Lei ou a liberdade do coração. A lei permite ou proíbe, mas o coração liberta. Também este domingo, o desafio é procurar tudo o que liberta o coração. Os bens deste mundo, a riqueza, o poder, e até a saúde e a beleza, podem tomar o lugar de Deus e aprisionar o coração de modo que deixamos de ser livres para seguir Jesus até onde ele nos levar.
Recordamos que os discípulos, depois de decidirem seguir Jesus, se encontram a caminho de Jerusalém na expetativa de que ele vai restaurar o reino de Israel e, finalmente, eles vão receber a recompensa por terem deixado tudo. No caminho, por duas vezes, Jesus afirmou que vai morrer e eles, manifestaram-se contrários a essa possibilidade. Pedro chegou mesmo a avançar para a frente de Jesus querendo impedi-lo.
O evangelho fala de um homem que, por não ter nome, nem idade nem posição social, pode ser qualquer um de nós. Trata-se de um homem bom, que cumpre os mandamentos desde a juventude e que tem como desejo alcançar a vida eterna. Nós também somos boas pessoas, procuramos cumprir os mandamentos e desejamos alcançar a vida eterna. Como para ele, Jesus também nos olha com amor e, nas palavras do evangelho de marcos, desafia-nos “vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me“. Se queres, como dizes, alcançar a vida eterna tens que te desprender de tudo o que impede qualquer homem de lá chegar. Coloca Deus no primeiro lugar e não deixes que o coração fique preso aos tesouros da terra, porque “onde estiver o teu tesouro aí estará o teu coração”, afirma Jesus. Parece estranho que Jesus nos diga, a nós, que ainda nos falta uma coisa, mas é a verdade.
Aos discípulos pareceu-lhes estranho que Jesus considerasse os bens, as riquezas deste mundo, um impedimento para alcançar a vida eterna. Eles tinham deixado tudo, na perspetiva de virem a alcançar ainda mais. Lembremos os dois discípulos Tiago e João, que vêm com a mãe para pedir um lugar à sua direita e à sua esquerda no reino. Os discípulos, quando Jesus lhes diz cara a cara “como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!” e repetiu com um exemplo “Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus!”, ficaram apavorados e soltaram uma exclamação involuntária, a medo “Quem pode então salvar-se?”. A condição do homem, como revela o salmo 89 é marcada pela caducidade. Sem Deus o homem é pó, os seus dias são como um sopro e se Deus coloca diante de si os nossos pecados, então, “quem poderá salvar-se?”. Mas “no Senhor está a misericórdia” e a ele nada é impossível, ele pode sempre voltar para nós os seus olhos e salvar-nos.
As duas leituras oferecem um caminho, o da sabedoria que vem de Deus e é dada aos humildes que a pedem “orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de sabedoria” e “com ela me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis”, diz o livro da Sabedoria recordando o exemplo de Salomão. Mas também deixando a palavra penetrar até à medula, até onde se escondem as intenções do coração, para que fique tudo “patente e descoberto a seus olhos” porque é por ela que somos examinados para entrar na vida eterna.
Rezar a Palavra
Volta, Senhor, para nós e ensina-nos a sabedoria do coração. Examina-nos com a tua palavra para sermos purificados das nossas faltas e libertos das nossas amarras. Que o nosso desejo de vida eterna nos leve a fazer contigo o caminho de Jerusalém e a unirmos à tua a nossa vida, de modo que sejam confirmadas em ti as obras das nossas mãos.
Compromisso semanal
Examino, à luz da palavra do evangelho, as intenções do meu coração.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-outubro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 13 de Outubro
Postado em: por: marsalima
São Daniel e Companheiros
Os esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes missionários franciscanos são devidos a duas cartas encontradas nas suas residências. Os estudiosos consideraram também autêntica a carta de um certo Mariano de Gênova, que escrevera ao irmão Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos missionários. Esse documento teria sido escrito poucos dias após os acontecimentos, e faz parte dos arquivos da Igreja.
O irmão Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos viajaram da Itália para a Espanha, desejosos de transferirem-se para o Marrocos, na África, onde pretendiam converter os muçulmanos. Era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela memória de são Francisco, que morrera no ano anterior.
O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região; os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. Após uma breve permanência na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos.
Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. No início, e por pouco tempo, trabalharam nos inúmeros mercados de Pisa, Gênova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as pregações entre os infiéis.
Nas estradas de Ceuta, falando em latim e em italiano, pois não conheciam o idioma local, anunciaram Cristo, contestando com palavras rudes a religião de Maomé. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados à presença do sultão, foram classificados como loucos, devendo permanecer na prisão.
Depois de sete dias, todos eles voltaram à presença do sultão, que se esforçou de todas as maneiras para que negassem a religião cristã. Mas não conseguiu. Então, condenou à morte os sete franciscanos, que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em praça pública e seus corpos, destroçados.
Todavia os comerciantes cristãos ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemitérios dos subúrbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as relíquias são conservadas em diversas igrejas de várias cidades da Espanha, de Portugal e da Itália.
O papa Leão X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros, autorizando o culto para o dia 13 de outubro, três dias após suas mortes.
Santo Eduardo
Na história da humanidade, a palavra rei quase sempre está associada à palavra tirano. Mas na história do catolicismo, rei muitas vezes vem junto da palavra santo. É o caso exemplar de Eduardo, rei da Inglaterra. Seu avô era o santo rei e mártir Edgar, e esse exemplo de santidade norteou também a sua vida no seguimento de Cristo.
Eduardo nasceu em Oxford, no ano 1003, num período em que a Inglaterra sofreu a invasão dos pagãos dinamarqueses. Seus pais, junto com toda a família real, tiveram de abandonar o país, indo refugiar-se na Corte da Normandia, norte da França, de parentes cristãos. No exílio, Eduardo freqüentou e estudou nas mais renomadas cortes da Europa, adquirindo uma educação primorosa e fundamentada no cristianismo. Recusou várias vezes tomar o trono à força, pois não queria derramamento de sangue. Em 1042, com a morte de seu meio-irmão, que governava a Inglaterra, ele finalmente assumiu o trono.
Seu reinado foi um dos mais felizes para o povo inglês. Mesmo sentindo-se um pouco “estrangeiro”, fez a pátria retomar seu caminho correto dos princípios cristãos, afastando a influência nefasta dos anos de domínio pagão e trazendo paz e prosperidade para seus súditos. Logo passou a ser chamado de “o santo homem” e os escritos registram vários prodígios de cura operados por sua intercessão em favor de pessoas simples do reino. Curou um doente de câncer com um sinal da cruz. E um paralítico que se movia penosamente na rua ele ajudou a chegar a uma igreja, onde, por meio de orações, o curou, além de outros fatos narrados pelos historiadores.
A política do Estado exigia que ele se casasse e, pelo bem do reino, Eduardo o fez. Casou-se com Edith, filha do conde Godwin, um dos seus adversários políticos. Gentil e elegante, por tratar-se de um acordo, prometeu viver com ela em estado de castidade, sem união corporal. Manteve sua palavra. O casal não teve filhos. Ela se tornou uma grande rainha e irmã, participando das obras de caridade, ajudando a restaurar e fundar igrejas e conventos por todo o país. Valorizando o lado espiritual da vida, viviam em perfeita ordem e harmonia. Tornaram-se exemplo de reis cristãos, piedosos e caridosos, amados e aclamados como “pais” pelos súditos e respeitados por todas as cortes.
Após quase sessenta e quatro anos de vida de penitência, oração, mortificação dos sentidos e luxos, no reto seguimento de Cristo, o rei Eduardo morreu no dia 5 de janeiro de 1066. Pouco tempo depois de ter assistido a consagração da igreja da Abadia de Westminster, totalmente restaurada, o mais antigo símbolo da aspiração e das lutas religiosas da Inglaterra, onde foi sepultado.
Venerado em vida, imediatamente o povo passou a celebrá-lo como santo. Quase quarenta anos após a sua morte, o seu corpo foi exumado e encontrado intacto, o que para o povo não causou nenhuma surpresa. Em 1161, o papa Alexandre III canonizou-o. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de outubro, mas os devotos ingleses costumam lembrá-lo também no dia de sua morte.
Alexandrina Maria da Costa (Bem-Aventurada)
No dia 30 de março de 1904, nasceu Alexandrina Maria da Costa na pequena cidade de Balazar, em Póvoa de Varzim, Braga, Portugal. De família camponesa muito pobre, tinha apenas uma irmã mais velha, chamada Deolinda. Ambas foram educadas com amor pela mãe, Ana Maria e dentro da doutrina cristã.
Alexandrina cresceu forte, inteligente, alegre e vivaz, teve uma infância feliz dentro da sua realidade. Em 1911, recebeu a primeira eucaristia e, como em Balazar não havia escola, foi com a irmã Deolinda estudar em Póvoa de Varzim. Não chegaram a completar o estudo primário, um ano e meio depois estavam de volta. Nessa ocasião, as duas irmãs receberam a crisma pelo bispo do Porto, depois foram para um local chamado “Calvário”, onde se fixaram.
Elas viviam felizes, trabalhavam nos campos e se dedicavam à costura. Eram estimadas e queridas pelas famílias e colegas. Aos doze anos, porém, Alexandrina quase morreu por uma grave infecção. A doença foi superada, mas a sua saúde ficou abalada.
Em 1918, Alexandrina e sua irmã Deolinda e mais uma amiga aprendiz estavam na sala de costura, situada no piso superior da casa, quando três homens invadiram o local para molestá-las sexualmente. Alexandrina, para salvar a sua pureza, atirou-se pela janela, de uma altura de quatro metros. Assustados, os homens fugiram sem concluir suas intenções. Mas as conseqüências foram terríveis, embora não imediatas.
Alexandrina sofreu dores terríveis num processo longo, gradual e irreversível que a deixou paralítica. A partir do dia 14 de abril de 1925, Alexandrina nunca mais levantou da cama. Assim, paralisada, passou trinta anos de sua vida, embora nos três anos seguintes ela ainda pedisse a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura. Depois entendeu que a sua vocação era o sofrimento. Desde então teve uma vida repleta de fenômenos místicos, de grande união com Cristo nos tabernáculos, por meio de Nossa Senhora.
Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, mais crescia nela o amor ao sofrimento. Atingiu tal grau de espiritualidade que às sextas-feiras vivia os sofrimentos da Paixão de Cristo. Nesses dias, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e, com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da “via crucis”.
Desde 1934, orientada espiritualmente por um padre jesuíta, passou a escrever tudo quanto lhe dizia Jesus durante seus êxtases contemplativos. Em 1936, segundo ela por ordem de Jesus, pediu ao papa a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. O pedido foi renovado várias vezes até 1941, quando, então, Alexandrina parou de escrever ao papa e também seu diário. A partir de 27 de março de 1942, deixou de alimentar-se, vivendo exclusivamente da eucaristia. No ano seguinte, passou a ser estudada por uma junta médica.
Em 1944, seu novo diretor espiritual, um padre salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a voltar a ditar o seu diário; o que ela fez até a morte. No mesmo ano ela se inscreveu na União dos Cooperadores Salesianos, querendo colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo os jovens. Atraídas pela fama de santidade, muitas pessoas vindas de longe buscavam os conselhos da “rosa branca de Jesus”, como era também chamada pelos fiéis, que já veneravam em vida a “santinha de Balazar”.
No dia 13 de outubro de 1955, Alexandrina morreu dizendo: “Sou feliz porque vou para o céu”. A 25 de abril de 2004 foi proclamada Bem-aventurada pelo papa João Paulo II, que a propôs como modelo dos que sofrem.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 de Outubro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 10, 12
Agora, Israel, que te pede o Senhor teu Deus? Que respeites o Senhor teu Deus, que sigas todos os seus caminhos, que O ames e sirvas com todo o teu coração e com toda a tua alma.
V. Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
R. O que vive sem mancha e diz a verdade que tem no coração.
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Cant 8, 6b-7
O amor é forte como a morte, e a paixão é violenta como o abismo. É uma chama ardente, um fogo divino. As águas torrenciais não conseguem apagar o amor, nem os rios o podem submergir.
V. Eu Vos amo, Senhor, minha fortaleza,
R. Meu protector, minha defesa e meu salvador.
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 12, 22-24
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia dos primogénitos cujos nomes estão inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, Mediador da Nova Aliança, e do Sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
V. Infinita é a sua sabedoria
R. Admirável é o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
1 Cor 15, 1-2a.3-4
Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei e que recebestes e nele perseverais; por ele também sereis salvos. Transmiti‑vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cantaram os louvores do Senhor e o seu poder.
R. Cantaram os louvores do Senhor e o seu poder.
V. E as maravilhas que Ele operou.
R. E o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cantaram os louvores do Senhor e o seu poder.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4518-liturgia-de-13-de-outubro-de-2024>]
DOMINGO – XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio –IV semana do saltério)
Antífona
– Se levardesem conta, Senhor,nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão (Sl 129,3s).
Coleta
– Nós vos pedimos, Senhor, que vossa graça nos preceda e acompanhe e nos torne atentos para perseverar na prática do bem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Sb 7,7-11
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 90.12-13.14-15.16-17 (R: 14)
– Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
R: Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
– Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!
R: Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
– Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Alegrai-nos pelos dias que sofremos, pelos anos que passamos na desgraça!
R: Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
– Manifestai a vossa obra a vossos servos, e a seus filhos revelai a vossa glória! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.
R: Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!
2ª Leitura: Hb 4,12-13
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus (Mt 5,3).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 10,17-30
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxviii-do-tempo-comum-7/>]
LEITURA I Sb 7, 7-11
Orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de sabedoria. Preferi-a aos cetros e aos tronos e, em sua comparação, considerei a riqueza como nada. Não a equiparei à pedra mais preciosa, pois todo o ouro, à vista dela, não passa de um pouco de areia, e, comparada com ela, a prata é considerada como lodo. Amei-a mais do que a saúde e a beleza e decidi tê-la como luz, porque o seu brilho jamais se extingue. Com ela me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis.
Atribuídas a Salomão, estas palavras recordam que, diante da sabedoria de Deus todas as coisas deste mundo são como lodo. Nem os cetros, os tronos, as riquezas, a prata, o ouro e as pedras preciosas valem alguma coisa diante da sabedoria. Até a saúde e a beleza são nada diante dela. Quem tem a sabedoria de Deus recebe com ela tudo o que necessita.
Salmo Responsorial Sl 89 (90), 12-13.14-15.16-17 (R. 14)
O salmista pede ao Senhor que lhe ensine a justa medida de todas as coisas, pois sem a sabedoria de Deus nem os dias somos capazes de medir “ensinai-nos a contar os nossos dias”. A falta de sabedoria leva ao afastamento de Deus e, por isso, é necessário pedir para regressar. A proximidade de Deus revela que a verdadeira alegria não está no resultado das nossas mãos, mas em tudo o que o Senhor faz por nós “Voltai, Senhor!… Tende piedade… Saciai-nos… Compensai… Manifestai… Confirmai….
LEITURA II Heb 4, 12-13
A palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes: ela penetra até ao ponto de divisão da alma e do espírito, das articulações e medulas, e é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração. Não há criatura que possa fugir à sua presença: tudo está patente e descoberto a seus olhos. É a ela que devemos prestar contas.
Sabemos que diante da Palavra de Deus tudo fica revelado, porque ela penetra até ao mais íntimo, até onde se escondem as intenções. Desta forma podemos conhecer a verdade e tomar decisões mais verdadeiras para seguirmos pelo caminho que Deus mesmo nos oferece, o caminho da vida eterna.
EVANGELHO Forma longa Mc 10, 17-30
Naquele tempo, ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d’Ele e perguntou-Lhe: «Bom Mestre, que hei de fazer para alcançar a vida eterna?». Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. Tu sabes os mandamentos: ‘Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe’». O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude». Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me». Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!». Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?». Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível». Pedro começou a dizer-Lhe: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna».
O evangelho oferece três diálogos de Jesus, um com o homem rico, outro com os discípulos e outro com Pedro. Nestes diálogos ensina que, diante dele, é necessário fazer escolhas e nem todos são capazes de decidir o melhor porque o desprendimento é difícil. Só unidos a Deus saberemos desprender-nos para seguirmos Jesus.
Reflexão da Palavra
Para compreender o texto do livro da Sabedoria, que se lê este domingo, é necessário recordar aquele episódio de 1Rs 3, 5-15, onde se relata o sonho de Salomão em Gabaon e onde ele, ainda no início do seu reinado, não pede a Deus riquezas nem poder, mas apenas “um coração cheio de entendimento para governar o teu povo, para discernir entre o bem e o mal” (3,9).
Sabemos, pela experiência da vida, que a felicidade não se encontra nas riquezas, no poder nem no conhecimento. Tudo isto, diz a primeira leitura é “como nada… não passa de um pouco de areia… considerada como lodo”. Salomão escolhe a sabedoria do coração e não as riquezas. Em resposta Deus dá-lhe o que ele não pede, como recompensa “dou-te um coração sábio… dou-te também o que nem sequer pediste: riqueza e glória” (3,12).
O livro da sabedoria, escrito novecentos anos depois de Salomão, vem ensinar aos que estão agarrados ao poder e às riquezas, julgando-se donos de uma inteligência superior, duas lições. A primeira é que, nada do que eles possuem tem realmente valor se não estiver orientado pela verdadeira sabedoria e, esta, é dada por Deus aos que a pedem com humildade como Salomão, “orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de sabedoria”. A segunda é que, ricos ou pobres, sábios ou humildes, poderosos ou súbditos, todos somos homens, criaturas, e não Deus. Só Deus é o Senhor.
O salmo 89 é um salmo penitencial que terá feito parte de uma celebração no templo de Jerusalém. O salmo é todo ele uma tomada de consciência do poder eterno de Deus e da caducidade da vida humana. Enquanto Deus é “desde sempre e para sempre”, a existência do homem é pó e volta ao pó apenas com uma palavra de Deus. Mil anos para Deus é como o dia de ontem e os dias do homem “passam depressa e nós desaparecemos”, podem ser setenta, quando muito oitenta anos, e são trabalho e miséria. O salmista sente que Deus colocou “as nossas culpas diante de ti, os nossos pecados ocultos, à luz da tua face”. Por isso, eleva uma súplica ao Senhor, “ensina-nos a contar os nossos dias, para chegarmos à sabedoria do coração”. E ainda, “volta, Senhor!… tem compaixão… Sacia-nos… alegra-nos… Manifesta o teu esplendor… Venham sobre nós as graças do Senhor… confirmai em nosso favor a obra das nossas mãos”.
Em muitas situações da história da salvação, desde as primeiras páginas de Genesis até Jesus, a palavra de Deus aparece como criadora de todas as coisas, fundadora do seu povo, libertadora de todos os cativeiros, orientadora no caminho da vida e na fuga do mal, no chamamento à fidelidade e ao amor de Deus, no abandono do pecado e na conversão. Em muitas situações a palavra foi luz para os passos do rei, do povo, de cada homem e foi uma espada capaz de sentenciar aqueles que não prestaram atenção à palavra. Recordamos aqui as palavras de Dt. 32,46-47 “Tomai em consideração todas as palavras que eu testemunho hoje contra vós e que deveis ordenar aos vossos filhos a fim de que guardem e cumpram todas as palavras desta lei. Ela não deve ser para vós uma coisa indiferente, porque ela é a vossa vida e por ela prolongareis os vossos dias sobre a terra, da qual ides tomar posse”.
A carta aos Hebreus recorda que a Palavra de Deus atinge todas as realidades do homem, a alma e o espírito, as articulações, as medulas, os pensamentos e intenções do coração. Todos seremos julgados pela palavra e ninguém lhe pode escapar. Este poder de penetrar em nós, não é para condenar, mas para salvar. Jesus é a Palavra do Pai feita carne e “Deus não enviou o seu filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (Jo 3, 17).
No evangelho, Marcos apresenta um homem que se aproxima de Jesus quando ele vai com os discípulos a caminho de Jerusalém. A cena está cheia de pormenores interessantes para a compreensão de quem lê o evangelho. O homem não tem nome, nem idade, como no evangelho de Mateus que refere tratar-se de um jovem, nem posição social como em Lucas que diz ser um chefe. O homem demonstra ter um assunto urgente para resolver, pelo que se aproxima a correr e reconhece em Jesus grande autoridade, ao ponto de se colocar de joelhos e de o tratar por mestre. O assunto sério surge em forma de pergunta “que hei de fazer para alcançar a vida eterna?”.
A pergunta está no centro, entre Jesus e o homem. Trata-se de uma questão de “vida ou de morte”. Ele quer alcançar a “vida eterna”. Como resposta, Jesus aponta para os mandamentos e o homem revela que os cumpre desde a juventude. Perante isto, Jesus desafia-o a ir mais longe “falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me”. A resposta de Jesus não permite indecisão, é muito clara na afirmação “vai… vende… dá… vem e segue-me”. A decisão está, agora, nas mãos daquele homem que tem urgência em resolver a questão mais séria da sua vida.
É perante a resposta de Jesus que ficamos a saber que este homem “era muito rico”. É por causa das riquezas que ele toma a decisão contrária ao desafio de Jesus “anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso”, ou seja, entrou na escuridão daquela morte que ele queria evitar na sua vida. Aquele que desejava a vida eterna, fica-se pela noite escura das riquezas acumuladas que ele, por experiência, sabe que não é vida.
O olhar de Jesus que manifestava amor por aquele homem, desvia-se para os discípulos e conclui que é “difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!”. Marcos deixa claro a todos os que leem o seu evangelho que, ser discípulo de Jesus implica uma opção séria e um desprendimento de todas as amarras e que esta, não é uma tarefa fácil. Entrar no reino é difícil mesmo para os que cumprem a lei, para os que desejam o bem e até para os que admiram Jesus e andam com ele. Esta exigência leva os discípulos a questionar “Quem pode então salvar-se?”. A resposta de Jesus encerra uma decisão, pois, seguindo os critérios dos homens ninguém consegue entrar, mas seguindo os critérios de Deus, que ele próprio apresenta com a sua vida, é possível. Desprendido dos bens deste mundo o homem vive da gratuidade de Deus, reconhece a sua bondade e deixa-se seduzir ao ponto de entregar toda a sua vida nas suas mãos, como Jesus. Na bondade de Deus está a recompensa que o homem experimenta quando vende tudo e dá aos pobres.
É isso que Jesus diz a Pedro quando ele questiona “vê como nós deixámos tudo para Te seguir”. Pedro questiona Jesus sobre que recompensa pode esperar por ter deixado tudo. Se muitos não vão entrar no reino que Jesus vai instaurar em Jerusalém, eles, os doze, não podem ficar sem recompensa. Os critérios de Pedro são ainda os dos homens. Por isso, Jesus aponta para uma recompensa que pode ter tudo o que ele deixou, mas “juntamente com perseguições”. Não se entra no reino sem passar pela tribulação. Não é por acaso que no seguimento desta cena vem a terceiro anúncio da paixão.
Meditação da Palavra
A vida de cada homem é a história de um chamamento a seguir Jesus até à vida eterna. É assim que começa a vida cristã de todos os batizados. No batismo perguntam-nos “Para que queres o batismo?” A esta pergunta respondemos “para alcançar a vida eterna”. A liturgia deste domingo pede que façamos uma avaliação sobre o objetivo “alcançar a vida eterna” e o sobre os meios que usamos e as opções que fazemos para lá chegar.
Recordamos que, domingo passado, a palavra nos questionava se queríamos a ditadura da Lei ou a liberdade do coração. A lei permite ou proíbe, mas o coração liberta. Também este domingo, o desafio é procurar tudo o que liberta o coração. Os bens deste mundo, a riqueza, o poder, e até a saúde e a beleza, podem tomar o lugar de Deus e aprisionar o coração de modo que deixamos de ser livres para seguir Jesus até onde ele nos levar.
Recordamos que os discípulos, depois de decidirem seguir Jesus, se encontram a caminho de Jerusalém na expetativa de que ele vai restaurar o reino de Israel e, finalmente, eles vão receber a recompensa por terem deixado tudo. No caminho, por duas vezes, Jesus afirmou que vai morrer e eles, manifestaram-se contrários a essa possibilidade. Pedro chegou mesmo a avançar para a frente de Jesus querendo impedi-lo.
O evangelho fala de um homem que, por não ter nome, nem idade nem posição social, pode ser qualquer um de nós. Trata-se de um homem bom, que cumpre os mandamentos desde a juventude e que tem como desejo alcançar a vida eterna. Nós também somos boas pessoas, procuramos cumprir os mandamentos e desejamos alcançar a vida eterna. Como para ele, Jesus também nos olha com amor e, nas palavras do evangelho de marcos, desafia-nos “vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me“. Se queres, como dizes, alcançar a vida eterna tens que te desprender de tudo o que impede qualquer homem de lá chegar. Coloca Deus no primeiro lugar e não deixes que o coração fique preso aos tesouros da terra, porque “onde estiver o teu tesouro aí estará o teu coração”, afirma Jesus. Parece estranho que Jesus nos diga, a nós, que ainda nos falta uma coisa, mas é a verdade.
Aos discípulos pareceu-lhes estranho que Jesus considerasse os bens, as riquezas deste mundo, um impedimento para alcançar a vida eterna. Eles tinham deixado tudo, na perspetiva de virem a alcançar ainda mais. Lembremos os dois discípulos Tiago e João, que vêm com a mãe para pedir um lugar à sua direita e à sua esquerda no reino. Os discípulos, quando Jesus lhes diz cara a cara “como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!” e repetiu com um exemplo “Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus!”, ficaram apavorados e soltaram uma exclamação involuntária, a medo “Quem pode então salvar-se?”. A condição do homem, como revela o salmo 89 é marcada pela caducidade. Sem Deus o homem é pó, os seus dias são como um sopro e se Deus coloca diante de si os nossos pecados, então, “quem poderá salvar-se?”. Mas “no Senhor está a misericórdia” e a ele nada é impossível, ele pode sempre voltar para nós os seus olhos e salvar-nos.
As duas leituras oferecem um caminho, o da sabedoria que vem de Deus e é dada aos humildes que a pedem “orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de sabedoria” e “com ela me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis”, diz o livro da Sabedoria recordando o exemplo de Salomão. Mas também deixando a palavra penetrar até à medula, até onde se escondem as intenções do coração, para que fique tudo “patente e descoberto a seus olhos” porque é por ela que somos examinados para entrar na vida eterna.
Rezar a Palavra
Volta, Senhor, para nós e ensina-nos a sabedoria do coração. Examina-nos com a tua palavra para sermos purificados das nossas faltas e libertos das nossas amarras. Que o nosso desejo de vida eterna nos leve a fazer contigo o caminho de Jerusalém e a unirmos à tua a nossa vida, de modo que sejam confirmadas em ti as obras das nossas mãos.
Compromisso semanal
Examino, à luz da palavra do evangelho, as intenções do meu coração.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-outubro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 13 de Outubro
Postado em: por: marsalima
São Daniel e Companheiros
Os esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes missionários franciscanos são devidos a duas cartas encontradas nas suas residências. Os estudiosos consideraram também autêntica a carta de um certo Mariano de Gênova, que escrevera ao irmão Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos missionários. Esse documento teria sido escrito poucos dias após os acontecimentos, e faz parte dos arquivos da Igreja.
O irmão Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos viajaram da Itália para a Espanha, desejosos de transferirem-se para o Marrocos, na África, onde pretendiam converter os muçulmanos. Era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela memória de são Francisco, que morrera no ano anterior.
O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região; os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. Após uma breve permanência na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos.
Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. No início, e por pouco tempo, trabalharam nos inúmeros mercados de Pisa, Gênova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as pregações entre os infiéis.
Nas estradas de Ceuta, falando em latim e em italiano, pois não conheciam o idioma local, anunciaram Cristo, contestando com palavras rudes a religião de Maomé. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados à presença do sultão, foram classificados como loucos, devendo permanecer na prisão.
Depois de sete dias, todos eles voltaram à presença do sultão, que se esforçou de todas as maneiras para que negassem a religião cristã. Mas não conseguiu. Então, condenou à morte os sete franciscanos, que se mantiveram firmes no cristianismo. No dia 10 de outubro, foram decapitados em praça pública e seus corpos, destroçados.
Todavia os comerciantes cristãos ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemitérios dos subúrbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as relíquias são conservadas em diversas igrejas de várias cidades da Espanha, de Portugal e da Itália.
O papa Leão X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros, autorizando o culto para o dia 13 de outubro, três dias após suas mortes.
Santo Eduardo
Na história da humanidade, a palavra rei quase sempre está associada à palavra tirano. Mas na história do catolicismo, rei muitas vezes vem junto da palavra santo. É o caso exemplar de Eduardo, rei da Inglaterra. Seu avô era o santo rei e mártir Edgar, e esse exemplo de santidade norteou também a sua vida no seguimento de Cristo.
Eduardo nasceu em Oxford, no ano 1003, num período em que a Inglaterra sofreu a invasão dos pagãos dinamarqueses. Seus pais, junto com toda a família real, tiveram de abandonar o país, indo refugiar-se na Corte da Normandia, norte da França, de parentes cristãos. No exílio, Eduardo freqüentou e estudou nas mais renomadas cortes da Europa, adquirindo uma educação primorosa e fundamentada no cristianismo. Recusou várias vezes tomar o trono à força, pois não queria derramamento de sangue. Em 1042, com a morte de seu meio-irmão, que governava a Inglaterra, ele finalmente assumiu o trono.
Seu reinado foi um dos mais felizes para o povo inglês. Mesmo sentindo-se um pouco “estrangeiro”, fez a pátria retomar seu caminho correto dos princípios cristãos, afastando a influência nefasta dos anos de domínio pagão e trazendo paz e prosperidade para seus súditos. Logo passou a ser chamado de “o santo homem” e os escritos registram vários prodígios de cura operados por sua intercessão em favor de pessoas simples do reino. Curou um doente de câncer com um sinal da cruz. E um paralítico que se movia penosamente na rua ele ajudou a chegar a uma igreja, onde, por meio de orações, o curou, além de outros fatos narrados pelos historiadores.
A política do Estado exigia que ele se casasse e, pelo bem do reino, Eduardo o fez. Casou-se com Edith, filha do conde Godwin, um dos seus adversários políticos. Gentil e elegante, por tratar-se de um acordo, prometeu viver com ela em estado de castidade, sem união corporal. Manteve sua palavra. O casal não teve filhos. Ela se tornou uma grande rainha e irmã, participando das obras de caridade, ajudando a restaurar e fundar igrejas e conventos por todo o país. Valorizando o lado espiritual da vida, viviam em perfeita ordem e harmonia. Tornaram-se exemplo de reis cristãos, piedosos e caridosos, amados e aclamados como “pais” pelos súditos e respeitados por todas as cortes.
Após quase sessenta e quatro anos de vida de penitência, oração, mortificação dos sentidos e luxos, no reto seguimento de Cristo, o rei Eduardo morreu no dia 5 de janeiro de 1066. Pouco tempo depois de ter assistido a consagração da igreja da Abadia de Westminster, totalmente restaurada, o mais antigo símbolo da aspiração e das lutas religiosas da Inglaterra, onde foi sepultado.
Venerado em vida, imediatamente o povo passou a celebrá-lo como santo. Quase quarenta anos após a sua morte, o seu corpo foi exumado e encontrado intacto, o que para o povo não causou nenhuma surpresa. Em 1161, o papa Alexandre III canonizou-o. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de outubro, mas os devotos ingleses costumam lembrá-lo também no dia de sua morte.
Alexandrina Maria da Costa (Bem-Aventurada)
No dia 30 de março de 1904, nasceu Alexandrina Maria da Costa na pequena cidade de Balazar, em Póvoa de Varzim, Braga, Portugal. De família camponesa muito pobre, tinha apenas uma irmã mais velha, chamada Deolinda. Ambas foram educadas com amor pela mãe, Ana Maria e dentro da doutrina cristã.
Alexandrina cresceu forte, inteligente, alegre e vivaz, teve uma infância feliz dentro da sua realidade. Em 1911, recebeu a primeira eucaristia e, como em Balazar não havia escola, foi com a irmã Deolinda estudar em Póvoa de Varzim. Não chegaram a completar o estudo primário, um ano e meio depois estavam de volta. Nessa ocasião, as duas irmãs receberam a crisma pelo bispo do Porto, depois foram para um local chamado “Calvário”, onde se fixaram.
Elas viviam felizes, trabalhavam nos campos e se dedicavam à costura. Eram estimadas e queridas pelas famílias e colegas. Aos doze anos, porém, Alexandrina quase morreu por uma grave infecção. A doença foi superada, mas a sua saúde ficou abalada.
Em 1918, Alexandrina e sua irmã Deolinda e mais uma amiga aprendiz estavam na sala de costura, situada no piso superior da casa, quando três homens invadiram o local para molestá-las sexualmente. Alexandrina, para salvar a sua pureza, atirou-se pela janela, de uma altura de quatro metros. Assustados, os homens fugiram sem concluir suas intenções. Mas as conseqüências foram terríveis, embora não imediatas.
Alexandrina sofreu dores terríveis num processo longo, gradual e irreversível que a deixou paralítica. A partir do dia 14 de abril de 1925, Alexandrina nunca mais levantou da cama. Assim, paralisada, passou trinta anos de sua vida, embora nos três anos seguintes ela ainda pedisse a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura. Depois entendeu que a sua vocação era o sofrimento. Desde então teve uma vida repleta de fenômenos místicos, de grande união com Cristo nos tabernáculos, por meio de Nossa Senhora.
Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, mais crescia nela o amor ao sofrimento. Atingiu tal grau de espiritualidade que às sextas-feiras vivia os sofrimentos da Paixão de Cristo. Nesses dias, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e, com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da “via crucis”.
Desde 1934, orientada espiritualmente por um padre jesuíta, passou a escrever tudo quanto lhe dizia Jesus durante seus êxtases contemplativos. Em 1936, segundo ela por ordem de Jesus, pediu ao papa a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. O pedido foi renovado várias vezes até 1941, quando, então, Alexandrina parou de escrever ao papa e também seu diário. A partir de 27 de março de 1942, deixou de alimentar-se, vivendo exclusivamente da eucaristia. No ano seguinte, passou a ser estudada por uma junta médica.
Em 1944, seu novo diretor espiritual, um padre salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a voltar a ditar o seu diário; o que ela fez até a morte. No mesmo ano ela se inscreveu na União dos Cooperadores Salesianos, querendo colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo os jovens. Atraídas pela fama de santidade, muitas pessoas vindas de longe buscavam os conselhos da “rosa branca de Jesus”, como era também chamada pelos fiéis, que já veneravam em vida a “santinha de Balazar”.
No dia 13 de outubro de 1955, Alexandrina morreu dizendo: “Sou feliz porque vou para o céu”. A 25 de abril de 2004 foi proclamada Bem-aventurada pelo papa João Paulo II, que a propôs como modelo dos que sofrem.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 de Outubro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



