“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 4 DE NOVEMBRO DE 2024
4 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 6 DE NOVEMBRO DE 2024
6 de novembro de 2024TERÇA-FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Primeiro Livro dos Macabeus 2, 1.15-28.42-50.65-70
Revolta de Matatias e sua morte
Naqueles dias, ergueu-se Matatias, filho de João, filho de Simeão, sacerdote da linhagem de Joarib, que veio de Jerusalém estabelecer-se em Modin.
Os enviados do rei Antíoco, encarregados de impor a apostasia, vieram à cidade de Modin para organizar sacrifícios, e muitos israelitas obedeceram-lhes. Matatias e seus filhos também foram convocados. Os enviados do rei dirigiram-se a Matatias e disseram-lhe: «Tu és nesta cidade um homem importante e ilustre nesta cidade e tens o apoio dos teus filhos e dos teus irmãos. Sê também o primeiro a cumprir o decreto do rei, como já fizeram todas as nações, os homens de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Assim tu e os teus filhos sereis contados entre os amigos do rei e enriquecidos com prata, ouro e muitos presentes».
Matatias respondeu em alta voz: «Ainda que todos os povos do império do rei lhe obedeçam, abandonando o culto dos seus pais e cumprindo as vossas ordens, 20 eu, os meus filhos e os meus irmãos seguiremos a Aliança dos nossos pais. Deus nos livre de abandonar a Lei e os seus preceitos. 22 Não acataremos as ordens do rei, desviando-nos do nosso culto, quer para a direita quer para a esquerda».
Quando ele acabou de falar, aproximou-se um judeu à vista de todos, para oferecer um sacrifício no altar de Modin, de acordo com o decreto real. À vista dele, Matatias inflamou-se de zelo, estremeceu-lhe o coração e, num impulso de justa indignação, lançou-se sobre ele e degolou-o sobre o altar. Em seguida matou o enviado do rei que obrigava a oferecer sacrifícios e demoliu o altar. Assim mostrou o seu zelo pela Lei, tal como fizera Fineias a Zambri, filho de Salom. Então Matatias percorreu a cidade dizendo em altas vozes: «Todo aquele que sentir zelo pela Lei e quiser manter a Aliança, siga-me». Depois fugiram para os montes com os seus filhos, deixando tudo quanto possuíam na cidade.
Juntou-se então a eles um grupo de assideus, israelitas valentes e entusiastas defensores da Lei; e todos os que tinham fugido à perseguição se juntaram a eles e lhes deram apoio. Formaram assim um exército e atacaram com ira os pecadores e os ímpios com furor. Os restantes procuraram salvar-se entre os gentios.
Matatias e os seus amigos percorreram as cidades, demo- liram os altares, obrigando a circuncidar os meninos ainda não circuncidados que encontraram no território de Israel. Perseguiram os rebeldes e foram bem sucedidos. Arrancaram a Lei das mãos dos gentios e dos reis e impediram o triunfo dos pecadores.
Ao aproximar-se o fim da vida, Matatias disse aos filhos: «Agora triunfa a soberba e a ignomínia, é tempo de perseguição e de ira violenta. Portanto, meus filhos, mostrai-vos zelosos pela Lei e oferecei a vossa vida pela Aliança dos nossos pais.
Sei que o vosso irmão Simeão é homem prudente; obedecei-lhe sempre, e ele será o vosso pai. Judas Macabeu, homem valente e guerreiro desde a sua juventude, será o vosso chefe na guerra contra os gentios. Juntai à vossa volta todos os que praticam a Lei e vingai os ultrajes do vosso povo. Dai aos gentios o que eles merecem e observai os preceitos da Lei».
Depois abençoou-os e foi reunir-se a seus pais. Morreu no ano cento e quarenta e seis e foi sepultado no túmulo de seus pais em Modin. Todo o Israel o chorou amargamente.
RESPONSÓRIO 1 Mac 2, 51.64
R. Recordai as obras que os nossos pais realizaram no seu tempo. * E alcançareis uma grande glória e um nome eterno.
V. Tende coragem, meus filhos, e defendei a Lei com valentia; por ela sereis glorificados. * E alcançareis uma grande glória e um nome eterno,
SEGUNDA LEITURA
Da Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja no mundo contemporâneo
(Nn.88-90) (Sec. XX)
A missão dos cristãos na edificação da paz
Os cristãos cooperem de bom grado e generosamente na construção da ordem internacional, com verdadeiro respeito pelas liberdades legítimas e na sincera fraternidade entre todos; e isso com tanto maior razão, quanto é certo que a maior parte da humanidade sofre ainda de tanta miséria que pode dizer-se que é o próprio Cristo na pessoa dos pobres que em alta voz apela para a caridade dos seus discípulos. Não se dê aos homens este escândalo de haver algumas nações, cuja população não raramente é em maioria cristã, que vivem na abundância de bens, enquanto outras não têm o necessário para viver e são atormentadas pela fome, pela doença e por toda a espécie de misérias. O espírito de pobreza e de caridade é a glória e o testemunho da Igreja de Cristo.
Portanto, devem ser louvados e encorajados aqueles cristãos, sobretudo os jovens, que se oferecem espontaneamente para ir em auxílio de outros homens e povos. Além disso, é dever de todo o povo de Deus, precedido pela palavra e exemplo dos bispos, aliviar quanto lhe for possível as misérias do nosso tempo; e isto, como era costume antigo da Igreja, não somente dando o supérfluo mas também do necessário.
O modo de reunir e distribuir estas contribuições, sem ter de ser organizado de forma rígida e uniforme, deve no entanto ser regulado com uma certa ordem nas dioceses, nas nações e em todo o mundo; e onde parecer oportuno, a acção dos católicos deve unir-se à dos outros irmãos cristãos. Porque o espírito de caridade, longe de impedir o exercício prudente e ordenado da actividade social e caritativa, antes o exige. Por isso é necessário que os que desejam dedicar-se ao serviço dos povos subdesenvolvidos recebam conveniente formação em instituições especializadas.
A Igreja deve estar sempre presente na comunidade das na- ções para favorecer e estimular a cooperação entre os homens, tanto por meio das suas instituições públicas como pela sincera e plena colaboração de todos os cristãos, inspirada apenas pelo desejo de ser útil a todos.
Este resultado será alcançado mais eficazmente, se os fiéis, conscientes da sua responsabilidade humana e cristã, procurarem despertar no seu próprio meio o desejo duma generosa cooperação com a comunidade internacional. A este propósito, tanto na educação religiosa como na educação cívica, dedique-se particular atenção à formação dos jovens.
Finalmente, é muito conveniente que os católicos, para bem cumprirem a sua missão na comunidade internacional, procurem colaborar, activa e positivamente, quer com os irmãos que com eles professam a caridade evangélica, quer com todos os homens que desejam verdadeiramente a paz.
RESPONSÓRIO cf. Hab 3, 3 (Vg); Lev 26, 1b.9
R. Eis que venho de Temã, * Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos trago a paz.
V. Olharei por vós, para vos fazer crescer e aumentar, e manterei a minha aliança convosco. * Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos trago a paz.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, de quem procede a graça de Vos servirmos fiel e dignamente, fazei-nos caminhar sem obstáculos para os bens por Vós prometidos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
1 Jo 4, 14-15
Nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o Filho como Salvador do mundo. Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Meu Deus, minha fortaleza, em Vós confio.
R. Meu Deus, minha fortaleza, em Vós confio.
V. Meu refúgio e meu libertador.
R. Em Vós confio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Meu Deus, minha fortaleza, em Vós confio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4541-liturgia-de-05-de-novembro-de-2024>]
TERÇA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, ofício do dia da – III semana)
Antífona
– Não me abandoneis Senhor, meu Deus, nem fiqueis longe de mim! Vinde em meu auxílio, ó Senhor, forÇa minha salvação! (Sl 37,22).
Coleta
– Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e filhas ò dom de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao encontro das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Fl 2,5-11
Salmo Responsorial: Sl 22,26b-27.28-30a.31-32 (R: 26a)
– Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
– Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão; seus corações tenham a vida para sempre!”
R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
– Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações. Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. Somente a ele adorarão os poderosos.
R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
– Toda a minha descendência há de servi-lo; às futuras gerações anunciará, o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!”
R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 14,15-24
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-xxxi-do-tempo-comum-8/>]
Terça-feira da Semana XXXI do Tempo Comum
Leitura I Fl 2, 5-11
Irmãos: Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus. Ele, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Compreender a palavra
Paulo convida os filipenses a olharem para Cristo e assimilar dele os sentimentos de humildade, entrega, doação e misericórdia. De facto, diz Paulo, Cristo era de condição divina, mas isso não o impediu de se despojar de toda a sua riqueza para nos enriquecer. Nada o impediu de assumir a condição de servo e cair até ao mais humilde dos estados, morrendo na cruz. Foi esse despojamento que lhe valeu um nome acima de todos os nomes, exaltado não por si próprio, mas por Deus.
Meditar a palavra
Um dos graves problemas das comunidades cristãs é a rivalidade, o querer ser mais, estar acima, ser o primeiro, o maior, o mais importante. Jesus falava disso aos discípulos quando eles discutiam sobre qual deles tinha o primeiro lugar. Não deve ser assim entre vós, dizia Jesus, referindo-se ao poder que os chefes das nações exercem sobre os seus súbditos. Entre nós deve seguir-se o exemplo do mestre que veio para servir e dar a vida. Humilhou-se a si mesmo obedecendo até à morte. Querer seguir Jesus é aprender com ele a despojar-se de todos os títulos, de todas as honras, de todo o reconhecimento, de toda a aparência de poder e de prestígio. Não querer despojar-se é correr o risco: “quem se exalta será humilhado”.
Rezar a palavra
Quero humilhar-me, Senhor, ser o servo, o mais pequeno, o menos considerado. É tão difícil, Senhor, perder as honrarias, a valorização, a fama e o prestígio. Mas eu quero, Senhor, aprender contigo a despojar-me e a obedecer até à morte.
Compromisso
Coloco-me livremente ao serviço dos outros, sem murmurar nem reclamar.
Evangelho Lc 14, 15-24
Naquele tempo, disse a Jesus um dos que estavam com Ele à mesa: «Feliz de quem tomar parte no banquete do reino de Deus». Respondeu-lhe Jesus: «Certo homem preparou um grande banquete e convidou muita gente. À hora do festim, enviou um servo para dizer aos convidados: ‘Vinde, que está tudo pronto’. Mas todos eles se foram desculpando. O primeiro disse: ‘Comprei um campo e preciso de ir vê-lo. Peço-te que me dispenses’. Outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Peço-te que me dispenses’. E outro disse: ‘Casei-me e por isso não posso ir’. Ao voltar, o servo contou tudo isso ao seu senhor. Então o dono da casa indignou-se e disse ao servo: ‘Vai depressa pelas praças e ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. No fim, o servo disse: ‘Senhor, as tuas ordens foram cumpridas, mas ainda há lugar’. O dono da casa disse então ao servo: ‘Vai pelos caminhos e azinhagas e obriga toda a gente a entrar, para que a minha casa fique cheia. Porque eu vos digo que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete’».
Compreender a palavra
A fé na vida eterna tem, na história da humanidade, uma concentração na ideia de um banquete no qual participam alguns. É assim em algumas culturas religiosas da antiguidade e é esta a mentalidade judaica expressa em algumas profecias e mesmo retratada por Jesus em algumas parábolas. Jesus está à mesa em casa de um fariseu e um dos convidados faz referência ao banquete do reino de Deus. Jesus, aproveita esta intervenção, para contar uma parábola na qual explica que, embora seja uma felicidade poder participar no banquete do reino, a verdade é que alguns, por uma razão menor, são capazes de se esquivar voluntariamente ao convite que lhes é feito para estar presentes na mesa do rei. As desculpas são esfarrapadas e o rei toma a firme decisão de não os deixar provar do banquete. Por outro lado, oferece o banquete àqueles que à primeira vista nunca seriam convidados. São eles os que provam a comida e fazem a festa com o rei.
Meditar a palavra
A parábola de Jesus recorda-nos que é fácil conhecermos o lugar da felicidade, mas nem sempre o conhecimento é sinal de amor. Só quem nutre um amor apaixonado pelo rei é capaz de deixar tudo para se fazer presente no seu banquete, como resposta ao convite. A falta deste amor, apaixonado, faz com que qualquer desculpe sirva para se esquivar.
Rezar a palavra
É bem verdade que é melhor entrar no reino sem um olho, um pé ou uma das mãos, do que ter os dois olhos, os dois pés e as duas mãos e ficar fora do reino. Conhecer a verdade do reino não significa estar no reino. Só o amor ao Senhor do reino, pode levar a vencer todos os impedimentos para estar presente no banquete. Mostra-me o teu amor único, Senhor, para que, apaixonado por ti, te mostre o meu amor em gestos concretos de renúncia a mim mesmo.
Compromisso
Jesus está a fazer-me um convite e eu preciso dar-lhe uma resposta. É hoje o dia de responder com verdade ao seu convite.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-05-de-novembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 05 de Novembro
Postado em: por: marsalima
Santa Bertila
Século VII. Na França, a pequena Bertila, nascida em 630, de pais nobres e piedosos, não sentia satisfação com a vida fútil só de folguedos e festas. Com o passar dos anos, aumentou essa insatisfação e a certeza de que não encontraria a felicidade nos prazeres que o mundo oferecia, nas aldeias e nos palácios. Dizia sempre que sua vida estava destinada à caridade e à humildade a serviço de Deus. E assim aconteceu.
No início da adolescência, a seu pedido e com aprovação dos pais, ingressou no Mosteiro beneditino de Jouarre, próximo de Paris. A superiora era a própria santa Teodequildes, que logo percebeu a extrema vocação de Bertila. De fato, mesmo com pouca idade, ela assumiu com dedicação vários cargos de responsabilidade. Acabou sendo indicada para dirigir o novo Mosteiro de Chelles, fundado pela rainha Batildes, esposa do rei Clóvis II, e construído também nos arredores de Paris.
Bertila foi para lá no ano 659, como abadessa. O fervor que transmitia na piedade e caridade contagiou todas as religiosas. A fama de celeiro de santidades do mosteiro ganhou as cortes de toda Europa. E os pedidos para ingressar no Mosteiro de Chelles começaram a chegar de todos os lugares. Eram dezenas e mais dezenas de mulheres que queriam seguir o exemplo de humildade da abadessa Bertila, abandonando a nobreza para dedicar a vida à penitencia, oração e caridade, aos pobres e doentes abandonados.
Assim, no Mosteiro de Chelles ingressaram várias princesas e rainhas. Até mesmo a sua fundadora, rainha Batildes, que, influenciada pela jovem abadessa, trocou a coroa pelo hábito beneditino.
A incansável santa Bertila, como era chamada por todos ainda em vida, dirigiu a instituição por quarenta e seis anos, até morrer em 5 de novembro de 705. O seu corpo foi sepultado no cemitério do mosteiro, local que logo se tornou rota de peregrinação dos fiéis, desejosos de agradecer a intercessão da querida santa.
Mais tarde, o culto foi confirmado pela Igreja e também a festa de santa Bertila, que ocorre no dia de sua morte. As suas relíquias, hoje, estão guardadas na bela Catedral de Chelles.
São Zacarias e Santa Isabel
Embora os nomes desses santos não estejam presentes no calendário litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de são Zacarias e santa Isabel, pais de são João Batista.
Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.
Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Isabel, apesar de sua santidade, era estéril: uma vergonha para uma mulher hebréia, que era prestigiada somente através da maternidade. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do Povo de Deus. Juntos, foram os protagonistas dos momentos que antecederam o mais incrível advento da historia da humanidade: a encarnação de Deus entre os seres humanos.
Estavam velhos, com idade avançada, e como não tinham filhos, julgavam essa graça impossível de ser alcançada. Foi quando o anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e disse-lhe que sua mulher, Isabel, teria um filho que teria o nome de João, que significa “o Senhor faz graça”. O menino seria repleto do Espírito Santo desde a gestação de sua mãe, reconduziria muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e seria precursor do Messias.
Zacarias, inicialmente, manteve-se incrédulo ante o anúncio celeste do nascimento de um filho pelo qual havia rezado com tanto ardor; para que pudesse crer, precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo. Na ocasião, sua voz voltou e ele entoou o salmo profético em que, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho.
Enquanto isso, devido à proximidade da maternidade, Isabel recolheu-se por cinco meses, para estar em união com Deus. Os dias ela dividia em três períodos: de silêncio, oração e meditação. E foi assim que Isabel, grávida de João e inspirada pelo Espírito Santo, anunciou à Virgem Maria, sua prima, quando esta a visitou: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre”.
Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel recolheram-se à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, alegraram-se e satisfizeram-se com a santidade da missão dada ao filho, sendo fiéis a Deus até a morte.
Guido Maria Conforti (Bem-Aventurado)
Guido Maria Conforti nasceu no dia 30 de março de 1865, em Ravadese, província de Parma, norte da Itália. Filho de pais piedosos, foi educado no amor a Deus e ao próximo. Concluiu o estudo elementar com irmãos das escolas cristãs. Nessa oportunidade, seu pai compreendeu que o sonho de ver o filho dirigindo os negócios agrícolas da família jamais seria realizado. Guido tinha vocação para a vida religiosa.
Assim, ingressou no seminário, estimulado pelos pais. Lá, após ler a biografia de são Francisco Xavier, foi a vez de Guido abraçar um sonho: ir para a China, continuar a missão do santo. Aos dezessete anos de idade, enfrentou dificuldades de saúde, o mal da epilepsia, que quase o impediu de continuar. Rezou para Nossa Senhora com muita fé e obteve a graça para superar a doença. Em 1888, recebeu a ordenação sacerdotal. Mas foi designado para professor do seminário e depois nomeado vice-reitor. O que fez o sonho das missões no Oriente permanecer adormecido no seu coração.
Aos vinte e oito anos, quando Guido Conforti já era cônego da catedral de Parma, decidiu que era hora de executar seu sonho. Dois anos depois, em 1895, devido à falta de recursos, fundou a Congregação dos Missionários Xaverianos para a Evangelização dos Não-Cristãos, hoje chamado apenas de Instituto Xaveriano. Nessa época, seu pai morreu e toda a herança que recebeu aplicou na sua Obra. Comprou uma casa, onde abrigou os primeiros dezessete seminaristas. Não precisou aguardar muito, pois em março de 1899 os dois primeiros xaverianos seguiram em missão para a China. Pouco depois, em 1902, o próprio fundador emitiu os votos religiosos e recebeu o hábito dos xaverianos, em Roma, para dedicar-se só às missões.
Entretanto qual não foi sua surpresa ao ser nomeado arcebispo de Ravena. Obediente, Guido Conforti assumiu o posto. Um ano depois, por motivos de saúde, pediu à Santa Sé para poder renunciar o cargo. Voltou para Parma, onde trabalhou na consolidação da sua Obra. Ocorre que o carisma do Instituto atendia plenamente os anseios da Igreja, que nesse período estava instalando a prefeitura apostólica de Honan, na China. Foi então que a Santa Sé confiou essa administração ao Instituto Xaveriano, em 1906. Desde então, pequenos grupos de missionários xaverianos começaram a seguir para o Oriente.
Em 1907, Guido Conforti foi novamente solicitado para o serviço episcopal. Agora, como auxiliar do bispo de Parma, depois como seu sucessor. Administrou a diocese por vinte e cinco anos, numa intensa atividade: foram dois sínodos e cinco visitas pastorais nas trezentas paróquias. Enquanto isso o Instituto também se expandia por toda a Itália.
A alegria estampava o rosto do fundador, quando, em 1912, na condição de bispo de Parma, ele consagrou, naquela catedral, o primeiro bispo xaveriano, Luigi Calza, nomeado para Cheng-Chow, na China. O Instituto consolidava-se cada vez mais no mundo. Mas para que a Obra ficasse completa, ele criou, junto com padre Paulo Manna, a União Missionária do Clero, sendo eleito o primeiro presidente.
Guido Conforti viajou só uma vez para a China, em 1928, para visitar e encorajar os seus filhos xaverianos. Depois de algum tempo, morreu, com apenas sessenta e seis anos, no dia 5 de novembro de 1931. Mas a sua Obra floresceu em 1945, quando foi fundado o Instituto das Missionárias de Maria, ou xaverianas, pelo padre Giacomo Spagnolo e a leiga Celestina Bottego.
Em 1996, o papa João Paulo II proclamou-o bem-aventurado. Atualmente, os xaverianos e as xaverianas dirigem e trabalham em vários países de todos os continentes, inclusive no Brasil. A festa do bem-aventurado Guido Maria Conforti ocorre no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 5 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 22, 3
Praticai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor. Não deixeis que o estrangeiro, o órfão e a viúva sofram vexames e violências. Não derrameis sangue inocente.
V. O Senhor julgará o mundo com justiça,
R. Julgará os povos com equidade.
Oração
Deus eterno e onipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que demos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 15, 7-8
Se houver no meio de ti um pobre entre os teus irmãos, em alguma das tuas cidades, na terra que o Senhor teu Deus te há-de dar, não endurecerás o teu coração nem fecharás a mão diante do teu irmão pobre; mas abrir-lhe-ás a mão e emprestar-lhe-ás segundo as necessidades da sua indigência.
V. Ouvistes, Senhor, o desejo dos humildes,
R. Confortastes o seu coração e os atendestes.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas ações sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Prov 22, 22-23
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
V. O Senhor socorrerá o pobre que não tem amparo
R. E defenderá a vida dos oprimidos.
Oração
Senhor, que enviastes um Anjo ao centurião Cornélio para lhe revelar o caminho da salvação, ajudai-nos a trabalhar cada vez mais e melhor pela salvação dos homens, para que, juntamente com nossos irmãos, incorporados na vossa Igreja, possamos chegar até Vós. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 12, 9-12
Seja a vossa caridade sem fingimento. Detestai o mal e aderi ao bem. Amai-vos uns aos outros com amor fraterno. Rivalizai uns com os outros na estima recíproca. Não sejais indolentes no zelo, mas fervorosos no espírito. Dedicai-vos ao serviço do Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
V. A vossa fidelidade mantém-se de geração em geração.
R. Permanece eternamente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



