“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE NOVEMBRO DE 2024
8 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE NOVEMBRO DE 2024
10 de novembro de 2024SÁBADO – MEMÓRIA DA DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO – CATEDRAL DE ROMA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://liturgiadelashoras.github.io/sync/2024/nov/09/oficio.htm>]
PRIMEIRA LEITURA
Da primeira carta do apóstolo São Pedro 2, 1-17 COMO PEDRAS VIVAS, ENTREIS NA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO DO ESPÍRITO
Irmãos: Depois de terem se despojado de toda maldade e de toda falsidade, de hipocrisia e inveja, e de todo tipo de murmuração, desejem, como crianças recém-nascidas, o puro leite espiritual. Com ela você poderá crescer até alcançar a salvação, se realmente tiver provado o quanto o Senhor é bom.
Aproximando-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e apreciada por Deus, também vós, como pedras vivas, entrais na construção do templo do Espírito, formando um sacerdócio sagrado, para oferecer sacrifícios espirituais que Deus aceita através Jesus Cristo. Por isso se lê nas Escrituras: «Vede que ponho em Sião uma pedra angular escolhida e preciosa. e quem tem fé nela não ficará desapontado.
Portanto, a você que tem fé, a honra lhe pertence; mas, para aqueles que não têm fé, “a pedra que os construtores rejeitaram é agora a pedra angular, e se tornou uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo”, e tropeçam nela porque não têm fé na palavra de Cristo, para o qual foram destinados.
Vocês, porém, são “uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo pertencente a Deus, para proclamar as obras daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. Vocês, que antes “não eram um povo”, agora são “povo de Deus”; Vocês, que foram “excluídos da misericórdia”, agora são “objetos da misericórdia de Deus”.
Irmãos, exorto-vos, como estrangeiros e peregrinos que sois, a abster-vos das paixões terrenas que fazem guerra à alma. Observe a conduta exemplar entre os gentios. Assim, pelo mesmo motivo de vos caluniarem como malfeitores, darão glória a Deus, quando virem e considerarem as vossas boas obras, no dia em que ele vier “visitá-los” com a sua graça.
Seja submisso a toda autoridade humana por amor do Senhor: seja ao soberano, pois ele tem o controle; ou então aos governadores, como seus delegados que devem punir os malfeitores e elogiar os homens bons. Pois esta é a vontade de Deus: que, fazendo o bem, você silencie a ignorância dos homens tolos. Nisto, comportem-se como homens livres, não como aqueles que usam a liberdade apenas para esconder o seu mal, mas como convém aos que são servos de Deus. Seja respeitoso com todos, ame seus irmãos, tema a Deus e honre o soberano;
RESPONSÓRIO Cf. Ap 21, 19; Tb 13, 21
R. Os muros de Jerusalém serão adornados com pedras preciosas. * E suas torres serão revestidas de ouro. V. As portas de Jerusalém serão refeitas com safiras e esmeraldas, e seus muros com pedras preciosas. R. E suas torres serão revestidas de ouro.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Cesário de Arles, bispo.
(Sermão 229, 1-3: CCL 104, 905-908)
TODOS NÓS, PELO BATISMO, FOMOS FEITOS TEMPLOS DE DEUS.
Hoje, amados irmãos, celebramos com alegria e felicidade, pela benignidade de Cristo, a dedicação deste templo; mas devemos ser o templo vivo e verdadeiro de Deus. Com razão, porém, os povos cristãos celebram a solenidade da Igreja mãe, porque têm consciência de que através dela renasceram espiritualmente. Na verdade, nós, que no primeiro nascimento fomos objeto da ira de Deus, no segundo nos tornamos objeto de sua misericórdia. O primeiro nascimento foi para a morte; a segunda nos devolveu a vida. Todos nós, amados, antes do batismo éramos um lugar onde vivia o diabo; Após o batismo nos tornamos templos de Cristo. E, se pensarmos bem na salvação de nossas almas, tomamos consciência de nossa condição de verdadeiros e vivos templos de Deus. Deus não vive apenas nos templos construídos pelos homens ou nas casas de pedra e madeira, mas principalmente na alma feita à imagem de Deus e construída por ele mesmo, que é o seu arquiteto. É por isso que o apóstolo Paulo diz: O templo de Deus é santo: esse templo sois vós. E visto que Cristo, com a sua vinda, expulsou o demônio dos nossos corações para preparar em nós um templo, façamos todos os esforços, com a sua ajuda, para que Cristo não seja desonrado em nós pelas nossas más obras. Porque todo aquele que pratica o mal desonra a Cristo. Como já disse antes, antes de Cristo nos redimir, éramos a casa do diabo; Então nos tornamos casa de Deus, pois Deus se dignou fazer de nós uma casa para si mesmo. Por esta razão, nós, queridos, se quisermos celebrar com alegria a dedicação do templo, não devemos destruir o templo vivo de Deus dentro de nós mesmos com as nossas más obras. Direi de uma forma que seja inteligível para todos: devemos preparar as nossas almas da mesma forma que desejamos encontrar a igreja preparada quando chegarmos a ela. Você quer encontrar a basílica limpa? Bem, não suje sua alma com pecado. Se queres que a basílica seja bem iluminada, Deus deseja também que a tua alma não fique nas trevas, mas que seja verdade o que o Senhor diz: que a luz das boas obras brilhe em nós e aquele que está no céu seja glorificado. Da mesma forma que você entra nesta igreja, Deus quer entrar na sua alma, como Ele prometeu: habitarei entre eles e andarei entre eles. RESPONSÓRIO Cf. Ez 47, 1. 9 R.
Vi que saía água por baixo da soleira do templo, que deslizava para o lado direito, aleluia; e todos aqueles a quem veio esta água * tiveram vida abundante e cantaram: “Aleluia, aleluia”.
V. Na dedicação do templo o povo cantou louvores e uma bela canção ressoou em suas bocas. R. Eles tinham vida abundante e cantavam: “Aleluia, aleluia”. Hino: SENHOR, DEUS ETERNO Senhor, Deus eterno, com alegria te cantamos, a ti o nosso louvor, a ti, Pai do céu, a criação te aclama. Prostrados diante de ti, os anjos te adoram e cantam sem cessar: Santo, santo, santo é o Senhor, Deus do universo; O céu e a terra estão cheios de sua glória. Tu, Senhor, o coro celeste dos apóstolos te louva, a multidão dos profetas te exalta e o glorioso exército dos mártires te aclama. A santa Igreja, estendida a todos os fins, adora-te com alegria e canta a tua grandeza: Pai, infinitamente santo, Filho eterno, unigênito de Deus, Espírito Santo de amor e consolação. Ó Cristo, você é o Rei da glória, você é o Filho e Palavra do Pai, você é o Rei de toda a criação. Você, para salvar o homem, assumiu a condição de escravo no ventre de uma virgem. Você destruiu a morte e abriu as portas da glória aos crentes. Você vive agora, imortal e glorioso, no reino do Pai. Você virá um dia, como juiz universal. Mostre-se, então, como amigo e defensor dos homens que você salvou. E receba-os para sempre lá em seu reino, com seus santos e eleitos. A parte seguinte pode ser omitida, se necessário. Salve o seu povo, Senhor, e abençoe a sua herança. Seja seu pastor e guie-os para sempre. Dia após dia te abençoaremos e louvaremos o teu nome para todo o sempre. Digna-te, Senhor, de nos guardar do pecado neste dia. Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade de nós. Que a tua misericórdia, Senhor, venha sobre nós, como esperamos de ti. A ti, Senhor, refugio-me, que nunca me decepcione. ORAÇÃO. VAMOS ORAR,
Senhor, tu que com pedras vivas e escolhidas construíste o templo eterno da tua glória: aumenta os dons que o Espírito concedeu à Igreja para que o teu povo fiel, crescendo como corpo de Cristo, se torne a nova e definitiva Jerusalém. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que vive e reina convosco na unidade do Espírito Santo e é Deus, para todo o sempre.
Amém.
CONCLUSÃO
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES
FONTE: [<https://liturgiadelashoras.github.io/sync/2024/nov/09/laudes.htm>]
LEITURA BREVE
Is 56, 7
Eu os trarei ao meu santo monte, os alegrarei na minha casa de oração; Aceitarei os seus holocaustos e sacrifícios no meu altar; porque minha casa é uma casa de oração e é assim que todas as pessoas vão chamá-la.
BREVE RESPONSÓRIO
V. Grande é o Senhor e muito digno de louvor.
R. Grande é o Senhor e mui digno de louvor.
V. Na cidade do nosso Deus, no seu santo monte.
R. Muito digno de elogio.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
R. Grande é o Senhor e mui digno de louvor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4545-liturgia-de-09-de-novembro-de-2024>]
SÁBADO – BASÍLICA DE LATRÃO – CATEDRAL DE ROMA
(branco, glória, creio, pref. próprio– ofício da festa)
Antífona
– Eu vi a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, preparada como esposa ornada para seu esposo (Ap 21,2)
Coleta
– Ó Deus, com pedras vivas e escolhidas, preparai um templo eterno para vossa glória; aumentai na vossa Igreja os dons do Espírito que lhe destes, para que vosso povo fiel cresça sempre mais, edificando a Jerusalém celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Ez 47,1-2.8-9.12
Salmo Responsorial: Sl 46,2-3.5-6.8-9 (R: 5)
– Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo.
R: Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo.
– O Senhor para nós é refúgio e vigor, sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia; assim não tememos, se a terra estremece, se os montes desabam, caindo nos mares.
R: Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo.
– Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo. Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la.
R: Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo.
– Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó. Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus e a obra estupenda que fez no universo: reprime as guerras na face da terra.
R: Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Esta casa eu escolhi e santifiquei, para nela estar meu nome para sempre.
(2Cr 7,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 2,13-22
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/dedicacao-da-basilica-de-latrao-10/>]
LEITURA I Ez 47, 1-2.8-9.12
Naqueles dias, o Anjo reconduziu-me à entrada do templo. Debaixo do limiar da porta saía água em direção ao Oriente, pois a fachada do templo estava voltada para o Oriente. As águas corriam da parte inferior, do lado direito do templo, ao sul do altar. O Anjo fez-me sair pela porta setentrional e contornar o templo por fora, até à porta exterior que está voltada para o Oriente. As águas corriam do lado direito. O Anjo disse-me: «Esta água corre para a região oriental, desce para Arabá e entra no mar, para que as suas águas se tornem salubres. Todo o ser vivo que se move na água onde chegar esta torrente terá novo alento e o peixe será mais abundante. Porque aonde esta água chegar, tornar-se-ão sãs as outras águas e haverá vida por toda a parte aonde chegar esta torrente. À beira da torrente, nas duas margens, crescerá toda a espécie de árvores de fruto; a sua folhagem não murchará, nem acabarão os seus frutos. Todos os meses darão frutos novos, porque as águas vêm do santuário. Os frutos servirão de alimento e as folhas de remédio».
Compreender a palavra
A imagem da água que sai do templo do Senhor e forma um rio que corre até ao mar, descrita por Ezequiel, tem na celebração da dedicação da Basílica de Latrão um enorme significado. O templo é o lugar da presença de Deus e dele sai uma água que dá vida a todos os seres por onde passa até se perder no mar onde se purifica da sujidade encontrada pelo caminho. O templo do Senhor é hoje a Basílica de Latrão, sede do Papa, Bispo de Roma, mãe de todas as Igrejas. Fundada no século IV aí permanece como centro da fé cristã e da fidelidade a Cristo. Mas o verdadeiro templo é Cristo, pedra angular, desta construção que é a Igreja. Do seu lado aberto saiu, na cruz, sangue e água, que purificam, curam e dão vida a todo aquele onde chega a graça do mistério da morte e ressurreição do Senhor.
Meditar a palavra
Celebrando a Basílica de Latrão não contemplamos as pedras que constituem o lindíssimo e imponente edifício que podemos visitar em Roma e onde o Papa celebra, no exercício do seu ministério episcopal. Contemplamos sim, a graça de Deus que vem do altar da Eucaristia, coração de Cristo aberto e de onde jorra sangue e água. A água do batismo que lava e purifica e o sangue da vida eterna que foi entregue, em favor de todos os homens no mistério da cruz. É essa dádiva generosa de Deus que chega até nós nos sacramentos, celebrações do mistério pascal de Jesus, que hoje queremos contemplar. Contemplamos com os nossos olhos e com o coração, a partir da fé naquele que pode gerar vida nova em nós levando-nos a produzir frutos abundantes de caridade.
Rezar a palavra
Os meus olhos levantam-se para o teu templo, Senhor, o lugar onde habitas e de onde jorra a vida abundante e generosa do mistério pascal de teu filho Jesus Cristo. O meu olhar concentra-se no coração de Jesus aberto para mim em sangue e água, que acolho na fé com o temor de quem se encontra demasiado pequeno e pobre para tão generosa dádiva do amor.
Compromisso
Celebro a Eucaristia mistério generoso de purificação e de vida.
EVANGELHO Jo 2, 13-22
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio». Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela tua casa». Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?». Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?». Jesus, porém, falava do templo do seu Corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus.
Compreender a palavra
Jesus deixa Cafarnaum e sobe a Jerusalém para a festa da Páscoa. A sua presença na cidade fica marcada pela atitude dramática com que ele purifica o Templo. Aparentemente, Jesus está só, porque não se fala dos discípulos. Chegando ao templo ele pega no chicote e conquista o seu lugar. Tudo o que está à sua volta fica por terra e o terreno passa a ser dele, é a casa do Pai e ele é quem cuida desta casa para que não seja casa de comércio. Ele é o dono da casa e determina o que deve e não ser feito ali. É desta forma que Jesus conquista as pessoas e deixa de estar só. Os judeus pedem uma justificação e Jesus interpõe o enigma da destruição do seu corpo que voltará à vida.
Meditar a palavra
Jesus entra na minha vida com a “violência” da sua palavra que penetra até ao mais fundo do meu ser, arrasando tudo o que não me dignifica como filho de Deus, como lugar onde Deus quer habitar, como templo do Espírito. À sua Palavra nada se mantém de pé e abre-se o espaço necessário para que ele atue em mim, recriando-me numa nova existência que brota do mistério da sua morte e da sua ressurreição. Se hoje eu posso viver a vida nova dos filhos de Deus é porque fui purificado no batismo, passando pela morte e ressurreição com Cristo.
Rezar a palavra
Arrasa tudo em mim, Senhor, para que haja cada vez mais espaço para estar contigo, para te ter em mim e ser morada permanente do Pai no Espírito. Que o chicote da tua Palavra penetre até ao mais profundo do meu ser e transforme a desordem do meu coração no lugar de paz e de oração. Que eu possa experimentar continuamente a participação no mistério da tua morte e da tua ressurreição até ser um digno filho de Deus Pai.
Compromisso
Quero deixar a Palavra de Deus atuar em mim, para renascer na vida nova que Cristo me oferece pela sua ressurreição.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-09-de-novembro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 09 de Novembro
Postado em: por: marsalima
Santo Orestes
Orestes é um nome de origem rude, de trágica lembrança, e muito divulgado no mundo cristão. Rude porque significa “homem da montanha”. De lembrança trágica porque, segundo a literatura grega, era filho de Agamênon, a quem vingou a morte ao matar a esposa adúltera, a própria mãe. E divulgado entre os cristãos porque é o nome de um mártir da fé.
No livro dos santos da Igreja, só encontramos um com este nome. Dele sabemos, com certeza, que no final da Antiguidade era venerado como um mártir no dia de sua morte: 9 de novembro. E que alguns mosteiros importantes foram dedicados a ele, como o da Capadócia, no século IV.
Mais tarde, soube-se da participação de um monge do mosteiro de santo Orestes no segundo Concílio de Nicéia, onde saíram condenados os hereges iconoclastas, isto é, os cristãos que destruíam as pinturas e objetos sagrados.
Provavelmente, esse monge era do Mosteiro da Capadócia, onde as relíquias mortais do mártir Orestes estavam guardadas. Como a sepultura estava sob a construção, os dados de santo Orestes nunca foram encontrados e ninguém soube ao certo a sua origem.
A tradição relata sua vida começando pelo ponto culminante: a morte pelo testemunho da fé. A fé cristã sempre foi marcada, ao longo dos séculos, pelos sacrifícios de seus seguidores, iniciados com a crucificação pela Paixão de Jesus Cristo. Orestes foi mais um desses mártires, provavelmente morrendo na última perseguição aos cristãos decretada pelos romanos.
Temos uma narração milenar vinda da Capadócia que nos coloca Orestes como um médico acusado de incitar o povo contra a idolatria. Um médico, de fato, pode exercer muita influência sobre o ânimo dos doentes, que estão necessitados de ajuda material, mas que também precisam de conforto espiritual. Denunciado como cristão e pregador da nova fé, Orestes não negou.
Durante o julgamento público, ele clamou que o céu lhe concedesse um prodígio capaz de cair sobre o povo, que queria trair a verdade do cristianismo. Imediatamente, foi atendido. Orestes, apenas com um sopro, fez as estátuas dos ídolos voarem como folhas mortas e as colunas do templo caírem, como se fossem de fios de palha. Foi condenado à morte.
Mas antes foi torturado com pregos e arrastado por um cavalo. No final, com o cadáver desfigurado, foi atirado num rio, que devolveu seu corpo refeito e coberto com uma magnífica túnica. Foi assim que as relíquias do mártir chegaram naquele antigo local, onde existiu o famoso mosteiro de santo Orestes, na Capadócia, atual Turquia.
Elisabete da Trindade Catez (Bem-Aventurada)
Elisabete Catez Rolland nasceu em Campo d’Avor, próximo de Bourges, França, no dia 18 de julho de 1880. Filha de Francisco José e Maria, foi batizada quatro dias depois. Ainda criança, distinguia-se pelo temperamento apaixonado, um tanto agressivo e colérico, mas também transparecia no seu olhar uma suave sensibilidade.
No início de 1887, a família transferiu-se para a cidade de Dijon, também na França. Porém, em outubro daquele ano, seu pai faleceu de repente. E essa perda provocou uma mudança muito grande no seu caráter. A partir daí, dedicou a vida para a oração e a serviço de Deus.
A sua primeira comunhão foi aos dez anos, ocasião que lhe deu a oportunidade de visitar o Carmelo da cidade com outras companheiras. Na saída, todas receberam um “santinho” com uma dedicatória da superiora. O seu dizia que o nome Elisabete significa “casa de Deus”.
Desde os oito anos estudava música no Conservatório de Dijon. Muito talentosa, em 1893 recebeu o primeiro prêmio de piano do conservatório. Como toda jovem, Elisabete freqüentava a sociedade local, onde se distraía nas festas da família e dos amigos. Mas sempre se manteve fiel aos sacramentos recebidos na Igreja.
Ao completar quatorze anos, resolveu entrar para o Carmelo. Sua mãe foi contra, dizendo que a escolha só seria definida na sua maioridade. Mesmo assim, Elisabete fez voto de virgindade e ofereceu a Deus seus dotes musicais para a salvação da França. Voltou sua vida para as orações, as leituras religiosas e a vida espiritual da paróquia, mantendo, sempre, sua obediência à mãe. Foi a partir dos dezenove anos que Elisabete começou a receber as primeiras graças místicas, que anotava nos diários de orações.
Quando completou a maioridade, em 1901, ingressou no Convento do Carmelo Descalço de Dijon, com aprovação de sua mãe. Quatro meses depois, vestiu o hábito e adotou o nome de irmã Elisabete da Trindade, entregando-se ao mistério da Santíssima Trindade. Em janeiro de 1903, emitiu os votos definitivos e nos próximos cinco anos entregou-se completamente a Deus na Santíssima Trindade. E o Senhor purificou ainda mais sua alma pelo sofrimento da doença de Addison, que a levou à morte no dia 9 de novembro de 1906.
Com sua vida e doutrina, breve, mas sólida, exerceu grande influência na espiritualidade atual, especialmente por sua experiência trinitária. Suas anotações reverteram em obras publicadas, das quais se destacaram “Elevações”, “Retiros”, “Notas Espirituais” e “Cartas”.
O papa João Paulo II beatificou-a em 1984 e designou o dia de sua morte para a celebração de sua memória.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 9 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Sam 15, 22
Porventura agradam tanto ao Senhor os holocaustos e sacrifícios como a obediência à sua voz? A obediência vale mais do que o sacrifício, a docilidade vale mais do que a gordura dos carneiros.
V. Honra-Me quem Me oferece um sacrifício de louvor
R. E a quem segue o caminho recto darei a salvação de Deus.
Oração
Senhor nosso Deus, Pai todo-poderoso, infundi em nós a luz do Espírito Santo, para que, livres de todos os inimigos, possamos alegrar-nos sempre no vosso louvor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 5, 26; 6, 2
Não procuremos a vanglória. Não haja provocações nem invejas entre nós. Suportai os fardos uns dos outros, e deste modo cumprireis a lei de Cristo.
V. Como é bom e agradável viverem os irmãos em harmonia!
R. O Senhor lhes envia a sua bênção.
Oração
Senhor, fogo ardente de eterna caridade, fazei que, inflamados no vosso amor, Vos amemos sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Vós. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Miq 6, 8
Já te foi indicado, ó homem, o que deves fazer, o que o Senhor exige de ti: praticar a justiça e amar a misericórdia e ser humilde diante o teu Deus.
V. Senhor, a minha alegria está em seguir as vossas ordens;
R. Não hei-de esquecer a vossa palavra.
Oração
Ouvi, Senhor, a nossa oração e dai-nos a abundância da vossa paz, a fim de que, por intercessão da Virgem Santa Maria, dedicando alegremente ao vosso serviço todos os dias da nossa vida, possamos um dia chegar sem temor à vossa presença. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Pedro 1, 19-20
Temos bem confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e a estrela da manhã nasça em vossos corações.
Antes de tudo, deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque nenhuma profecia foi proferida por vontade dos homens; mas foi em nome de Deus que os homens santos falaram, inspirados pelo Espírito Santo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


