“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 9 DE NOVEMBRO DE 2024
9 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE NOVEMBRO DE 2024
11 de novembro de 2024DOMINGO DA XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Profecia de Daniel 1, 1–21
Fidelidade dos jovens israelitas no palácio do rei de Babilónia
No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei de babilónia, veio cercar Jerusalém. O Senhor entregou-lhe nas mãos Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos vasos do templo de Deus. Ele levou-os para a terra de Sinear e depositou-os no tesouro do templo do seu deus.
Depois o rei mandou a Aspenaz, chefe do pessoal do palácio, que trouxesse de entre os lhos de Israel alguns jovens de sangue real ou de família nobre, sem defeito, de boa presença, dotados de todas as qualidades, instruídos, inteligentes e cheios de vigor, a fim de os colocar no palácio do rei e lhes ensinar as letras e a língua dos caldeus. O rei fixou-lhes uma provisão diária da sua mesa e do vinho que ele bebia, ordeando que fossem educados durante três anos e depois entrariam ao serviço do rei.
Entre eles havia alguns lhos de Judá: Daniel, Ananias, Misael e Azarias. O chefe dos eunucos pôs-lhes os seguintes nomes: a Daniel o de baltasar, a Ananias o de Sidrac, a Misael o de Misac e a Azarias o de Abdénago. Daniel fez o propósito rme de não se contaminar com o alimento do rei e o vinho que ele bebia; pediu ao chefe do palácio que não o obrigasse a manchar-se, e Deus fez que Daniel caísse nas boas graças do chefe do pessoal do palácio. Mas o chefe do pessoal disse a Daniel: «Tenho medo do rei, meu senhor, que vos determinou o alimento e a bebida. Se ele vir as vossas sionomias mais abatidas que as dos jovens da vossa idade, pondes a minha cabeça em perigo diante do rei».
Daniel disse ao guarda a quem o chefe do pessoal tinha confiado Daniel, Ananias, Misael e Azarias: «Peço-te que ponhas à prova os teus servos durante dez dias: dá-nos apenas legumes para comer e água para beber. Depois verás o nosso aspecto e o dos jovens que comem do alimento real e procederás com os teus servos conforme o que tiveres visto». O guarda consentiu no que eles lhe propuseram e pô-los à prova durante dez dias.
Ao fim dos dez dias notou-se que eles tinham melhor aspecto e estavam mais nutridos do que todos os jovens sustentados pelo alimento real. Então o guarda retirou-lhes o alimento que lhes era destinado e o vinho que deviam beber e continuou a dar-lhes legumes. Deus concedeu a esses quatro jovens a ciência e o conhecimento de toda a escritura e de toda a sabedoria, e a Daniel a inteligência de todas as visões e sonhos.
Ao fim do tempo fixado pelo rei para que os vários jovens lhe fossem apresentados, o chefe do pessoal levou-os à presença de Nabucodonosor. O rei conversou com eles, e não havia entre todos quem se comparasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias; e por isso eles caram ao serviço do rei. Sempre que o rei os consultava em questões de sabedoria e inteligência, veri cava que eles eram dez vezes superiores aos magos e adivinhos que havia em todo o seu reino. E assim viveu Daniel até ao primeiro ano do reinado de Ciro.
RESPONSÓRIO cf. Dan 1, 17a.20a
R. O Senhor concedeu-lhes ciência e sabedoria. * Deus confirmou neles a graça do seu espírito.
V. Sempre que o rei os consultava, verificava a sua grande sabedoria e inteligência. * Deus confirmou neles a graça do seu espírito.
SEGUNDA LEITURA
Início da Homilia de um autor do século II
(Cap. 1, 1 – 2, 7: Funk, 1, 145-149)
Cristo quis salvar o que estava perdido
Irmãos: Devemos acreditar em Jesus Cristo, verdadeiro Deus, juiz dos vivos e dos mortos, e tornar-nos conscientes da importância da nossa salvação. Com efeito, se damos pouca importância a estas realidades, também é pouco o que esperamos receber. Os que ouvem falar destas realidades sem lhes dar atenção, pecam; e todos nós pecamos se recusamos conhecer quem nos chama, a causa e a finalidade do seu chamamento, os sofrimentos que Jesus Cristo padeceu por nós.
Que retribuiremos nós ao Senhor, que fruto podemos oferecer-Lhe que seja digno do que Ele nos deu? Quantos benefícios Lhe devemos! Deu-nos a existência, chamou-nos lhos como nosso verdadeiro Pai, salvou-nos quando estávamos perdidos. Que louvor ou retribuição Lhe poderemos dar para compensar tudo quanto recebemos? O nosso espírito estava tão enfraquecido que adorávamos pedras e madeiras, ouro, prata e bronze trabalhados pela mão dos homens; toda a nossa vida não era senão morte. Estávamos envoltos nas trevas e cheios de escuridão no nosso olhar; e por sua graça recuperámos a vista, fazendo desaparecer a névoa que nos rodeava.
Vendo-nos extraviados no caminho da morte e sabendo que fora d’Ele não tínhamos esperança de salvação, compadeceu-Se de nós e salvou-nos pela sua misericórdia. Chamou-nos à vida quando não existíamos, quis que passássemos do nada à existência.
Exulta, ó estéril, que não tiveste filhos; entoa cânticos de alegria, tu que não deste à luz, porque serão mais numerosos os lhos da desamparada que os daquela que tem marido. Ao dizer: Exulta, ó estéril, que não tiveste filhos, refere-se a nós, porque era estéril a nossa Igreja, antes de receber os seus lhos. Ao dizer: Entoa cânticos de alegria, tu que não deste à luz, exorta-nos a elevar con adamente as nossas preces a Deus sem desfalecimento. E ao dizer: Porque serão mais numerosos os lhos da desamparada que os daquela que tem marido, quer signi car que o nosso povo parecia abandonado e privado de Deus, mas agora, mediante a fé, tornámo-nos mais numerosos do que aqueles que eram considerados os adoradores de Deus.
Também se diz noutro lugar da Escritura: Não vim chamar os justos mas os pecadores. Assim fala o Senhor para nos fazer compreender a sua vontade de salvar os que andam perdidos. O que é verdadeiramente grande e admirável não é sustentar o que está firme, mas o que ameaça ruína. Foi o que fez Jesus Cristo: quis salvar o que andava perdido e de facto salvou a muitos, quando nos veio chamar a nós que estávamos em risco de nos perdermos.
RESPONSÓRIO 1 Tes 5, 9-10; Col 1.13
R. Deus não nos destinou para sofrermos a sua ira, mas para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós. * A fim de vivermos unidos a Ele.
V. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado. * A fim de vivermos unidos a Ele.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4546-liturgia-de-10-de-novembro-de-2024>]
DOMINGO DA XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio – IV semana do saltério)
Antífona
– Chegue à vossa presença, Senhor, a minha oração; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).
Coleta
– Deus de poder e misericórdia, dignai-vos afastar de nós toda adversidade, para que, sem impedimentos do corpo e do espírito, nos dediquemos com plena disposição ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 1 Rs 17,10-16
Salmo Responsorial: Sl 146,7. 8.9.10 (R: 1)
– Bendizei, minha alma, bendizei ao Senhor!
R: Bendizei, minha alma, bendizei ao Senhor!
– O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos.
R: Bendizei, minha alma, bendizei ao Senhor!
– O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro, quem ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus.
R: Bendizei, minha alma, bendizei ao Senhor!
– O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!
R: Bendizei, minha alma, bendizei ao Senhor!
2ª Leitura: Hb 9,24-28
– Leitura da carta aos Hebreus: 24Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, imagem do verdadeiro, mas no próprio céu, a fim de comparecer, agora, na presença de Deus, em nosso favor. 25E não foi para se oferecer a si muitas vezes, como o sumo sacerdote que, cada ano, entra no Santuário com sangue alheio. 26Porque, se assim fosse, deveria ter sofrido muitas vezes, desde a fundação do mundo. Mas foi agora, na plenitude dos tempos, que, uma vez por todas, ele se manifestou para destruir o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27O destino de todo homem é morrer uma só vez e, depois, vem o julgamento. 28Do mesmo modo, também Cristo, oferecido uma vez por todas, para tirar os pecados da multidão, aparecerá uma segunda vez, fora do pecado, para salvar aqueles que o esperam.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Felizes os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus (Mt 5,3)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 12,38-44
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/xxxii-domingo-do-tempo-comum/>]
LEITURA I 1 Reis 17, 10-16
Naqueles dias, o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão». Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte». Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’». A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho. Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.
Os pagãos, como a mulher viúva de Sarepta, podem ouvir a palavra de Deus e chegar à fé, tornando-se verdadeiros instrumentos da sua vontade. Elias, é alimentado por uma pagã que acolheu a palavra de Deus e a viu realizar-se na sua vida.
Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1 ou Aleluia)
O salmo 145 recorda o poder de Deus que se manifesta na atenção e cuidado para connosco. É ele quem nos salva, nos alimenta, nos ilumina o caminho da vida, nos liberta dos inimigos, nos levanta, protege e ampara. Sem ele, a nossa vida não passa de um sopro e corre o risco de se perder no pecado.
LEITURA II Heb 9, 24-28
Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.
Jesus ofereceu-se a si mesmo ao Pai em sacrifício pelos pecados dos homens. O seu sacrifício é único e irrepetível e concretizou a vitória sobre o pecado de uma vez para sempre. Os sacrifícios de animais realizados pelos judeus, não têm comparação com o sacrifício de Cristo.
EVANGELHO – Forma longa Mc 12, 38-44
Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Devoram as casas das viúvas, com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa». Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».
Os escribas são colocados em confronto com a pobre viúva. Eles aproveitam-se da situação frágil e desprotegidas das viúvas para lhes roubarem os bens. Ao contrário deles, a pobre viúva deitou no tesouro do templo tudo o que tinha pondo em risco a própria subsistência.
Reflexão da Palavra
Estamos no século IX a.C., no reino do norte, no reinado de Acab, que estava casado com Jezabel filha do rei de Sídon e adoradora de Baal. Acab construiu um templo a Baal no monte da Samaria e prestou culto, pecando contra o Senhor que tinha dito “Não terás outros deuses diante de mim” (Dt 20, 2).
Elias aparece subitamente no primeiro livro dos reis, saído do nada, e anuncia a Acab que o Senhor vai mandar uma seca que atingirá todo o país, “não cairá orvalho nem chuva nestes anos senão à minha ordem” (1Rs 17,1). Esta era uma afirmação que manifestava a total desaprovação do culto a Baal, apresentado por Jezabel como o verdadeiro deus da fertilidade, da chuva e do vento. Elias, em nome do Senhor, afirma-se mais forte que Baal, impedindo que a chuva caia sobre a terra. Começa aqui a luta entre o profeta e Jezabel.
Quando secou a “torrente de Querib”, lugar onde Elias se refugiou, o Senhor mandou que ele partisse para Sarepta, na região de Sídon, “levanta-te, vai para Sarepta de Sídon e fica lá, pois ordenei a uma mulher viúva de lá que te alimente” (1Rs 17, 9). É assim que o profeta aparece em território fora da jurisdição de Acab e se encontra com a viúva, como lemos na primeira leitura.
Neste tempo a palavra do Senhor manifestava a sua autoridade cumprindo-se, por isso, “ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha”. É a esta mulher, pobre, que apenas tem “um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia” que Elias pede pão. Para a pobre mulher aquela farinha era apenas o suficiente para cozer o pão da morte “comeremos e esperaremos a morte”. Mas o profeta tem consigo a palavra do Senhor e, confiante nessa palavra diz, à mulher “não temas”, porque o Senhor falou e disse “não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra”. E assim sucedeu porque a palavra do Senhor se cumpriu como dissera o profeta e porque o profeta confiou e a mulher viúva arriscou toda a sua vida.
O hino de louvor a Deus criador dos “céus, da terra, do mar e de tudo o que neles existe” (v. 6) que é o salmo 145, está construído em três partes. No início tem uma introdução como convite a louvar o Senhor “louva minha alma o Senhor! Hei-de louvar o Senhor enquanto viver”. Uma segunda parte recorda que o ser humano é frágil, que não tem poder para salvar, nem consegue terminar os seus projetos porque facilmente deixa de respirar e volta ao pó. Pelo contrário, Deus, do qual se ocupa a terceira parte, tem poder de salvar, ele “é fiel à sua palavra”, salva, dá pão e liberdade, ilumina, levanta, ama, protege, ampara”. Deus não permite que os pecadores prosperem, pois ele é o rei.
O salmo 145, o primeiro do grupo do hallel, revela o que Deus tem sido para Israel ao longo da sua história. A história de Israel é a história de um povo a quem o Senhor tem acompanhado no caminho, salvando, dando liberdade, fazendo descer o pão do céu, iluminando o caminho da pátria, amando, protegendo dos inimigos, amparando nos momentos de desalento e orientando para que não sigam pelo caminho dos pecadores.
A carta aos Hebreus coloca frente a frente as tradições judaicas e a tradição cristã. Muitos dos cristãos daquela época eram judeus convertidos. As grandes celebrações festivas do judaísmo, bem como os sacrifícios que se faziam no templo de Jerusalém, vinham à memória destes cristãos e faziam-nos sentir nostalgia do tempo em que também eles participavam nessas celebrações. O autor da Carta aos Hebreus estabelece uma comparação entre os sacrifícios antigos e o sacrifício de Cristo.
A conclusão do autor afirma que o sacrifício de Cristo se realizou de uma vez para sempre e não se repete mais. Ele entrou no verdadeiro santuário que é o céu, oferecendo-se a si mesmo diante de Deus. O seu sacrifício foi em nosso favor destruindo assim o pecado de uma vez para sempre. Não são assim os sacrifícios judaicos. Neles o sacerdote entre no templo feito pelas mãos dos homens, oferece um sacrifício com sangue alheio, de animais, e precisa de o repetir anualmente. Estes sacrifícios estão ultrapassados, porque não salvam. A salvação acontece pelo sacrifício de Cristo de uma vez para sempre. Não há, pois, comparação possível entre o santuário de Deus e o templo de Jerusalém, entre o sacrifício de Cristo e os sacrifícios de animais, entre a salvação que Cristo nos oferece e aquela que se espera dos sacrifícios antigos.
Perante a consideração que gozavam os escribas na sociedade, Jesus avisa os seus discípulos para não se deixarem iludir porque nem sempre a consideração que lhes é reconhecida corresponde às boas obras que realizam. O escriba, segundo o livro Bem Sira é aquele que “se aplica a meditar na Lei do Altíssimo” (Sir 39,1). No entanto, há escribas e doutores da Lei, que se aproveitam do seu estatuto social para enganar, e, Jesus, concretiza “gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes” e“devoram as casas das viúvas”. Sendo assim, não merecem consideração nem desculpa pelo que fazem.
No seguimento do evangelho, Marcos apresenta uma viúva que, pela sua condição não tem importância social, mas tem uma atitude oposta à dos escribas que são tidos por pessoas respeitáveis. Jesus aproveita a situação para ensinar os discípulos.
A cena passa-se junto da arca do tesouro, onde os peregrinos que chegavam a Jerusalém iam depositar as suas ofertas. Jesus está sentado a observar e tira conclusões que partilha com os seus. Todos os peregrinos deitavam ofertas, os ricos deitavam grandes quantias, mas a viúva, classificada de “pobre viúva”, como o eram todas, deitou apenas duas moedas.
A Lei judaica contempla a necessidade de dar atenção às viúvas e aos órfãos, por causa da sua condição de desprotegidos. Os escribas, como Jesus identificou na primeira parte do texto, não faziam caso desta parte da Lei e exploravam as viúvas, enganando-as.
As palavras de Jesus sobre o gesto da viúva colocam-na na mesma dimensão da viúva que acolheu o profeta Elias. Ela só deu duas moedas, mas deu tudo o que tinha para viver. Com aquele gesto, a pobre viúva, arriscou toda a sua vida. Já os demais, deram do que lhes sobrava, não pondo em risco a sua vida. Por isso, diz Jesus, ela “deitou na caixa mais do que todos os outros”.
Meditação da Palavra
A palavra do Senhor cumpre-se através do coração generoso daqueles que o escutam. Neste domingo são apresentados para reflexão, os exemplos de duas viúvas. A mulher pagã, viúva e com um filho órfão para cuidar, escuta a voz do Deus de Israel que lhe pede para acolher o profeta Elias, exilado voluntariamente em Sarepta de Sídon, dando-lhe de comer. De facto, o Senhor diz a Elias “vai para Sarepta de Sídon e fica lá, pois ordenei a uma mulher viúva de lá que te alimente” (1Rs 17, 9). No evangelho, Jesus elogia a atitude desprendida de uma pobre viúva que, apesar da sua pobreza, deixa na arca do tesouro do templo tudo o que tem, duas pequenas moedas.
Enquanto Acab, rei de Israel, se desvia do mandamento de Deus e incorre no maior pecado, o da idolatria, trocando Iahvé, o Deus verdadeiro, pelo culto a Baal, trazido para o reino do norte pela sua esposa, Jezabel, a viúva, também ela de origem pagã, abre o coração à voz de Deus e dá guarida ao profeta.
Disponível para realizar na sua vida a vontade do Deus de Israel, a pobre viúva que tem “somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia”, confia na palavra do profeta que diz “não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’ e acolhe o profeta por ele ser profeta.
Com esta descrição fica uma lição para os Israelitas do reino do norte que deixaram corromper o coração, acreditando na Jezabel e passando-se para o culto de Baal, abandonando o Senhor, único Deus verdadeiro, enquanto os pagãos, como aquela mulher, acreditam na palavra do Deus vivo.
Do mesmo modo a viúva do evangelho, na sua pobreza, não esmorece a sua confiança no Senhor e, subindo ao templo, sente que deve, como todos, deixar alguma oferta na arca do tesouro. É viúva e pobre, mas também é membro do seu povo, o templo diz-lhe respeito, sente-se responsável e quer participar com tudo o que tem para manter viva a confiança do povo em Deus, o único Senhor, que libertou o seu povo do Egito.
Enquanto alguns escribas, de acordo com a crítica de Jesus, se exaltam a si mesmo considerando-se acima dos outros confiados na sua sabedoria, gostam de “exibir longas vestes”, e de “receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes”, a pobre viúva, no segredo da sua pobreza, encontra segurança no Senhor. Enquanto os “ricos deitavam quantias avultadas” mantendo a sua vida segura no muito que ainda lhes sobrava a viúva “deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante” que era tudo quanto possuía.
A confiança da mulher desperta o olhar de Jesus, de tal modo que ele não exita em afirmar “esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros” e explica porquê. Porque apesar de as moedas serem de pouco valor “ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”, enquanto que os outros “deitaram do que lhes sobrava”.
A atitude destas pobres viúvas encontra em Cristo o paradigma da verdadeira entrega, da verdadeira solidariedade. Cristo, não veio para se exibir com longas vestes como os escribas, nem para ocupar o primeiro lugar nos eventos públicos ele, o verdadeiro escutador do Pai, veio “para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10,45). De facto, Cristo não ofereceu o que lhe sobrava, mas realizou o “sacrifício de Si mesmo”, “em nosso favor”, “para destruir o pecado”, ofereceu-se a si mesmo “uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão”, em obediência ao Pai, como a viúva de Sarepta. O seu sacrifício não é como o dos sacerdotes da antiga aliança. Eles oferecem o sangue de cordeiros e não o seu próprio sangue, Jesus oferece-se a si mesmo, por isso o seu sacrifício não precisa de repetir-se porque vale definitivamente como expiação pelos pecados de todos. A oferta que Jesus faz de si mesmo, vale mais do que todas as ofertas de touros e cabritos, do mesmo modo que a oferta da viúva vale mais de todas as demais ofertas.
Com esta palavra, o Senhor, quer ensinar-nos hoje, como fez com os discípulos, que, cumprir o mandamento do amor a Deus e ao próximo, não é uma teoria académica, mas uma atitude de vida que passa por fazer a vontade de Deus e colocar nele toda a confiança, sabendo que a palavra de Deus se cumpre naqueles que a põem em prática.
Rezar a Palavra
Confrontado com a tua palavra, Senhor, sinto-me como Acab, tantas vezes seduzido pelos ídolos e renunciando ao teu amor, e como os escribas, mais preocupado pela aparência do que pela verdade. Também sei que às vezes consigo ser como as viúvas, capaz de dar tudo e de confiar plenamente na tua providência. Não é sempre certo o meu caminho, mas sei que só em ti encontro a libertação do pecado que me seduz e impede de viver plenamente como teu discípulo.
Compromisso semanal
Abro as mãos e entrego tudo o que tenho e tudo o que sou nas mãos de Deus, confiado no seu amor.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-10-de-novembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 10 de Novembro
Postado em: por: marsalima
São Leão I – o Magno
Eleito com o nome de Leão I, foi um dos maiores pontífices da história do cristianismo, embora pouco se saiba sobre sua vida antes de ocupar a Cátedra de Pedro. É venerado por sua profunda sabedoria, suas extraordinárias virtudes e sua brilhante direção, como relatam os historiadores e teólogos.
Leão nasceu por volta do ano 400, na região da Toscana, onde está situada a cidade de Roma. Tornou-se sacerdote muito jovem e fez carreira consolidada num trabalho brilhante. Em 430, já era arcediácono e depois foi conselheiro dos papas Celestino I e Xisto III. Era tão respeitado e conceituado que, após a morte deste último papa, foi eleito para substituí-lo Com o título de Leão I, assumiu o governo da Igreja em agosto do ano 440.
Eram tempos difíceis. Por um lado, o Império Romano esfacelava-se e já não conseguia conter as hordas de bárbaros que invadiam e saqueavam seus domínios. Por outro lado, a Igreja enfrentava divisões e dissidências doutrinárias em seu interior. Um panorama tão sombrio que só não levou o Ocidente ao caos por causa da atuação de Leão I nos dois terrenos: o espiritual e o material.
Na esfera espiritual, ele permaneceu firme, defendendo as verdades do catolicismo diante das grandes heresias que sacudiram o século V, e atuou participando de discussões, encontros e concílios. Foi nessa época que escreveu um dos documentos mais importantes para a fé: a “Carta dogmática a Flaviano”, o patriarca de Constantinopla, defendendo as posições ortodoxas do cristianismo. “Pedro falou pela boca de Leão”, diziam os sacerdotes da Igreja que acabavam concordando com os argumentos. Estão guardados mais de cem dos seus sermões, além de cento e quarenta e três cartas contendo ensinamentos sobre a fé cristã, seguidos e respeitados ainda hoje.
Já no plano material, era o único que poderia conseguir, graças ao seu prestígio e à sua eloqüência, que o terrível rei Átila, comandante dos bárbaros hunos, não destruísse Roma e a Itália. A missão poderia ser fatal, pois Átila já invadira, conquistara e destruíra a ferro e fogo o norte do país. Mesmo assim Leão I foi ao seu encontro e saiu vitorioso da situação. Mais tarde, foi a vez de conter os vândalos, que, liderados pelo chefe bárbaro Genserico, entraram em Roma. Só não atearam fogo à Cidade Eterna e não dizimaram sua população graças à atuação do grande pontífice.
Não existem relatos sobre os seus últimos dias de vida. O livro dos papas diz que Leão I governou vinte e um anos, um mês e treze dias. Faleceu no dia 10 de novembro de 461 e foi sepultado na Basílica de São Pedro, em Roma. O papa Bento XIV proclamou-o doutor da Igreja em 1754. Leão I foi o primeiro papa a receber o título de “o Magno”.
Santo André Avelino
Lanceloti Avelino nasceu no ano 1520, em Castelnuovo, uma província que pertencia ao então reino de Nápoles. Os pais, João e Margarida, muito religiosos, criaram o filho dentro dos ensinamentos de Cristo. Na época oportuna, enviaram o pequeno Lanceloti para estudar com o tio, pároco da vizinha Senise. Lá ele começou sua vida religiosa exercitando-se no apostolado catequético dos jovens da cidade. Em 1545, já era um sacerdote.
Dois anos depois, seguiu para a cidade de Nápoles, onde, na universidade, diplomou-se em direito canônico. No exercício da profissão, assistindo a defesa de um sacerdote, decepcionou-se com as artimanhas legais permitidas e, amargurado com a situação, abandonou o processo e a carreira, em 1551.
Prosseguiu o seu apostolado como auxiliar do vigário geral de Nápoles, sendo um exemplo pela humildade, disciplina e dedicação total à caridade, atendendo com amor os pobres e doentes. Só deixou de rezar seis horas por dia quando recebeu a incumbência de vigiar os conventos teatinos, que estavam submetidos à arquidiocese a que pertencia. Além disso, tornou-se evangelizador e confessor de Nápoles e de cidades vizinhas. Mas devido à sua atuação no combate aos abusos dos conventos, sofreu dois atentados, em 1555, dos quais só escapou vivo por milagre.
No ano seguinte, Lanceloti entrou para a Ordem dos Teatinos e, em 1558, vestiu o hábito, tomando o nome de André Avelino. Durante toda a vida, dedicou-se aos pobres, encarcerados e agonizantes, sendo também diretor espiritual. Mas ainda se achava pecador e pedia mais sofrimento a Deus em suas orações.
Morreu no dia 10 de novembro em 1608, acometido por um ataque quando se aproximava do altar para a celebração da missa. Foi canonizado pelo papa Clemente VI. Santo André Avelino é invocado pelos devotos como protetor celestial contra a morte repentina.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 10 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 6, 19-20
Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não vos pertenceis a vós mesmos: fostes resgatados por grande preço. Glorificai a Deus no vosso corpo.
V. A minha alma suspira pelos átrios do Senhor,
R. O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 10, 12
Agora, Israel, que te pede o Senhor teu Deus? Que respeites o Senhor teu Deus, que sigas todos os seus caminhos, que O ames e sirvas com todo o teu coração e com toda a tua alma.
V. Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
R. O que vive sem mancha e diz a verdade que tem no coração.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Cant 8, 6b-7
O amor é forte como a morte, e a paixão é violenta como o abismo. É uma chama ardente, um fogo divino. As águas torrenciais não conseguem apagar o amor, nem os rios o podem submergir.
V. Eu Vos amo, Senhor, minha fortaleza,
R. Meu protector, minha defesa e meu salvador.
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 12, 22-24
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia dos primogénitos cujos nomes estão inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, Mediador da Nova Aliança, e do Sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
V. Infinita é a sua sabedoria.
R. Admirável é o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


