“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE NOVEMBRO DE 2024
13 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE NOVEMBRO DE 2024
15 de novembro de 2024QUINTA-FEIRA DA XXXII SEMANA COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Daniel 9, 1-4a.18-27
Oração e visão de Daniel
No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da raça dos medos, que veio a ser eleito soberano do reino dos caldeus, no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, descobri nos Livros Sagrados o número de anos que, segundo a palavra do Senhor ao profeta Jeremias, se deveriam completar sobre as ruínas de Jerusalém: setenta anos. Voltei o rosto para o Senhor Deus, a fim de O invocar, em orações e súplicas, com jejum, cilício e cinzas. Orei ao Senhor meu Deus e fiz esta confissão: «Inclinai, meu Deus, o vosso ouvido e escutai. Abri os vossos olhos e vede as nossas ruínas e a cidade sobre a qual se invoca o vosso nome. Não Vos apresentamos as nossas súplicas confiados na nossa justiça, mas na vossa grande misericórdia. Ouvi, Senhor. Perdoai, Senhor. Atendei, Senhor, e actuai. Não tardeis, meu Deus, por amor de Vós mesmo e porque sobre este povo é invocado o vosso nome». Ainda eu estava a falar, orando e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo de Israel, e já a minha súplica chegava à presença do Senhor meu Deus a favor da santa montanha do meu Deus. Ainda eu pronunciava a minha oração, quando Gabriel, o personagem que eu contemplara anteriormente na visão, se aproximou de mim voando velozmente, à hora da oblação da tarde. Veio para me informar e disse: «Daniel, vim aqui para te esclarecer. Quando iniciaste a tua oração, foi pronunciada uma palavra e eu venho explicá‑la, porque tu és um homem de predilecção. Presta atenção a este oráculo e compreende bem a visão. Foram fixadas setenta semanas sobre o teu povo e a cidade santa, para fazer cessar a abominação e pôr termo ao pecado, para se expiar a falta e estabelecer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e ungir o Santo dos Santos. Portanto, fica a saber e a compreender isto: Desde que surgiu o oráculo para a reconstrução de Jerusalém até ao príncipe ungido, haverá sete semanas; durante sessenta e duas semanas, praças e fossos serão reconstruídos, mas em tempos de angústia. E depois das sessenta e duas semanas, um ungido inocente será exterminado. A cidade e o santuário serão destruídos por um chefe invasor. Acabarão num cataclismo, e até ao fim estão decretadas a guerra e as devastações. Ele concluirá uma aliança com muitos, durante uma semana; e no meio da semana fará cessar o sacrifício e a oblação. No templo estará a abominação da desolação, até que a ruína decretada recaia sobre o devastador».
RESPONSÓRIO Bar 2, 16a; Dan 9, 18a; Salmo 79 (80), 20
R. Olhai, Senhor, da vossa morada santa e lembrai‑Vos de nós; inclinai, meu Deus, o vosso ouvido e escutai. * Abri os vossos olhos e vede a nossa tribulação.
V. Senhor Deus dos Exércitos, fazei‑nos voltar; iluminai o vosso rosto e seremos salvos. * Abri os vossos olhos e vede a nossa tribulação.
SEGUNDA LEITURA
Da Homilia de um autor do século II
(Cap. 13, 2 – 14, 5: Funk 1, 159-161)
A Igreja viva é o corpo de Cristo
Diz o Senhor: O meu nome é ultrajado no meio dos povos. E ainda: Ai daquele por cuja causa o meu nome é ultrajado. Por que motivo é ultrajado o nome do Senhor? Porque não pomos em prática o que dizemos. Quando ouvem da nossa boca a palavra de Deus, os pagãos ficam admirados com a sua excelência admirável. Mas quando tomam conhecimento de que as nossas obras não correspondem às nossas palavras, começam a blasfemar, dizendo que tudo é fábula e mentira. Quando nos ouvem dizer que Deus afirma: Não tendes especial merecimento se amais os que vos amam; tereis merecimento se amardes os vossos inimigos e aqueles que vos odeiam, ficam admirados ante a sublimidade destas palavras. Mas se verificam que nós não só não amamos os que nos odeiam mas nem sequer os que nos amam, riem‑se de nós e blasfemam o nome do Senhor. Por isso, irmãos, se cumprimos a vontade de Deus nosso Pai, pertencemos à Igreja espiritual, que foi formada antes do sol e da lua. Se não cumprimos a vontade do Senhor, aplicar‑se‑á a nós a palavra da Escritura que diz: A minha casa tornou‑se um antro de salteadores. Procuremos, portanto, pertencer à Igreja da vida, a fim de alcançarmos a salvação. Não ignorais certamente que a Igreja viva é o corpo de Cristo. Diz a Escritura: Deus criou o homem varão e mulher. O varão é Cristo; a mulher é a Igreja. De resto, a Bíblia e os Apóstolos dizem que a Igreja não teve a sua origem neste tempo, mas existe desde sempre; de facto a Igreja era espiritual, como o nosso Jesus, mas manifestou‑se nos últimos tempos para nos levar à salvação. Esta Igreja, que é espiritual, apareceu na carne de Cristo, para nos mostrar que, se lhe formos fiéis na carne e não a abandonarmos, recebê‑la‑emos no Espírito Santo. Na verdade, esta carne é imagem do espírito; e quem perder a imagem ou tipo, não receberá o arquétipo. Quer dizer: Respeitai a carne para serdes participantes do espírito. Mas se dissermos que a carne é a Igreja e o espírito é Cristo, segue‑se daí que quem desonra a carne desonra a Igreja. E esse não será participante do espírito que é Cristo. Com a ajuda do Espírito Santo, esta carne pode receber uma incorruptibilidade e uma vida tão sublime, que ninguém pode explicar e descrever o que o Senhor preparou para os seus eleitos.
RESPONSÓRIO Jer 7, 3; Tg 4, 8
R. Assim fala o Senhor do Universo, o Deus de Israel: Emendai os vossos caminhos e as vossas acções. * E Eu habitarei convosco neste lugar..
V. Aproximai‑vos de Deus, e Ele Se aproximará de vós; purificai as vossas mãos, pecadores, santificai os vossos corações. * E Eu habitarei convosco neste lugar.
Oração
Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Rom 8, 18-21
Os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há-de manifestar em nós. Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. Elas estão sujeitas à vã situação do mundo, não por sua vontade, mas por vontade d’Aquele que as submeteu, com a esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Desde a aurora Vos procuro, Senhor.
R. Desde a aurora Vos procuro, Senhor.
V. Porque sois o meu refúgio.
R. Desde a aurora Vos procuro, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde a aurora Vos procuro, Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4551-liturgia-de-14-de-novembro-de-2024>]
QUINTA FEIRADA XXXII SEMANA COMUM
(verde– ofício do dia)
Antífona
– Chegue à vossa presença, Senhor, a minha oração; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).
Coleta
– Deus de poder e misericórdia, dignai-vos afastar de nós toda adversidade, para que, sem impedimentos do corpo e do espírito, nos dediquemos com plena disposição ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Fl 7-20
Salmo Responsorial: Sl 146,7.8-9a.9bc-10 (R: 5a)
– Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
– O Senhor faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos.
R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
– O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído, o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro.
R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
– Quem ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!
R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu sou a videira e vós sois os ramos, um fruto abundante vós haveis de dar (Jo 15,5).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 17,20-25
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-xxxii-do-tempo-comum-9/>]
Leitura I Filémon 7-20
Caríssimo: Tive grande alegria e consolação por causa da tua caridade, pois graças a ti, os cristãos sentem-se reconfortados. Por isso, embora tenha a liberdade em Cristo para te ordenar o que deves fazer, prefiro, em nome da caridade, fazer-te um pedido. Eu, Paulo, já ancião, e agora prisioneiro por amor de Cristo Jesus, rogo-te por este meu filho, Onésimo, que eu gerei na prisão. Em tempos, ele era inútil para ti, mas agora é útil para ti e para mim. Mando-o de volta para ti, como se fosse o meu próprio coração. Quisera conservá-lo junto de mim, para que me servisse, em teu lugar, enquanto estou preso por causa do Evangelho. Mas, sem o teu consentimento, nada quis fazer, para que a tua boa ação não parecesse forçada, mas feita de livre vontade. Talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo, a fim de o recuperares para sempre, não já como escravo, mas muito melhor do que escravo: como irmão muito querido. É isto que ele é para mim e muito mais para ti, não só pela natureza, mas também aos olhos do Senhor. Portanto, se me consideras teu amigo, recebe-o como a mim próprio. Se ele te deu algum prejuízo ou te deve alguma coisa, põe-no na minha conta. Eu, Paulo, escrevo com a minha mão: eu pagarei; para não dizer que tu mesmo estás em dívida para comigo. Sim, irmão, dá-me esta alegria no Senhor; dá sossego ao meu coração por amor de Cristo.
Compreender a Palavra
A pequena carta de Paulo a Filémon é reveladora de uma grande mensagem. No tempo em que o cristianismo crescia e se implantava pela ação dos apóstolos entre os quais estava Paulo, a escravatura era tida como normal. Muitas pessoas, sobretudo os mais ricos, tinham escravos. Acontece que muitos senhores se convertiam ao cristianismo e também muitos escravos aderiam à fé. Apesar disso o estatuto social de cada um não mudava, como podemos ver aqui entre Filémon e Onésimo. Ser escravo não era uma vida fácil e Onésimo fugiu da casa de Filémon. Por sorte, foi encontrar-se com Paulo que o converteu à fé e, agora, o envia a Filémon para que ele, tão experimentado na caridade, o receba como irmão. Paulo insiste que o gerou na prisão e agora é como um filho para ele, que o devolve para que a caridade de Filémon não seja ocultada pela obrigação e está disposto a pagar qualquer prejuízo que Onésimo tenha causado.
Meditar a Palavra
Hoje, ainda há escravatura no mundo, mas entre nós não é uma situação pública, porque a lei não o permite. No entanto, vamos ouvindo algumas notícias de situações em que pessoas são exploradas uma vida inteira. São sobretudo mulheres, crianças e deficientes. Estamos todos obrigados a denunciar este critério assumido por alguns que se julgam donos de outros, senhores e dominadores, possuidores dos outros como se fossem bens, mercadoria, dos quais lavraram escritura. As pessoas pertencem a Deus e não são propriedade de ninguém e nós, os cristãos, estamos obrigados a vencer em nós estes sentimentos de posse, os sentimentos de superioridade e domínio, bem como a promover os que se sentem inferiores e, por causa das limitações económicas, humanas, pessoais ou sociais, não são capazes de por si mesmos alcançar a liberdade a que têm direito. Está ao alcance da nossa caridade a possibilidade de cultivar o sentimento que nos leva a olhar o outro como um irmão, para lá da sua situação de vida.
Rezar a palavra
Liberta o meu coração, Senhor, para não pisar nem oprimir ou dominar os outros como se fossem escravos às minhas ordens, mas como irmãos muito amados saídos do lado aberto de Cristo. Desde o batismo já não há judeu nem grego, escravo ou homem livre, homem ou mulher, todos somos iguais diante de ti, e devemos sê-lo também diante uns dos outros. Faz de nós, irmãos que se amam e se reconhecem no teu amor de Pai.
Compromisso
Libertar os oprimidos é obra da caridade à imagem de Cristo que nos libertou e fez de nós filhos de Deus.
Evangelho: Lc 17, 20-25
Naquele tempo, os fariseus perguntaram a Jesus quando viria o reino de Deus e Ele respondeu-lhes, dizendo: «O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá: ‘Está aqui ou ali’; porque o reino de Deus está no meio de vós». Depois disse aos seus discípulos: «Dias virão em que desejareis ver um dia do Filho do homem e não o vereis. Hão de dizer-vos: ‘Está ali’, ou ‘Está aqui’. Não queirais ir nem os sigais. Pois assim como o relâmpago, que faísca dum lado do horizonte e brilha até ao lado oposto, assim será o Filho do homem no seu dia. Mas primeiro tem de sofrer muito e ser rejeitado por esta geração».
Compreender a Palavra
O texto está construído sobre a pergunta que os fariseus fizeram a Jesus. A resposta não é de acordo com o que os fariseus esperam. “O Reinos de Deus não virá de maneira visível”. É necessário ter olhos para ver o que não se vê mas que “está no meio de vós”. Jesus depois dirige-se aos discípulos alertando-os para o tempo que vai chegar em que se instalará a confusão de gente a querer ver o Reino aqui e ali. Os discípulos devem estar atentos para reconhecer os verdadeiros sinais do Reino. No final Jesus apresenta o grande sinal do Reino de Deus “o Filho do homem… tem de sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.
Meditar a Palavra
A expectativa da chegada do Reino, presente no texto de hoje, convida-me a estar atento aos sinais do Reino de Deus que está já no meio de nós e que tem que atingir a minha vida em particular. Estar atento aos sinais que manifestam o reino é fundamental para não me perder em reinos que não são de Deus, mas são o meu pequeno reino, o reino dos homens, o reino da riqueza e do poder, da alienação e da ilusão. Olhar para Jesus no seu mistério pascal e perceber os sinais da sua paixão na realidade de cada dia, pode ser o meio eficaz para não me deixar seduzir por falsos alarmes que não são resposta para a minha expectativa.
Rezar a Palavra
Senhor, dá-me a consciência de discípulo para que centre o meu olhar em ti, no mistério da cruz, e não me perca no meio de tanta propaganda que me promete o que o meu coração deseja. Só tu, Senhor, podes saciar a minha sede e apaziguar os anseios do meu coração. Vem, Senhor, com a tua palavra e instala em mim os alicerces do Reino de Deus que tornaste presente com a tua encarnação.
Compromisso
Vou aprender a distinguir os sinais do Reino de Deus que Jesus instaurou no meio de nós.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-14-de-novembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 14 de Novembro
Postado em: por: marsalima
São Serapião
Procedente de família cristã da nobreza inglesa, Serapião nasceu em Londres no ano 1179. Seu pai era Rotlando Scoth, capitão da esquadra do rei Henrique III. Muito jovem, já estava atuando ao lado do pai na cruzada comandada pelo lendário Ricardo Coração de Leão. Porém, no retorno, o navio naufragou próximo de Veneza e a viagem continuou por terra. Nesse percurso, acabaram prisioneiros do duque da Áustria, Leopoldo, “o Glorioso”, que libertou o rei e seu pai. Mas Serapião e os demais tiveram de ficar.
Logo o duque percebeu que o jovem militar, além de bom militar, era bom cristão, muito bondoso e caridoso. Por isso o manteve na Corte. Mais tarde, quando recebeu a notícia da morte dos pais, Serapião decidiu ficar na Áustria. Com os soldados do duque, seguiu para a Espanha, para auxiliar o exército cristão do rei Afonso III, que lutava contra os invasores muçulmanos. Quando chegaram, eles já tinham sido expulsos.
Serapião decidiu ficar e servir ao exército do rei Afonso III, para continuar defendendo os cristãos. Participou de algumas cruzadas bem sucedidas, até que, em 1214, o rei Afonso III morreu em combate. Serapião, então, voltou para a Áustria e alistou-se na quinta cruzada do duque Leopoldo, que partiu em 1217 com destino a Jerusalém e depois ao Egito.
O vai-e-vem da vida militar em defesa dos cristãos levou, novamente, Serapião para a Corte espanhola, em 1220. Dessa feita, acompanhando Beatriz da Suécia, que ia casar-se com Fernando, rei de Castela. Foi quando conheceu o sacerdote Pedro Nolasco, santo fundador da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, os chamados frades mercedários, os quais se dedicavam em defesa da mesma fé, mas não guerreando contra os muçulmanos, e sim buscando libertar do seu poder os cristãos cativos, mesmo que para isso tivessem de empenhar suas próprias vidas.
Serapião ingressou na Ordem e recebeu o hábito mercedário em 1222. Junto com Pedro Nolasco e Raimundo Nonato, santo co-fundador, realizou várias redenções. Na última, que ocorreu em Argel, na África, teve de ficar refém para libertar os cristãos que estavam quase renegando a fé, enquanto o outro padre mercedário viajou rapidamente para Barcelona para buscar o dinheiro. Mas o superior, Pedro Nolasco, estava na França. Quando foi informado, escreveu uma carta ao seu substituto na direção para arrecadar esmolas em todos os conventos da Ordem e enviar o dinheiro para libertar Serapião o mais rápido possível.
Como o resgate não chegou na data marcada, os muçulmanos disseram a Serapião que poderia ser libertado se renegasse a fé cristã. Ele recusou. Enlouquecidos, deram-lhe uma morte terrível. Colocado numa cruz em forma de X, como o apóstolo André, teve todas as juntas dos seus ossos quebradas, e assim foi deixado até morrer. Tudo aconteceu no dia 14 de novembro de 1240, em Argel, atual capital da Argélia.
O culto que sempre foi atribuído a são Serapião, protetor contra as dores de artrose, foi confirmado em 1625 pelo papa Urbano VIII. A festa religiosa ao santo mártir mercedário ocorre no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 14 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 23-24
É este o mandamento de Deus: acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amarmo-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos, permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu.
V. Confortai, Senhor, o justo,
R. Vós que sondais o íntimo dos corações.
Oração
Senhor, que à hora de Tércia enviastes o Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos em oração, concedei-nos a graça de tomar parte nos dons do mesmo Espírito. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 1, 1-2
Amai a justiça, vós que governais a terra; tende para com o Senhor sentimentos perfeitos e procurai-O com simplicidade de coração; porque Ele deixa-Se encontrar pelos que não O tentam e revela-Se aos que n’Ele confiam.
V. Confia no Senhor e pratica o bem:
R. Possuirás a terra e viverás tranquilo.
Oração
Deus eterno e omnipotente, para quem nada existe de obscuro e tenebroso, fazei brilhar sobre nós a claridade da vossa luz, para que, guardando os vossos mandamentos, andemos generosamente nos caminhos da vossa lei. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 12, 1b-2
Libertemo-nos de todo o impedimento e do pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição. Renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, Ele suportou a cruz, desprezando a sua ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus.
V. A minha alma espera no Senhor,
R. A minha alma confia na sua palavra.
Oração
Olhai benignamente, Senhor, para a vossa família em oração, e fazei que, imitando a paciência de vosso Filho Unigénito, nunca desanime perante a adversidade. Por Nosso Senhor
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Col 1, 23
Permanecei firmemente consolidados na fé e inabaláveis na esperança prometida pelo Evangelho que ouvistes e foi pregado a toda a criatura que há debaixo do céu.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
R. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
V. Em verdes prados me leva a descansar.
R. Nada me falta.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

