“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE NOVEMBRO DE 2024
14 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE NOVEMBRO DE 2024
16 de novembro de 2024SEXTA-FEIRA DA XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Daniel 10, 1-21
Visão do homem e aparição do Anjo
No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma mensagem a Daniel, que recebera o nome de Baltasar. Esta mensagem é verdadeira e anuncia uma grande luta. Ele entendeu a mensagem e compreendeu a visão. Naqueles dias, eu, Daniel, mortifiquei‑me durante três semanas inteiras. Não tomei nenhum alimento delicado; carne e vinho não entraram na minha boca nem me ungi com perfume, até se completarem três semanas. No dia vinte e quatro do primeiro mês, encontrando‑me eu nas margens do grande rio, isto é, do Tigre, ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro. O seu corpo era semelhante ao topázio e o rosto tinha o fulgor do relâmpago; os olhos eram como brasas acesas, os braços e as pernas eram brilhantes como bronze polido e o som das suas palavras era como o burburinho da multidão. Eu, Daniel, fui o único a ver a aparição. Os homens que estavam comigo não viram nada, mas ficaram tão aterrados que fugiram para se esconder. Fiquei só e vi essa grande aparição; mas estava sem forças, alterou‑se o meu semblante e fiquei totalmente sem forças. Ouvi o rumor das suas palavras. E ao ouvir o rumor das palavras, caí atordoado de rosto por terra. Nisto, senti a mão de alguém que me tocava e ergui‑me vacilante sobre os joelhos e as palmas das mãos. Depois disse‑me: «Daniel, homem predilecto, toma sentido nas palavras que te digo; levanta‑te, pois tenho uma mensagem a comunicar‑te». Enquanto ele me dizia estas palavras, eu pus‑me de pé, a tremer, e ele continuou: «Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração para compreender e te humilhaste diante de Deus, as tuas palavras foram ouvidas. Eu venho para te explicar o que há‑de acontecer ao teu povo no fim dos tempos. O chefe do reino da Pérsia resistiu‑me durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio. Deixei‑o lá, junto ao chefe dos reis da Pérsia, e vim para te explicar o que vai suceder ao teu povo no fim dos tempos, pois a visão refere‑se a esses dias». Enquanto ele me dirigia estas palavras, baixei os olhos e continuei calado. Nisto, uma figura de um filho de homem tocou‑me nos lábios. Abri a boca, comecei a falar e disse ao que estava na minha frente: «Meu senhor, por causa desta aparição, a angústia apoderou‑se de mim e perdi todas as forças. Como poderia este servo do meu senhor falar ao meu senhor, se cheguei ao fim das minhas forças e me falta a respiração?». De novo me tocou e me fortaleceu aquele que tinha aparência de homem e disse: «Não temas, homem predilecto. A paz esteja contigo. Tem ânimo e coragem». Enquanto ele me falava, recuperei as forças e disse: «Fale o meu senhor, pois me deu força». Ele respondeu: «Sabes porque vim ao teu encontro? Agora volto para combater o chefe da Pérsia; e quando acabar de combatê‑lo, virá o chefe da Grécia. Mas eu vou anunciar‑te o que está escrito no livro da verdade. Ninguém me apoia na luta contra eles, senão Miguel, vosso chefe».
RESPONSÓRIO cf. Dan 10, 12.19a.21a
R. Desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração para compreender e te humilhaste diante de Deus, * As palavras da tua oração foram ouvidas.
V. Não temas, Daniel, porque vou anunciar‑te o que está escrito no livro da verdade. * As palavras da tua oração foram ouvidas.
SEGUNDA LEITURA
Da Homilia de um autor do século II
(Cap. 15, 1 – 17, 2: Funk 1, 161-167)
Convertamo-nos ao Senhor que nos chamou
Penso que não é desprezível o conselho que vos dei a respeito da temperança. Não há‑de arrepender‑se quem o puser em prática; ao contrário, alcançará a salvação não só para si mas também para mim que lhe dei o conselho. Não é pequeno o prémio reservado a quem reconduzir ao bom caminho a alma tresmalhada ou perdida. O melhor agradecimento que podemos prestar a Deus que nos criou consiste em que tanto quem fala como quem ouve o façam com fé e caridade. Permaneçamos firmes na nossa fé, justos e santos, e oremos confiadamente a Deus que nos adverte: Clamarás e Eu te responderei: Aqui estou. Estas palavras contêm uma grande promessa, porque nos mostram que o Senhor está mais disposto a dar que nós a pedir. Mas porque todos participamos desta grande bondade, não invejemos uns aos outros os bens tão excelentes que recebemos do Senhor. Estas palavras são motivo de alegria para quem as cumpre e de condenação para quem as despreza. Por isso, irmãos, aproveitemos esta ocasião oportuna para fazer penitência; enquanto é tempo, convertamo‑nos a Deus que nos chamou e que está pronto para nos acolher. Se renunciarmos aos prazeres terrenos e dominarmos as más inclinações da nossa alma, alcançaremos a misericórdia de Jesus. Sabei que vai chegar o dia do juízo, ardente como uma fornalha, e desaparecerão as milícias dos céus e toda a terra será derretida como chumbo no fogo; então serão manifestadas todas as acções dos homens, mesmo as mais ocultas. É bom dar esmola como penitência dos pecados; o jejum vale mais que a oração, mas melhor que ambos é a esmola. A caridade cobre a multidão dos pecados, e a oração feita com intenção recta livra da morte. Bem‑aventurado aquele que for achado perfeito nesta prática, porque a esmola redime o pecado. Façamos penitência de todo o coração, a fim de que nenhum de nós venha a perecer. Se temos obrigação de procurar a conversão dos idólatras e de os instruir na fé, com maior razão devemos procurar que não se percam as almas que já conhecem a Deus. Ajudemo‑nos uns aos outros, levemos ao bom caminho os mais débeis e exortemo‑nos mutuamente à conversão, para que todos sejamos salvos.
RESPONSÓRIO Judas 21; Tito 2, 12
R. Conservai‑vos no amor de Deus, * Prontos a receber a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
V. Renunciemos à impiedade e aos desejos mundanos; vivamos com ponderação, justiça e piedade no mundo presente. * Prontos a receber a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
Oração
Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Gal 2, 19b-20
Com Cristo estou crucificado. Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Se ainda vivo dependente duma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
V. Manda-me do céu a salvação.
R. E me enche de benefícios.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
V. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4552-liturgia-de-15-de-novembro-de-2024>]
SEXTA FEIRA DA XXXII SEMANA COMUM
(verde– ofício do dia)
Antífona
– Chegue à vossa presença, Senhor, a minha oração; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).
Coleta
– Deus de poder e misericórdia, dignai-vos afastar de nós toda adversidade, para que, sem impedimentos do corpo e do espírito, nos dediquemos com plena disposição ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2 Jo 4-9
Salmo Responsorial: Sl 119,1.2.10.11.17.18 (R: 1b)
– Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
– Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!
R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
– Feliz o homem que observa seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus!
R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
– De todo o coração eu vos procuro, não deixeis que eu abandone a vossa lei!
R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
– Conservei no coração vossas palavras, a fim de que eu não peque contra vós.
R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
– Sede bom com vosso servo, e viverei, e guardarei vossa palavra, ó Senhor.
R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
– Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei!
R: Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima!
(Lc 21,28).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 17,26-37
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xxxii-do-tempo-comum-9/>]
Leitura I 2 João 4-9
Senhora eleita de Deus: Muito me alegrei por saber que os teus filhos vivem no caminho da verdade, segundo o mandamento que recebemos do Pai. E agora, Senhora, peço-te, não como quem escreve um mandamento novo, mas aquele que tivemos desde o princípio: amemo-nos uns aos outros. Ora o amor consiste em viver segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento que ouvistes desde o princípio e segundo o qual deveis viver. Apareceram no mundo muitos sedutores, os quais não professam a fé em Jesus feito homem. Este é o sedutor e o anticristo. Tende cuidado convosco, para não perderdes os frutos do nosso trabalho, mas, pelo contrário, para receberdes a plena recompensa. Quem se afasta e não permanece na doutrina de Cristo não possui a Deus. Quem permanece na doutrina, esse possui o Pai e o Filho.
Compreender a Palavra
João escreve para uma Igreja, comunidade cristã, que vive no meio de sedutores que, adulterando o evangelho, pretendem conquistar os cristãos. Começa por elogiar a comunidade por viver na verdade e na caridade e exorta a que assim permaneçam no mandamento que receberam desde o princípio e que constitui o fundamento da fé a fim de não se deixarem seduzir pelo anticristo.
Meditar a Palavra
O evangelho chega até nós pela palavra e pelo testemunho daqueles que nos precederam. Sabemos que muita poeira se vai depositando ao longo dos séculos sobre a verdade do evangelho. Muitos não receberam a palavra mas apenas a poeira que está sobre a palavra. Todos têm uma ideia religiosa à volta da fé cristã mas a fé cristã na sua pureza não lhe é acessível ou porque não têm quem lhes mostre o verdadeiro evangelho ou porque não o querem escutar. É fácil, para quem não conhece senão a poeira deixar-se seduzir por outras palavras, por outras versões, por outras propostas. Sempre que alguém vai à procura da verdade no coração do evangelho descobre o rosto de Cristo e deixa-se prender por ele. Faz a experiência do encontro e percebe que tudo o que viveu e acreditou até aí era tão desfigurado que não era a fé cristã. Não nos deixemos seduzir pelo anticristo quando temos a possibilidade de conhecer a Cristo.
Rezar a Palavra
Mostra-me o teu rosto, Senhor, para que na luz da verdade me deixe seduzir e conquistar para fazer a experiência da verdadeira fé segundo o mandamento sempre novo do amor.
Compromisso
Escutar o evangelho à luz do Espírito Santo que habita em nós é o caminho para a verdade.
Evangelho: Lc 17, 26-37
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como sucedeu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem: Comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. Do mesmo modo sucedeu nos dias de Lot: Comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. Mas no dia em que Lot saiu de Sodoma, Deus mandou do céu uma chuva de fogo e enxofre, que os fez perecer a todos. Assim será no dia em que Se manifestar o Filho do homem. Nesse dia, quem estiver no terraço e tiver coisas em casa não desça para as tirar; e quem estiver no campo não volte atrás. Lembrai-vos da mulher de Lot. Quem procurar salvar a vida há-de perdê-la e quem a perder há-de salvá-la. Eu vos digo que, nessa noite, estarão dois num leito: um será tomado e o outro deixado; estarão duas mulheres a moer juntamente: uma será tomada e a outra deixada». Então os discípulos perguntaram a Jesus: «Senhor, onde será isto?». Ele respondeu-lhes: «Onde estiver o corpo, aí se juntarão os abutres».
Compreender a Palavra
Jesus fala ainda no contexto da pergunta feita pelos judeus sobre o tempo em que virá o Reino de Deus. Nesta resposta Jesus apresenta os exemplos de Noé e de Lot, como aqueles, os únicos, que entenderam os sinais reveladores da manifestação de Deus. Todos os outros gastaram a vida toda comendo e bebendo, comprando e vendendo. Quando vier o Filho do Homem, que é como quem diz, quando se manifestar o Reino de Deus com toda a sua força, também haverá aflição para quantos, entretidos com as coisas do mundo, sem prestarem atenção aos sinais de Deus, não tiverem sabido escolher a verdadeira vida. O exemplo da mulher de Lot é importante porque ele, ao contrario dos outros, não seguiu as indicações dos mensageiros de Deus. A pergunta dos discípulos mostra que também eles ainda não tinham entendido que o lugar destes acontecimentos não é o mais importante para quem lê os sinais de Deus.
Meditar a Palavra
O tempo é breve e a responsabilidade diante de Deus é grande. Gastar a vida sem atender ao mais importante é insensatez que leva a desgraça e os abutres gostam da desgraça. Ali, onde está um homem distraído do essencial, espreita o perigo que conduz à morte mesmo para quem procura ganhar a vida. A chamada de atenção de Jesus é preocupante. Também eu posso distrair-me com a comida e a bebida e encontrar nas relações humanas o mais importante da minha vida. Se me perder dos sinais posso não saber o caminho para onde seguir. As distrações pagam-se caro como aconteceu com a mulher de Lot. Lançar-se nas coisas do Reino e olhar para traz é sinal de incompetência, como diz Jesus em outra parte. Por outro lado os sinais do Reino manifestam-se dentro de nós e exigem uma resposta interior. Estarão duas mulheres a fazer a mesma coisa, mas o destino delas não é igual, porque os sinais das suas vidas não são os mesmos. Por fora, tudo parece igual, mas por dentro é grande a diferença.
Rezar a Palavra
Senhor, não permitas que me deixe confundir a ponto de me tornar repasto dos abutres vigilantes e sempre prontos a devorar os restos mortais do que podia ser uma vida feliz. Dá-me a sabedoria para discernir e reconhecer os sinais que me envias para seguir pelo caminho do Reino.
Compromisso
Vou verificar as atitudes interiores com que decido e faço escolhas para a minha vida.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-15-de-novembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 15 de Novembro
Postado em: por: marsalima
Santo Alberto Magno
Um ser pleno de virtudes, ciência, sabedoria e fé inabalável, grandioso em todos os sentidos. Frei dominicano, pregador eloqüente, magistral professor das ciências naturais e das doutrinas da fé, escritor, fundador, bispo e, finalmente, doutor da Igreja. Sim, essas qualificações pertencem a santo Alberto Magno, um dos mais importantes da Igreja e da humanidade.
O grande filósofo e teólogo que dedicou sua vida na busca incansável do encontro da ciência com a fé, e que se destacou, principalmente, pela humildade e caridade. Escreveu mais de vinte e duas obras sobre teologia e ciências naturais – como a filosofia, a química, a física, e a botânica -, além de inúmeros tratados sobre as artes práticas – como tecelagem, navegação, agricultura, Foi, sobretudo, um profundo observador e amante da natureza. Por tudo isso, ainda em vida era chamado de “o Magno” por seus contemporâneos.
Entretanto, ainda jovem, quase desistiu da vida religiosa, sentia dificuldades no entendimento do estudo da teologia. Mas segundo ele próprio, foi Nossa Senhora que o fez perseverar. Devotíssimo da Virgem Maria, durante as orações ela o teria aconselhado a não desistir, pois, se o fizesse, pouco a pouco os dons que tinha recebido lhe seriam tirados. Desde então, dizia: “Minha intenção última está na ciência de Deus”. E sem dúvida, a forma rápida e fácil como aprendia tudo e a clareza com que pregava, explicava e ensinava, eram dons divinos.
Nascido em 1206, na Alemanha, Alberto pertencia à influente e poderosa família Bolsadt, rica, nobre, cristã e de tradição militar. Piedoso desde a infância, Alberto recebeu uma educação muito aprimorada, digna dos nobres. Porém sempre deixou evidente a sua preferência pelos estudos das ciências naturais e pela religião às alegrias fúteis da Corte.
Aos dezesseis anos, foi para a Universidade de Pádua, na Itália, onde, sob a tutela de Maria, completou os estudos superiores. Em 1229, tornou-se frade dominicano pregador. Lecionou nos principais pólos de cultura europeus de sua época, Itália, Alemanha e França. Em Paris, atraiu tantos estudantes e discípulos que teve de lecionar em praça pública. Que passou a ser chamada de praça Maubert, graças a santo Alberto Magno. O nome é uma derivação de Magnus Albert, e existe até hoje. Lá, entre seus discípulos, estava santo Tomás de Aquino, outro dominicano cuja importância não é menor.
Em 1254, eleito superior provincial de sua ordem na Alemanha, abriu mão da cátedra de Paris para ficar na comunidade dominicana sob sua direção, quando demonstrou todo o seu espírito de monge pobre e humilde. Viajou por grande parte da Alemanha sempre a pé e pedindo esmolas no caminho para alimentar-se. Assim, ele fundou vários conventos, além de renovar os já existentes.
Em 1260, foi nomeado bispo de Ratisbona, ocupando o cargo por dois anos, quando pediu exoneração. Não estava interessado no poder e sim no saber, voltou para a vida simples no convento que ele fundara e ao ensino na Universidade de Colônia. Já entrado nos setenta anos, foi incumbido pelo papa Urbano IV de liderar as cruzadas na Alemanha e na Boêmia. Em 1274, teve participação decisiva na união da Igreja grega com a latina, no segundo Concílio de Lyon.
Três anos antes de sua morte, santo Alberto Magno começou a perder a memória. Mandou, então, construir sua própria sepultura, e rezava o ofício dos mortos todos os dias. Morreu, serenamente, no dia 15 de novembro de 1280. O papa Pio XI canonizou-o proclamou-o doutor da Igreja em 1931. Dez anos depois, o papa Pio XII declarou-o padroeiro dos estudiosos das ciências naturais.
São Leopoldo III
Entre os antepassados de quase todas as casas reais sempre aparece a figura de um santo célebre. São Leopoldo é um bom exemplo, tendo o seu nome se tornado comum entre os reinantes da Áustria, até porque ele mesmo também foi um dos coroados.
Pertencia à casa real de Bagengerg, da Áustria, que há muitos séculos descendia dos de imperadores de Augsburg e dos grãos duques de Lorena. Nascido em Melk no ano de 1073, foi batizado com o nome de seu pai.
Foi um exemplo de rei, cristão, esposo e pai. Em 1096, sucedeu a seu pai, como Leopoldo III, e assumiu o reino quando o país começava a ser uma grande potência européia. Casou-se com a irmã do rei Henrique V da Alemanha, a princesa Inês, que era viúva e tinha três filhos. Com Leopoldo teve mais dezoito filhos, os quais, uma vez crescidos, povoaram conventos, mosteiros e episcopados como uma verdadeira semeadura de virtude cristã. Dele floresceram para a Igreja dois relevantes servidores, os santos Conrado, bispo de Salzburg, e Oto, bispo de Freising.
A sua vida privada foi similar e digna dos ascetas, por isso era chamado de “o Pio”. Os quarenta anos do seu reinado foram justos e prósperos, apesar de ter guerreado contra os húngaros, os quais conseguiu expulsar. Sob seu comando, a cidade de Viena converteu-se em sede da Corte e em porto de grande importância. Ganhou o amor e o respeito do seu povo como governante hábil, firme, honrado, e caridoso, que o apelidou carinhosamente de “pai dos pobres”.
Com a morte de seu cunhado, Henrique V, foi proposto como imperador da Alemanha. Mas Leopoldo recusou, entendendo que não lhe cabia por direito real, e ficou na Áustria com o seu povo. Como grande benfeitor da Igreja, a sua constante preocupação foi fundar e aparelhar igrejas e mosteiros. Ajudou, generosamente, o Mosteiro de Melk, sua cidade natal, e fundou o de Neuburg, em Viena, onde, depois, foi sepultado.
Mas a sua maior inspiração foi à fundação do mosteiro beneditino, a partir do que antes era uma simples capela dedicada à Virgem Maria. O local depois se tornou o Santuário de Mariazell, hoje famoso como o mais antigo e mais importante santuário mariano de toda a Áustria. Rota constante dos mais simples peregrinos, onde se incluíram sempre os reis e os imperadores que iam para pedir, honrar e agradecer à Virgem Santíssima a sua proteção ao seu povo, a exemplo do seu fundador, rei Leopoldo III, fiel devoto de Maria.
Morreu em Viena, com fama de santidade, no dia 15 de novembro de 1136, em meio a forte comoção popular. Foi canonizado, em 1486, pelo papa Inocêncio VIII. São Leopoldo, o Pio, é o padroeiro da Áustria e sua festa é comemorada nacionalmente.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 15 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 12, 17a. 19b-21
Não pagueis o mal com o mal. Diz a Escritura: A Mim pertence fazer justiça, Eu retribuirei, diz o Senhor. Mas se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.
V. A bondade do Senhor permanece eternamente
R. E a sua justiça sobre os que guardam a sua aliança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 16
Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós, e nós devemos também dar a vida pelos nossos irmãos.
V. Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
R. Porque é eterna a sua misericórdia.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 4, 9-11
Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o seu amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
V. Contemplai, ó Deus, nosso protector:
R. Ponde os olhos no rosto do vosso Ungido.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 8, 1-2
Nenhuma condenação existe agora para aqueles que estão em Cristo Jesus, pois a lei do Espírito, que dá vida em Cristo Jesus, nos libertou da lei do pecado e da morte.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
R. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
V. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito,
R. Para nos oferecer a Deus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


