“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE NOVEMBRO DE 2024
23 de novembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE NOVEMBRO DE 2024
25 de novembro de 2024DOMINGO – NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Apocalipse do apóstolo São João 1, 4-6.10.12-18; 2, 26.28; 3, 5b.12.20-21
Visão do Filho do homem na glória da sua majestade
A graça e a paz vos sejam dadas por Aquele que é, que era e que há-de vir, e pelos sete Espíritos que estão diante do seu trono, e por Jesus Cristo, que é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen.
Caí em êxtase no dia do Senhor e ouvi atrás de mim uma voz forte, semelhante à da trombeta. Voltei-me para ver de quem era a voz que me falava; ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro e, no meio dos candelabros, alguém semelhante a um filho do homem, vestido com uma longa túnica e cingido no peito com um cinto de ouro. A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã branca de neve; os seus olhos eram como chama de fogo; os seus pés eram semelhantes ao bronze fino, purificado na fornalha; e a sua voz era como o rumor de águas caudalosas. Tinha na mão direita sete estrelas e saía da sua boca uma espada afiada de dois gumes; o rosto brilhava como o sol em todo o esplendor.
Quando O vi, caí a seus pés como morto. Mas Ele poisou a mão direita sobre mim e disse-me: «Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, O que vive. Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos.
Ao vencedor, ao que praticar até ao fim as minhas obras, darei poder sobre as nações, conforme o poder que recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã. Não apagarei o seu nome do livro da vida, mas reconhecê-lo-ei diante de meu Pai e de seus Anjos. Farei dele uma coluna no templo do meu Deus e jamais sairá dele; escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do Céu, de junto do meu Deus, e também o meu nome novo.
Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo. Ao vencedor fá-lo-ei sentar comigo no meu trono, como Eu também fui vencedor e Me sentei com meu Pai no seu trono».
RESPONSÓRIO Mc 13, 26-27; Salmo 97 (98), 9b
R. Verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e glória; Ele mandará os seus Anjos, * E reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu.
V. Julgará o mundo com justiça e os povos com equidade. * E reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu.
SEGUNDA LEITURA
Do Opúsculo de Orígenes, presbítero, sobre a oração
(Cap. 25: PG 11, 495-499) (Sec. III)
Venha a nós o vosso reino
Segundo as palavras de Nosso Senhor e Salvador, o reino de Deus não vem ostensivamente, e ninguém dirá: ‘Ei-lo aqui ou acolá’, porque o reino de Deus está dentro de nós, e a sua palavra está junto de nós, na nossa boca e no nosso coração; por isso, sem dúvida alguma, quando alguém implora a vinda do reino de Deus, o que pede realmente é que o reino de Deus, que está dentro de si, se desenvolva, frutifique e chegue à sua plenitude. Efectivamente, Deus reina em todos os seus santos, em todos aqueles que observam as suas leis espirituais; e assim Deus habita neles como numa cidade bem governada. Na alma perfeita está presente o Pai e, juntamente com o Pai, reina Cristo, segundo aquela palavra: Viremos a ele e nele estabeleceremos a nossa morada.
O reino de Deus, que está em nós, chegará à sua plenitude, através do nosso aperfeiçoamento contínuo, quando se verificar o que afirma o Apóstolo, isto é, quando Cristo, depois de ter submetido todos os seus inimigos, entregar o reino a Deus seu Pai, para que Deus seja tudo em todos. Por isso, orando incessantemente com aquele afecto de alma que pelo Verbo se tornou divino, digamos ao nosso Pai que está nos Céus: Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino.
A respeito do reino de Deus devemos ter isto presente: assim como não pode haver consórcio da justiça com a iniquidade, nem união da luz com as trevas, nem acordo de Cristo com Belial, também o reino de Deus não pode associar-se com o reino do pecado.
Por isso, se queremos que Deus reine em nós, de nenhum modo reine o pecado em nosso corpo mortal; mortifiquemos os nossos membros terrenos e dêmos frutos pelo Espírito, para que Deus habite em nós como num paraíso espiritual e só Ele reine em nós com Cristo; tenha Cristo em nós o seu trono, onde Se sente à direita daquele poder espiritual que também nós esperamos receber, e connosco permaneça, até que todos os seus inimigos que há em nós se prostrem como escabelo de seus pés e desapareça de nós todo o principado, potestade e virtude (que não sejam os seus).
Tudo isto pode realizar-se em cada um de nós, onde o último inimigo a ser destruído será a morte. Então Cristo poderá dizer também em nós: Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, inferno, a tua vitória? Que desde agora, portanto, este nosso corpo corruptível se revista de santidade e incorrupção, e este nosso corpo mortal expulse a morte e se revista da imortalidade do Pai, para que assim, reinando Deus em nós, comecemos já a gozar os bens da regeneração e da ressurreição.
RESPONSÓRIO Ap 11, 15b; Salmo 21 (22), 28-29a
R. O reino deste mundo pertence ao Senhor e ao seu ungido; * Ele reinará pelos séculos dos séculos.
V. Diante d’Ele virão prostrar-se todas as famílias das nações, porque ao Senhor pertence a realeza. * Ele reinará pelos séculos dos séculos.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Ef 4, 15-16
Praticando a verdade na caridade, cresceremos em tudo para Aquele que é a Cabeça, Cristo. É por Ele que todo o Corpo, coordenado e unido por meio de todas as junturas, opera o seu crescimento orgânico, segundo a atividade de cada uma das partes, a fim de se edificar na caridade.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Proclamem os santos a glória do vosso reino, Senhor.
R. Proclamem os santos a glória do vosso reino, Senhor.
V. E anunciem o vosso poder.
R. Proclamem os santos a glória do vosso reino, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Proclamem os santos a glória do vosso reino, Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4561-liturgia-de-24-de-novembro-de-2024>]
DOMINGO – NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO
(branco – ofício da solenidade)
Antífona
– O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, e a força, a honra, a glória e o louvor, a ele a glória e poder, pelos séculos dos séculos (Ap 5,12; 1,6).
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, que quisestes restaurar todas as coisas em vosso amado Filho, Rei do universo, concedeu benigno que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam à vossa majestade e vos glorifiquem sem cessar. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Dn 7,13-14
– Leitura da profecia de Daniel: 13“Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam; seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 93,1ab.1c-2.5 (R: 1a)
– Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!
R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!
– Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!
R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!
– Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!
– Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!
R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!
2ª Leitura: Ap 1,5-8
– Leitura do livro do Apocalipse – 5Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados 6e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. 7Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! 8“Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o Reino que vem seja bendito; ao que vem e a seu Reino, o louvor! (Mc 11,9s)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 18,33b-37
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/xxxiv-domingo-do-tempo-comum/>]
Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino não será destruído.
Levado à presença do Ancião venerável, o filho do homem é coroado rei e recebe “o poder, a honra e a realeza”. O seu poder é para sempre e domina sobre todos os povos. O Filho de homem, é Jesus, o rei, como ele afirma no evangelho. Rei de um reino que não é deste mundo.
Salmo 92 (93), 1ab.1c-2.5 (R. 1a)
Deus é mais forte do que todas as forças da noite, ele “é o Senhor lá nas alturas”, ele é o rei. Todos os que nele confiam, vivem seguros porque a palavra do Senhor é para sempre e o seu trono é inabalável.
LEITURA II Ap 1, 5-8
Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen. Ei-l’O que vem entre as nuvens, e todos os olhos O verão, mesmo aqueles que O trespassaram; e por sua causa hão de lamentar-se todas as tribos da terra. Sim. Amen. «Eu sou o Alfa e o Ómega», diz o Senhor Deus, «Aquele que é, que era e que há de vir, o Senhor do Universo».
Cristo, depois do sacrifício da sua vida torna-se o “príncipe dos reis da terra”. Agora, Senhor da história, do mundo e da eternidade, ele vem sobre as nuvens e todos, mesmo os que lhe deram a morte, podem vê-l.o. Ele é o Senhor “que é, que era e que há-devir”.
EVANGELHO Jo 18, 33b-37
Naquele tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o Rei dos Judeus?». Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?». Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?». Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
Diante de Jesus, Pilatos podia ter-se encontrado com a verdade e transformado a sua vida numa luta pela justiça e libertação dos inocentes, dos humilhados, dos que são rejeitados pela sociedade. Pilatos preferiu ignorar a verdade e condenar Jesus à morte para se manter no trono da iniquidade. Jesus, por seu lado, mantém-se firme na luta pela verdade e afirma-se rei de um reino cujos critérios não são deste mundo.
Reflexão da Palavra
Recordamos o que foi dito a propósito do livro de Daniel no domingo passado. Estamos no tempo do rei Antíoco Epifânio perseguidor dos judeus que não obedecem às suas ordens por quererem permanecer fiéis ao Senhor. Daniel, no pequeno texto da primeira leitura deste domingo, fala de uma visão noturna, na qual ele contempla “alguém semelhante a um filho do homem”. A cena é apresentada como um momento solene em que este “filho do homem” é consagrado rei. Não por sua iniciativa, mas por iniciativa de outro, o “filho do homem” é conduzido à presença do Ancião, que todos percebemos ser Deus, uma vez que a visão revela o que se passa “sobre as nuvens do céu”. A ele é dado “o poder, a honra e a realeza” que exerce de modo universal “todos os povos, nações e línguas O serviram”, num reinado eterno “o seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino não será destruído”.
O “filho do homem”, de acordo com o conteúdo que se segue a este pequeno texto da liturgia dominical, não é um indivíduo, mas um povo, uma vez que, mais adiante se afirma que “a realeza, o império e a grandeza de todos os reinos, situados sob os céus, serão então devolvidos ao povo dos santos do Altíssimo”. Que povo é este? Naturalmente o povo do Senhor, Israel, na sua expressão mínima do “resto de Israel” que permanece fiel no meio das perseguições.
O texto, como já era dito no último domingo, é oferecido pelo autor como conforto para este resto fiel que vive os horrores da perseguição e vê como perecem sob a espada de Antíoco muitos dos seus membros. A estes é anunciado um tempo de salvação que deve ser aguardado em esperança.
O título “filho do homem” é usado por Jesus, atribuindo-o a si mesmo. De acordo com a afirmação coletiva do conteúdo do termo, dificilmente a poderíamos aplicar a Jesus. No entanto, sabemos que Jesus, apesar de ser um indivíduo singular ele faz a experiência de viver para um coletivo. Morre um por todos, para que todos sejam um. Ele é o primeiro, as primícias de uma nova humanidade que se há de revelar no final, quando todos formos um só nele. Aí, nesse tempo em que se realizará definitivamente a promessa da salvação, seremos o “povo dos santos do Altíssimo”.
O salmista enaltece a realeza divina que considera firme e eterna, e reconhece que a obra das mãos do Senhor, “o universo”, também está firme e inabalável. Do mesmo modo que vê a grandeza e firmeza do poder divino, ouve o ruído do mar. O mar é sinonimo de reino das trevas, da violência dos povos e do poder dos inimigos. No entanto, mais forte que todas as forças adversas, é Deus “mais forte… mais poderoso… é o Senhor lá nas alturas”. Podem estar seguros, todos os que permanecem fiéis ao Senhor, porque a palavra e a santidade de Deus não vacilam, são para sempre.
Na saudação que faz às sete Igrejas da Ásia, João, no livro do Apocalipse, afirma que Jesus Cristo é aquele que venceu a morte e o rei coroado de poder de que fala Daniel. É nele que todos somos purificados, como diz a carta aos Hebreus, no texto que lemos domingo passado, “tornou perfeitos para sempre os que ele purificou” para sermos aquele “povo dos Santos do Altíssimo” da primeira leitura ou, como diz João no Apocalipse “sermos um “reino de sacerdotes para Deus e seu Pai”.
Jesus, o verdadeiro Messias, é “a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra”, mas é também “aquele que nos ama”, que derramando o seu sangue “nos libertou do pecado” e “fez de nós um reino de sacerdotes”, por isso lhe devemos render “glória e o poder pelos séculos dos séculos”.
Jesus é aquele que “vem entre as nuvens”, como profetiza Daniel, porque triunfou sobre “aqueles que O trespassaram”. Agora Todos os podem ver, mesmos os que executaram a sua morte e, ao contrário do que se pode esperar, não serão condenados, mas têm oportunidade de, contemplando “aquele que trespassaram” o chorem, “hão de lamentar-se” e chorar, “como se chora um filho único”. Pelas lágrimas abrirão os olhos e o coração para crer naquele que condenaram injustamente. E, assim, o reino de Cristo será eterno, porque todos os corações lhe pertencem.
Para João, no evangelho, Jesus é mesmo rei. Ao longo da sua vida foi recusando ser reconhecido como tal. Quando muitos o queriam aclamar, e com razão, ele recusou e afastou-se. É diante de Pilatos, quando o seu aspeto é o de um condenado, que Jesus afirma ser rei. Quando já ninguém o reconhece com poder para poder afirmar-se como rei de Israel, ele afirma-se rei para apresentar os novos critérios de uma realeza que “não é deste mundo”. Os critérios já são conhecidos porque ele já os repetiu aos seus discípulos “quem quiser ser o primeiro há de ser o último… quem quiser ganhar a vida há de perdê-la… quem quiser ser meu discípulo pegue na sua cruz e siga-me, porque o filho do homem veio para servir e dar a vida”. João apresenta precisamente Jesus como rei, quando ele está prestes a dar a vida.
O diálogo com Pilatos revela a confirmação do que é dito por Daniel “todos os povos, nações e línguas O serviram”, e o que diz João no Apocalipse “todos os olhos O verão… e hão de lamentar-se todas as tribos da terra”. Pilatos representa todos os poderosos da terra que, diante de Jesus, mesmo na figura de um condenado, são levados a dizer “tu és rei” nem que seja como uma grande interrogação. Jesus, porém, questiona-o mais profundamente “é por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?”. A Jesus não se reconhece por ouvir dizer, mas por adesão pessoal à sua pessoa e ao seu reino.
O seu reino, porém, não é deste mundo. Não tem os mesmos critérios porque não submete pela força os seus súbditos, mas pelo amor que dá a vida. É o reino da verdade, da qual a vida de Cristo é o maior e mais autêntico testemunho, como se diz no Apocalipse “Jesus Cristo é a Testemunha fiel”. Por isso, Jesus diz a Pilatos “todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”, ou seja, Pilatos, que se prepara para o condenar à morte entregando-o às mãos dos judeus, é um daqueles que o “trespassaram” e está a tempo de escutar “a voz” e, em vez de filosofar sobre a verdade, pode aderir à verdade para mudar o coração.
Meditação da Palavra
Celebra-se neste domingo a Festa de Cristo Rei do universo. Que sabemos nós sobre a realeza? O que aparece imediatamente quando se fala de realeza é o trono e a coroa. O rei é alguém a quem todos devem homenagem, obediência e respeito e que está sentado num trono com a coroa na cabeça e o cetro do poder na mão.
Guardam-se, ainda hoje, em muitos museus tronos e coroas dos reis da terra, feitas de ouro ou prata e adornadas com pedras preciosas. Muitas pessoas gostam de contemplar a beleza e a riqueza destas coroas e, de facto, a beleza artística conferida pelas mãos de quem as desenhou e executou merece ser contemplada e devem ser guardada em cofres com alarmes para não serem roubadas.
Não é assim, já o sabemos, com Jesus. Ele não é um rei como os demais reis da terra e o seu reino não é deste mundo. Os critérios do seu reino não são os da força e do poder mas os do amor e da vida entregue. Por isso, o nosso rei, Jesus, não tem um trono mas uma cruz e não tem outra coroa além dos espinhos que lhe cravaram na cabeça.
O trono de Jesus, assim como a sua coroa, não são sinais de poder e o seu valor não é material, pelo que, não precisam ser guardados em museus como obras de arte nem fechados em cofres porque não há quem os queira roubar. A cruz de Jesus e a sua coroa de espinhos são para venerar, como sinais do amor e da sua entrega pela humanidade, como sinais que falam de como Deus é, um Deus que se dá.
A cruz e a coroa de espinhos são o verdadeiro testemunho de um Deus que “nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado”. Eles falam da verdade de Deus, daquela verdade com que Pilatos se vê confrontado quando, na sala interior do seu palácio, questiona Jesus “Tu és o Rei dos Judeus?” e sente o peso da resposta de Jesus em forma de pergunta, “é por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?”. A pergunta de Jesus tem o peso da verdade que Pilatos procura contornar com desenvolvimentos filosóficos e artimanhas políticas que o mantêm no poder. A pergunta de Jesus questiona-o, como a nós hoje, sobre o porquê de permanecer diante dele. “Vens a mim pelo que ouviste dizer ou pelo que eu sou realmente?”
Como é que Pilatos se coloca diante de Jesus? Como aquele que, do mesmo modo que os reis da terra, julga ter poder para tirar a vida. Não é a verdade que atrai Pilatos a Jesus, mas o poder que ele julga ter sobre todos os homens da região e também sobre Jesus, “não sabes que tenho o poder de te libertar e o poder de te crucificar?”. Se fosse da verdade, Pilatos, conseguia ver naquele condenado o “testemunho da verdade” e escutaria Jesus no testemunho derradeiro da sua vida, porque “todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. Mas não, Pilatos não procura a verdade. Ele não é da verdade. Só por isso, é capaz de condenar Jesus apesar de afirmar publicamente “não vejo nele nenhum crime”.
Que poder tem Pilatos? O poder da morte. Ele vai condenar Jesus à morte mesmo não vendo nele nenhum mal. Mas o poder da morte não é poder sobre Jesus, porque a morte não tem nenhum poder sobre ele. Jesus, pelo contrário, tem o poder sobre a vida, porque só Deus tem poder sobre a vida, e a morte não tem poder sobre Deus.
O poder de Deus é o poder que vem do amor. O amor que não tem medo de morrer porque os homens não têm poder sobre a vida, mas apenas o poder sobre a morte. Quem realmente conhece a vida é Jesus, não apenas esta vida, mas a vida na sua plenitude.
Sentado na cruz e coroado de espinhos, Jesus revela-se o verdadeiro rei do universo, porque ele mesmo é a vida, do mesmo modo que não tem medo da verdade, porque ele é a verdade. Por isso, Jesus não se coloca diante da vida na perspetiva da morte nem diante da verdade na perspetiva da mentira. Jesus coloca-se sempre na perspetiva do encontro com Deus. É na perspetiva do encontro com Deus que se percebe onde está a vida e onde está a morte, quem pertence à verdade e quem pertence à mentira.
Na perspetiva dos homens, que é poder e domínio, é Pilatos quem vence a luta entre a verdade e a mentira, entre a luz e as trevas. Mas a sentença final não é de Pilatos. A última palavra é sempre de Deus, por isso, a luz vence as trevas e a verdade vence a mentira. Por isso, quando Pilatos diz a Jesus “não sabes que tenho o poder de te libertar e o poder de te crucificar”, Jesus responde “não terias nenhum poder sobre mim, se não te fosse dado do alto”. A mentira não tem poder sobre a verdade, as trevas não têm poder sobre a luz e a morte não tem poder sobre a vida.
Como Pilatos, também nós podemos encontrar-nos com Cristo, estar com ele frente a frente, e não permitirmos que ele entre em nós com a verdade que nos liberta. Podemos encher-nos do orgulho e da soberba que nos faz dizer que temos poder sobre nós mesmos ou sobre as coisas e pessoas deste mundo que chamamos de “nossas”, e com isso pretendermos ser os donos do nosso destino e dominadores do Senhor como se ele fosse o servo. Podemos sempre tomar o lugar do servo, do discípulo, que aprende com o mestre o caminho da verdade e da vida.
No encontro com Cristo podemos perceber o verdadeiro sentido da luta a favor da luz, da verdade e da vida, que travamos diariamente dentro de nós e no confronto com o mundo que não aceita pertencer a um Deus fraco que morre na cruz.
Rezar a Palavra
Tu, Senhor, és rei, o rei do universo. Mas, quem sou eu Senhor? Quem sou eu diante de ti? Que posso dizer de mim mesmo? Que posso dizer de mim que seja verdade? Quem sou eu para ti? Procuro por mim, como Pilatos. Julgo ter poder e não sou nada. Preciso de ti, do teu olhar para me ver no que sou de verdade. Preciso de me encontrar em ti.
Compromisso semanal
Revejo as minhas certezas à luz de Jesus para me libertar do que me impede ser eu de verdade.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-24-de-novembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 24 de Novembro
Postado em: por: marsalima
Santo André Dung-Lac e companheiros
A evangelização do Vietnã começou no século XVI, através de missionários europeus de diversas ordens e congregações religiosas. São quatro séculos de perseguições sangrentas que levaram ao martírio milhares de cristãos massacrados nas montanhas, florestas e em regiões insalubres. Enfim, em todos os lugares onde buscaram refúgio. Foram bispos, sacerdotes e leigos de diversas idades e condições sociais, na maioria pais e mães de família e alguns deles catequistas, seminaristas ou militares.
Hoje, homenageamos um grupo de cento e dezessete mártires vietnamitas, beatificados no ano jubilar de 1900 pelo papa Leão XIII. A maioria viveu e pregou entre os anos 1830 e 1870. Dentre eles muito se destacou o padre dominicano André Dung-Lac, tomado como exemplo maior dessas sementes da Igreja Católica vietnamita.
Filho de pais muito pobres, que o confiaram desde pequeno à guarda de um catequista, ordenou-se sacerdote em 1823. Durante seu apostolado, foi cura e missionário em diversas partes do país. Também foi salvo da prisão diversas vezes, graças a resgates pagos pelos fiéis, mas nunca concordou com esse patrocínio.
Uma citação sua mostra claramente o que pensava destes resgates: “Aqueles que morrem pela fé sobem ao céu. Ao contrário, nós que nos escondemos continuamente gastamos dinheiro para fugir dos perseguidores. Seria melhor deixar-nos prender e morrer”. Finalmente, foi decapitado em 24 de novembro de 1839, em Hanói, Vietnã.
Passada essa fase tenebrosa, veio um período de calma, que durou cerca de setenta anos. Os anos de paz permitiram à Igreja que se reorganizasse em numerosas dioceses que reuniam centenas de milhares de fiéis. Mas os martírios recomeçaram com a chegada do comunismo à região.
A partir de 1955, os chineses e os russos aniquilaram todas as instituições religiosas, dispersando os cristãos, prendendo, condenando e matando bispos, padres e fiéis, de maneira arrasadora. A única fuga possível era através de embarcações precárias, que sucumbiam nas águas que poderiam significar a liberdade, mas que levavam, invariavelmente, à morte.
Entretanto o evangelho de Cristo permaneceu no coração do povo vietnamita, pois quanto mais perseguido maior se tornou seu fervor cristão, sabendo que o resultado seria um elevadíssimo número de mártires. O papa João Paulo II, em 1988, inscreveu esses heróis de Cristo no livro dos santos da Igreja, para serem comemorados juntos e como companheiros de santo André Dung-Lac no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 24 DE NOVEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 1, 12-13
Dêmos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino de seu Filho muito amado.
V. O Senhor senta-Se no trono como Rei eterno,
R. O Senhor abençoa o seu povo na paz.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 1, 16-17
Por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e por Ele tudo subsiste. Ele é a Cabeça da Igreja que é o seu Corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos. Em tudo Ele tem o primeiro lugar.
V. Cantai salmos ao nosso Rei, cantai,
R. Porque Ele reina sobre toda a terra.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 1, 19-20
Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e n’Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo Sangue da sua cruz, com todas as criaturas, na terra e nos céus.
V. Exultai na presença do Senhor, nosso Rei,
R. Porque Ele vem para julgar a terra.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 15, 25-28
É necessário que Cristo reine, até que tenha posto todos os inimigos debaixo de seus pés. E o último inimigo a ser destruído é a morte, porque Deus tudo submeteu debaixo dos seus pés. Mas quando se diz que tudo Lhe está submetido, é claro que se exceptua Aquele que tudo Lhe submeteu. Quando todas as coisas Lhe forem submetidas, então o próprio Filho Se há-de também submeter Àquele que Lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O vosso trono, Senhor, permanece eternamente.
R. O vosso trono, Senhor, permanece eternamente.
V. O ceptro do vosso reino é um ceptro de justiça.
R. O vosso trono, Senhor, permanece eternamente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O vosso trono, Senhor, permanece eternamente.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

