“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE DEZEMBRO DE 2024
14 de dezembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE DEZEMBRO DE 2024
16 de dezembro de 2024III DOMINGO DO ADVENTO ANO C
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 29, 13-24
É anunciado o julgamento do Senhor
Assim fala o Senhor Deus:
«Este povo aproxima-se de Mim com palavras
e dá-Me glória com os lábios,
mas o seu coração está longe de Mim
e o culto que Me presta é um preceito aprendido com os homens.
Por isso, continuarei a atemorizar este povo
com prodígios assombrosos:
a sabedoria dos sábios arruinar-se-á
e a inteligência dos inteligentes desaparecerá».
Ai daqueles que se escondem do Senhor,
para dissimularem as suas intenções;
ai daqueles que actuam nas trevas
e dizem: «Quem nos vê? Quem sabe de nós?».
Que perversidade a vossa!
Pode considerar-se em pé de igualdade o oleiro e a argila,
pode a obra dizer do seu autor: «Não foi Ele que me fez»,
ou o barro dizer do oleiro: «Ele não entende nada disto»?
Daqui a muito pouco tempo,
não há-de o Líbano transformar-se num jardim,
e o jardim parecer uma floresta?
Nesse dia, os surdos ouvirão ler as palavras do livro;
libertos da escuridão e das trevas,
os olhos dos cegos hão-de ver.
Os humildes alegrar-se-ão cada vez mais no Senhor,
e os mais pobres dos homens rejubilarão no Santo de Israel.
O tirano deixará de existir, o escarnecedor desaparecerá,
e serão exterminados os que só pensam no mal,
aqueles que pelas suas palavras fazem condenar os outros,
os que armam ciladas no tribunal a quem promove a justiça,
e aqueles que por um nada arruínam o justo.
Por isso o Senhor, que libertou Abraão,
assim fala à casa de Jacob:
«Doravante, Jacob não terá de que se envergonhar,
o seu rosto não voltará a empalidecer.
Quando os seus filhos virem as obras das minhas mãos,
proclamarão a santidade do meu nome,
proclamarão a santidade do Santo de Jacob
e temerão o Deus de Israel.
Os espíritos desnorteados aprenderão a sabedoria
e os murmuradores hão-de aceitar a instrução.
RESPONSÓRIO Is 29, 18. 19; cf. Mt 11, 4. 5
R. Naquele dia, os surdos ouvirão ler as palavras do livro; libertos da escuridão e das trevas, os olhos dos cegos hão-de ver. * E os pobres rejubilarão no Santo de Israel.
V. Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem, os coxos andam, os surdos ouvem, e a boa nova é anunciada aos pobres. * E os pobres rejubilarão no Santo de Israel.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
Sermo 293, 3: PL 1328-1329 (Sec. V)
João é a voz, Cristo é a Palavra
João era a voz, mas o Senhor era a Palavra desde o prin cípio. João era uma voz passageira; Cristo era desde o princípio a Palavra eterna.
Sem a palavra, que vem a ser a voz? Vazia de qualquer sentido inteligível, não é mais que um simples ruído. A voz sem a palavra entra nos ouvidos, mas não chega ao coração.
Entretanto, vejamos o que sucede na comunicação do nosso pensamento. Se penso no que vou dizer, já está a palavra presente em meu coração; mas se pretendo falar contigo, procuro o modo de fazer chegar ao teu coração o que já está no meu.
Então, para conseguir que chegue a ti e cale em teu coração a palavra que já está no meu, recorro à voz e, mediante ela, falo contigo. O som da voz leva ao teu espírito o sentido da minha palavra; e quando o som da voz te fez chegar o sentido da minha palavra, esse mesmo som desaparece; mas a palavra que o som te transmitiu está já em ti sem deixar de permanecer em mim.
Não te parece que esse som que te comunicou a minha palavra está dizendo: Convém que ela cresça e eu diminua? O som da voz fez-se sentir para cumprir a sua tarefa e desapareceu, como se dissesse: Com isto a minha alegria está completa. Retenhamos a palavra; não percamos essa palavra concebida no mais íntimo do nosso coração.
Queres ver como a voz passa, enquanto a divindade da Palavra permanece? Que foi feito do baptismo de João? Cumpriu a sua missão e desapareceu. Agora é o baptismo de Cristo que está em vigor. Todos acreditamos em Cristo, todos esperamos a salvação em Cristo. Foi isto que a voz anunciou.
Precisamente porque é difícil não confundir a palavra com a voz, tomaram João pelo Messias. A voz foi confundida com a Palavra. Mas a voz reconheceu-se a si mesma como tal, para não lesar a Palavra. Disse: Não sou Cristo, nem Elias, nem o Profeta. Quando lhe perguntaram: Então, quem és? Respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor. Voz do que clama no deserto, voz de quem quebra o silêncio. Preparai o caminho do Senhor, como se dissesse: Sou a voz que se faz ouvir apenas para introduzir a Palavra no vosso coração; mas Esta não se dignará entrar onde pretendo introduzi-la, se não preparardes o caminho.
Que quer dizer: Preparai o caminho, senão: «Suplicai insistentemente»? Que quer dizer: Preparai o caminho, senão: «Sede humildes de coração»? Imitai o exemplo de humildade de João Baptista. Consideram-no o Messias, mas ele responde que não é o que julgam; não se aproveita do erro alheio para uma afirmação pessoal.
Se houvesse dito: «Eu sou o Messias», facilmente teriam acreditado na sua palavra, pois que já o tinham como tal antes de o haver dito. Mas não disse; antes, reconheceu o que era, disse o que não era, foi humilde.
Compreendeu donde lhe vinha a salvação; compreendeu que não era mais que uma tocha ardente e luminosa, e receou que o vento da soberba a pudesse apagar.
RESPONSÓRIO Cf. Jo 3, 30; 1, 27; Mc 1, 8
R. É preciso que Ele cresça e eu diminua; Ele vem depois de mim, mas existia antes de mim, * E eu não sou digno de desatar a correia das suas sandálias.
V. Eu baptizo-vos com água, mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo. * E eu não sou digno de desatar a correia das suas sandálias.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Rom 13, 11-12
Chegou a hora de despertarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós do que na altura em que abraçamos a fé. A noite vai adiantada e o dia está próximo. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que haveis de vir ao mundo.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4583-liturgia-de-15-de-dezembro-de-2024>]
III DOMINGO DO ADVENTO ANO C
(roxo, ou róseo, creio, pref. do Advento I – III semana do Saltério)
Antífona
– Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos! O Senhor está próximo
(F l4,4s).
Coleta
– Ó Deus, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, concedei-nos chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre, com intenso júbilo na solene liturgia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
Salmo Responsorial: Sl, (Is 12)2-3.4bcd.5-6 (R: 6)
– Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!
R: Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!
– Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis no manancial da salvação, e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor”.
R: Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!
– Invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.
R: Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!
– Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”
R: Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!
2ª Leitura: Fl 4,4-7
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção; enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação! (Is 61,1).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 3,10-18.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/iii-domingo-do-advento/>]
LEITURA I Sof 3, 14-18a
Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Rei de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa».
Perante a infidelidade de Israel, causada pela má conduta dos seus governantes, e diante da ameaça da Assíria que domina o reino de Judá, Sofonias não se deixa vencer pelo medo. O profeta anuncia a chegada do Senhor e convida o povo à conversão. O Senhor está disposto a revogar a sentença de condenação. O Senhor quer dançar com o seu povo e gritar de alegria por causa de Israel. A alegria do Senhor é a renovação do seu povo.
Salmo: Is 12, 2-3.4bcd.5-6 (R. 6)
O profeta anuncia ao povo que o Senhor já chegou “é grande no meio de vós o Santo de Israel”. A sua confiança leva-o a convidar o povo a entoar cânticos de alegria ao Senhor, a agradecer-lhe, anunciando a grandeza das suas obras e o seu santo nome.
LEITURA II Flp 4, 4-7
Irmãos: Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com coisa alguma; mas em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e ações de graças. E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
O Senhor não tarda, “está próximo”, por isso, Paulo convida os filipenses a viver tranquilos, dedicados à oração e à bondade para com todos, conscientes de que os seus corações estão guardados em Cristo.
EVANGELHO Lc 3, 10-18
Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Batista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem batizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».
O povo que espera o Messias encontra em João Batista uma resposta clara “eu não sou digno”. A sua missão consiste em convidar à conversão e indicar o caminho para aquele que está a chegar. Ele sim, é o Messias que vem julgar e batizar no Espírito Santo e com o fogo.
Reflexão da Palavra
O profeta Sofonias, como se diz logo no início do seu livro, pregou em Jerusalém durante o reinado de Josias, século VII a.C. O reino de Judá está sob o domínio assírio há cerca de um século. O povo vive sob a influência de práticas e costumes estrangeiros que adulteraram também a sua experiência religiosa, tendo-se difundido o culto de Baal. Com a colaboração de Josias, o profeta Sofonias promove uma reforma. O seu pequeno livro de apenas três capítulos está dividido em três partes: o anúncio de um juízo universal no dia da vinda do Senhor; ameaças contra as nações estrangeiras, em vista da conversão de Judá; a promessa da salvação após o castigo das nações. Trata-se de um convite à conversão de todo o povo e das nações da terra. O texto da primeira leitura é tirado desta última parte.
O profeta fala da salvação que o Senhor realiza a favor de Israel. O Senhor é como um esposo que se dedica à sua esposa porque a quer ver feliz, apesar de ela ter sido infiel “naquele dia, não te envergonharás dos pecados que cometeste contra mim” (Sf 3,11). O profeta faz um convite à alegria “rejubila… solta brados de alegria…alegra-te e exulta…”. O motivo da alegria é o próprio Senhor, o esposo, pois ele “revogou as sentenças contra ti” e ele “está no meio de ti”. Já não há razão para temer “não temerá… não temas”. Também o Senhor “exulta de alegria” e não só exulta como “dança e grita de alegria”. Israel, a esposa, é a razão pela qual o Senhor “exulta de alegria”. Foi “por tua causa” que ele “revogou a sentença”, “afastou o teu inimigo”, “afastou de ti a desgraça”. Por ti “exulta…, dança e grita de alegria” e por amor “te renovará”.
Em vez do salmo aparece na liturgia deste domingo o cântico de Isaías. O profeta anuncia o que será razão de louvor e ação de graças no futuro. A afirmação “tenho confiança e nada temo” é uma antecipação da segurança que virá sobre o povo quando o Senhor o libertar. Por enquanto, ainda há razões para temer. O profeta começa por dizer “cantarás naquele dia”, um dia que está por vir. Apesar de a realidade ainda não revelar as razões para a alegria, as palavras do profeta convidam à confiança porque o Senhor é salvação “o Senhor é a minha força e o meu louvor. Ele é a minha salvação”, portanto, “entoai cânticos de alegria”.
Já na conclusão da pequena carta aos Filipenses, Paulo faz um convite à alegria, recordando, àquela comunidade, que “o Senhor está próximo”. A proximidade do Senhor é razão para a alegria e para a confiança “não vos inquieteis com coisa alguma”, porque o próprio Senhor “guardará os vossos corações e os vossos pensamentos”. Por isso, a preocupação dos filipenses deve centrar-se na bondade “seja de todos conhecida a vossa bondade” e na oração “em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e ações de graças”.
Lucas apresenta a sequência de duas cenas onde João, o Batista, é a figura central. Na primeira, as multidões acorrem a João para escutar o seu desafio à conversão e mergulharem nas águas purificadoras do batismo, na segunda, esclarece que ele não é o Messias. As palavras de João despertam nos ouvintes a vontade de mudar de vida, mas não sabem o que fazer. O texto coloca na boca dos diversos grupos que constituem a multidão presente, a mesma pergunta: “Que devemos fazer?”. João recorda que a conversão implica uma mudança de atitude na relação com os outros: a prática da justiça, a partilha de bens e a não violência. Nada que os profetas não tivessem já anunciado.
O estilo de vida, as palavras e o batismo de João atraem as multidões ao ponto de julgarem que é ele, aquele que esperam, o Messias. Lucas sabe que o Messias é Jesus e quer orientar para ele e para o seu evangelho os leitores, por isso, a resposta de João é clara, sem ambiguidades que confundam os ouvintes. João é apenas um servo, que não é “digno de desatar as correias das suas sandálias”, as de Jesus, o Senhor. E o seu batismo não tem comparação com o do Messias, pois este, batiza no Espírito Santo e com o fogo. A missão de João é convidar à conversão e anunciar que o Messias está a chegar. Esta é a Boa Nova. O Messias quando chegar vai purificar a todos, distinguindo o que é trigo do que é palha.
Meditação da Palavra
As leituras deste III domingo do Advento repetem constantemente um convite à alegria. A primeira leitura insiste “clama jubilosamente… solta brados de alegria… Exulta, rejubila de todo o coração”, Isaías convida, dizendo “entoai cânticos de alegria”. Paulo incentiva os filipenses, “alegrai-vos sempre… alegrai-vos”. No evangelho, João “anunciava ao povo a Boa Nova”.
Ao mesmo tempo em todas as leituras surge um convite à serenidade, à paz, a viverem tranquilos e sem preocupações. Sofonias diz ao povo “não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos”, Isaías no salmo afirma “tenho confiança e nada temo”, Paulo sossega os filipenses, dizendo-lhes “não vos inquieteis com coisa alguma” e no evangelho João aconselha “quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo… Não exijais nada além do que vos foi prescrito… Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo”.
Considerando que este convite é, hoje, destinado a cada um de nós que vive este tempo de Advento, temos que perguntar: Que razões têm em comum os destinatários de cada uma destas leituras entre eles e connosco para recebermos todos o mesmo convite a viver alegres e tranquilos? Ao ler a palavra deste domingo percebemos uma razão comum “o Senhor está no meio de ti”, “é grande no meio de vós o Santo de Israel”, “o Senhor está próximo”, “está a chegar quem é mais forte do que eu… Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”. Todos, de modo diferente e em tempos diferentes, mas todos esperamos e temos já no meio de nós o “Santo de Israel”, o Messias.
E, lendo mais profunda a palavra percebe-se por que motivo aquele que “está a chegar”, “está próximo” e “está no meio de ti” é a razão da nossa alegria. Ele “revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos”, é um “poderoso salvador”, “é o meu Salvador, a minha força, a minha salvação “guardará os vossos corações e os vossos pensamentos”, “recolherá o trigo no seu celeiro”.
Lendo ainda mais profundamente, compreendemos que a razão mais importante é o seu amor por nós. É o amor de um esposo pela sua esposa. Um amor que transforma a vida em alegria. Um amor que faz dançar. Só se dança com aquele que o nosso coração ama. Ele é esse coração que nos ama, o coração que o nosso coração anseia para dançar, num bailado que faz gritar de alegria.
A experiência do amor faz com que a nossa alegria seja a sua alegria, “por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo… dança e grita de alegria por tua causa, como nos dias de festa”. Um amor que renova por dentro os corações, “renova-te com o seu amor”, que revoga a sentença de condenação, enfrenta os inimigos e apazigua a nossa inquietação.
A alegria proposta pela palavra é antecipada. No meio das incertezas político-sociais e no meio da confusão religiosa do tempo de Sofonias, o anúncio da chegada do Senhor que vem torna-se razão para a alegria. A ameaça da Assíria no tempo de Isaías não retira a confiança do profeta em Deus e não o impede de chamar o povo à alegria por causa do Santo de Israel. Em todo o tempo, para lá das circunstâncias existenciais, o Senhor é sempre razão de alegria “alegrai-vos sempre no Senhor”.
O tempo de Advento é para nós, como foi para o povo do tempo de Sofonias, para a multidão que acorre a João Batista e para os filipenses, um tempo de espera pelo Senhor. Também nós esperamos que, o Senhor que já veio, venha de novo e seja para nós o Deus “que está no meio de nós”, o Deus que salva, a Boa Nova. Tanto mais que nós já sabemos que a razão da nossa alegria é Jesus, nascido em Belém da Virgem Maria.
Rezar a Palavra
Quero dançar contigo Senhor. Quero fazer da minha vida um bailado sincronizado contigo. Quero dançar nas asas da aurora, na espuma da esperança, no mistério do amor e na brisa da tarde, lado a lado contigo. Quero ouvir-te gritar de alegria por causa do amor que nos faz dançar aos dois.
Compromisso semanal
Acolho em mim a alegria da Boa Nova anunciada por João.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-15-de-dezembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 15 de Dezembro
Postado em: por: marsalima
Santa Virgínia Centurione Bracelli
Virgínia, riquíssima, filha de um doge da República de Gênova, nasceu em 2 de abril de 1587. O pai, Jorge Centurioni, era um conselheiro da República. A mãe, Leila Spinola, era uma dama da sociedade, católica fervorosa e atuante nas obras de caridade aos pobres. Propiciou à filha uma infância reservada, pia e voltada para os estudos. Mesmo com vocação para a vida religiosa, Virgínia teve de casar, aos quinze anos, por vontade paterna, com Gaspar Grimaldi Bracelli, nobre também muito rico. Teve duas filhas, Leila e Isabela. Esposa dedicada, cuidou do marido na longa enfermidade que o acometeu, a tuberculose. Levou-o, mesmo, para a Alexandria, em busca da cura para a doença, o que não aconteceu. Gaspar morreu em 1607, feliz por sempre ter sido assistido por ela.
Ficou viúva aos vinte anos de idade. Assim, jovem, entendeu o fato como um chamado direto de Deus. Era vontade de Deus que ela o servisse através dos mais pobres. Por isso conciliou os seus deveres do lar, de mãe e de administradora com essa sua particular motivação. O objeto de sua atenção, e depois sua principal atividade, era a organização de uma rede completa de serviços de assistência social aos marginalizados. O intuito era que não tivessem qualquer possibilidade de ofender a Deus, dando-lhes condições para o trabalho e o sustento com suas próprias mãos.
Desenvolvia e promovia as “Obras das Paróquias Pobres” das regiões rurais conseguindo doações em dinheiro e roupas. Mais tarde, com as duas filhas já casadas, passou a dedicar-se, também, ao atendimento dos menores carentes abandonados, dos idosos e dos doentes. Fundou uma escola de treinamento profissional para os jovens pobres. Numa fria noite de inverno, quando à sua porta bateu uma menina abandonada pedindo acolhida, sentiu uma grande inspiração, que só pôs em prática após alguns anos de amadurecimento.
Finalmente, em 1626, doou todos os seus bens aos pobres, fundou as “Cem Damas da Misericórdia, Protetoras dos Pobres de Jesus Cristo” e entrou para a vida religiosa. Enquanto explicava o catecismo às crianças, pregava o Evangelho. As inúmeras obras fundadas encontravam um ponto de encontro nas chamadas “Obras de Nossa Senhora do Refúgio”, que instalou num velho convento do monte Calvário. Logo o local ficou pequeno para as “filhas” com hábito e as “filhas” sem hábito, todas financiadas pelas ricas famílias genovesas. Ela, então, fundou outra Casa, depois mais outra e, assim, elas se multiplicaram.
A sua atividade era incrível, só explicável pela fé e total confiança em Deus. Virgínia foi uma grande mística, mas diferente; agraciada com dons especiais, como êxtases, visões, conversas interiores, assimilava as mensagens divinas e as concretizava em obras assistenciais. No seu legado, não incluiu obras escritas. Morreu no dia 15 de dezembro de 1651, com sessenta e quatro anos de idade, com fama de santidade, na Casa-mãe de Carignano, em Gênova. A devoção aumentou em 1801, quando seu túmulo foi aberto e seu corpo encontrado intacto, como se estivesse apenas dormindo. Reavivada a fé, as graças por sua intercessão intensificaram-se em todo o mundo.
Duas congregações distintas e paralelas caminham pelo mundo, projetando o carisma de sua fundadora: a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Refúgio no Monte Calvário, com sede em Gênova; e a Congregação das Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário, com sede em Roma.
Virgínia foi beatificada em 1985. O mesmo papa que a beatificou, João Paulo II, declarou-a santa em 2003. O seu corpo é venerado na capela da Casa-mãe da Congregação, em Gênova, com uma festa especial no dia de sua morte. Mas suas “irmãs” e “filhas” também a homenageiam no dia 7 de maio, data em que santa Virgínia Centurione Bracelli vestiu hábito religioso.
Santa Nina ou Cristiana
No século IV, vivia, nas terras pagãs entre o mar Negro e o mar Cáspio, hoje território da Geórgia, uma jovem escrava cristã chamada Nina ou Nuné. Era o tempo do imperador Constantino e ela havia nascido na Capadócia, atual Turquia, e fora aprisionada por ocasião da invasão dos bárbaros aos confins orientais do Império Romano. Nina era uma escrava que demonstrava toda sua fé em Cristo, na alegria com que enfrentava as dificuldades e os sofrimentos.
Esse fato chamou a atenção dos pagãos com quem convivia. Assim, teve a oportunidade de ensinar a palavra de Cristo a todos os que a cercavam. Tornou-se tão conhecida que passaram a chamá-la de “Cristiana”, a serva cristã.
A antiga tradição russa narra que, certa vez, uma senhora procurou-a, pedindo que solicitasse a intervenção de Deus para que seu filho, gravemente enfermo, não morresse. Nina se ajoelhou aos pés da cama onde estava a criança e rezou com tanto fervor que o menino abriu os olhos, sorriu e levantou-se na frente de todos. Foi o bastante para que toda a região mostrasse interesse pela religião da serva de Cristo. Quanto mais prodígios ela promovia, mais catequizava e convertia os pagãos.
Até que, um dia, a rainha desse povo, chamada Nana, adoeceu gravemente e nenhum remédio conseguia fazê-la melhorar. Tentaram de tudo. Nada parecia possível. Então, alguém se lembrou dos chamados “poderes” da serva cristã. Como último recurso, foram sugeridos à rainha, que mandou chamá-la. Assim, essa humilde escrava foi ao palácio atender a rainha, levando consigo apenas a certeza de sua fé e a confiança de suas orações. Logo conseguiu curar a soberana.
Enquanto ela se recuperava, seu marido, o rei Mirian, certo dia, saiu em comitiva para uma caçada. Mas o grupo acabou isolado no bosque devido a uma violentíssima tempestade. A situação era crítica, com trovões e raios incendiando árvores, pedras rolando ao vento e atingindo pessoas. O pavor tomou conta de todos, clamaram por seus deuses, mas nada acontecia. Lembrando-se da rainha, o rei decidiu rezar para o Deus de Cristiana. Uma luz, então, foi vista saindo do céu, a tempestade cessou e todos puderam regressar sãos e salvos à Corte. Nesse instante, o rei sentiu a fé invadir seu coração.
Ao voltar, procurou a escrava Nina e lhe pediu que falasse tudo o que sabia sobre sua religião. Acabou catequizado e convertido. Entretanto os reis Mirian e Nana não podiam ser batizados, pois na Corte não havia nenhum bispo. Seguindo a orientação de Cristiana, o rei enviou esse pedido ao imperador Constantino. Nesse meio tempo, mandou construir a primeira igreja cristã, de acordo com uma planta feita sob orientação de Nina, já liberta. Quando chegou o primeiro bispo da Geórgia acompanhado de um grupo de sacerdotes missionários, encontraram o povo já abraçando a doutrina de santa Nina, como os fiéis a chamavam por força de sua piedade e prodígios de fé. Com facilidade, converteram a nação inteira, a partir da grande solenidade do batismo do casal real.
Depois, junto com o bispo, o rei Mirian e a rainha Nana construíram o Mosteiro Samtavro, anexo àquela igreja, onde mais tarde foram sepultados. Nele também viveu alguns anos santa Nina, que morreu no ano 330.
Venerada pelos fiéis como padroeira da Geórgia, suas relíquias estão guardadas na Catedral da Metiskreta, antiga capital do país. Seu culto foi confirmado, sendo realizado, no Oriente, em 14 de janeiro, enquanto a Igreja de Roma a comemora no dia 15 de dezembro.
Carlo Steeb (Bem-Aventurado)
Carlo nasceu na antiga cidade alemã de Tübingen em 18 de dezembro de 1773, numa família de luteranos convictos e praticantes. O pai era um administrador de empresas conceituado e muito competente, gerenciava os bens do duque de Wurttenberg, de quem a cidade herdou o nome atual.
A família lhe deu uma sólida instrução, numa boa e tradicional escola da cidade. Depois a completaram sua formação profissional com duas viagens ao exterior. Aos dezesseis anos, foi para Paris, aprender francês. Após dois anos, seguiu para Verona, onde aprendeu italiano e prática comercial.
Carlo era um rapaz reservado, amadurecido para a idade, que se dedicava totalmente aos estudos e ao trabalho. Era um protestante devoto e praticante, como todos na família, mas aos poucos foi apreciando as conversas profundas que mantinha com os sacerdotes e leigos católicos. Aprofundou-se na doutrina e se converteu, em 1792. Quatro anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal, mas foi deserdado pela família.
Desde então, dedicou-se, com fé inabalável à Virgem Maria, no auxilio aos católicos enfermos vitimados durante a guerra que ocorria naquele tempo. Organizou grupos missionários à população, exercícios espirituais aos irmãos leigos e sacerdotes e centros catequizadores. Assumiu com zelo a tarefa de reconduzir para a Igreja Católica os que seguiam outras doutrinas.
Dedicou sua vida aliviando o sofrimento dos enfermos, sendo sempre encontrado no hospital, ou no asilo, onde residia com eles. Foi exatamente no Hospital dos Militares que padre Carlo teve a inspiração para fundar uma Congregação de religiosas, destinadas a servir nos hospitais.
Em 1840, contraiu o tifo. Nessa época, havia recuperado toda a herança paterna, com a morte de sua irmã Guilhermina; assim, resolveu fazer seu testamento. Recuperou-se, segundo ele, pela generosa intercessão da Virgem Maria. Naquele mesmo ano, fundou a Congregação das Irmãs da Misericórdia, destinada ao atendimento de qualquer tipo de doenças do físico e da alma, em hospitais e casas de saúde.
A Obra começou com apenas dois quartos, sustentada por ele com seu capital, e com o auxílio de Luisa Poloni, depois irmã Vincenza, de quem padre Carlo era confessor. Aliás, ele era o confessor de todos os habitantes de Verona, que o amavam como se fosse a “mãe dos doentes”. Depois, a Congregação se espalhou por quase toda a Europa, América Latina e África.
Padre Carlo morreu em 15 de dezembro de 1856. Foi sepultado na igreja da Casa-mãe da Congregação, em Verona, Itália. O papa Paulo VI proclamou bem-aventurado Carlo Steeb em 1975, sendo homenageado no dia de sua morte.
Maria Vitória de Fornari Strata (Bem-Aventurada)
Maria Vitória não foi uma simples mulher. Filha, esposa, mãe, viúva e religiosa, ela atravessou todos os caminhos possíveis dentro dos preceitos do cristianismo.
Nasceu em Gênova, em 1562. Era a sétima dos nove filhos do casal Jerônimo e Bárbara, cristãos e de vida bem austera. Embora em criança acalentasse o sonho de tornar-se religiosa, teve de casar aos dezessete anos. O noivo foi escolhido pela família, como costume da época. Chamava-se Ângelo Strata e tiveram uma união feliz e muito harmoniosa. Mas o infortúnio chegou oito anos depois, com a morte de Ângelo.
Maria Vitória ficou viúva aos vinte e cinco anos de idade, com cinco filhos e mais um que nasceu um mês depois da fatalidade. Embora a tivesse deixado em boa situação financeira, ela passou imensas dificuldades. Essa crise a fez várias vezes pedir a morte. Só encontrou forças na fé, na oração e na penitência.
Mais tarde, quando as filhas já haviam ingressado num mosteiro e os filhos entraram para a Ordem dos Frades Mínimos de São Francisco de Assis, ela se entregou, definitivamente, à religião. Juntou-se com as damas Vicentina Lomellini Centurione, Maria Tacchini, Chiara Spinola e Cecília Pastori para fundar a Ordem das Irmãs da Anunciação Celeste.
O mosteiro foi preparado para elas num castelinho de Gênova por Bernardino Zanoni, marido de Vicentina. As Regras da Ordem determinavam às religiosas uma vida de íntima devoção à Virgem da Anunciação, com votos à piedade e caridade, em clausura absoluta.
Quando professou os votos e vestiu o hábito, como fundadora da nova Ordem, foi eleita superiora. Depois, por desejo próprio entregou o cargo para exercer somente os trabalhos mais humildes.
Viveu nessa simplicidade e penitência mais cinco anos, até morrer em 15 de dezembro de 1617. O papa Leão XII declarou bem-aventurada Maria Vitória de Fornari Strata em 1828.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DEZEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 13, 13-14a
Vivamos dignamente, como em pleno dia, não em festins licenciosos e na embriaguês, nem em desonestidades e libertinagens, nem em contendas ou invejas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.
V. Os povos, Senhor, temerão o vosso nome
R. E todos os reis da terra a vossa glória.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tess 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos tal como nós para connosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus nosso Senhor, com todos os seus Santos.
V. Lembrai-Vos de nós, Senhor, por amor do vosso povo
R. E visitai-nos com a vossa salvação.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tess 1, 6. 7. 10
É justo que Deus vos recompense pelas tribulações que sofrestes, dando-vos o descanso, juntamente connosco, quando aparecer o Senhor Jesus, descendo do Céu com os Anjos do seu poder, entre as aclamações do seu povo santo e a admiração de todos os crentes.
V. Vinde, Senhor, e não tardeis:
R. Perdoai os pecados do vosso povo.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Filip 4, 4-5
Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
V. E dai-nos a vossa salvação.
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.




