“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE DEZEMBRO DE 2024
15 de dezembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE DEZEMBRO DE 2024
17 de dezembro de 2024SEGUNDA-FEIRA DA III SEMANA DO ADVENTO
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 30, 18-26
Promessa da felicidade futura
O Senhor espera a hora de Se compadecer de vós;
Ele levanta-Se para vos perdoar,
porque o Senhor é um Deus justo:
ditosos os que n’Ele esperam.
Povo de Sião, que habitas em Jerusalém,
tu não voltarás a chorar.
À voz da tua súplica, Ele terá compaixão de ti;
logo que ouvir os teus clamores, Ele te responderá.
O Senhor poderá dar-te a comer o pão da angústia
e a beber a água da tribulação;
mas Aquele que te ensina não Se esconderá mais,
e os teus olhos verão Aquele que te ensina.
Se desvias para a direita ou para a esquerda,
os teus ouvidos ouvirão dizer atrás de ti:
«É este o caminho; segui por ele».
Considerarás como impuras as tuas imagens cobertas de prata
e os teus ídolos revestidos de ouro.
Arremessá-los-ás como coisa imunda
e lhes dirás: «Fora daqui!».
Ele te dará a chuva para a semente que tiveres lançado à terra,
e o pão que a terra produzir será farto e nutritivo.
Nesse dia, os teus rebanhos pastarão em extensos prados.
Os bois e os jumentos que lavram a terra
comerão forragem com sal, limpa com a pá e a joeira.
Em todo o alto monte e em toda a colina elevada,
haverá regatos e águas correntes,
no dia da grande mortandade,
quando as torres se desmoronarem.
Então a claridade da lua será como a luz do sol,
e a luz do sol ficará sete vezes mais forte;
nesse dia, o Senhor tratará as chagas do seu povo
e curará as feridas dos seus golpes.
RESPONSÓRIO Cf. Is 30, 26. 18; Salmo 26 (27), 14
R. Naquele dia, o Senhor tratará as chagas do seu povo, o Deus justo curará as suas feridas. * Ditosos os que n’Ele esperam.
V. Confia no Senhor, sê forte; tem coragem e confia no Senhor. * Ditosos os que n’Ele esperam.
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de Guilherme, abade do mosteiro de Saint-Thierry, sobre a contemplação de Deus
(Nn. 9-11: SC 61, 90-96) (sec. XII)
Deus amou-nos primeiro
Vós sois verdadeiramente o único Senhor; o domínio que exerceis sobre nós constitui a nossa salvação; e o serviço que Vos prestamos outra coisa não é que ser salvos por Vós.
De Vós, Senhor, vem a salvação e a bênção sobre o vosso povo; mas que é a vossa salvação senão a graça que nos concedeis, de Vos amarmos e de sermos amados por Vós?
Por isso quisestes que o Filho que está à vossa direita, o homem que confirmastes para Vós, fosse chamado Jesus, isto é, Salvador, porque Ele salvará o povo dos seus pecados, e em nenhum outro podemos ser salvos. Ele nos ensinou a amá-l’O, amando-nos primeiro até à morte de cruz; suscitou em nós o amor para com Ele, amando-nos primeiro até ao fim.
Assim é, com efeito. Amastes-nos primeiro para que nós Vos pudéssemos amar, não por precisardes do nosso amor, mas porque não poderíamos alcançar o fim para que fomos criados, se não Vos amássemos.
Por isso, tendo falado outrora muitas vezes e de muitos modos a nossos pais pelos Profetas, nestes últimos dias falas tesnos por meio do Filho, o vosso Verbo, que criou os céus e com o sopro da sua boca os adornou.
Para Vós, falar por meio de vosso Filho outra coisa não foi que pôr à luz do sol, isto é, manifestar claramente quanto e como nos amastes, Vós que não poupastes o próprio Filho, mas O entregastes por todos nós; e Ele também nos amou e Se entregou por nós.
Esta é a Palavra que nos enviastes, Senhor, o Verbo todo-poderoso, que no meio do silêncio profundo que envolvia todaa terra, quer dizer, quando estava submersa no abismo do erro, desceu do seu trono real, para combater energicamente todos os erros e fazer triunfar suavemente o amor.
E tudo o que fez, tudo o que disse sobre a terra, tudo o que sofreu — os opróbrios, as cuspidelas e as bofetadas, a cruz e o sepulcro — foi o modo de nos falardes por meio do vosso Filho, para suscitar o nosso amor por Vós, atraindo-nos com o vosso amor.
Deus, Criador dos homens, Vós sabíeis que este amor não pode ser imposto, mas que é necessário estimulá-lo no coração humano. Porque onde há coacção não há liberdade, e onde não há liberdade não há justiça.
Por isso quisestes que Vos amássemos, já que não podíamos ser salvos pela justiça, mas apenas pelo amor que Vos consagrássemos; nem Vos poderíamos amar sem que o nosso amor procedesse de Vós. E assim, como diz o discípulo amado e nós também já recordámos, Vós nos amastes primeiro e Vos antecipais no amor a todos os que Vos amam.
Também nós Vos amamos com os sentimentos do amor que derramastes em nossos corações. Mas o vosso amor é a vossa própria bondade, ó sumo bem e bem sumo; é o Espírito Santo que procede do Pai e do Filho e que no princípio da criação pairava sobre as águas, quer dizer, sobre as mentes flutuantes dos homens, oferecendo-Se a todos e atraindo tudo a Si, inspirando e promovendo, afastando o pernicioso e favorecendo o benéfico, unindo Deus a nós e nós a Deus.
RESPONSÓRIO Is 54, 10. 13; 48, 17
R. O meu amor não te abandonará, a minha aliança de paz não será abalada. * Todos os teus filhos serão discípulos do Senhor e será grande a sua prosperidade.
V. Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensino o que é para teu bem e te conduzo pelo caminho que deves seguir. * Todos os teus filhos serão discípulos do Senhor e será grande a sua prosperidade.
Oração
Ouvi benignamente, Senhor, as nossas orações e iluminai as trevas do nosso espírito com a graça do vosso Filho que vem visitar-nos, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Is 2, 3
Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacó. Ele nos ensinará os seus caminhos e andaremos pelas suas veredas. Porque de Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
V. Sobre ti brilhará a sua glória.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4584-liturgia-de-16-de-dezembro-de-2024>]
SEGUNDA FEIRA DA III SEMANA DO ADVENTO
(roxo, pref. do Advento I – ofício do dia)
Antífona
– Ó nações, escutai a palavra do Senhor e levai até os confins da terra: Eis que chega o nosso salvador, não tenhais medo! (Jr 31,10; Is 35,4).
Coleta
– Inclinai, Senhor, o vosso ouvido de Pai à voz da nossa súplica e iluminai as trevas do nosso coração com a visita do vosso Filho. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Nm 24,2-7.15-17a
Salmo Responsorial: Sl 25,4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R: 4b)
– Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!
R: Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!
– Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação.
R: Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!
– Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!
R: Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!
– O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.
R: Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade e a vossa salvação nos concedei!
(Sl 84,8)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 21,23-27
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-iii-do-advento-5/>]
Leitura I Nm 24, 2-7.15-17a
Naqueles dias,
o profeta Balaão, erguendo os olhos,
viu o povo de Israel acampado por tribos.
O Espírito de Deus desceu sobre ele
e ele proferiu a sua profecia, dizendo:
«Palavra de Balaão, filho de Beor,
palavra do homem de olhar penetrante,
palavra de quem ouve as revelações de Deus,
de quem contempla as visões do Omnipotente,
quando cai em êxtase e seus olhos se abrem.
Como são belas as tuas tendas, Jacob,
e as tuas moradas, Israel!
São como vales que se prolongam
e jardins à beira dum rio,
como aloés plantados pelo Senhor,
como cedros junto da corrente.
A água transbordará de seus cântaros
e a sua semente será abundantemente regada.
O seu rei é maior do que Agag
e a sua realeza será exaltada.
Palavra de Balaão, filho de Beor,
palavra do homem de olhar penetrante,
palavra de quem ouve as revelações de Deus,
de quem conhece a ciência do Altíssimo,
de quem contempla as visões do Omnipotente,
quando cai em êxtase e seus olhos se abrem.
Eu vejo, mas não é para agora;
eu contemplo, mas não de perto:
Surge uma estrela de Jacob,
levanta-se um cetro de Israel».
Compreender a palavra
Chamado por Balac para amaldiçoar o povo do Senhor, Balaão, o “homem de olhar penetrante, palavra de quem ouve as revelações de Deus, de quem contempla as visões do Omnipotente… que conhece a ciência do Altíssimo”, em vez de amaldiçoar abençoou o povo como Deus lhe inspirara. De facto, perante a insistência de Balac que dizia “Que estás a fazer? Procurei-te para amaldiçoar o meu inimigo e tu pões-te a abençoá-lo!”, Balaão responde com palavras sábias, dizendo: “Porventura aquilo que o Senhor pôs na minha boca não o deverei dizer fielmente?” Sobre Balaão desceu o Espírito do Senhor e ele abençoou o povo. Depois faz a profecia “Eu vejo, mas não é para agora; eu contemplo, mas não de perto: Surge uma estrela de Jacob”. Esta estrela é Cristo que se levanta no meio da humanidade como uma luz que ilumina todo o homem.
Meditar a palavra
Como a Israel, o Senhor envia à minha vida o seu profeta que proclama em mim a sua palavra e me oferece a sua bênção. Ainda que meus inimigos me queiram amaldiçoar, o Senhor omnipotente transforma a maldição em bênção, porque o Senhor me ama, ele é meu Pai e eu sou seu filho. Eu sou a razão da sua alegria. Mesmo quando à minha volta, os homens de olhar turvo e coração obstinado me olhem com frieza e rancor, o Senhor sempre me abençoará. Ele levanta-se sobre mim como uma estrela, aquela estrela da manhã que anuncia um novo dia, um tempo de salvação, alegria e de júbilo.
Rezar a palavra
Vem, Senhor com a tua palavra purificar o meu olhar para poder contemplar, como Balaão, as visões deste tempo da noite que se vai, para que veja a novidade do dia que traz a notícia da vossa salvação. Vem Senhor e ilumina a minha vida como estrela da manhã que anuncia o novo dia, o tempo favorável em que a tua bênção desce sobre toda a humanidade.
Compromisso
Esperar é já ver o que o Senhor promete. A noite é já tempo de viver o dia que ainda está para chegar. Posso crescer na esperança todos os dias.
Evangelho Mt 21, 23-27
Naquele tempo,
Jesus foi ao templo
e, enquanto ensinava, aproximaram-se d’Ele
os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo,
que Lhe perguntaram:
«Com que autoridade fazes tudo isto?
Quem Te deu tal direito?»
Jesus respondeu-lhes:
«Vou fazer-vos também uma pergunta
e, se Me responderdes a ela,
dir-vos-ei com que autoridade faço isto.
Donde era o batismo de João? Do céu ou dos homens?»
Mas eles começaram a deliberar, dizendo entre si:
«Se respondermos que é do céu, vai dizer-nos:
‘Porque não lhe destes crédito?’
E se respondermos que é dos homens,
ficamos com receio da multidão,
pois todos consideram João como profeta».
E responderam a Jesus: «Não sabemos».
Ele por sua vez disse-lhes:
«Então não vos digo com que autoridade faço isto».
Compreender a palavra
O texto está ligado com a atitude de Jesus perante os vendilhões que se encontram no Templo a vender toda a espécie de coisas e fazendo da casa de Deus um covil de ladrões.
Estando Ele a ensinar, aparecem os sacerdotes e os anciãos que o questionam sobre a sua atitude. Jesus já os conhece e já conhece o seu coração fechado às coisas da fé por Ele anunciadas, por isso, coloca-lhes uma questão. A pergunta de Jesus é oportuna: “Donde era o batismo de João? Do Céu ou dos homens?”. Eles não acreditaram em João, não acreditam em Jesus e não acreditarão em ninguém porque só acreditam em si próprios e nos seus interesses.
Meditar a palavra
É tão frequente a dificuldade de diálogo entre a Igreja e o mundo. Entre um sacerdote e um cristão. Entre a proposta de Jesus e a nossa vontade. Valia a pena prestarmos atenção ao que queremos e ao que querem as pessoas quando vão à igreja pedir um batismo, um casamento… O que a Igreja tem para nos dar e o que nós queremos está tão distante que chega mesmo a entrar em conflito porque não abrimos o coração à proposta. Vemos apenas os nossos interesses e as nossas ideias e nem percebemos como somos pequeninos.
Rezar a palavra
A tua palavra, Senhor, quer rasgar caminhos e abrir horizontes de plenitude e eternidade. Tu queres que eu seja grande, tão grande como Tu. Desejas que o meu coração seja livre, tão livre como o Teu. Pretendes arrancar-me da minha condição terrena e tornar-me divino. E eu, Senhor, só penso nas coisas imediatas e nem percebo que fico pobre, cada vez mais pobre, mais terra à terra, rastejando cada vez mais. Não me criaste para comer o pó da terra, como a serpente de Génesis, nem para ser escravo que se deita no chão para o seu senhor passar. Criaste-me para ser filho, herdeiro, cidadão de plenos direitos. Abre, com toda a tua força, o meu coração para que saboreie a alegria da Boa Nova que tu és para mim.
Compromisso
Na minha meditação de hoje vou renovar o meu Batismo como acontecimento em que Deus me disse “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-16-de-dezembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Dezembro
Postado em: por: marsalima
Santa Adelaide
Narrada por santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus-tratos e passou por diversas privações para, depois, finalmente, assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.
Nascida em 931, Adelaide era uma princesa, filha do rei da Borgonha, atual França, casado com uma princesa da Suécia. Ficou órfã de pai aos seis anos. A Corte acertou seu matrimônio com o rei Lotário, da Itália, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berenjário. Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão. Contudo, ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oto, que, além de devolver-lhe a Corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos.
Durante anos tudo era felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. O imperador morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Assumiu seu filho Oto II, que aceitava seus conselhos, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega Teofânia. Como não gostava da influência da sogra sobre o marido, conseguiu fazê-lo brigar com a mãe por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas. Por isso exigiu que Adelaide deixasse o reino.
Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao papa. Depois, passou um período na França, na Corte de seu irmão, rei da Borgonha. Mas a dor da ingratidão filial a perseguia, Viu, também, que ele reinava com injustiça, dentro do luxo, da discórdia e da leviandade, devido à má influência de Teofânia. Nessa época, foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo, o abade passou a orientar Oto II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.
Como o neto de Adelaide, Oto III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia encaminhar-se para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra, que só não morreu porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a Corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção. O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação.
Nos últimos anos de vida, Adelaide foi para o Convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburg. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 16 DE DEZEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 10, 20-21
Naquele dia, o resto de Israel e os sobreviventes de Jacob hão-de colocar sinceramente toda a sua confiança no Senhor, o Santo de Israel. Voltará um resto, um resto de Jacob, ao Deus forte.
V. Os povos, Senhor, temerão o vosso nome
R. E todos os reis da terra a vossa glória.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 10, 24. 27
Eis o que diz o Senhor Deus dos Exércitos: Meu povo, que habitas em Sião, não temas. Naquele dia, será tirado o fardo dos teus ombros e será arrancado o jugo do teu pescoço.
V. Lembrai-Vos de nós, Senhor, por amor do vosso povo
R. E visitai-nos com a vossa salvação.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Filip 3, 20b-21
Esperamos o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, que transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu Corpo glorioso, pelo poder que Ele tem de sujeitar a Si todo o universo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
V. Mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Vinde libertar-nos, Deus omnipotente.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

