“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE DEZEMBRO DE 2024
16 de dezembro de 2024A língua do cônjuge insensato é chicote que fustiga o parceiro que reza pouco…
17 de dezembro de 2024TERÇA-FEIRA – IIIª SEMANA DO ADVENTO
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 45, 1-13
Salvação de Israel por meio de Ciro
Assim fala o Senhor a Ciro, seu ungido,
a quem tomou pela mão direita,
para subjugar diante dele as nações
e fazer cair as armas da cintura dos reis,
para abrir as portas à sua frente,
sem que nenhuma lhe seja fechada:
«Eu seguirei à tua frente e farei aplanar as montanhas;
quebrarei as portas de bronze e partirei as trancas de ferro.
Dar-te-ei os tesouros ocultos e as riquezas escondidas,
para saberes que Eu sou o Senhor,
Aquele que te chama pelo teu nome,
o Deus de Israel.
Por causa de Jacob, meu servo, e de Israel, meu eleito,
Eu te chamei pelo teu nome e te dei um título glorioso,
quando ainda não Me conhecias.
Eu sou o Senhor e não há outro;
fora de Mim não há deus.
Eu te cingi, quando ainda não Me conhecias,
para que se saiba, do Oriente ao Ocidente,
que fora de Mim não há outro.
Eu sou o Senhor e mais ninguém:
formo a luz e crio as trevas,
dou a felicidade e crio a desgraça;
sou Eu, o Senhor, que faço tudo isto.
Derramai, ó céus, o orvalho lá do alto
e as nuvens derramem a justiça;
abra-se a terra e germine a salvação,
e com ela floresça a justiça.
Sou Eu, o Senhor, que o realizo».
Ai de quem discute com Aquele que o formou
– o vaso com o ceramista!
Acaso diz o barro ao oleiro: «Que estás a fazer?».
E a sua obra: «Tu não tens mãos?».
Ai do que diz ao pai: «Que geraste?».
E a uma mulher: «Que deste à luz?».
Assim fala o Senhor, o Santo de Israel,
Aquele que o formou:
«Quereis exigir-Me a revelação do futuro acerca dos meus filhos
e dar-Me instruções sobre a obra das minhas mãos?
Fui Eu que fiz a terra e nela criei o homem;
fui Eu que por minhas mãos estendi os céus,
sou Eu que mando em todos os seus exércitos.
Eu o suscitei para fazer justiça
e aplanarei todos os seus caminhos.
Ele reconstruirá a minha cidade
e libertará os meus cativos, sem preço nem resgate»
– diz o Senhor do universo.
RESPONSÓRIO Cf. Is 45, 8; 16, 1
R. Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo: * Abra-se a terra e germine o Salvador.
V. Enviai, Senhor, o Cordeiro, dominador da terra, da Penha do deserto ao monte da filha de Sião. * Abra-se a terra e germine o Salvador.
SEGUNDA LEITURA
Das Cartas de São Leão Magno, papa
(Ep. 31,2-3: PL 54, 791-793) (Sec. V)
O sacramento da nossa reconciliação
De nada serve afirmar que Nosso Senhor é filho da bem-aventurada Virgem Maria, homem verdadeiro e perfeito, se não se acredita também que é descendente daquela estirpe que no Evangelho se menciona.
Escreve Mateus: Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão. E a seguir apresenta a ordem da descendência humana, com todas as gerações, até chegar a José, com quem estava desposada a Mãe do Senhor.
Lucas, por seu lado, seguindo a ordem inversa, faz retroceder os graus de ascendência, remontando-se à própria origem do género humano, para demonstrar que o primeiro Adão e o último Adão têm a mesma natureza.
Com efeito, para ensinar e justificar os homens, a omnipotência do Filho de Deus poderia ter aparecido da mesma forma que aos Patriarcas e aos Profetas, a saber, sob aparência humana, como, por exemplo, quando travou combate com Jacob e falou, ou quando aceitou a hospitalidade que Lhe ofereceram e tomou os alimentos que Lhe apresentaram.
Mas estas imagens eram apenas sinais e prefigurações místicas daquele homem que havia de assumir da descendência desses mesmos Patriarcas uma verdadeira natureza humana.
Nenhuma daquelas figuras podia realizar o mistério da nossa reconciliação, preparado desde a eternidade, porque o Espírito Santo não tinha descido ainda sobre a Virgem Maria, nem a virtude do Altíssimo a tinha coberto com a sua sombra; a Sabedoria eterna não edificara ainda a sua casa no ventre puríssimo de Maria, para que o Verbo Se fizesse homem; ainda o Criador dos tempos não tinha nascido no tempo, unindo a natureza divina e a natureza humana numa só pessoa, de modo que Aquele por quem tudo foi criado fosse contado entre as suas criaturas.
Se este homem novo, feito à semelhança da carne pecadora, não tivesse assumido a nossa condição, envelhecida pelo pecado; se Ele, que era consubstancial ao Pai, não Se tivesse dignado ser também consubstancial à Mãe; se Ele, livre de todo o pecado, não tivesse unido a Si a nossa natureza, toda a humanidade teria permanecido cativa sob o jugo do demónio. Não poderíamos ter beneficiado da vitória do Triunfador, se ela fosse conseguida numa natureza distinta da nossa.
Como consequência desta admirável participação da nossa natureza, brilhou para nós o mistério da regeneração, porquanto, graças ao mesmo Espírito por cuja virtude Cristo foi concebido e nasceu, também nós conseguimos uma nova geração, espiritual.
Por isso diz o Evangelista, referindo-se aos crentes: Estes não nasceram do sangue, nem da carne, nem da vontade do homem, mas nasceram de Deus.
RESPONSÓRIO Cf. Is 11, 10; Lc 1,32
R. Eis o rebento de Jessé, que vem para salvar todos os povos; hão-de invocá-lo todas as nações. * O seu nome será glorioso.
V. O Senhor Deus dar-lhe-á o trono de seu pai David e reinará para sempre na casa de Jacob. * O seu nome será glorioso.
Oração
Deus, criador e redentor do género humano, que no seio da bem-aventurada Virgem Maria quisestes realizar o grande mistério da Encarnação do Verbo, ouvi a nossa oração e concedei que o vosso Filho unigénito, feito homem como nós, nos torne participantes da sua vida divina, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Is 11, 1-2
Sairá um ramo do tronco de Jessé, um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência, de piedade e de temor do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
V. Sobre ti brilhará a sua glória.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Sobre ti, Jerusalém, aparecerá o Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
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TERÇA FEIRA – IIIª SEMANA DO ADVENTO
(roxo, pref. do Advento iI – ofício do dia)
Antífona
– Alegrem-se os céus e exulte a terra, porque o Senhor nosso Deus virá e terá compaixão dos pequeninos (Is 49,13).
Coleta
– Ó Deus, criador e redentor do gênero humano, quisestes que o vosso Verbo se encarnasse no seio da sempre Virgem Maria; escutai com bondade as nossas preces, para que o vosso Filho unigênito, tendo recebido nossa humanidade, nos faça participar da sua vida divina. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Gn 49,2.8-10
Salmo Responsorial: Sl 72,1-2.3-4ab.7-8.17 (R:7)
– Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância para sempre.
R: Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre.
– Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
R: Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre.
– Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará.
R: Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre.
– Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!
R: Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre.
– Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!
R: Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Ó sabedoria do Altíssimo, que tudo determina, com doçura e com vigor: oh, vem nos ensinar o caminho da prudência!
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 1,1-17
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



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Leitura I Gn 49, 2.8-10
Naqueles dias,
Jacob chamou os seus filhos e disse-lhes:
«Reuni-vos e escutai, filhos de Jacob,
escutai Israel, vosso pai.
Judá, os teus irmãos hão de louvar-te,
a tua mão pesará sobre a cabeça dos teus inimigos
e os filhos de teu pai hão de inclinar-se diante de ti.
Judá, tu és um leão novo:
voltaste, meu filho, com a tua presa.
Ele dobra o joelho e deita-se como o leão,
ou como a leoa: quem o fará levantar-se?
O cetro não se afastará de Judá,
nem o bastão de comando de entre os seus pés,
até que venha Aquele a quem pertence
e a quem os povos hão de obedecer».
Compreender a palavra
Às portas da morte, Jacob reúne os seus filhos para os abençoar e, nas suas palavras de bênção para cada filho, tem especial atenção a Judá. Jacob é aquele a quem os irmãos hão de louvar e diante de quem todos se inclinarão. Ele é o “leão novo”, tem o cetro, o bastão de comando que não lhe será tirado, “até que venha Aquele a quem pertence e a quem os povos hão de obedecer”. Há aqui uma clara predileção que se refere mais ao que está para acontecer, diz respeito Àquele que há de vir mais do que à pessoa concreta do filho que está diante dele.
Meditar a palavra
Neste dia inicia-se a preparação próxima do Natal e os textos bíblicos aprofundam a ideia da vinda de Jesus Salvador. Lá longe, no livro do Génesis, no tempo dos patriarcas, em concreto no tempo de Jacob, pai deste povo, encontra-se a bênção de Judá, de cuja tribo nascerá Jesus. Ele é abençoado como o leão novo que tem o cetro, o bastão de comando e seus irmãos se inclinarão diante dele. Estas referências dizem já respeito àquele que virá como seu descendente, porque é a esse que pertence o cetro e a ele os povos hão de obedecer. Esse é Jesus, o leão de Judá, que tem nas mãos o poder de julgar e diante de quem se dobrarão todos os joelhos e todos os povos o servirão.
Rezar a palavra
Diante de ti o meu coração se prostra, Senhor. De rosto por terra reconheço o teu poder. Sem me atrever a olhar para ti reconheço a minha fraqueza e o meu pecado, a tua santidade e o poder da tua graça. Tu és o leão de Judá, tu tens o cetro da misericórdia, tu alcanças o meu coração humilhado e contrito e renovas em mim a alegria da tua salvação.
Compromisso
Ajoelhar é reconhecer o poder misericordioso daquele que tem na mão o cetro da justiça e o bastão da misericórdia. Quero ajoelhar diante dele.
Evangelho Mt 1, 1-17
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão:
Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob;
Jacob gerou Judá e seus irmãos.
Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara;
Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão;
Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson;
Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz;
Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé;
Jessé gerou o rei David.
David, da mulher de Urias, gerou Salomão;
Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias;
Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat;
Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias;
Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz;
Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés;
Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias;
Josias gerou Jeconias e seus irmãos,
ao tempo do desterro de Babilónia.
Depois do desterro de Babilónia,
Jeconias gerou Salatiel;
Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud;
Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor;
Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim;
Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar;
Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob;
Jacob gerou José, esposo de Maria,
da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
Assim, todas estas gerações são:
de Abraão a David, catorze gerações;
de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações;
do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações.
Compreender a palavra
O Evangelho de Mateus oferece-nos a genealogia de Jesus, um texto que, há primeira vista, parece não ter nada de interessante. São nomes atrás de nomes. Mas esta sequência mostra-nos que o Filho de Deus entra na história como lugar onde Deus salva os homens. Deus faz história com pessoas concretas. Esta genealogia está construída com nomes que identificam pessoas, que se esforçaram por corresponder ao projeto de salvação de Deus. Por elas passou de geração para geração a promessa de Deus realizada em Jesus. Estas pessoas, apesar de serem pecadoras, como todos os homens, foram instrumentos de Deus para construir a esperança na fidelidade de Deus.
Meditar a palavra
A verdade de Deus que vem até nós para nos salvar passa também por mim. A Boa Nova atravessou gerações de homens e mulheres que se identificaram com a novidade trazida por Cristo e comunicaram-na a outros. Eu recebi gratuitamente o dom da fé e sou agora responsável por transmiti-la. A Palavra corre o risco de se perder para sempre no esquecimento se eu e todos como eu guardarmos a palavra só para nós. Aquele Jesus que nasceu de Maria continua a servir-se de homens pecadores como eu para ser conhecido e amado.
Rezar a palavra
Faz-me compreender, Senhor, que por mim passa a responsabilidade de comunicar a todos os homens a tua palavra salvadora. Que a minha fragilidade não seja obstáculo para que outros Te conheçam e te amem.
Compromisso
Hoje quero preocupar-me com salvação dos outros e se puder vou transmitir a outros o meu testemunho de fé.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-17-de-dezembro/>]
São João da Mata

A missão de salvar cristãos prisioneiros dos turcos foi mostrada a João da Mata em uma visão que teve ao celebrar logo a sua primeira missa. Essa foi a motivação que tornou possível a Ordem da Santíssima Trindade e da Redenção dos cativos, ou somente Padres Trinitários, como são conhecidos, que tinha como objetivo resgatar cristãos presos e mantidos como escravos pelos inimigos muçulmanos. Nessa época, o Império Otomano, dos turcos muçulmanos, dominava aquelas regiões.
A nova Congregação foi fundada em 1197 por João da Mata, com o apoio do religioso Félix de Valois, considerado seu co-fundador, também celebrado pela Igreja. A autorização da Igreja veio através do papa Inocêncio III, um ano depois. Mas João, antes de procurar o auxilio de seu contemporâneo Félix, já levava uma vida social e religiosa voltada para a luta a favor dos oprimidos.
João da Mata nasceu em 23 de junho de 1152, em Francon, no sul da França, e desde pequeno mostrou sua preocupação para com os injustiçados. Ele chegava a dividir com os pobres todo o dinheiro que recebia dos pais para seu divertimento. Depois de tornar-se sacerdote e ter-se doutorado em teologia em Paris, procurou Félix, que vivia recluso e solitário, com o qual conviveu por três anos. Nesse período, planejaram a criação da nova Ordem e a melhor maneira de lutar pela liberdade dos cristãos, então subjugados, segregados e muitos mantidos em cativeiro.
Para isso ele ergueu, então, a primeira comunidade em Cerfroi, região deserta nos arredores de Paris, que depois se tornou a Casa-mãe da Ordem dos Trinitários. De lá os sacerdotes missionários formados passaram a soltar os cativos, levando-os, em triunfo, a Paris. O próprio João da Mata organizou uma expedição à África, onde resgatou, pessoalmente, um grande número de cristãos em cativeiro. Em uma segunda viagem, caiu nas mãos dos muçulmanos, foi espancado e deixado sangrando pelas ruas de Túnis, na Tunísia.
Recuperou-se, reuniu os cristãos e os embarcou num navio que devia levá-los a Roma. O barco acabou sendo atacado, teve as velas rasgadas e o leme quebrado. Os registros e a tradição contam que João da Mata tirou o manto, rezou, transformou-o numa vela, pediu a Deus que guiasse o navio e, assim, chegaram ao porto da cidade italiana de Óstia. Depois, muitos outros cristãos foram libertados dessa maneira, na África, pelos integrantes que engrossavam a nova Congregação.
A Ordem dos Trinitários cresceu tanto que seu fundador teve de construir várias outras casas comunitárias, tamanha era a solicitação para o ingresso. João da Mata morreu santamente, no dia 17 de dezembro de 1213. O papa Inocêncio XI elevou à honra dos altares são João da Matha, cuja celebração foi estabelecida para o dia de sua morte.
São Lázaro de Betânia

Lázaro de Betânia, na Judéia, teve a honra de merecer a amizade de Jesus e de desfrutar de sua companhia em sua própria casa. Este santo deve à amizade de Jesus, além da espetacular ressurreição do túmulo, o culto que recebe da Igreja ao longo dos séculos.
A casa de Lázaro era um lugar onde Jesus costumava passar alguns momentos de descanso. Apenas a três milhas de Jerusalém, era uma próspera propriedade agrícola, em Betânia. Lázaro era estimado e respeitado pela comunidade hebraica, pela origem nobre, honestidade e religiosidade da família. Tinha duas irmãs, Marta e Maria, e, ao que parece, os três eram solteiros. Essa amizade, não se sabe quando começou. As narrações feitas pelos evangelistas mostram Jesus sendo confortado pelas atenções dessas irmãs devido à sincera e confiante amizade do dono da casa. Notadamente, Lázaro era um amigo predileto, talvez um de seus primeiros discípulos.
Certo dia, o amigo adoeceu gravemente e as irmãs mandaram avisar Jesus, que estava pregando na distante Galiléia. Aparentando indiferença, Jesus continuou lá, em atividade, mais alguns dias. Veio, então, a triste notícia: “Lázaro, nosso amigo, dorme, vou despertá-lo do sono” disse Jesus. Os discípulos só entenderam que Lázaro havia morrido após a explicação clara de Jesus: “Lázaro morreu, mas me alegro por vossa causa por não estar presente, a fim de que acrediteis. Vamos vê-lo!” (Jo 11,14).
Quatro dias após o sepultamento, Jesus chegou. Marta chamou sua irmã Maria, e junto com Cristo foram ao sepulcro. As duas irmãs choraram e os amigos que estavam presentes se comoveram. O próprio Jesus também chorou. “Vejam quanto o amava”, exclamaram os judeus que notaram o rosto de Jesus com lágrimas. Então, Jesus mandou abrir o sepulcro, entrou nele e, vendo Lázaro enfaixado, ordenou que ele saísse e andasse. Jesus tinha nas palavras a autoridade sobre a vida e a morte. E Lázaro viveu novamente. Alguns dias depois, Lázaro e suas irmãs ofereceram um banquete em agradecimento a Jesus pelo milagre realizado.
Depois desse evento, as Sagradas Escrituras não citam mais os três irmãos. A ressurreição de Lázaro assumiu valor simbólico e profético como prefiguração da ressurreição de Cristo. A casa de Betânia e o túmulo de Lázaro se tornaram as primeiras metas das peregrinações dos cristãos. Este santo é o único a ter o privilégio de ocupar dois túmulos, porque morreu duas vezes.
Embora uma antiga tradição Oriental diga que Lázaro foi bispo e mártir na ilha de Chipre e outra que ele teria viajado para a França e se tornado o primeiro bispo de Marselha, o certo é que Lázaro encerrou sua vida, santamente, como “amigo de Jesus” e, assim, merecedor de nossa veneração. A Igreja escolheu o dia 17 de dezembro para seu culto.
Santa Olímpia

Ao ficar viúva do governador de Constantinopla, Olímpia recebeu muitas propostas para um novo casamento, mas recusou todas porque queria entregar-se à vida religiosa. A sua insistente recusa motivou, mesmo, o confisco de todos os seus bens.
Olímpia nasceu em 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Foi educada por Teodósia, irmã do bispo Anfíloco, futuro santo, o que lhe garantiu receber, logo cedo, os ensinamentos cristãos. Aos vinte anos de idade, casou-se com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa, afastou-se de todos os possíveis pretendentes. O fato muito contrariou o imperador Teodósio, que queria vê-la como esposa do seu primo, um nobre da Corte espanhola. Olímpia, entretanto, perseverou na sua decisão. Como vingança, o soberano mandou que todos os seus bens fossem confiscados e administrados pelo prefeito da cidade. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu, porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Pediu que os bens fossem definitivamente confiscados e doados aos pobres. Não foi atendida.
Em seguida, o imperador fez uma longa viagem e, ao voltar, três anos depois, ficou tão impressionado com as informações sobre sua vida santa e repleta de humildade e caridade que restituiu os bens a ela. Assim, Olímpia continuou suas obras de caridade com maior intensidade. Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo, tornou-se um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo.
Seu nome foi envolvido em denúncias graves infundadas, por isso se tornou vítima de perseguições injustas. Foi acusada de ser cúmplice de são João Crisóstomo no incêndio de uma catedral. Mas ela declarou, categoricamente, que nada fizera, muito menos Crisóstomo, que doava muito dinheiro para a construção de igrejas, portanto não poderia destruir uma.
Essas acusações partiam do antipatriarca Arsácio, inimigo declarado de Crisóstomo, que mandou Olímpia deixar a cidade. O principal motivo desse exílio foi porque ela era a mais estimada assistente de Crisóstomo, chamado de “o maior pregador da Antigüidade”. Era tão competente que, aos trinta anos de idade, se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos.
Logo Olímpia decidiu voltar, declarando ao próprio prefeito que não reconhecia autoridade no antipatriarca por ser usurpador de um poder que a Igreja não lhe concedera. Assim, tornou-se a principal vítima de Arsácio, pois Crisóstomo já havia sido exilado de sua pátria pelo cruel prefeito, cúmplice do antipatriarca. Olímpia morreu no ano 408.
Santa Olímpia é celebrada, no Oriente, nos dias 24 e 25 de julho, e, na Igreja de Roma, no dia 17 de dezembro.
São José Manyanet y Vives

José Manyanet y Vives nasceu, em 7 de janeiro de 1833, no seio de uma família numerosa e cristã, em Tremp, Lleida, Espanha. Inteligente, mas pobre, para completar os seus estudos secundários teve de trabalhar na Escola Pia de Barbastro, e os eclesiásticos completou nos seminários diocesanos de Lleida e Urgell. Foi ordenado sacerdote em 1859.
A preocupação com a formação moral e cristã das famílias era, sem dúvida, sua motivação maior. Sua grande aspiração era que “todas as famílias imitassem e bendizessem a Sagrada Família de Nazaré”; por isso queria formar “uma Nazaré em cada lar”, fazer de cada família uma “Santa Família”. Após anos de intenso trabalho na diocese de Urgell, a serviço do bispo, quando já ocupava o cargo de secretário de visita pastoral, sentiu-se chamado por Deus para fundar duas congregações religiosas.
Contando com o apoio do bispo, em 1864 fundou a Congregação dos Filhos da Sagrada Família Jesus, Maria e José, e, dez anos depois, a Congregação das Missionárias Filhas da Sagrada Família de Nazaré, cuja missão era imitar, honrar e propagar o culto à Sagrada Família de Nazaré e procurar a formação cristã das famílias, principalmente por meio da educação e instrução católica da infância e juventude e do ministério sacerdotal.
Promoveu a construção do Templo Expiatório da Sagrada Família, em Barcelona, destinado a perpetuar as virtudes e exemplos da Família de Nazaré e a ser o lar universal das famílias. A obra é do arquiteto servo de Deus Antônio Gaudí. Impulsionado por este carisma, escreveu várias obras; fundou a revista “A Sagrada Família”; as associações laicas dos Camareiros e Camareiras da Sagrada Família, hoje Associações da Sagrada Família, vinculadas aos seus institutos para se tornarem discípulos, testemunhas e apóstolos do mistério de Nazaré.
Peregrinou em Lourdes, Roma e em Loreto para aprofundar-se no carisma da Família de Nazaré. De tal modo que o próprio carisma lhe penetra por toda a vida, pautada no mistério de uma vocação evangélica expressa nos exemplos de Jesus, Maria e José no silêncio de Nazaré.
Padre José Manyanet pregou, abundantemente, a Palavra de Deus e suas obras foram crescendo apesar das grandes dificuldades. Teve uma vida de dolorosos sofrimentos por causa das doenças corporais que o atingiram e o atormentaram ao longo dos anos. Os últimos dezesseis anos ele conviveu com o que chamava de “as misericórdias do Senhor”: chagas abertas espalhadas pelo corpo. No dia 17 de dezembro de 1901, o fundador foi, serenamente, para a casa do Pai. Seus restos mortais descansam na capela-panteão do Colégio Jesus, Maria e José, onde morreu, em Barcelona.
Continuamente acompanhados pela oração e agradecimento de seus filhos e filhas espirituais e de inumeráveis jovens, crianças e famílias que se aproximaram de Deus atraídos por seu exemplo e seus ensinamentos. Atualmente, os dois institutos estão em vários países da Europa, nas duas Américas e África.
A fama de santidade que o acompanhou em vida se estendeu por todos esses lugares. Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1984. A sua festa foi fixada pela Congregação para o Culto dos Santos em 16 de dezembro. O novo calendário litúrgico, entretanto, coloca esta festa em 17 de dezembro. O mesmo pontífice declarou santo José Manyanet y Vieves em 2004.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 17 DE DEZEMBRO DE 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 4, 2
Naquele dia, o gérmen do Senhor será o ornamento e a glória dos sobreviventes de Israel, o fruto da terra será o seu esplendor e a sua alegria.
V. Os povos, Senhor, temerão o vosso nome
R. E todos os reis da terra a vossa glória.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 4, 3
Naquele dia, os que restarem em Sião e os sobreviventes de Jerusalém serão chamados santos: serão inscritos para a vida em Jerusalém.
V. Lembrai-Vos de nós, Senhor, por amor do vosso povo
R. E visitai-nos com a vossa salvação.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 61, 11
Assim como a terra faz brotar os gérmenes, e o jardim germinar as sementes, assim o Senhor fará brotar a justiça e o louvor diante de todas as nações.
V. Vinde, Senhor, e não tardeis;
R. Perdoai os pecados do vosso povo.
Oração
Deus, criador e redentor do género humano, que no seio da bem-aventurada Virgem Maria quisestes realizar o grande mistério da Encarnação do Verbo, ouvi a nossa oração e concedei que o vosso Filho unigénito, feito homem como nós, nos torne participantes da sua vida divina, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23-24
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser — espírito, alma e corpo — se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Aquele que vos chama; Ele realizará as suas promessas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
V. E dai-nos a vossa salvação.
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
