Ministério da satisfação das necessidades materiais
5 de janeiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 7 DE JANEIRO DE 2025
7 de janeiro de 2025SEGUNDA-FEIRA – SEMANA DA EPIFANIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 61, 1-11
O Espírito do Senhor sobre o seu Servo
O espírito do Senhor Deus está sobre mim,
porque o Senhor me ungiu
e me enviou a anunciar a boa nova aos humildes,
a curar os corações atribulados,
a proclamar a redenção aos cativos
e a liberdade aos prisioneiros,
a promulgar o ano da graça do Senhor
e o dia da acção justiceira do nosso Deus,
a consolar todos os aflitos,
a levar aos aflitos de Sião uma coroa em vez de cinza,
o óleo da alegria em vez do trajo de luto,
cânticos de louvor em vez de um espírito abatido.
Serão chamados «Robles de justiça,
plantados pelo Senhor para sua glória».
Reconstruirão as velhas ruínas,
levantarão os antigos escombros
e renovarão as cidades devastadas,
destruídas há muitas gerações.
Estrangeiros apascentarão os vossos rebanhos,
homens de longe virão cultivar vossos campos e vinhas.
E vós sereis chamados «Sacerdotes do Senhor»
e tereis o nome de «Ministros do nosso Deus».
Comereis da abundância das nações
e gozareis com a sua magnificência.
Porque dobrado foi o seu opróbrio
e tiveram como herança a humilhação e o insulto,
irão receber no seu país duas sortes
e terão alegria eterna.
Porque Eu, o Senhor, amo o direito
e detesto a rapina e a injustiça;
Eu lhes darei fielmente a recompensa
e firmarei com eles uma aliança eterna.
A sua linhagem será conhecida entre os povos,
e a sua descendência no meio das nações.
Quantos os virem terão de os reconhecer
como linhagem que o Senhor abençoou.
Exulto de alegria no Senhor,
minha alma rejubila no meu Deus,
que me revestiu com as vestes da salvação
e me envolveu num manto de justiça,
como noivo que cinge a fronte com o diadema
e a noiva que se adorna com suas jóias.
Como a terra faz brotar os gérmes
e o jardim germinar as sementes,
assim o Senhor Deus fará brotar a justiça
e o louvor diante de todas as nações.
RESPONSÓRIO Is 61, 1; Jo 8, 42
R. O espírito do Senhor está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu; enviou-Me a anunciar a boa nova aos humildes. * A curar os corações atribulados, proclamar a redenção aos cativos e a liberdade aos prisioneiros.
V. Eu saí de Deus e vim ao mundo; não vim de Mim mes mo: foi Ele que Me enviou. * A curar os corações atribulados, proclamar a redenção aos cativos e a liberdade aos prisio neiros.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo
(Sermo 160: PL 52, 620-622) (Sec. V)
Aquele que por nós quis nascer
não quis ser por nós ignorado
Embora no mesmo mistério da Encarnação do Senhor os sinais da sua divindade tenham sido sempre claros, também a solenidade que celebramos manifesta e revela de muitas formas que Deus assumiu um corpo humano, para que a nossa natureza mortal, sempre envolvida por tantas obscuridades, não perca por ignorância o que por graça mereceu receber e possuir.
Com efeito, Aquele que por nós quis nascer não quis ser por nós ignorado; e por isso Se manifestou deste modo, para que o grande mistério da sua bondade não fosse ocasião de grande erro.
Hoje os Magos, que O buscavam resplandecente nas estrelas, encontram-n’O chorando no berço. Hoje os Magos vêem claramente envolvido em panos Aquele que há tanto tempo procuravam de modo obscuro nos astros.
Hoje os Magos consideram com profunda admiração o que vêem no presépio: o Céu na terra, a terra no Céu, o homem em Deus, Deus no homem, e Aquele a quem todo o universo não pode conter incluído num pequenino corpo de criança. Vêem, crêem e não discutem, como o demonstram os seus dons simbólicos: com o incenso reconhecem-n’O como Deus, com o ouro aceitam-n’O como Rei, com a mirra exprimem a fé n’Aquele que havia de morrer.
Assim, os gentios, que eram os últimos, passaram a ser os primeiros: graças à fé dos Magos foi consagrada a crença de toda a gentilidade.
Hoje entra Cristo nas águas do rio Jordão para lavar o pecado do mundo. Para isso veio ao mundo, como dá teste munho o mesmo João: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Hoje o servo recebe o Senhor; o homem recebe a Deus; João recebe a Cristo; recebe-O para obter o perdão, não para o dar.
Hoje, como anuncia o Profeta, a voz do Senhor ressoa sobre as águas. Que voz? Este é o meu Filho amado em quem pus toda a minha complacência.
Hoje o Espírito Santo paira sobre as águas em forma de pomba, para que, assim como a pomba de Noé anunciou o fim do dilúvio, assim esta fosse sinal de haver cessado o perpétuo naufrágio do mundo; não trouxe, porém, como aquela, apenas um pequeno ramo da velha oliveira, mas derramou a plenitude do crisma sobre a cabeça do novo Progenitor, cumprindo-se assim o que o Profeta anunciou: Por isso, o Senhor teu Deus te ungiu com o óleo da alegria, de preferência a todos os teus companheiros.
Hoje Cristo dá início aos sinais celestes, convertendo a água em vinho. Mas a água havia de converter-se no sacra mento do Sangue, para que Cristo oferecesse aos que têm sede o cálice puro da sua graça em plenitude, como diz o Profeta: O meu precioso cálice transborda.
RESPONSÓRIO
R. São três os dons preciosos que os Magos ofereceram ao Senhor, naquele dia, como símbolos do seu mistério: * O ouro manifesta o Rei poderoso, o incenso proclama o Sumo Sa cer dote, a mirra anuncia a morte e sepultura do Senhor.
V. Os Magos adoraram no presépio o Autor da nossa salvação, e dos seus tesouros ofereceram-Lhe simbólicos pre sentes; * O ouro manifesta o Rei poderoso, o incenso proclama o Sumo Sacerdote, a mirra anuncia a morte e sepultura do Senhor.
Oração
Iluminai, Senhor, os nossos corações com o esplendor da vossa divindade, para que, através das trevas deste mundo, caminhemos com segurança para a pátria da luz eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Is 9, 5
Um Menino nasceu para nós, um Filho nos foi dado. Tem o poder sobre os seus ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz».
RESPONSÓRIO BREVE
V. Virão adorar o Senhor todos os reis da terra.
R. Virão adorar o Senhor todos os reis da terra.
V. Hão-de servi-l’O todos os povos.
R. Todos os reis da terra.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Virão adorar o Senhor todos os reis da terra.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4606-liturgia-de-06-de-janeiro-de-2025>]
SEGUNDA FEIRA – SEMANA DA EPIFANIA
(branco, pref. da Epifania – ofício do dia)
Antífona
– Raiou para nós um dia de bênção; vinde, nações, e adorai o Senhor; porque grande luz desceu sobre a terra.
Coleta
– Ó Deus, o vosso Verbo eterno ornou a face do céu e assumiu da Virgem Maria a fragilidade da nossa carne. Nós vos pedimos: aquele que, como esplendor da verdade, apareceu entre nós manifeste a plenitude do seu poder para redenção do mundo. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: 1 Jo 3,22-4,6
Salmo Responsorial: Sl 2,7-8.10-11 (R: 8a)
– Eu te darei por tua herança os povos todos.
R: Eu te darei por tua herança os povos todos.
– O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és o meu Filho, e eu hoje te gerei” Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio.
R: Eu te darei por tua herança os povos todos.
– E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito!
R: Eu te darei por tua herança os povos todos.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 4,12-17.23-25
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-depois-da-epifania-6/>]
Leitura I 1Jo 3, 22-4, 6
Caríssimos:
Nós recebemos de Deus tudo o que Lhe pedirmos,
porque cumprimos os seus mandamentos
e fazemos o que Lhe é agradável.
É este o seu mandamento:
acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo,
e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou.
Quem observa os seus mandamentos
permanece em Deus e Deus nele.
E sabemos que permanece em nós
pelo Espírito que nos concedeu.
Caríssimos, não deis crédito a qualquer espírito,
mas examinai os espíritos para ver se são de Deus,
porque surgiram no mundo muitos falsos profetas.
Nisto conhecereis o espírito de Deus:
todo o espírito que confessa a Jesus Cristo feito homem
é de Deus;
e todo o espírito que não confessa a Jesus
não é de Deus.
Este é o espírito do Anticristo,
do qual ouvistes dizer que havia de vir
e agora já está no mundo.
Vós, meus filhos, sois de Deus e já os vencestes,
porque Aquele que está no meio de vós
é maior do que aquele que está no mundo.
Eles são do mundo;
por isso falam a linguagem do mundo
e o mundo escuta-os.
Nós somos de Deus
e quem conhece a Deus escuta-nos;
quem não é de Deus não nos escuta.
Nisto distinguimos o espírito da verdade e o espírito do erro.
Compreender a palavra
João fala abertamente sobre a experiência crente de quem pertence a Cristo e dos perigos que o rodeiam. É difícil discernir entre o Espírito de Deus e o espírito do mundo. Mas o cristão não se deixa enganar. Sabe que no mundo está o espírito do anticristo e por isso procura-lhe os sinais. O Espírito de Deus confessa Jesus Cristo feito homem e o espírito do mundo nega e não confessa Jesus Cristo. Esta certeza chama a permanecer naquele que é mais forte que o espírito do mundo, a escutar a voz de Deus e não a voz do mundo e a distinguir o espírito da verdade do espírito do erro. Os cristãos sabem que tudo vem de Deus para aqueles que cumprem os seus mandamentos.
Meditar a palavra
Confessar que Jesus Cristo é o Filho de Deus não é mera teoria que se consolida com palavras, mas uma atitude de vida que leva ao cumprimento do mandamento: “Acreditar no nome do Filho de Deus e amarmo-nos uns aos outros como ele nos mandou”. Esta é uma experiência fundante da vida cristã e princípio para distinguir entre o Espírito de Deus e o espírito do mundo. Sabemos que no mundo existem falsos profetas, homens que anunciam o anticristo e negam que Jesus Cristo é o Filho de Deus feito homem, por isso aprendemos a distinguir. Não vale tudo e não é tudo igual. Há uma linguagem do mundo que agrada a quem pertence ao mundo e uma linguagem de Deus que há de atrair os que creem em Cristo. Nós somos de Deus, diz S. João, por isso, escutamos a Deus e distinguimos a verdade do erro.
Rezar a palavra
Ensina-me, Senhor a acreditar que tu é o Filho de Deus feito homem e a amar os meus irmãos como tu me mandaste. Concede-me o teu espírito para discernir entre a verdade e o erro, distinguir a tua voz e confessar que tu és o Cristo.
Compromisso
Porque a verdade nos libertará, escuto a voz de Deus.
Evangelho Mt 4, 12-17.23-25
Naquele tempo,
quando Jesus ouviu dizer que João Batista fora preso,
retirou-Se para a Galileia.
Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum,
terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali.
Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
«Terra de Zabulão e terra de Neftali,
estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios:
o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;
para aqueles que habitavam na sombria região da morte
uma luz se levantou».
Desde então, Jesus começou a pregar:
«Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus».
Depois percorria toda a Galileia,
ensinando nas sinagogas,
proclamando o Evangelho do reino
e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.
A sua fama propagou-se por toda a Síria:
traziam-Lhe todos os que estavam doentes,
atingidos de diversos males e sofrimentos,
possessos, epiléticos e paralíticos,
e Jesus curava-os.
Seguiram-n’O grandes multidões,
que tinham vindo da Galileia e da Decápole,
de Jerusalém, da Judeia e de Além-Jordão.
Compreender a palavra
Este texto de Mateus mostra, na primeira parte, o início da vida pública de Jesus e, na segunda, um resumo da sua pregação. Primeiro que tudo salta à vista a afirmação “Assim se cumpria”. Mostra que Jesus é claramente aquele que vem para dar cumprimento às promessas feitas no passado e anunciadas pelos profetas. Depois a referência ao texto de Isaías mostra que Jesus é o Messias anunciado por este profeta. E finalmente a luz que se faz ver na escuridão em terras de Zabulão e Neftali apresenta Jesus como a luz que veio para iluminar todos os homens. A segunda parte sintetiza o apelo de Jesus “Arrependei-vos”. Este arrependimento tem uma razão. Abriu-se uma página nova na vida da humanidade com a chegada de Jesus. A sua chegada é a chegada do Reino. Então o arrependimento tem uma razão “porque está próximo o reino dos Céus” quer dizer, porque no reino dos céus só entra quem tiver uma nova mentalidade. É essa também a razão das muitas curas de Jesus. Curar é renovar, é dar nova vida. O reino dos Céus requer homens novos com vida nova nascida das mãos de Jesus.
Meditar a palavra
Hoje, Jesus faz ouvir a sua voz nesta terra que é a minha vida e mostra-me um caminho novo no meio de uma terra desprezada, abandonada, marcada pelo pecado. A sua voz é um chamamento e entrar no Reino dos céus. A sua voz é um convite à conversão. Sinto a sua voz como uma mão que me toca e me cura de todas as enfermidades do espírito que não permitem acolher a novidade da sua palavra. Sinto que Ele me toca ali, onde eu tenho mais dificuldade em aceitar que preciso refazer a minha vida, renovar o meu coração, transformar a minha mentalidade. Quero que a Palavra de Jesus seja como os seus pés e as suas mãos que percorrem os caminhos da minha vida, curando e indicando uma nova maneira de viver?
Rezar a palavra
Senhor Jesus, Tu és a Boa Notícia que vem à minha vida. Sinto na tua palavra uma novidade capaz de me transformar. Mas Também sinto como me é difícil alterar os meus padrões de vida, as minhas decisões, as minhas ocupações e distrações. Construí uma maneira de viver e pensar que muitas vezes choca com a tua palavra e custa-me aceitar a mudança. Sei que é necessário, sei também que serei mais feliz quando aceitar a tua proposta, mas nem sempre tenho a coragem de mudar. Peço-te que me toques com as tuas mãos e me ajudes a levantar, a caminhar, a ver, a escutar, a amar e a falar, como fizeste a tantos homens e mulheres que em ti encontraram uma nova razão de viver.
Compromisso
Vou pensar ao longo do dia em três coisas que preciso urgentemente de mudar para poder responder aos desafios que Jesus me coloca. Hoje, antes do dia terminar (se possível numa igreja) vou rezar para que Jesus me ajude a ser capaz de realizar essa mudança.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-06-de-janeiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 06 de Janeiro
Postado em: por: marsalima
Dia de Reis e da Epifania do Senhor
O “Dia de Reis” é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade.
O termo “mago” vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país de suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus. Portanto, não eram astrólogos nem bruxos, ao contrário, eram inimigos destas enganosas artes mágicas e misteriosas.
Esses soberanos corretos, esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus.
Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando “pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus”. Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e encontraram o Menino Deus.
A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Alí, os reis magos, depois de adorar o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro, significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para suas nações, evitando novo contato com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor.
A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.
No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: “O primeiro, diz, foi Melquior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos… O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro… O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. “A Palavra de Cristo”, IX, p. 195)”.
Deus revelou seu Filho ao mundo e ordenou que o acatassem e seguissem. Os reis magos fizeram isto com toda humildade, gesto que simboliza o reconhecimento do mundo pagão desta Verdade. Isso é o mais importante a ser festejado nesta data. A revelação, isto é, a Epifania, que confirma a divindade do Santo Filho de Deus feito homem, que no futuro sacrificaria a própria vida em nome da salvação de todos nós.
Santo Julião e Santa Basilissa
É um casal para figurar na história da Igreja com louvores. Julião era filho de um casal cristão muito devoto e rico que lhe deu uma educação esmerada e requintada, desde a tenra idade. Depois, desejosos de ver o filho bem casado, para constituir uma sólida e cristã família, decidiram consolidar o seu matrimônio, aos dezoito anos, com a jovem Basilissa. Extremamente obediente, o rapaz que nunca havia mencionado seu voto de castidade à família, realizou o sonho dos pais e se casou com a bela e suave jovem, que como ele procedia de uma prospera e bem situada família seguidora dos mesmos preceitos cristãos que a de seu noivo.
Uma vez casados, Julião com gentileza conversou com a esposa Basilissa e juntos fizeram um pacto de consagração a Deus, para se dedicarem a Seu serviço, apesar do sacramento matrimonial . Assim a união carnal não se concretizou e ambos permaneceram virgens. Somente, após a morte dos pais é que os dois puderam viver a vida espiritual na plenitude almejada. Usando seus bens, cada um fundou um mosteiro: Julião, o masculino e Basilissa, o feminino. Com o saldo do patrimônio mantinham várias obras de caridade e sustentavam os mosteiros que funcionavam também como hospitais, para atendimento dos mais necessitados. O de Basilissa atendia especialmente aos leprosos
Nesse período o Cristianismo vivia os seus tempos mais trágicos, o das perseguições sanguinárias impostas em todo o Império pelos tiranos Diocleciano e Maximiano. Em auxílio aos cristãos surgiu Julião que abrigou em seu mosteiro dezenas deles, que procuravam refugio das implacáveis investidas. Porém foi denunciado e viu aos poucos todos serem “julgados” e condenados ao suplício e à morte pelo testemunho da fé. Até que chegou sua vez. Como se recusou a adorar os ídolos pagãos e renegar a fé em Cristo foi martirizado por um longo período. Segundo os registros dessa época arquivados pela Igreja, o período foi descrito como de muitas torturas e sofrimento, mas também de muitos prodígios e graças ocorridos através das mãos de Julião.
Julião foi finalmente assassinado e pôde descansar em paz em 9 de janeiro de 302.
Enquanto Basilissa, conseguiu ser poupada, vivendo junto aos mais miseráveis e pobres leprosos os quais tratava como filhos. Ela morreu algum tempo depois, dizem em 18 de novembro de 304, tendo promovido muitos prodígios de cura e graças.
A Igreja reverencia a memória do casal, Santo Julião e Santa Basilissa, no dia 6 de janeiro, conforme o último ajuste oficial feito no Martirológio Romano. Nele também encontramos a correção de suas origens citada antes como sendo da Antioquia mas que se comprovou ser de Antinoe capital de Tebaide, no Egito. Entretanto, algumas regiões do Oriente ainda os celebram no dia 09 de janeiro.
Santo Carlo de Sezze
Curiosamente, no Convento Franciscano de Lazio, chegavam leigos e personalidades da Igreja a fim de confidenciarem seus problemas ao cozinheiro. Aliás, esse cozinheiro era também o jardineiro e o porteiro do convento e seu nome era Carlo.
Nascido em 22 de outubro de 1613, em Sezze, Itália, Carlo era um irmão leigo, pessoa humilde, submissa e sempre muito contente. Descontentes estavam seus familiares, os Melchiori ou Marchionne, cujas propriedades rurais se perdiam de vista. Seus familiares tinham outros planos para Carlo, pois queriam que ele estudasse e fizesse carreira. Porém, poucos anos depois, Carlo era garçom numa cantina de fazenda, em fuga dos estudos por causa de um professor severo. Mas Carlo lia por conta própria, levando uma vida de ermitão e de santo. Depois, já aos 22 anos, estava entre os franciscanos.
A essa altura, os familiares o queriam sacerdote, mas ele seria sempre frei Carlo, mais nada, sem graduação alguma. Carlo passou por inúmeros conventos franciscanos, sempre trabalhando, recolhendo esmolas, socorrendo doentes e moribundos em suas casas. Com o transcorrer dos anos, desponta nele o explorador de consciências, o modificador de atitudes e comportamentos, e essa fama corre por toda Igreja.
Embora Carlo cuidasse apenas da horta e da cozinha do convento, sempre acontecia ser enviado para outras cidades para que pudesse aconselhar bispos e cardeais. Um dia recebe uma incumbência, diretamente do Papa Clemente IX (1667-69): “Frei Carlo, dizem que na cidade de Perúgia há uma madre santa, vá lá e verifique pessoalmente a veracidade da situação”. Uma grande responsabilidade para um simples cozinheiro. Frei Carlo tinha pouca instrução, mas escrevia belíssimas páginas espirituais e autobiográficas, numa gramática acidentada, porém, eficiente. Também não lhe faltaria sua porção de Calvário, com acusações de uma mulher mundana. Consideradas depois, calúnias, mas que fizeram o frei adoecer por alguns anos.
Após uma viagem a Úmbria, frei Carlo falece em 6 de janeiro de 1670, no Convento de São Francisco, na cidade de Roma. E no seu peito se descobre um sinal estranho, como uma cicatriz. Posteriormente, uma comissão médica declararia que esse sinal é de origem sobrenatural. Em vida, frei Carlo falava de “um raio de luz” que o havia atingido no peito, em 1648, numa igreja romana, durante êxtase profundo com Deus. O pedido de sua canonização foi feito pouco tempo após sua morte, mas seria concluído somente em 1959, pelo Papa João XXIII, que o proclamou santo.
Seu corpo é conservado na igreja do convento onde faleceu e sua festa é celebrada no dia seguinte ao da sua morte, para não coincidir com a Epifania.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 6 DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 4, 7
Não há nação tão grande que tenha a divindade tão perto de si, como está perto de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que O invocamos.
V. Deus apareceu na terra
R. E começou a viver entre os homens
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 12, 5-6
Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas: anunciai-as a toda a terra. Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião, porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.
V. As nações hão-de ver a vossa justiça
R. Todos os reis contemplarão a vossa glória
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tob 14, 6-7
Todas as nações da terra se converterão e temerão a Deus na verdade. Todos abandonarão os ídolos que os extraviaram na mentira dos seus erros e louvarão em justiça o Deus dos séculos. Todos os filhos de Israel que forem salvos naquele dia se lembrarão de Deus com sinceridade e virão reunir-se em Jerusalém; e alegrar-se-ão todos os que amam a Deus na verdade
V. Povos da terra, bendizei o Senhor.
R. Proclamai o seu louvor em todas as nações
Oração
Iluminai, Senhor, os nossos corações com o esplendor da vossa divindade, para que, através das trevas deste mundo, caminhemos com segurança para a pátria da luz eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Pedro 1, 3-4
Cristo, com o seu poder divino, deu-nos tudo o que é necessário à vida e à piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou pela sua glória e poder. Por Ele entramos na posse das maiores e mais preciosas promessas, para nos tornarmos participantes da natureza divina, livres da corrupção que a concupiscência gerou no mundo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
R. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
V. Hão-de glorificá-l’O todos os povos.
R. Todas as nações da terra.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



