“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 30 DE JANEIRO DE 2025
30 de janeiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 1 DE FEVEREIRO DE 2025
1 de fevereiro de 2025Sexta-feira da Semana III do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Deuteronómio 31, 1-15.23
Últimas palavras de Moisés
Naqueles dias, Moisés dirigiu ainda estas palavras a todo o Israel:
«Tenho hoje cento e vinte anos, já não posso ir e vir. Além disso, o Senhor disse-me: ‘Não passarás o Jordão’. É o Senhor teu Deus que há-de passá-lo à tua frente, Ele é que destruirá as nações que tens diante de ti e as conquistará. Josué irá à tua frente, como disse o Senhor. O Senhor tratará essas nações como tratou os reis amorreus Sicon e Og e as suas terras que arrasou. O Senhor vo-las entregará nas vossas mãos, e vós as tratareis em tudo segundo as ordens que vos dei. Sede fortes, sede valorosos; não receeis nem tremais diante deles. O Senhor vosso Deus avançará convosco e não vos desamparará nem abandonará».
Depois Moisés chamou Josué e disse-lhe na presença de todo o Israel: «Sê forte e valoroso, porque hás-de entrar com este povo na terra que o Senhor jurou dar a seus pais; és tu que o introduzirás nessa herança. O Senhor avançará à tua frente e estará contigo; não te desamparará nem te abandonará. Não temas nem te assustes».
Moisés escreveu esta lei e deu-a aos sacerdotes, filhos de Levi, que transportavam a Arca da Aliança do Senhor, bem como a todos os anciãos de Israel. Moisés deu-lhes também esta ordem: «Todos os sete anos, na altura do ano do perdão, na Festa dos Tabernáculos, quando todo o Israel vier à presença do Senhor teu Deus, ao lugar que Ele tiver escolhido, proclamarás esta Lei diante de todo o Israel, para que os seus ouvidos a escutem. Reunirás o povo, homens, mulheres e crianças, bem como o imigrante que viver nas tuas cidades, para que oiçam e aprendam a temer o Senhor vosso Deus e procurem cumprir todas as palavras desta Lei. Então os filhos deles que ainda não a conheçam, hão-de escutá-la e aprenderão a temer o Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra da qual ides tomar posse, depois de passardes o Jordão».
O Senhor disse a Moisés: «Está próximo o dia da tua morte. Chama Josué; apresentai-vos na Tenda da Reunião e Eu lhe darei as minhas ordens». Moisés e Josué apresentaram‑se ambos na Tenda da Reunião, e o Senhor apareceu numa coluna de nuvem que parou à entrada da Tenda.
O Senhor deu as suas ordens a Josué, filho de Nun, dizendo: «Sê forte e valoroso, porque hás-de introduzir os filhos de Israel na terra que lhes prometi com juramento. E Eu estarei contigo».
RESPONSÓRIO cf. Deut 31, 7b-8; Prov 3, 26
R. Sê forte e valoroso, pois o Senhor teu Deus será o teu guia. * Não temas: Ele estará contigo.
V. O Senhor será o teu amparo e livrará da armadilha os teus pés. * Não temas: Ele estará contigo.
SEGUNDA LEITURA
Das Cartas de São João Bosco, presbítero
(Epistolario, Torino 1959. 4, 201-203) (Sec. XIX)
Como Jesus, manso e humilde de coração
Antes de mais, se queremos ser amigos do verdadeiro bem dos nossos alunos e encaminhá-los para o cumprimento dos seus deveres, é necessário que nunca vos esqueçais de que sois representantes dos pais desta querida juventude, esta juventude que foi sempre o terno objecto das minhas preocupações, dos meus estudos, do meu ministério sacerdotal e da nossa Congregação Salesiana.
Quantas vezes, meus queridos filhos, na minha longa carreira, me tive de convencer desta grande verdade: é mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la; direi mesmo que é mais cómodo, para a nossa impaciência e para a nossa soberba, castigar os recalcitrantes do que corrigi-los, suportando-os com firmeza e benignidade.
A caridade que vos recomendo é aquela de que usava São Paulo com os recém-convertidos e que muitas vezes o fez chorar e suplicar quando os encontrava menos dóceis e menos dispostos a corresponder ao seu zelo.
Tende cuidado que ninguém possa julgar que procedeis movidos pelo ímpeto da emoção repentina. Dificilmente quem castiga é capaz de conservar aquela calma que é necessária para afastar qualquer dúvida de que agimos para demonstrar a nossa autoridade ou desafogar o nosso mau humor.
Olhemos como filhos nossos para aqueles sobre os quais exercemos alguma autoridade. Ponhamo-nos ao seu serviço como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens, envergonhando-nos de tudo o que nos possa dar a aparência de dominadores; e se algum domínio exercemos sobre eles, há-de ser apenas para os servir melhor.
Assim fazia Jesus com os seus Apóstolos, tolerando-os na sua ignorância e rudeza, e inclusivamente na sua pouca fidelidade; era tal a familiaridade e afeição com que tratava os pecadores que a alguns causava espanto, a outros escândalo, e em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus; por isso nos ordenou que aprendêssemos d’Ele a ser mansos e humildes de coração.
Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda a cólera quando devemos censurar as suas falhas, ou ao menos moderemo-la de tal modo que pareça totalmente dominada.
Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; mas tenhamos compaixão no presente e esperança no futuro: então seremos verdadeiros pais e conseguiremos uma verdadeira correcção.
Em certos momentos muito graves ajuda mais uma recomendação a Deus, um acto de humildade perante Ele, do que uma tempestade de palavras, que só fazem mal a quem as ouve e de nenhum proveito servem para quem as merece.
RESPONSÓRIO Mc 10, 13-14; Mt 18, 5
R. Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele as tocasse, mas os discípulos repreenderam-nos. E Jesus disse: * Deixai que as crianças se aproximem de Mim e não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus.
V. Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim. * Deixai que as crianças se aproximem de Mim e não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus.
Oração
Senhor nosso Deus, que em São João Bosco destes à vossa Igreja um pai e mestre da juventude, fazei que, animados pelo mesmo amor, nos entreguemos ao vosso serviço trabalhando pela salvação dos homens. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Romanos 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A lei de Deus está no seu coração.
R. A lei de Deus está no seu coração.
V. Os seus passos não vacilam.
R. A lei de Deus está no seu coração.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A lei de Deus está no seu coração.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-iii-do-tempo-comum-8/>]
Sexta-feira da Semana III do Tempo Comum
São João Bosco, presbítero
Memória
João Bosco nasceu em 1815, perto de Castelnuovo, na diocese de Turim. Sofreu muitas privações na sua infância. Ordenado presbítero, consagrou todas as suas energias à educação da juventude, usando o método da persuasão, da religiosidade autêntica, do amor que procura prevenir, em vez de reprimir. Fundou várias obras, sobretudo a Sociedade Salesiana de são Francisco de Sales e, com o auxílio de santa Maria Domingas Mazzarello, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, para a formação da juventude no trabalho e na vida cristã. Morreu neste dia, em 1888, em Turim na Itália.
Leitura I Heb 10, 32-39
Irmãos:
Lembrai-vos dos primeiros dias,
em que, depois de terdes sido iluminados,
suportastes tão grandes e dolorosos combates,
ora expostos publicamente aos insultos e tribulações,
ora tornando-vos solidários com os que eram assim tratados.
De facto, compartilhastes o sofrimento dos prisioneiros
e aceitastes com alegria a espoliação dos vossos bens,
sabendo que possuís riqueza melhor e duradoira.
Não queirais, portanto, perder a vossa confiança,
que terá uma grande recompensa.
Vós tendes necessidade de perseverança,
para cumprir a vontade de Deus
e alcançar os bens prometidos.
Porque «ainda um pouco e bem pouco tempo,
e Aquele que há de vir não tardará».
Ora «o meu justo viverá pela fé,
mas se retroceder, não agradará à minha alma».
Nós não somos daqueles que retrocedem para a sua perdição,
mas daqueles que perseveram na fé para salvar a sua alma.
compreender a palavra
O autor da carta dirige-se àqueles que foram iluminados, querendo dizer os que foram batizados, e que foram experimentados com grandes tribulações. Estes partilharam o sofrimento causado pela perda dos bens e por isso, também sentiram a alegria de quem conhece uma riqueza maior do que as riquezas deste mundo e a aceitação dos homens. Agora, diz, não devem perder a confiança, mas com perseverança devem continuar a experiência de Deus até chegar aos bens prometidos. “Nós não somos daqueles que retrocedem, mas daqueles que perseveram na fé”.
meditar a palavra
O batismo é uma experiência que nos acompanha a vida toda. Naquele dia aderimos com fé ao projeto de Jesus que há de concretizar-se um dia na salvação da nossa alma. Até lá, porém, muitas tribulações, perseguições, insultos e chacota do mundo nos pode acontecer. No meio das tribulações sabemos que somos solidários com todos os que passaram pela mesma experiência e isso deve fortalecer-nos. Aqueles que vivem da fé e são iluminados pelo batismo permanecem firmes, perseverantes sem desanimar porque sabem que a recompensa é para os que fazem a vontade de Deus.
rezar a palavra
Concede-me, Senhor, o dom da perseverança. Conhecendo pelo batismo a riqueza a que sou chamado, ilumina-me com a luz da fé para não sucumbir às perseguições daqueles que contra mim lançam a perseguição a fim de me desviar da salvação que vem de ti.
compromisso
Recordo o batismo e o tempo em que o Senhor me fez forte diante das tribulações.
Evangelho Mc 4, 26-34
Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«O reino de Deus é como um homem
que lançou a semente à terra.
Dorme e levanta-se, noite e dia,
enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como.
A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga,
por fim o trigo maduro na espiga.
E quando o trigo o permite, logo se mete a foice,
porque já chegou o tempo da colheita».
Jesus dizia ainda:
«A que havemos de comparar o reino de Deus?
Em que parábola o havemos de apresentar?
É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra,
é a menor de todas as sementes que há sobre a terra;
mas, depois de semeado, começa a crescer
e torna-se a maior de todas as plantas da horta,
estendendo de tal forma os seus ramos
que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».
Jesus pregava-lhes a palavra de Deus
com muitas parábolas como estas,
conforme eram capazes de entender.
E não lhes falava senão em parábolas;
mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.
compreender a palavra
O Reino de Deus é uma realidade difícil de definir. Jesus utiliza algumas parábolas para nos ajudar. Nestas parábolas mostra dois aspetos do Reino. A primeira ensina que o segredo do reino está na ação silenciosa e discreta de Deus. A segunda diz que muitas vezes os sinais não se veem, são pequenos, simples e humildes, mas os frutos do reino são enormes.
meditar a palavra
Sou convidado a trabalhar no reino com a paciência de quem sabe que não me compete a mim decidir de que modo e quando é que o meu trabalho dá fruto. Por outro lado, sou chamado a ver com os olhos de Deus a presença do reino nas pequenas coisas deste mundo.
rezar a palavra
Ensina-me a ser pequenino e a reconhecer-te presente nos meus irmãos mais pequenos. Os pequenos aos olhos dos homens são grandes no teu reino, Senhor. Quero ter a capacidade de ver a força que se esconde nas pequenas coisas de cada dia.
compromisso
Hoje vou trabalhar com a alegria de quem sabe que Deus está a construir o seu reino através do meu trabalho.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-31-de-janeiro/>]
São João Bosco, presbítero
Memória
João Bosco nasceu em 1815, perto de Castelnuovo, na diocese de Turim. Sofreu muitas privações na sua infância. Ordenado presbítero, consagrou todas as suas energias à educação da juventude, usando o método da persuasão, da religiosidade autêntica, do amor que procura prevenir, em vez de reprimir. Fundou várias obras, sobretudo a Sociedade Salesiana de são Francisco de Sales e, com o auxílio de santa Maria Domingas Mazzarello, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, para a formação da juventude no trabalho e na vida cristã. Morreu neste dia, em 1888, em Turim na Itália.
Leitura I Heb 10, 32-39
Irmãos:
Lembrai-vos dos primeiros dias,
em que, depois de terdes sido iluminados,
suportastes tão grandes e dolorosos combates,
ora expostos publicamente aos insultos e tribulações,
ora tornando-vos solidários com os que eram assim tratados.
De facto, compartilhastes o sofrimento dos prisioneiros
e aceitastes com alegria a espoliação dos vossos bens,
sabendo que possuís riqueza melhor e duradoira.
Não queirais, portanto, perder a vossa confiança,
que terá uma grande recompensa.
Vós tendes necessidade de perseverança,
para cumprir a vontade de Deus
e alcançar os bens prometidos.
Porque «ainda um pouco e bem pouco tempo,
e Aquele que há de vir não tardará».
Ora «o meu justo viverá pela fé,
mas se retroceder, não agradará à minha alma».
Nós não somos daqueles que retrocedem para a sua perdição,
mas daqueles que perseveram na fé para salvar a sua alma.
compreender a palavra
O autor da carta dirige-se àqueles que foram iluminados, querendo dizer os que foram batizados, e que foram experimentados com grandes tribulações. Estes partilharam o sofrimento causado pela perda dos bens e por isso, também sentiram a alegria de quem conhece uma riqueza maior do que as riquezas deste mundo e a aceitação dos homens. Agora, diz, não devem perder a confiança, mas com perseverança devem continuar a experiência de Deus até chegar aos bens prometidos. “Nós não somos daqueles que retrocedem, mas daqueles que perseveram na fé”.
meditar a palavra
O batismo é uma experiência que nos acompanha a vida toda. Naquele dia aderimos com fé ao projeto de Jesus que há de concretizar-se um dia na salvação da nossa alma. Até lá, porém, muitas tribulações, perseguições, insultos e chacota do mundo nos pode acontecer. No meio das tribulações sabemos que somos solidários com todos os que passaram pela mesma experiência e isso deve fortalecer-nos. Aqueles que vivem da fé e são iluminados pelo batismo permanecem firmes, perseverantes sem desanimar porque sabem que a recompensa é para os que fazem a vontade de Deus.
rezar a palavra
Concede-me, Senhor, o dom da perseverança. Conhecendo pelo batismo a riqueza a que sou chamado, ilumina-me com a luz da fé para não sucumbir às perseguições daqueles que contra mim lançam a perseguição a fim de me desviar da salvação que vem de ti.
compromisso
Recordo o batismo e o tempo em que o Senhor me fez forte diante das tribulações.
Evangelho Mc 4, 26-34
Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«O reino de Deus é como um homem
que lançou a semente à terra.
Dorme e levanta-se, noite e dia,
enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como.
A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga,
por fim o trigo maduro na espiga.
E quando o trigo o permite, logo se mete a foice,
porque já chegou o tempo da colheita».
Jesus dizia ainda:
«A que havemos de comparar o reino de Deus?
Em que parábola o havemos de apresentar?
É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra,
é a menor de todas as sementes que há sobre a terra;
mas, depois de semeado, começa a crescer
e torna-se a maior de todas as plantas da horta,
estendendo de tal forma os seus ramos
que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».
Jesus pregava-lhes a palavra de Deus
com muitas parábolas como estas,
conforme eram capazes de entender.
E não lhes falava senão em parábolas;
mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.
compreender a palavra
O Reino de Deus é uma realidade difícil de definir. Jesus utiliza algumas parábolas para nos ajudar. Nestas parábolas mostra dois aspetos do Reino. A primeira ensina que o segredo do reino está na ação silenciosa e discreta de Deus. A segunda diz que muitas vezes os sinais não se veem, são pequenos, simples e humildes, mas os frutos do reino são enormes.
meditar a palavra
Sou convidado a trabalhar no reino com a paciência de quem sabe que não me compete a mim decidir de que modo e quando é que o meu trabalho dá fruto. Por outro lado, sou chamado a ver com os olhos de Deus a presença do reino nas pequenas coisas deste mundo.
rezar a palavra
Ensina-me a ser pequenino e a reconhecer-te presente nos meus irmãos mais pequenos. Os pequenos aos olhos dos homens são grandes no teu reino, Senhor. Quero ter a capacidade de ver a força que se esconde nas pequenas coisas de cada dia.
compromisso
Hoje vou trabalhar com a alegria de quem sabe que Deus está a construir o seu reino através do meu trabalho.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 31 DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 1, 16b-17
O Evangelho é força de Deus para a salvação de todo o crente. Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus, que tem origem na fé e conduz à fé, conforme está escrito: «O justo viverá pela fé».
V. No Senhor se alegra o nosso coração
R. Em seu santo nome pomos a nossa confiança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 3, 21-22a
Independentemente da lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos os crentes.
V. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração,
R. Os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 8-9
É pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de nós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
V. Na terra se conhecerão os vossos caminhos
R. E entre os povos a vossa salvação.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 8, 28-30
Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados segundo o seu desígnio. Porque aos que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou; e àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor é justo e ama a justiça.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
V. Os homens rectos contemplarão a sua face.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor é justo e ama a justiça.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
