“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 1 DE FEVEREIRO DE 2025
1 de fevereiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 3 DE FEVEREIRO DE 2025
3 de fevereiro de 2025Apresentação do Senhor
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Êxodo 13, 1-3a, 11-16
Consagração do primogénito
Naqueles dias, o Senhor falou a Moisés, dizendo: «Consagra-Me todo o primogénito, tudo o que for o primeiro fruto do seio materno entre os filhos de Israel, tanto de homens como de animais, porque Me pertence». Moisés disse ao povo: «Quando o Senhor te fizer entrar no país dos cananeus, conforme te jurou a ti e aos teus antepassados, e to entregar, oferecerás ao Senhor tudo o que for o primeiro fruto do seio materno; de toda a primeira criação dos teus animais, os machos pertencem ao Senhor. Mas a primeira cria dos jumentos, resgatá-la-ás com um cordeiro; se não a resgatares, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás também todo o primogénito do homem entre os teus filhos.
E quando o teu filho amanhã te perguntar: ‘Que significa isto?’, dir-lhe-ás: ‘O Senhor libertou-nos do Egipto, da casa da escravidão, com mão poderosa. Como o Faraó se mostrava renitente em nos deixar partir, o Senhor matou todos os primogénitos da terra do Egipto, desde os primogénitos dos homens até às primeiras crias dos animais. É por isso que eu sacrifico ao Senhor todas as primeiras crias masculinas e resgato todo o primogénito dos meus filhos’.
Isto será como um sinal na tua mão e um memorial na tua fronte, porque o Senhor nos libertou, com mão forte, da terra do Egipto».
RESPONSÓRIO cf. Lc 2, 28
R. Adorna a tua morada, Sião, e recebe a Cristo, o teu Rei. * A Virgem deu-O à luz, permanecendo sempre Virgem, e adorou Aquele que tinha gerado.
V. Simeão tomou o Menino em suas mãos e deu graças ao Senhor. * A Virgem deu-O à luz, permanecendo sempre Virgem, e adorou Aquele que tinha gerado.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Sofrónio, bispo
(Orat. 3 de Hypapante, 6-7: PG 87, 3, 3291-3293) (Sec. VII)
Recebamos a luz clara e eterna
Todos nós que celebramos e veneramos com tanta piedade o mistério do Encontro do Senhor, corramos para Ele com todo o fervor do nosso espírito. Ninguém deixe de participar neste Encontro, ninguém se recuse a levar a sua luz.
Levemos em nossas mãos o brilho das velas, para significar o esplendor divino d’Aquele que Se aproxima e ilumina todas as coisas, dissipando as trevas do mal com a sua luz eterna, e também para manifestar o esplendor da alma, com o qual devemos correr ao encontro de Cristo.
Assim como a Virgem Mãe de Deus levou ao colo a luz verdadeira e a comunicou àqueles que jaziam nas trevas, assim também nós, iluminados pelo seu fulgor e trazendo na mão uma luz que brilha diante de todos, devemos acorrer pressurosos ao encontro d’Aquele que é a verdadeira luz.
Na verdade a luz veio ao mundo e, dispersando as trevas que o envolviam, encheu-o de esplendor; visitou-nos do alto o Sol nascente e derramou a sua luz sobre os que se encontravam nas trevas: este é o significado do mistério que hoje celebramos. Caminhemos empunhando as lâmpadas, acorramos trazendo as luzes, não só para indicar que a luz refulge já em nós, mas também para anunciar o esplendor maior que dela nos há-de vir. Por isso, vamos todos juntos, corramos ao encontro de Deus.
Eis que veio a luz verdadeira, que ilumina todo o homem que vem a este mundo. Todos nós, portanto, irmãos, deixemonos iluminar, para que brilhe em nós esta luz verdadeira.
Nenhum fique excluído deste esplendor, nenhum persista em continuar imerso na noite, mas avancemos todos resplandecentes; iluminados por este fulgor, vamos todos juntos ao seu encontro e com o velho Simeão recebamos a luz clara e eterna; associemo-nos à sua alegria e cantemos com ele um hino de acção de graças ao Pai da luz, que enviou a luz verdadeira e, afastando todas as trevas, nos fez participantes do seu esplendor.
A salvação de Deus, com efeito, preparada diante de todos os povos, manifestou a glória que nos pertence a nós, que somos o novo Israel; e nós próprios, graças a Ele, vimos essa salvação e fomos absolvidos da antiga e tenebrosa culpa, tal como Simeão, depois de ver a Cristo, foi libertado dos laços da vida presente.
Também nós, abraçando pela fé a Cristo Jesus que vem de Belém, nos convertemos de pagãos em povo de Deus (Jesus é com efeito a Salvação de Deus Pai) e vemos com os nossos próprios olhos Deus feito carne; e porque vimos a presença de Deus e a recebemos, por assim dizer, nos braços do nosso espírito, nos chamamos novo Israel. Com esta festa celebramos cada ano de novo essa presença, que nunca esquecemos.
RESPONSÓRIO Ez 43, 4-5; cf. Lc 2, 24
R. A glória do Senhor entrou no templo pela porta que está voltada para o Oriente. * E a glória do Senhor encheu o templo.
V. Os pais do Menino Jesus levaram-n’O ao templo. * E a glória do Senhor encheu o templo.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Mal 3, 1
Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. E imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da aliança por quem suspirais.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Adorai o Senhor no seu santuário.
R. Adorai o Senhor no seu santuário.
V. Aclamai a glória e o poder do Senhor.
R. No seu santuário.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Adorai o Senhor no seu santuário.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/apresentacao-do-senhor-7/>]
Apresentação do Senhor
O Anjo da Aliança entrou no seu templo
Como a flore da amendoeira anuncia a primavera e os rebentos das figueiras dizem que o verão está a chegar; como no céu se inscreve a chuva e o calor, como a noite anuncia à outra noite que o sol se levanta cada dia, o coração fala do Senhor, do rei da glória, do Anjo da Aliança que vem.
LEITURA I Ml 3, 1-4
Assim fala o Senhor Deus:
«Vou enviar o meu mensageiro,
para preparar o caminho diante de Mim.
Imediatamente entrará no seu templo
o Senhor a quem buscais,
o anjo da Aliança por quem suspirais.
Ele aí vem – diz o Senhor do universo –.
Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda,
quem resistirá quando Ele aparecer?
Ele é como o fogo do fundidor
e como a lixívia dos lavandeiros.
Sentar-Se-á para fundir e purificar:
purificará os filhos de Levi,
como se purifica o ouro e a prata,
e eles serão para o Senhor
os que apresentam a oblação segundo a justiça.
Então a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor,
como nos dias antigos, como nos anos de outrora.
Malaquias anuncia a chegada do dia do Senhor. Nesse dia o Senhor vai entrar no seu templo para nos purificar com o fogo a fim de oferecermos uma oblação agradável aos seus olhos.
Salmo 23 (24), 7.8.9.10 (R. 10b)
O Senhor é um rei glorioso. Diante dele elevam-se os pórticos e os umbrais porque ele é o Senhor de toda a terra, é o herói de todas as batalhas, porque é grande a sua glória.
LEITURA II Heb 2, 14-18
Uma vez que os filhos dos homens
têm o mesmo sangue e a mesma carne,
também Jesus participou igualmente da mesma natureza,
para destruir, pela sua morte,
aquele que tinha poder sobre a morte, isto é, o diabo,
e libertar aqueles que estavam a vida inteira
sujeitos à servidão,
pelo temor da morte.
Porque Ele não veio em auxílio dos anjos,
mas dos descendentes de Abraão.
Por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos,
para ser um sumo sacerdote misericordioso e fiel
no serviço de Deus,
e assim expiar os pecados do povo.
De facto, porque Ele próprio foi provado pelo sofrimento,
pode socorrer aqueles que sofrem provação.
Jesus fez-se igual a nós para vencer o diabo que nos domina. Com a sua morte vence a nossa morte e torna-se para nós o Sumo Sacerdote misericordioso e capaz de se compadecer de nós.
EVANGELHO Forma longa Lc 2, 22-40
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés,
Maria e José levaram Jesus a Jerusalém,
para O apresentarem ao Senhor,
como está escrito na Lei do Senhor:
«Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor»,
e para oferecerem em sacrifício
um par de rolas ou duas pombinhas,
como se diz na Lei do Senhor.
Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão,
homem justo e piedoso,
que esperava a consolação de Israel;
e o Espírito Santo estava nele.
O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria
antes de ver o Messias do Senhor;
e veio ao templo, movido pelo Espírito.
Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino
para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito,
Simeão recebeu-O em seus braços
e bendisse a Deus, exclamando:
«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra,
deixareis ir em paz o vosso servo,
porque os meus olhos viram a vossa salvação,
que pusestes ao alcance de todos os povos:
luz para se revelar às nações
e glória de Israel, vosso povo».
O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados
com o que d’Ele se dizia.
Simeão abençoou-os
e disse a Maria, sua Mãe:
«Este Menino foi estabelecido
para que muitos caiam ou se levantem em Israel
e para ser sinal de contradição;
– e uma espada trespassará a tua alma –
assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».
Havia também uma profetiza,
Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser.
Era de idade muito avançada
e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela
e viúva até aos oitenta e quatro.
Não se afastava do templo,
servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações.
Estando presente na mesma ocasião,
começou também a louvar a Deus
e a falar acerca do Menino
a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor,
voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.
Entretanto, o Menino crescia
e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria.
E a graça de Deus estava com Ele.
Ao entrar no templo, levado por Maria e José, Jesus torna visível a esperança de Israel e dá cumprimento às palavras do profeta Malaquias que anuncia a entrada do Anjo da Aliança no seu templo.
Reflexão da Palavra
O livro do profeta Malaquias é o último profeta do Antigo Testamento. O profeta exerce a sua missão cerca de 450 anos a.C.. No seu tempo o povo está ainda sob o domínio persa, não há rei em Israel e quem dirige o povo são os sacerdotes, pouco zelosos dos interesses do Senhor e do seu povo. Perante esta situação, Malaquias insurge-se contra o modo de proceder dos sacerdotes e acusa-os de serem eles quem impede a chegada do Rei Messias quando deviam ser os interlocutores entre Deus e o seu povo.
Tendo em conta este contexto, percebemos as palavras do profeta na primeira leitura. Ele anuncia o dia da chegada do “Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais” e refere que à sua chegada entrará “imediatamente” no templo. É ali que estão os sacerdotes, filhos de Levi, que precisam de purificação. Este será o dia do juízo, porque o próprio Senhor virá “como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros. Sentar-Se-á para fundir e purificar” ou como se diz no versículo 5, “apresentar-me-ei diante de vós para julgar”. O interesse do Senhor não é condenar mas purificar, lavar, branquear porque só purificados do seu atual procedimento os sacerdotes poderão “apresentar a oblação segundo a justiça”, para que “a oblação de Judá e de Jerusalém seja agradável ao Senhor”.
No entanto, há uma dúvida “quem poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele aparecer?”. O profeta anuncia que virá primeiro um mensageiro “vou enviar o meu mensageiro”, que vai preparar o caminho para que todos possam suportar o dia da chegada do Senhor, “para preparar o caminho diante de Mim”.
Percebe-se que este mensageiro é a figura de João Batista a quem o próprio Jesus aplica esta profecia quando diz à multidão “que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas aqueles que usam roupas luxuosas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos digo, e mais que profeta. É aquele de quem está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro diante de ti, para te preparar o caminho’” (Mt 11, 7-10).
Do salmo 24, que proclama o louvor de Deus criador “do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo inteiro e os que nele habitam”, recolhem-se os últimos versículos. O Deus criador é também o rei glorioso que vai entrar no seu templo com toda a sua majestade, para quem é necessário levantar os umbrais e altear os pórticos. Perante a majestade do Senhor, “quem poderá subir à montanha… quem poderá apresentar-se no seu santuário?”, questiona o salmista.
Jesus que entra no templo para ser apresentado por Maria e José, é o Senhor glorioso, desconhecido ainda por todos, mas anunciado pelo profeta e aguardado, desejado, pelo povo. Quem está preparado para o receber? Quem pode permanecer de pé diante dele?
Jesus é “Sumo Sacerdote fiel” esta é a grande afirmação da Carta aos hebreus. Esta é também a grande dificuldade que os primeiros cristãos, de origem judaica, têm que enfrentar diante dos seus contemporâneos. Os judeus recusam-se a considerar Jesus como sacerdote e menos ainda Sumo Sacerdote porque ele não é descendente de Aarão nem da tribo de Levi, a tribo sacerdotal, mas descendente de David. A carta aos hebreus esforça-se por demonstrar que Jesus é verdadeiro sacerdote. Para isso afirma que o sacerdócio de Jesus não vem de Aarão, mas de Melquisedec, “Cristo não se atribuiu a glória de se tornar Sumo Sacerdote, mas concedeu-lha aquele que lhe disse: “Tu és meu filho, eu hoje te gerei. E como diz noutro passo: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec” (Hb 5, 5-6).
Jesus reúne todos os requisitos necessário para ser sacerdote. Ele é membro do povo, “participou da mesma natureza” dos filhos dos homens, “semelhante em tudo aos seus irmãos”e não atribuiu a si mesmo este título de glória, foi-lhe dado e não para seu benefício, mas em favor dos irmãos, “tomado de entre os homens é constituído em favor dos homens” (5,1), para “libertar aqueles que estavam a vida inteira sujeitos à servidão” e “expiar os pecados do povo” mediante “a sua morte”, o “seu sofrimento”. O sacerdócio do Antigo Testamento é, em Jesus, elevado à perfeição porque ele é “um Sumo Sacerdote fiel”, misericordioso, capaz de se compadecer.
O evangelista Lucas apresenta ao leitor Maria e José plenamente inseridos na esperança do seu povo. Conhecem as promessas de Deus e conhecem a Lei. Sabem que a fé e a Lei andam juntas e vivem cumprindo a Lei cheios de fé. A fé de Israel, a fé de Maria e José, é fortalecida pela esperança no Messias que há de vir. Por isso, “quando se cumpriu o tempo da sua purificação” eles vão ao templo cumprir a Lei, manifestando, assim, a grandeza da sua fé. Com este gesto manifestam também a submissão de Jesus à condição humana, “sujeito à Lei”.
O relato de Luca insere aqui dois personagens, Simeão e Ana. Simeão é apresentado como um homem idoso, justo e piedoso e cheio do Espírito Santo. Ele é o exemplo da esperança paciente do seu povo, “esperava a consolação de Israel”. Tinha recebido a revelação de que não morreria sem ver o Messias. Ana é uma mulher de 84 anos, profetisa, viúva depois de sete anos de casamento, filha de Fanuel e da tribo de Aser e “não se afastava do templo”.
Simeão e Ana representam a paciência de Israel que esperou longos séculos pela chegada do Messias, sem perder o desejo de o ver. Em nome de todo o povo, Simeão, exclama “os meus olhos viram a vossa salvação” numa clara expressão de alegria. Nas palavras de Simeão torna-se patente também que esta salvação é universal “que pusestes ao alcance de todos os povos”.
Ana é a última profetiza do Antigo Testamento. Ela é uma mulher plenamente realizada, está bem consigo, com a sua vida, com a sua história, com Deus e com os homens e por isso, ao ver Jesus, faz o que sabe fazer, “louvar a Deus”e “falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém”.
Jesus, trazido nos braços de Maria e José, realiza o que tinha sido anunciado por Malaquias “Imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais”, ele é a “Luz para se revelar às nações”, ele é “a glória de Israel”. Cumpre-se a esperança de Israel.
Meditação da Palavra
A Festa da Apresentação do Senhor concentra a nossa atenção em Jesus que, para se cumprir o que está determinado pela Lei judaica, é levado por Maria e José, ao templo para ser circuncidado. Este rito, habitual na tradição judaica, é vivido por Maria e José como uma experiência profunda da sua fé. Para eles, cumprir a Lei é fazer a vontade de Deus, é a total realização do “faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Aquele acontecimento, tão natural na vida dos casais que tinham a graça de receber nos braços um filho primogénito, tem aqui um alcance maior porque este primogénito que entra no templo não é apenas um filho de homem é o filho de Deus concebido no seio de Maria pela força do Espírito Santo. Este primogénito vem cumprir todas as promessas e, por isso, realiza o que foi anunciado por Malaquias e que nós escutámos na primeira leitura. Ele é “o Anjo da Aliança por quem suspirais” que ao chegar “Imediatamente entrará no seu templo”.
O menino que entra no templo levado como oferta ao Senhor, pelos seus pais, é o mesmo que mais tarde entrará no templo para o purificar expulsando o vendedores e cambistas que fizeram da casa de oração um covil de ladrões e é o mesmo que se oferece a si mesmo como oblação agradável a Deus no altar da cruz, porque é o Sumo Sacerdote da Nova Aliança.
Lucas insere nesta cena dois anciãos que representam o povo de Israel e a sua esperança messiânica, para revelar o mistério que se esconde no menino. Ele é, como se pode ver nas palavras de Simeão “a salvação” que vem ao encontro dos homens, é “a Luz que se revela às nações” e “a glória de Israel”, ele é, na boca da profetisa Ana, “a libertação de Jerusalém”.
Esta revelação é feita pelo próprio Espírito Santo que está em Simeão, lhe promete que não morrerá sem ter visto o Messias e o move a ir ao Templo naquele momento em que Jesus está a entrar. O mesmo Espírito está também em Ana que, estando presente, anuncia a todos a grande revelação que recebeu durante a sua vida de proximidade com Deus, a quem servia dia e noite, na oração e no jejum.
Simeão é o Israel fiel que finalmente recebe Jesus nos braços e Ana a Igreja na sua missão de anunciar a todos os homens a mesma esperança. Eles nos ensinam a ver, “os meus olhos viram”, Deus escondido num recém-nascido, como está escondido nas coisas pequenas e simples da vida. Do mesmo modo que se encontra oculto aos olhos de Israel, no Egipto, no deserto do Sinai, no desterro de Babilónia, nas lutas que tem que travar contra os inimigos ou nas feridas deixadas pela opressão, está presente também nas circunstâncias da nossa vida. Nas dores e angústias, nas alegrias e nas tristezas, nos tempos de dor e lágrimas, nos fracassos e nas derrotas, na solidão, no deserto espiritual ou no vazio existencial.
Simeão e Ana ensinam-nos a esperar com paciência, talvez durante toda a vida para chegar a ver Deus sempre presente com a sua graça a transformar o que em nós foi permanecendo como sinal envelhecido na nossa condição humana e a descobrir que a graça vale mais que a vida e que a vida toda não chega para o bendizer. Ensinam-nos a olhar para o menino e a reconhecer nele a salvação que é dada a todos os que esperam, a acolhê-lo nos braços para o deixar entrar pelos pórticos da nossa vida e a falar dele a todos os que, como nós esperam sem desânimo, no meio das tentações que se atravessam na vida.
Simeão e Ana ensinam-nos que a salvação vem de Jesus e não de outro. Que só ele, pela sua morte, espada de dor que atravessa o coração de Maria, vence a nossa morte e nos liberta da servidão do pecado, porque ele é o Sumo Sacerdote misericordioso e digno de confiança, capaz de se compadecer de nós e nos perdoar.
Nesta festa olhemos para Jesus, o “Anjo da Aliança”, o Senhor do templo, que hoje quer entrar no santuário do nosso coração para aí estabelecer a retidão e a justiça a fim de nos oferecermos a nós mesmos como oblação agradável ao Senhor.
Rezar a Palavra
“Os meus olhos já viram”, Senhor, mas ainda não tudo quanto o teu mistério me quer revelar. Ainda não vi o suficiente para reconhecer a tua presença em todas as circunstâncias da minha vida. Ainda não vi o suficiente para me decidir a altear os pórticos do meu coração e os umbrais da minha vida para que habites em mim como num templo. Ainda não vi o suficiente para reconhecer que a tua graça vale mais que a vida. Ainda não vi o necessário para me oferecer a mim mesmo como oblação agradável aos teus olhos.
Compromisso semanal
Quero ver como Simeão e anunciar como a profetisa Ana.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-02-de-fevereiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Fevereiro
Postado em: por: marsalima

Maria Domenica Mantovani (Bem-Aventurada)
Maria Domenica, primogênita de quatro irmãos, nasceu em Castelletto de Brenzone, em Verona, no dia 12 de novembro de 1862. Teve nos seus pais João Batista Mantovani e Prudência Zamperini, e no seu avô, que vivia com eles, a influência profunda de uma família honesta e cristã de trabalhadores simples, piedosos e dignos.
Freqüentou apenas a escola primária, por causa da pobreza da família. Mas a falta de cultura foi compensada pelos dotes de inteligência, vontade e grande senso prático. Desde criança mostrou sua vocação religiosa e incentivada pelo avô, dedicava-se à oração e a tudo o que se referia a Deus. Casa, escola e igreja foram os campos que forjaram o seu caráter.
Maria Domenica tinha quinze anos, quando chegou o novo pároco Padre José Nascimbeni, mais tarde também beatificado. Desde então ele se tomou o seu diretor espiritual, que intuindo seu temperamento generoso, a forte vontade de prosseguir na vida da perfeição, conduziu-a seguro e lúcido, para as mais altas conquistas espirituais. Ela foi a sua primeira colaboradora nas muitas atividades paroquiais. Dedicava-se ao ensino do catecismo às crianças, visitava e assistia os doentes e os pobres. Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para suas companheiras.
Assim, aos vinte e quatro anos no dia da Virgem Imaculada da Conceição, aos 8 de dezembro de 1886, na presença do pároco, emitiu os voto de perpétua virgindade, dedicando-se completamente à Deus e empenhando-se no auxílio ao pároco em todas as suas iniciativas pastorais.
Quando o Padre Nascimbeni, depois de se aconselhar com o Bispo, decidiu fundar uma nova família religiosa, encontrou em Maria Domenica a sua principal colaboradora e que se tornou sua co-fundadora; junto com outras três jovens. As quatro fizeram um breve noviciado junto às Terciárias Franciscanas de Verona e em 1892, emitiram a profissão, iniciando em Castelletto o novo Instituto chamado ” Pequenas Irmãs da Sagrada Família”, cujo nome se tornou o indicativo da orientação apostólica e espiritual da nova congregação.
Maria Domenica Mantovani mudou o nome para Maria Josefina da Imaculada e foi escolhida como primeira superiora da casa, cargo que exerceu até a morte. Ela contribuiu muito na elaboração das Constituições e na formação das Irmãs. Colaboração que foi determinante para o desenvolvimento e expansão do Instituto. Sua obra completou a do Fundador, de tal forma que se confundiam. A ação dele era intensa, forte, enérgica; a dela era delicada, escondida, embora também firme. Ambas se apoiavam em eloqüentes exemplos e pacientes esperas.
Depois da morte do Fundador, em 1922, Maria Domenica continuou a guiar o Instituto, com ânimo, prudência, grande entrega a Deus e profundo senso de responsabilidade. E teve a graça de ver a aprovação canônica definitiva das Constituições e do Instituto, antes de morrer. Soube assim que a obra teria continuidade com as mil e duzentas Irmãs espalhadas por cento e cinqüenta casas filiais na Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, dedicadas às mais variadas atividades apostólicas e caritativas.
Aos setenta e dois anos de idade Madre Maria Josefina da Imaculada faleceu depois de breve enfermidade, no dia 02 de fevereiro de 1934. Sepultada no cemitério de Castelletto de Brenzone; desde 1987 seu corpo incorrupto foi transladado para o mausoléu, já ocupado pelo Fundador, no interior da Casa-mãe do Instituto, naquela cidade. O Papa João Paulo II beatificou Maria Domenica Mantovani em 2003, destinando sua festa para o dia de seu transito.
Apresentação do Senhor
A data de hoje lembra o cumprimento, por Maria e José, de um preceito hebraico. Quarenta dias após dar à luz, a mãe deveria passar por um ritual de “purificação” e apresentar o filho ao Senhor, no templo. Desde o século quatro essa festa era chamada de “Purificação de Maria”.
Com a reforma litúrgica de 1960, passou-se a valorizar o sentido da “apresentação”, oferta de Jesus ao Pai, para que seu destino se cumprisse, marcando em conseqüência a aceitação por parte de Maria do que o Pai preparara para o fruto de sua gestação. A data passou a ser lembrada então como a da “Apresentação do Senhor”.
No templo, a família foi recebida pelo profeta Simeão e pela profetiza Ana, num encontro descrito por São Lucas no seu evangelho, da seguinte maneira:
“Assim que se completaram os dias da purificação conforme a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, segundo está escrito na Lei do Senhor, que “todo varão primogênito será consagrado ao Senhor” e para oferecerem em sacrifício, segundo o que está prescrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.
Havia em Jerusalém um homem justo chamado Simeão, muito piedoso, que esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Pelo Espírito Santo foi-lhe revelado que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, veio ele ao templo e, ao entrarem os pais com o Menino Jesus, também ele tomou-o em seus braços, bendizendo a Deus, e disse: “Agora, Senhor, já podes deixar teu servo morrer em paz segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste ante a face de todos os povos, luz para iluminação das gentes e para a glória do teu povo, Israel”. José e Maria estavam maravilhados com as coisas que se diziam de Jesus. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua Mãe: “Este Menino será um sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel; e uma espada atravessará a tua alma para que se descubram os pensamentos de muitos corações”. (Lc 2,22-35).
Ambos, Simeão e Ana, reconheceram em Jesus o esperado Messias e profetizaram o sofrimento e a glória que viriam para Ele e a família. É na tradição dessa profecia que se baseia também a outra festa comemorada nesta data, a de Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, ou ainda dos Navegantes.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 2 DE FEVEREIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 8, 14
O Senhor será a vossa santificação. Ele será pedra de escândalo e pedra de tropeço para as duas casas de Israel, o laço e a armadilha para os habitantes de Jerusalém.
V. O Senhor recordou-Se da sua bondade e fidelidade,
R. Em favor da casa de Israel.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 42, 13
O Senhor avança como um herói; como um guerreiro, desperta o seu ardor e lança o seu grito de guerra; como um herói, enfrenta os seus inimigos.
V. Os confins da terra viram a salvação do nosso Deus:
R. Aclamai o Senhor, terra inteira.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 12, 5-6
Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas: anunciai-as em toda a terra. Entoai cânticos de alegria e exultai, habitantes de Sião, porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.
V. Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade.
R. Abraçaram-se a justiça e a paz.
Oração
Deus eterno e omnipotente, humildemente Vos suplicamos que, assim como vosso Filho Unigénito foi neste dia apresentado no templo, revestido da natureza humana, assim também, de alma purificada, nos apresentemos diante de Vós. Por nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 4, 15-16
Nós não temos um sumo sacerdote incapaz de Se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado. Vamos, portanto, cheios de confiança, ao trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor deu a conhecer a sua salvação.
R. O Senhor deu a conhecer a sua salvação.
V. Que pôs ao alcance de todos os povos.
R. A sua salvação
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor deu a conhecer a sua salvação.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

