9 de fevereiro de 2025
Depois de tudo ficaremos apenas a lavar as redes?
De pé, equilibrando-se no ritmo das ondas, lança as redes ao mar. Não fizera outra coisa em toda a sua vida. Com mais peixe ou menos peixe, mais de noite do que de dia, lança as redes e puxa as redes como se não houvesse outra saída.
Dentro dele ressoa uma voz: “faz-te ao largo”. Sem dar tempo para pensar, os movimentos dos braços e do coração impelem o barco para a água e sem acreditar vê-se no meio do mar. A mesma voz de novo se impõe: “Lança as redes”. E eis que a multidão se reúne para escutar.
