“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE FEVEREIRO DE 2025
12 de fevereiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE FEVEREIRO DE 2025
14 de fevereiro de 2025Quinta-feira da Semana V do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola aos Gálatas 4, 8-31
Herança divina e liberdade da Nova Aliança
Irmãos: Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servistes àqueles que na realidade não são deuses. Agora, porém, que conheceis a Deus, ou melhor, que sois conhecidos de Deus, como quereis voltar outra vez a esses elementos sem força e sem valor, aos quais quereis servir de novo? Celebrais os dias, os meses, as estações e os anos. Receio que o meu trabalho entre vós tenha sido inútil.
Sede como eu, irmãos, eu vo-lo peço, pois também eu me fiz como vós. Em nada me ofendestes. Como sabeis, foi por ocasião de uma doença que vos anunciei o Evangelho pela primeira vez. E, apesar disso, não me desprezastes nem rejeitastes por causa daquela enfermidade, que era para vós uma dura prova. Pelo contrário, recebestes-me como a um anjo de Deus, como a Cristo Jesus.
Onde está agora essa vossa alegria? Porque eu posso testemunhar que, se fosse possível, teríeis arrancado os vossos olhos para mos dar. E agora, tornei-me vosso inimigo por vos ter dito a verdade? O interesse que aí mostram por vós não é sincero. O que eles querem é separar-vos de mim, a fim de vos interessardes por eles. É bom ser-se objecto de afeição, mas sempre, e não só quando estou no meio de vós. Meus filhinhos, por quem sinto novamente as dores da maternidade, até que Cristo Se forme em vós, bem quisera estar agora convosco e dar outro tom à minha voz, porque me sinto perplexo a vosso respeito.
Dizei-me, vós que quereis estar sujeitos à Lei: porventura não escutais a Lei? Está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, outro da mulher livre. O da escrava nasceu segundo a natureza, e o da mulher livre em virtude da promessa.
Há nisto uma alegoria. As mulheres representam as duas alianças. A primeira, concluída no Monte Sinai, gera escravos: é Agar. Ora o Sinai é um monte da Arábia e corresponde à actual Jerusalém, que de facto é escrava juntamente com seus filhos. Mas a Jerusalém do alto é livre: é nossa mãe. Porque está escrito:
«Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz, rejubila e canta de alegria, tu que não conheces as dores da maternidade, porque os filhos da abandonada são mais numerosos que os daquela que tem marido».
E vós, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaac. Mas assim como o que outrora nasceu segundo a natureza perseguia o que nasceu segundo o espírito, assim também sucede agora. E que diz a Escritura? Expulsa a escrava e o seu filho, porque o filho da escrava não será herdeiro com o filho da mulher livre». Por isso, irmãos, não somos filhos da escrava, mas da mulher livre.
RESPONSÓRIO Gal 4, 28.31; 5, 1a; Cor 3, 17
R. Como Isaac, somos filhos da promessa; por isso, não somos filhos da escrava, mas da mulher livre. * E foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou.
V. O Senhor é espírito, e onde está o espírito do Senhor está a liberdade. * E foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou.
SEGUNDA LEITURA
Do Comentário de Santo Agostinho, bispo, sobre a Epístola aos Gálatas
(Nn. 37.38: PL 35, 2131-2132) (Sec. V)
Até que Cristo Se forme em vós
Diz o Apóstolo: Sede como eu, que, sendo judeu de nascimento, segui um critério espiritual e abandonei as considerações exclusivamente materiais. Porque também eu sou como vós, isto é, sou homem. Depois, com discrição e delicadeza, recorda-lhes a sua afeição por eles, para que não o considerem como inimigo. E adianta: Irmãos, em nada me ofendestes; como se dissesse: «Por isso, não penseis que eu vos queira ofender».
Acrescenta ainda: Meus filhos, para que o imitem como a um pai. Por quem sinto novamente as dores da maternidade até que Cristo Se forme em vós. Isto o dizia personificando a Igreja, nossa mãe; de facto, noutra passagem, afirma: Fiz-me generoso para convosco, como a mãe que alimenta os seus filhos.
Cristo forma-Se, pela fé, naquele que acredita, no homem interior, chamado à liberdade da graça, manso e humilde de coração, que não se envaidece com os méritos das suas acções, que nada valem, mas atribui todo o mérito à graça divina. A este pode chamar um dos seus pequenos irmãos e identificá-lo consigo mesmo Aquele que disse: Tudo o que fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes. Cristo é formado naquele que recebe a forma de Cristo; e recebe a forma de Cristo quem se une a Ele com amor espiritual.
O resultado deste amor espiritual é a imitação perfeita de Cristo, na medida em que isto lhe é possível. Quem diz que está em Cristo, afirma São João, deve viver como Ele viveu.
Como os seres humanos são concebidos por suas mães e nelas se vão formando e, uma vez formados, se dão à luz e nascem, pode surpreender-nos a afirmação citada: Por quem sinto novamente as dores da maternidade, até que Cristo Se forme em vós. A não ser que entendamos estas dores da maternidade como referência às angústias e cuidados com que o Apóstolo os formou até nascerem em Cristo; e novamente sente as dores da maternidade por causa dos perigos da sedução com que os vê perturbados. Esta solicitude que lhe causa tantos cuidados a respeito deles, e que ele compara com as dores da maternidade, pode durar até que eles cheguem à medida da estatura de Cristo na sua plenitude, de modo que já não se deixem arrastar por qualquer vento de doutrina.
Por conseguinte, quando diz: Por quem sinto novamente as dores da maternidade, até que Cristo Se forme em vós, não se refere ao início da fé, pela qual já tinham nascido, mas ao fortalecimento e aperfeiçoamento na fé. A estas dores da maternidade se refere também noutra passagem, com palavras diferentes, quando diz: E, além de tudo isto, a minha preocupação de cada dia, o cuidado solícito de todas as Igrejas. Quem é fraco, sem que eu também o seja? Quem se escandaliza, sem que eu não me consuma?
RESPONSÓRIO Ef 4, 15; Prov 4, 18
R. Praticando a verdade na caridade, * Cresceremos em tudo para Aquele que é a Cabeça, Cristo.
V. O caminho dos justos é como a luz da aurora, cuja claridade vai crescendo até ao pleno dia. * Cresceremos em tudo para Aquele que é a Cabeça, Cristo.
Oração
Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Isaías 66, 1-2
Eis o que diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra escabelo dos meus pés. Que casa podereis construir-me? Qual será o lugar do meu repouso? Pela minha mão foram feitas todas as coisas e tudo me pertence, diz o Senhor. O meu olhar volta-se para os humildes e os corações contritos, para aqueles que temem as minhas palavras.
RESPONSÓRIO BREVE
V. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
R. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
V. Quero observar os vossos decretos.
R. Ouvi-me, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-v-do-tempo-comum-7/>]
Quinta-feira da Semana V do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Gn 2, 18-25
Disse o Senhor Deus:
«Não é bom que o homem esteja só:
vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele».
Então o Senhor Deus,
depois de ter formado da terra
todos os animais do campo e todas as aves do céu,
conduziu-os até junto do homem,
para ver como ele os chamaria,
a fim de que todos os seres vivos fossem conhecidos
pelo nome que o homem lhes desse.
O homem chamou pelos seus nomes
todos os animais domésticos, todas as aves do céu
e todos os animais do campo.
Mas não encontrou uma auxiliar semelhante a ele.
Então o Senhor Deus fez descer sobre o homem
um sono profundo
e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma costela,
fazendo crescer a carne em seu lugar.
Da costela do homem o Senhor Deus formou a mulher
e apresentou-a ao homem.
Ao vê-la, o homem exclamou:
«Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne.
Chamar-se-á ‘mulher’, porque foi tirada do ‘homem’».
Por isso, o homem deixará pai e mãe,
para se unir à sua mulher,
e os dois serão uma só carne.
O homem e sua mulher estavam nus,
mas não sentiam vergonha.
compreender a palavra
A criação do homem reveste-se de uma solenidade que não é descrita em relação à criação das outras criaturas de que está repleta a terra. O homem aparece como interlocutor de Deus. A ele foi concedida a honra de por os nomes a todos os seres vivos. No entanto, o homem não encontrou na criatura outro ser que lhe fosse igual. A mulher, sim, tirada da sua costela, do seu lado, do lugar do coração, fá-lo exclamar: “Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne.”. Entre eles, havia harmonia, igual dignidade e transparência. Estavam nus porque não tinham sido tocados pelo pecado.
meditar a palavra
A descrição da criação do homem e da mulher, a harmonia entre o homem e Deus e entre ele e a mulher faz-nos perguntar sobre o que é que se colocou entre eles para ter desaparecido esta felicidade inicial. Criados por Deus encontraram um no outro alguém que lhes é igual, capaz de estabelecer relação e de partilhar ideais e sonhos, projetos e desejos. Deus abençoou esta harmonia. Estavam nus, mas estavam bem diante de Deus e diante um do outro. Foi assim na criação e é também assim hoje, quando não entra na relação das pessoas o mal que impede o olhar límpido e transparente sobre o outro.
rezar a palavra
Nas nossas relações, Senhor, quantas vezes deixamos entrar a desconfiança, a dúvida, o ciúme, a inveja e com isso perdemos o olhar límpido e transparente sobre os outros. Quantas vezes desconfiamos da amizade sincera, da verdade que nos é oferecida, do amor que nos é dado? Quantas vezes permitimos que se levante o ciúme que nos faz pequenos e inquietos para com o amor sincero do outro. Abre-nos à harmonia para estarmos bem uns com os outros. Faz-nos rever as nossas relações à luz da tua palavra.
compromisso
Cuidar dos outros é caminho para chegar a ser o que Deus quer de mim.
Evangelho Mc 7, 24-30
Naquele tempo,
Jesus dirigiu-Se para a região de Tiro e Sidónia.
Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse.
Mas não pôde passar despercebido,
pois logo uma mulher,
cuja filha tinha um espírito impuro,
ao ouvir falar d’Ele, veio prostrar-se a seus pés.
A mulher era pagã, siro-fenícia de nascimento,
e pediu-Lhe que expulsasse o demónio de sua filha.
Mas Jesus respondeu-lhe:
«Deixa primeiro que os filhos estejam saciados,
pois não está certo tirar o pão dos filhos
para o lançar aos cachorrinhos».
Ela, porém, disse:
«Senhor, também é verdade que os cachorrinhos
comem debaixo da mesa as migalhas das crianças».
Então Jesus respondeu-lhe:
«Dizes muito bem.
Podes voltar para casa,
porque o demónio já saiu da tua filha».
Ela voltou para casa
e encontrou a criança deitada na cama.
O demónio tinha saído.
compreender a palavra
Deparamo-nos hoje com uma circunstância muito especial. Jesus está numa região marcada pelo paganismo. Tiro e Sidónia não são cidades judaicas. Jesus dirige-se para aquela região algumas vezes e serve-se destas cidades para chamar a atenção de Israel. Enquanto ali se encontrava, uma mulher pagã veio prostra-se diante dele. Trazia consigo um problema sério: sua filha estava possuída por um demónio. O diálogo é interessante. As palavras de Jesus parecem-nos duras demais. Ele veio para as ovelhas perdidas da casa de Israel. Esta mulher não pertence aos “filhos”. Mas a mulher não se deixa vencer pelas palavras. Ganha cada vez mais confiança em Jesus e vai avançando. A sua súplica está cheia de fé.
meditar a palavra
Esta mulher, na sua simplicidade, é surpreendente. Prostra-se diante de Jesus na esperança de receber uma pequena migalha que salve a sua filha. Diante de um problema grave da sua vida, não exige, mas espera de mãos abertas as migalhas de Jesus. Esta atitude ensina-me muito. Ensina-me a não esperar grandes soluções, mas pequenas migalhas que Deus me quer oferecer.
rezar a palavra
Uma migalha, Senhor. Nunca te pedi uma migalha. Quando olho a minha vida, penso logo em pedir tudo, em querer tudo, em exigir porque sei que tu podes dar. Julgo sempre que a minha vida se resolve com as tuas dádivas. Esta mulher cananeia, ensina-me, Senhor, a pedir as migalhas que caem da tua mesa. Dá-me mãos, Senhor, para acolher as pequenas migalhas que todos os dias depositas em mim.
compromisso
Hoje, quero agradecer aquela migalha que Deus depositou em mim e que tive oportunidade de saborear.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-fevereiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 13 de fevereiro
Postado em: por: marsalima
Santo Martiniano
Martiniano era um monge eremita, mas acabou se tornando um andarilho para que o pecado nunca o achasse “em endereço fixo”.
Martiniano era natural da Cesaréia, na Palestina, nasceu no século quatro. Desde a tenra idade decidiu ligar sua vida à Deus e aos dezoito anos ingressou numa comunidade de eremitas, não muito distante da sua cidade, onde se entregou à vida reclusa e viveu durante sete anos. A fama de sua sabedoria percorreu a Palestina e Martiniano passou a ser procurado por gente de todo o país que lhe pedia conselhos, orientação espiritual, a cura de doenças e até a expulsão de maus espíritos. Ganhou fama de santidade e essa fama atraiu Cloé, uma jovem cortesã.
Cloé era milionária, bela e conhecida como uma mulher de costumes arrojados e pouco recomendáveis. Fez uma espécie de aposta em seu círculo de amizades e afirmou que faria o casto monge se perder. Trocou suas roupas luxuosas por farrapos e procurou Martiniano, pedindo abrigo. Ele deixou que entrasse, acomodou-a e foi para os aposentos do fundo da casa, onde rezou entoando cânticos de louvor ao Senhor, antes de se recolher para dormir.
Mesmo assim, Cloé não desistiu. Pela manhã trocara os farrapos por uma roupa muito sensual, aguardando o ingresso do monge nos aposentos internos da casa. O que logo aconteceu, ela então utilizou argumentos espertos tentando seduzir Martiniano, mas, ao invés disso, acabou sendo convertida por ele. Cloé a partir de então, se recolheu ao convento de Santa Paula, em Belém, passando ali o resto de seus dias. E se santificou na vida religiosa consagrada à Deus.
Por sua vez, Martiniano, que chegou a sentir-se tentado, mudou-se dali para uma ilha. Porém, certa vez, naquelas águas que rodeavam a ilha ocorreu um naufrágio de um navio e uma jovem passageira chamada Fotinia que se salvou lhe pediu abrigo. Ele consentiu que ela ficasse, mas para não sentir a tentação novamente abandonou o lugar a nado, apesar do continente ficar muito distante. A tradição diz que ele não nadou, mas que Deus mandou dois delfins para apanhá-lo e levá-lo à terra firme, são e salvo.
O fato é que, depois disso, tomou uma decisão radical, tornou-se andarilho para nunca mais ter de abrigar ninguém e ser tentado pelo pecado. Vivia da caridade alheia e morreu em Atenas, no ano 400, depois de parar a caminhada numa igreja da cidade. Sabia que o momento chegara, recebeu os sacramentos e partiu para a Casa do Pai serenamente e na santa paz.
Santo Gregório II

Gregório nasceu no ano de 669. Pertencia a uma família cristã da nobreza romana, o pai era senador e a mãe uma nobre, que se dedicava à caridade. Ele teve uma educação esmerada junto à cúria de Roma. Muito culto, era respeitado pelo clero Ocidental e Oriental. Além da conduta reta, sabia unir sua fé inabalável com as aptidões inatas de administrador e diplomata. Tanto que, o papa Constantino I pediu que ele o acompanhasse à capital Constantinopla, para tentar resolver junto ao imperador do Oriente, Leão II, que se tornara iconoclasta, a grave questão das imagens.
Escolhido para o pontificado em 19 de maio de 715, Gregório II governou a Igreja durante dezesseis anos. Neste longo período, administrou seu rebanho com generosidade e sabedoria, consolidando a posição da Igreja no cenário político e religioso. Em 719, enviou são Bonifácio à Alemanha e nos anos seguintes encorajou e apoiou a sua missão apostólica.
Incentivou a vida monástica e enfrentou com firmeza, o imperador Leão II, que com um decreto proibia o culto das imagens, o qual, provocou um levante das províncias da Itália contra o exército que marchava para Roma. Gregório não se intimidou, mas para evitar um confronto com os muçulmanos, mandou consertar as muralhas de Roma.
Desde os primeiros tempos, o cristianismo venerou as imagens de Cristo, da Virgem e dos santos. Esta maneira, típica do Oriente, de expressar a religiosidade chegou e se difundiu por todo o Ocidente a partir dos séculos VI e VII. A seita iconoclasta não entendia o culto como legítimo, baseando-se no Antigo Testamento e também porque numa imagem de Cristo não se pode representar as suas duas naturezas: terrena e divina, que são inseparáveis. Mas, a legitimidade foi comprovada através dos argumentos da Sagrada Escritura e essencialmente do fato da própria encarnação.
O papa Gregório II expulsou a seita dos iconoclastas, antes de falecer no dia 11 fevereiro de 731. A Igreja sempre condenou a idolatria com rigidez e como reza o Evangelho, por isto mesmo nunca prestou adoração a imagem alguma. O culto tradicional de veneração sim, pois nele não se adora uma imagem , este ato é dirigido à memória e à lembrança, daqueles que ela resgata e reproduz. São Gregório II faz parte do calendário litúrgico se sua festa foi designada para o dia 13 de fevereiro.
Santo Benigno

Muito interessante a história do culto deste Santo de nome Benigno, até porque o seu próprio nome é um adjetivo que significa “bom”, “benevolente”, “benéfico”, portanto, um atributo concedido a todos os Santos.
No Calendário Litúrgico da Igreja, são vários os personagens festejados com este nome, cerca de dezoito, entre mártires, bispos, sacerdotes, monges e ermitãos. Entretanto, o primeiro Benigno a ser venerado, foi o que nasceu e viveu em Todi, na região da Úmbria, próxima de Roma, no início do Cristianismo. Os registros confirmam que era um sacerdote muito querido, sendo considerado por sua retidão de caráter e bondade. Padre Benigno enfrentou corajosamente o martírio durante a última perseguição do imperador Maximiano.
Segundo a tradição, ele estava sendo conduzido à Roma para ser jogado às feras, quando morreu, em conseqüência das incessantes torturas a que foi submetido. O fato teria ocorrido na estrada vizinha à cidade de Vicus Martis, onde seu corpo que alí fora abandonado, foi recolhido e sepultado secretamente pelos cristãos, que o acompanhavam à distância e assistiram ao seu testemunho.
Anos depois, quando os cristãos puderam deixar a clandestinidade, no lugar onde Benigno esteve sepultado, foi construída uma igreja e um mosteiro beneditino, e com o passar dos tempos a região se tornou uma pequena cidade chamada Priorado de São Benigno. O local acabou se tornando num ponto de peregrinação obrigatória para os seus devotos, que estão espalhados no mundo inteiro, graças a sua memória sempre reverenciada pelos beneditinos fixados nos cinco continentes. Assim, as peregrinações aumentaram e se mantiveram, mesmo após o mosteiro ter sido desativado, alguns séculos mais tarde.
O Priorado conservou os restos mortais de São Benigno, na igreja à ele dedicada, até 1904, quando foram trasladados para a de São Silvestre, na cidade do Vaticano, onde foram colocados ao lado do altar maior, recolhidos numa preciosa urna de prata. Mas, a Igreja deixou um fragmento para ser guardado naquele lugar onde Benigno, o sacerdote de Todi, prestou o seu testemunho do amor incondicional à Paixão de Jesus Cristo.
O Papa Pelágio II, em 589 incluiu o culto de São Benigno, no Martirológio Romano, cuja festa litúrgica indicou para o dia 13 de fevereiro, que segundo a tradição foi quando ele morreu. No início do século XX, a Santa Sé desejou reunir todas as relíquias dos mártires das perseguições dos primeiros tempos nas igrejas situadas no Estado do Vaticano, por este motivo ele também foi trasladado para lá.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 DE FEVEREIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Am 4, 13
Aquele que formou os montes e criou os ventos, Aquele que revela ao homem os seus próprios pensamentos, que faz a aurora e as trevas e caminha sobre as alturas da terra, o seu nome é Senhor Deus dos Exércitos.
V. Obras do Senhor, bendizei o Senhor,
R. Louvai-O e exaltai-O para sempre.
Oração
Senhor, que à hora de Tércia enviastes o Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos em oração, concedei-nos a graça de tomar parte nos dons do mesmo Espírito. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Am 5, 8
Aquele que criou as Plêiades e o Orionte, Aquele que muda as trevas em aurora e transforma o dia em noite, que chama as águas do mar e as derrama sobre a face da terra, o seu nome é Senhor.
V. Diante do Senhor, a honra e a majestade,
R. No seu templo, o poder e o esplendor.
Oração
Deus eterno e omnipotente, para quem nada existe de obscuro e tenebroso: fazei brilhar sobre nós a claridade da vossa luz, para que, guardando os vossos mandamentos, andemos generosamente nos caminhos da vossa lei. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Am 9, 6
Aquele que constrói no céu a sua morada e firma sobre a terra a abóbada celeste, Aquele que chama as águas do mar e as derrama sobre a face da terra, o seu nome é Senhor.
V. Os céus proclamam a glória de Deus
R. E o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Oração
Olhai benignamente, Senhor, para a vossa família em oração, e fazei que, imitando a paciência de vosso Filho Unigénito, nunca desanime perante a adversidade. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 6-9
A esperança vos enche de alegria, embora talvez vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações, para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais n’Ele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
R. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
V. Saciou-o com o mel dos rochedos.
R. Com a flor da farinha.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

