“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE FEVEREIRO DE 2025
26 de fevereiro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE FEVEREIRO DE 2025
28 de fevereiro de 2025Quinta-feira da Semana VII do Tempo comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Coelet 6, 11 – 7, 28
Não queiras saber mais do que o necessário
O muito falar aumenta a vaidade. De que serve ao homem? Quem sabe o que é melhor para o homem durante a vida, durante os dias da sua breve existência que passa como sombra? Quem revelará ao homem o que há-de suceder depois dele debaixo do sol? Mais vale o bom nome que o perfume precioso, é melhor o dia da morte que o dia do nascimento. Mais vale ir a uma casa que está de luto do que a uma casa onde há banquete; porque é lá que se vê o fim de todos os homens, e lá, quem está vivo pode reflectir melhor. Mais vale a tristeza que o riso: porque a tristeza do rosto é boa para o coração. O coração do sábio está na casa de luto, o coração dos insensatos na casa do festim. Mais vale ouvir a repreensão do sábio do que escutar a cantilena dos insensatos, pois como o crepitar das silvas debaixo da caldeira, assim é o riso do insensato. Também isto é vaidade. A opressão enlouquece o sábio, e os presentes pervertem o coração. «Mais vale o fim de uma coisa do que o seu princípio; mais vale a paciência que a pretensão». Não sejas fácil em te irritar, porque a ira habita no coração dos insensatos. Não digas: «Como é que o tempo passado foi melhor que o presente?». Porque não é a sabedoria que te inspira semelhante pergunta. A sabedoria vale como uma herança para quantos vivem debaixo do sol. A sabedoria dá segurança como dá segurança o dinheiro; mas a sabedoria tem a vantagem de dar a vida a quem a possui. Observa as obras de Deus: quem pode endireitar o que torceu? No dia da felicidade sê feliz, e no dia da adversidade reflecte: foi Deus que mandou uma e outra, e assim o homem nada pode saber do que sucederá depois dele. Eu vi tudo isto nos meus dias de desilusão: apesar da sua justiça, morre o justo; não obstante a sua malícia, o ímpio vive longamente. Não queiras ser demasiado justo, nem te faças demasiado sábio. Porque havias de arruinar-te? Não te faças demasiado ímpio, nem sejas insensato. Porque havias de morrer antes do tempo?
Convém que tomes uma coisa, mas sem largar a outra, porque quem teme a Deus em ambas as coisas terá êxito. A sabedoria torna o sábio mais forte do que dez governadores da cidade, pois não há na terra homem tão justo que pratique o bem sem nunca pecar. Não prestes atenção a tudo o que se diz, e assim não ouvirás o teu servo dizer mal de ti, pois bem sabe a tua consciência quantas vezes tens dito mal dos outros. Examinei tudo isto com sabedoria. E disse: «Quero ser sábio». Mas a sabedoria está longe de mim. Continua distante o que estava distante, e profundo o que estava profundo. Quem o poderá decifrar? Apliquei-me com todo o empenho a investigar e conhecer a sabedoria e a razão das coisas, e reconheci que a maldade é insensatez e a loucura é demência. E descobri que a mulher é mais amarga do que a morte, porque ela é uma armadilha, o seu coração é uma rede, os seus braços são cadeias. Quem procura agradar a Deus livra-se dela, mas o pecador deixa-se apanhar por ela. Foi esta a conclusão a que cheguei – diz Coelet – confrontando uma coisa com outra para descobrir a verdade. Mas o que eu ainda procuro atingir sem o compreender é o seguinte: encontrei um homem entre mil; mas entre todas as mulheres, nem uma só encontrei.
RESPONSÓRIO Prov 20, 9; Coel 7, 20; 1 Jo 1, 8.9
R. Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, estou limpo do meu pecado * Não há na terra homem tão justo que pratique o bem sem jamais pecar.
V. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos; se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda a maldade. * Não há na terra homem tão justo que pratique o bem sem jamais pecar.
SEGUNDA LEITURA
Das instruções de São Columbano, abade
(Instr. 1 de Fide, 3-5: Opera, Dublin. 1957. pp. 62-66) (Sec. VII)
A insondável profundidade de Deus
Deus está em toda a parte, é imenso e está próximo de cada um de nós, segundo o testemunho que dá de Si mesmo: Eu sou um Deus que está próximo e não um Deus que está longe. Portanto, o Deus que buscamos não está longe de nós, porque está dentro de nós mesmos, se merecemos a sua presença. Habita em nós como a alma no corpo, se somos seus membros dignos, se estamos mortos para o pecado. Nesse caso, habita verdadeiramente em nós Aquele que disse: Estabelecerei a minha morada no meio deles e andarei com eles. Se somos dignos de que Ele esteja connosco, então somos realmente vivificados por Ele, como seus membros vivos: N’Ele, diz o Apóstolo, vivemos, nos movemos e existimos. Quem poderá investigar a inefável e incompreensível essência do Altíssimo? Quem poderá sondar os profundos segredos de Deus? Quem poderá gloriar-se de conhecer o Deus infinito, que tudo enche e circunda, que tudo penetra e supera, que tudo abrange e transcende? Ninguém jamais O viu como Ele é verdadeiramente. Por isso ninguém tenha a presunção de poder descobrir os mistérios incompreensíveis de Deus: o que foi, como foi, quem foi. São realidades inefáveis, insondáveis, impenetráveis; deves limitar-te a acreditar com toda a simplicidade, mas com grande firmeza, que Deus é e será como sempre foi, porque Deus é imutável. Então, quem é Deus? O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus. Não pretendas saber mais acerca de Deus; porque os que querem descobrir as profundidades insondáveis devem primeiro considerar a natureza do universo. Com razão se compara o conhecimento da Trindade à profundidade do mar, como diz o Sábio: Quem poderá investigar a profundidade insondável? Assim como a profundidade do mar é invisível aos olhos dos homens, assim a divindade da Trindade é incompreensível às faculdades humanas. E por isso, se alguém quiser conhecer aquilo em que deve crer, não pense que o entenderá melhor discutindo do que acreditando: o conhecimento da divindade, quanto mais se discute, mais se afasta de nós. Procura a suprema ciência, aquela que não se adquire com disputas verbais mas com a perfeição dos bons costumes, não com a língua mas com a fé que procede da simplicidade do coração e não é o resultado de conjecturas duma sabedoria irreverente. Se procuras alcançar por meio de argumentações racionais o que é inefável, fugirá para mais longe de ti; mas se o buscas pela fé, a sabedoria estará à tua porta; aí tem a sua morada e pode ser contemplada, embora só em parte. Mas de certo modo podemos alcançá-la realmente, quando acreditamos no que é invisível, mesmo sem o compreender. Porque Deus é invisível, devemos crer n’Ele; no entanto, um coração puro pode, de certo modo, contemplá-l’O.
RESPONSÓRIO Salmo 35 (36), 6-7a; Rom 11, 33
R. Senhor, até aos céus se eleva a vossa bondade e até às nuvens a vossa fidelidade. * A vossa justiça é como os montes altíssimos, os vossos juízos são como o abismo profundo.
V. Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus, como são insondáveis os seus juízos! * A vossa justiça é como os montes altíssimos, os vossos juízos são como o abismo profundo.
Oração
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, meditando continuamente nas realidades espirituais, pratiquemos sempre, em palavras e obras, o que Vos agrada. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
1 Pedro 4, 10-11
Cada um de vós ponha ao serviço dos outros os dons que recebeu, como bons administradores da graça de Deus, tão variada nas suas formas. Se alguém fala, diga palavras de Deus; se alguém exerce um ministério, faça-o como um mandato recebido de Deus, para que em tudo seja Deus glorificado, por Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
R. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
V. Quero observar os vossos decretos.
R. Ouvi-me, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. De todo o coração eu clamo: Ouvi-me, Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-vii-do-tempo-comum-8/>]
Quinta-feira da Semana VII do Tempo comum
Leitura I Sir 5, 1-10 (gr. 1-8)
Não confies nas tuas riquezas,
nem digas: «Assim, sou independente».
Não sigas o teu instinto nem a tua força,
para satisfazer as paixões do teu coração.
Não digas: «Quem poderá dominar-me?»,
porque o Senhor certamente te dará o castigo.
Não digas: «Pequei e nenhum mal me aconteceu»,
porque o Altíssimo sabe esperar.
Não estejas tão seguro do perdão,
acumulando pecado sobre pecado.
E não digas: «É grande a misericórdia do Senhor
e perdoar-me-á a multidão dos meus pecados»,
porque n’Ele há misericórdia, mas também indignação
e a sua ira atinge os pecadores.
Não demores a converter-te,
nem vás adiando de dia para dia,
porque subitamente virá a cólera do Senhor
e no tempo do castigo perecerás.
Não confies nas riquezas obtidas injustamente,
porque de nada servirão no dia da desgraça.
Compreender a Palavra
Fruto da experiência, Bem Sira, tece os conselhos da sabedoria e mostra o caminho da insensatez. O sábio procura o Senhor e vê na sua misericórdia o caminho para a conversão. O insensato, pelo contrário deixa-se prender pelas riquezas e dominar pelas paixões e engana-se a si mesmo julgando que Deus não castiga, nenhum mal lhe acontecerá. “Não estejas tão seguro do perdão” diz Bem Sira e “não demores a converter-te” porque pode vir o dia da desgraça.
Meditar a Palavra
A prudência exige escutar as palavras de Ben Sira. O sábio é aquele que, conhecendo a misericórdia do Senhor não tarda em converter-se. Na força da sua vida o homem pode cair na armadilha de se julgar poderoso e diante das suas riquezas intocável. Mas o Senhor toca o homem no mais íntimo do seu ser e aquele que acumula pecados verá a indignação e a ira de Deus. A insensatez pode levar o homem a julgar que Deus perdoa tudo, que pratica o mal e não lhe acontece nada ou que Deus sabe esperar pelo dia da conversão. A sabedoria, pelo contrário, diz a si mesma “não demores a converter-te, nem vás adiando dia para dia”, não confies nas tuas forças, não sigas as paixões do teu coração nem julgues que és indomável, mas reconhece na misericórdia do Senhor o caminho da conversão.
Rezar a Palavra
Liberta, Senhor, o meu coração da vã maneira de pensar. Que a insensatez não ganhe raízes em mim e os pensamentos néscios não se demorem no meu espírito para não cair na armadilha dos que usam a tua misericórdia para pecar sem nenhum arrependimento. Dá-me o discernimento para saber distinguir o bem do mal e escolher o caminho da conversão.
Compromisso
É tempo de fazer o exame de consciência e tomar decisões.
Evangelho: Mc 9, 41-50
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo,
em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa.
Se alguém escandalizar algum destes pequeninos
que crêem em Mim,
melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço
uma dessas mós movidas por um jumento
e o lançassem ao mar.
Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a;
porque é melhor entrar mutilado na vida
do que ter as duas mãos e ir para a Geena,
para esse fogo que não se apaga.
E se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o;
porque é melhor entrar coxo na vida
do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.
E se um dos teus olhos é para ti ocasião de pecado,
deita-o fora;
porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos
do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena,
onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga».
Na verdade, todos serão salgados com fogo.
O sal é coisa boa; mas se ele perder o sabor,
com que haveis de temperá-lo?
Tende sal em vós mesmos
e vivei em paz uns com os outros».
Compreender a Palavra
Jesus utiliza vários exemplos para ensinar o valor da vida eterna e o valor dos irmãos. Está em jogo entrar na vida (entendemos, vida eterna, naturalmente). Não é possível entrar na vida sem os irmãos, por isso os gestos de amor para com o próximo serão recompensados e os gestos contrários ao amor, como o escândalo, serão alvo de condenação. O radicalismo das afirmações de Jesus pretende mostrar que a vida eterna é um valor superior a qualquer outro e os irmãos fazem parte desse valor. Desprezar qualquer destes valores será a ruína, a geena.
Meditar a Palavra
Esqueço-me muitas vezes que a fé não é uma teoria nem uma ideia que trago na cabeça, mas uma prática. Jesus diz-me isso muitas vezes, mas eu tenho dificuldade em alterar os gestos concretos da minha vida em gestos de amor que libertem os irmãos e me abram a porta da vida. É tão difícil o amor concretizado em gestos. O sair de mim para o outro, a atenção para não tocar magoando, não olhar destruindo, não avançar pisando. É tão difícil não incorrer em palavras e gestos que chocam e escandalizam o irmão. Há momentos em que parece que sou sal que perdeu o sabor. Há momentos em que não apetece estar atento para não perder a vida.
Rezar a palavra
Senhor, quero que a minha vida transborde em gestos de amor. Quero transformar-me em lugar de encontro e libertação para os sós, para os abandonados, para os esmagados da vida. Quero ser porto seguro e lugar de abrigo. Que minhas mãos, meus pés, meus olhos sejam sempre coração. Que eu me abra desde dentro em amor concreto pelo irmão como tu te abriste para mim do alto da cruz. Não permitas que me torne pedra de moinho que esmaga e me esmaga no egoísmo sem sentido.
Compromisso
Hoje quero velar pelas minhas mãos, meus pés e meus olhos, para que não tenha que os cortar por serem ocasião de pecado.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-27-de-fevereiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 27 de Fevereiro
Postado em: por: marsalima
São Gabriel de Nossa Senhora das Dores
No dia primeiro de março de 1838 recebeu o nome de Francisco Possenti, ao ser batizado em Assis, sua cidade natal. Quando sua mãe Inês Friscioti morreu, ele tinha quatro anos de idade e foi para a cidade de Espoleto onde estudou em instituição marista e Colégio Jesuíta, até aos dezoito anos. Isso porque, como seu pai Sante Possenti era governador do Estado Pontifício, precisava a mudar de residência com freqüência, sempre que suas funções se faziam necessárias em outro pólo católico.
Possuidor de um caráter jovial, sólida formação cristã e acadêmica, em 1856 ingressou na congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Paulo da Cruz, ou seja, os Passionistas. Sua espiritualidade foi marcada fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Virgem Dolorosa.
Depois foi acolhido para o noviciado em Morrovalle, recebendo o hábito e assumindo o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores, devido à sua grande devoção e admiração que nutria pela Virgem Dolorosa. Um ano após emitiu os votos religiosos e foi por um ano para a comunidade de Pievetorina para completar os estudos filosóficos. Em 1859 chegou para ficar um período com os confrades da Ilha do Grande Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. Morreu aos vinte e quatro anos, de tuberculose, no dia 27 de fevereiro de 1862, nessa ilha da Itália.
As anotações deixadas por Gabriel de Nossa Senhora das Dores em um caderno que foi entregue a seu diretor espiritual, padre Norberto, haviam sido destruídas. Mas, restaram de Gabriel: uma coleção de pensamentos dos padres; cerca de 40 cartas testemunhando sua devoção à Nossa Senhora das Dores e um outro caderno, este com anotações de aula contendo dísticos latinos e poesias italianas.
Foi beatificado em 1908, e canonizado em 1920 pelo Papa Bento XV, que o declarou exemplo a ser seguido pela juventude dos nossos tempos.
São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, teve uma curta existência terrena, mas toda ela voltada para a caridade e evangelização, além de um trabalho social intenso que desenvolvia desde a adolescência. Foi declarado co-patrono da Ação Católica, pelo Papa Pio XI, em 1926 e padroeiro principal da região de Abruzzo, pelo Papa João XXIII, em 1959.
O Santuário de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, é meta de incontáveis peregrinações e assistido pelos Passionistas, é um dos mais procurados da Itália e do mundo cristão. A figura atual deste Santo jovem, mais conhecido entre os devotos como o “Santo do Sorriso”, caracteriza a genuína piedade cristã inserida nos nossos tempos e está conquistando cada dia mais o coração de muitos jovens, que se pautam no seu exemplo para ajudar o próximo e se ligar à Deus e à Virgem Mãe.
São Nicéforo

Nicéforo era um cidadão de Antioquia, atual Síria, nascido no ano 260. Discípulo e irmão de fé do sacerdote Sabrício, tornaram-se amigos muito unidos e viveram nos tempos dos imperadores Eutiquiano e Caio.
Não se sabe exatamente o porquê, mas Nicéforo cometeu algum mal com relação a Sabrício que nunca mais o desculpou. Pediu perdão muitas vezes, diga-se inclusive que ainda existem os registros desses seus pedidos. Mas, Sabrício nunca o concedeu, contrariando a própria religião cristã, da qual era sacerdote. Ele levou até o fim esta falta de solidariedade, apesar de Nicéforo ter chegado a se ajoelhar para implorar sua absolvição.
Um dia, Sabrício foi denunciado e processado por ser católico e compareceu ao tribunal. Em princípio parecia disposto a qualquer martírio, cheio de coragem e determinação. Assumiu ser sacerdote cristão, recusou-se a sacrificar aos deuses pagãos e resistiu às mais bárbaras torturas. Mas, ao ser condenado à morte e receber a ordem de se ajoelhar para ter a cabeça cortada, aceitou render homenagens aos deuses pagãos em troca de liberdade. Nicéforo, que assistira ao julgamento e chegara a pedir novamente perdão ao padre, dizendo que com isso ele teria o apoio de Deus para enfrentar as dores que o aguardavam, escandalizou-se com a infidelidade do estimado sacerdote.
Mesmo sem ter sido acusado ou convocado ao tribunal, Nicéforo apresentou-se de livre e espontânea vontade como cristão, disposto a morrer no lugar daquele que renegara sua fé em Cristo. Minutos depois, foi executado. Os registros e a tradição narram que sua cabeça rolou na arena e acabou depositada justamente aos pés do insensível sacerdote Sabrício.
O Martirológio Romano registra outro santo com esse nome, que viveu mais de seis séculos depois e cuja atuação em defesa da unidade da Santa Mãe, a Igreja, não foi menos corajosa e eficiente. Por isso o culto à esse primeiro mártir permanece firme, vivo e constante ao longo do tempo e junto aos devotos, principalmente no mundo católico do Oriente.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 27 DE FEVEREIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 4, 24-25
Nós acreditamos n’Aquele que ressuscitou dos mortos Jesus, Nosso Senhor, que foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justificação.
V. O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia.
R. E apareceu a Simão Pedro. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 5, 5-6a
Quem é que vence o mundo, senão Aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus? Foi Jesus Cristo que veio pela água e pelo sangue: não somente pela água, mas pela água e pelo sangue.
V. Os discípulos exultaram de alegria, Aleluia,
R. Quando viram o Senhor. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 4, 23-24
Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.
V. Ficai connosco, Senhor, Aleluia,
R. Porque já vem caindo a noite. Aleluia.
Oração
Concedei-nos, Senhor, que, celebrando agora o mistério da ressurreição de vosso Filho, mereçamos alegrar-nos com todos os Santos, quando Ele vier na sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 3, 8-9
Permanecei unidos nos mesmos sentimentos, na compaixão, no amor fraterno, na misericórdia e na humildade. Não pagueis o mal com o mal, nem injúria com injúria. Pelo contrário, abençoai, porque para isto fostes chamados, a fim de vos tornardes herdeiros da bênção de Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha
R. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
V. Saciou-o com o mel dos rochedos.
R. Com a flor da farinha.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

