“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 5 DE MARÇO DE 2025
5 de março de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 7 DE MARÇO DE 2025
7 de março de 2025Quinta-feira depois das Cinzas
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início do Livro do Êxodo 1, 1-22
Opressão de Israel no Egipto
São estes os nomes dos filhos de Israel que foram com Jacob para o Egipto, cada qual com a sua família: Rúben, Simeão, Levi e Judá, Issacar, Zabulão e Benjamim, Dã e Neftali, Gad e Aser. Os descendentes de Jacob eram ao todo setenta pessoas. José já vivia no Egipto. Depois, José morreu, bem como todos os seus irmãos e toda aquela geração. Entretanto, os filhos de Israel proliferaram, desenvolveramse, multiplicaram-se e tornaram-se muito poderosos, de modo que encheram todo aquele país.
Subiu então ao trono do Egipto um novo rei, que não tinha conhecido José. Ele disse ao seu povo: «Vede como o povo de Israel se tornou maior e mais forte do que nós. Temos de tomar contra ele medidas prudentes, para que não aumente ainda mais. Em caso de guerra, poderia juntar-se também aos nossos inimigos, combateria contra nós e acabaria por abandonar o país».
Colocaram então o povo de Israel sob as ordens de capatazes, para o sujeitarem a trabalhos forçados, e foi assim que ele construiu para o faraó as cidades de armazenagem Pitom e Ramsés. Mas quanto mais o oprimiam, tanto mais o povo crescia e se multiplicava. Por isso os egípcios, temendo os fi lhos de Israel, sujeitaram-nos a duros trabalhos e fi zeram-lhes a vida amarga com tarefas pesadas: preparação de barro e de tijolos, toda a espécie de serviços agrícolas, além das restantes tarefas a que os obrigavam duramente.
O rei do Egipto ordenou ainda às parteiras dos hebreus, uma das quais se chamava Chifrá e a outra Puá: «Quando assistirdes às parturientes dos hebreus, verifi cai o sexo da criança: se for um filho, matai-o; se for uma fi lha, poderá viver». Mas as parteiras temeram a Deus: não procederam como lhes mandara o rei do Egipto e deixaram viver os meninos.
Por isso, o rei do Egipto chamou as parteiras e per guntou- lhes: «Porque fizestes semelhante coisa e deixastes viver os meninos?». As parteiras responderam ao faraó: «As mulheres dos hebreus não são como as egípcias: têm muita vitalidade e, antes de que a parteira chegue junto delas, já deram à luz».
Deus ajudou as parteiras, e o povo aumentou e tornou-se muito poderoso. E porque as parteiras temeram o Senhor, Ele fez prosperar as suas famílias.
O faraó deu esta ordem ao seu povo: «Todo o filho que nascer aos hebreus, deitai-o ao Rio; mas deixai viver todas as filhas».
RESPONSÓRIO Gen 15, 13-14a; Is 49, 26c
R. Disse Deus a Abraão: Os teus descendentes habitarão em terra alheia, onde serão escravizados e oprimidos durante quatrocentos anos: *Eu castigarei o povo que os tiver escravizado.
V. Eu sou o Senhor, teu salvador e teu redentor. * Eu castigarei o povo que os tiver escravizado.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermo 6 de Quadragesima, 1-2: PL 54, 285-287) (Sec. V)
A purificação espiritual
por meio do jejum e da misericórdia
Em todo o tempo, irmãos caríssimos, a terra está cheia da misericórdia do Senhor, e todos os fiéis encontram na própria natureza motivos de adoração a Deus, uma vez que o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm, nos falam da bondade e omnipotência d’Aquele que os criou, e a admirável beleza dos elementos postos ao nosso serviço reclamam da criatura racional uma justa acção de graças.
Mas quando se aproximam estes dias que comemoram de modo especial os mistérios da redenção humana e que precedem imediatamente as festividades pascais, devemos preparar-nos com a maior diligência por meio da purifi cação espiritual.
Na verdade, é próprio da festa da Páscoa fazer com que toda a Igreja se alegre pelo perdão dos pecados, não só aqueles que então renascem pelo santo Baptismo, mas também os que pertencem desde há muito à família dos filhos adoptivos.
É sem dúvida o banho da regeneração que nos faz homens novos; mas todos têm necessidade de se renovarem quotidianamente para remediar a ferrugem inerente à nossa condição mortal, e não há ninguém que não tenha de se esforçar para progredir no caminho da perfeição; por isso, todos sem excepção devemos empenhar-nos para que, no dia da nossa redenção, nenhum de nós se encontre ainda nos seus vícios de outrora.
Portanto, irmãos caríssimos, aquilo que cada cristão deve praticar em todo o tempo, deve praticá-lo agora com maior solicitude e devoção, para que se cumpra a santa instituição apostólica do jejum quaresmal, que consiste não só na abstenção dos alimentos, mas também e sobretudo em abster-se do pecado.
A estes santos jejuns nada virá juntar-se melhor do que a boa obra que é a esmola; sob este nome de obras de misericórdia incluem-se muitas e louváveis acções de bondade, nas quais todos os fiéis podem manifestar igualmente a sua disposição de espírito, por mais diversos que sejam os recursos de cada um.
Se verdadeiramente amamos a Deus e ao próximo, nenhum obstáculo impedirá a nossa boa vontade. Quando os Anjos cantaram: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade, proclamavam bem-aventurado, não só pela virtude da benevolência mas também pelo dom da paz, todo aquele que, por amor, se compadece do sofrimento alheio.
São inúmeras as obras de misericórdia, o que permite a todos os verdadeiros cristãos, tanto ricos como pobres, tomar parte na distribuição das esmolas; e embora nem todos possam ser iguais na possibilidade de dar, todos podem sê-lo na boa vontade que manifestam.
RESPONSÓRIO Cf. 2 Cor 6, 4
R. O tempo da Quaresma abre-nos as portas do Paraíso: aceitemo-lo com espírito de oração e de penitência. * Para que no dia da Ressurreição participemos da glória do Senhor.
V. Apresentemo-nos em todas as coisas como verdadeiros ministros de Deus. * Para que no dia da Ressurreição participemos da glória do Senhor.
Oração
Fazei, Senhor, que a vossa graça inspire sempre as nossas obras e as sustente até ao fim, para que toda a nossa actividade por Vós comece e em Vós acabe. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
1 Reis 8, 51-53a
Nós somos, Senhor, o vosso povo e a vossa herança. Estejam os vossos olhos abertos às súplicas do vosso servo e do vosso povo de Israel, e ouvi-nos quando vos invocamos. Porque vós nos escolhestes entre todos os povos da terra para sermos a vossa herança.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor me livrará do laço do caçador.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
V. A sua fidelidade é escudo e couraça.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-depois-das-cinzas-8/>]
Quinta-feira depois das Cinzas
Leitura I: Dt 30, 15-20
Moisés falou ao povo, dizendo:
«Ponho hoje diante de ti
a vida e a felicidade, a morte e a infelicidade.
Se cumprires os mandamentos do Senhor, teu Deus,
que hoje te proponho
– amando o Senhor, teu Deus,
seguindo os seus caminhos
e observando a sua lei, os seus mandamentos e preceitos –
viverás e multiplicar-te-ás
e o Senhor, teu Deus, te abençoará
na terra de que vais tomar posse.
Mas se o teu coração se desviar e não quiseres ouvir,
se te deixares seduzir para adorar e servir outros deuses,
declaro-te hoje que hás de perecer
e não prolongarás os teus dias
na terra em que vais entrar para dela tomar posse
depois de passares o Jordão.
Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós:
proponho-vos a vida e a morte, a bênção e a maldição.
Portanto, escolhe a vida,
para que vivas tu e a tua descendência,
amando o Senhor, teu Deus,
escutando a sua voz e aderindo a Ele.
Disto depende a tua vida
e a longa permanência na terra que o Senhor jurou dar
a teus pais Abraão, Isaac e Jacob».
compreender a palavra
O texto de Deuteronómio desta Quinta-feira depois das cinzas faz parte de um longo discurso homilético. O contexto litúrgico destas palavras percebe-se facilmente pela expressão “hoje”. Este “hoje”, o hoje de Deus, dia sem ocaso, o tempo de Deus, o tempo em que ele se torna presente a cada homem e em cada lugar. O contexto da celebração litúrgica, durante a qual Moisés fala ao povo em nome de Deus, é claramente penitencial. Deus apresenta ao homem dois caminho “ponho hoje diante de ti a vida e a felicidade, a morte e a infelicidade”, “proponho-vos a vida e a morte, a bênção e a maldição” e o homem é chamado a escolher. O coração do homem, porém, pode desviar-se do caminho que, a qualquer pessoa consciente, se apresenta como o melhor caminho, o da felicidade. A perversão do coração leva a escutar a voz dos ídolos em vez da voz de Deus. Por isso, o Senhor reforça a sua advertência dizendo: “escolhe a vida, para que vivas tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, escutando a sua voz e aderindo a Ele”. Este diálogo tem o céu e a terra como testemunhas da advertência de Deus.
meditar a palavra
A liberdade que Deus dá ao homem não está isenta de perigos. As opções de cada dia podem conduzir à vida ou à morte, à felicidade ou à infelicidade. Deus propõe e oferece a sua bênção, o homem acolhe ou não, de acordo com a sua liberdade. Perante estas palavras, sou convidado a parar e a refletir. Os mandamentos do Senhor podem parecer difíceis de cumprir e até considerados um impedimento para a felicidade. Quando penso a felicidade a partir do único critério da minha vontade, ser feliz é fazer o que me apetece. Quando penso a felicidade a partir do que realmente me edifica como pessoa na referência aos outros e a Deus, então o valor do bem comum sobrepõe-se à minha vontade e faz-me descobrir uma alegria que brota do encontro. As minhas escolhas influenciam a vida e felicidade dos outros “para que vivas tu e a tua descendência”. A minha felicidade acontece quando escolho o caminho que traz a felicidade de todos. Então, viverei.
rezar a palavra
“Se cumprires os mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te proponho, viverás”. Que estas palavras soem no meu coração ao longo deste dia, para me converter a ti com todas as minhas forças, escolhendo a vida e a felicidade que me ofereces. Dá-me a tua bênção, Senhor, para discernir em cada momento segundo os teus mandamentos e viver de acordo com os teus preceitos.
compromisso
Quero fazer deste dia um lugar de encontro com Deus que me adverte sobre o caminho da vida e o caminho da morte.
Evangelho: Lc 9, 22-25
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«O Filho do homem tem de sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas;
tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».
E, dirigindo-Se a todos, disse:
«Se alguém quiser seguir-Me,
renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz todos os dias e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida,
tem de perdê-la;
mas quem perder a vida por minha causa
salvá-la-á.
Na verdade,
que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro,
se vier a perder-se ou arruinar-se a si próprio?».
compreender a palavra
No início da Quaresma escutamos esta passagem decisiva de Lucas. Jesus anuncia a sua paixão, morte e ressurreição e propõe um caminho para os discípulos: “Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me”. Trata-se de seguir o mesmo caminho que Ele, a mesma renúncia, a mesma cruz e a mesma audácia. Para Jesus não há outra maneira de salvar a vida senão perdendo-a porque o mundo inteiro não chega para me salvar.
meditar a palavra
Olho para Jesus, no início desta Quaresma, e pergunto-me se vale a pena tanto esforço, tanta entrega, tanta perda. Vejo no seu olhar a certeza da vida que se alcança depois de a perder na cruz. Mas os meus olhos têm dificuldade em ver o mesmo que Ele vê e o meu coração tem dificuldade em aceitar o que Ele aceita. Como posso crer que, perdendo esta vida, ganho a vida para sempre? Como entender que o mundo inteiro não vale mais? Este é apenas o início da Quaresma. Vou fazer este caminho com Jesus, Ele me ensinará a dar os passos necessários para que o meu coração acredite no que os meus olhos não podem ver.
rezar a palavra
Na tua cruz, Senhor, a minha cruz. Na tua vida a minha vida. Aperto contra o peito esta cruz que não entendo e desejo ver o que meu coração não consegue acreditar. Mostra-me o teu reino para que aceite o teu calvário. Mostra-me a tua vida para que aceite a tua cruz. Mostra a tua vitória para que deseje a tua derrota, Senhor, e não deixes que viva nem morra por nenhuma ilusão.
compromisso
Hoje vou contemplar Jesus na cruz, diante de um crucifixo, e iniciar com Ele um caminho espiritual de renúncia a mim mesmo.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-06-de-marco/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 06 de Março
Postado em: por: marsalima
Santa Rosa de Viterbo
Rosa viveu numa época de grandes confrontos, entre os poderes do pontificado e do imperador, somados aos conflitos civis provocados por duas famílias que disputavam o governo da cidade de Viterbo. Ela nasceu nesta cidade num dia incerto do ano de 1234. Os pais, João e Catarina, eram cristãos fervorosos. A família possuía uma boa propriedade na vizinha Santa Maria de Poggio, vivendo com conforto da agricultura.
Envolta por antigas tradições e sem dados oficiais que comprovem os fatos narrados, a vida de Rosa foi breve e incomum. Como sua mãe, Catarina, trabalhava com as Irmãs Clarissas do mosteiro da cidade, Rosa recebeu a influência da espiritualidade franciscana, ainda muito pequena. Ela era uma criança carismática, possuía dons especiais e um amor incondicional ao Senhor e a Virgem Maria. Dizem que com apenas três anos de idade transformava pães em rosas e aos sete, pregava nas praças, convertendo multidões. Aos doze anos ingressou na Ordem Terceira de São Francisco, por causa de uma visão em que Nossa Senhora assim lhe determinava.
No ano de 1247 a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caiu nas mãos do imperador Frederico II, um herege, que negava a autoridade do Papa e o poder do Sacerdote de perdoar os pecados e consagrar. Rosa teve outra visão, desta vez com Cristo que estava com o coração em chamas. Ela não se conteve, saiu pelas ruas pregando com um crucifixo nas mãos. A notícia correu toda cidade, muitos foram estimulados na fé, e vários hereges se converteram. Com suas palavras confundia até os mais preparados. Por isto, representava uma ameaça para as autoridades locais.
Em 1250, o prefeito a condenou ao exílio. Rosa e seus pais foram morar em Soriano onde sua fama já havia chegado. Na noite de 5 de dezembro 1251, Rosa recebeu a visita de um anjo, que lhe revelou que o imperador Frederico II, uma semana depois, morreria. O que de fato aconteceu. Com isto, o poder dos hereges enfraqueceu e Rosa pode retornar a Viterbo. Toda a região voltou a viver em paz. No dia 6 de março de 1252, sem agonia, ela morreu.
No mesmo ano, o Papa Inocêncio IV, mandou instaurar o processo para a canonização de Rosa. Cinco anos depois o mesmo pontífice mandou exumar o corpo, e para a surpresa de todos, ele foi encontrado intacto. Rosa foi transladada para o convento das Irmãs Clarissas que nesta cerimônia passou a se chamar, convento de Santa Rosa. Depois desta cerimônia a Santa só foi “canonizada” pelo povo, porque curiosamente o processo nunca foi promulgado. A canonização de Rosa ficou assim, nunca foi oficializada.. Mas também nunca foi negada pelo Papa e pela Igreja. Santa Rosa de Viterbo, desde o momento de sua morte, foi “canonizada” pelo povo.
Em setembro de 1929, o Papa Pio XI, declarou Santa Rosa de Viterbo a padroeira da Juventude Feminina da Ação Católica Italiana . No Brasil ela é A Padroeira dos Jovens Franciscanos Seculares. Santa Rosa de Viterbo é festejada no dia de sua morte, mas também pode ser comemorada no dia 4 de setembro, dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa, em Viterbo, Itália.
Santa Coleta (Nicoleta)

Nascida em 13 de janeiro de 1381, em Corbie, na região francesa de Amiens, Nicoleta Boilet, apelidada de Coleta, recebeu este nome em homenagem a são Nicolau. Seus pais estavam com a idade avançada e sem filhos quando pediram pela intercessão desta graça ao santo, do qual eram devotos.
O pai era um artista abastado, que trabalhou no mosteiro beneditino de Corbie, onde a família viveu por alguns anos. A educação e o convívio religioso alí recebidos influenciaram muito na espiritualidade de Coleta, que nunca mais se afastou da religião e contribuiu vigorosamente para a construção e afirmação da Igreja Católica.
Aos dezoito anos ficou órfã. Distribuiu os bens aos pobres para viver reclusa na Ordem terceira de São Francisco. Neste período teve uma visão de Cristo que lhe deu a incumbiu de reformar as Clarissas. No início, resistiu em cumprir a missão que tão claramente lhe foi dada. Mas, depois de ficar muda e cega por alguns dias, entendeu que era um sinal pela sua desobediência, e aconselhada pelo frei Henrique Baume, irmão menor, se apresentou ao papa Bento XIII, que estava em Nice, e lhe expôs a vontade de Deus.
Coleta foi admitida e consagrada pelo Papa e, ele mesmo a consagrou com o hábito e a professou na Ordem primeira de Santa Clara. Em seguida a nomeou superiora geral de todos os conventos que fundasse ou reformasse e confiou a ela a reforma das três ordens religiosas em todos os mosteiros de Clarissas da França, hoje conhecidas como irmãs Claras Coletinas e o dos Irmãos Menores de São Francisco.
Em 1410, inaugurou o seu primeiro mosteiro reformado em Besanzon., seguido depois de outros dezesseis. Também reformou outros sete masculinos. Sua ação reformadora logo ultrapassou a França, chegando na Espanha, Bélgica e Itália. Juntamente com são Vicente Ferrer, Coleta lutou para acabar com o cisma do Ocidente, que culminou com a eleição simultânea de três papas: um em Roma; outro em Avinhon; e o terceiro em Pisa.
Entretanto, seu principal trabalho, além da prática da caridade para com os doentes e pobres, foi trazer de volta para os conventos e mosteiros, no século XV, o espírito de pobreza implantado por São Francisco de Assis, dois séculos antes.
Coleta morreu em Gand, Bélgica, no dia 6 de março de 1447. Vários registros foram encontrados, narrando os prodígios que ela realizava, ainda em vida. Depois seu culto se intensificou com inúmeras graças alcançadas por sua intercessão. Santa Coleta foi canonizada pelo Papa Pio VII em 1807, que indicou o dia de sua morte para as homenagens. Os séculos se passaram e até o despontar do terceiro milênio, os mais de cento e quarenta mosteiros das Coletinas sempre estiveram ativos na maior parte da Europa, como também na América, Ásia e África, onde estão presentes.
Santa Inês de Praga (ou Boemia)

Inês, filha de Premislau I, rei da Boemia, atual República Tcheca, e da rainha Constancia da Hungria, nasceu em Praga no ano 1205. Devido a sua condição real, desde a infância sua vontade nunca pode ser considerada, sendo condicionada a projetos de matrimônios, conforme as necessidades políticas ou econômicas do reinado.
Aos três anos foi entregue aos cuidados da abadessa Edwiges, mais tarde Santa, que a acolheu no seu mosteiro cisterciense e lhe ensinou os primeiros fundamentos da fé cristã. Voltou para Praga com seis anos, onde foi para outro mosteiro para receber instrução e ser preparada para as funções da realeza. Em 1220, prometida em casamento a Henrique VII, duque da Áustria e filho do imperador Frederico II, ela foi para esta corte, aonde viveu durante cinco anos, mantendo-se sempre fiel aos deveres da vida cristã.
Inês voltou para Praga, pois os soberanos romperam o pacto do matrimônio, passando a viver mais intensamente para as orações e as obras de caridade; após uma profunda reflexão decidiu consagrar a Deus sua virgindade. Entretanto, outras alianças de casamento foram propostas a ela, sendo constrangida a ter de aceitar uma delas. Mas, o Papa Gregório IX, a quem havia pedido proteção, interveio reconhecendo a intenção de sua virgindade. Desde então, Inês adquiriu para sempre a liberdade e a felicidade se tornar esposa de Jesus Cristo.
Através dos Irmãos Menores de São Francisco, que iam a Praga como evangelizadores itinerantes, conheceu a vida espiritual que levava em Assis a virgem Clara, segundo o espírito de São Francisco. Ficou fascinada e decidiu seguir seu exemplo. Com seus próprios bens, fundou em Praga, o hospital de São Francisco e um mosteiro masculino, para que fossem dirigidos por eles. Em 1236, pode ingressar no Mosteiro das Clarissas de São Salvador de Praga, fundado por ela mesma, juntamente com cinco irmãs enviadas por Clara direto do seu mosteiro, em Assis. Em obediência ao Papa Gregório IX, Inês aceitou ser a abadessa, função que exerceu até morrer.
Inês manteve uma relação epistolar profunda com Clara de Assis, que lhe consagrou singular amizade chamando-a de “metade de minha alma”, tamanha era a afinidade espiritual que possuíam. Da inúmera correspondência trocada, sobre assuntos de perfeição seráfica, ainda se conservam quatro delas.
Dedicou-se de corpo e alma ao serviço dos pobres, fundando para eles um outro hospital, este entregue à direção das Clarissas. Assumiu a mais absoluta pobreza, renunciando às rendas e vivendo de esmolas e doações. Os dons da cura e da profecia lhe foram acrescentados pelo Espírito Santo, em conseqüência de sua evolução e purificação espiritual.
A fama se sua santidade era muito forte, quando faleceu em Praga, no dia 6 de março de 1283. Está sepultada na Capela do seu mosteiro em Praga, hoje dedicado à ela. O culto à Inês de Praga, foi reconhecido em 1874. O Papa João Paulo II a canonizou em 1989 e a declarou Padroeira da cidade de Praga


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 6 DE MARÇO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 6-7
Procurai o Senhor enquanto se pode encontrar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor que terá compaixão dele, ao nosso Deus que é generoso em perdoar.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Renovai em mim a firmeza de alma.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 30, 2-3a
Quando voltares para o Senhor teu Deus e escutares a sua voz, tu e teus filhos, com todo o teu coração e toda a tua alma, como hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te fará voltar do cativeiro e terá compaixão de ti.
V. Desviai o vosso rosto das minhas culpas,
R. Purificai-me de todos os meus pecados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 10, 35-36
Não queirais perder a vossa confiança, que terá uma grande recompensa. Vós tendes necessidade de perseverança, para cumprir a vontade de Deus e alcançar os bens prometidos.
V. Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido,
R. Não desprezareis, Senhor, o espírito humilhado e contrito.
Oração
Fazei, Senhor, que a vossa graça inspire sempre as nossas obras e as sustente até ao fim, para que toda a nossa actividade por Vós comece e em Vós acabe. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8. 10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-Se-á de vós. Lavai as vossas mãos, pecadores; purificai os vossos corações, homens indecisos. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Tende compaixão de mim, Senhor.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
V. Salvai-me porque pequei contra Vós.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

