“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE MARÇO DE 2025
15 de março de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE MARÇO DE 2025
17 de março de 2025Domingo II da Quaresma (Ano C)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Êxodo 13, 17 – 14, 9
O povo caminha até ao Mar Vermelho
Quando o faraó deixou partir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho do país dos filisteus, apesar de ser o mais curto, porque Deus pensava: «Perante a perspectiva da luta, o povo poderia arrepender-se e voltar para o Egipto». Por isso Deus fez que o povo se desviasse, passando pelo caminho do deserto em direcção ao Mar Vermelho. Foi assim que os filhos de Israel, à maneira de colunas militares, saíram da terra do Egipto. Moisés levou consigo os ossos de José, porque ele tinha feito jurar aos filhos de Israel, dizendo: «Deus há-de visitar-vos, e então vós levareis daqui convosco os meus ossos».
Partiram de Sucot e acamparam em Etão, nos confins do deserto. O Senhor ia à sua frente, de dia numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar; deste modo, podiam caminhar de dia e de noite. Nem a coluna de nuvem deixava de aparecer diante do povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.
O Senhor falou a Moisés, dizendo: «Diz aos filhos de Israel que voltem e acampem em frente de Piairot, entre Migdol e o mar, diante de Baalsefon. Acampareis em frente desse lugar, à beira-mar. O faraó pensará: ‘Os filhos de Israel andam perdidos naquela região; estão cercados pelo deserto’. Eu deixarei endurecer o coração do faraó, e ele perseguir-vos-á. Mas Eu serei glorifi cado derrotando o faraó e todo o seu exército, e os egípcios terão de reconhecer que Eu sou o Senhor». E eles assim fizeram.
Quando anunciaram ao rei do Egipto que o povo fugira, mudou-se o coração do faraó e dos seus servos contra o povo, e disseram: «Que fizemos nós, deixando partir Israel, que não mais nos servirá?». O faraó mandou atrelar o carro e tomou a sua gente consigo. Prepararam seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egipto, cada qual com os seus combatentes. O Senhor permitiu que se endurecesse o coração do faraó, rei do Egipto, o qual perseguiu os filhos de Israel, que partiram de mão erguida. Os egípcios – os cavalos e carros do faraó, com os seus cavaleiros e o seu exército – perseguiram-nos e alcançaram-nos, quando eles estavam acampados junto à beira-mar, junto de Piairot, em frente de Baalsefon.
RESPONSÓRIO Salmo 113 (114), 1. 2; Ex 13, 21
R. Quando Israel saiu do Egipto, quando a casa de Jacob se afastou do povo estrangeiro, * Judá tornou-se o santuário do Senhor, e Israel o seu domínio.
V. O Senhor ia à sua frente numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho. * Judá tornou-se o santuário do Senhor, e Israel o seu domínio.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermo 51, 3-4. 8: PL 54, 310-311. 313) (Sec. V)
A lei foi dada por meio de Moisés,
a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo
O Senhor manifesta a sua glória na presença de testemunhas escolhidas, e de tal modo faz resplandecer o seu corpo, semelhante ao de todos os homens, que o seu rosto se torna brilhante como o sol, e as suas vestes brancas como a neve.
A principal finalidade desta transfiguração era fazer desaparecer do coração dos discípulos o escândalo da cruz, para que a humilhação da paixão, voluntariamente suportada, não perturbasse a fé daqueles a quem tinha sido revelada a excelência da dignidade oculta de Cristo.
Mas, segundo um desígnio não menos previdente, dava-se um fundamento sólido à esperança da Igreja, de modo que todo o Corpo de Cristo pudesse conhecer a transfiguração com que ele também seria enriquecido, e os seus membros pudessem contar com a promessa da participação daquela glória que primeiro resplandecera na Cabeça.
A este respeito dissera o mesmo Senhor, referindo-Se à majestade da sua vinda: Então os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai. E o apóstolo São Paulo o afirmou também, dizendo: Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há-de manifestar em nós; e de novo: Vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, Se manifestar, então também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória.
Há ainda neste milagre outro ensinamento, que veio fortalecer os Apóstolos na sua fé e iniciá-los no conhecimento perfeito de todas as coisas.
Moisés e Elias, isto é, a Lei e os Profetas, apareceram a falar com o Senhor, a fim de que na presença daqueles cinco homens se cumprisse integralmente o que está escrito: Será digna de fé toda a palavra proferida na presença de duas ou três testemunhas.
Que poderá haver de mais estável e fiel que esta palavra, em cuja proclamação ressoa em uníssono a dupla trombeta do Velho e do Novo Testamento, e na qual todos os testemunhos dos tempos antigos coincidem com o ensinamento do Evangelho?
Na verdade, as páginas de uma e outra Aliança confirmam-se mutuamente, e o esplendor da glória presente mostra, de maneira certa e manifesta, Aquele que as antigas figuras tinham prometido sob o véu do mistério; porque, como diz São João, a lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. N’Ele se cumpriram integralmente a promessa das figuras proféticas e o sentido dos preceitos da Lei; porque pela sua presença mostra a verdade das profecias, e pela sua graça torna possível a observância dos mandamentos.
Sirva, portanto, a proclamação do santo Evangelho para confirmar a fé de todos, e ninguém se envergonhe da cruz de Cristo, pela qual o mundo foi redimido.
Ninguém tenha medo de sofrer pela justiça, ou desespere da realização das promessas, porque é pelo trabalho que se chega ao repouso, e pela morte à vida. O Senhor fez sua a debilidade da nossa humilde condição, e se permanecermos no seu amor e na confissão do seu nome, venceremos o que Ele venceu e receberemos o que Ele prometeu.
Por isso, quer se trate de cumprir os mandamentos ou de suportar a adversidade, há-de ressoar sempre aos nossos ouvidos a voz do Pai, que assim se fez ouvir: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência: escutai-O.
RESPONSÓRIO Hebr 12, 22a. 24a. 25; Salmo 94 (95), 8
R. Vós aproximastes-vos de Jesus, Mediador da Nova Aliança. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala. * Porque se não puderam escapar os que rejeitaram aquele que proclamava a Lei na terra, muito menos escaparemos nós, se voltarmos as costas Àquele que fala do alto dos Céus.
V. Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: Não endureçais os vossos corações. * Porque se não puderam escapar os que rejeitaram aquele que proclamava a Lei na terra, muito menos escaparemos nós, se voltarmos as costas Àquele que fala do alto dos Céus.
Oração
Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Neemias 8, 9b. 10b
Hoje é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus! Não vos entristeçais nem choreis, porque é um dia santo do Senhor. Não estejais tristes, porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
V. Vós que sofrestes o castigo das nossas culpas.
R. Tende compaixão de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-ii-da-quaresma-ano-c/>]
Domingo II da Quaresma (Ano C)
A difícil montanha da fé
Alpinista sobe a montanha K2, 8.614 metros de altitude. Também já subiu o Evereste, 8.848 metros. Foi a primeira mulher portuguesa a fazê-lo. Tem como objetivo angariar fundos para ajudar as crianças pobres do Bangladesh. Foi difícil a subida. O vento, o frio e a neve obrigaram a sucessivas paragens. Uma avalanche impediu-os de continuar por algumas semanas, mas depois aproveitaram uma janela muito curta para chegar ao topo.
Todo o homem tem uma montanha para subir, um êxodo para fazer, um objetivo a alcançar. O tempo não é muito e as condições climatéricas nem sempre são favoráveis. Há quem fique em casa, quem diga vezes sem conta “gostava de ir”, quem verifique uma e outra vez o equipamento, quem tente algumas vezes e desista e há quem simplesmente se mete a caminho.
LEITURA I Gn 15, 5-12.17-18
Naqueles dias,
Deus levou Abrão para fora de casa e disse-lhe:
«Olha para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar».
E acrescentou:
«Assim será a tua descendência».
Abrão acreditou no Senhor,
o que lhe foi atribuído como justiça.
Disse-lhe Deus:
«Eu sou o Senhor,
que te mandou sair de Ur dos Caldeus,
para te dar a posse desta terra».
Abrão perguntou:
«Senhor, meu Deus,
como saberei que a vou possuir?».
O Senhor respondeu-lhe:
«Toma uma vitela de três anos,
uma cabra de três anos e um carneiro de três anos,
uma rola e um pombinho».
Abrão foi buscar todos esses animais,
cortou-os ao meio
e pôs cada metade em frente da outra metade;
mas não cortou as aves.
Os abutres desceram sobre os cadáveres,
mas Abrão pô-los em fuga.
Ao pôr do sol,
apoderou-se de Abrão um sono profundo,
enquanto o assaltava um grande e escuro terror.
Quando o sol desapareceu e caíram as trevas,
um brasido fumegante e um archote de fogo
passaram entre os animais cortados.
Nesse dia, o Senhor estabeleceu com Abrão uma aliança,
dizendo:
«Aos teus descendentes darei esta terra,
desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates».
Abraão acredita no Senhor apesar de a realidade apresentar sinais contraditórios com a promessa. A fé de Abraão, sendo sólida, inabalável, obediente e comprometida, é uma fé que questiona, faz perguntas, pede explicações.
Salmo Responsorial Sl 26 (27), 1.7-8.9abc.13-14 (R. 1a)
O salmista apresenta-se como um homem de fé que acredita na presença de Deus mesmo quando é noite, mesmo quando o rosto de Deus se oculta. O Senhor é um Deus que protege, em quem se pode confiar, que escuta e atende a nossa prece. Um Deus que se pode encontrar nos caminhos da vida e nos acolhe na eternidade, a terra dos vivos. O Senhor é a minha luz e a minha salvação.
LEITURA II Forma longa Flp 3, 17 __ 4,1
Irmãos:
Sede meus imitadores
e ponde os olhos naqueles
que procedem segundo o modelo que tendes em nós.
Porque há muitos,
de quem tenho falado várias vezes
e agora falo a chorar,
que procedem como inimigos da cruz de Cristo.
O fim deles é a perdição:
têm por deus o ventre,
orgulham-se da sua vergonha
e só apreciam as coisas terrenas.
Mas a nossa pátria está nos céus,
donde esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
que transformará o nosso corpo miserável,
para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso,
pelo poder que Ele tem
de sujeitar a Si todo o universo.
Portanto, meus amados e queridos irmãos,
minha alegria e minha coroa,
permanecei firmes no Senhor.
O apóstolo convida os filipenses a permanecerem firmes na fé e a não seguirem aqueles que, dizendo-se seguidores de Cristo, vivem para as coisas terrenas porque são um triste exemplo do que é ser cristão. O verdadeiro discípulo de Cristo segue o exemplo de Paulo e de muitos que têm os olhos postos no céu e esperam viver a transformação do seu corpo à imagem do que sucedeu com Cristo.
EVANGELHO Lc 9, 28b-36
Naquele tempo,
Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago
e subiu ao monte, para orar.
Enquanto orava,
alterou-se o aspeto do seu rosto,
e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente.
Dois homens falavam com Ele:
eram Moisés e Elias,
que, tendo aparecido em glória,
falavam da morte de Jesus,
que ia consumar-se em Jerusalém.
Pedro e os companheiros estavam a cair de sono;
mas, despertando, viram a glória de Jesus
e os dois homens que estavam com Ele.
Quando estes se iam afastando,
Pedro disse a Jesus:
«Mestre, como é bom estarmos aqui!
Façamos três tendas:
uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias».
Não sabia o que estava a dizer.
Enquanto assim falava,
veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra;
e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem.
Da nuvem saiu uma voz, que dizia:
«Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O».
Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho.
Os discípulos guardaram silêncio
e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.
A cena da transfiguração de Jesus no cimo do monte é relatada nos três evangelhos sinóticos, no entanto, Lucas faz duas referências importantes que não se encontram nos outros. Moisés e Elias estão rodeados de glória e falam com Jesus da sua morte que vai acontecer em Jerusalém. Também Jesus tem que fazer o êxodo da morte para alcançar a glória em que já participam Moisés e Elias.
Reflexão da Palavra
O relato da primeira leitura é descrito como sendo uma visão, “o Senhor disse a Abraão numa visão”. O diálogo estabelecido é sobre a descendência de Abraão. Sem filhos, a promessa que Deus lhe fez quando estava em Ur, está longe de se cumprir. A fé de Abraão no projeto de Deus é total e isso agrada ao Senhor, “Abraão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça”. Em Abraão a fé é confiança, capacidade de aguentar, até ao fim, mesmo que venham as trevas, mesmo que os sinais insinuem o contrário.
O diálogo prossegue não já sobre a descendência mas sobre a terra prometida. Também esta promessa tarda em cumprir-se. A fé de Abraão pede um sinal. Deus concede esse sinal ao jeito do que era costume fazer-se quando dois homens estabeleciam uma aliança entre eles, comprometendo a própria vida, “Que me aconteça a mim o que aconteceu a estes animais”.
O dia está a terminar, Abraão vê-se envolvido pelas trevas e dominado por um sono misterioso. As trevas da fé debilitam Abraão porque Deus tarda em cumprir a suas promessas. Mas Deus nunca esquece a sua aliança e vem como fogo e passa entre os animais preparados por Abraão. O fogo é uma das formas habituais na época para falar da presença e ação de Deus, e o sono impossibilita Abraão de ver a Deus, porque ninguém o pode ver.
Reúnem-se neste domingo alguns versículos muito significativos do belo salmo 26. São palavras de confiança e de súplica o que encontramos neste salmo. O salmista confia no Senhor, porque o Senhor é Luz, salvação, fortaleza e baluarte “o Senhor é minha luz e salvação… é protetor da minha vida”. Esta confiança é confirmada pela derrota dos seus inimigos, por isso ele nada teme mesmo que surjam as maiores dificuldades, “a quem hei de temer?”. Apesar disso, não deixa de dirigir a sua súplica ao Senhor para que ele sempre esteja presente na sua aflição, “ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,”. No coração do salmista existe a certeza de que o Senhor o “abrigará na sua cabana e o há de esconder no interior da sua tenda”, mesmo que “meu pai e minha mãe me abandonem”. Todo o seu ser procura o Senhor, procura o seu rosto, e ele espera não ser rejeitado. Pode tardar a realização do seu desejo, mas vai acontecer, “espero vir a contemplar a bondade do Senhor na terra dos vivos”.
Fundada por Paulo na sua segunda viagem apostólica por volta do ano 50 d.C., a comunidade de Filipos era formada por judeu, mas sobretudo por gentios. Esta carta foi escrita quando já se encontrava prisioneiro em Roma. Nela agradece a ajuda que os filipenses lhe deram, para os prevenir sobre a possibilidade de serem incomodados por alguns de origem judaica a quem ele chama “cães”, “maus trabalhadores” e “falsos circuncisos”. No texto deste domingo, tirado do capítulo 3 onde Paulo investe contra os falsos mestres e falsos profetas, dando o seu testemunho de adesão a Cristo, por quem diz ele “tudo perdi e considero esterco”.
No final do capítulo, Paulo, convida os filipenses a imitarem-no como ele imita a Cristo e não àqueles que ele chama de “inimigos da cruz de Cristo”, recordando que o fim destes libertinos “é a perdição”, enquanto que a pátria dos que permanecem fiéis a Cristo é o céu, de onde esperam “como salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso”. Com estas palavras, Paulo, afirma a necessária pertença a Cristo para a salvação. Só na cruz de Cristo se encontra a verdadeira salvação.
Narrando a transfiguração de Jesus, Lucas quer apresentar Jesus, dizer quem ele é. Um pouco antes Pedro revela que Jesus é “o Messias de Deus”. Depois, Jesus faz o anúncio da sua paixão. Logo de seguida apresenta as condições para quem o quer seguir, falando também da sua vinda, “o Filho do homem quando vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos”.
No texto deste domingo, Lucas começa por referir que a cena se realiza “uns oito dias depois”. Não são sete, o tempo de uma semana, mas oito que é o tempo de Deus e, no cimo do monte, lugar onde Jesus está mais perto de Deus e, ainda, enquanto rezava. É neste enquadramento que Jesus se vai manifestar.
De facto, o seu rosto e as suas vestes modificam-se e adquirem uma brancura, que significa santidade. Moisés e Elias que falam com Jesus também estão “rodeados de glória”. O diálogo com estes personagens emblemáticos do Antigo Testamento faz crer que a missão de Jesus tem em conta tudo o que foi realizado e anunciado na história de Israel.
O assunto do diálogo é a morte de Jesus que está eminente e se vai realizar quando ele chegar a Jerusalém.
Enquanto isso, Os três apóstolos, Pedro, Tiago e João estão fascinados. Creem estar a sonhar, de resto o texto refere que, “estavam a cair de sono”. Um sono como o de Abraão, porque não podem ver a Deus senão em sonhos e Jesus revela ali o seu rosto divino.
Pedro, como que acordando do sono, quer reter Deus ali, naquele lugar, e permanecer com ele para sempre, como aconteceu no êxodo, quando Deus habitava numa tenda, e diz a Jesus “como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas”. Mas, agora, a tenda, o lugar de Deus com os homens, é o próprio Jesus e a ele ninguém o pode deter enquanto não subir para o Pai. Surge, então, a nuvem, sinal da presença de Deus e ouve-se uma voz que revela quem Jesus é “o Filho predileto” e convida os discípulos a escutá-lo. Confirma-se o que Pedro dissera de Jesus “és o Messias de Deus”.
Começa aqui um retiro de silêncio para os discípulos que só vai terminar no Pentecostes.
Meditação da Palavra
A palavra deste segundo domingo da Quaresma coloca diante de nós a pergunta de Jesus, “quem dizes tu que eu sou?”, que ele faz aos discípulos no caminho para Jerusalém. A resposta vai sendo dada a pouco e pouco. Primeiro é Pedro quem afirma “és o Messias de Deus”. Depois, é Jesus quem o diz de si mesmo que é “o Filho do homem” que virá na sua glória, a mesma glória do Pai. Mais à frente, como se lê no evangelho de hoje, o próprio Pai diz de Jesus que ele é “o meu filho, o meu eleito”.
Ora precisamente o eleito do Pai está a caminho de Jerusalém onde vai “ter de sofrer muito, ser rejeitado… tem de ser morto e ao terceiro dia, ressuscitar”. É isto que Jesus anuncia aos discípulos e é disto que fala com Moisés e Elias no cimo do monte enquanto reza.
Do mesmo modo que Moisés atravessa o deserto para chegar à terra prometida, Jesus faz o seu êxodo no caminho para Jerusalém. Um caminho novo, estreito, difícil, que passa pela morte, mas conduz à verdadeira vida da ressurreição.
Todo o discípulo, se o quer ser de verdade, tem que atravessar o mesmo caminho estreito, “negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias, e siga-me” (Lc 9, 23). É o caminho estreito da fé, na qual Abraão permanece confiante mesmo no meio da escuridão, quando os sinais insinuam a impossibilidade do cumprimento da promessa, contradizendo a Palavra de Deus que passa como fogo, que é compromisso solene, que é selo de aliança.
É o caminho de Paulo que o leva à prisão em Roma, verdadeira antecâmara do martírio, que não o impede de continuara a reconhecer em Jesus o salvador. E é também o caminho escuro dos filipenses, assaltados por ideias contrárias ao evangelho que pretendem oferecer uma salvação sem Cristo.
Quando a escuridão vem sobre o caminho da nossa vida, deixamos de ver, mas Deus faz sempre ouvir a sua voz. E basta a sua voz a orientar-nos para Jesus, “Escutai-o”, a ele e não a outro, para atravessarmos confiantes a vida toda. Se confiarmos nesta voz, pode vir a noite, a incerteza, a dúvida, que a nossa fé não esmorece porque confia. Podem vir os malvados, podem vir opressores e inimigos, podem vir exércitos, podem declarar-nos guerra que “o meu coração não temerá, ainda assim terei confiança”, como diz o salmista.
Em qualquer situação podemos dizer como Pedro “é bom estarmos aqui”, porque, de facto, é bom quando estamos com Jesus, quando percebemos no seu rosto resplandecente a presença divina do filho de Deus, quando acolhemos a voz que vem do céu, como voz do Pai que nos chama a ser filhos, membros de um povo numeroso, impossível de contar, o povo daqueles que acreditaram e viveram na plenitude da esperança.
Rezar a Palavra
Na noite da minha fé procuro a tua luz, Senhor, procuro o teu rosto glorioso, procuro a tua presença transfigurada. Na escuridão dos dias procuro a tua voz, para subir confiante a Jerusalém, à cruz, ao céu. No sono do entardecer da vida anseio poder dizer “é bom estarmos aqui”, sabendo que está tu comigo, sonhando uma nova aurora. Tu és, Senhor, a minha luz e a minha salvação.
Compromisso semanal
Faço silêncio dentro de mim para ouvir a voz que diz: “Este é o meu Filho… escutai-o”.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-16-de-marco/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Março
Postado em: por: marsalima
São Heriberto
Heriberto foi arcebispo de Colônia, na Alemanha, ainda muito moço, pois sua religiosidade brotara ainda na infância. Conta a história que, no dia em que nasceu, em 970, filho de descendentes dos condes de Worms, notou-se uma extraordinária luz pairando sobre a casa de seus pais. O fenômeno teria durado várias horas e marcado para sempre a vida de Heriberto, que caminhou reto para o caminho da santidade.
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Como desde pequeno mostrava vocação para a religião e os estudos, seus pais o entregaram ao convento de Gorze. Ali, Heriberto descobriu para si e para o mundo que era extremamente talentoso, mas decidiu-se pela ordenação sacerdotal, que ocorreu em 995. Com o decorrer do tempo cursou diversas escolas, chegando a ser considerado o homem mais sábio de seu tempo. E foi nesta condição que o imperador Oton III o nomeou chanceler, seu assessor de maior confiança. Sua fama e popularidade cresceram, não só devido à sabedoria, mas também pela humildade e a caridade que praticava com todos. Assim, foi eleito bispo de Colônia, em 999.
Quando Oton III morreu, o imperador que o sucedeu, Henrique II, também acabou tornando-se admirador de Heriberto, apesar da oposição que lhe fez no início. Uma vez que o bispo Heriberto o consagrou rei sem nenhuma contestação. E por fim o novo rei Henrique II o chamou para ser seu conselheiro.
Então, a obra caridosa do bispo pôde então continuar. Os registros mostraram que, depois de fundar um hospital para os pobres, Heriberto visitava os doentes todos os dias, cuidando deles pessoalmente. Diz a tradição que, certa vez, houve na cidade uma grande seca, ficando sem chover por meses. O bispo comandou um jejum de três dias e, finalmente, uma procissão de penitência pedindo chuva aos céus. Como nem assim choveu, Heriberto comovido começou a chorar na frente do povo, culpando-se pela seca. Dizia que seus pecados é que impediam Deus de fazer misericórdia. Mas, um fato prodigioso aconteceu nesse momento, imediatamente o céu escureceu e uma forte chuva caiu sobre a cidade, durando alguns dias e pondo fim à estiagem.
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Com fama de santidade ainda em vida, o bispo Heriberto morreu no dia 16 de março de 1021, numa viagem de visita pastoral à cidade de Deutz, onde contraiu uma febre maligna que assolava a população. Suas relíquias estão na catedral dessa cidade, na Colônia, Alemanha. Na igreja que ele mesmo fundou junto com o mosteiro ao lado, que foi entregue aos beneditinos.
Amado pelos fiéis a peregrinação à sua sepultura difundiu seu culto que se tornou vigoroso em toda a Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, país de sua origem. Foi canonizado em 1227, pelo Papa Gregório IX que autorizou o culto à Santo Heriberto, já tradicionalmente festejado pelos devotos no dia 16 de março.
Santo Abraão Kidunaia
Abraão nasceu na Mesopotâmia, atual Síria, no ano 296, era filho de pais religiosos que lhe deram educação cristã. Quando estava em idade de se casar, seu pai escolheu para ele um bom partido, mas o rapaz recusou. A vontade de Abraão era outra, queria ser eremita e dedicar-se somente à Deus, pela oração, contemplação e penitência.
Porém, a pressão da família foi tão grande que o jovem não teve como escapar. Mas no dia do casamento abandonou tudo. Foi encontrado, dezessete dias depois, pela família, numa cela isolada, que construíra numa caverna do deserto, próximo da cidade de Edessa. Por mais que seus pais pedissem que voltasse, não conseguiram fazê-lo mudar de idéia. Viveu naquele mesmo lugar por uma década, até receber a notícia da morte dos pais.
O outro lado da notícia seria bom para qualquer um, menos para Abraão: herdara uma grande fortuna. Contudo, ele não se abalou com isso, pediu ao bispo de Edessa, seu amigo pessoal, que repartisse toda a sua parte da herança entre os pobres, pois não queria nem ter contato com os bens materiais. Entretanto, aquele episódio serviu ao menos para fazê-lo sair do seu isolamento. O bispo, que precisava de um bom sacerdote para uma missão muito especial, aproveitou para efetuar a ordenação de Abraão. E o enviou como padre missionário para a vila de Beth-Kiduna, onde todos os habitantes eram pagãos e praticavam a idolatria.
O trabalho de evangelização foi duro. Depois de um ano construiu uma igreja com a ajuda dos habitantes, todos já haviam se convertido ao cristianismo e destruído as imagens dos falsos deuses. Certo do dever cumprido, Abraão rezou muito à Deus, para que fosse enviado outro padre, melhor do que ele, para atender esse rebanho. Isso ocorreu logo, e ele voltou para a solidão de sua cela no deserto de Edessa. Foi devido ao sucesso de sua missão em Kiduna, que se tornou conhecido como Abraão Kidunaia.
Deixou sua cela só mais duas vezes. Certa vez, uma sobrinha muito jovem chamada Maria, que ficou órfã de pai, um dos irmãos de Abraão, precisava de acolhida. Ele a recebeu e a educou, ensinando-lhe tudo que sabia sobre a Palavra de Cristo e também sobre as ciências. Mas, a jovem preferiu experimentar as alegrias do mundo, fugindo para uma cidade próxima, onde levava uma vida desregrada. Abraão, então, se disfarçou de soldado e foi até onde ela se instalara, alí conversaram e ele a converteu definitivamente. Maria viveu, os próximos quinze anos, reclusa, fazendo caridade. Passou a ser chamada de Maria de Edessa, sendo canonizada, mais tarde. A tradição diz que ela operou vária graças em vida.
Muitos peregrinos cristãos iam ao deserto para ver, conversar e aprender sobre os mistérios de Cristo, com aquele padre que norteara sua vida para a santidade. Abraão morreu, aos setenta anos de idade, no ano 366, cinco anos após a discípula Maria. E foi essa a última vez que deixou sua cela. O lugar do seu túmulo se tornou local de peregrinação, de prodígios e de graças. Esses dados foram extraídos dos escritos deixados por Santo Efrém, que escreveu a biografia de Santo Abraão Kidunaia, celebrado no dia 16 de março.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 16 DE MARÇO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tes 4, 1.7
Irmãos, nós vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: Recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus, e assim estais procedendo. Mas tratai de progredir ainda mais. Deus não nos chamou a viver na impureza mas na santidade.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Renovai em mim a firmeza de alma.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 30, 15.18
Assim fala o Senhor Deus, o Santo de Israel: «É na conversão e na calma que está a vossa salvação; a tranquilidade e a confiança são a vossa fortaleza». O Senhor espera a hora de Se compadecer de vós e levanta-Se para vos perdoar, porque o Senhor é um Deus justo: ditosos os que n’Ele esperam.
V. Desviai o vosso rosto das minhas culpas,
R. Purificai-me de todos os meus pecados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 4, 29-31
Buscarás o Senhor teu Deus, e voltarás a encontrá-l’O, se O procurares com todo o teu coração e com toda a tua alma. No meio da tua angústia, quando tiveres sofrido todos estes infortúnios, depois de muitos dias, voltarás ao Senhor teu Deus e escutarás a sua voz. Porque o Senhor teu Deus é um Deus
clemente, e não te abandonará nem te destruirá, nem Se há-de esquecer da aliança que jurou aos teus pais.
V. Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido,
R. Não desprezareis, Senhor, o espírito humilhado e contrito.
Oração
Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 9, 24-25
No estádio correm todos, mas só um recebe o prémio. Correi de modo que o alcanceis. Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações para obter uma coroa corruptível; nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
V. Cristo, ouvi as súplicas dos que Vos imploram.
R. Porque somos pecadores.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


