“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE MARÇO DE 2025
22 de março de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 24 DE MARÇO DE 2025
24 de março de 2025Domingo III da Quaresma (Ano C)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Êxodo 22, 19 – 23, 9
Leis para proteger o estrangeiro e o pobre
(Código da Aliança)
Assim fala o Senhor: «Quem oferecer sacrifícios a outros deuses, e não somente ao Senhor, será votado ao anátema.
Não prejudicarás o estrangeiro, nem o oprimirás, porque vós próprios fostes estrangeiros na terra do Egipto. Não maltratarás a viúva nem o órfão. Se lhes fizeres algum mal e eles clamarem por Mim, escutá-los-ei; inflamar-se-á a minha indignação e matar-vos-ei ao fio da espada. As vossas mulheres ficarão viúvas, e órfãos os vossos filhos.
Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que vive junto de ti, não procederás com ele como um usurário, sobrecarregando-o com juros.
Se receberes como penhor a capa do teu próximo, terás de lha devolver até ao pôr do sol, pois é tudo o que ele tem para se cobrir, é o vestuário com que cobre o seu corpo. Com que dormiria ele? Se ele Me invocar, escutá-lo-ei, porque sou misericordioso.
Não blasfemarás contra Deus, nem amaldiçoarás o chefe do teu povo.
Não retardarás a oferta do que enche a tua eira, nem do que escorre do teu lagar. Consagrar-Me-ás o primogénito de teus filhos. Assim farás também com a primeira cria da tua manada e do teu rebanho; ficará sete dias com a mãe, e ao oitavo dia entregar-Ma-ás. Sereis homens santos diante de Mim: não comereis carne de animal despedaçado por uma fera no campo, mas deitá-la-eis aos cães.
Não espalharás boatos falsos. Não apoiarás o culpado, servindo-lhe de falsa testemunha. Não seguirás a multidão para fazer o mal, nem irás depor num processo, inclinando-te para a maioria em detrimento da justiça. Nem sequer ao pobre favorecerás no seu processo.
Quando encontrares perdidos o boi ou o jumento do teu inimigo, deverás levá-los ao seu dono. Quando vires caído sob a carga o jumento do teu inimigo, não passarás adiante sem o ajudares.
Não prejudicarás o direito do pobre no seu processo.
Afastar-te-ás duma causa falsa. Não faças morrer o inocente nem o justo, porque Eu não absolverei o culpado.
Não aceitarás presentes, porque o presente cega os mais clarividentes e perverte as palavras dos justos.
Não oprimirás o estrangeiro; bem sabeis o que é a sua vida, porque também fostes estrangeiros na terra do Egipto».
RESPONSÓRIO Salmo 81 (82), 3-4; cf. Tg 2, 5
R. Defendei o órfão e o desprotegido, fazei justiça ao humilde e ao pobre. * Salvai o oprimido e o indigente, libertai-os das mãos dos ímpios.
V. Deus escolheu os que são pobres aos olhos do mundo, para os tornar ricos na fé e herdeiros do reino. * Salvai o oprimido e o indigente, libertai-os das mãos dos ímpios.
SEGUNDA LEITURA
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Tract. 15, 10-12. 16-17: CCL 36, 154-156) (Sec. V)
Veio uma mulher da Samaria para tirar água
Veio uma mulher: esta mulher é figura da Igreja, ainda não justificada, mas já a caminho da justificação. É disto que iremos tratar.
A mulher veio sem saber o que ali a esperava; encontrou Jesus, e Jesus dirigiu-lhe a palavra. Vejamos a razão por que veio uma mulher da Samaria para tirar água. Os samaritanos não pertenciam ao povo judeu, não eram do povo escolhido. Faz parte do simbolismo da narração que esta mulher, figura da Igreja, tenha vindo dum povo estrangeiro; porque a Igreja havia de vir dos gentios, dos que não eram da raça judaica.
Escutemo-nos a nós mesmos nas palavras desta mulher, reconheçamo-nos nela, e nela dêmos graças a Deus por nós. Era uma figura, não a realidade; começou por ser figura e veio a tornar-se realidade. De facto, ela acreditou n’Aquele que desejava fazer dela figura de nós mesmos. Veio para tirar água. Vinha simplesmente tirar água, como costumam fazer os homens e as mulheres.
Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos. Respondeu-lhe então a samaritana: «Como é que tu, sendo judeu, me pedes de beber, a mim que sou samaritana?». Os judeus, na verdade, não se dão com os samaritanos.
Bem vedes que se trata de estrangeiros. Os judeus de mo do nenhum usavam os cântaros dos samaritanos. Como esta mulher trazia consigo um cântaro para tirar água, ficou admirada por um judeu lhe pedir de beber, coisa que não costumavam fazer os judeus. Mas Aquele que pedia de beber à
mulher tinha sede da sua fé.
Repara agora n’Aquele que pede de beber. Jesus respondeu-lhe: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva».
Pede de beber e promete dar de beber. Apresenta-Se como necessitado que espera receber, mas é rico para dar em abundância. Se conhecesses o dom de Deus… O dom de Deus é o Espírito Santo. Jesus fala ainda veladamente à mulher, mas pouco a pouco entra em seu coração e a vai ensinando. Que pode haver de mais suave e bondoso do que esta exortação? Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva.
Qual é a água que Ele há-de dar, senão aquela de que está escrito: Em Vós está a fonte da vida? E não podem passar sede os que se inebriam com a abundância da vossa casa.
O Senhor prometia o alimento e a abundância do Espírito Santo. Mas ela ainda não compreendia. E, na sua incompreensão, que respondia? Senhor, diz-Lhe a mulher, dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede nem tenha de voltar aqui a tirar água. A sua necessidade obrigava-a a trabalhar, mas
a sua fraqueza recusava o trabalho. Se ao menos ela tivesse ouvido aquelas palavras: Vinde a Mim, Vós todos os que vos afadigais e andais sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Isto lhe dizia Jesus para que não se afadigasse mais; mas ela ainda não compreendia.
RESPONSÓRIO Cf. Jo 7, 37-39; 4, 14
R. Jesus exclamava: Se alguém tem sede, venha ter comigo e beba; se alguém acredita em Mim, hão-de correr do seu coração rios de água viva. * Assim falava do Espírito Santo, que iriam receber os que acreditassem n’Ele.
V. Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. * Assim falava do Espírito Santo, que iriam receber os que acreditassem n’Ele.
Oração
Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a bondade, que nos fizestes encontrar no jejum, na oração e no amor fraterno os remédios do pecado, olhai benigno para a confissão da nossa humildade, de modo que, abatidos pela consciência da culpa, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por Nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Neemias 8, 9b. 10b
Hoje é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus! Não vos entristeçais nem choreis, porque é um dia santo do Senhor. Não estejais tristes, porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
V. Vós que sofrestes o castigo das nossas culpas.
R. Tende compaixão de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende compaixão de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-iii-da-quaresma-ano-c/>]
Domingo III da Quaresma (Ano C)
A difícil tarefa de esperar
Todos o conheciam. Desde pequeno tinha sido um inadaptado. Os pais não sabiam o que fazer, mas também não sabiam porque era ele assim. Os professores na escola queixavam-se permanentemente e ninguém queria a turma onde ele estava. Os colegas tornaram-se indiferentes à sua rebeldia e já não reagiam.
Todos pensavam que um dia iria acabar mal. Pessoas como ele não vão longe. E acertaram. Pela vida fora tornou-se um insuportável.
Um dia, há sempre um dia, caiu em si e todos perguntavam: “é ele?” nem queriam acreditar na mudança que se operou e estava patente aos seus olhos.
LEITURA I Ex 3, 1-8a.13-15
Naqueles dias,
Moisés apascentava o rebanho de Jetro,
seu sogro, sacerdote de Madiã.
Ao levar o rebanho para além do deserto,
chegou ao monte de Deus, o Horeb.
Apareceu-lhe então o anjo do Senhor
numa chama ardente, do meio de uma sarça.
Moisés olhou para a sarça, que estava a arder,
e viu que a sarça não se consumia.
Então disse Moisés: «Vou aproximar-me,
para ver tão assombroso espetáculo:
por que motivo não se consome a sarça?».
O Senhor viu que ele se aproximava para ver.
Então Deus chamou-o do meio da sarça:
«Moisés, Moisés!».
Ele respondeu: «Aqui estou!».
Continuou o Senhor:
«Não te aproximes.
Tira as sandálias dos pés,
porque o lugar que pisas é terra sagrada».
E acrescentou: «Eu sou o Deus de teus pais,
Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob».
Então Moisés cobriu o rosto,
com receio de olhar para Deus.
Disse-lhe o Senhor:
«Eu vi a situação miserável do meu povo no Egito;
escutei o seu clamor provocado pelos opressores.
Conheço, pois, as suas angústias.
Desci para o libertar das mãos dos egípcios
e o levar deste país para uma terra boa e espaçosa,
onde corre leite e mel».
Moisés disse a Deus:
«Vou procurar os filhos de Israel e dizer-lhes:
‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’.
Mas se me perguntarem qual é o seu nome,
que hei de responder-lhes?».
Disse Deus a Moisés:
«Eu sou ‘Aquele que sou’».
E prosseguiu:
«Assim falarás aos filhos de Israel:
O que Se chama ‘Eu sou’ enviou-me a vós».
Deus disse ainda a Moisés:
«Assim falarás aos filhos de Israel:
‘O Senhor, Deus de vossos pais,
Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob,
enviou-me a vós.
Este é o meu nome para sempre,
assim Me invocareis de geração em geração’».
Deus não é indiferente ao sofrimento dos homens. Ele é um Deus presente, aproxima-se, escuta, vê, conhece a nossa desgraça e dispõe-se a libertar. Moisés é o escolhido para ir em seu nome ao Egito a fim de conduzir o povo a uma terra onde corre leite e mel.
Salmo Responsorial Sl 102 (103), 1-4.6-8.11 (R. 8a)
O salmista, um homem que passou pela experiência do pecado, reconhece que Deus o salvou da sua situação de desgraça. Foi o Senhor, porque é misericordioso e compassivo quem lhe deu uma nova vida pelo perdão. Foi o Senhor quem o curou, salvou e coroou de glória. Por isso o salmista não pode esquecer “nenhum dos seus benefícios”. Se a misericórdia de Deus foi grande para com ele, agora, ele há de bendizer o Senhor com toda a alma.
LEITURA II 1Cor 10, 1-6.10-12
Irmãos:
Não quero que ignoreis
que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem,
passaram todos através do mar
e, na nuvem e no mar,
receberam todos o batismo de Moisés.
Todos comeram o mesmo alimento espiritual
e todos beberam a mesma bebida espiritual.
Bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava:
esse rochedo era Cristo.
Mas a maioria deles não agradou a Deus,
pois caíram mortos no deserto.
Esses factos aconteceram para nos servir de exemplo,
a fim de não cobiçarmos o mal,
como eles cobiçaram.
Não murmureis, como alguns deles murmuraram,
tendo perecido às mãos do anjo exterminador.
Tudo isto lhes sucedia para servir de exemplo
e foi escrito para nos advertir,
a nós que chegámos ao fim dos tempos.
Portanto, quem julga estar de pé
tome cuidado para não cair.
A experiência vivida pelos israelitas na saída do Egito, serve de exemplo para os coríntios. De facto, não basta ser batizado nem participar na assembleia litúrgica, para agradar a Deus. No deserto todos beneficiaram da libertação, mas nem todos agradaram a Deus. Os coríntios também correm o risco de realizar ritos vazios, que não salvam, por falta de uma verdadeira conversão.
EVANGELHO Lc 13, 1-9
Naquele tempo,
vieram contar a Jesus
que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus,
juntamente com o das vítimas que imolavam.
Jesus respondeu-lhes:
«Julgais que, por terem sofrido tal castigo,
esses galileus eram mais pecadores
do que todos os outros galileus?
Eu digo-vos que não.
E se não vos arrependerdes,
morrereis todos do mesmo modo.
E aqueles dezoito homens,
que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou?
Julgais que eram mais culpados
do que todos os outros habitantes de Jerusalém?
Eu digo-vos que não.
E se não vos arrependerdes,
morrereis todos de modo semelhante.
Jesus disse então a seguinte parábola:
«Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha.
Foi procurar os frutos que nela houvesse,
mas não os encontrou.
Disse então ao vinhateiro:
‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira
e não os encontro.
Deves cortá-la.
Porque há de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’.
Mas o vinhateiro respondeu-lhe:
‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano,
que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo.
Talvez venha a dar frutos.
Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano».
Todos os homens são pecadores e ninguém pode atribuir a si mesmo uma condição isenta de condenação. Deus é quem usa de misericórdia e paciência para salvar a todos. As desgraças não são castigos de Deus pelo pecado do homem, mas devem servir para todo o homem reconhecer a sua condição e empreender um caminho de conversão. “Se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo”.
Reflexão da Palavra
Para entender o texto da primeira leitura é necessário conhecer o contexto. Moisés, depois de ter sido tratado como um príncipe no Egito, cai em desgraça ao matar um egípcio para proteger um escravo, um hebreu. Por esse motivo tem que fugir para o deserto. É ali, junto do monte Sinai, que Deus o vai encontrar a guardar o rebanho do seu sogro.
Deus atrai para ele a atenção de Moisés através de um sinal, “uma chama ardente, do meio de uma sarça”. Neste encontro com Deus, Moisés faz uma experiência pessoal através da qual conhece Deus, conhece a história deste Deus com o seu povo e descobre-se ele mesmo chamado. Em primeiro lugar percebe que não pode ver Deus nem conhecer o seu nome, apenas sabe que ele é quem faz existir todas as coisas “Eu sou Aquele que sou”. Percebe também que há uma história anterior a ele, na qual Deus está implicado com os homens, “Eu sou o Deus de teus pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob” e que ele faz parte dessa história. Depois percebe que o Senhor não é um Deus distante, ele vê, escuta, conhece e aproxima-se do seu povo, “Eu vi a situação miserável do meu povo… escutei o seu clamor… Conheço as suas angústias… Desci para o libertar…”. Finalmente vê-se chamado e enviado como instrumento da salvação que Deus quer para o seu povo, com uma única certeza “Eu estarei contigo” (Ex 3,12).
No seguimento da leitura de Êxodo, o salmo 102 vem reafirmar o poder de Deus. De facto, é ele quem “perdoa… cura… Salva… faz justiça… defende… coroa-te de graça e misericórdia”. O Senhor é um Deus que se revela como aquele que ama o seu povo e o ama com amor eterno “o amor do Senhor é eterno” (V. 17), através de sinais e prodígios “revelou a Moisés os seus caminhos e aos filhos de Israel os seus prodígios”. Reconhecendo-se alvo deste amor, o salmista convida-se a si mesmo e convida os anjos, os astros e todas as obras criadas pelo Senhor a bendizer o Senhor, porque ele é um Deus “misericordioso e compassivo, paciente e cheio de amor” que “afasta de nós os nossos pecados” e “como um pai se compadece se compadece dos filhos”.
O texto da carta aos Coríntios é uma chamada de atenção de Paulo aos cristãos daquela comunidade, por causa da possibilidade de regressarem à idolatria, onde já viveram e de onde foram resgatados por Cristo, através do Batismo e da Eucaristia.
Paulo utiliza como exemplo a experiência dos israelitas libertados do Egito. Eles foram alvo dos dons de Deus que os libertou, caminhou à sua frente, os protegeu com a nuvem, fê-los atravessar o Mar Vermelho a pé enxuto, deu-lhe a beber uma “bebida espiritual” e a comer “um alimento espiritual”, foram também batizados, na nuvem e no mar e, mesmo assim, não agradaram a Deus porque murmuram e cobiçaram o mal.
Os coríntios, apesar de terem recebido o Batismo e de participarem do pão da Eucaristia, podem também não resistir ao mal e acabar caindo na tentação. Por isso, Paulo alerta, “quem julga estar de pé tome cuidado para não cair”.
O evangelho apresenta dois acontecimentos e uma parábola. Os dois acontecimentos referem o drama da existência humana marcada pela desgraça e pelo sem sentido do sofrimento e da morte. Vêm contar a Jesus que Pilatos mandou matar alguns galileus que estavam no templo a oferecer sacrifícios, provavelmente por serem daqueles que se opõem ao domínio romano. Claramente a situação diz que Deus devia ter protegido aqueles homens porque, afinal, eles até estavam a realizar um ato de culto.
O próprio Jesus recorda um outro acontecimento em que uma torre caiu, provocando, de modo trágico, a morte de dezoito homens. Onde estava Deus naquele momento?
Jesus não permite que se atribua a Deus a culpa das desgraças nem que estas sejam entendidas como castigo divino por causa do pecado. Por isso deixa claro que aqueles homens não eram mais pecadores do que todos os outros.
Diante da realidade humana quem está em causa é o homem e não Deus. Por isso Jesus apressa-se a apresentar a parábola da figueira para identificar uma questão mais importante, que é a da paciência de Deus.
Do ponto de vista humano ou atiramos culpas para Deus ou para as autoridades ou então, não havendo outra solução corta-se a figueira pela base. Mas na perspetiva de Deus há sempre uma solução para o homem, que é a misericórdia, “deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos”. A misericórdia de Deus é o sinal da sua paciência. O homem beneficia do tempo de Deus, da sua paciência. Mas esse tempo é um contínuo chamamento à conversão, “se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo”. A morte, a tragédia, o mal, são um sinal permanente de que precisamos de conversão. Os que morrem, aqueles sobre quem se abate a desgraça não são mais pecadores do que os outros. Mas para eles terminou o tempo, enquanto para todos os outros, ainda é tempo de conversão, “deixa-a ficar ainda este ano”. Deus espera que o resultado final possa ser bom e a sua paciência não terá sido em vão.
Meditação da Palavra
“Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo”.
Deus não é o causador das nossas desgraças nem atua contra nós por nenhuma razão, nem sequer por causa do nosso pecado. A misteriosa ação de Deus tem sempre como objetivo salvar o homem da sua miséria, da sua desgraça, do seu pecado, arrancá-lo à sua existência medíocre e fazê-lo voar para lá de si mesmo. Por isso, Deus não se cansa de chamar o homem à conversão porque sabe que, no pecado o homem não é feliz, é um escravo de si mesmo, dos outros, das opções erradas, de experiências enganadoras ou da alienação que oculta a verdade.
Deus visita o homem ali onde ele se encontra, na sua realidade concreta que, muitas vezes, é de grande miséria, “Eu vi a situação miserável do meu povo”. Se Israel era escravo no Egito, todos os homens têm o seu Egito onde anulam as possibilidades de viverem e serem livres. Por vezes a escravatura é provocada pelo próprio que se impede a si mesmo de viver, outras vezes é fruto de uma maneira de pensar social que não permite ver para lá do pensamento comum, algumas vezes é a rendição ao nível superficial da vida.
Moisés, por exemplo, quando Deus o encontra no Horeb a guardar o rebanho do seu sogro, preparava-se para passar ali o resto dos seus dias, convencido de que não merecia mais do que aquela vida. Regressar ao Egito estava fora de questão porque seria condenado pela morte de um egípcio. Libertar o seu povo era, para ele, impossível pois não reunia condições para enfrentar o Faraó e o seu exército. Deus vem arrancá-lo da sua mediocridade, das suas impossibilidades e pede-lhe que se converta em instrumento dócil do seu projeto de salvação, sem medo das consequências e confiado apenas numa certeza “Eu estou contigo”.
No tempo de Jesus as pessoas viviam fechadas na ideia de um Deus castigador, sempre pronto a reprimir, com desgraças, o mal realizado. Era assim que entendiam a morte dos revoltosos que tinham ido ao templo oferecer sacrifícios. Pilatos tomara a decisão de não permitir que fizessem propaganda contra Roma dentro da cidade e mandou-os matar misturando o seu sangue com o das vítimas que eles imolavam.
Jesus adverte que a violência perpetrada contra eles por Pilatos não é um castigo de Deus e também não tem nada a ver com o pecado por eles cometido, pois todos os outros galileus eram pecadores e não sofreram aquele castigo. Este não é o modo de Deus agir. E recorda com outro exemplo, o da torre de Siloé, que estes acontecimentos devem ser uma oportunidade para repensar a vida, que é breve, numa conversão total.
O salmista coloca-se na posição certa. Ele era um pecador que efetivamente merecia um castigo por causa do seu pecado, mas encontrou em Deus a misericórdia e paciência, porque o Senhor “perdoa todos os teus pecados e cura as tuas enfermidades”. Sentindo-se salvo pelo Senhor, o salmista faz um verdadeiro elogio da misericórdia de Deus, “é grande a sua misericórdia”, e compromete-se a bendizer o Senhor com toda a alma.
É dessa paciência que fala a parábola da figueira, contada por Jesus. Ele é o vinhateiro que não pensa como os homens. Para os homens, se a figueira não dá fruto, é inútil e deve ser cortada. Mas para Deus há sempre uma possibilidade. Com um pouco mais de cuidado, pode ainda vir a dar fruto. O pecado do homem não é impedimento para Deus continuar a acreditar que é possível o arrependimento, a mudança de vida.
Na verdade, é difícil sair da indiferença com que por vezes se vive a vida. Paulo adverte os coríntios para o facto de poderem reduzir a sua experiência cristã a uns quantos ritos religiosos e confiarem que por já os terem realizados não precisam de se preocupar porque já estão salvos. Na verdade, assim aconteceu aos hebreus libertados do Egito. Fizeram todos a mesma experiência, mas nem todos assumiram um comportamento digno diante de Deus e morreram na sua indiferença e obstinação.
Pode acontecer assim aos cristãos de Corinto e aos cristãos de hoje. Convencidos de que já são cristãos, já têm muita fé, já cumprem todos os preceitos, já são melhores do que os outros, não veem a necessidade de conversão e acabam por morrer no seu pecado. Nos outros podemos ver o exemplo do que pode acontecer connosco se não entrarmos na dinâmica da quaresma como convite à conversão para encontrar em Cristo, o rochedo seguro.
Ou incapazes de acreditar no poder libertador de Deus, podemos nós, como Moisés ficar fechados numa vida medíocre por não termos as armas necessárias para lutar contra os inimigos da liberdade ou, reconhecendo a nossa culpa, pensarmos que não podemos ser instrumentos da libertação dos homens, com medo que nos apontem os nossos erros.
Ou, talvez, incapazes de reconhecer o amor misericordioso de Deus permanecermos prisioneiros do medo causado pela ideia de um Deus castigador, diante do qual será melhor ficar escondido atrás de uma vida superficial onde nada acontece.
Convertamo-nos à paciência de Deus e demos a nós mesmos a possibilidade de uma vida nova.
Rezar a Palavra
Senhor, como fizeste com Moisés, fazes comigo uma história. Arrancas-me das minhas certezas e das minhas impossibilidades, e levas-me aonde nunca imaginei poder algum dia chegar. Libertas-me de mim mesmo e da minha indiferença e faze-me instrumento para que a tua libertação chegue a todos os homens. Mostra-me a tua misericórdia para reconhecer que só tu Senhor, és o salvador da minha vida.
Compromisso semanal
Analiso a minha vida para ver que frutos estou a produzir.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-23-03-2014/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 23.03.2014
Postado em: por: marsalima
Santa Rafka (Rebeca)
No dia 20 de junho de 1832, na cidade de Himlaya, Líbano, nasceu a menina Boutroussyeh, que em português significa: Pedrinha. Quando se tornou religiosa adotou o nome de Rafka, ou Rebeca que era o nome de sua mãe, falecida quando ela tinha sete anos.
Rebeca era filha única e seu pai empobreceu muito após a morte da esposa. Aos onze anos ela foi servir uma família libanesa na, na Síria. Após quatro anos voltou para casa, pois seu pai havia se casado novamente. Pedrinha ficou muito confusa e angustiada com o seu possível matrimonio. Uma tarde foi a igreja rezar para que Nossa Senhora a ajudasse na decisão do caminho a seguir. A noite sonhou e ouviu uma voz que lhe dizia para entregar sua vida a Cristo. Decidiu ser religiosa. Saiu de casa contrariando a família e se apresentou à congregação das Irmãs Filhas de Maria em Bifkaya.
A congregação a acolheu como postulante, era o ano de 1853. Rebeca, três anos depois, completava o noviçado pronunciando os votos e se formando professora. Foi enviada como missionária e professora nos povoados pobres para catequizar e alfabetizar crianças e adultos carentes. Ela foi uma missionária dócil, caridosa, penitente, evangelizando pelo exemplo e pela palavra.
Em 1871, a congregação da Filhas de Maria que era diocesana, passava por uma crise e seria fechada. Rebeca, ouvindo novamente a voz que a guiava, foi ser noviça no convento de São Simão na cidade de Aitou, onde fez sua profissão de fé e dos votos em 1872, tomando o nome de Rafka.
Assim, iniciou uma outra fase de sua vida à serviço de Deus. Rafka começou a sentir dores terríveis na cabeça e nos olhos. Após os exames médicos foi submetida a várias cirurgias. Durante a última o médico errou e ela ficou sem chance de cura. Rafka aceitou toda aquela lenta agonia tendo a certeza que deste modo participava da Paixão de Jesus Cristo e no sofrimento da Virgem Maria.
Foram vinte e seis anos de sofrimento na cidade de Aitou. Depois, com outras cinco religiosas Rafka foi transferida para o novo convento dedicado a São José, em Grabta. Neste período ficou completamente cega e paralítica. Mesmo assim se manteve feliz porque podia usar as mãos, fazendo meias e malhas de lã.
Rafka ainda vivia e a população falava dela como santa. Depois da sua morte em 23 de março de 1914 a sua fama se difundiu por todo o Líbano, Europa, e nas Américas. Os prodígios e milagres foram se acumulando e seu processo de canonização foi concluído em 2001, quando o papa João Paulo II a proclamou santa.
O seu corpo repousa na igreja do mosteiro de São José em Grabta, Líbano. Santa Rafka, ou Rebeca continua sendo reverenciada no dia 23 de março pelos seus devotos em todo o mundo.
São Turíbio de Mongrovejo
Turíbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e foi membro da Inquisição. Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério. Quando então foi nomeado Arcebispo para a América espanhola, pelo Papa Gregório XIII, atendendo um pedido do rei Felipe II, da Espanha, que tinha muita estima por Turíbio.
O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens de uma só vez até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580, ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis, chamada depois Lima, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade. Isso ocorreu porque apesar de ser tonsurado, isto é, ter o cabelo cortado como os padres, ainda não pertencia ao clero. E, foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio.
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Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça, diante dos opressores.
Apoiado pela população, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembléias e sínodos, convocando todos os habitantes para a evangelização. Sob sua direção, foram realizados dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola até o século XX. Inclusive, o Sínodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao célebre Concílio de Trento. Conta-se que neste sínodo, com fina ironia, Turíbio desafiou os espanhóis, que se consideravam tão inteligentes, a aprenderem uma nova língua, a dos índios.
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Quando enviou um relatório ao rei Felipe II, em 1594, dava conta de que havia percorrido quinze mil quilômetros e administrado o sacramento da crisma a sessenta mil fiéis. Aliás, teve o privilégio e a graça de crismar três peruanos, que depois se tornaram santos da Igreja: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres.
Turíbio fundou o primeiro seminário das Américas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do próprio corpo, aos pobres e aos que o serviram, gesto, que revelou o conteúdo de toda sua vida. Faleceu no dia 23 de março de 1606, na pequena cidade de Sanã, Peru. Foi canonizado em 1726, pelo Papa Bento XIII, que declarou São Turíbio de Mongrovejo “apóstolo e padroeiro do Peru”, para ser celebrado no dia do seu trânsito.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 23 DE MARÇO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tes 4, 1.7
Irmãos, nós vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: Recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus, e assim estais procedendo. Mas tratai de progredir ainda mais. Deus não nos chamou a viver na impureza mas na santidade.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Renovai em mim a firmeza de alma.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 30, 15.18
Assim fala o Senhor Deus, o Santo de Israel: «É na conversão e na calma que está a vossa salvação; a tranquilidade e a confiança são a vossa fortaleza». O Senhor espera a hora de Se compadecer de vós e levanta-Se para vos perdoar, porque o Senhor é um Deus justo: ditosos os que n’Ele esperam.
V. Desviai o vosso rosto das minhas culpas,
R. Purificai-me de todos os meus pecados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 4, 29-31
Buscarás o Senhor teu Deus, e voltarás a encontrá-l’O, se O procurares com todo o teu coração e com toda a tua alma. No meio da tua angústia, quando tiveres sofrido todos estes infortúnios, depois de muitos dias, voltarás ao Senhor teu Deus e escutarás a sua voz. Porque o Senhor teu Deus é um Deus
clemente, e não te abandonará nem te destruirá, nem Se há-de esquecer da aliança que jurou aos teus pais.
V. Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido,
R. Não desprezareis, Senhor, o espírito humilhado e contrito.
Oração
Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a bondade, que nos fizestes encontrar no jejum, na oração e no amor fraterno os remédios do pecado, olhai benigno para a confissão da nossa humildade, de modo que, abatidos pela consciência da culpa, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por Nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 9, 24-25
No estádio correm todos, mas só um recebe o prémio. Correi de modo que o alcanceis. Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações para obter uma coroa corruptível; nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
V. Cristo, ouvi as súplicas dos que Vos imploram.
R. Porque somos pecadores.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Tende compaixão de nós, Senhor, porque somos pecadores.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


