“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE ABRIL DE 2025
15 de abril de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE ABRIL DE 2025
17 de abril de 2025Quarta-feira da Semana Santa
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola aos Hebreus 12, 14-29
Aproximamo-nos do monte do Deus vivo
Irmãos: Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor. Tende cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, para que nenhuma raiz amarga lance rebentos e cause perturbações e por ela se contamine a comunidade. Não haja nenhum impudico ou profanador, como Esaú, que por um só prato vendeu o seu direito de primogénito. Bem sabeis como ele depois foi rejeitado, quando quis receber a bênção, porque não conseguiu a mudança de sentimentos, embora a tivesse implorado com lágrimas.
Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade, o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que lhes não falasse mais, porque não podiam suportar aquela intimação: «Todo aquele que tocar a montanha, ainda que seja um animal, será apedrejado». E era tão terrível o espectáculo que Moisés exclamou: «Estou aterrorizado e a tremer».
Vós aproximastes-vos do Monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, mediador de uma nova aliança; e do sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
Acautelai-vos: não recuseis ouvir Aquele que vos fala. Porque, se não escaparam ao castigo os que se negaram a ouvir Aquele que proclamava os oráculos sobre a terra, muito menos escaparemos nós, se voltarmos as costas a quem nos fala do alto dos Céus. Aquele cuja voz outrora abalou a terra, faz agora esta promessa: «Ainda uma vez, abalarei não só a terra mas também o céu». As palavras «ainda uma vez» indicam a transformação das coisas que participam da instabilidade do mundo criado, para que permaneçam as coisas inabaláveis.
E porque nós recebemos um reino inabalável, conservemos a graça, e por ela prestemos a Deus um culto que Lhe seja agradável, com reverência e temor, porque o nosso Deus é um fogo devorador.
RESPNSÓRIO Deut 5, 23. 24a; cf. Hebr 12, 22a
R. Quando ouvistes a voz do meio das trevas, enquanto a montanha se abrasava em fogo, fostes ter com Moisés e dissestes: * O Senhor nosso Deus mostrou-nos a sua glória e a sua grandeza.
V. Vós aproximastes-vos do Monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste. * O Senhor nosso Deus mostrou-nos a sua glória e a sua grandeza.
SEGUNDA LEITURA
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Tract. 84, 1-2: CCL 36, 536-538) (Sec. V)
A plenitude do amor
Irmãos caríssimos: O Senhor definiu a plenitude do amor com que devemos amar-nos uns aos outros, quando disse: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Daqui se conclui o que o mesmo evangelista São João diz na sua Epístola: Cristo deu a sua vida por nós, e nós também devemos dar a vida pelos nossos irmãos, amando-nos uns aos outros como Ele nos amou até dar a sua vida por nós.
O mesmo se lê nos Provérbios de Salomão: Quando te sentares à mesa de um grande senhor, olha com atenção o que está diante e considera que terás de preparar coisas semelhantes.
A mesa do grande senhor é a mesa em que se recebe o Corpo e Sangue d’Aquele que deu a sua vida por nós. Sentar-se a ela significa aproximar-se com humildade. Olhar com atenção o que está diante é tomar consciência da grandeza deste dom. E considerar que temos de preparar coisas semelhantes significa o que já disse antes: assim como Cristo deu a sua vida por nós, também nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos. É o que diz o apóstolo São Pedro: Cristo sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos. Isto significa preparar coisas semelhantes. Assim fizeram os santos mártires, movidos por um amor ardente; e, se não quisermos celebrar inutilmente as suas memórias e sentar-nos sem proveito à mesa do Senhor onde eles se saciaram, é necessário que, como eles, preparemos coisas semelhantes.
Por isso, quando nos aproximamos da mesa do Senhor, não recordamos os mártires do mesmo modo que aos outros que descansam em paz, isto é, não oramos por eles, mas antes pedimos para que eles orem por nós, a fim de seguirmos o seu exemplo; e o seu exemplo foi dar a maior prova de caridade, segundo a palavra do Senhor. Eles apresentaram aos seus irmãos o mesmo que tinham recebido da mesa do Senhor.
Não queremos dizer com isto que possamos igualar Cristo Senhor, ainda que, por seu amor, sofrêssemos até ao testemunho do nosso sangue. Ele podia dar a sua vida e tomá-la de novo; nós não podemos viver quanto queremos e morremos mesmo contra a nossa vontade. Ele, ao morrer, matou em Si a morte; nós somos livres da morte pela sua morte. A sua carne não conheceu a corrupção; a nossa, só depois de passar pela corrupção há-de ser por Ele revestida da incorruptibilidade no fim dos tempos. Ele não precisou de nós para nos salvar; nós, sem Ele, nada podemos fazer. Ele é para nós como a videira para os ramos; nós, separados d’Ele, não podemos ter a vida.
Finalmente, ainda que os irmãos morram pelos irmãos, nenhum mártir derramou o seu sangue para remissão dos pecados de seus irmãos, como Ele fez por nós; isto não foi um exemplo para imitarmos, mas um motivo para agradecermos. Os mártires, ao derramarem o sangue pelos irmãos, não apresentaram senão o que tinham recebido da mesa do Senhor. Amemo-nos também nós uns aos outros, como Cristo nos amou, entregando-Se a Si mesmo por nós.
RESPONSÓRIO 1 Jo 4, 9. 11. 10b
R. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. * Se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
V. Deus amou-nos e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. * Se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
Oração
Senhor nosso Deus, que, para nos libertar do poder do inimigo, quisestes que o vosso Filho sofresse o suplício da cruz, concedei aos vossos servos a graça da ressurreição. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Isaías 50, 5-7
O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas aos que me batiam e as faces aos que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos que me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor veio em meu auxílio, e por isso não fiquei envergonhado: tornei o meu rosto duro como pedra e sei que não ficarei desiludido.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Vós nos resgatastes, Senhor, com o vosso Sangue.
R. Vós nos resgatastes, Senhor, com o vosso Sangue.
V. Homens de toda a tribo, língua, povo e nação.
R. Vós nos resgatastes, Senhor, com o vosso Sangue.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Vós nos resgatastes, Senhor, com o vosso Sangue.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
PROGRAMA “A VOZ DO PASTOR”, COM O ARCEBISPO ODELIR JOSÉ MAGRI, DA ARQUIDIOCESE DE CHAPECÓ, LOCAL DA SEDE DA CONFRARIA CONTARDO FERRINI, MANTENEDORA DO SITE CATOLICOSPRATICANTES.COM.BR
https://www.instagram.com/reel/DIgYta4qH6c/?igsh=MnN1eHoybWRycXk3
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CONFISSÕES DE SANTO AGOSTINHO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-santa-11/>]
Quarta-feira da Semana Santa
Leitura I Is 50, 4-9a
O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo,
para que eu saiba dizer uma palavra de alento
aos que andam abatidos.
Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos,
para eu escutar, como escutam os discípulos.
O Senhor Deus abriu-me os ouvidos
e eu não resisti nem recuei um passo.
Apresentei as costas àqueles que me batiam
e a face aos que me arrancavam a barba;
não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam.
Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio,
e por isso não fiquei envergonhado;
tornei o meu rosto duro como pedra,
e sei que não ficarei desiludido.
O meu advogado está perto de mim.
Pretende alguém instaurar-me um processo?
Compareçamos juntos.
Quem é o meu adversário? Que se apresente!
O Senhor Deus vem em meu auxílio.
Quem ousará condenar-me?
compreender a palavra
Isaías neste terceiro cântico do servo de Javé, apresenta o servo como alguém que aprendeu a escutar, a falar e a estar atento como fazem os discípulos. Alguém que se preparou para a adversidade capaz de enfrentar os adversários com a confiança de estar bem protegido, bem acompanhado. Aquele que o defende, o Senhor, não o deixará envergonhado ou desiludido.
meditar a palavra
Aplicadas a Jesus estas palavras do servo de Javé introduzem-nos no espírito da Semana Santa. Aproximando-se a hora de ser entregue às mãos dos homens, mas nada teme porque o Pai, que é maior que todos, está do seu lado. Esta confiança de Jesus, tão bem traduzida no Cântico do servo de Javé, convida-nos a confiar do mesmo modo incondicional diante das nossas fragilidades, das adversidades de cada dia e diante dos adversários que esperam a nossa desgraça.
rezar a palavra
Tu és o meu advogado, Senhor, quem poderá condenar-me? Quem pode apresentar-se para me acusar e condenar quando tu, o Senhor Deus, me defendes e proteges? Abre os meus ouvidos para ouvir a tua voz como fazem os discípulos e ensina-me a falar como um discípulo a partir da predileção pelos pobres e abatidos.
compromisso
Aprendo no sofrimento a atender os que sofrem.
Evangelho Mt 26, 14-25
Naquele tempo,
um dos Doze, chamado Iscariotes,
foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes:
«Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?»
Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata.
A partir de então,
Judas procurava uma oportunidade para O entregar.
No primeiro dia dos Ázimos,
os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:
«Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?»
Ele respondeu:
«Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe:
‘O Mestre manda dizer:
O meu tempo está próximo.
É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa
com os meus discípulos’».
Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado
e prepararam a Páscoa.
Ao cair da tarde, sentou-Se à mesa com os Doze.
Enquanto comiam, declarou:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Um de vós Me entregará».
Profundamente entristecidos,
começou cada um a perguntar-Lhe:
«Serei eu, Senhor?»
Jesus respondeu:
«Aquele que meteu comigo a mão no prato
é que vai entregar-Me.
O Filho do homem vai partir,
como está escrito acerca d’Ele.
Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue!
Melhor seria para esse homem não ter nascido».
Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou:
«Serei eu, Mestre?»
Respondeu Jesus:
«Tu o disseste».
compreender a palavra
O texto de Mateus está construído a partir de uma atitude de entrega. Temos em cena aquele que procura todos os meios para entregar Jesus, aqueles a quem ele vai ser entregue e Jesus que se entrega. Judas quer entregar o Mestre, o Mestre quer entregar-se pelos homens e os príncipes dos sacerdotes estão dispostos a pagar para que lhes seja entregue. Há também, na cena, quem o recebe Jesus em sua casa para celebrar a Páscoa, os que ficam tristes com as suas palavras, uma sentença antes de se saber quem é o traidor e um traidor que se denuncia.
meditar a palavra
Serei eu? É a pergunta que chega até mim. Serei eu quem está disposto a entregá-lo? Serei eu quem está disposto a pagar para poder dominá-lo e calá-lo para sempre? Serei eu quem deseja abrir as portas de casa para o receber? A resposta a estas perguntas sai da boca de Jesus: “Tu o disseste”. Mas que disse eu? O meu coração fala e diz se eu o entrego, se o quero calar ou se o recebo em minha casa. Olho o meu coração para vigiar sobre ele e não permitir que se corrompa com o poder do mal.
rezar a palavra
“Melhor seria não ter nascido”. Esta podia ser a tua sentença sobre mim, Senhor. Confiado na tua misericórdia espero ter a possibilidade de te receber em minha casa para celebrares comigo a tua Páscoa. Senta-te comigo à mesa e mostra-me o teu coração. Deixa que me ocupe de ti e que o pão da minha vida se torne, nas tuas mãos, o alimento de vida eterna que ofereceste no mistério da cruz.
compromisso
Hoje abro as portas da minha vida a Jesus e torno-me Páscoa com Ele.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://www.youtube.com/watch?v=NCLwhVKDsZE>]


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 16 DE ABRIL DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tim 2, 4-6
Deus, nosso Salvador, quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou à morte pela redenção de todos. Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo.
V. Entregou-Se voluntariamente à morte
R. E não abriu a sua boca.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 15, 3
Cristo não procurou o que Lhe era agradável, como está escrito: «Os ultrajes daqueles que Te ultrajavam caíram sobre mim».
V. Ele suportou as nossas enfermidades
R. E tomou sobre Si as nossas dores.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 9, 28
Cristo ofereceu-Se uma só vez para tomar sobre Si os pecados de muitos. Aparecerá segunda vez, sem aparência de pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.
V. Adoremos o sinal da santa cruz,
R. Pelo qual recebemos o mistério da salvação.
Oração
Senhor nosso Deus, que, para nos libertar do poder do inimigo, quisestes que o vosso Filho sofresse o suplício da cruz, concedei aos vossos servos a graça da ressurreição. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Ef 4, 32 – 5, 2
Sede bondosos e compassivos uns para com os outros, e perdoai-vos mutuamente como Deus vos perdoou em Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados. Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós, oferecendo-Se como vítima agradável a Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.
R. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.
V. Que pela vossa santa cruz remistes o mundo.
R. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
