4 de julho de 2025
Viver afastado dos caminhos da fé cristã, na qual fui educado, me levou a experiências deploráveis. A imagem que me ocorre dessa trajetória desviante é a de sair do caminho pavimentado e embrenhar-se mata adentro, tendo percorrido os fastidiosos anos desse afastamento entre espinheiros e lamaçais, tendo caído em depressões abissais e também me deparado com rochedos dos mais íngremes, que me evocam o vale das sombras (Salmo 22, 4), periodo de angústias sem fim e que apresento aqui com a metáfora do deserto (...).
