O deserto, o oásis e o caminho do Paraíso
4 de julho de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE JULHO DE 2025
13 de julho de 2025Sábado da Semana XIV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Ben-Sirá 47, 14-31
História dos Antigos: de Salomão a Jeroboão
Depois de David, sucedeu-lhe um filho cheio de sabedoria,
que, graças a seu pai, viveu em prosperidade:
Salomão reinou em dias de paz,
e Deus concedeu-lhe a tranquilidade à sua volta,
para que ele construísse uma casa em honra do seu nome
e Lhe preparasse um santuário perpétuo.
Como foste sábio na tua juventude,
cheio de inteligência como um rio transbordante!
A tua sabedoria cobriu a terra
e encheste-a de sentenças e enigmas.
A tua fama chegou até às ilhas longínquas
e foste amado na tua paz.
Pelos teus hinos, provérbios, parábolas e interpretações
foste admirado em toda a terra.
Em nome do Senhor Deus, que é chamado o Deus de Israel,
acumulaste o ouro como se fosse estanho
e amontoaste a prata como se fosse chumbo.
Mas entregaste-te ao amor das mulheres
e deixaste que elas dominassem o teu corpo.
Manchaste a tua glória e profanaste a tua descendência,
fazendo cair a ira divina sobre os teus filhos
e a desgraça sobre a tua família.
Por isso o povo se dividiu em duas partes,
e de Efraim saiu um reino rebelde.
Mas o Senhor não esquecerá a sua misericórdia,
nem revogará qualquer das suas promessas.
Não extinguirá os descendentes do seu eleito,
nem aniquilará a estirpe de quem O amou.
Por isso deixou um resto a Jacob,
e a David um rebento da sua linhagem.
Salomão foi repousar com seus pais,
deixando depois de si um filho que foi a loucura da nação,
um homem falto de prudência, chamado Roboão,
que com seu mau conselho conduziu o povo à revolta.
E Jeroboão, filho de Nabat, fez pecar Israel
e ensinou a Efraim o caminho do mal.
De tal modo se multiplicaram as suas culpas
que vieram a ser expulsos da sua terra.
Entregaram-se a toda a espécie de iniquidades,
até que veio sobre eles o castigo.
RESPONSÓRIO Ez 37, 21c.22b.23a.24a; Jo 10, 16
R. Hei-de reunir os filhos de Israel, e não mais serão divididos em dois reinos, nem voltarão a manchar-se com os seus falsos deuses. * Serão o meu povo e terão um só pastor.
V. Tenho outras ovelhas que não são deste redil; é necessário que Eu as traga, para que haja um só rebanho. * Serão o meu povo e terão um só pastor.
SEGUNDA LEITURA
Dos Comentários de Santo Agostinho, bispo, sobre os salmos
(Ps. 126, 2: CCL 40, 1857-1858) (Sec. V)
O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Salomão
O templo que Salomão edificou para o Senhor era uma imagem e prefiguração da futura Igreja e do Corpo do Senhor. Por isso diz Jesus no Evangelho: Destruí este templo e Eu o reedificarei em três dias. Assim como Salomão edificou o templo de Jerusalém, também edificou para Si um templo o verdadeiro Salomão, Nosso Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro pacífico. Recordemos que o nome de Salomão quer dizer «Pacífico». Ora o verdadeiro pacífico é Aquele de quem diz o Apóstolo: Ele é a nossa paz, Aquele que fez dos dois um só povo. Este é o verdadeiro pacificador, que uniu em Si, como pedra angular, os dois muros que vinham de lados opostos, a saber, o povo dos crentes que provinha da circuncisão e o povo dos crentes que provinha da gentilidade incircuncisa. Dos dois povos fez uma só Igreja, tornando-Se para eles a pedra angular; e por isso Ele é o verdadeiro pacificador.
Cristo é o verdadeiro Salomão, e o outro Salomão, filho de David e da mulher Betsabé, rei de Israel, era figura deste Rei pacífico. Por isso deves pensar antes no novo Salomão que edificou a verdadeira casa de Deus, quando diz a Escritura no salmo: Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Portanto é o Senhor que constrói a casa, é o Senhor Jesus Cristo que edifica a sua casa. São muitos os que trabalham na construção; mas se Ele não a edifica, em vão trabalham os que a constroem.
Quem são os que trabalham na construção? São todos os que na Igreja pregam a palavra de Deus, os ministros dos sacramentos de Deus. Todos nos esforçamos, todos trabalhamos, todos construímos agora; outros antes de nós se esforçaram, trabalharam e construíram. Mas se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Por isso, ao verem que alguns caíam, os Apóstolos advertiam-nos, e especialmente Paulo que dizia: Vós observais os dias, os anos, os meses e as estações; receio ter trabalhado em vão entre vós. Como sabia que ele mesmo era edificado interiormente pelo Senhor, lamentava aqueles por quem trabalhava inutilmente. Nós, portanto, falamos do exterior, mas é Ele que edifica interiormente. Nós podemos saber o que ouvis, mas só Aquele que vê os nossos pensamentos pode saber o que pensais. Nós trabalhamos como operários; mas é Ele que edifica, adverte, inspira temor, abre a inteligência e conduz à fé os vossos sentimentos.
RESPONSÓRIO cf. 1 Reis 8, 10.15; Jo 2, 19
R. O templo foi construído e a glória do Senhor encheu a sua morada. Cheio de alegria, o rei exclamou: * Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, por tudo quanto prometeu a meu pai David.
V. Destruí este templo e Eu o levantarei em três dias. * Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, por tudo quanto prometeu a meu pai David.
Oração
Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Demos graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Romanos 12,14-16a
Bendizei aqueles que vos perseguem, abençoai-os e não os amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que estão alegres, chorai com os que choram. Tende os mesmos sentimentos uns para com os outros. Não aspireis às grandezas, mas conformai-vos com o que é humilde.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cantar-vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
R. Cantar-vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
V. A minha língua anunciará a vossa justiça.
R. E meus lábios exultarão de alegria.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cantar-vos-ei e meus lábios exultarão de alegria.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-xiv-do-tempo-comum-5/>]
Sábado da Semana XIV do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Gn 49, 29-32; 50, 15-26a
Naqueles dias,
Jacob deu aos seus filhos esta ordem:
«Eu vou reunir-me à minha gente.
Sepultai-me junto dos meus pais,
na gruta que está no campo de Efron, o hitita,
na gruta do campo de Macpela, diante de Mambré,
na terra de Canaã,
o campo comprado por Abraão a Efron, o hitita,
como propriedade funerária.
Aí foram sepultados Abraão e sua mulher Sara;
aí foram sepultados Isaac e sua mulher Rebeca;
e foi lá também que eu sepultei Lia.
O campo e a gruta que está nele
foram comprados aos filhos de Het».
Quando Jacob acabou de dar aos filhos as suas instruções,
recolheu os pés sobre o leito.
Depois expirou e foi reunir-se aos seus.
Ao verem que seu pai tinha morrido,
os irmãos de José disseram entre si:
«E se José nos guardar rancor
e quiser que paguemos agora todo o mal que lhe fizemos?».
Por isso mandaram dizer a José:
«Antes de morrer, teu pai deu-nos esta ordem:
‘Dizei a José da minha parte:
Peço-te que perdoes aos teus irmãos o seu crime e o seu pecado
e todo o mal que te fizeram’.
Também nós te pedimos que perdoes esse crime
aos servos do Deus de teu pai».
Ao ouvir o que eles mandaram dizer, José chorou.
Os irmãos foram pessoalmente prostrar-se a seus pés
e disseram-lhe:
«Estamos aqui como teus servos».
Mas José respondeu-lhes:
«Não temais. Estarei eu porventura no lugar de Deus?
Vós tivestes a intenção de me fazer mal,
mas Deus, nos seus desígnios, converteu-o em bem,
a fim de se realizar o que hoje sucede:
salvar a vida a um povo numeroso.
Portanto, não temais.
Eu vos sustentarei, bem como aos vossos filhos».
Assim os confortou e lhes falou ao coração.
José e a família de seu pai permaneceram no Egito
e José viveu até aos cento e dez anos.
Viu os filhos de Efraim até à terceira geração
e os filhos de Maquir, filho de Manassés,
que, ao nascerem, recebeu sobre os seus joelhos.
Por fim, José disse aos irmãos:
«Eu vou morrer, mas Deus há de ajudar-vos
e vos fará regressar deste país
à terra que prometeu com juramento a Abraão, Isaac e Jacob».
E, obrigando-os sob juramento, disse aos filhos de Israel:
«Deus há de ajudar-vos;
então levareis daqui os meus ossos».
E José morreu aos cento e dez anos de idade.
compreender a palavra
Fecha-se o ciclo dos patriarcas com a morte de Jacob e resolve-se a contenda familiar entre irmão pelo perdão de José. Recorda-se a promessa feita a Abraão e recupera-se a esperança do regresso a casa. Jacob termina os seus dias pedindo aos filhos que levem o seu corpo para o lugar onde repousam os seus pais. Este regresso é o início do êxodo de todo o Israel à terra da promessa, regresso que fica em aberto com a morte de José que também insiste para que não deixem naquela terra os seus restos mortais. Os irmãos de José não avaliam bem a capacidade de perdão do irmão e inventam um pedido de seu pai, mas José apesar de ter consciência do mal que lhe fizeram também percebe que Deus transformou esse mal num bem maior e orienta os irmãos para o julgamento de Deus.
meditar a palavra
José é poderoso no Egito, mas o seu poder não está acima de Deus. Os seus irmãos podem estar tranquilos porque beneficiam do seu perdão. O bem feito por Deus revela-se maior que o mal dos homens, por isso, cada um deve saborear a bondade de Deus para consigo e preparar-se para o juízo divino que não será determinado pelas mãos dos homens. José aparece como imagem de Cristo. Sonhador, é vendido pelos irmãos para que encontre a morte, mas a sua sorte supera o esperado pelos irmãos. Aquele que eles queriam ver morto é quem os vai salvar da fome. Jesus é este que, vendido para ser condenado à morte, termina vitorioso na ressurreição para salvar aqueles que o condenaram. É esta a experiência que somos chamados a viver. Gastar a vida para que muitos possam encontrar a vida e estar dispostos a morrer para salvar os outros.
rezar a palavra
As vidas, Senhor, encerram em si o mistério da morte e da ressurreição. Custa-nos muito admitir a capacidade que o bem tem de superar o mal e perceber o bem que surge das cinzas deixadas pelo mal. Mas tu, Senhor, és maior que o nosso entendimento a fazes maravilhas ali onde nós apenas vemos a desgraça. Ensina-me a ver como tu vês para esperar o bem que fazes brotar do sofrimento e da morte.
compromisso
Vivo a esperança da vitória do bem sobre o mal.
Evangelho Mt 10, 24-33
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos:
«O discípulo não é superior ao mestre,
nem o servo é superior ao seu senhor.
Ao discípulo basta ser como o seu mestre
e ao servo ser como o seu senhor.
Se ao chefe da família chamaram Belzebu,
quanto mais aos da sua casa?
Não tenhais medo dos homens,
pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se,
nada há oculto que não venha a conhecer-se.
O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia;
e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados.
Não temais os que matam o corpo,
mas não podem matar a alma.
Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo.
Não se vendem dois passarinhos por uma moeda?
E nem um deles cairá por terra
sem consentimento do vosso Pai.
Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.
Portanto, não temais:
valeis muito mais do que todos os passarinhos.
A todo aquele que se tiver declarado por Mim
diante dos homens
também Eu Me declararei por ele
diante do meu Pai que está nos Céus.
Mas àquele que Me negar diante dos homens,
também Eu o negarei
diante do meu Pai que está nos Céus».
compreender a palavra
O texto insere-se na sequência da missão dos discípulos. Há uma relação entre o discípulo e o seu mestre que exige confiança porque a missão não é fácil e está cheia de perigos. Jesus apresenta-se como o mestre e senhor face aos discípulos e explica o destino de ambos por causa da missão recebida. Para a mesma missão o mesmo destino. Da forma como tratam o mestre os discípulos podem perceber qual será o seu fim. No entanto, não devem os discípulos ter medo porque não estão sós. Deus está com eles e, por isso, nada pode impedir o anúncio do evangelho, núcleo central da missão. A garantia da presença e proteção de Deus deve empenhar ainda mais os discípulos e os perigos que tiverem que enfrentar deve animá-los ainda mais pois aqueles que matam o corpo não podem matar a alma. Daí que não deve o discípulo preocupar-se porque o Pai que cuida das aves do céu também cuidará dele. No final, o texto tira uma conclusão que coloca o discípulo diante de Cristo. Se reconhecer será reconhecido, se negar será negado.
meditar a palavra
Decorre do batismo que todos somos discípulos missionários de Cristo no meio do mundo. Não somos discípulos por conta própria, somos enviados por Cristo para realizar a mesma missão com os seus critérios e métodos. Esta identificação com Cristo vai trazer necessariamente dissabores, aborrecimentos, perigos, ameaças e mesmo a possibilidade da morte. Mas, não estamos sós. Deus, o Pai, cuida de nós como cuida dos passarinhos. O destino do discípulo é o mesmo do mestre, mas ninguém tem poder sobre a alma que é garantia de vida eterna. Os perigos devem levar-nos a fortalecer o sentido de identificação com o mestre e a determinação na missão até ao fim, numa clara decisão por Cristo e nunca sem ele ou contra ele.
rezar a palavra
Como tu, Senhor, recebo nas minhas mãos esta missão de levar comigo o evangelho a toda a parte. Este evangelho que segredas aos meus ouvidos devo proclamá-lo sobre os telhados para que seja conhecido de todos como caminho de vida eterna. Que não me acobarde diante dos perigos nem me deixe amedrontar pelas dificuldades. Que não me assalte o medo que impede o compromisso, mas a força da fé me assista no verdadeiro testemunho.
compromisso
Hoje arrisco anunciar o Evangelho aos que encontrar.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://igrejadoscapuchinhos.org.br/santo-do-dia-12-de-julho-sao-gualberto/>]
Santo do dia 12 de julho: São João Gualberto
11 de julho de 2025
Que Deus nos conceda a docilidade deste monge e nos inspire sempre boas ações, sobretudo a virtude do perdão
João Gualberto nasceu no ano de 995 em Florença. Foi educado num dos castelos dos pais, nobres e cristãos. A mãe cuidou do ensino no seguimento de Cristo. O pai fez dos filhos perfeitos cavaleiros, hábeis nas palavras e nas armas, para administrar e defender o patrimônio e a honra da família.
Mas a harmonia acabou quando o primogênito da família foi assassinado. Buscando vingar o irmão, João Gualberto vivia a procura do homicida. Na sexta-feira Santa de 1028, ele o encontrou vagando solitário, numa das estradas desertas da cidade. João Gualberto empunhou imediatamente sua espada, mas o adversário, desarmado, abriu os braços e caiu de joelhos implorando perdão e clemência em nome de Jesus.
Tocado pelo clamor do assassino, jogou a espada, desceu do cavalo e abraçou fraternalmente o inimigo. No mesmo instante foi à igreja de São Miniato onde, aos pés do altar, ajoelhou-se diante do crucifixo de Jesus. Diz a tradição que a cruz do Cristo se inclinou sobre ele, em sinal de aprovação pelo seu ato.
João Gualberto tornou-se um humilde monge, exemplar na disciplina às Regras, no estudo, na oração, na penitência e na caridade. Por causa de divergências internas, João Gualberto resolveu fundar o próprio mosteiro, segundo as regras de São Bento.
Seguindo com rigor a disciplina e austeridade às regras da ordem, João Gualberto implantou um centro tão avançado e respeitado de estudos, que a própria Igreja enviava para lá seus padres e bispos para aprofundarem seus conhecimentos.
Morreu no dia 12 de julho de 1073, na Úmbria. São João Gualberto é o Santo Padroeiro da Guarda e Engenharia Florestal.
Reflexão
“Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”. Estas palavras de João Gualberto revelam seu espírito abnegado e dedicado aos mais fracos. Que Deus nos conceda a docilidade deste monge e nos inspire sempre boas ações, sobretudo a virtude do perdão.
Oração
Amado São João Gualberto, que soubestes perdoar ao assassino de vosso irmão, intercedei por nossa Igreja. Que a cada minuto de nossas vidas sejamos ajudados pela misericórdia divina e por vós, para que aprendamos também nós a graça do perdão. Amém!
A12 / Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 12 DE JULHO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 8, 5b-6
Assim como um homem corrige o seu filho, assim te corrige o Senhor teu Deus. Guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus e andarás com temor em seus caminhos.
V. O temor do Senhor é puro, permanece eternamente;
R. Os juízos do Senhor são verdadeiros e rectos.
Oração
Senhor nosso Deus, Pai todo-poderoso, infundi em nós o vosso Espírito Santo, para que, livres de todos os inimigos, possamos alegrar-nos sempre no vosso louvor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Reis 2, 2b-3
Tem coragem e porta-te como um homem. Guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus, seguirás os seus caminhos, cumprirás as suas leis, preceitos, regulamentos e estatutos, conforme o disposto na lei de Moisés, e assim serás bem sucedido em tudo o que fizeres.
V. Conduzi-me, Senhor, pela senda dos vossos mandamentos,
R. Porque neles estão as minhas delícias.
Oração
Senhor, fogo ardente de eterna caridade, fazei que, inflamados no vosso amor, Vos amemos sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Vós. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 6, 16
Detende vossos passos e observai. Informai-vos sobre os caminhos de outrora, vede qual é a senda da salvação. Segui-a e encontrareis o descanso para as vossas almas.
V. Os vossos preceitos são a minha herança para sempre.
R. A alegria do meu coração.
Oração
Ouvi, Senhor, a nossa oração e dai-nos a abundância da vossa paz, a fim de que, por intercessão da Virgem Santa Maria, dedicando alegremente ao vosso serviço todos os dias da nossa vida, possamos um dia chegar sem temor à vossa presença. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hbr 13,20-21
O Deus da paz, que ressuscitou dos mortos Aquele que, pelo Sangue de uma Aliança eterna, é o grande Pastor das ovelhas, Nosso Senhor Jesus Cristo, vos torne aptos para cumprir a sua vontade em toda a espécie de boas obras e realize em nós o que Lhe é agradável, por Jesus Cristo, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amen.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
R. Como são grandes, Senhor, as vossas obras.
V. Tudo fizestes com sabedoria. R.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. R.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

