“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE JULHO DE 2025
12 de julho de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE JULHO DE 2025
14 de julho de 2025XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (Ano C)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Primeiro Livro dos Reis 16, 29 – 17, 16
O profeta Elias inicia a sua missão
no tempo de Acab, rei de Israel
Acab, filho de Omri, subiu ao trono de Israel no trigésimo oitavo ano de Asa, rei de Judá, e reinou sobre Israel em Samaria durante vinte e oito anos. Acab, lho de Omri, praticou o mal aos olhos do Senhor, mais do que todos os seus antecessores. Não se contentou com imitar os pecados de Jeroboão, lho de Nabat, mas desposou Jezabel, lha de Etbaal, rei dos sidónios, e prestou culto a baal, prostrando-se diante dele. Ergueu um altar a baal no templo que lhe tinha construído em Samaria. Acab mandou também fazer o simulacro da deusa Asera e irritou o Senhor, Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel que o tinham precedido. No seu tempo, Hiel de Betel reconstruiu Jericó: sobre Abirão, seu lho mais velho, assentou os alicerces, e sobre Segub, seu lho mais novo, colocou as portas, como o Senhor tinha predito por meio de Josué, lho de Nun. Elias, o tesbita, de Tisbé de Galaad, disse a Acab: «Tão certo como estar vivo o Senhor, Deus de Israel, a quem eu sirvo, não cairá nestes anos nem orvalho nem chuva, senão quando eu disser». Depois a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Sai daqui, vai para o Oriente e refugia-te na torrente de Carit, em frente do Jordão. Beberás da torrente, e Eu ordenarei aos corvos que te levem de comer». Elias fez como o Senhor lhe tinha dito: partiu e foi viver na torrente de Carit, que ca em frente do Jordão. De manhã os corvos traziam-lhe pão e à tarde traziam-lhe carne, e ele bebia da torrente. Algum tempo depois, a torrente secou, porque não tinha chovido na região. Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Levanta-te, vai a Sarepta dos sidónios e ca lá, porque ordenei a uma viúva que te alimente». Elias levantou-se e partiu para Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». Quando ela ia buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz também um pedaço de pão». Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a m de preparar esse resto para mim e meu lho. Depois comeremos e esperaremos a morte». Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu lho. Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’». A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e o lho. 16 Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.
RESPONSÓRIO Tg 5, 17.18; Sir 48, 1.3a
R. O profeta Elias orou para que não chovesse e não choveu. * Orou novamente e veio a chuva do céu.
V. Elias apareceu como um incêndio impetuoso e a sua palavra ardia como fogo; pela palavra do Senhor, fechou o céu. * Orou novamente e veio a chuva do céu.
SEGUNDA LEITURA
Início do Tratado de Santo Ambrósio, bispo, «Sobre os Mistérios»
(Nn. 1-7. SC 25 bis, 156-158) (Sec. IV)
Catequese sobre os ritos pré-baptismais
Todos os dias vos temos dado instruções morais, quando líamos a história dos Patriarcas ou os ensinamentos dos Provérbios, a m de que, formados e instruídos por eles, vos habituásseis a seguir o caminho dos antepassados e a obedecer aos oráculos divinos, de modo que, renovados pelo baptismo, vos comporteis na vida como convém à nova condição de baptizados. Agora chegou o tempo de vos falar sobre os mistérios e explicar o sentido dos sacramentos. Se fizéssemos esta explicação antes do baptismo, quando não tínheis sido ainda iniciados, seria certamente uma exposição prematura e não bené ca. Além disso, a luz dos mistérios penetra mais profundamente os que a recebem de surpresa, do que se a tivesse precedido uma sumária explicação. Abri, portanto, os ouvidos e aspirai o bom odor da vida eterna, derramado sobre vós pelo dom dos sacramentos. Já vo-lo demos a entender quando celebrámos o mistério da abertura dos ouvidos, dizendo: «Effetha», que quer dizer: «Abre-te», para que cada um de vós, ao aproximar-se da graça do baptismo, entendesse o que se lhe perguntava e recordasse o que devia responder. Este mesmo mistério foi celebrado por Cristo, como lemos no Evangelho, ao curar o surdo-mudo. Depois disto abriram-se para ti as portas do Santo dos Santos e entraste no santuário da regeneração. Recorda o que te foi perguntado, re ecte sobre aquilo que respondeste. Renunciaste ao demónio e às suas obras, ao mundo e aos seus prazeres pecaminosos. A tua palavra está gravada, não no túmulo dos mortos mas no livro dos vivos. Viste ali o levita, o sacerdote, o sumo sacerdote. Não penses no seu aspecto exterior, mas na graça do seu ministério. Foi na presença dos anjos que tu falaste, como está escrito: Dos lábios do sacerdote se espera a instrução e a inteligência da lei, porque é o mensageiro do Senhor omnipotente. Não o podes enganar, não lhe podes mentir; é o mensageiro que anuncia o reino de Cristo e a vida eterna. Não deves apreciá-lo pela sua aparência, mas pelo seu ministério. Considera o que ele te deu, aprecia a sua função e reconhece a sua dignidade. Tendo entrado para ver o teu adversário, a quem decidiste renunciar com a tua boca, voltaste-te para o Oriente, pois quem renuncia ao demónio volta-se para Cristo e xa n’Ele o seu olhar.
RESPONSÓRIO cf. Tito 3, 3.5b; Ef 2, 3
R. Outrora, também nós éramos insensatos, rebeldes, transviados, vivendo na maldade e na inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. * Mas Deus salvou-nos pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo.
V. Todos nós vivíamos outrora segundo os desejos da carne e estávamos sujeitos à ira divina. * Mas Deus salvou-nos pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente
¶ Esta última parte pode omitir-se.
Ou (em língua latina):
Te Deum laudámus, * te Dóminum confitémur.
Te aetérnum Patrem * omnis terra venerátur.
Tibi omnes ángeli, * tibi caeli et univérsae potestátes,
tibi chérubim et séraphim * incessábili voce proclámant:
Sanctus, * Sanctus, * Sanctus * Dóminus Deus Sábaoth.
Pleni sunt caeli et terra * maiestátis glóriae tuae.
Te gloriósus * Apostolórum chorus,
te prophetárum * laudábilis númerus,
te mártyrum candidátus * laudat exércitus,
Te per orbem terrárum * sancta confitétur Ecclésia,
Patrem * imménsae maiestátis;
venerándum tuum verum * et únicum Fílium;
Sanctum quoque * Paráclitum Spíritum.
Tu rex glóriae, * Christe.
Tu Patris * sempitérnus es Fílius.
Tu, ad liberándum susceptúrus hóminem, *
non horruísti Vírginis úterum.
Tu, devícto mortis acúleo, *
aperuísti credéntibus regna caelórum.
Tu ad déxteram Dei sedes, * in glória Patris.
Iudex créderis * esse ventúrus.
Te ergo, quaésumus, tuis fámulis súbveni, *
quos pretióso sánguine redemísti.
Aetérna fac cum sanctis tuis * in glória numerári.
¶ Salvum fac pópulum tuum, Dómine, *
et bénedic haereditáti tuae.
Et rege eos * et extólle illos usque in aetérnum.
Per síngulos dies * benedícimus te;
et laudámus nomen tuum in saéculum, *
et in saéculum saéculi.
Dignáre, Dómine, die isto * sine peccáto nos custodíre.
Miserére nostri, Dómine, * miserére nostri.
Fiat misericórdia tua, Dómine, super nos, *
quemádmodum sperávimus, in te.
In te, Dómine, sperávi, * non cónfúndar in aetérnum.
¶ Esta última parte pode omitir-se.
Oração
Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Ezequiel 37, 12b-14
Assim fala o Senhor Deus: Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra, e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço – palavra do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que estais sentado à direita do Pai.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/xv-domingo-do-tempo-comum-ano-c/>]
XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (Ano C)
Ler com o coração
A notícia passou em todos os telejornais e foi comentado nos programas de análise criminal. Um homem, estrangeiro, foi espancado no final do dia de domingo e deixado, ensanguentado, com múltiplas fraturas e com previsão de perder uma vista, sentado numa cadeira junto a uma pastelaria. No dia seguinte, várias pessoas passaram por ali, alguns comentaram nas redes sociais terem-no visto, mas nada fizeram. Foi depois de longas horas que uma senhora ligou para o INEM e o homem foi socorrido. Está em coma no hospital.
Os psicólogos chamam a esta atitude o “efeito do espetador”, ou seja, quando um acontecimento é presenciado por muitas pessoas, a tendência é atirar para o outro a responsabilidade de pedir auxílio e todos se calam remetendo-se à indiferença. O fenómeno não é de hoje.
LEITURA I Dt 30, 10-14
Moisés falou ao povo, dizendo:
«Escutarás a voz do Senhor, teu Deus,
cumprindo os seus preceitos e mandamentos
que estão escritos no Livro da Lei,
e converter-te-ás ao Senhor, teu Deus,
com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Este mandamento que hoje te imponho
não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance.
Não está no céu, para que precises de dizer:
‘Quem irá por nós subir ao céu,
para no-lo buscar e fazer ouvir,
a fim de o pormos em prática?’.
Não está para além dos mares,
para que precises de dizer:
‘Quem irá por nós transpor os mares,
para no-lo buscar e fazer ouvir,
a fim de o pormos em prática?’.
Esta palavra está perto de ti,
está na tua boca e no teu coração,
para que a possas pôr em prática».
“Escuta” é a palavra sagrada no livro do Deuteronómio. Tudo começa quando o homem escuta Deus. Cumprir, pôr em prática, converter o coração, vem depois. Depois de escutar, todo o ser, o ouvido a boca e o coração, fica preenchido pela palavra para a poder pôr em prática. Aquele que assim escuta será abençoado.
Salmo 68 (69), 14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R. cf. 33) – Salmo 18 B, 8-11 (R. 9a)
Na primeira parte do salmo 68, o salmista expõe a tragédia em que se tornou a sua vida por causa do pecado cometido. E nos versículos reunidos nesta liturgia, vem o pedido de auxílio, “respondei-me”, “ouvi-me”, “voltai-vos para mim”, “defendei-me”. Ele coloca a sua confiança no Senhor e sabe que será atendido porque é grande o seu amor. No meio da desgraça só pode contar com o Senhor, ele e todos os humildes e pobres da terra, pois “o Senhor escuta os necessitados”. O salmista espera para os seus inimigos, que o trataram sem piedade, o castigo do Senhor “descarrega sobre eles a tua indignação” (V. 25).
LEITURA II Col 1, 15-20
Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível,
o Primogénito de toda a criatura;
porque n’Ele foram criadas todas as coisas
no céu e na terra, visíveis e invisíveis,
Tronos e Dominações, Principados e Potestades:
por Ele e para Ele tudo foi criado.
Ele é anterior a todas as coisas
e n’Ele tudo subsiste.
Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo.
Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos;
em tudo Ele tem o primeiro lugar.
Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude
e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas,
estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz,
com todas as criaturas na terra e nos céus.
O hino cristológico que Paulo nos oferece nesta leitura é uma verdadeira profissão de fé que centra o olhar em Cristo, muito útil em tempos de incerteza. Em Cristo, torna-se visível aos nossos olhos o “Deus invisível”. Do mesmo modo a Igreja tem em Cristo a sua origem, fundamento e segurança, pois ele “é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo”.
EVANGELHO Lc 10, 25-37
Naquele tempo,
levantou-se um doutor da lei
e perguntou a Jesus para O experimentar:
«Mestre,
que hei de fazer para receber como herança a vida eterna?».
Jesus disse-lhe:
«Que está escrito na Lei? Como lês tu?».
Ele respondeu:
«Amarás o Senhor teu Deus
com todo o teu coração e com toda a tua alma,
com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento;
e ao próximo como a ti mesmo».
Disse-lhe Jesus:
«Respondeste bem. Faz isso e viverás».
Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus:
«E quem é o meu próximo?».
Jesus, tomando a palavra, disse:
«Um homem descia de Jerusalém para Jericó
e caiu nas mãos dos salteadores.
Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no
e foram-se embora, deixando-o meio-morto.
Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote;
viu-o e passou adiante.
Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar,
viu-o e passou também adiante.
Mas um samaritano, que ia de viagem,
passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão.
Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho,
colocou-o sobre a sua própria montada,
levou-o para uma estalagem e cuidou dele.
No dia seguinte, tirou duas moedas,
deu-as ao estalajadeiro e disse:
‘Trata bem dele; e o que gastares a mais
eu to pagarei quando voltar’.
Qual destes três te parece ter sido o próximo
daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?».
O doutor da lei respondeu:
«O que teve compaixão dele».
Disse-lhe Jesus:
Então vai e faz o mesmo».
As duas perguntas do doutor da lei fundem-se numa resposta “vai e faz o mesmo”. O evangelho não é teoria, nem ideologia para preencher as nossas reflexões académicas. O evangelho é vida que se concretiza em gestos claros a favor do próximo, e este é todo aquele que sem ajuda, não tem capacidade para viver dignamente.
Reflexão da Palavra
Para lá de toda a problemática que envolve a redação do último livro do Pentateuco, podemos afirmar que o texto da primeira leitura surge no contexto do exílio de Babilónia, tendo em conta o que se diz em 30, 3 “então o Senhor, teu Deus, fará regressar os teus cativos e terá compaixão de ti; e de novo te reunirá dentre todos os povos, no meio dos quais te dispersou o Senhor, teu Deus”. O autor coloca as palavras na boca de Moisés para lhes conferir mais força e autoridade, pois pretende chamar o povo à fidelidade a Deus e à rotura com os ídolos.
O livro do Deuteronómio está repleto de expressões que convidam a escutar o Senhor, a cumprir os mandamentos, a ser fiel à lei de Deus, a converter o coração, a regressar ao Senhor. O texto desta primeira leitura é apenas um exemplo dessa insistência: “Escutarás a voz do Senhor”,“cumprindo os seus preceitos”,“converter-te-ás ao Senhor”.
Está em causa a felicidade que só o Senhor pode dar, “o Senhor teu Deus fará prosperar todo o trabalho das tuas mãos” (v. 9). Mas a escolha é sempre do povo “coloco diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal” (30,15). Dependendo da escolha que o homem faça assim ele será abençoado ou amaldiçoado “o Senhor, teu Deus, te abençoará… mas se o teu coração se desviar…morrereis”.
Ser fiel ao Senhor, esclarece o texto deste domingo, depende da escuta do Senhor “escutarás a voz do Senhor teu Deus”, e cumprir a sua vontade está ao alcance de todos pois, diz o texto “não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance” e conclui, “esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática”. Não se trata, portanto, de um jugo, um peso, uma opressão, mas uma proposta de libertação, alegria e felicidade.
O salmo 69 é uma longa súplica construída em quatro partes. Na primeira o salmista sente-se como um náufrago a quem as águas procuram submergir ou como alguém que se afunda num lamaçal sem ter um ponto de apoio. O motivo desta angústia são os inimigos que ele diz serem “mais que os cabelos da sua cabeça”. A sua única esperança é o Senhor, porque conhece a verdade e sabe que ele não cometeu nenhum crime, pelo contrário, é por causa do Senhor o seu infortúnio “por causa de ti, tenho sofrido insultos”.
Na segunda parte, início do texto que se recolhe nesta liturgia, dirige ao Senhor uma súplica, “a Vós, Senhor, elevo a minha súplica”, e insiste com o Senhor mostrando a urgência da sua situação “responde-me depressa porque estou angustiado” e solicitando a bondade do Senhor “ouvi-me, Senhor, pela bondade da vossa graça, voltai-Vos para mim pela vossa grande misericórdia”.
Na terceira parte, atira para os inimigos as mais diversas ameaças no desejo de que o Senhor os castigue sem piedade, “não permitas que tenham acesso ao teu perdão”.
A última parte é uma ação de graças antecipada, “louvarei com cânticos o nome de Deus
e em ação de graças O glorificarei”. Assistido pelo Senhor, o salmista tornar-se-á um modelo para os humildes e os pobres, que ao ver o que o Senhor fez por ele, se hão de alegrar e encher de coragem para procurarem o Senhor.
Durante os próximos quatro domingos escutaremos a teologia de Paulo sobre Cristo. Conhecemos a paixão de Paulo pela cruz de Cristo e é nessa perspetiva que nos convida a contemplar o mistério de Deus nela revelado. Para Paulo, contemplar a Cristo é contemplar simultaneamente o homem, tal como Deus o pensou e criou, à sua imagem e semelhança e é contemplar a Deus.
No texto deste domingo, Paulo, parte da afirmação, “Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível”. Cristo é o homem como Deus o queria desde o início e que, por causa do pecado não chegou a concretizar-se. Cristo, porém, é o “Primogénito de toda a criatura”, o paradigma de tudo o que foi criado. Em todas as coisas se encontra refletido o seu rosto, a sua presença, “n’Ele tudo subsiste”. Do mesmo modo que nele podemos contemplar aquele que é invisível, “quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9).
Nele podemos contemplar igualmente a Igreja porque, “Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo”. Deste modo Paulo afirma que nós somos o corpo de Cristo, membros do mesmo corpo do qual Jesus é a cabeça. Como imagem de Deus, primogénito de toda a criatura e cabeça da Igreja, Cristo é o lugar onde somos reconciliados com Deus. Ele é, “pelo sangue da sua cruz”, o lugar onde o ódio dos homens é vencido e transformado pelo amor de Deus. Na cruz ele oferece o sacrifício que estabelece a paz “com todas as criaturas na terra e nos céus”.
O evangelho desenrola-se à volta de uma pergunta ousada de um doutor da lei. A pergunta é atrevida e feita de má fé, “para O experimentar”, no entanto, serve para Jesus mostrar ao doutor da lei que não anda a ler bem o que a escritura diz sobre proximidade, compaixão e misericórdia. Na parábola, Jesus explica ao doutros da lei que nenhum homem pode ser estranho e nenhuma lei pode impedir a compaixão e a misericórdia. O modo como o sacerdote e o levita leem a lei impede-os de se aproximarem e cuidarem do homem em situação de moribundo. Com esta atitude, mostram que, apesar de irem a caminho do templo, estão longe de Deus, porque Deus usa de compaixão aproximando-se dos homens.
Com a atitude do samaritano, Jesus recorda ao doutor da lei que todo o homem pode adquirir os sentimentos de Deus e compadecer-se do seu semelhante, mesmo que não seja do seu povo, da sua família, do seu sangue. Até os nossos inimigos podem ser homens de coração compadecido.
A resposta ao doutor da lei tem implícita uma outra pergunta: até onde estás disposto a ir para receberes como herança a vida eterna? Até onde te permite e lei? Até onde é razoável tendo em conta a raça, o sangue ou a amizade? Ou até onde o coração te levar, isto é, sem colocar limite algum?
Para Jesus o próximo mede-se a partir de Deus e não do homem. Aquele que está próximo de Deus está sempre próximo de todos os homens e não encontra entraves para ir em auxílio, porque vê com o coração de Deus e atua segundo o critério da compaixão e da misericórdia.
Meditação da Palavra
O evangelho é tudo menos simples. Uma pergunta feita com má intenção, “para O experimentar” põe um doutor da lei em apuros. À pergunta do doutor da Lei: “Mestre, que hei de fazer para receber como herança a vida eterna?”, Jesus responde com outra pergunta: “Que está escrito na Lei? Como lês tu?”. No fundo, Jesus pergunta àquele homem, e a nós também: Que andas a ler? O que anda a influenciar a tua vida? Porque critérios conduzes os teus pensamentos, palavras e ações? Um doutor da Lei deve andar a ler a Lei, mas como a lê? Com que critérios, com que valores? Em que direção percebe o seu conteúdo e a sua intenção originária? É que, não basta cumprir a Lei, é necessário conhecer o seu sentido originário. Porque se trata da Lei de Deus, ela nasce do coração, do amor de Deus pelos homens, por todos os homens. Quando se lê esta lei como arma para excluir, não se está a ler bem. A parábola de Jesus vem completar a pergunta inicial, questionando aquele homem e a nós também, sobre o que está disposto a fazer para alcançar a vida eterna.
Portanto, dependendo do que lê e de como lê, ele e nós, dispõe-se a ir ao encontro ou a ficar à distância daquele que é o próximo. Fará ele como o sacerdote? Fará como o Levita? Terá ele um coração livre como o de Deus que não faz distinção de pessoas e atende a todos?
A pressa do sacerdote e do levita está mais motivada pelo afastamento daquele homem que pode contaminá-los e impedi-los de entrar no templo, do que pela pressa de chegar ao santuário para o encontro com Deus. Está mais motivada pelos critérios dos homens do que pelos critérios de Deus, pela lei como a leem os homens do que pelo seu sentido originário.
Se a Lei que indica o caminho da eternidade for bem lida ela leva ao encontro de Deus que está presente naquele que, por culpa própria ou não, se encontra em situação de infelicidade e, por incapacidade não consegue ajudar-se a si mesmo sem o auxílio de quem se faz próximo.
Com isto, Jesus quer dizer que Deus não está fechado no templo, que o templo é cada homem e que nos encontramos com ele no santuário sagrado da pobreza de cada homem. Podemos, assim, ser o templo de Deus que se faz próximo dos homens a quem a vida, a sociedade, os critérios do mundo, retiraram a dignidade e deram um rosto que não corresponde a sua condição de filho de Deus.
No homem ‘Jesus’ esconde-se a “imagem do Deus invisível”, para que “n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas”. Esta reconciliação opera-se pela ação da Igreja que é corpo de Cristo, do qual ele é a cabeça. Também para a Igreja pode ser mais fácil realizar atos de culto, promover encontros e manifestações de fé, inventar formas de atrair os homens para os seus templos e proclamar o evangelho como força e poder de Deus que salva os homens. Mas a missão da Igreja não se realiza enquanto não der a vida pelos que não têm rosto, não têm nome, não são reconhecidos, pelos que passam na vida invisíveis aos olhos da maioria.
Tornar verdade a palavra do evangelho: “Vai e faz tu o mesmo” não é uma impossibilidade inalcançável. Esta possibilidade “está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática”. É este o caminho para a vida eterna e atravessam-no os que se fazem próximos dos pobres, porque “O Senhor ouve os pobres”. Portanto, “sede testemunhas do amor de Deus no mundo, socorrendo os pobres e todos os que sofrem, para que eles vos recebam um dia, agradecidos, na eterna morada de Deus.
Rezar a Palavra
Está tão perto, Senhor, o caminho da vida eterna. Tão perto, que passo e não vejo. Está à distância de um olhar, de um gesto, de uma palavra, de uma presença, de um minuto de atenção. Está tão perto e tão longe, se o meu coração não sente como seu a desgraça do irmão. Se os sós, os abandonados, os esquecidos, os que se perderam na vida, os que entregaram tudo e abraçaram a miséria, não me pertencem. Faz-me compreender que “no pobre que ali vai, vou eu, se não fosse a graça de Deus”.
Compromisso semanal
Quero ler a partir do coração de Deus a realidade que os meus olhos se recusam a ver.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://igrejadoscapuchinhos.org.br/santo-do-dia-13-de-julho-sao-henrique/>]
Santo franciscano do dia 13 de julho: Santo Henrique
12 de julho de 2025
Henrique II morreu em 13 de julho de 1024 e foi sepultado em Bamberg. Foi canonizado em 1152, pelo papa Eugênio III

Henrique, primogênito do duque da Baviera, nasceu num belíssimo castelo às margens do rio Danúbio, em 973, e recebeu o mesmo nome do seu pai. Veio ao mundo para reinar, desfrutando de todos os títulos e benesses que uma corte imperial pode proporcionar ao seu futuro soberano, com os luxos e diversões em abundância. Por isso foi uma grata surpresa para os súditos verem que o jovem se resguardou da perdição pela esmerada criação dada por sua mãe.
Seu pai, antes conhecido como “o briguento”, abriu seu coração à orientação da esposa, católica fervorosa, que anos depois seu apelido foi mudado para “o pacífico”. Assim, seus filhos receberam educação correta e religiosamente conduzida nos ensinamentos de Cristo. Um dos irmãos de Henrique, Bruno, foi o primeiro a abandonar o conforto da corte para tornar-se padre e, depois, bispo de Augusta. Das irmãs, Brígida fez-se monja e Gisela, bem-aventurada da Igreja, foi mulher do rei Estêvão da Hungria, também um santo.
O príncipe Henrique, na idade indicada, foi confiado ao bispo de Ratisbona, são Wolfgang, e com ele se formou cultural e espiritualmente. A tradição germânica diz que, certa noite, Henrique sonhou com o seu falecido diretor espiritual, são Wolfgang, que teria escrito na parede do quarto do príncipe: “Entre seis”. Henrique julgou que morreria dali a seis dias, o que não ocorreu. Depois, achou que a morte o alcançaria dali a seis meses. Isso também não aconteceu. Mas, seis anos após o sonho, ele assumiu o trono da Alemanha, quando da morte de seu pai.
Por causa dos laços familiares, acabou sendo coroado também imperador de Roma, sendo consagrado pelo papa Bento VIII. Henrique II não poderia ter comandado o povo com mais sabedoria, humildade e cristandade do que já tinha. Promoveu a reforma do clero e dos mosteiros. Regeu a população com justiça, bondade e caridade, frequentando com ela a santa missa e a eucaristia. Convocou e presidiu os concílios de Frankfurt e Bamberg. Realizou ainda muitas outras obras assistenciais e sociais.
Ao mesmo tempo que defendia o povo e a burguesia contra os excessos de poder dos orgulhosos fidalgos, estabeleceu a paz com Roberto, rei da França. Com o fim da guerra, reconstruiu templos e mosteiros, destinando-lhes generosas contribuições para que se desenvolvessem e progredissem. Enfim, ao lado da esposa Cunegundes, agora santa, concedeu à população incontáveis benefícios sociais e assistenciais, amparando os mais necessitados e doentes. O casal chegou a fazer voto eterno de castidade, para que, com mais firmeza de espírito, pudessem dedicar-se apenas a fazer o bem ao próximo.
Henrique II morreu em 13 de julho de 1024 e foi sepultado em Bamberg. Foi canonizado em 1152, pelo papa Eugênio III. Talvez o rei são Henrique II seja um dos santos mais queridos da Alemanha, ao lado de sua esposa.
A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Henrique I, Angelina de Marsciano e Joel.
Fonte: franciscanos.org.br


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 DE JULHO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
V. Em Vós, Senhor, está a fonte da vida:
R. Na vossa luz veremos a luz.
Oração
Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.
V. Bendiz, minha alma, o Senhor:
R. Ele salva da morte a tua vida.
Oração
Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
V. O Senhor conduziu-os seguros e sem temor
R. E introduziu-os na sua terra santa.
Oração
Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe nem se mancha nem desaparece, reservada nos Céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
V. A Vós o louvor e a glória para sempre.
R. No firmamento dos céus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
