“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE JULHO DE 2025
17 de julho de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE JULHO DE 2025
19 de julho de 2025Sexta-feira da Semana XV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Segundo Livro das Crónicas 20, 1-9.13-24
Admirável auxílio de Deus ao fiel rei Josafat
Naqueles dias, os moabitas e os amonitas, acompanhados de alguns maonitas, aliaram-se para fazerem guerra contra Josafat. Informaram Josafat, dizendo: «Imensa multidão avança contra ti, do outro lado do mar, a partir de Edom, e já atingiu Asason-Tamar, isto é, Engadi». Josafat, alarmado, decidiu consultar o Senhor e mandou proclamar um jejum por todo o Judá.
Reuniram-se os judeus para invocar o Senhor, e toda a gente acorria das cidades de Judá para invocar o Senhor. Então Josafat, pondo-se de pé no meio da assembleia de Judá e de Jerusalém, no templo do Senhor, diante do átrio novo, disse: «Senhor Deus de nossos pais, não sois Vós o Deus que está nos Céus e o soberano de todos os reinos e nações? Tendes na vossa mão a força e o poder, e ninguém Vos pode resistir. Não fostes Vós, Senhor nosso Deus, que expulsastes diante de Israel, vosso povo, os habitantes desta terra e a destes para sempre aos descendentes de Abraão, vosso amigo? Nela se estabeleceram e construíram um santuário ao vosso nome e disseram: ‘Se vier sobre nós alguma desgraça, guerra, vingança, peste ou fome, viremos apresentar-nos neste templo e diante de Vós, porque o vosso nome habita neste templo. Do fundo do nosso coração angustiado clamaremos por Vós, e Vós nos ouvireis e salvareis’».
Todos os habitantes de Judá estavam de pé na presença do Senhor, com suas mulheres e crianças. Então, no meio da assembleia, o espírito do Senhor desceu sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaías, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita descendente de Asaf. E disse: «Prestai atenção, vós todos, habitantes de Judá e de Jerusalém, e tu, rei Josafat! Assim fala o Senhor: Não temais nem vos assusteis diante dessa multidão, porque a guerra não é vossa, mas de Deus. Amanhã marchai contra eles. Subirão a encosta de Sis, e encontrá-los-eis na extremidade do vale, em frente do deserto de Jeruel. Desta vez não tereis de combater. Permanecei firmes, tomai posições e vereis a vitória que o Senhor vos dará. Não temais nem vos alarmeis, habitantes de Judá e de Jerusalém. Amanhã, marchai contra eles, que o Senhor estará convosco».
Josafat prostrou-se com o rosto por terra, e todos os habitantes de Judá e de Jerusalém se prostraram diante do Senhor para O adorar. Os levitas, da linhagem de Caat e de Coré, ergueram-se para louvar em alta voz o Senhor, Deus de Israel.
Levantaram-se de madrugada e dirigiram-se ao deserto de Tecuá. No momento da partida, Josafat pôs-se de pé e disse: «Escutai-me, habitantes de Judá e de Jerusalém, confiai no Senhor vosso Deus e estareis seguros; acreditai nos seus profetas e sereis bem sucedidos». E depois de se ter aconselhado com o povo, designou os cantores que, revestidos de ornamentos sagrados, deveriam seguir à frente do exército, cantando: «Louvai o Senhor; porque é eterna a sua misericórdia».
No momento em que principiavam as aclamações e louvores, o Senhor armou emboscadas aos filhos de Amon, de Moab e aos do Monte Seir, que vinham ao encontro de Judá, e estes foram vencidos. Os filhos de Amon e de Moab voltaram-se contra os habitantes do Monte Seir, para os destruírem e aniquilarem; e depois de terem exterminado os habitantes de Seir, acabaram por destruir-se uns aos outros. Quando os homens de Judá chegaram à altura de onde se avista o deserto, olharam para a multidão e só viram cadáveres sobre a terra: ninguém tinha escapado.
RESPONSÓRIO Ef 6, 12.14a; 2 Cron 20, 17a
R. Nós não temos de lutar contra forças humanas, mas contra os espíritos do mal que habitam nas regiões celestes. * Sede fortes e cingi-vos com o cinturão da verdade.
V. Permanecei firmes e vereis a vitória que o Senhor vos dará. * Sede fortes e cingi-vos com o cinturão da verdade.
SEGUNDA LEITURA
Do “Compêndio de Doutrina Espiritual” de são Bartolomeu dos Mártires, bispo
(Obras completas, vol. IX , Lisboa 2000, p. 273 ss.) Sec. XVI
Notas sobre a vida contemplativa
Os que amam o Senhor não se fixam nas coisas vãs e carnais, porque estão completamente absortos em Deus. Se se lhes fala de Cristo, logo despertam e aplaudem.
Habituemo-nos, pois, em todo o tempo, lugar, acção, causa e negócio, a fixar a mente em Deus, por meio do amor fervoroso e da oração humilde, e a imprimi-la, pela contemplação, a concentrá-la e a restringi-la, dizendo com a esposa: Segurá-lo-ei e não O largarei.
Sendo isto sublime e excelso, a nossa vida será tanto mais excelsa e mais sublime quanto mais for vida em Deus. Mas a vida em Deus é o amor constante e a sua contemplação. A contemplação do homem peregrino é tanto mais perfeita e esplêndida quanto mais clara e puramente ele vê que aquela luz incriada e inteiramente incompreensível, que é Deus, e se precavê de sucumbir à sua irradiação para o infinito.
A contemplação, uma vez saboreada, gera na mente um ardor veementíssimo de nela persistir ou de a ela voltar constantemente. Daí acontece que aquele que a saboreou não consegue facilmente ser arrancado a ela, à sua visão ou afecto, segundo as palavras que dizem: Aqueles que me comem terão ainda mais fome.
Procura, pois, purificar-te dos afectos terrenos. Assim será possível que todos os afectos da mente e todo o apetite do que ama se fixem integralmente em Deus, sem que ninguém os retraia ou impeça, quer dizer, se fixem integralmente nesse oceano imperscrutável, nesse abismo interminável e incompreensível, a que Dionísio chama divina escuridão e que outra coisa não é senão a divina luz enquanto incompreensível e desconhecida.
Embora a luz divina seja, em si, claríssima, radiosíssima e lucidíssima, contudo, a respeito da mente, que não pode suportar a vista daquele esplendor e formosura, chama-se escuridão. Por isso, exclama Isaías: Vós sois verdadeiramente um Deus escondido. O Senhor fez das trevas o seu véu.
Por isso, entrar na divina escuridão consiste em estender o olhar da mente e o ápice do afecto, através da mística teórica, até Deus.
RESPONSÓRIO cf. 2 Cor 3, 18; Salmo 33(34), 6
R. Todos nós, de rosto descoberto, reflectindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados na sua imagem, cada vez mais gloriosa, * Pela acção do Espírito do Senhor.
V. Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes, * Pela acção do Espírito do Senhor.
Oração
Senhor, que em São Bartolomeu dos Mártires destes ao vosso povo um ministro zeloso na caridade e na doutrina, concedei que, assim como a solicitude pastoral o glorificou, também a sua intercessão nos faça sempre fervorosos no vosso amor. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Hebreus 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
R. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
V. Para anunciar dia e noite o nome do Senhor.
R. Coloquei sentinelas.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xv-do-tempo-comum-11/>]
Sexta-feira da Semana XV do Tempo Comum
São Bartolomeu dos Mártires, bispo
[Memória em Portugal]
Bartolomeu nasceu em Lisboa (Portugal), na paróquia dos Mártires, em 1514. Ingressou na Ordem dos Pregadores, onde exerceu o ministério sacerdotal e regeu a cátedra de Teologia. Foi eleito arcebispo de Braga, onde exerceu com incansável diligência e eficácia uma intensa atividade apostólica. Fomentou a evangelização do povo, para o qual preparou um catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais, e preocupou-se com a santidade e cultura do clero. Participou no Concílio de Trento, com uma atuação que mereceu o elogio do papa e o aplauso dos seus pares. Em vista da execução das reformas tridentinas, efetuou um Sínodo Diocesano e um Concílio Provincial e promoveu a fundação do Seminário, dito «conciliar», para conveniente formação dos presbíteros. Finalmente, tendo renunciado ao arcebispado, recolheu ao convento de Santa Cruz de Viana do Castelo, construído por sua iniciativa, onde prosseguiu a vida austera de simples religioso, dedicado à oração, caridade e estudo. Aí faleceu em 16 de julho de 1590.
Leitura I (anos ímpares) Ex 11, 10 — 12, 14
Naqueles dias,
Moisés e Aarão realizaram muitos prodígios diante do faraó.
Mas o Senhor permitiu que se endurecesse o coração do faraó
e ele não deixou partir do seu país os filhos de Israel.
Então o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egito:
«Este mês será para vós o princípio dos meses;
fareis dele o primeiro mês do ano.
Falai a toda a comunidade de Israel e dizei-lhe:
‘No dia dez deste mês,
procure cada qual um cordeiro por família,
uma rês por cada casa.
Se a família for pequena demais para comer um cordeiro,
junte-se ao vizinho mais próximo, segundo o número de pessoas,
tendo em conta o que cada um pode comer.
Tomareis um animal sem defeito,
macho e de um ano de idade.
Podeis escolher um cordeiro ou um cabrito.
Deveis conservá-lo até ao dia catorze desse mês.
Então, toda a assembleia da comunidade de Israel
o imolará ao cair da tarde.
Recolherão depois o seu sangue,
que será espalhado nos dois umbrais e na padieira da porta
das casas em que o comerem.
E comerão a carne nessa mesma noite;
comê-la-ão assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas.
Não comereis nada cru nem cozido em água,
mas tudo assado no fogo, com a cabeça, as pernas e as vísceras.
Não deixareis nada para a manhã seguinte;
mas se alguma coisa sobrar para o dia seguinte,
queimá-la-eis no fogo.
Quando o comerdes,
tereis os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão.
Comereis a toda a pressa: é a Páscoa do Senhor.
Nessa mesma noite, passarei pela terra do Egito
e hei de ferir de morte, na terra do Egito,
todos os primogénitos, desde os homens até aos animais.
Assim exercerei a minha justiça contra os deuses do Egito,
Eu, o Senhor.
O sangue será para vós um sinal, nas casas em que estiverdes:
ao ver o sangue, passarei adiante
e não sereis atingidos pelo flagelo exterminador,
quando Eu ferir a terra do Egito.
Esse dia será para vós uma data memorável,
que haveis de celebrar com uma festa em honra do Senhor.
Festejá-lo-eis de geração em geração,
como instituição perpétua».
compreender a palavra
A saída do Egito é precedida pela celebração familiar do cordeiro imolado. Toda a comunidade deve imolar um cordeiro macho sem defeito, de um ano, para comer na noite em que o Senhor vai passar pela terra do Egito. O sangue do cordeiro serve para marcar a porta das casas onde se encontram os que devem sair em liberdade e para deixar à mercê do castigo aqueles que se opõem ao Senhor e ao seu poder, não deixando sair os hebreus em liberdade. Esta será uma data a celebrar de geração em geração porque a libertação do Egito foi operada pelo Senhor com mão forte e braço poderoso, porque é um acontecimento fundador do povo de Deus, porque é a festa da Páscoa.
meditar a palavra
A saída do Egito é um acontecimento libertador que dá origem à festa da Páscoa celebrada pelos judeus ao longo de gerações. Jesus celebrou esta Páscoa todos os anos, tendo subido a Jerusalém algumas vezes para a celebrar. Na festa da Páscoa deixou aos discípulos a nova Páscoa, já não no sangue do cordeiro, mas no seu próprio sangue e mandou aos discípulos que a celebrassem em sua memória. Deu início à nova aliança no seu sangue e marcou para sempre a vida de cada homem pelo seu sangue derramado na cruz. Hoje todos celebramos a nova Páscoa, a Eucaristia, e experimentamos a libertação do nosso Egito, a saída do nosso desterro, o fim da escravatura, o perdão do pecado e a entrada na vida nova de Cristo com a promessa da vida eterna. Cristo é o Cordeiro da nossa Páscoa, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
rezar a palavra
Senhor Jesus, o teu sangue me acompanha e marca toda a minha vida. Nele mergulhei quando pelo batismo me fizeste renascer para uma vida nova. No teu sangue fui escolhido para viver segundo o mesmo Espírito. Sobre mim derramaste o cálice da bênção que bebo como Páscoa da minha redenção. No teu sangue sou purificado e restaurado na verdadeira imagem do teu amor. Que a tua Páscoa seja sempre e cada vez mais a razão minha vida.
compromisso
Hoje é dia de meditar sobre o sangue de Jesus derramado para minha libertação.
Evangelho Mt 12, 1-8
Naquele tempo,
Jesus passou através das searas em dia de sábado
e os discípulos, sentindo fome,
começaram a apanhar e a comer espigas.
Os fariseus viram e disseram a Jesus:
«Vê como os teus discípulos estão a fazer
o que não é permitido ao sábado».
Jesus respondeu-lhes:
«Não lestes o que fez David,
quando ele e os seus companheiros sentiram fome?
Entrou na casa de Deus
e comeu dos pães da proposição,
que não era permitido comer,
nem a ele nem aos seus companheiros,
mas somente aos sacerdotes.
Também não lestes na Lei
que, ao sábado, no templo,
os sacerdotes violam o repouso sabático
e ficam isentos de culpa?
Eu vos digo que está aqui alguém
que é maior que o templo.
Se soubésseis o que significa:
‘Eu quero misericórdia e não sacrifício’,
não condenaríeis os que não têm culpa.
Porque o Filho do homem é Senhor do sábado».
compreender a palavra
A questão do Sábado é muito pertinente para os fariseus. Guardar o Sábado com todas as suas prescrições e exigências é uma escravatura, um peso que se coloca aos ombros dos judeus em geral. Por circunstâncias evidentes os discípulos passam entre as searas num dia de Sábado e colhem espigas para comer. A reclamação junto de Jesus faz-se ouvir. Jesus responde mostrando que há circunstâncias em que a lei é quebrada e salienta que ele é o senhor do Sábado. O importante não é a lei, mas a misericórdia.
meditar a palavra
Quando aprendemos a cumprir a lei podemos terminar subjugados por ela se a não cumprimos com inteligência. O Papa Bento XVI diz que “O homem que se faz senhor da verdade e depois a põe de parte, quando não se deixa dominar, coloca o poder acima da verdade. O poder torna-se a sua norma. Mas precisamente assim ele perde-se a si mesmo”. Esta palavra aplica-se aqui precisamente porque, se ponho a lei acima da verdade, termino sendo um justiceiro que deixa de ver o outro para ver apenas a infidelidade à lei. Deus, que nos deu preceitos e mandamentos não deixa de olhar para nós e de nos atender com misericórdia. Esta deve ser a minha atitude para com todos, mesmo para os que não cumprem a lei.
rezar a palavra
Senhor, as tuas leis e preceitos são para a minha salvação. Com a tua palavra pretendes elevar-me acima da pequenez da minha maneira de ver. Queres que eu me liberte da mesquinhez dos meus critérios sempre demasiado reduzidos que não deixam espaço para a vida, para o encontro, para a partilha, para a alegria, para o amor misericordioso. Dá-me a capacidade de ver mais além, até onde tu vez, para não ficar fechado nas leis e preceitos, mas chegar até ao coração do homem meu irmão a quem queres salvar.
compromisso
Hoje vou atender os homens, meus irmãos, em primeiro lugar.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://igrejadoscapuchinhos.org.br/santo-do-dia-18-de-julho-sao-francisco-solano/>]
Santo do dia 18 de julho: São Francisco Solano
18 de julho de 2025
Sacerdote da Primeira Ordem (1549-1610), foi canonizado por Bento XIII no dia 27 de dezembro de 1726

Apóstolo do Novo Mundo, Francisco nasceu em Montilla (Córdoba, Espanha) a 10 de março de 1549, terceiro filho de Mateus Sánchez Solano e de Ana Jiménez, família abastada e de nobre ascendência. Fez seus estudos em Córdoba, junto dos jesuítas onde mostrou ser pessoa dotada de viva inteligência, dada à contemplação e à caridade. Antes de concluir os estudos de medicina, que havia iniciado com brilhantismo, pediu para ingressar na Ordem dos Frades Menores da Província de Granada. Em 1569, vestiu o hábito dos frades e, no ano seguinte, emitiu a profissão religiosa.
Sempre muito austero, paciente, humilde e perfeito na observância da Regra, continuou os estudos de filosofia e teologia no Convento de Santa Maria de Loreto, em Sevilha, morando em minúsculo canto do coro. Celebrou sua primeira missa a 4 de outubro de 1576. Em 1581 foi nomeado mestre de noviços do convento de Arruzafa (Córdoba), ofício que continuou a desempenhar no Convento de São Francisco do Monte da Serra Morena para onde foi transferido em 1583 e onde exerceu depois as funções de guardião e de pregador. Em todas as partes, acompanhava-o a fama de santidade e de taumaturgo devido aos milagres que realizava. Quando ocorreu o alastramento da peste bubônica na vizinha cidade de Montoro, voluntariamente se ofereceu para cuidados dos empestados. Transferido em 1587 para o convento de São Luís da Zubia, perto de Granada, foi eloquente e estimadíssimo pregador popular e apóstolo entre os doentes e presidiários em todo o território circunvizinho.
Uma vez abandonada a ideia de se dirigir aos países muçulmanos para morrer mártir querendo assim fugir da veneração do povo, pediu para fazer parte da expedição missionária destinada à América. No dia 28 de fevereiro de 1589, partiu no navio Sanlucar de Barrameda com outros onze confrades conduzidos pelo padre Baltazar Navarro, custódio de Tucuman, e chegou a Cartagena, na Colômbia, em maio do mesmo ano. Daí continuou até Nome de Deus, no Panamá, que atravessou a pé até atingir as margens do Pacífico.
Quando se dirigia ao Peru, o galeão em que viajava com o grupo, afundou perto da ilha de Górgona em frente à Colômbia. Francisco se considerou pastor desta comunidade de desesperados, entre as quais, muitos escravos. Depois de dois meses de sofrimento foram recolhidos em outra embarcação e levados até um porto ao norte do Peru. O santo frade continuou a viagem a pé até a cidade de Lima. Foi, então, designado imediatamente missionário na longínqua Tucuman, ao norte da Argentina. Para lá chegar deveria fazer a cansativa viagem de três mil quilômetros através dos Andes a pé ou sobre o lombo de um pobre animal.
Tendo chegado a Tucuman em novembro de 1590 foi lhe dada a incumbência da Custódia Franciscana de São Jorge, fundada em 1565, com a finalidade de ocupar-se das missões. Vencendo não poucas dificuldades de língua, fundou a missão ou redução de Socotonio e Madalena, das quais foi pároco missionário, exercendo ministério junto a indígenas Diaguitas, dos quais se tornou evangelizador, civilizador, pacificador e defensor, tendo sido muitas vezes agraciado com dom das línguas. Entre todas as suas grandezas conta-se a da pacificação desta população rebelde na quinta-feira santa de 1591. São atribuídos a Francisco duzentas mil conversões e batizados de infiéis. Em 1592 estendeu seu apostolado aos brancos e “crioulos”.
Em 1595 foi chamado pela obediência a dirigir-se ao Peru onde foi nomeado guardião do convento de recoleção de Santa Maia dos Anjos em Lima, cargo que renunciou considerando-se sem capacidade e sem méritos para o exercício. Em 1602 foi transferido para Trujillo, onde exerceu a função de guardião. Pregador enérgico e inspirado ficou célebre com o fato de ter profetizado em 12 de novembro de 1603 a destruição da cidade, que aconteceu em 14 de fevereiro de 1619. Tendo voltado a Lima e nomeado ainda uma vez guardião, no dia 20 de dezembro de 1604 percorreu ruas e praças da cidade com um crucifixo nas mãos provocando um tal estado de comoção que obrigou o vice-rei a intervir. Mesmo sendo muito austero, mostrava-se alegre e costumava tocar violino para alegrar-se a si mesmo e aos confrades e também como instrumento de pastoral para aproximar-se dos índios.
Devido às suas penitências, nos últimos tempos de sua vida, viveu no convento-enfermaria conhecido como Máximo de Jesus ( hoje São Francisco), em Lima. Durante o terremoto de 1609, padre Francisco levantando-se com dificuldade queria confortar a população com sua palavra de fé. Não conseguiu mais recuperar a saúde. Morreu santamente em Lima a 14 de julho de 1610, enquanto, a seu pedido, os frades cantavam o Credo. Suas últimas palavras foram: “Glorificetur Deus”. Foi sepultado na igreja do convento. Seu corpo foi carregado pelo arcebispo de Lima, pelo vice-rei e por outros personagens ilustres.
Foi canonizado por Bento XIII a 27 de dezembro de 1726.
__________
(Tradução livre da obra Frati Minori Santi e Beati, publicação da Postulação Geral da Ordem dos Frades Menores, 2009, p. 275-277).
Fonte: Frades Menores Capuchinhos – SP


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 18 DE JULHO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 1, 16b-17
O Evangelho é força de Deus para a salvação de todo o crente. Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus, que tem origem na fé e conduz à fé, conforme está escrito: «O justo viverá pela fé».
V. No Senhor se alegra o nosso coração
R. Em seu santo nome pomos a nossa confiança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 3, 21-22a
Independentemente da lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos os crentes.
V. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração,
R. Os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 8-9
É pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de nós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
V. Na terra se conhecerão os vossos caminhos
R. E entre os povos a vossa salvação.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há-de ser revelada: Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
V. Deu a vida pelos seus irmãos:
R. E ora muito pelo seu povo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
