“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 31 DE JULHO DE 2025
31 de julho de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 02 DE AGOSTO DE 2025
2 de agosto de 2025Sexta-feira da Semana XVII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Segunda Epístola aos Coríntios 11, 30 – 12, 13
O Apóstolo gloria-se da sua fraqueza
Irmãos: Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei da minha fraqueza. Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é bendito por todos os séculos, sabe que não minto. Em Damasco, o governador do rei Aretas mandou guardar a cidade para me prender; mas desceram-me dentro dum cesto, por uma janela da muralha, e assim escapei às suas mãos.
É preciso que me glorie? Na verdade, não convém. No entanto, falarei agora das visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo, que há catorze anos, – com o corpo ou sem o corpo, não sei; Deus o sabe – foi arrebatado até ao terceiro Céu. E sei que esse homem – com o corpo ou sem o corpo, não sei; Deus o sabe – foi arrebatado até ao Paraíso e ouviu palavras inefáveis que um homem não pode repetir. Desse homem posso gloriar-me; mas, quanto a mim, não me gloriarei senão das minhas fraquezas. Se quisesse gloriar-me, não seria insensato, pois só diria a verdade. Mas quero evitá-lo, para que ninguém faça de mim uma ideia superior ao que vê em mim ou ouve dizer de mim.
E para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne, um anjo de Satanás que me esbofeteia e impede que eu me orgulhe. Por três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta o meu poder».
Portanto, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Alegro‑me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte. Tornei-me insensato, mas fostes vós que me obrigastes a isso.
Eu devia ser elogiado por vós, porque não fui inferior a esses extraordinários apóstolos, embora nada valha. Os sinais distintivos do verdadeiro apóstolo verificaram-se no meio de vós, com paciência a toda a prova, sinais, prodígios e milagres. Na verdade, em que fostes inferiores às outras Igrejas, senão por eu não vos ter sido pesado? Perdoai-me esta injustiça!
RESPONSÓRIO cf. 2 Cor 12, 9ba; 4, 7
R. De boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. * É na fraqueza que se manifesta o seu poder.
V. Trazemos em vasos de barro o tesouro do nosso ministério, para que se reconheça que um poder tão sublime vem de Deus. * É na fraqueza que se manifesta o seu poder.
SEGUNDA LEITURA
Das Obras de Santo Afonso Maria de Ligório, bispo
(Tratado sobre a Prática do amor a Jesus Cristo,
edição latina, Roma, 1909, pp. 9-14) (Sec. XVIII)
O amor de Cristo
Toda a santidade e perfeição da alma consiste em amar a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso sumo bem e nosso redentor. É a caridade que une e conserva todas as virtudes que tornam o homem perfeito.
Não merece Deus, porventura, todo o nosso amor? Ele amou-nos desde a eternidade. «Lembra-te, ó homem – diz o Senhor – que fui Eu o primeiro a amar-te. Ainda tu não tinhas sido dado à luz, nem o próprio mundo existia, e já Eu te amava. Amo-te desde que existo».
Sabendo Deus que o homem se deixa cativar com os benefícios, quis atraí-lo ao seu amor por meio dos seus dons. Por isso disse: «Quero atrair os homens ao meu amor com aqueles laços com que eles se deixam prender, isto é, com os laços do amor». Tais precisamente têm sido todos os dons feitos por Deus ao homem. Deu-lhe uma alma, dotada, à sua imagem, de memória, inteligência e vontade; deu-lhe um corpo com os seus sentidos; para ele também criou o céu e a terra e toda a multidão dos seres; por amor do homem criou tudo isto, para que todas aquelas criaturas estejam ao serviço do homem e o homem O ame a Ele em agradecimento por tantos benefícios.
Mas não Se contentou Deus com dar-nos todas estas formosas criaturas. Para conquistar todo o nosso amor, foi muito mais além e deu-Se a Si mesmo totalmente a nós. O Pai Eterno chegou ao extremo de nos dar o seu único Filho. Quando viu que estávamos todos mortos pelo pecado e privados da sua graça, que fez Ele? Pelo amor imenso, melhor – como diz o Apóstolo – pelo seu excessivo amor por nós, enviou o seu amado Filho, para satisfazer por nós e para nos restituir à vida que perdêramos pelo pecado.
E dando-nos o seu Filho (a quem não perdoou para nos perdoar a nós), deu-nos com Ele todos os bens: a graça, a caridade e o paraíso; porque todos estes bens são certamente menores que o seu Filho: Ele que não poupou o seu próprio Filho, mas O entregou à morte por todos nós, como não haveria de dar-nos com Ele todas as coisas?
RESPONSÓRIO Salmo 144 (145), 19-20a; 1 Jo 3, 9a
R. O Senhor atende os desejos daqueles que O temem, ouve os seus clamores e os salva. * O Senhor vela por aqueles que O amam.
V. Quem nasceu de Deus não comete pecado, porque nele permanece uma semente divina. * O Senhor vela por aqueles que O amam.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que despertais continuamente na vossa Igreja novos exemplos de virtude, fazei que, imitando Santo Afonso Maria de Ligório no seu zelo pela salvação das almas, alcancemos com ele a recompensa celeste. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Hebreus 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
R. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
V. Para anunciar dia e noite o nome do Senhor.
R. Coloquei sentinelas.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xvii-do-tempo-comum-10/>]
Sexta-feira da Semana XVII do Tempo Comum
Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja
Memória
Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles, no ano 1696. Doutor em Direito Civil e Eclesiástico, recebeu a ordenação sacerdotal e fundou a Congregação do Santíssimo Redentor para a evangelização das populações rurais. Para fomentar entre o povo a vida cristã, dedicou-se à pregação e escreveu vários livros, sobretudo de Teologia Moral, matéria em que é considerado mestre insigne. Foi eleito bispo de Sant’Agata dei Goti e empenhou-se intensamente neste ministério até que, quinze anos depois e por causa de graves enfermidades, teve de o deixar, vindo a morrer entre os seus, em Nócera dei Pagáni, na Campânia, no ano 1787.
Leitura I (anos ímpares) Lv 23, 1.4-11.15-16.27.34b-37
O Senhor falou a Moisés, dizendo:
«São estas as solenidades do Senhor,
as assembleias sagradas, para as quais, no tempo devido,
convocareis os filhos de Israel:
No dia catorze do primeiro mês, ao entardecer,
é a Páscoa do Senhor;
e no dia quinze desse mês,
é a Festa dos Pães Ázimos em honra do Senhor.
Durante sete dias comereis pães ázimos.
No primeiro dia reunireis uma assembleia sagrada:
não fareis qualquer trabalho servil.
Durante sete dias
apresentareis ao Senhor oferendas passadas pelo fogo.
No sétimo dia reunireis uma assembleia sagrada:
Não fareis qualquer trabalho servil».
O Senhor falou ainda a Moisés, dizendo:
«Fala aos filhos de Israel e diz-lhes:
‘Quando tiverdes entrado na terra que vos darei
e aí ceifardes as searas,
levareis ao sacerdote um molho de espigas,
como primícias da vossa colheita.
O sacerdote oferecê-lo-á ao Senhor com o gesto da apresentação,
para que Ele vos seja favorável.
Esta apresentação será feita no dia a seguir ao sábado.
A partir do dia a seguir ao sábado,
em que tiverdes trazido o molho de espigas
para a apresentação,
contareis sete semanas completas.
Até ao dia a seguir ao sétimo sábado,
contareis cinquenta dias
e apresentareis ao Senhor uma oferenda da nova colheita.
No dia dez do sétimo mês, é o dia das Expiações.
Reunireis uma assembleia sagrada:
fareis penitência
e apresentareis ao Senhor oferendas passadas pelo fogo.
A partir do dia quinze deste sétimo mês, durante sete dias,
é a Festa das Tendas em honra do Senhor.
No primeiro dia reunireis uma assembleia sagrada:
não fareis qualquer trabalho servil.
Durante sete dias,
apresentareis ao Senhor oferendas passadas pelo fogo.
No oitavo dia reunireis uma assembleia sagrada:
apresentareis ao Senhor oferendas passadas pelo fogo.
É o dia da última assembleia:
não fareis qualquer trabalho servil.
São estas as solenidades do Senhor,
nas quais reunireis assembleias sagradas,
para oferecer ao Senhor oferendas passadas pelo fogo,
holocaustos, oblações, sacrifícios e libações,
segundo o ritual próprio de cada dia’».
compreender a palavra
No final do Êxodo que levou Israel em direção à terra da promessa, quando já se aproxima a chegada ao seu destino, o povo, vai-se organizando de acordo com as indicações de Deus. A vida deste povo é uma vida para Deus. Por isso, o livro do Levítico, apresenta as indicações dadas por Deus a Moisés sobre a celebração das festas anuais. O povo deve reunir-se em assembleia sagrada e cumprir determinados preceitos, como abstinência do trabalho e apresentação das oferendas passadas pelo fogo. A primeira e mais importante festa é a da Páscoa e dos Ázimos. Nela se celebra a saída do Egito e libertação da escravidão. Depois vem a festa das colheitas ou Pentecostes na qual celebram a chegada à terra prometida e as primeiras colheitas realizadas naquela terra. Estas festas realizam-se na primavera e no início do verão. Depois, já no outono celebram a festa da Expiação que será o tempo da penitência e do perdão. Finalmente a Festa das Tendas para recordar o tempo em que, atravessando o deserto, viveram em tendas.
meditar a palavra
As festas judaicas têm um profundo sentido religioso e uma profunda raiz existencial. A presença de Deus marca a história de Israel e essa marca permanece pelo tempo fora. O Egito foi um tempo de dor e sofrimento, mas pela mão de Deus transformou-se em alegria e festa. A Páscoa evoca esse sofrimento e essa alegria. O Senhor é o libertador do homem. O Pentecostes revela a generosidade de Deus que dá de comer ao seu povo fazendo que a terra produza os bens de que necessita. Deus é o pai providente. A Expiação manifesta a misericórdia de Deus para com os homens pecadores. Deus de misericórdia e de perdão. E a Festa das tendas revela a fragilidade do homem sem Deus. O homem habita numa tenda frágil e caminha num deserto sem fim, a sua proteção está no olhar do Senhor que lá dos céus se inclina sobre o coração humano para o guardar nas mãos do amor e no perdão. Somos chamados a fazer esta experiência e marcar a nossa vida com esta presença.
rezar a palavra
Atento ao meu clamor, preocupado com a minha sorte, Senhor, não te deixas vencer pelo meu pecado nem desiludir pela minha fragilidade. Só um Deus como tu se preocuparia comigo e estaria atento à minha miséria. Sinto-te próximo e amigo. Sinto-te atento e cuidador. Em ti me reconheço homem e em ti renovo a minha vida no início de cada dia.
compromisso
Experimento, hoje, o olhar protetor de Deus sobre a minha vida.
Evangelho Mt 13, 54-58
Naquele tempo,
Jesus foi à sua terra
e começou a ensinar os que estavam na sinagoga,
de tal modo que ficavam admirados e diziam:
«De onde Lhe vem esta sabedoria
e este poder de fazer milagres?
Não é Ele o filho do carpinteiro?
A sua Mãe não se chama Maria
e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
E as suas irmãs não vivem entre nós?
De onde Lhe vem tudo isto?».
E estavam escandalizados com Ele.
Mas Jesus disse-lhes:
«Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa».
E por causa da falta de fé daquela gente,
Jesus não fez ali muitos milagres.
compreender a palavra
O relato evangélico narra um acontecimento simples da vida. Podia passar-se com qualquer um de nós e em qualquer lugar do mundo. Jesus vai à sinagoga da sua terra e começa a ensinar. Aqueles que o escutam ficam surpreendidos com as suas palavras de sabedoria e com os milagres que realiza. Tudo parece bem encaminhado até ao momento em que esbarram com a condição humana. Jesus é filho do carpinteiro e a sua família vive toda ali, é gente conhecida. Os ouvintes de Jesus não conseguem ultrapassar esta dificuldade, não chegam a entender o que está por detrás das aparências e revelam a sua situação mais profunda, não têm fé e, por isso, rejeitam Jesus. Ficam privados dos dons de Deus que só podem ser recebidos na fé.
meditar a palavra
O que os meus olhos veem e os meus ouvidos ouvem tem que ser passado pela luz da fé. Também eu, como os habitantes de Nazaré, posso ficar impedido de receber os dons de Deus se não quiser penetrar no sentido profundo das suas manifestações na minha vida. Ele revela-se de muitas maneiras e através de muitos acontecimentos e pessoas. Aceito facilmente as palavras e os sinais que vêm através de estranhos e é tão difícil reconhecer a mesma verdade naqueles que comem comigo à mesa. Jesus não me pede fé nas pessoas, mas nele, que se revela através das situações e das pessoas mais estranhas. Se estiver atento vou reconhecê-lo e poderei participar nos seus dons libertadores.
rezar a palavra
Assalta-me tantas vezes a desconfiança, Senhor. A medida dos meus olhos e do meu coração é do tamanho da minha mesquinhez e da minha insensibilidade. Sou demasiado míope para poder reconhecer que te manifestas a mim em circunstâncias e através de pessoas que me parecem impensáveis, por isso me fecho em mim e recuso. Ensina-me, Senhor, a grandeza de coração que me faz ver, na profundidade dos sinais, a tua presença salvadora. Faz-me entender a tua presença no mundo e em mim para que participe dos teus dons divinos.
compromisso
Quero libertar o meu coração para poder perceber a presença de Deus nas pequenas coisas deste dia.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://igrejadoscapuchinhos.org.br/santo-do-dia-1o-de-agosto-santo-afonso-maria-de-ligorio/>]
Santo do dia 1º de agosto: Santo Afonso Maria de Ligório
31 de julho de 2024
Fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, destinada exclusivamente à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros
Afonso Maria de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália. Filho de pais cristãos, ricos e nobres, que ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e suporte para se tornar uma pessoa brilhante.
Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe se preocupava em educá-lo nos caminhos da fé e do Cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico.
Ele sempre foi muito prudente, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Era um advogado bem sucedido, mas em uma ocasião, por influências políticas desonestas, acabou perdendo uma importante causa. Após este acontecimento, decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa. Ele concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726.
Seu pai demorou a aceitar sua decisão, mas vendo as ações do filho, acabou reconhecendo a graça de Deus presente nele. Afonso colocou seus talentos a serviço do povo de Deus. Em suas pregações, usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor.
As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam a reconciliação e orientação através do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era seu lema, dizia: “Deus me enviou para evangelizar os pobres”.
Em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, destinada exclusivamente à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Em 1762, aceitou ser o Bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos. Entretanto, a saúde enfraquecida o fez retirar-se de volta para o convento, onde continuou a escrever.
Durante a vida, chegou a escrever mais de 120 livros e tratados. Dentre os mais célebres estão: Teologia Moral; Glórias de Maria, Visitas ao SS. Sacramento e o Tratado sobre a oração.
Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos, no dia 1º de agosto de 1787. Santo Afonso é doutor da Igreja e padroeiro dos confessores e moralistas.
Oração
Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de Santo Afonso Maria de Ligório, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
A12 / Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, C.Ss.R.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 01 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Filip 2, 2b-4
Tende entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.
V. Os caminhos do Senhor são misericórdia e fidelidade,
R. Para os que guardam a sua aliança e os seus mandamentos.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 13, 4
Jesus Cristo foi crucificado na sua fraqueza humana, mas vive pelo poder de Deus. Também nós somos fracos n’Ele, mas viveremos com Ele pelo poder de Deus.
V. Minha alma está prostrada no pó da terra:
R. Vivificai-me, Senhor, segundo a vossa palavra.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 12-13
Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também.
V. O Senhor é bondoso e compassivo,
R. Paciente e cheio de misericórdia.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas, e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há-de ser revelada: Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
V. Deu a vida pelos seus irmãos:
R. E ora muito pelo seu povo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

