“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE AGOSTO DE 2025
17 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE AGOSTO DE 2025
19 de agosto de 2025Segunda-feira da Semana XX do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 3, 1-15
Censuras a Jerusalém
O Senhor, Deus do Universo, vai retirar a Jerusalém e a Judá todo o apoio e auxílio, todo o sustento de pão e todo o sustento de água, comandantes e soldados, juízes e profetas, adivinhos e anciãos, oficiais, aristocratas e conselheiros, magos e feiticeiros. Dar‑lhes‑ei adolescentes como chefes, serão governados por crianças. As pessoas maltratar‑se‑ão umas às outras, cada qual contra o seu vizinho. O jovem insultará o velho, e o vilão o homem respeitável. Um homem agarrará o seu irmão, na sua casa paterna, dizendo: «Tens um manto, serás o nosso chefe; toma em tuas mãos esta casa em ruínas». Mas nesse mesmo dia ele clamará: «Não sou médico; em minha casa não há que comer nem que vestir; não me façais chefe do povo». Jerusalém ameaça ruína e Judá desmorona‑se, porque as suas palavras e acções se dirigem contra o Senhor e ofendem a presença da majestade divina. A sua arrogância testemunha contra eles e, como Sodoma, proclamam os seus pecados em vez de os encobrirem. Ai deles, que preparam a sua própria desgraça! Feliz do justo, porque gozará do fruto das suas obras. Mas ai do ímpio, que terá sobre si a desgraça, porque receberá a paga dos seus actos. Oh meu povo! São crianças que o oprimem e mulheres que o governam! Meu povo, os teus guias te extraviam e destroem o caminho que devias seguir. O Senhor levanta‑Se para julgar, ergue‑Se para julgar os povos. O Senhor chama a juízo os anciãos e os chefes do seu povo: «Devastastes a minha vinha e tendes em vossas casas os bens roubados aos pobres. Porque oprimis o meu povo e esmagais o rosto dos pobres?». Oráculo do Senhor, Deus do Universo.
RESPONSÓRIO Is 3, 10.11.13
R. Feliz do justo, porque gozará do fruto das suas obras. * Ai do ímpio, porque a desgraça será o castigo das suas más acções.
V. O Senhor levanta‑Se para julgar, ergue‑Se para julgar os povos. * Ai do ímpio, porque a desgraça será o castigo das suas más acções.
SEGUNDA LEITURA
Dos Comentários de São Gregório Magno, papa, sobre o Livro de Job
(Lib. 3, 39-40: PL 75, 619-620 (Sec. VI)
No exterior, combates, no interior, temor
Quando os homens santos se vêem envolvidos no combate das tribulações, sabem suportar ao mesmo tempo aqueles que os atacam e aqueles que os tentam seduzir: contra os primeiros respondem com o escudo da paciência, contra os segundos desferem os dardos da verdade. Num e noutro modo de combater se exercitam com admirável arte e fortaleza: interiormente, opõem‑se com prudente sabedoria às doutrinas perversas; exteriormente, suportam com energia invencível toda a adversidade. Corrigem a uns ensinando‑os, vencem a outros suportando‑os. Padecendo, superam os inimigos que os perseguem; compadecendo, trazem ao bom caminho os mais débeis. Àqueles opõem resistência para que não desencaminhem os outros; a estes oferecem a sua solicitude para que não abandonem totalmente o caminho da rectidão. Vejamos como luta contra ambos os males o soldado da milícia de Deus. Diz São Paulo: Fora, combates; dentro, temores. E enumera as lutas que sustenta exteriormente dizendo: Perigos nos rios, perigos dos ladrões, perigos dos meus compatriotas, perigos dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos dos falsos irmãos. E acrescenta quais são os dardos que desfere contra o adversário: Trabalhos e canseiras, muitas vigílias, fome, sede, frequentes jejuns, frio e nudez. Mas no meio de tantas lutas, não atenua a sua vigilância para defender o acampamento, como declara logo a seguir: Além dos combates exteriores, a minha preocupação de cada dia: o cuidado de todas as Igrejas. Suporta virilmente as asperezas da guerra exterior e ao mesmo tempo dedica‑se compassivamente à defesa do próximo. Depois de referir os males que sofre, acrescenta os bens que comunica. Pensemos naquele sobre quem incumbe ao mesmo tempo suportar os adversários que vem de fora e proteger os débeis que estão dentro. Sofre os ataques que vêm de fora, porque é açoitado e preso com cadeias; sofre o temor que vem de dentro, porque receia que os seus sofrimentos sejam obstáculo, não para si mas para os seus discípulos. Por isso lhes escreve: Ninguém se deixe perturbar por estas tribulações, pois bem sabeis que é este o nosso destino. Receava que os seus sofrimentos fossem ocasião de ruína para os outros; temia que os discípulos, sabendo que ele era perseguido e açoitado por causa da fé, recusassem professar a sua fé. Oh como era imensa a caridade do seu coração! Despreza o que ele mesmo sofre e preocupa‑se com que os discípulos não sofram em seu interior desviação alguma. Despreza em si as feridas do corpo e cura nos outros as feridas do coração. Esta é, de facto, uma característica dos homens justos: mesmo no meio da sua própria dor e tribulação, não deixam de se preocupar pelo interesse alheio; enquanto sofrem com paciência os seus próprios tormentos, continuam a instruir o seu próximo, como os médicos magnânimos quando eles próprios estão doentes: suportam os golpes dolorosos das suas feridas e proporcionam os remédios necessários para a saúde dos outros.
RESPONSÓRIO cf. Job 13, 20-21; cf. Jer 10, 24
R. Não me afasteis, Senhor, da vossa presença; * Tirai de mim o peso da vossa mão e não me apavoreis com o vosso terror.
V. Corrigi‑me, Senhor, com misericórdia e não com indignação, para que eu não seja aniquilado. * Tirai de mim o peso da vossa mão e não me apavoreis com o vosso terror.
Oração
Deus de bondade infinita, que preparastes bens invisíveis para aqueles que Vos amam, infundi em nós o vosso amor, para que, amando‑Vos em tudo e acima de tudo, alcancemos as vossas promessas, que excedem todo o desejo. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Dêmos graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Judite 8, 25-26a.27
Dêmos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como aos nossos pais. Lembrai-vos como procedeu com Abraão, como provou Isaac e o fez a Jacó. Assim como os provou pelo fogo para sondar os seus corações, também não se vinga de nós; mas é para advertir que o Senhor flagela os que d’Ele se aproximam.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Aclamai, ó justos, o Senhor: os rectos de coração devem louvá-l’O.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os rectos de coração devem louvá-l’O.
V. Cantai-Lhe um cântico novo.
R. Os rectos de coração devem louvá-1’O.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os rectos de coração devem louvá-l’O.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-xx-do-tempo-comum-10/>]
Segunda-feira da Semana XX do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Jz 2, 11-19
Naqueles dias,
os filhos de Israel procederam mal aos olhos do Senhor
e prestaram culto aos ídolos.
Abandonaram o Senhor, Deus dos seus pais,
que os tinha feito sair da terra do Egito,
e seguiram outros deuses dos povos vizinhos;
adoraram-nos e provocaram a indignação do Senhor.
Abandonaram o Senhor
e prestaram culto a Baal e a Astarté.
A ira do Senhor inflamou-se contra os israelitas.
O Senhor deixou-os à mercê de salteadores que os saquearam,
entregou-os nas mãos dos inimigos que os rodeavam
e a quem nunca mais puderam resistir.
Em todas as suas expedições,
a mão do Senhor estava contra eles,
como o Senhor tinha dito e jurado.
E assim se viram na maior aflição.
Então o Senhor suscitava juízes,
que livravam os israelitas das mãos dos salteadores.
Mas eles nem sequer escutavam os juízes:
prostituíam-se no culto de outros deuses
e prostravam-se diante deles.
Depressa se desviaram do caminho que seus pais tinham seguido,
na obediência aos mandamentos do Senhor.
Mas eles não os imitavam.
Quando o Senhor lhes suscitava um juiz,
o Senhor estava com o juiz.
Salvava-os das mãos dos inimigos
durante o tempo em que o juiz vivia,
porque o Senhor compadecia-Se quando eles gemiam
por causa dos seus opressores e tiranos.
Mas quando o juiz morria,
voltavam a corromper-se mais do que os seus pais,
seguindo outros deuses,
prestando-lhes culto e prostrando-se diante deles,
sem abandonarem as suas más ações
nem o seu comportamento perverso.
compreender a palavra
O livro dos Juízes relata um tempo difícil na história de Israel. Chegados à terra prometida, após a morte de Josué, o coração dos Israelitas deixa-se corromper pelo culto dos povos vizinhos. O mais pequeno e frágil dos povos tinha o Deus mais forte e poderoso que os libertou do Egito. Mas na cabeça dos Israelitas nascia um complexo de inferioridade porque o culto aos deuses pagãos era mais elaborado e festivo e deixaram o coração prender-se a Baal e Astarté. Seguiram e adoraram e prostituíram-se com outros deuses e com isso provocaram o Senhor. Colocaram-se do lado contrário da mão do Senhor. Apesar disso, o Senhor, enviava-lhes juízes para os salvar porque se compadecia, mas eles voltavam a corromper-se.
meditar a palavra
A história de Israel é bem a minha história. O Senhor manifestou ao longo da minha vida a sua predileção para comigo, salvando-me, estendendo-me a sua mão, libertando-me dos meus inimigos e oferecendo-me uma terra onde corre leite e mel. Ainda assim, sempre que posso fujo do Senhor, procuro o que os meus olhos conseguem alcançar e o meu coração corrompido deseja e abandono o Senhor, meu Deus e meu salvador. O Senhor é um Deus que não se cansa de me salvar e não suporta ouvir os meus gemidos sem me estender a mão, mesmo quando eu não escuto a sua voz e não correspondo ao seu amor.
rezar a palavra
Dilacerado pelos caminhos mal andados, pela sedução das riquezas e pelo brilho das fantasias que o mundo me oferece, esqueço-me de ti e coloco-me do lado contrário à tua mão. Respondo com indiferença para com o teu amor e esqueço com facilidade o bem com que enriqueces a minha vida. Molda, Senhor, o meu coração à tua medida para que não te esqueça.
compromisso
Converter o meu coração é a urgência de hoje.
Evangelho Mt 19, 16-22
Naqueles dias,
o anjo do Senhor veio sentar-se debaixo do carvalho de Ofra,
que pertencia a Joás, da família de Abiezer.
Seu filho Gedeão estava a malhar trigo no lagar,
para o esconder dos madianitas.
O anjo do Senhor apareceu-lhe e disse-lhe:
«O Senhor está contigo, valente guerreiro».
Gedeão respondeu-lhe:
«Perdão, meu senhor.
Se o Senhor está connosco,
porque nos têm sucedido todas estas desgraças?
Onde estão todos esses prodígios,
que os nossos pais nos contaram, dizendo:
‘O Senhor libertou-nos da terra do Egito’?
Mas agora o Senhor abandonou-nos
e entregou-nos nas mãos de Madiã».
Então o Senhor voltou-Se para ele e disse-lhe:
«Vai com essa tua força salvar Israel das mãos de Madiã.
Não sou Eu que te envio?».
Gedeão respondeu:
«Perdão, meu Senhor. Como poderei salvar Israel?
A minha família é a mais humilde de Manassés
e eu sou o último da casa de meu pai».
O Senhor disse-lhe:
«Eu estarei contigo
e tu vencerás Madiã como se ele fosse um só homem».
Disse Gedeão:
«Se encontrei graça a vossos olhos,
dai-me um sinal de que sois Vós que me falais.
Não Vos afasteis daqui,
até que eu volte para junto de Vós,
trazendo a minha oferta, para a colocar na vossa presença».
O Senhor respondeu:
«Ficarei até que voltes».
Gedeão entrou em casa, preparou um cabrito
e com uma medida de farinha fez pães ázimos.
Colocou a carne num cesto, deitou o molho num tacho,
levou tudo para debaixo do carvalho e ofereceu-Lho.
Disse-lhe o anjo do Senhor:
«Toma a carne e os pães ázimos,
coloca-os sobre essa pedra
e derrama o molho sobre eles».
Gedeão assim fez.
O anjo do Senhor estendeu a ponta da vara que tinha na mão
e tocou na carne e nos pães ázimos.
Saiu então fogo da rocha e consumiu a carne e os pães.
E o anjo do Senhor desapareceu da sua vista.
Gedeão reconheceu que era o anjo do Senhor e disse:
«Ai de mim, Senhor Deus!
Eu vi face a face o anjo do Senhor».
Mas o Senhor respondeu-lhe:
«A paz esteja contigo.
Não tenhas medo, porque não morrerás».
Gedeão ergueu ali um altar ao Senhor
e chamou-lhe «O Senhor é a paz».
compreender a palavra
Mateus oferece neste encontro de Jesus com o jovem uma grande oportunidade de reflexão sobre nós mesmos. O jovem do evangelho tem uma inquietação que é a vida eterna e quer saber o que há de fazer de bom para a alcançar. No diálogo com Jesus percebe-se que o que é bom não tem limites e deve fazer-se sempre. Há um mínimo necessário para alcançar a vida eterna que é cumprir os mandamentos. Portanto, o jovem já cumpre os mandamentos e já pode alcançar a vida eterna e assim acontece com todos os que cumpram os mandamentos. Mas ser perfeito é mais do que ser bom e o reino dos céus é mais do que a vida eterna. Todo o que faz o que é bom entra na vida eterna, mas entrar no reino exige algo mais. Jesus propõe ao jovem que seja perfeito para entrar no reino. Este algo mais tem dois aspetos importantes que são, vender tudo e dar aos pobres e seguir Jesus. A primeira, vender e dar aos pobres dá direito ao tesouro no reino dos céus. A segunda, seguir Jesus, é o máximo que se pode pedir, é a perfeição.
meditar a palavra
Muitas vezes a vontade de alcançar a vida eterna reduz-se aos mínimos e canso-me depressa porque entendo que já fiz muito. Jesus diz que o bem, o que é bom, não pode ter limites e há de ser preocupação permanente. Este desejo de entrar na vida eterna deve transformar-se em desejo de ser perfeito de tal modo que chegue a ser capaz de deixar tudo para alcançar, não apenas um tesouro no reino dos céus, mas alcançar o tesouro que é o próprio Jesus. Os mínimos são para todas as pessoas de todos os lugares e religiões. Cumprir uns quantos mandamentos está ao alcance de todos. Ser perfeito é uma exigência feita por Jesus apenas a alguns. Os mais determinados, os que sentem dentro de si o apelo do reino. Cultivar este desejo de perfeição passa pelo despojar-se de si, da mentalidade geral, dos critérios habituais de vida, das opções comuns, das riquezas e deixá-las para os pobres, para os que apenas desejam os mínimos.
rezar a palavra
Senhor Jesus, o teu apelo desperta em mim o desejo da perfeição. Chegar ao teu reino e encontrar-te como único tesouro da minha vida, pelo qual vendi tudo para poder comprar este campo onde o tesouro se esconde aos meus olhos, é tudo quanto o meu coração deseja. Depois de ver, de contemplar e saborear o mistério deste teu reino, o meu coração não descansa enquanto não chegar a ter-te como sumo bem. Sustém com a tua graça este desejo de perfeição para que não resvale para o fracasso dos que se contentam com fazer o que é bom.
compromisso
Quero descobrir em Jesus o tesouro pelo qual vale a pena deixar tudo.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/08/santos-do-dia-da-igreja-catolica-18-de-agosto/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Agosto
Postado em: por: marsalima
Santa Helena
Flávia Júlia Helena, esse era o seu nome completo. Nasceu em meados do século III, na Bitínia, Ásia Menor. Era descendente de uma família plebéia e tornou-se uma bela jovem, inteligente e bondosa. Trabalhava numa importante hospedaria na sua cidade natal quando conheceu o tribuno Constâncio Cloro. Apaixonados, casaram-se. Mas quando o imperador Maximiano nomeou-o co-regente, portanto seu sucessor, exigiu que ele abandonasse Helena e se casasse com sua enteada Teodora. Isso era possível porque a lei romana não reconhecia o casamento entre nobres e plebeus.
O ambicioso Constâncio obedeceu. Entretanto levou consigo para Roma o filho Constantino, que nascera em 274 da união com Helena, que ficou separada do filho por quatorze anos. Com a morte do pai em 306, Constantino mandou buscar a mãe para junto de si na Corte. Ela já se havia convertido e tornado uma cristã fervorosa e piedosa.
O jovem Constantino, auxiliado pela sabedoria de Helena, conseguiu assumir o trono como o legítimo sucessor do pai. Primeiro, tornou-se governador; depois, o supremo e incontestável imperador de Roma, recebendo o nome de Constantino, o Grande. Para tanto, teve de vencer seu pior adversário, Maxêncio, na histórica batalha travada, em 312, às portas de Roma.
Conta a história que, durante a batalha contra Maxêncio, seu exército estava em desvantagem. Influenciado por Helena, que tentava convertê-lo, Constantino teve uma visão. Apareceu-lhe uma cruz luminosa no céu com os seguintes dizeres: “Com este sinal vencerás”. Imediatamente, mandou pintar a cruz em todas as bandeiras e, milagrosamente, venceu a batalha. Nesse mesmo dia, o imperador mandou cessar, imediatamente, toda e qualquer perseguição contra os cristãos e editou o famoso decreto de Milão, em 313, pelo qual concedeu liberdade de culto aos cristãos e deu a Helena o honroso título de “Augusta”.
Helena passou a dedicar-se à expansão da evangelização e crescimento do cristianismo em todos os domínios romanos. Às custas do Império, patrocinou a construção de igrejas católicas nos lugares dos templos pagãos, de mosteiros de monges e monjas e ajudou a organizar as obras de assistência aos pobres e doentes. Depois, apesar de idosa e cansada, foi em peregrinação para a Palestina, visitar os lugares da Paixão de Cristo. Lá supervisionou a construção das importantes basílicas erguidas nos lugares santos, dentre elas a da Natividade e a do Santo Sepulcro, que existem até hoje. Conta a tradição que Helena ajudou, em Jerusalém, o bispo Macário a identificar a verdadeira cruz de Jesus, quando as três foram encontradas. Para isso, levaram ao local uma mulher agonizante, que se curou milagrosamente ao tocar aquela que era a verdadeira.
Pressentindo que o fim estava próximo, voltou para junto de seu filho, Constantino, morrendo em seus braços, aos oitenta anos de idade, num ano incerto entre 328 e 330. O culto a santa Helena, celebrado no dia 18 de agosto, é um dos mais antigos da Igreja Católica. Algumas de suas relíquias são veneradas na basílica dedicada a ela em Roma.
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Santo Alberto Hurtado Cruchaga
Nasceu em Viña del Mar (Chile), no dia 22 de janeiro de 1901. Aos quatro anos ficou órfão de pai. Foi obrigado a experimentar a pobreza durante sua infância. Recebeu de sua mãe a fé e a coragem para enfrentar os desafios de uma vida árdua. Graças a uma bolsa de estudos, pôde freqüentar o Colégio dos Jesuítas em Santiago. Trabalhando para sustentar a mãe e o irmão, conseguiu formar-se em direito. Desde cedo, preocupou-se com os mais necessitados.
Com 22 anos, entrou no noviciado da Companhia de Jesus em Chillán, realizando o sonho de ser jesuíta. Em 1925, foi mandado para Córdoba (Argentina) para completar os estudos humanísticos. Recebeu a ordenação sacerdotal em Louvain (Bélgica) no dia 24 de agosto de 1933. Estudou na Bélgica e na Espanha, formando-se em filosofia, teologia, pedagogia e psicologia.
Retornou ao Chile em 1936, distinguindo-se como professor na universidade e guia espiritual da juventude. Escritor, publicou três livros sobre a doutrina social da Igreja. Para atender os pobres, abriu uma obra exemplar, “El Hogar de Cristo”, Lar de Cristo, oferecendo aos desabrigados um ambiente digno e acolhedor.
Em plena atividade sacerdotal, padre Alberto suportou fortes dores e, aceitando seus sofrimentos com plena conformidade, veio a falecer, vítima de um câncer, em 18 de agosto de 1952.
A meditação constante sobre a vida do Divino Mestre explica o ardor com que se dedicava a todos e a paixão pelos pobres. Revelou um notável equilíbrio, conforme a espiritualidade inaciana, sabendo ser “contemplativo na ação”. Era da adoração do Cristo presente na eucaristia que hauria sua força, seu discernimento e seu incansável zelo apostólico.
No dia 23 de outubro de 2005 foi proclamado santo pelo papa Bento XVI.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 18 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Lev 20, 26
Sede para Mim santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos outros povos para que sejais meus.
V. Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
R. O povo que Ele escolheu para sua herança.
Oração
Deus, nosso Pai, que confiastes aos homens o dever do trabalho, para que, colaborando uns com os outros, conseguissem sucessos cada vez maiores, ajudai-nos a viver de tal modo no meio das nossas atividades, que nos sintamos sempre filhos vossos e irmãos de todos os homens. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 15, 1.3
Vós, Senhor nosso Deus, sois bondoso, fiel e paciente, e tudo governais com misericórdia. Conhecer-Vos é a perfeita justiça e conhecer o poder do vosso nome é fonte de imortalidade.
V. Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo,
R. Paciente e cheio de misericórdia e fidelidade.
Oração
Senhor da vinha e da messe, que repartis as tarefas e dais o verdadeiro salário, ajudai-nos a levar o peso do dia e do calor, sem nunca nos queixarmos da vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 21-22
Coragem, meus filhos. Clamai a Deus e Ele vos libertará da opressão, das mãos dos inimigos. Eu espero do Eterno a vossa salvação e do Santo me vem grande alegria, pela misericórdia que em breve vos será concedida pelo Eterno, vosso Salvador.
V. Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
R. E das vossas graças que são eternas.
Oração
Senhor, que nos reunistes na vossa presença à mesma hora em que os Apóstolos subiam ao templo para orar, ouvi as súplicas que Vos dirigimos em nome de Cristo e concedei a salvação a quantos O invocam. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, como nós a temos tido para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, Nosso Senhor, com todos os seus santos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Como incenso, na vossa presença.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


