“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE AGOSTO DE 2025
26 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE AGOSTO DE 2025
28 de agosto de 2025Quarta-feira da Semana XXI do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Jeremias 2, 1-13.20-25
Infidelidade do povo de Deus
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Vai e proclama aos ouvidos de Jerusalém:
‘Assim fala o Senhor:
Lembro-Me de ti, da afeição da tua juventude,
do amor do teu noivado,
quando Me seguias no deserto,
numa terra onde não se semeia.
Israel era então herança sagrada do Senhor,
primícias da sua colheita.
Quantos dela comiam recebiam a paga:
a desgraça caía sobre eles
oráculo do Senhor –.
Ouvi a palavra do Senhor,
casa de Jacob e todas as famílias da casa de Israel’.
Assim fala o Senhor:
Que injustiça encontraram em Mim os vossos pais,
para se afastarem de Mim?
Correram atrás da vaidade
e tornaram-se vãos.
Nem sequer disseram: ‘Onde está o Senhor,
que nos fez sair da terra do Egipto,
nos guiou através do deserto,
terra de desolação e de abismos,
terra seca e tenebrosa,
terra por onde ninguém passa
e onde ninguém habita?’.
Eu conduzi-vos a uma terra de pomares,
para comerdes de seus ricos frutos.
Mas logo que entrastes, profanastes a minha terra
e fizestes da minha herança um lugar abominável.
Nem sequer os sacerdotes perguntaram:
‘Onde está o Senhor?’.
Os mestres da lei não Me conheceram,
os guias do povo revoltaram-se contra Mim,
os profetas vaticinaram em nome de baal
e foram atrás de deuses que nada valem.
Por isso, vou ainda acusar-vos, diz o Senhor,
e acusarei os filhos dos vossos filhos.
Passai às ilhas dos citas e vede;
enviai homens a Cedar e informai-vos bem;
vede se lá sucedeu coisa semelhante.
Porventura troca uma nação os seus deuses?
E esses nem sequer são deuses!
Mas o meu povo trocou a sua glória
pelo que não vale nada!
Pasmai de tudo isto, ó céus,
estremecei de horror e espanto,
diz o Senhor.
Porque o meu povo cometeu dois pecados:
abandonou-Me a Mim, fonte de água viva,
e cavaram cisternas, cisternas rotas,
que não conservam a água.
– Desde há muito, sacudiste o jugo,
rompeste os laços
e disseste: ‘Não servirei!’,
enquanto sobre toda a colina elevada
e debaixo de toda a árvore frondosa
te deitavas e prostituías.
Eu tinha-te plantado com vides escolhidas,
todas elas de boa cepa.
Como te converteste em sarmentos degenerados
de uma videira bastarda?
Ainda que te laves com potassa e muita lixívia,
o teu pecado ficará indelével na minha presença,
diz o Senhor Deus.
Como te atreves a dizer: ‘Não estou manchada,
não corri atrás dos deuses baal’?
Olha para as tuas pegadas no vale,
vê tudo o que ali fizeste.
Camela ligeira a correr sem rumo,
jumenta selvagem acostumada ao deserto,
que no calor do seu desejo aspira o vento,
quem lhe poderá dominar o cio?
Os que a procuram não têm que se cansar:
porque a encontrarão no seu mês.
Tem cuidado! Que o teu pé não se descalce
nem fique seca a tua garganta.
Mas tu dizes: ‘Não importa.
Estou apaixonada pelos estrangeiros
e hei-de segui-los’».
RESPONSÓRIO cf. Jer 2, 21; Mt 21, 43; Is 5, 7b
R. Eu tinha-te plantado como vinha escolhida. Como te converteste em sarmentos degenerados de uma vinha bastarda? * Por isso ser-vos-á tirado o reino de Deus e será dado a um povo que produza os seus frutos.
V. Esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror! * Por isso ser-vos-á tirado o reino de Deus e será dado a um povo que produza os seus frutos.
SEGUNDA LEITURA
Das Confissões de Santo Agostinho, bispo
(Lib. 9, 10-11: CSEL 33, 215-219) (Sec. V)
Procuremos alcançar a sabedoria eterna
Ao aproximar-se o dia em que ela ia partir desta vida – dia que Vós conhecíeis, mas nós ignorávamos – sucedeu, segundo creio, por disposição de vossos secretos desígnios, que nos encontrámos sozinhos, eu e ela, encostados a uma janela, cuja vista dava para o jardim interior da casa que nos hospedava, em Óstia, onde, afastados das multidões, depois da fadiga de uma longa viagem, retemperávamos as forças, antes de embarcarmos. Conversávamos a sós muito suavemente e, esquecendo o passado e voltando-nos para o futuro, interrogávamo-nos mutuamente, à luz da Verdade presente, que sois Vós, qual seria a vida eterna dos Santos, que nem os olhos viram nem os ouvidos escutaram nem jamais passou pelo pensamento do homem. Mas os nossos corações suspiravam pela corrente celeste, que brota da vossa fonte, a fonte de vida, que está em Vós.
Assim falava eu, embora não por este modo e por estas palavras; contudo bem sabeis, Senhor, quanto o mundo e os seus prazeres nos pareciam vis naquele dia em que assim conversávamos. Minha mãe acrescentou ainda: «Filho, quanto a mim, já nada me dá gosto nesta vida. Não sei o que faço ainda aqui, porque já nada espero deste mundo. Havia só uma razão pela qual eu desejava prolongar um pouco mais esta vida: ver-te cristão católico, antes de eu morrer. Deus concedeu-me esta graça de modo superabundante, pois vejo que já desprezas a felicidade terrena para servires o Senhor. Que faço eu ainda aqui?».
Não me lembro bem do que lhe respondi a respeito destas palavras. Entretanto, passados cinco dias ou pouco mais, ela caiu de cama com febre. Num daqueles dias da sua doença, perdeu os sentidos e durante um curto espaço de tempo não dava acordo dos presentes. Acorremos logo e depressa recuperou os sentidos. Vendo-nos de pé, junto de si, a mim e ao meu irmão, disse-nos como quem procura alguma coisa: «Onde estava eu?».
Depois, vendo-nos atónitos de tristeza, disse: «Sepultareis aqui a vossa mãe». Eu estava calado e tentava conter as lágrimas. Meu irmão, porém, proferiu algumas palavras, mostrando a preferência de que ela não morresse em país estranho, mas na sua pátria. Ouvindo isto, fixou nele um olhar cheio de angústia, censurando-o por pensar assim e, olhando depois para mim, disse: «Repara no que ele diz». E em seguida disse para ambos: «Sepultai este corpo em qualquer parte e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejais». Tendo feito esta recomendação com as palavras que pôde, calou-se. Entretanto agravava-se a enfermidade e o sofrimento prolongava-se.
Finalmente, no nono dia da sua doença, aos cinquenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou-se do corpo.
RESPONSÓRIO 1 Cor 7, 29.30.31; 2, 12
R. O tempo é breve: doravante os que têm esposas procedam como se as não tivessem e os que se utilizam deste mundo como se não se utilizassem. * Porque o cenário deste mundo é passageiro.
V. Nós não recebemos o espírito do mundo. * Porque o cenário deste mundo é passageiro.
Oração
Deus omnipotente e eterno, cujo Filho aceitou a hospitalidade que Santa Marta Lhe oferecia em sua casa, concedei-nos, por sua intercessão, que, servindo a Cristo em cada um dos nossos irmãos, sejamos por Vós recebidos nas moradas eternas. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Rom 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Deus a protege desde o romper da aurora.
R. Deus a protege desde o romper da aurora.
V. Deus está com ela e a torna inabalável.
R. Desde o romper da aurora.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Deus a protege desde o romper da aurora.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Quarta-feira da Semana XXI do Tempo Comum | A liturgia>]
Santa Mónica
Memória
Mónica nasceu em Tagaste, na atual Argélia, no ano 331, de uma família cristã. Ainda muito jovem foi dada em matrimónio a um homem chamado Patrício. Teve vários filhos, entre os quais Agostinho, por cuja conversão derramou muitas lágrimas e orou insistentemente a Deus. Exemplo de mãe verdadeiramente santa, alimentou a sua fé com uma vida de intensa oração e enriqueceu‑a com suas virtudes. Quando regressava à pátria, na companhia de seu filho Agostinho, morreu em Óstia, perto de Roma, no ano 387.
Leitura I (anos ímpares) 1Ts 2, 9-13
Bem vos lembrais, irmãos,
dos nossos trabalhos e canseiras.
Foi a trabalhar noite e dia,
para não sermos pesados a nenhum de vós,
que vos pregámos o Evangelho de Deus.
Vós sois testemunhas, e Deus também,
de como nos portámos de maneira justa, santa e irrepreensível
em relação a vós, os crentes.
E bem sabeis que, como um pai trata os seus filhos,
exortámos, animámos e conjurámos cada um de vós
a proceder de maneira digna de Deus,
que vos chama ao seu reino e à sua glória.
Por isso, não cessamos de dar graças a Deus,
porque, depois de terdes recebido a palavra de Deus
por nós pregada,
vós a acolhestes, não como palavra humana,
mas como ela é realmente, palavra de Deus,
que permanece ativa em vós, os crentes.
compreender a palavra
Paulo recorda aos tessalonicenses a forma como viveu entre eles. Trabalhou para ganhar o seu sustento e não ser pesado a ninguém, anunciou-lhes a palavra e como um pai exortou, animou e conjurou cada um a viver dignamente diante de Deus. Recorda-lhes também que acolheram a palavra por ele pregada como palavra de Deus, uma palavra viva que atua neles de forma ativa.
meditar a palavra
Escutando as palavras de Paulo podemos refletir sobre a atitude com que nos colocamos diante dos outros a quem somos enviados como comunicadores da palavra. A liberdade face aos bens materiais, aos agradecimentos e louvores que daí possam vir ou não, ao reconhecimento ou à perseguição. A liberdade diante dos reconhecimentos humanos deixa maior espaço para a ação de Deus e para a dedicação aos outros. Por outro lado, somos questionados também sobre a nossa atitude diante da palavra que também nos é pregada. Acolhemos a palavra com entusiasmo ou como quem anda enjoado? Ficamos de fora, na atitude de discordância ou desconfiança pelo que humanamente nos é dito ou reconhecemos que é palavra de Deus para nós, que atua em nós e aí permanece?
rezar a palavra
A liberdade diante da tua palavra, Senhor, deixa em mim um espaço aberto para te acolher como Deus. Para aceitar que atuas como queres e onde queres e para servir os irmãos que necessitam da tua palavra. Dá-me, Senhor, a capacidade para reconhecer que a tua palavra permanece em mim e salva a minha vida.
compromisso
Vou rezar por todos aqueles que recebem a palavra de Deus através do meu testemunho de vida para que não fiquem defraudados apesar das minhas fragilidades.
Evangelho Mt 23, 27-32
Naquele tempo,
disse Jesus:
«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque sois semelhantes a sepulcros caiados:
por fora parecem belos,
mas por dentro estão cheios de ossos de mortos
e de toda a podridão.
Assim sois vós também:
por fora pareceis justos aos olhos dos homens,
mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque edificais os sepulcros dos profetas
e ornamentais os túmulos dos justos;
e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais,
não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’.
Assim dais testemunho contra vós mesmos,
confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas.
Completai então a obra dos vossos pais».
compreender a palavra
Jesus continua a falar para os Fariseus e os Escribas dirigindo-se ao seu interior. Apostados em esconder a verdade que trazem dentro de si mesmos, procuram parecer justos aos olhos dos homens, por isso, preocupam-se com o seu exterior. Jesus compara-os aos túmulos, por dentro podridão e por fora flores e ornamentos. Também os critica por se julgarem melhores que seus pais, quando eles, filhos de assassinos, são capazes de decisões e julgamentos desumanos. Hipócritas, pareceis, mas não sois.
meditar a palavra
O exame da minha vida continua sob o olhar de Jesus. Ele é crítico e exigente comigo, não para me destruir nem condenar, mas para me abrir à verdade, à graça, à salvação. Só na verdade de mim mesmo poderei reconhecer a bondade de Deus e a presença gratificante dos irmãos. Sem o reconhecimento da verdade da minha vida serei sempre um juiz impiedoso que condeno tudo e todos sem me dar conta da minha hipocrisia.
rezar a palavra
Purifica, Senhor, o meu olhar. Ensina-me a olhar para dentro de mim com verdade, sem fugas nem medos, mas confiante na tua graça e na tua misericórdia. Não permitas que me coloque no lugar do juiz que condena os outros sem ver o mal que me corrompe.
compromisso
Hoje quero ver os sinais da minha hipocrisia para a eliminar da minha vida com a verdade.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 27 de Agosto – Sagrada Missão>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 27 de Agosto
Postado em: por: marsalima
Santa Mônica
Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com freqüência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.
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Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.
E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.
Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.
Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado freqüentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.
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Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha cinqüenta e seis anos.
O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 27 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 13-14
Tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes. Ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
V. Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
R. Ensinai-me as vossas veredas.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas acções, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».
V. Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,
R. Exultem de alegria os vossos fiéis.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas acções, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8a. 10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao demónio e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-Se-á de vós. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.
V. Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
R. Para os que esperam na sua bondade.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar ao mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 8, 28-30
Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados segundo o seu desígnio. Porque aos que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou; e àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor a escolheu e a predestinou.
R. O Senhor a escolheu e a predestinou.
V. Deus fê-la morar no seu templo santo.
R. O Senhor a escolheu e a predestinou.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor a escolheu e a predestinou.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

