“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 29 DE AGOSTO DE 2025
29 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 31 DE AGOSTO DE 2025
31 de agosto de 2025Sábado da Semana XXI do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Jeremias 7, 1-20
Oráculo contra a falsa confiança no templo
O Senhor dirigiu a palavra a Jeremias, dizendo:
«Vai à entrada do templo do Senhor e proclama aí a seguinte mensagem: Escutai a palavra do Senhor, vós todos, homens de Judá, que entrais por estas portas para adorar o Senhor.
Assim fala o Senhor do universo, o Deus de Israel: Emendai os vossos caminhos e as vossas acções, e Eu habitarei convosco neste lugar. Não vos fieis em palavras enganadoras, repetindo: ‘É o templo do Senhor, o templo do Senhor, o tem#plo do Senhor!’. Mas se endireitardes os vossos caminhos e corrigirdes as vossas obras, se praticardes a justiça uns para com os outros, se não oprimirdes o estrangeiro, o órfão e a viúva, se não derramardes neste lugar sangue inocente, se não seguirdes outros deuses para vossa desgraça, então vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais desde há muito e para sempre. Mas vós fiais-vos em palavras enganadoras que para nada servem. Roubais, matais, cometeis adultério, jurais falso, sacrificais a Baal, seguis deuses estrangeiros que não conheceis. Depois vindes aqui apresentar-vos diante de Mim, nesta casa em que o meu nome é invocado, e dizeis ‘Estamos salvos’, para voltar a cometer todas essas abominações. Porventura é para vós um covil de ladrões esta casa onde é invocado o meu nome? Eu vi tudo isto, diz o Senhor.
Ide ao meu templo de Silo, onde ao princípio habitou o meu nome, e vede o que lhe fiz por causa da maldade do meu povo de Israel. E agora, porque cometestes todas essas acções – oráculo do Senhor – porque vos falei incessantemente e não Me escutastes, porque vos chamei e não me respondestes, vou tratar esta casa em que se invoca o meu nome e na qual pondes a vossa confiança, este lugar que vos dei, a vós e a vossos pais, como tratei Silo. Expulsar-vos-ei da minha presença, como expulsei os vossos irmãos, toda a descendência de Efraim.
E tu não intercedas em favor desse povo, não eleves por ele súplicas nem orações, não insistas comigo, porque não te ouvirei. Não vês o que eles fazem nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? Os filhos juntam a lenha, os pais acendem o lume e as mulheres preparam a massa para fazerem tortas em honra da Rainha dos céus. Depois fazem libações a deuses estranhos, para provocarem a minha ira. Mas será a Mim que eles irritam? – diz o Senhor; não será antes a si mesmos, para sua maior vergonha? Por isso, assim fala o Senhor Deus: O meu furor e a minha ira vão derramar-se sobre este lugar, sobre os homens e os animais, sobre as árvores do campo e os frutos da terra: será um fogo inextinguível».
RESPONSÓRIO Jer 7, 11; Is 56, 7c; Jo 2, 16b
R. Porventura é para vós um covil de ladrões esta casa em que é invocado o meu nome? * A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.
V. Não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio. * A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.
SEGUNDA LEITURA
Das Homilias de São João Crisóstomo, bispo, sobre o Envangelho de São Mateus
(Hom. 50, 3-4: PG 58, 508-509) (Sec. IV)
Enquanto adornas o templo, não esqueças o teu irmão que sofre
Queres honrar o Corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no templo com vestes de seda, enquanto lá fora O abandonas ao frio e à nudez. Aquele que disse: Isto é o meu Corpo, confirmando o facto com a sua palavra, também afirmou: Vistes-Me com fome e não Me destes de comer; e ainda: Quantas vezes o recusastes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o recusastes. No templo o Corpo de Cristo não precisa de mantos, mas de almas puras; mas na pessoa dos pobres, Ele precisa de todo o nosso cuidado.
Aprendamos, portanto, a reflectir e a honrar a Cristo como Ele quer. Quando pretendemos honrar alguém, devemos prestar-lhe a honra que ele prefere e não a que mais nos agrada. Também Pedro julgava honrar a Cristo impedindo-O de lhe lavar os pés; ora isso não era honrá-l’O, mas precisamente o contrário. Assim deves também tu prestar-Lhe aquela honra que Ele mesmo ordenou, distribuindo pelos pobres as tuas riquezas. Deus não precisa de vasos de ouro, mas de almas de ouro.
Ao dizer isto, não quero impedir que se façam ofertas ao templo; o que quero é pedir que além dessas, e antes dessas, se pense na esmola aos pobres. Deus recebe, de facto, aqueles dons; mas agrada-Lhe mais a caridade para com os pobres. Daqueles dons só tira proveito quem os oferece, ao passo que da esmola tira proveito quem oferece e quem recebe. No primeiro caso, a oferta pode ser motivo de ostentação; no segundo, é apenas sinal de compaixão e amor.
De que serviria, afinal, adornar a mesa de Cristo com vasos de ouro, se Ele morre de fome na pessoa dos pobres? Primeiro dá de comer a quem tem fome, e depois ornamenta a sua mesa com o que sobra. Queres oferecer-Lhe um cálice de ouro e não és capaz de lhe dar um copo de água? De que serviria cobrir o seu altar com toalhas bordadas a ouro, se Lhe recusas a roupa de que precisa para Se vestir? Que vantagem há nisso? Diz-me cá: se visses alguém necessitado de alimento e, deixando-o cheio de fome, fosses adornar de ouro a sua mesa, pensas que ele se mostraria agradecido para contigo ou indignado contra ti? E se o visses coberto de andrajos e morto de frio, o deixasses sem roupa e lhe fosses levantar colunas de ouro, dizendo que o fazias em sua honra, não pensaria ele que estavas a escarnecer da sua indigência com a mais sarcástica das ironias?
Lembra-te de que é o mesmo que fazes a Cristo, quando O vês errante, peregrino e sem tecto, e tu, sem O receberes, adornas o pavimento, as paredes e as colunas do templo; suspendes cadeias de prata para os candelabros, mas não vais visitá-l’O quando Ele está preso nas cadeias do cárcere. Também não digo isto para impedir os ornamentos sagrados, mas para que se faça uma coisa sem omitir a outra; ou melhor, exorto-vos a tratar do irmão necessitado, antes de ir adornar o templo. Ninguém foi acusado por omitir este segundo cuidado; mas quem despreza os pobres está condenado aos castigos do inferno, ao fogo inextinguível e ao suplício na companhia dos demónios. Por conseguinte, enquanto adornas o templo, não esqueças o teu irmão que sofre, porque este templo é mais precioso que o outro.
RESPONSÓRIO Mt 25, 35.40; Prov 19, 17a
R. Tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes. * Em verdade vos digo: Todas as vezes que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes.
V. Quem se compadece do pobre empresta a Deus. * Em verdade vos digo: Todas as vezes que o fizestes a um destes
meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes.
Oração
Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
2 Pedro 1, 10-11
Irmãos, esforçai-vos cada vez mais por assegurar com boas obras a vossa vocação e eleição, porque deste modo não pecareis jamais. E assim vos será largamente oferecida a entrada no reino eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamei por Vós, Senhor: Sois o meu refúgio.
R. Clamei por Vós, Senhor: Sois o meu refúgio.
V. Sois a minha herança na terra dos vivos.
R. Sois o meu refúgio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Clamei por Vós, Senhor: Sois o meu refúgio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sabado-da-semana-xxi-do-tempo-comum-5/>]
Sábado da Semana XXI do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) 1Ts 4, 9-11
Irmãos:
Sobre o amor fraterno, não precisais que vos escreva,
porque vós mesmos aprendestes de Deus
a amar-vos uns aos outros.
E assim fazeis com todos os irmãos na Macedónia.
Nós vos exortamos, irmãos, a progredir cada vez mais,
tendo como ponto de honra viver em paz,
ocupando-vos dos vossos assuntos
e trabalhando com as vossas próprias mãos,
como vos ordenámos.
compreender a palavra
Paulo não precisa de lembrar aos tessalonicenses a prática do mandamento do amor pois, diz ele, o aprenderam do próprio Deus. Sabendo-se amados por Deus, em Jesus Cristo, no mistério da cruz que nos salva, aprenderam a responder na mesma mediante amando-se uns aos outros. Recomenda Paulo que o continuem a fazer progredindo ainda mais.
meditar a palavra
Deixam-nos felizes estas palavras de Paulo. Um elogio à comunidade que faz do amor fraterno a forma mais nobre de relacionamento reconhecendo-se alvo do mesmo amor por parte de Deus. Não há maior realização cristã que esta de fazer todas as tarefas, no esforço diário do trabalho, amando e procurando a paz. Paulo está feliz e cada um de nós deve sentir-se feliz procurando concretizar nas nossas comunidades este mesmo princípio do amor fraterno.
rezar a palavra
Ensina-nos Senhor, a transformar os ambientes em que vivemos pela prática do amor fraterno e na busca da paz entre todos, através da dedicação ao trabalho de cada dia e à missão que cabe a cada um para o bem de todos.
compromisso
Quero ser construtor da paz pela prática do mandamento do amor.
EVANGELHO Mt 25, 14-30
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
«Um homem, ao partir de viagem,
chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens.
A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um,
conforme a capacidade de cada qual;
e depois partiu.
O que tinha recebido cinco talentos
fê-los render e ganhou outros cinco.
Do mesmo modo,
o que recebera dois talentos ganhou outros dois.
Mas, o que recebera um só talento
foi escavar a terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos
e foi ajustar contas com eles.
O que recebera cinco talentos aproximou-se
e apresentou outros cinco, dizendo:
‘Senhor, confiaste-me cinco talentos:
aqui estão outros cinco que eu ganhei’.
Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel.
Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes.
Vem tomar parte na alegria do teu senhor’.
Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse:
‘Senhor, confiaste-me dois talentos:
aqui estão outros dois que eu ganhei’.
Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel.
Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes.
Vem tomar parte na alegria do teu senhor’.
Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse:
‘Senhor, eu sabia que és um homem severo,
que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste.
Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra.
Aqui tens o que te pertence’.
O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso,
sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei;
devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro
e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu.
Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez.
Porque, a todo aquele que tem,
dar-se-á mais e terá em abundância;
mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado.
Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores.
Aí haverá choro e ranger de dentes’».
compreender a palavra
Jesus conta uma parábola aos seus discípulos. Esta parábola no evangelho de Mateus está entre a parábola das dez virgens e o juízo final. Lida neste contexto percebemos que Jesus ensina através da imagem de três personagens que recebem do seu senhor uma quantia de dinheiro, cinco, dois e um talentos, que a vida é um valor que não pode ser desperdiçado. De facto, aqueles que receberam cinco e três talentos dedicaram-se a valorizar o recebido e têm outro tanto para devolver ao seu senhor, enquanto aquele que recebeu apenas um não fez nada com o que recebeu. Foi inútil e por isso não toma parte com o seu senhor. Os outros, pelo contrário, mostraram ser dignos de confiança e podem receber mais e entrar na alegria do seu senhor.
meditar a palavra
A vida é um dom de Deus que cada um há de valorizar para corresponder à confiança depositada por Deus. Mas a vida pode ser demasiado longa e podemos julgar que nos pertence em absoluto e que a podemos gastar como entendermos. É esta a atitude das virgens insensatas. Usar a vida como resposta à confiança que Deus deposita em nós significa dedicar-se a traduzir os gestos de Jesus na ajuda aos irmãos. Esta deve ser a atitude dos discípulos de Cristo que receberam os talentos e os põem a render. Os talentos não são outra coisa que dar de comer a quem tem fome, dar de beber, vestir, acolher, e visitar reconhecendo nos outros o rosto de Cristo. Foi a mim que o fizestes. Merecedores de confiança usamos os talentos para colocar nas mãos de Deus a nossa vida repleta de gestos de amor. Desta forma entraremos na alegria do Senhor.
rezar a palavra
“Servo mau e preguiçoso”. Tenho tanto medo, Senhor, de ouvir estas palavras. É verdade que o medo me pode transformar num atarefado que não para, mas, na verdade, não quero ser posto fora por não ter feito nada. Quero, a tua ajuda para discernir do que esperas que eu faça com a vida que me deste.
compromisso
Procuro o equilíbrio entre o tempo de descanso, os bens que o Senhor me confiou, as capacidades que recebi e a assistência aos irmãos que precisam de mim numa partilha generosa da vida, dos dons e dos bens.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/08/santos-do-dia-da-igreja-catolica-30-de-agosto/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 30 de Agosto
Postado em: por: marsalima
São Félix e Santo Adauto
Poucos são os registros encontrados sobre Félix e Adauto, que são celebrados juntos no dia de hoje. As tradições mais antigas dos primeiros tempos do cristianismo narram-nos que eles foram perseguidos, martirizados e mortos pelo imperador Diocleciano no ano 303.
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A mais conhecida diz que Félix era um padre e tinha sido condenado à morte por aquele imperador. Mas quando caminhava para a execução, foi interpelado por um desconhecido. Afrontando os soldados do exército imperial, o estranho declarou-se, espontaneamente, cristão e pediu para ser sacrificado junto com ele. Os soldados não questionaram. Logo após decapitarem Félix, com a mesma espada decapitaram o homem que tinha tido a ousadia de desafiar o decreto do imperador Diocleciano.
Nenhum dos presentes sabia dizer a identidade daquele homem. Por isso ele foi chamado somente de Adauto, que significa: adjunto, isto é “aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio”.
Ainda segundo as narrativas, eles foram sepultados numa cripta do cemitério de Comodila, próxima da basílica de São Paulo Fora dos Muros. O papa Sirício transformou o lugar onde eles foram enterrados numa basílica, que se tornou lugar de grande peregrinação de devotos até depois da Idade Média, quando o culto dedicado a eles foi declinando.
O cemitério de Comodila e o túmulo de Félix e Adauto foram encontrados no ano de 1720, mas vieram a ruir logo em seguida, sendo novamente esquecidos e suas ruínas, abandonadas. Só em 1903 a pequena basílica foi definitivamente restaurada.
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Esses martírios permaneceram vivos na memória da Igreja Católica, que dedicou o mesmo dia a são Félix e santo Adauto para as comemorações litúrgicas. Algumas fontes, mesmo, dizem que os dois santos eram irmãos de sangue.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 30 DE AGOSTO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Reis 8, 60-61
Todos os povos da terra reconhecerão que o Senhor é Deus e que não há outro além d’Ele. E o vosso coração será todo, sem reserva, para o Senhor nosso Deus, praticando as suas leis e observando os seus preceitos.
V. Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos,
R. Guiai-me na vossa verdade.
Oração
Senhor nosso Deus, Pai todo-poderoso, infundi em nós a luz do Espírito Santo, para que, livres de todos os inimigos, possamos alegrar-nos sempre no vosso louvor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 17, 9-10
O coração é o que há de mais astucioso e incompreensível. Quem pode entendê-lo? Eu, o Senhor, penetro os corações e aprofundo os sentimentos de todos os homens, para retribuir a cada um segundo o seu modo de proceder, conforme o fruto das suas acções.
V. Purificai-me dos erros ocultos, Senhor,
R. E preservai do orgulho o vosso servo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 7, 27a; 8,1
A Sabedoria de Deus, sendo única, tudo pode, e, imutável em si mesma, renova todas as coisas. Estende o seu vigor de um extremo ao outro da terra e tudo governa excelentemente.
V. Como são grandiosas, Senhor, as vossas obras
R. E insondáveis os vossos desígnios.
Oração
Ouvi, Senhor, a nossa oração e dai-nos a abundância da vossa paz, a fim de que, por intercessão da Virgem Santa Maria, dedicando alegremente ao vosso serviço todos os dias da nossa vida, possamos um dia chegar sem temor à vossa presença. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Col 1, 2b-6a
A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor estejam convosco. Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e oramos continuamente por vós. De facto, temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos, por causa da esperança que vos está reservada nos Céus e de que tivestes conhecimento pela pregação da palavra da verdade, o Evangelho, que chegou até vós e ao mundo inteiro, onde frutifica e se desenvolve, como no meio de vós.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.
As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

