“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 31 DE AGOSTO DE 2025
31 de agosto de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 2 DE SETEMBRO DE 2025
2 de setembro de 2025Segunda-feira da Semana XXII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Jeremias 19, 1-5, 10 – 20, 6
Acção simbólica da bilha quebrada
Eis o que diz o Senhor: «Vai comprar uma bilha de barro. Toma contigo alguns anciãos do povo e dos sacerdotes, e sai em direcção ao vale de Ben-Henom, que fica à entrada da porta da Olaria, e proclama aí as palavras que Eu te indicar. Dirás: ‘Escutai a palavra do Senhor, reis de Judá e habitantes de Jerusalém. Assim fala o Senhor do universo, Deus de Israel: Vou mandar sobre este lugar uma desgraça, que ficará a retinir nos ouvidos de todo aquele que ouvir falar nela; porque eles abandonaram-Me e passaram a estranhos este lugar, queimando incenso a outros deuses, que nem eles nem os seus pais nem os reis de Judá conheciam, e encheram este lugar com o sangue de crianças inocentes. Construíram lugares altos em honra de Baal, para queimarem ao fogo os seus filhos em holocausto a baal, coisa que nunca ordenei, de que nunca falei, nem me veio ao pensamento’.
Partirás a bilha à vista dos homens que tiverem ido contigo. E dir-lhes-ás: ‘Assim fala o Senhor do universo: Vou quebrar este povo e esta cidade, como se parte uma bilha de barro que nunca mais se pode consertar. E por falta de outro lugar, serão sepultados em Tofet. Assim tratarei este lugar e os seus habitantes, diz o Senhor, tornando esta cidade semelhante a Tofet. As casas de Jerusalém e as casas dos reis de Judá ficarão impuras, como o lugar de Tofet, isto é, todas as casas em cujos terraços ofereciam incenso a toda a milícia celeste e faziam libações a deuses estranhos’».
Então Jeremias deixou Tofet, aonde o Senhor o enviara a profetizar, foi colocar-se no átrio do templo do Senhor e disse a todo o povo: «Assim fala o Senhor do universo, Deus de Israel: ‘Vou mandar sobre esta cidade e sobre as cidades que dela dependem todas as desgraças com que a ameacei, porque endureceram a cerviz, recusando-se a ouvir as minhas palavras’».
Fassur, filho de Imer, que era sacerdote superintendente do templo do Senhor, ouviu Jeremias profetizar estas coisas. Fassur mandou espancar o profeta Jeremias e pô-lo no cepo que estava na porta superior de Benjamim, que dá para o templo do Senhor. No dia seguinte, quando Fassur o mandou tirar do cepo, Jeremias disse-lhe: «O nome que te dá o Senhor já não é Fassur, mas ‘Pavor em toda a parte’. Porque assim fala o Senhor: ‘Vou encher-te de pavor, a ti e a todos os teus amigos, que diante dos teus próprios olhos perecerão à espada dos seus inimigos. E entregarei todo o povo de Judá nas mãos do rei de babilónia, que os deportará para babilónia e os passará ao fio da espada. Entregarei todas as riquezas desta cidade, todo o fruto do seu trabalho, todos os objectos preciosos, todos os tesouros dos reis de Judá, nas mãos dos seus inimigos, que os hão-de saquear, tomar e levar para babilónia. E tu, Fassur, irás para o cativeiro com todos os da tua casa. Chegarás a babilónia e lá morrerás e serás sepultado, com todos os teus amigos, a quem profetizaste mentiras.’».
RESPONSÓRIO Mt 23, 37; cf. Jer 19, 15
R. Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados, * Quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha reúne os pintaínhos debaixo das suas asas, e tu não quiseste!
V. Endureceste a cerviz, recusando-te a ouvir as minhas palavras. * Quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha reúne os pintaínhos debaixo das suas asas, e tu não quiseste!
SEGUNDA LEITURA
Do livro da Imitação de Cristo
(Livro 3, 3) (Sec. XV)
Eu falei aos meus Profetas e falo a todos
Ouve, filho, as minhas palavras, palavras suavíssimas que excedem toda a ciência dos filósofos e dos sábios deste mundo. As minhas palavras são espírito e vida e não devem ser pensadas em sentido humano. Não devem ser ouvidas com vã complacência, mas devem ser recebidas no silêncio, na humildade e no íntimo do coração.
E eu disse: Feliz o homem a quem Vós ensinais, Senhor, e instruís na vossa lei, para lhe dar a paz nos dias maus e não o abandonar na desolação da terra.
Eu ensinei os Profetas desde o princípio, diz o Senhor, e também agora não cesso de falar a todos, mas muitos são surdos e rebeldes à minha voz. De melhor vontade ouvem o mundo do que a Deus; seguem mais facilmente os apetites da sua carne do que o beneplácito de Deus. O mundo promete coisas temporais e insignificantes, mas é servido com grande ardor. Eu prometo bens superiores e eternos e não encontro nos homens senão desinteresse e inércia.
Onde estão aqueles que Me servem e obedecem com tanto cuidado como se serve e obedece ao mundo e aos seus senhores? Envergonha-te, servo preguiçoso e lamuriento; envergonha-te de ver como eles são mais diligentes e solícitos para a perdição do que tu para a vida. Eles alegram-se mais com a vaidade do que tu com a verdade.
De facto, falham muitas vezes as suas esperanças, mas a minha promessa a ninguém engana, nem deixa frustrado o que em Mim confia. Àquele que permanece fiel no meu amor até ao fim, Eu darei o que prometi, cumprirei o que disse. Eu sou o remunerador de todos os bens, o justo juiz de todos os que Me servem.
Escreve as minhas palavras no teu coração e considera-as atentamente, porque te serão muito necessárias no tempo da tentação. Muitas coisas não entenderás quando lês, mas compreenderás quando Eu te visitar.
De dois modos visito os meus escolhidos: pela tentação e pela consolação. E dou-lhes cada dia duas instruções diferentes: repreendendo os seus vícios e exortando-os a progredir cada vez mais na virtude.
Quem tem as minhas palavras e as despreza, tem quem o julgue no último dia.
RESPONSÓRIO Prov 23, 26; 1, 9; 5, 1
R. Meu filho, dá-me o teu coração: os teus olhos guardem os meus caminhos. * Será uma coroa de graça para a tua cabeça.
V. Atende, meu filho, à minha sabedoria, dá ouvidos à minha prudência. * Será uma coroa de graça para a tua cabeça.
Oração
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Jeremias 15, 16
Quando apareciam as vossas palavras, eu tomava-as como alimento: a vossa palavra era o encanto e a alegria do meu coração, porque fui chamado com o vosso nome, Senhor Deus dos Exércitos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
V. Cantai-Lhe um cântico novo.
R. Os rectos de coração devem louvá-lo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-xxii-do-tempo-comum-9/>]
Segunda-feira da Semana XXII do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) 1Ts 4, 13-18
Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância
a respeito dos defuntos,
para não vos contristardes como os outros,
que não têm esperança.
Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou,
do mesmo modo, Deus levará com Jesus
os que em Jesus tiverem morrido.
Eis o que temos para vos dizer,
segundo a palavra do Senhor:
Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor,
não precederemos os que tiverem morrido.
Ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina,
o próprio Senhor descerá do céu
e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.
Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado,
seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens,
para irmos ao encontro do Senhor nos ares,
e assim estaremos sempre com o Senhor.
Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
compreender a palavra
Paulo responde à dificuldade que os tessalonicenses vivem a respeito dos mortos. A perspetiva da vinda do Senhor fê-los acreditar que não morreriam, mas o tempo passa e o Senhor tarda em vir. Alguns enchem-se de dúvidas e incertezas relativamente aos mortos. Que acontecerá a estes que já tiverem partido quando o Senhor Chegar? Paulo esclarece-os para que não se entristeçam como os pagãos. As palavras de Paulo vão diretas à questão: Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido.
meditar a palavra
A ressurreição foi desde o início do cristianismo uma fonte de esperança, mas isso não significa que não tenha havido dificuldades em responder à questão da morte. É que a morte é visível num corpo sem vida, mas a ressurreição escapa aos nossos olhos. Hoje, percebe-se em muitas pessoas, mesmo cristãos das nossas comunidades, alguma dificuldade em aceitar a ressurreição, esquecendo-se que, sem a ressurreição a nossa fé em Cristo perde todo o sentido. A mentalidade demasiado materialista e científica não deixa espaço para a novidade de Deus. Gerámos uma forma de pensar que tem dificuldade em acreditar no que não se vê. Ora a fé é essa capacidade de ver sem ver. Abertos à novidade de Deus deixamo-lo agir e perante a sua ação ficamos perplexos com o seu poder.
rezar a palavra
Senhor Jesus, tu és a ressurreição e a vida e eu creio que o Pai, que te ressuscitou, também tem poder para me ressuscitar. Ajuda-me, Senhor, a entender a morte como caminho para a vida para que não cai na tristeza daqueles que vivem para morrer por não terem fé na ressurreição.
compromisso
Quero ver em mim, hoje, os sinais da ressurreição que Deus já colocou em mim e que são garantia da ressurreição final.
Evangelho Lc 4, 16-30
Naquele tempo,
Jesus foi a Nazaré, onde Se tinha criado.
Segundo o seu costume,
entrou na sinagoga a um sábado
e levantou-Se para fazer a leitura.
Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías
e, ao abrir o livro,
encontrou a passagem em que estava escrito:
«O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque Ele me ungiu
para anunciar a boa nova aos pobres.
Enviou-me a proclamar a redenção aos cativos
e a vista aos cegos,
a restituir a liberdade aos oprimidos,
a proclamar o ano da graça do Senhor».
Depois enrolou o livro,
entregou-o ao ajudante e sentou-Se.
Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga.
Começou então a dizer-lhes:
«Cumpriu-se hoje mesmo
esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
Todos davam testemunho em seu favor
e se admiravam das palavras cheias de graça
que saíam da sua boca.
E perguntavam:
«Não é este o filho de José?».
Jesus disse-lhes:
«Por certo Me citareis o ditado:
‘Médico, cura-te a ti mesmo’.
Faz também aqui na tua terra
o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum».
E acrescentou:
«Em verdade vos digo:
Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.
Em verdade vos digo
que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias,
quando o céu se fechou durante três anos e seis meses
e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas,
mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia.
Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu;
contudo, nenhum deles foi curado,
mas apenas o sírio Naamã».
Ao ouvirem estas palavras,
todos ficaram furiosos na sinagoga.
Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade
e levaram-n’O até ao cimo da colina
sobre a qual a cidade estava edificada,
a fim de O precipitarem dali abaixo.
Mas Jesus, passando pelo meio deles,
seguiu o seu caminho.
compreender a palavra
O texto de Lucas é tudo menos simples. Jesus vai a Nazaré e entra na sinagoga, como fazia muitas vezes, “segundo o seu costume”. Conhece e participa na celebração e naquele dia levanta-se e proclama ele a palavra de Isaías. Depois atualiza a palavra dizendo “Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”. As suas palavras causam admiração. No entanto, a missão de Jesus não fica por aqui, vai mais longe, para lá das fronteiras de Israel e recorda como Deus se lembrou da pobre viúva no tempo de Elias e do pobre Naamã no tempo de Eliseu. Jesus chama a atenção para o perigo que é, para as pessoas de Nazaré, não perceberem que são visitadas por Deus, porque Ele, Jesus, os visita. Conhecê-lo como filho do carpinteiro pode ser impedimento para ir mais longe e reconhecê-lo como Messias que traz um ano de graça para todos.
meditar a palavra
A palavra de Deus não é para ser lida, proclamada e escutada apenas. A finalidade da palavra é ser entendida e posta em prática. O poder da palavra de Deus transforma o presente, o hoje, em que é proclamada aos meus ouvidos e ao meu coração. Na palavra Deus visita-me como visitou Nazaré com a chegada de Jesus. Não ver nesta palavra a presença de Deus que é graça para a minha vida, libertação de todas as minhas prisões, para poder glorificá-lo com a totalidade do meu ser, é perder a essência da palavra. Ouvir a palavra e não reconhecer que Jesus é o Messias. Filho de Deus é ficar na letra morta. O grande desafio é sair da letra morta e encontrar-me com a vida que através dela brota diretamente de Deus para mim, hoje.
rezar a palavra
A beleza da tua palavra, Senhor, leva-me a citar de cor muitas passagens da escritura, mas nem sempre isso significa um verdadeiro encontro contigo, que te fazes presente, hoje, para mim. A beleza literária, a verdade profundamente humana que aí encontro, as circunstâncias históricas relatadas como factos, muitas vezes não me deixam ver-te a comunicar comigo. Os meus olhos teimam em fixar-se na letra morta e em deixar-se cativar pela beleza exterior. Ensina-me a ver mais longe para me enamorar não apenas da palavra, mas do Senhor da palavra.
compromisso
Quero fazer encontro com Jesus lendo e relendo o evangelho de hoje.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/08/santos-do-dia-da-igreja-catolica-1o-de-setembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 1º de Setembro
Postado em: por: marsalima
Santo Egídio
São poucos os dados que existem sobre a vida de Egídio. Mas com certeza sabemos que ele era grego e pertencia a uma rica família da nobreza de Atenas. Depois da morte de seus pais, decidiu ser um ermitão, para viver na pobreza e totalmente dedicado a Deus. Para isso distribuiu todos os bens que herdou entre os pobres e doentes e viveu isolado na oração e penitência, sendo agraciado pelo Espírito Santo com os dons especiais da cura, da sabedoria e dos milagres.
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Cúria da Arquidiocese de Olinda e Recife
Arquidiocese de Olinda e Recife
Olinda e Recife
Um dos primeiros milagres a ele atribuídos diz que, certo dia, encontrou na porta de uma igreja um mendigo muito doente e esfarrapado. Penalizado com a situação do pobre, Egídio cobriu-o com seu velho manto e, naquele instante, um prodígio aconteceu: o homem, que até então agonizava, levantou-se completamente curado. Depois essas curas se repetiram e foram se multiplicando de tal forma que ele ganhou fama de santidade. Mas os devotos passaram a procurá-lo com freqüência, então Egídio decidiu partir.
Em 683, viajou para a França. Conta a tradição que ele salvou o navio repleto de passageiros, no qual viajava também. Uma enorme tempestade teria desabado sobre a embarcação. Todos já tinham perdido as esperanças quando Egídio, em prece, ergueu as mãos aos céus. As ondas ameaçadoras acalmaram-se na mesma hora e todos desembarcaram com segurança.
Na França, viveu numa caverna de uma floresta próxima de Nimes, cuja entrada era escondida por um arbusto espinhoso. Na mais completa pobreza, alimentava-se apenas de ervas, de raízes e do leite de uma corsa, que, segundo a tradição, foi-lhe enviada por Deus.
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Olinda e Recife
Cúria da Arquidiocese de Olinda e Recife
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Certa vez, o rei Vamba, dos visigodos, foi caçar nas proximidades da caverna de Egídio e, em vez de flechar uma corsa que se escondera atrás de um arbusto, flechou a mão do pobre ermitão, que tentava proteger o animal acuado. Foi descoberta, assim, a residência do eremita. O rei, para desculpar-se, passou a visitá-lo com seus médicos até sua cura completa.
Depois disso, o rei continuou a visitá-lo com freqüência, presenciando vários prodígios que divulgava na Corte. Assim, a fama de santidade de Egídio ganhou vulto e ele passou a ter vários discípulos. O rei, então, mandou construir um mosteiro e uma igreja, que doou para ele, que foi eleito abade. O mosteiro passou a ter uma disciplina própria escrita por Egídio. Mais tarde, ao seu redor surgiu o povoado que deu origem à cidade de Santo Egídio e o mosteiro foi entregue aos beneditinos.
A morte de Egídio ocorreu, provavelmente, no dia 1º de setembro de 720. Logo após, os devotos fizeram da sua sepultura um ponto obrigatório de peregrinação. O seu culto tornou-se vigoroso e estendeu-se por todo o mundo cristão. Santo Egídio teve sua festa confirmada pela Igreja, que o colocou na lista dos quatorze “santos auxiliadores” do povo, sendo invocado contra a convulsão da febre, contra o medo e contra a loucura.
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Santa Beatriz da Silva Menezes
Beatriz nasceu em 1424, em Ceuta, uma cidade que pertencia ao reino de Portugal, situada no norte da África, Marrocos. Sua família era da nobreza portuguesa: seu pai, Rui Gomes da Silva, era um ilustre comandante do exercito; sua mãe chamava-se Isabel de Menezes e freqüentava várias cortes. Ainda na infância, voltou com a família para Portugal. Ao completar vinte anos de idade, Beatriz foi para a corte da Espanha, pois sua tia Isabel, infanta de Portugal, que se casara com o rei de Castela, convidou a sobrinha para ser sua primeira dama de honra. Muito virtuosa e piedosa, achava que a vida do palácio não era muito compatível com seu jeito de ser e pensar, mas aceitou a nova função. E foi aí que sua provação se iniciou.
Beatriz era uma jovem muito bela fisicamente, além de ser amável, culta, inteligente e educada nas virtudes cristãs. Logo que chegou, despertou a admiração de todos, o que provocou o ciúme e a inveja da rainha, sua tia, que passou a maltratá-la e até a castigá-la sem razão alguma. Beatriz a tudo suportou sem falar nada para ninguém. Certa ocasião, a soberana tentou asfixiá-la, mantendo-a presa durante três dias numa arca sem ventilação, água e comida. Mas obrigada pelas circunstâncias, teve de soltar a sobrinha. Naquele período, Beatriz recebeu a graça de uma aparição de Nossa Senhora e a incumbência de fundar uma Ordem religiosa dedicada à Imaculada Conceição.
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Imediatamente, deixou a corte e ingressou no Mosteiro de São Domingos, em Toledo, onde as religiosas viviam sob a Regra cisterciense. Uma vez aceita, cobriu seu rosto com um véu branco por toda a vida. Acalentou durante muito tempo o anseio para fundar a nova Ordem religiosa. Depois de trinta anos, conseguiu realizar a missão que a Virgem Maria lhe confiara, com a ajuda da nova rainha da Espanha.
Em 1479, com a união dos reinos de Aragão e Castela, a rainha Isabel, a Católica, filha da soberana que atentara contra sua vida, portanto prima de Beatriz, foi visitá-la. Ao saber dos seus planos de uma nova congregação, doou a ela o palácio de Galiana, em Toledo, e a anexa igreja de Santa Fé. Beatriz transferiu-se para a nova residência em 1484, junto com doze companheiras, dando início ao primeiro mosteiro da Ordem das Clarissas da Imaculada Conceição, conhecidas como as monjas concepcionistas. Em seguida enviou o regulamento que escrevera, fundamentado nas Regras das clarissas, para ser aprovado pelo papa Inocêncio VIII, que o confirmou em 1489.
Porém, dez dias antes da cerimônia em que todas professariam a nova Ordem, Beatriz teve uma nova aparição da Virgem Maria, que lhe comunicou que ela morreria na data da festa. Por isso professou os votos na véspera desse primeiro grupo e morreu feliz, no dia 1º de setembro de 1490. A fundadora sabia que tinha deixado na terra uma semente, recebida das mãos da Virgem Maria, e que germinaria pelos séculos afora, no mundo todo.
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Ela foi considerada precursora do culto e da teologia do dogma da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, que seria proclamado cerca de quatro séculos depois pelo papa Pio IX. A fundadora foi beatificada somente em 1926 e canonizada cinqüenta anos depois pelo papa Paulo VI, mas santa Beatriz da Silva já era venerada havia muitos séculos, espontaneamente, em todo o mundo cristão.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE SETEMBRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 31, 33
Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, diz o Senhor: Hei-de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Não queirais repelir-me da vossa presença.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 32, 40
Estabelecerei com eles uma aliança eterna e nunca mais deixarei de lhes fazer bem. E infundirei o meu temor no seu coração, para que não voltem a afastar-se de Mim.
V. Em Deus está a minha salvação e a minha glória,
R. O meu refúgio está em Deus.
Oração
Senhor da vinha e da messe, que repartis as tarefas e dais o verdadeiro salário, ajudai-nos a levar o peso do dia e do calor, sem nunca nos queixarmos da vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 34, 31
Vós, ovelhas do meu rebanho, sois homens; e Eu sou o vosso Deus, diz o Senhor.
V. O Senhor é meu pastor, nada me falta:
R. Leva-me a descansar em verdes prados.
Oração
Senhor, que nos reunistes na vossa presença à mesma hora em que os Apóstolos subiam ao templo para orar, ouvi as súplicas que Vos dirigimos em nome de Cristo e concedei a salvação a quantos O invocam. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 2, 13
Damos graças a Deus sem cessar, porque, depois de terdes recebido a palavra de Deus por nós pregada, vós a acolhestes, não como palavra humana, mas como ela é realmente, palavra de Deus, que permanece activa em vós os crentes.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Como incenso, na vossa presença.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


