“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 6 DE SETEMBRO DE 2025
6 de setembro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE SETEMBRO DE 2025
8 de setembro de 2025DOMINGO XXIII DO TEMPO COMUM (Ano C)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Jeremias 37, 21; 38, 14-28
Jeremias encarcerado exorta o rei Sedecias à paz
Naqueles dias, o rei Sedecias ordenou que Jeremias fosse detido no pátio da guarda e lhe dessem cada dia um pão da Rua dos Padeiros, até se esgotar todo o pão da cidade. E assim Jeremias ficou no pátio da guarda.
Depois o rei Sedecias mandou que trouxessem o profeta Jeremias à sua presença, junto da terceira entrada do templo do Senhor. O rei disse a Jeremias: «Tenho uma pergunta a fazer-te; não me ocultes nada». Jeremias respondeu a Sedecias: «Se te der a resposta, mandas-me matar. Se te der um conselho, não me escutarás». Então o rei Sedecias fez secretamente a Jeremias este juramento: «Em nome do Senhor que nos deu a vida, não te mandarei matar, nem te entregarei nas mãos desses homens que querem tirar-te a vida».
Jeremias disse então a Sedecias: «Assim fala o Senhor, Deus do universo, Deus de Israel: Se te renderes aos chefes do rei de babilónia, salvarás a vida, e esta cidade não será pasto das chamas. Viverás tu e a tua família. Mas se não te renderes aos chefes do rei da babilónia, esta cidade será entregue nas mãos dos caldeus, que lhe lançarão fogo, e tu não escaparás às suas mãos». O rei Sedecias disse a Jeremias: «Estou preocupado por causa dos judeus que se passaram para os caldeus: temo que me entreguem nas suas mãos e se riam de mim».
Jeremias respondeu: «Não te entregarão. Escuta a voz do Senhor, que se revela nas minhas palavras: tudo te correrá bem e terás a vida salva. Mas se recusares render-te, eis o que o Senhor me revelou: Todas as mulheres que ficarem no palácio real de Judá serão levadas aos chefes do rei de babilónia e dirão: ‘Enganaram-te e iludiram-te os teus amigos íntimos. Os teus pés atolaram-se na lama, enquanto eles se puseram a salvo’. Todas as tuas mulheres e os teus filhos serão levados aos caldeus; tu mesmo não escaparás às suas mãos. Cairás em poder do rei de babilónia, e esta cidade será pasto das chamas».
Sedecias disse a Jeremias: «Se ninguém tiver conhecimento destas palavras, não morrerás. Mas se os chefes souberem que eu falei contigo e te vierem dizer: ‘Conta-nos o que disseste ao rei, não nos ocultes nada, e não te mataremos’, dir-lhes-ás: ‘Supliquei instantemente ao rei que não me fizesse voltar para casa de Jonatã, para ali morrer’».
De facto, todos os chefes vieram ter com Jeremias e interrogaram-no. Ele respondeu-lhes exactamente como o rei lhe tinha ordenado e os chefes deixaram-no em paz, pois da conversa nada tinha transpirado. 28 E Jeremias ficou no pátio da guarda, até ao dia em que Jerusalém foi tomada.
RESPONSÓRIO 2 Cor 6, 4-5; Judite 8, 27
R. Mostremo-nos em tudo como ministros de Deus, com grande paciência nas tribulações, * Nas adversidades, nas angústias, nos açoites e nas prisões.
V. Todos quantos agradaram a Deus permaneceram fiéis. * Nas adversidades, nas angústias, nos açoites e nas prisões.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de São Leão Magno, papa, sobre as bem-aventuranças
(Sermo 95, 4-6: PL 54,462-464) (Sec. V)
A sabedoria cristã
O Senhor continuou, dizendo: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Esta fome não deseja nada corporal, nem esta sede busca coisa alguma terrena, mas aspira aos bens da justiça, deseja conhecer o segredo de todos os mistérios, quer saciar-se com o próprio Deus.
Feliz a alma que suspira por este alimento da justiça e deseja ardentemente esta bebida; certamente não a desejaria se não tivesse saboreado a sua suavidade. Pressentiu o gosto da doçura celeste ao ouvir a palavra profética: Saboreai e vede como é bom o Senhor; e de tal modo se inflamou nas alegrias do casto amor, que, renunciando a todas as coisas temporais, desejou ardentemente comer e beber a justiça e compreendeu a verdade daquele mandamento que diz: Amarás o Senhor Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças; porque amar a Deus é amar a justiça.
E assim como o amor de Deus está sempre associado à solicitude pelo próximo, também este desejo da justiça é sempre acompanhado pela virtude da misericórdia; por isso diz o Senhor: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Reconhece, ó cristão, a sublime dignidade da tua sabedoria e compreende a excelência dos seus caminhos e a admirável recompensa a que és chamado. Aquele que é a misericórdia quer que sejas misericordioso, Aquele que é a justiça quer que sejas justo, para que, mediante a imitação das obras divinas, o Criador Se manifeste na sua criatura e a imagem de Deus resplandeça no espelho do coração humano. Nunca será frustrada a fé dos que praticam boas obras; se assim fizeres, cumprir-se-ão os teus desejos e gozarás eternamente os bens que amas.
E porque através da esmola tudo se torna puro para ti, chegarás também àquela bem-aventurança que a seguir foi prometida pelo Senhor com estas palavras: Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Grande é a felicidade, irmãos caríssimos, daquele para quem está preparado tão grande prémio. Que é ter o coração puro, senão praticar diligentemente as virtudes anteriormente mencionadas? E que inteligência é capaz de compreender, que língua saberá explicar a imensa felicidade que é ver a Deus? E no entanto é isso precisamente que há-de conseguir a natureza humana quando for transformada: verá a Divindade em Si mesma, não já como num espelho, de maneira confusa, mas face a face; verá Aquele que jamais homem algum pôde ver; então, o que os olhos não viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pela mente humana, será conseguido na alegria inefável da contemplação eterna.
RESPONSÓRIO Salmo 30 (31), 20; cf. 1 Cor 2, 9a
R. Como é grande, Senhor, a vossa bondade que tendes reservada para aqueles que Vos temem. * Vós a concedeis aos que em Vós confiam.
V. Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem a felicidade que preparastes para aqueles que Vos amam. * Vós a concedeis aos que em Vós confiam.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Ezequiel 37, 12b-14
Assim fala o Senhor Deus: Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra, e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço – palavra do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que estais sentado à direita do Pai.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xxiii-do-tempo-comum-ano-c/>]
DOMINGO XXIII DO TEMPO COMUM (Ano C)
LEITURA I Sb 9, 13-19 (gr. 13-18b)
Qual o homem que pode conhecer os desígnios de Deus?
Quem pode sondar as intenções do Senhor?
Os pensamentos dos mortais são mesquinhos
e inseguras as nossas reflexões,
porque o corpo corrutível deprime a alma,
e a morada terrestre oprime o espírito que pensa.
Mal podemos compreender o que está sobre a terra
e com dificuldade encontramos o que temos ao alcance da mão.
Quem poderá então descobrir o que há nos céus?
Quem poderá conhecer, Senhor, os vossos desígnios,
se Vós não lhe dais a sabedoria
e não lhe enviais o vosso espírito santo?
Deste modo foi corrigido o procedimento dos que estão na terra,
os homens aprenderam as coisas que Vos agradam
e pela sabedoria foram salvos.
Neste texto do livro da Sabedoria identificamos claramente a incapacidade do homem conhecer, por si mesmo, os mistérios da terra e do céu. Só Deus pode conceder ao homem a sabedoria para ele seguir pelos caminhos da sua vontade. Sem a sabedoria de Deus os pensamentos do homem são mesquinhos, o corpo é um peso para a alma e uma prisão para o espírito.
Salmo 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1)
O homem, segundo o salmista, tem uma existência breve, “como a erva que que de manhã reverdece e à tarde murcha e seca”. Só Deus nos pode ensinar a contar os nossos dias e a fazer com que as obras das nossas mãos produzam os frutos esperados.
LEITURA II Flm 9b-10.12-17
Caríssimo:
Eu, Paulo, prisioneiro por amor de Cristo Jesus,
rogo-te por este meu filho, Onésimo, que eu gerei na prisão.
Mando-o de volta para ti, como se fosse o meu próprio coração.
Quisera conservá-lo junto de mim,
para que me servisse, em teu lugar,
enquanto estou preso por causa do Evangelho.
Mas, sem o teu consentimento, nada quis fazer,
para que a tua boa ação não parecesse forçada,
mas feita de livre vontade.
Talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo,
a fim de o recuperares para sempre,
não já como escravo, mas muito melhor do que escravo:
como irmão muito querido.
É isto que ele é para mim
e muito mais para ti, não só pela natureza,
mas também aos olhos do Senhor.
Se me consideras teu amigo,
recebe-o como a mim próprio.
De acordo com os critérios do tempo, Onésimo é um escravo de Filémon e assim deve continuar a ser. Mas Paulo gerou-o para a fé em Jesus Cristo e, por isso, já não pode ser escravo porque em Cristo todos são livres. Já não há Judeu nem Grego, homem ou mulher, escravo ou livre. Por isso, Paulo insiste com Filémon para que o receba como um irmão.
EVANGELHO Lc 14, 25-33
Naquele tempo,
seguia Jesus uma grande multidão.
Jesus voltou-Se e disse-lhes:
«Se alguém vem ter comigo,
e não Me preferir ao pai, à mãe,
à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs
e até à própria vida,
não pode ser meu discípulo.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir,
não pode ser meu discípulo.
Quem de vós, desejando construir uma torre,
não se senta primeiro a calcular a despesa,
para ver se tem com que terminá-la?
Não suceda que, depois de assentar os alicerces,
se mostre incapaz de a concluir,
e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo:
‘Esse homem começou a edificar,
mas não foi capaz de concluir’.
E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei
e não se senta primeiro a considerar
se é capaz de se opor, com dez mil soldados,
àquele que vem contra ele com vinte mil?
Aliás, enquanto o outro ainda está longe,
manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz.
Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens,
não pode ser meu discípulo».
Jesus recorda que os homens, quando querem construir uma torre ou empreender uma batalha empregam no seu projeto todas as suas forças, todos os seus bens e colocam todo o seu esforço serviço desse projeto. Do mesmo modo, todo aquele que quer ser seu discípulo não pode guardar nada para si nem permitir que alguma coisa ou alguém o impeça de ir com Jesus até ao fim.
Reflexão da Palavra
Desde a origem que o homem vive a preocupação por conhecer os mistérios da felicidade. Para o homem bíblico este mistério está escondido em Deus. O homem deseja ser feliz e para o conseguir faz tudo o que está ao seu alcance, por isso, muitas vezes se engana ou deixa que o enganem com falsas perceções e promessas de que a felicidade está aqui ou ali, se alcança desta ou daquela forma.
A primeira leitura recorda esse drama do homem que não consegue penetrar no íntimo de Deus para conhecer os seus desígnios e intenções. Por mais que queira não é capaz de vencer a sua cegueira para ver o que está diante de si, quanto mais o que está oculto aos seus olhos.
Se o segredo da felicidade está escondido em Deus e o homem não pode conhecer os pensamentos de Deus, como pode ele realizar esse desejo, “quem poderá então descobrir o que há nos céus? Quem poderá conhecer, Senhor, os vossos desígnios?”. Só Deus pode conceder a sabedoria, só ele pode dar ao homem o seu espírito santo. A verdade é que Deus concedeu já ao homem este dom e, por isso, a felicidade já está ao seu alcance. Se o homem acolher a sabedoria Deus, pode conhecer o que Deus conhece e agir como Ele.
O salmista reflete sobre a existência do homem diante de Deus. Enquanto Deus existe “desde sempre e para sempre” e permanece como refúgio do homem, a existência do homem está reduzida a poucos anos e se Deus disser ao homem “volta filho de Adão”, ele regressa ao pó da terra. Mais, a existência do homem está marcada pelo pecado “colocaste as nossas culpas diante de ti, os nossos pecados ocultos, à luz da tua face”.
Percebendo o quanto é periclitante a existência do homem sem Deus, termina fazendo uma súplica, “Ensinai-nos a contar os nossos dias, para chegarmos à sabedoria do coração”. Se não for Deus a ensinar ao homem o que fazer dos seus breves dias, então será ainda mais inútil a sua existência. Com esta consciência o salmista antecipa-se a Deus pedindo “Volta Senhor”, antes que Deus diga ao homem “volta filho de Adão”. E continua dizendo “sacia-nos… alegra-nos… manifesta, venham sobre nós as graças do Senhor nosso Deus”. Sem Deus, de que valem as obras das mãos do homem? “Confirma em nosso favor a obra das nossas mãos”.
É muito sensível o conteúdo da pequeníssima carta de Paulo a Filémon, um cristão abastado da cidade de Colossos. A importância que Paulo dá ao assunto revela que estamos perante um caso muito sério que pode ter um final triste para um cristão. Resumindo, temos que dizer que Filémon é um homem rico que se tornou cristãos. Onésimo é um escravo de Filémon que fugiu e provavelmente roubou o seu senhor. Paulo encontra-se com Onésimo na prisão e este converte-se. Agora estamos perante três cristãos, Paulo, Filémon e Onésimo. As relações entre eles só podem ser transparentes, por isso Paulo escreve a carta para que Filémon entenda a nova relação que existe entre ele e Onésimo.
Onésimo é agora um cristão e, por isso, escravo ou não, é um homem livre em Cristo. Filémon é cristão e foi prejudicado pelo Onésimo que, agora, é seu irmão em Cristo. Paulo que anunciou o evangelho aos dois, não pode esconder Onésimo para não se tornar cúmplice da fuga. A carta serve para iluminar o espírito de Filémon, a fim de compreender que a fé em Cristo implica uma nova relação com os homens, e que em Cristo se pode estabelecer uma amizade que arrasta consigo toda a existência, “talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo, a fim de o recuperares para sempre, não já como escravo, mas muito melhor do que escravo: como irmão muito querido”. Paulo pede que Filémon “se me consideras teu amigo, recebe-o como a mim próprio”.
As palavras de Paulo são o convite a uma progressiva conversão de Filémon. Não basta recuperar Onésimo como escravo, precisa de o recuperar pelo perdão, depois recebê-lo como um irmão e finalmente reconhecer nele um amigo como o é Paulo. Para Paulo, embora legalmente Filémon tenha direito de castigar Onésimo e continuar a trata-lo como escravo, uma vez que se tornou cristão não pode continuar a tratar como escravo aquele que o evangelho reconhece como filho de Deus.
O evangelho guarda algumas afirmações de Jesus sobre os critérios para ser seu discípulo e duas parábolas com o mesmo objetivo de ilustrar as suas afirmações. O discípulo de Jesus não é aquele que anda atrás dele, mas aquele que é capaz de deixar tudo e de tudo suportar para viver como o Mestre. Jesus não pretendem que os seus discípulos deixem de amar a sua família e os seus amigos, mas pretende que o afeto aos outros não impeça a missão que lhe corresponde como discípulo. Do mesmo modo nenhuma riqueza pode ser obstáculo para o discípulo seguir o caminho do Mestre, “quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo”. O caminho do Mestre também guarda dificuldades para os discípulos, por isso, “quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo”.
O discípulo não é obrigado a seguir o Mestre. O verdadeiro discípulo é aquele que livremente foi ter com o Mestre “se alguém vem ter comigo”. O que está em causa é a intenção com que alguém vem ter com o Mestre. Vem para o seguir, aceitando o seu caminho, a sua missão e assumindo as opções do Mestre, ou vem em busca da sua satisfação pessoal? A resposta está dada atrás, “o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (9,58).
As parábolas ajudam a compreender a proposta de Jesus. Todo aquele que tem por diante uma tarefa de grande valor senta-se primeiro para fazer contas à vida. Quem quer construir uma torre tem que ver primeiro se tem dinheiro suficiente e quem tem que enfrentar um exército tem que verificar se tem homens e armas capazes de vencer o inimigo. Também aquele que quer ser discípulo de Jesus tem que avaliar primeiro as condições e as consequências.
Seguir Jesus tem critérios e muitas vezes o afeto às pessoas e aos bens são um impedimento para concluir aceitar o desprendimento. Também a cruz, as incompreensões, as perseguições e injustiças vividas por causa de Jesus podem tornar-se um impedimento para levar até ao fim a decisão de seguir Jesus.
Meditação da Palavra
“Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir”.
A liturgia da palavra deste domingo coloca-nos diante do maior projeto da vida: a nossa felicidade. Trata-se de uma torre que se constrói ao longo de toda a vida e que precisa ser concluída, trata-se de uma batalha que é necessário travar e que é preciso ganhar. Sabendo disto, Jesus recorda que é possível, se não medirmos bem as consequências das nossas decisões, abandonar o projeto a meio, “não foi capaz de concluir”, tornando-nos motivo de chacota para todos.
Todo o projeto exige escolhas acertadas, opções exigentes, cálculos arriscados, renuncias calculadas. Por vezes é necessário alterar o projeto inicial, rever as circunstâncias, reavaliar as possibilidades, alterar os meios, mudar de critérios, medir os riscos. É uma tarefa permanente numa vida que mais parece um estaleiro de obra onde todos parecem saber o que é melhor e onde nós mesmos não entendemos nada do que está a acontecer.
A primeira leitura diz que a vida do homem é isso mesmo, um estaleiro de obra onde “mal podemos compreender o que está sobre a terra e com dificuldade encontramos o que temos ao alcance da mão”. Diz também que há um arquiteto que tudo conhece, mas o homem não pode penetrar no íntimo de Deus para “conhecer os seus desígnios”, nem “sondar as suas intenções”. Sendo assim, como pode o homem alcançar a realização do seu projeto se não conhece os desenhos e cálculos do projetista?
À primeira vista não pode, mas o livro da Sabedoria deixa perceber uma forma de conhecer os mistérios da vida. O homem por si mesmo não consegue, mas Deus “dá a sabedoria e envia o Espírito Santo” com os quais o homem pode chegar a conhecer. Ou seja, a felicidade do homem depende de Deus, do conhecimento que só ele pode dar, do mistério que só ele pode revelar.
No domingo passado dizíamos que o humilde sabe escutar, está de ouvido atento. O caminho da felicidade passa por esta humildade de escutar para querer o que Deus quer e como Deus quer. Jesus alerta para o facto de podermos desistir do projeto da nossa vida por causa de pessoas ou coisas ou sucumbir ao peso das dificuldades, por não sermos capazes de renunciar.
O caminho da felicidade não é fácil. Quem escolhe o caminho mais fácil não chega lá e quem escolhe o caminho mais difícil mas não se prepara, corre o risco de ficar pelo meio. Para Jesus há três condições essenciais para empreender a construção e travar a batalha da felicidade. A primeira é aproximar-se dele “se alguém vem ter comigo”, o que supõe liberdade. Ele não força, não exige, apenas espera. A segunda condição é não permitir que os outros, mesmo aqueles por quem temos grande amor, interfiram na nossa decisão e não permitirmos que os bens deste mundo se tornem demasiado sedutores a ponto de nos fazer crer que sem eles não seremos felizes. A terceira condição é assumir a cruz. Tornar-se discípulo de Jesus implica aceitar o seu caminho que tem incompreensões, injustiças, perseguições, condenações e morte por causa do seu nome. Sem aceitar estas condições ninguém resiste ao desafio.
Jesus propõe que nos preparemos para adquirir estas capacidades. Ninguém está preparado de antemão, por isso ele diz, “senta-te primeiro a calcular a despesa”, “senta primeiro a considerar se és capaz”.
Para ilustrar o que significa ser discípulo de Jesus temos hoje a carta de Paulo a Filémon. Paulo que anunciara a Filémon o evangelho e Filémon que acolhei Cristo na sua vida e se decidiu a ser seu discípulo, vivem uma situação complexa do ponto de vista social e do ponto de vista da sua relação de amizade.
Onésimo, o escravo de Filémon, fugiu ao seu senhor e ma fuga cruzou-se com Paulo que lhe anunciou o mesmo evangelho que tinha anunciado a Filémon. Agora, a situação de todos alterou-se, porque no encontro com Cristo já não há lugar para posições dúbias. Paulo não pode esconder de Filémon que tem com ele Onésimo, Onésimo não pode continuar fugido do seu amo e Filémon já não pode tratar Onésimo como um escravo.
A carta de Paulo, que Onésimo entrega pessoalmente a Filémon é um desafio para todos. Paulo não pode esconder de Filémon que o seu escravo é um homem livre em Cristo e que deve ser perdoado, recebido como um irmão e acolhido reconhecendo nele a presença de Cristo que habita os três. Do ponto de vista humano, todos poderão criticar Filémon por não ser rígido com o escravo, castigando-o como a lei prevê, mas do ponto de vista do evangelho, Filémon, se quer ser discípulo de Cristo, se quer construir a torre e travar a batalha da sua vida, tem que perdoar e acolher o escravo como um irmão.
Se renunciar aos seus critérios humanos, se escutar a voz daquele que fala no evangelho, Filémon descobre o caminho da verdadeira felicidade e reconhece que “muito melhor do que escravo” é receber Onésimo “como irmão muito querido”. É uma cruz pesada, à qual ele pode reagir dizendo “se é para isto não quero ser cristão”.
Diante desta palavra fica-nos uma pergunta: até onde é que eu estou disponível a ir na amizade com Cristo? Se não receber a sabedoria divina de que fala a primeira leitura, o projeto da minha felicidade segue os meus critérios e a torre será como eu decidir. Se não me aproximar de Cristo posso ter na minha vida quem eu quiser e os bens que entender. Antes de ser cristão eu posso tratar os outros como me apetecer porque a lei me permite fazê-lo. A sabedoria de Deus mostra-me o caminho da verdadeira felicidade e isso exige novos critério na minha vida. Aproximando-me de Cristo nada nem ninguém pode interferir na minha relação com ele e tenho que assumir o risco de ser maltratado como o Mestre. Depois de ser cristão os outros são meus irmãos e não meus escravos e sou chamado a perdoar.
Rezar a Palavra
Deixar tudo para ser teu discípulo, sem reservas, sem condições, na liberdade total, apenas com a cruz de cada dia. Grande desafio colocas à minha vida, Senhor. Aprender a sabedoria do coração na escuta humilde, sabendo que apenas possuo pensamentos mesquinhos e não sei processar mais do que reflexões inseguras. Alcançar a verdadeira felicidade, eu que tenho uma existência breve como a da erva do campo. Dá-me a tua sabedoria, dá-me o teu Espírito para compreender aquilo que te agrada.
Compromisso semanal
Aprendo a ler a minha vida a partir da minha relação com Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/09/santos-do-dia-da-igreja-catolica-07-de-setembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 07 de Setembro
Postado em: por: marsalima
Santa Regina
Regina ou Reine, seu nome no idioma natal, viveu no século III, em Alise, antiga Gália, França. Seu nascimento foi marcado por uma tragédia familiar, especialmente para ela, porque sua mãe morreu durante o parto. Por essa razão a criança precisou de uma ama de leite, no caso uma cristã. Foi ela que a inspirou nos caminhos da verdadeira fé e da virtude.
Na adolescência, a própria Regina pediu para ser batizada no cristianismo, embora o ambiente em sua casa fosse pagão.
A cada dia, tornava-se mais piedosa e tinha a convicção de que queria ser esposa de Cristo. Nunca aceitava o cortejo dos rapazes que queriam desposá-la, tanto por sua beleza física como por suas virtudes e atitudes, que sempre eram exemplares. Ela simplesmente se afastava de todos, preferindo passar a maior parte do seu tempo reclusa em seu quarto, em oração e penitência.
Entretanto o real martírio de Regina começou muito cedo, e em sua própria casa. O seu pai, um servidor do Império Romano chamado Olíbrio, passou a insistir para que ela aprendesse a reverenciar os deuses. Até que um dia recebeu a denuncia de que Regina era uma cristã. No início não acreditou, mas decidiu que iria averiguar bem o assunto.
Quando Olíbrio percebeu que era verdade, denunciou a própria filha ao imperador Décio, que seduziu-a com promessas vantajosas caso renegasse Cristo. Ao perceber que nada conseguiria com a bela jovem, muito menos demovê-la de sua fé, ele friamente a mandou para o suplício. Regina sofreu todos os tipos de torturas e foi decapitada.
O culto a santa Regina difundiu-se por todo o mundo cristão, sendo que suas relíquias foram várias vezes transladadas para várias igrejas. Até que, no local onde foi encontrada a sua sepultura, foi construída uma capela, que atraiu grande número de fiéis que pediam por sua intercessão na cura e proteção. Logo em seguida surgiu a construção de um mosteiro e, ao longo do tempo, grande número de casas. Foi assim que nasceu a charmosa vila Sainte-Reine, isto é, Santa Rainha, na França.
Esta festa secular ocorre, tradicionalmente, em todo o mundo cristão, no dia 7 de setembro.
Eugênia Picco (Irmã Religiosa)
Eugênia Picco nasceu, em 8 de novembro de 1867, em Crescenzago, Milão, Itália Seu pai era músico do teatro La Scala. Eugênia foi criada pelos avós e tinha pouco contato com os pais. Certa vez, sua mãe voltou de uma viagem sozinha, anunciando a morte do marido, de quem nunca mais voltará a ouvir falar.
Obrigada a viver com a mãe e seu amante, cresceu num ambiente pouco religioso e convivendo com as aspirações mundanas da mãe, que a queria transformar numa famosa cantora. Rezava diariamente na basílica de Santo Ambrósio pedindo ajuda a Deus. Numa tarde de maio de 1886, sentiu na sua alma a vocação para a santidade e, a partir desse momento, caminhou sempre rumo à perfeição.
Fugiu de casa aos vinte anos para entrar na Congregação das Pequenas Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, onde foi recebida com compreensão e carinho pelo seu fundador, padre Agostinho Chieppi. Começou o noviciado em 1888 e, seis anos mais tarde, emitiu a profissão religiosa. Simples e humilde, fiel e generosa, entregou-se sem reservas às alunas do colégio, a quem ensinava música, canto e francês; às noviças, de quem foi mãe e mestra; às suas irmãs, como secretária-geral e conselheira. Em junho de 1911, foi eleita superiora-geral, cargo que ocupou até a morte.
Mulher corajosa e sábia, durante o seu governo contribuiu para a consolidação definitiva do instituto. Foi mãe para todos, especialmente para os pobres e marginalizados, a quem servia com generosidade incansável. A eucaristia foi seu grande amor, centro de piedade, alimento e alívio para os dias densos de oração e de cansaço.
De saúde frágil, consumada por uma tuberculose óssea, em 1919 sofreu a amputação da perna direita e, em 7 de setembro de 1921, morreu aceitando todos os padecimentos com paciência e amor.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE SETEMBRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
V. Em Vós, Senhor, está a fonte da vida:
R. Na vossa luz veremos a luz.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.
V. Bendiz, minha alma, o Senhor:
R. Ele salva da morte a tua vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
V. O Senhor conduziu-os seguros e sem temor
R. E introduziu-os na sua terra santa.
Oração
Deus eterno e omnipotente, a quem podemos chamar nosso Pai, fazei crescer o espírito filial em nossos corações, para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe nem se mancha nem desaparece, reservada nos Céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
V. A Vós o louvor e a glória para sempre.
R. No firmamento dos céus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


