“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE SETEMBRO DE 2025
15 de setembro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE SETEMBRO DE 2025
17 de setembro de 2025Terça-feira da Semana XXIV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Ezequiel 8, 1-6.16 – 9, 11
Jerusalém pecadora é julgada
No ano sexto, aos cinco dias do sexto mês, encontrando‑me eu sentado em minha casa na companhia dos anciãos de Judá, a mão do Senhor Deus poisou sobre mim. Eu olhei e vi uma figura que tinha a aparência de homem. Desde o que pareciam os rins para baixo era fogo; e dos rins para cima era um esplendor semelhante ao metal brilhante. Estendeu uma espécie de mão e agarrou‑me pelos cabelos. O espírito arrebatou‑me entre o céu e a terra e em visão divina levou‑me a Jerusalém, até à entrada da porta interior que dá para o Norte, onde se encontrava o ídolo do ciúme. Ali estava a glória do Deus de Israel, semelhante à da visão que eu tivera no vale. Ele disse‑me: «Filho do homem, levanta os olhos para o Norte». Levantei os olhos para o Norte e vi, ao Norte da porta do altar, o ídolo do ciúme que estava à entrada. Disse‑me ainda: «Filho do homem, vês o que eles fazem? Vês as grandes abominações que a casa de Israel aqui comete, para que Eu Me afaste do meu santuário? Mas ainda verás abominações maiores». Depois conduziu‑me ao átrio interior da Casa de Deus, e vi que à entrada do Santuário do Senhor, entre o vestíbulo e o altar, se encontravam cerca de vinte e cinco homens, com as costas voltadas para o Santuário do Senhor e o rosto para o Oriente; prostravam‑se em direcção ao Oriente diante do Sol. Disse‑me então: «Vês tudo isto, filho do homem? Não basta à casa de Judá praticar os horrores que aqui se cometem, para encher ainda o país de violência e não cessar de provocar a minha ira? Aí estão eles a levar o ramo ao nariz! Pois bem! Também Eu vou agir com furor; não terei piedade nem compaixão. Gritarão bem alto aos meus ouvidos, mas Eu não os escutarei». Bradou então com voz forte aos meus ouvidos: «Aproximai‑vos, flagelos da cidade, cada um com o seu instrumento de morte na mão». E do pórtico superior que dá para o Norte saíram seis homens, trazendo cada um na mão o seu instrumento de morte. No meio deles estava um homem vestido de linho, com um estojo de escriba à cintura. Aproximaram‑se e pararam junto do altar de bronze. E a glória do Deus de Israel elevou‑se dos querubins em que poisava e dirigiu‑se para o limiar do templo. Depois chamou o homem vestido de linho, que trazia à cintura o estojo de escriba. Disse‑lhe o Senhor: «Vai pela cidade, percorre Jerusalém e assinala com uma cruz na fronte os homens que gemem e se lamentam por causa das abominações que nela se praticam». Depois, dirigindo‑se aos outros na minha presença, disse‑lhes: «Percorrei a cidade atrás dele e feri sem piedade e sem compaixão. Velhos, novos, donzelas, crianças e mulheres, matai‑os, exterminai‑os a todos. Mas não toqueis naqueles que foram assinalados com a cruz na fronte. Começai pelo meu santuário». E eles começaram pelos anciãos que estavam diante do templo. A seguir, ordenou‑lhes: «Profanai o templo, enchei de cadáveres os seus átrios e saí». Eles saíram e continuaram o massacre na cidade. Enquanto eles atacavam, eu fiquei só. Caí então de rosto por terra e exclamei: «Ah Senhor Deus! Ireis destruir todo o resto de Israel, lançando a vossa ira sobre Jerusalém?». Ele respondeu‑me: «O pecado da casa de Israel e de Judá é grande, muito grande. O país está cheio de sangue, a cidade está cheia de perversão. Eles dizem: ‘O Senhor abandonou o país, o Senhor não vê nada’. Pois bem! Não terei um olhar de piedade, nem de compaixão. Farei cair sobre a sua cabeça o peso dos seus actos». Então o homem vestido de linho, que trazia à cintura o estojo de escriba, veio prestar contas e disse: «Fiz o que me mandastes».
RESPONSÓRIO Mt 24, 15.21a.22; Ap 7, 3
R. Quando virdes a desolação no lugar santo, haverá uma tribulação tão grande que, se não fossem abreviados aqueles dias, ninguém poderia salvar‑se. * Por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.
V. Não causeis dano à terra, nem ao mar, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus. * Por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.
Pode optar-se por uma das leituras seguintes:
SEGUNDA LEITURA
Das Cartas de São Cipriano, bispo e mártir
(Ep. 60, 1-2.5: CSEL 3, 691-692.694-695) (Sec. III)
Fé generosa e firme
Cipriano a Cornélio, irmão no episcopado.
Tivemos conhecimento, irmão caríssimo, do glorioso testemunho da vossa fé e fortaleza, e a glória da vossa pública confissão de fé deu nos tanta alegria que nos consideramos participantes e companheiros dos vossos méritos e louvores. De facto, se formamos todos uma só Igreja, se temos um só coração e uma só alma, qual é o sacerdote que não se congratula com a glória de outro sacerdote, como se fosse própria, e qual é o irmão que não se alegra com a felicidade dos seus irmãos?
Não se pode exprimir suficientemente a alegria e o contentamento que aqui se manifestaram, quando fomos informados da vossa vitória e fortaleza, quando soubemos que vós fostes um verdadeiro chefe dos irmãos na confissão da fé e que a mesma confissão de fé do chefe foi confirmada pela confissão dos irmãos. Deste modo, sendo o primeiro a caminhar para a glória, levastes muitos companheiros a participar da mesma glória; e sendo o primeiro a confessar a fé em nome de todos, persuadistes o povo à confissão da mesma fé. Não sabemos o que mais havemos de louvar em vós, se a vossa fé generosa e inquebrantável, se a inseparável caridade dos irmãos. Assim se manifestou publicamente a coragem do bispo à frente do seu povo e se afirmou claramente a fidelidade do povo em plena solidariedade com o seu bispo. Em vós toda a Igreja de Roma deu um magnífico testemunho, unida num só coração e numa só voz.
Brilhou em todo o seu esplendor, irmão caríssimo, a fé que o Apóstolo elogiava na vossa comunidade. Já então ele previa em espírito esta gloriosa coragem e fortaleza. Já então, anunciando o futuro, celebrava a glória dos vossos méritos e, exaltando os louvores dos pais, estimulava a coragem dos filhos. Com a vossa perfeita concórdia e com a vossa fortaleza, destes a todos os cristãos um magnífico exemplo de união e constância.
Irmão caríssimo, a providência do Senhor nos adverte que está iminente a hora do nosso combate. A bondade divina nos vai prevenindo, com salutares inspirações, de que se aproxima o dia da nossa prova. Por isso, em nome da caridade que nos une, ajudemo nos uns aos outros, perseverando assiduamente com todo o povo nos jejuns, vigílias e orações. Estas são as nossas armas celestes que nos conservam firmes, fortes e perseverantes. Estes são os dardos espirituais e os baluartes divinos que nos protegem.
Lembremo nos uns dos outros, em perfeita concórdia e unidade de espírito; oremos sempre e em toda a parte uns pelos outros; e procuremos aliviar esta hora de tribulação e angústia com a nossa mútua caridade.
ou
Das Actas proconsulares do martírio de São Cipriano, bispo
(Acta 3-6: CSEL 3, 112-114) (Sec. III)
Numa questão tão justa, não é preciso reflectir mais
Na manhã do dia catorze de Setembro, reuniu-se uma grande multidão em Sesti, como tinha ordenado o procônsul Galério Máximo. E assim, o mesmo procônsul Galério Máximo, que nesse dia tinha marcado uma audiência no átrio Saucíolo, mandou que trouxessem Cipriano à sua presença. Quando lhe foi apresentado, o procônsul Galério Máximo disse ao bispo Cipriano: «Tu és Táscio Cipriano?». O bispo Cipriano respondeu: «Sim, sou eu».
O procônsul Galério Máximo disse: «És tu que te apresentas como chefe de uma doutrina sacrílega?». O bispo Cipriano respondeu: «Eu mesmo».
O procônsul Galério Máximo continuou: «Os sacratíssimos imperadores ordenaram-te que oferecesses sacrifícios aos deuses». O bispo Cipriano disse: «Não o faço».
Galério Máximo insistiu: «Reflecte bem». O bispo Cipriano respondeu: «Faz o que te foi mandado; numa questão tão justa, não é preciso reflectir mais».
Galério Máximo, depois de consultar os seus acessores, proferiu, com dificuldade e pesar, esta sentença: «Viveste muito tempo segundo esta doutrina sacrílega e associaste muitos outros à tua seita nefasta, constituindo-te inimigo dos deuses romanos e dos seus cultos sagrados, sem que os piedosos e sacratíssimos príncipes Valeriano e Galieno, nossos Augustos, e Valeriano, nosso nobilíssimo César, tenham conseguido reconduzir-te à observância das suas cerimónias religiosas. Por isso, tendo sido reconhecido como autor e instigador dos piores crimes, servirás de exemplo àqueles que associaste ao teu delito: com o teu sangue será restabelecido o respeito pela lei». Dito isto, leu em alta voz o decreto: «Foi decidido que Táscio Cipriano seja decapitado». O bispo Cipriano disse: «Graças a Deus».
Ao ouvir esta sentença, a multidão dos irmãos dizia: «Nós também queremos ser decapitados com ele». Por isso gerou-se uma grande agitação entre os irmãos; e seguiu-o numerosa multidão. Assim foi conduzido Cipriano ao campo de Sesti. Chegado aí, tirou o manto e o capuz, dobrou os joelhos por terra e prostrou-se em oração ao Senhor. Tirou depois a dalmática, entregou‑a aos diáconos e ficou com a túnica de linho; e assim esperou a vinda do verdugo.
Quando este chegou, o bispo mandou aos seus que dessem ao verdugo vinte e cinco moedas de ouro. Entretanto os irmãos estendiam diante dele lençóis e lenços. Então, o bem-aventurado Cipriano vendou os olhos com as suas próprias mãos; mas como não conseguia atar as pontas do lenço, intervieram para o ajudar o presbítero Juliano e o subdiácono Juliano.
Assim sofreu o martírio o bem-aventurado Cipriano. Para evitar a curiosidade dos gentios, o seu corpo foi depositado num lugar próximo. Daí foi retirado durante a noite e trasladado, com círios e archotes, com preces e em grande triunfo, para o cemitério do procurador Macróbio Candidiano, situado na via Mapaliense, perto das piscinas. Poucos dias depois, morreu o procônsul Galério Máximo.
O bem-aventurado Cipriano sofreu o martírio no dia catorze de Setembro, sendo imperadores Valeriano e Galieno, mas sob o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo ao qual seja dada honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.
RESPONSÓRIO
R. Enquanto combatemos o bom combate da fé, Deus, os seus Anjos e o próprio Cristo nos contemplam. * Como é sublime a glória e magnífica a ventura de lutar na presença de Deus e de ser coroado por Cristo Juiz!
V. Revestidos de coragem e fortaleza, preparemo-nos para a luta com pureza de espírito, integridade de fé e generosa confiança. * Como é sublime a glória e magnífica a ventura de lutar na presença de Deus e de ser coroado por Cristo Juiz!
Oração
Senhor, que destes ao vosso povo, em São Cornélio e São Cipriano, pastores dedicados e mártires invencíveis, concedei-nos, por sua intercessão, que, fortalecidos pela fé, trabalhemos com entusiasmo pela unidade da Igreja. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
2 Cor 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para podermos consolar aqueles que estão atribulados, por meio do conforto que nós próprios recebemos de Deus. Assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também por Cristo abunda a nossa consolação.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Os justos viverão eternamente.
R. Os justos viverão eternamente.
V. A sua recompensa está no Senhor.
R. Viverão eternamente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Os justos viverão eternamente.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Terça-feira da Semana XXIV do Tempo Comum | A liturgia>]
Terça-feira da Semana XXIV do Tempo Comum
Santos Cornélio, papa, e Cipriano, bispo, mártires
Memória
Cornélio foi ordenado bispo da Igreja de Roma no ano 251. Teve de combater o cisma dos novacianos e, com a ajuda de são Cipriano, conseguiu consolidar a sua autoridade. Foi desterrado pelo imperador Gallo e morreu no exílio, perto de Civitavecchia. O seu corpo foi trasladado para Roma e sepultado no cemitério de Calisto, no dia 14 de setembro de 252.
Cipriano nasceu em Cartago, por volta do ano 210, de uma família pagã. Tendo‑se convertido à fé e ordenado presbítero, foi eleito bispo daquela cidade no ano 249. Em tempos muito difíceis, governou sabiamente, com suas obras e escritos, a Igreja que lhe foi confiada. No seu magistério deu um notável contributo à doutrina sobre a unidade da Igreja, reunida em redor da Eucaristia presidida pelo bispo. Na perseguição de Valeriano sofreu, primeiramente, o exílio e, depois, o martírio no dia 14 de setembro do ano 258.
LEITURA I (Anos Ímpares) 1Tm 3, 1-13
Caríssimo:
É digna de fé esta palavra:
Quem aspira a um cargo de governo na Igreja
aspira a uma nobre função.
Mas quem exerce esse cargo deve ser irrepreensível,
casado uma só vez, sóbrio, ponderado,
digno, hospitaleiro, capaz de ensinar,
não dado ao vinho, nem violento,
mas condescendente, pacífico e desinteressado.
Deve governar bem a sua casa,
mantendo os filhos submissos com toda a dignidade,
pois quem não sabe governar a própria casa,
como poderá cuidar da Igreja de Deus?
Não deve ser um recém-convertido,
não aconteça que se encha de orgulho
e venha a incorrer na mesma condenação do diabo.
Além disso, deve gozar de boa fama entre os de fora,
para não cair no descrédito
e em alguma cilada do diabo.
Os diáconos devem igualmente ser dignos, homens de palavra,
não propensos ao excesso de bebidas nem a lucros desonestos;
e conservem o mistério da fé numa consciência pura.
Sejam primeiro postos à prova;
depois, se não houver nada a censurar-lhes,
poderão exercer o diaconado.
As suas mulheres devem igualmente ser dignas,
não maldizentes, mas sóbrias e fiéis em tudo.
Não se casem os diáconos mais que uma vez;
governem bem os filhos e a própria casa.
Porque aqueles que exercem bem o seu ministério
alcançam uma posição honrosa e uma firme confiança,
fundada sobre a fé em Cristo Jesus.
Compreender a Palavra
Paulo recorda a Timóteo uma série de condições necessárias para investir alguém com a dignidade de uma missão de governo na Igreja. Na sua dissertação sobressaem três elementos preciosos. O primeiro assenta na vida particular de cada um. Quem não sabe governar a sua vida não sabe governar a Igreja. O segundo é a proibição de investir um recém-convertido porque o entusiasmo do início pode desvanecer-se com o tempo e o cargo pode tornar-se em motivo de vaidade. O terceiro é a necessidade de ser experimentado, posto à prova. Antes de assumir a missão de governo na Igreja deve ser experimentado em outras missões até que se perceba que reúne as qualidades necessárias para assumir maiores responsabilidades. O cargo não pode servir para prejuízo nem do próprio nem daqueles a quem se destina.
Meditar a Palavra
Paulo apresenta uma série de condições que devem estar presentes naqueles que são escolhidos para o governo da Igreja. Estas recomendações mostram a necessidade de agir com prudência na escolha dos servidores da Igreja. As aparências podem enganar daí a necessidade da provação para revelar a verdade. A fidelidade experimenta-se entre os espinhos da vida por isso não pode escolher-se quem ainda não passou pelas dificuldades provocadas pela fé. As qualidades humanas são importantes mas não chegam é necessário reunir as condições espirituais e sociais e o reconhecimento da Igreja e do mundo porque a missão que está em jogo é o anúncio da palavra e isso há de ser oportunidade de crescimento para o próprio e para os demais.
Rezar a Palavra
São muitos os chamados mas poucos os escolhidos. Diante da possibilidade de ocupar um cargo na tua Igreja, é fácil, Senhor, deixar-se entusiasmar pela ideia de promoção em relação aos outros. Mas tu és exigente e obrigas-nos a escutar a palavra que disseste aos teus discípulos. Enquanto os chefes das nações exercem o seu poder sobre os súbditos, entre nós quem quer ser o primeiro há de ser o último e quem quiser ser o maior seja o escravo de todos. Mostra-me, Senhor, a alegria de servir como tu livre de qualquer interesse pessoal.
Compromisso
Liberto o meu coração para assumir a minha missão na Igreja como Cristo servidor da humanidade.
Evangelho: Lc 7, 11-17
Naquele tempo,
dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim;
iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão.
Quando chegou à porta da cidade,
levavam um defunto a sepultar,
filho único de sua mãe, que era viúva.
Vinha com ela muita gente da cidade.
Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe:
«Não chores».
Jesus aproximou-Se e tocou no caixão;
e os que o transportavam pararam.
Disse Jesus:
«Jovem, Eu te ordeno: levanta-te».
O morto sentou-se e começou a falar;
e Jesus entregou-o à sua mãe.
Todos se encheram de temor
e davam glória a Deus, dizendo:
«Apareceu no meio de nós um grande profeta;
Deus visitou o seu povo».
E a fama deste acontecimento
espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.
Compreender a Palavra
O texto que nos é oferecido hoje para meditação é muito interessante. Verificamos logo de início o encontro entre dois movimentos e duas multidões. Jesus entra na cidade seguido por uma grande multidão e uma viúva, com seu filho morto, sai da cidade seguida por uma grande multidão.
O encontro com Jesus vai alterar a situação daquela mulher que, levando o seu filho único a sepultar, com ele leva toda a sua vida, todas as suas esperanças, todo o seu futuro. As viúvas eram um grupo de pessoas vulneráveis e contavam-se entre as mais pobres, pelo que eram alvo da protecção de Deus.
Jesus, manda parar o cortejo e devolve a vida a esta mulher devolvendo-lhe o seu filho. Com este gesto, manifesta para com ela, diante de toda a multidão, a misericórdia de Deus.
A conclusão mostra que a multidão entendeu que Jesus é o Senhor, Deus no meio de nós e a sua fama espalhou-se por toda a parte.
Meditar a Palavra
Na palavra de hoje percebo que Jesus se coloca diante de mim como modelo de compaixão. Diante da vida destroçada daquela mulher, ele não se questiona sobre a possibilidade nem a oportunidade de a ajudar, mas enche-se de compaixão e inclina-se totalmente sobre ela e sobre o seu problema até que tudo fique resolvido. Jesus é para mim o mestre da compaixão, que me ensina a atravessar a história triste dos homens que, caminhando para a morte com lágrimas nos olhos, precisam de sinais de vida e de razões de esperança.
Rezar a Palavra
Ensina-me, Senhor, a dizer aos meus irmãos “não chores”. Ensina-me a enxugar as lágrimas dos que carregam vidas pesadas com cheiro a morte. Ensina-me e tocar nos sepulcros de tantos irmãos que vivem sem esperança. Ensina-me a dizer com todas as forças “levanta-te” e a transformar com gestos e palavras a sorte dos mais infelizes como manifestação da tua misericórdia e da tua presença no meio de nós.
Compromisso
Quero renovar a vida da graça em mim para ser fonte de vida e de misericórdia para todos os que sofrem ao meu lado.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Setembro – Sagrada Missão>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Setembro
Postado em: por: marsalima
São Cornélio
Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado, depois de um período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o sucessor, martirizado por aquele cruel tirano. Assim, Novaciano consagrou-se bispo e proclamou-se papa, isto é, antipapa. Nessa condição, criou-se o primeiro cisma da Igreja.
A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adotada em relação a um dos seus maiores problemas da época, referente aos “lapsos”, nome dado aos sacerdotes e fiéis que renegavam a fé e separavam-se da Igreja durante as perseguições que se impunham aos cristãos.
Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adotado um discurso e uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas a toda essa oposição contou sempre com o apoio incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África.
Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Cività-Vecchia, em Roma.
No exílio, o papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde encontrava um pouco de alegria era nas cartas que recebia do bispo Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo.
Morreu em junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem daquele imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no Cemitério de São Calixto. A festa litúrgica do santo papa Cornélio foi colocada, no calendário da Igreja, no dia 16 de setembro, junto com a de são Cipriano, que depois também foi martirizado pela fé em Cristo.
São Cipriano
Cipriano era filho de uma nobre e rica família africana de Cartago, capital romana na no norte da África. Foi considerado um dos personagens mais empolgantes e importantes do século III. Primeiro pelo destaque alcançado como advogado, quando ainda era pagão. Depois por ser considerado um mestre da retórica e defensor irrestrito da unidade da Igreja. Mas o fator principal foi sua conversão ao cristianismo, já na maturidade, entre os trinta e cinco e quarenta anos de idade, causando um grande alvoroço e espanto na sociedade da época.
Cipriano não deixou apenas sua vida de pagão, mas também distribuiu quase toda a sua fortuna entre os pobres, renunciando à ciência profana da qual se alimentara até então. Com muito pouco tempo, foi ordenado sacerdote e, por eleição direta do clero e do povo, imediatamente substituiu o bispo de Cartago logo após sua morte. Cipriano o fez contrariando seu próprio desejo, mas em obediência à Igreja.
Nos anos de 249 a 258, durante o episcopado de Cipriano, a Igreja africana passou por sérios problemas. Os imperadores Valeriano e Décio empreenderam uma perseguição sem tréguas aos cristãos. Além disso, uma grande e terrível peste atacou o norte da África, causando muitas mortes e sofrimento. Como se não bastasse, a Igreja ainda se agitava com problemas doutrinários, internamente.
Durante a perseguição do imperador Décio, em 249, grande número de fiéis e sacerdotes, até mesmo bispos, fraquejaram perante as torturas e renunciaram à fé cristã. Por esses atos ficaram conhecidos como “cristãos lapsos”.
A Igreja, então, mergulhou, definitivamente, na polêmica do “lapso”, criando o seu primeiro grande cisma, isto é, uma divisão entre o clero. Não se sabia que atitude tomar contra os fiéis que abandonavam a fé e depois desejavam voltar para o seguimento de Cristo.
Em Roma, fora eleito o papa Cornélio, com amplo apoio dos bispos liderados por Cipriano, que apreciava muito a conduta de seu colega bispo, com o qual trocava muita correspondência.
Mas havia Novaciano, em Roma, que se elegeu antipapa e começou uma forte corrente a favor da não-reconciliação dos desertores. Já na África, um certo Felicíssimo era completamente contra tal atitude, rogando pela clemência e reintegração do rebanho desgarrado. Assim, liderados, novamente, pelo bispo Cipriano, Novaciano foi perdendo força.
Uma outra controvérsia, que assolava a Igreja na época, era a validade ou não dos batismos realizados por hereges. Essa era a única divergência que existia entre o papa Cornélio e o bispo Cipriano. O papa, seguindo a tradição da doutrina, considerava válidos os batismos, já o bispo dizia que “não se pode dar a fé a quem não a tem”. Assim, a questão permaneceu sem solução.
Em 258, ainda com a perseguição contra a Igreja, Cipriano foi denunciado e sentenciado à morte por decapitação. As atas escritas revelam que nesse dia, quando o pró-cônsul determinou a sentença, as únicas palavras proferidas por Cipriano foram “Graças a Deus!” Foi executado no dia 14 de setembro de 258.
São Cipriano deixou-nos inúmeros escritos, entre os quais oitenta e uma cartas que se tornaram uma fonte de informação preciosa da vida eclesiástica daquele tempo. A Igreja declarou-o padroeiro da África do Norte e da Argélia, sendo sua festa litúrgica marcada para o dia 16 de setembro, quando se comemora a festa do santo papa Cornélio, o amigo de fé que ele tanto defendeu.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE SETEMBRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 17-18
Se alguém possui bens deste mundo e, ao ver seu irmão passar necessidade, lhe fecha o coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e em verdade.
V. Ditoso o homem que se compadece e empresta:
R. O justo deixará memória eterna.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que dêmos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 30, 11.14
A lei que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas cumprir.
V. A vossa palavra, Senhor, é farol para os meus passos
R. E luz para os meus caminhos.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas ações sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 10-11
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
V. O Senhor envia à terra a sua palavra,
R. Corre veloz a sua mensagem.
Oração
A chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer. Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 4, 13-14
Caríssimos, alegrai-vos na medida em que participardes nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de Vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Alegrai-vos, ó justos, no Senhor.
R. Alegrai-vos, ó justos, no Senhor.
V. Exultai, corações rectos.
R. Alegrai-vos, ó justos, no Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Alegrai-vos, ó justos, no Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


