“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE SETEMBRO DE 2025
22 de setembro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 24 DE SETEMBRO DE 2025
24 de setembro de 2025Terça-feira da Semana XXV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Ezequiel 36, 16-36
Futura restauração do povo de Deus: um coração novo e um espírito novo
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: «Filho do homem, quando a casa de Israel habitava na sua terra, manchou-a com o seu proceder e as suas obras. Diante de Mim o seu procedimento era como o sangue impuro de uma mulher. Fiz-lhes então sentir a minha indignação, por causa do sangue que haviam derramado no país e dos ídolos com que o tinham profanado. Dispersei-os entre as nações, e eles espalharam-se entre os povos; julguei-os segundo o seu proceder e as suas obras. E entre as nações por onde se dispersaram, profanaram o meu santo nome; e por isso se dizia deles: ‘Estes são o povo do Senhor: tiveram de sair da sua terra’. Quis então salvar a honra do meu santo nome, que a casa de Israel profanara entre as nações para onde tinha ido.
Por isso, diz à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus: Não é por causa de vós que faço isto, casa de Israel, mas por causa do meu santo nome, que vós profanastes entre as nações para onde fostes. Manifestarei a santidade do meu grande nome, que foi profanado por vós entre as nações. E as nações reconhecerão que Eu sou o Senhor – diz o Senhor Deus –, quando a seus olhos Eu manifestar em vós a minha santidade.
Eu vos tirarei de entre as nações e vos reunirei de todos os países, para vos conduzir à vossa terra. Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; purificar-vos-ei de todos os ídolos. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo; arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis. Habitareis na terra que dei a vossos pais; sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus.
Purificar-vos-ei de todas as vossas impurezas. Farei aparecer o trigo, multiplicá-lo-ei e nunca mais vos mandarei a fome. Multiplicarei os frutos das árvores e os produtos dos campos, para nunca mais sofrerdes a humilhação da fome no meio das nações. Então recordareis o vosso mau proceder e as vossas acções que não eram boas. Sentireis repugnância por vós mesmos, por causa das vossas próprias iniquidades e pecados. Ficai certos de que não é por causa de vós que assim procedo, diz o Senhor. Envergonhai-vos e corai por causa do vosso proceder, ó casa de Israel.
Assim fala o Senhor Deus: No dia em que Eu vos purificar de todas as vossas iniquidades, repovoarei as cidades, e as ruínas serão restauradas. A terra devastada voltará a cultivar-se, depois de ter sido uma desolação aos olhos dos que passavam.
Dir-se-á: ‘Esta terra, antes devastada, tornou-se um jardim do Éden. Estas cidades em ruínas, devastadas e destruídas, estão fortificadas e habitadas’. Então as nações que permanecem à vossa volta reconhecerão que Eu, o Senhor, reconstruí o que estava em ruínas e plantei o que estava devastado. Eu, o Senhor, digo e faço».
RESPONSÓRIO Ez 11, 19b-20.19a
R. Tirarei do seu peito o coração de pedra e dar-lhes-ei um coração de carne, para que sigam as minhas leis. * Serão o meu povo e Eu serei o seu Deus.
V. Dar-lhes-ei um coração novo e infundirei neles um espírito novo. * Serão o meu povo e Eu serei o seu Deus.
SEGUNDA LEITURA
Dos escritos de São Pio de Pietrelcina, presbítero
(Edição 1994: II, 87-90, n. 8) Sec. XX)
Pedras do edifício eterno
Mediante assíduos golpes de cinzel salutífero e cuidadoso polimento, o divino Artífice prepara as pedras para construir um edifício eterno, como a nossa Mãe benigna, a santa Igreja Católica, canta no hino do ofício da dedicação de uma igreja. E assim é verdadeiramente.
Toda a alma destinada à glória eterna pode ser perfeitamente considerada uma pedra escolhida para levantar o edifício eterno. Ao construtor que pretende erigir uma edificação convém-lhe, antes de tudo, polir o melhor possível as pedras que vai utilizar na construção. E consegue fazê-lo com golpes de martelo e cinzel. Do mesmo modo o Pai celeste actua nas almas escolhidas, que, desde toda a eternidade, com suma sabedoria e providência, foram destinadas para a a construção de um edifício eterno.
Assim a alma que quer reinar com Cristo na glória eterna é polida com golpes de martelo e cinzel, que o Artífice divino utiliza para preparar as pedras, isto é, as almas escolhidas.
Que são estes golpes de martelo e cizel? Minha irmã, são as obscuridades, os temores, as tentações, as perturbações de espírito e os temores espirituais, que têm um certo sentimento de enfermidade e moléstias do corpo.
Dai graças à infinita piedade do Pai eterno, que deste modo conduz a vossa alma à salvação. Porque não havemos de nos alegrar com estas circunstâncias benévolas do melhor de todos os pais? Abri o coração ao médico celeste das almas e entregai-vos com toda a confiança aos seus santíssimos braços: como aos eleitos, Ele vos conduz para seguir de perto a Jesus no monte Calvário. Com alegria e profunda emoção observo como a graça actua em vós.
Não duvideis que o Senhor ordenou todas as coisas que se passam nas vossas almas. Não temais enfrentar o mal ou a irreverência para com Deus. Basta-vos saber que em toda a vossa vida nunca ofendestes o Senhor, mas, pelo contrário, O honrastes sempre cada vez mais.
Se este benigníssimo Esposo da vossa alma se oculta, não o faz, como pensais, para querer vingar-Se da vossa maldade, mas porque continua a pôr à prova a vossa fidelidade e constância e, além disso, vos cura de algumas enfermidades não reconhecidas aos vossos olhos carnais, isto é, aquelas enfermidades e culpas das quais nem o justo está imune. A sagrada Escritura assim o diz: O justo cai sete vezes.
Acreditai que, se não vos visse tão aflitos, me alegraria menos, porque entenderia que o Senhor vos queria dar menos pedras preciosas… Afastai, como tentações, as dúvidas que vos assaltam… Afastai também as dúvidas que afectam a vossa forma de vida, quer dizer, quando não escutais os chamamentos divinos e resistis aos doces convites do Esposo. Todas estas coisas não procedem do bom espírito mas do mau. Trata-se de artes diabólicas que intentam afastar-vos da perfeição, ou, ao menos, dificultar o caminho para ela. Não desanimeis.
Quando Jesus Se manifesta, dai-Lhe graças; se Se oculta, dai-Lhe graças: são sempre delícias do seu amor. Desejo que entregueis o espírito com Jesus na cruz e com Jesus exclameis: Tudo está consumado.
RESPONSÓRIO Ef 2, 21-22
R. Em Cristo, todo o edifício cresce bem ajustado * Para formar um templo santo do Senhor.
V. Com Ele vos tornais, no Espírito Santo, morada de Deus. * Para formar um templo santo do Senhor.
Oração
Deus todo-poderoso e eterno, que destes a São Pio, presbítero, a graça de participar de modo admirável na cruz do vosso Filho e por meio do seu ministério renovastes as maravilhas da vossa misericórdia, concedei-nos, pela sua intercessão, que, unindo-nos constantemente aos sofrimentos de Cristo, tenhamos a alegria de alcançar a glória da ressurreição. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Hebreus 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
R. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
V. Para anunciar dia e noite o nome do Senhor.
R. Coloquei sentinelas.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Sobre ti, Jerusalém, coloquei sentinelas.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-xxv-do-tempo-comum-10/>]
Terça-feira da Semana XXV do Tempo Comum
São Pio de Pietrelcina, presbítero
Memória
Pio de Pietrelcina (Francisco Forgione) nasceu em Pietrelcina, na região de Benevento, na Itália, no ano de 1887. Ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e, ordenado presbítero, exerceu o ministério com grande diligência pastoral, especialmente no convento da localidade de San Giovánni Rotondo, na Apúlia, região do sul de Itália. Serviu o povo de Deus com grande espírito de oração e humildade, na direção espiritual dos fiéis, na reconciliação dos penitentes e na dedicação providente pelos enfermos e os pobres. Plenamente configurado com Cristo crucificado, completou a sua peregrinação terrena no dia 23 de setembro de 1968.
LEITURA I (Anos Ímpares) Esdras 6, 7-8.12b.14-20
Naqueles dias,
Dario, rei da Pérsia,
escreveu às autoridades da província ocidental do Eufrates,
dizendo:
«Deixai o governador de Judá e os anciãos dos judeus
prosseguir os trabalhos do templo de Deus.
Sobre o trabalho que os anciãos dos judeus estão a realizar
para a reconstrução do templo de Deus no seu local primitivo,
ordeno que se pague tudo o que esses homens gastarem,
pontualmente e sem interrupção,
usando para isso as rendas reais dos impostos recolhidos
na província ocidental do Eufrates.
Fui eu, Dario, que dei esta ordem:
deve ser fielmente cumprida».
Então os anciãos dos judeus retomaram com êxito a construção,
encorajados pelas palavras dos profetas Ageu
e Zacarias, filho de Ido.
Levaram a construção a bom termo,
segundo a vontade do Deus de Israel
e a ordem de Ciro e de Dario, reis da Pérsia.
O templo de Deus foi concluído no terceiro dia do mês de Adar,
no sexto ano do reinado de Dario.
Os filhos de Israel
_ os sacerdotes, os levitas e os outros exilados _.
celebraram alegremente a dedicação do templo de Deus.
Para esta dedicação do templo de Deus,
ofereceram cem touros, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros,
e, como sacrifício pelo pecado de todo o Israel,
doze cabritos, segundo o número das tribos de Israel.
Estabeleceram também os sacerdotes segundo as suas classes
e os levitas segundo os seus turnos,
para o serviço divino em Jerusalém,
conforme está escrito no livro de Moisés.
Os repatriados celebraram a Páscoa
no dia catorze do primeiro mês.
Como todos os sacerdotes e os levitas, sem exceção,
se tinham purificado,
todos estavam puros e puderam imolar a Páscoa
para todos os exilados, para os seus irmãos sacerdotes
e para si próprios.
Compreender a Palavra
O regresso do exílio em Babilónia está marcado por sinais muito interessantes que são relatados neste texto de Esdras. O rei da Persia, muito embora não seja judeu, torna-se instrumento de Deus para a libertação do povo. Efetivamente, o tempo de castigo tinha terminado. O pecado do povo estava expiado pelo sofrimento. O grande sinal desta libertação é o regresso à sua terra e a reconstrução do templo, símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. Dario dá ordens para que se paguem, dos impostos, o que for necessário para os trabalhos de reconstrução e os profetas Ageu e Zacarias incentivam o povo. Depois de concluído o povo celebra alegremente a dedicação do templo. Organiza-se o serviço religioso, purificam-se os sacerdotes, e começam a celebrar-se as festas começando pela Páscoa no dia catorze do primeiro mês.
Meditar a Palavra
Diante deste texto do Antigo Testamento percebemos que a libertação dos povos se realiza quando confluem para o mesmo objetivo duas vontades, a dos homens e a de Deus. O povo caído em desgraça e desterrado para Babilónia por causa das suas decisões erradas e à margem da vontade de Deus, não deixa de ser o povo de Deus. Deus continua a nutrir por este povo um amor incondicional, por isso, procura a sua libertação e regresso a Israel. Mas a vontade de Deus não chega para que se concretize este desejo, é necessário que os homens também aceitem que a libertação aconteça. São dois reis, Ciro e Dario que intervêm colaborando com o projeto de Deus. Eles não são judeus mas servem de instrumentos para a libertação. Se por um lado, a libertação aparece com os contornos de uma decisão política, por outro lado, ela é fruto de uma vontade divina. Os profetas Ageu e Zacarias incentivam o povo com palavras corajosas. Da confluência das duas vontades surge um povo restaurado com uma identidade que lhe vem de Deus, porque pode agora celebrar as suas festas religiosas.
Rezar a Palavra
No meio do povo está o templo, a tua casa, Senhor, o lugar onde os homens se encontram contigo. Desse encontro vem uma dignidade que apaga os tempos passados, os passos mal andados, as decisões erradas, os momentos de dor e sofrimento. Na tua casa celebramos a vida nova, a libertação, a Páscoa de cada dia que recorda a força do teu braço e o poder do teu amor que nos reconstrói de todas as derrocadas.
Compromisso
Reconheço o poder de Deus na minha vida quando me levanta do chão e me recorda que sou filho.
Evangelho: Lc 8, 19-21
Naquele tempo,
vieram ter com Jesus sua Mãe e seus irmãos,
mas não podiam chegar junto d’Ele por causa da multidão.
Então disseram-Lhe:
«Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-Te».
Mas Jesus respondeu-lhes:
«Minha mãe e meus irmãos
são aqueles que ouvem a palavra de Deus
e a põem em prática».
Compreender a Palavra
Lucas narra um episódio simples da vida quotidiana, muito natural, na medida em que Jesus estava sempre rodeado por multidões. O facto é que a mãe de Jesus chegou ao local onde ele se encontrava, acompanhada por alguns parentes (aos parentes podia chamar-se irmãos) e não consegue aproximar-se de Jesus por causa da multidão. A mesma multidão que informa Jesus da chegada de sua mãe é a multidão que não permite o encontro entre ambos, impedem que o vejam. Este acontecimento natural, é aproveitado por Jesus para ensinar à multidão algo muito importante. Com Jesus nasce uma comunidade de discípulos que estão unidos por laços mais fortes que os laços do sangue e da carne. São laços que nascem da escuta da palavra e do seguimento que é cumprimento da palavra. Para estes, não é necessário ver Jesus, mas é fundamental a fé que nasce da escuta da Palavra. Maria é aquela que estabeleceu laços com Jesus que vão além dos laços da maternidade.
Meditar a Palavra
As palavras de Jesus não desprezam os laços familiares, mas põem em evidência outros laços mais importantes e mais fortes, contra os quais nem a família se pode opor. De facto, aquele que, pela escuta da Palavra, encontra a fé em Jesus, estabelece com ele e com os outros crentes, uma nova família caracterizada pela fé e pela obediência a Cristo. A Palavra só está suficientemente assimilada quando faz brotar em mim esta relação familiar com Cristo e com os irmãos. Agora, as pessoas já não se unem porque são da mesma carne e do mesmo sangue, mas porque experimentam e vivem a mesma fé em Jesus. Estou disponível para aceitar os outros como irmãos?
Rezar a Palavra
Sei que não posso ver-te, Senhor, embora meus olhos o desejem. Sei que entre nós se levanta o impedimento do tempo que me ofusca a tua imagem. Só posso ver-te na Palavra do evangelho e na comunidade dos irmãos. Ensina-me a comunicação da fé, a partilha da palavra, o empenhamento na acção, para que saiba ser família com os irmãos. Ajuda-me a vencer os meus impedimentos interiores que não me permitem aceitar os outros como membros da tua família.
Compromisso
Vou rezar pela minha comunidade cristã, por todos e cada um dos seus membros procurando na oração acolher com amor os irmãos de quem estou mais afastado.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/09/santos-do-dia-da-igreja-catolica-23-de-setembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 23 de Setembro
Postado em: por: marsalima
Santo Pio de Pietrelcina
Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.
Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.
Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotondo, lugar onde viveu até a morte.
Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis que dela participavam sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de tantas famílias, fundando a “Casa Sollievo della Sofferenza”, ou melhor, a “Casa Alívio do Sofrimento” em 1956.
Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: “Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus”. Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinqüenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.
Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas.
Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. E encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.
Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos oitenta e um anos de idade. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.
Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. No ano 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo, no ano 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.
Santa Tecla
Não se sabe exatamente se foi em Isaúria ou na Licaônia, Turquia, o local onde a virgem mártir Tecla nasceu. O que se sabe é que é uma das figuras mais importantes dos tempos apostólicos, muito celebrada entre os gregos.
Tudo começou quando, um dia, ao ouvir uma conversa sobre o valor da castidade entre o apóstolo Paulo e seu anfitrião Onesíforo, a jovem e pagã Tecla foi tocada no coração pelo discurso do santo. Ficou tão impressionada que, naquele exato momento, resolveu não mais casar-se. Mas o faria muito em breve, pois havia sido prometida a um jovem de nome Tamiris.
Quando a jovem resolveu desmanchar o casamento, tanto sua família como a do noivo fizeram de tudo para demovê-la da idéia. Tecla, porém, manteve-se firme na convicção de converter-se. Isso despertou a ira de seu noivo, que conseguiu a prisão e a tortura de são Paulo por influenciar a jovem, o que eles consideravam ser uma atitude demoníaca por parte do apóstolo.
Nem assim Tamiris conseguiu que Tecla abandonasse os ensinamento de Cristo, que agora seguia. Ela foi, algumas vezes, procurar Paulo no cárcere, para dar-lhe apoio e solidariedade. Com essa atitude, deixou seu ex-noivo ainda mais irado. Como conseqüência, ele a denunciou para o procônsul, que a sentenciou à morte na fogueira. Mas a condenação resultou numa surpresa: as chamas não a queimaram.
Algum tempo depois, Tecla foi novamente julgada e condenada à morte, só que, agora, seria atirada às feras, diante do povo no Circo. Mais uma vez o prodígio se realizou e as feras deixaram-se acariciar por ela, cujas mãos lambiam mansamente. Pareciam mais com gatinhos do que com ferozes tigres e leopardos selvagens. Por fim, Tecla foi jogada dentro de uma escura caverna cheia de serpentes venenosas. De novo, nada lhe aconteceu.
Conta uma da mais antigas tradições cristãs que Tecla morreu aos noventa anos de idade, em Selêucia, moderna Selefkie, na Ásia Menor, depois de conseguir a conversão de muitos pagãos. O corpo de santa Tecla teria sido sepultado nessa cidade, onde, depois, os imperadores cristãos mandaram erguer uma igreja dedicada à sua memória.
Santa Tecla é invocada pelos fiéis devotos como a padroeira dos agonizantes e também solicitada para interceder por eles contra os males da vista. A Igreja confirmou o seu culto pela tradição dos fiéis e manteve o dia em que já habitualmente sua festa é realizada.
São Lino
Lino foi o primeiro sucessor de Pedro na sede de Roma, o segundo papa da Igreja e o primeiro papa italiano. Ele era filho de Herculano, originário da Toscana. Os dados anteriores de sua vida são ignorados. Lino ainda não era cristão quando foi para Roma, que, então, era o centro da administração do Império e também dos estudos. Foi quando conheceu os apóstolos Pedro e Paulo, que o converteram ao cristianismo, tornando-se um dos primeiros discípulos.
O próprio Paulo citou-o na segunda carta que enviou de Roma a Timóteo: “Saúdam-te Eubulo, Prudente, Lino, Cláudia e todos os irmãos…” Lino, sem dúvida, desfrutava de grande confiança e respeitabilidade, tanto por parte de Pedro como de Paulo. Os tempos em que Lino viveu, juntamente com os apóstolos, foram terríveis para toda a comunidade cristã. O imperador era Nero, que incendiou Roma no ano 64 e declarou que todos os cristãos eram inimigos do Império. As perseguições tiveram início e duraram séculos, com sangrentas matanças e martírios. A mando do imperador, o apóstolo Pedro foi preso, martirizado e morto.
Lino foi papa da Igreja em Roma por nove anos, governou entre 67 e 76. E fez parte do clero romano, porque o próprio apóstolo Pedro o indicou para a sua sucessão, por causa da sua santidade de vida e pela capacidade de administrador. A história da Igreja diz que o papa Lino sagrou quinze bispos e os enviou, como pregadores do Evangelho, para diversas cidades da Itália. Ordenou dezoito sacerdotes para os serviços de novas comunidades de cristãos que surgiam em Roma. E governou a Igreja num período de sucessivos sobressaltos e tragédias políticas que marcaram os imperadores Nero, Galba, Vitélio e Vespasiano.
O papa Lino também sentiu a dolorosa repercussão da destruição completa de Jerusalém no ano 70, durante a chamada “guerra judaica”. Ele, durante os anos de governo, foi muito requisitado a reanimar e a orientar os cristãos na verdadeira fé para manter a Igreja unida. Foi o papa que elaborou as primeiras normas de disciplina eclesiástica e litúrgica, e planejou a divisão de Roma em setores, ou paróquias.
O papa Lino também foi martirizado em Roma, no ano 77, e sepultado ao lado do túmulo de são Pedro, no Vaticano. Sua memória é comemorada no dia 23 de setembro.
Emília Tavernier Gamelin (Bem-Aventurada)
Emília Tavernier nasceu no dia 19 de fevereiro de 1800, em Montreal, Canadá, última dos quinze filhos de pais humildes, mas virtuosos e trabalhadores.
Quando tinha quatro anos de idade seus pais morreram, então Emília foi confiada a uma tia paterna, que a educou. Desde criança, mostrou grande sensibilidade para com os pobres e miseráveis, demonstrando grande vocação religiosa.
Entretanto, em 1823, casou com João Baptista Gamelin, que compartilhava as suas mesmas aspirações cristãs. Da união nasceram três filhos, que morreram ainda pequeninos. Logo em seguida, também seu marido faleceu. Em meio a essas inúmeras dificuldades, Emília encontrou na Virgem das Dores o modelo para a sua vida de religiosa e abriu o seu coração à caridade misericordiosa para com os necessitados. A sua casa, tornou-se refúgio para pobres, idosos, órfãos, presos, imigrantes, desempregados, surdos-mudos, portadores de deficiência, sendo espontaneamente denominada pela população de “Casa da Providência”.
Durante quinze anos multiplicou os seus gestos heróicos, chamando a atenção das autoridades eclesiásticas locais. Em 1841, o bispo de Montreal, Inácio Bourget, foi a Paris e pediu que fôssem enviadas algumas Filhas de São Vicente de Paulo para fundar uma comunidade religiosa, mas não foi escutado. Assim, encontrou para a Casa da Providência outra solução e um plano. Selecionou algumas candidatas da sua própria diocese e confiou-as a Emília Gamelin. Foi assim que nasceram as Irmãs da Providência de Montreal.
Depois de ter sofrido em silêncio muitas provas, Emília Gamelin morreu, vítima de uma epidemia de cólera, no dia 23 de setembro de 1851. Deixou às suas filhas um exemplo e o carisma de extrema caridade e misericórdia para com os pobres, hoje presentes em vários países, desde a América do Norte até a América do Sul.
Em 2001, o papa João Paulo II reconheceu o heroísmo de suas virtudes e, depois, proclamou a fundadora, Emília Tavernier Gamelin, bem-aventurada, cuja festa autorizou para o dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE SETEMBRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 17, 7-8
Feliz de quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. Semelhante a uma árvore plantada à beira da água, estende as suas raízes para a corrente. Nada tem a temer quando vem o calor, e as suas folhas mantêm-se sempre verdes. Em ano de estiagem não se inquieta, nem deixa de produzir sempre os seus frutos.
V. O Senhor não recusa os seus bens aos que procedem com rectidão:
R. Senhor dos Exércitos, feliz daquele que em Vós confia.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito Santo sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que dêmos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Prov 3, 13-15
Feliz de quem encontrou a sabedoria, de quem adquiriu a inteligência. Porque vale mais este lucro que o da prata, e o fruto que se obtém é melhor que o ouro fino. Ela é mais preciosa que as pérolas: jóia alguma a pode igualar.
V. Senhor, Vós amais a sinceridade de coração
R. E ensinais a sabedoria no íntimo da alma.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas acções sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jó 5, 17-18
Feliz o homem a quem Deus corrige: não desprezes a lição do Omnipotente. Ele fere e cura; Ele produz a ferida e com suas mãos a sara.
V. Tratai, Senhor, o vosso servo segundo a vossa bondade
R. E dai-me a conhecer os vossos decretos.
Oração
Senhor, que enviastes um Anjo ao centurião Cornélio para lhe revelar o caminho da salvação, ajudai-nos a trabalhar cada vez mais e melhor pela salvação dos homens, para que, juntamente com nossos irmãos, incorporados na vossa Igreja, possamos chegar até Vós. Por Nosso Senhor
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há-de ser revelada: Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
V. Deu a vida pelos seus irmãos:
R. E ora muito pelo seu povo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.




