“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE SETEMBRO DE 2025
23 de setembro de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE SETEMBRO DE 2025
25 de setembro de 2025Quarta-feira da Semana XXV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Ezequiel 37, 1-14
A ressurreição do povo de Deus
Naqueles dias, a mão do Senhor poisou sobre mim. O Senhor levou-me em espírito e colocou-me no meio de um vale que estava coberto de ossos. Fez-me andar à volta deles em todos os sentidos: os ossos eram em grande número, na superfície do vale, e estavam completamente ressequidos.
Disse-me o Senhor: «Filho do homem, poderão reviver estes ossos?». Eu respondi: «Senhor Deus, Vós o sabeis». Disse-me então: «Profetiza acerca destes ossos e diz-lhes: Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor. Eis o que diz o Senhor Deus a estes ossos: Vou introduzir em vós o espírito e revivereis. Hei-de cobrir-vos de nervos, encher-vos de carne e revestir-vos de pele. Infundirei em vós o espírito e revivereis. Então sabereis que Eu sou o Senhor».
Eu profetizei, segundo a ordem recebida. Quando eu estava a profetizar, ouvi um rumor e vi um movimento entre os ossos que se aproximavam uns dos outros. Vi que se tinham coberto de nervos, que a carne crescera e a pele os revestia; mas não havia espírito neles. Disse-me o Senhor: «Profetiza ao espírito, profetiza, filho do homem, e diz ao espírito: Eis o que diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e sopra sobre estes mortos, para que tornem a viver».
Eu profetizei, como o Senhor me ordenara, e o espírito entrou naqueles mortos; eles voltaram à vida e puseram-se de pé: era um exército muito numeroso.
Então o Senhor disse-me: «Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eles afirmaram: ‘Os nossos ossos estão ressequidos, desvaneceu-se a nossa esperança, estamos perdidos’. Por isso, profetiza e diz-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que sou o Senhor, quando Eu abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço» – oráculo do Senhor.
RESPONSÓRIO Ez 37, 12b.13a.5; Jo 11, 25
R. Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, meu povo. * Então reconhecereis que Eu sou o Senhor.
V. Eu sou a ressurreição e a vida: quem acredita em Mim, ainda que morra, viverá. * Então reconhecereis que Eu sou o Senhor.
SEGUNDA LEITURA
Do Sermão de Santo Agostinho, bispo, sobre os Pastores
(Sermo 46, 20-21: CCL 41, 546-548); (Sec. V)
Fazei o que eles dizem, mas não o que eles fazem
Por isso, pastores, escutai a palavra do Senhor. Mas que escutais, pastores? Diz o Senhor: Eu enfrentarei os pastores e reclamarei as minhas ovelhas das suas mãos.
Ouvi e aprendei, ovelhas de Deus: Deus reclama as suas ovelhas aos maus pastores e pede contas de as terem levado à morte. Com efeito, Ele diz noutro lugar por meio do mesmo Profeta: Filho do homem, Eu te constituí sentinela na casa de Israel. Quando ouvires a palavra da minha boca, hás-de adverti-los da minha parte. Se Eu disser ao pecador: «Vais morrer», e tu não lhe falares para que ele se afaste do seu caminho, ele morrerá por causa da sua maldade, mas Eu pedir-te-ei contas do seu sangue. Mas se tu advertires o pecador para que se afaste do seu caminho e ele não se converter, ele morrerá por causa do seu pecado, mas tu salvarás a tua alma.
Que é isto, irmãos? Vedes como é perigoso calar? O pecador morre e morre justamente; morre na sua impiedade e no seu pecado; a negligência o levou à morte. De facto, ele poderia ter encontrado o Pastor da vida, que diz: Pela minha vida, diz o Senhor. Mas não o fez, porque não foi advertido pela voz daquele que foi constituído chefe e sentinela precisamente para o advertir. Por isso, aquele morrerá com toda a justiça, mas também este será condenado com toda a justiça. Se, porém, continua o Senhor – tu disseres ao pecador: «Vais morrer, porque te ameaça a espada do Senhor», e ele nada fizer por evitar a espada que está iminente, e a espada cair realmente sobre ele e o matar, morrerá ele no seu pecado, mas tu salvarás a tua alma. Por isso, a nossa obrigação é advertir e não nos calarmos; vós, porém, ainda que nos calássemos, tendes o dever de ouvir as palavras do Pastor na santa Escritura.
Vejamos agora, como era minha intenção, se Ele retira as ovelhas aos maus pastores e as confia aos bons pastores. Vejo, de facto, que Ele retira as ovelhas aos maus pastores, quando diz: «Eu enfrentarei os pastores e reclamarei as minhas ovelhas das suas mãos; não permitirei que apascentem mais as minhas ovelhas e eles deixarão de ser pastores que se apascentam a si mesmos. Eu disse-lhes que apascentassem as minhas ovelhas, mas eles apascentam-se a si mesmos e não as minhas ovelhas. Por isso, não permitirei que apascentem mais as minhas ovelhas».
Como os afasta Ele, para que não apascentem mais as suas ovelhas? Afasta-os quando diz: Fazei o que eles dizem, mas não o que eles fazem, que é como se dissesse: «Dizem as minhas palavras, mas procedem segundo os seus interesses». E assim, quando não fazeis o que fazem os maus pastores, não são eles que vos apascentam; quando fazeis o que eles dizem, sou Eu que vos apascento.
RESPONSÓRIO Lc 12, 42.43; 1 Cor 4, 2
R. Quem é o administrador fiel e prudente que o Senhor põe à frente da sua casa? * Feliz daquele servo a quem o Senhor, ao chegar, encontra procedendo como Ele quer.
V. O que se requer dos administradores é que sejam fiéis. * Feliz daquele servo a quem o Senhor, ao chegar, encontra procedendo como Ele quer.
Oração
Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Tobias 4, 14-15a.16ab.19
Presta atenção, filho, a todas as tuas obras e sê prudente nas tuas palavras. Não faças a ninguém o que não queres que te façam a ti. Reparte o teu pão com os famintos e os indigentes; e agasalha com as tuas vestes os que não têm com que se cobrir. Dá esmola de tudo o que tens em abundância. Bendiz o Senhor em todo o tempo e pede-lhe que oriente os teus caminhos, para que cheguem a bom termo todos os teus projetos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
V. Fazei-me viver segundo a vossa palavra.
R. Para cumprir as vossas ordens.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-xxv-do-tempo-comum-9/>]
Quarta-feira da Semana XXV do Tempo Comum
Leitura I (anos ímpares) Esd 9, 5-9
Na hora da oblação da tarde,
eu, Esdras, levantei-me da minha prostração
e, com as vestes e o manto rasgados, pus-me de joelhos,
estendi as mãos para o Senhor, meu Deus, e disse:
«Meu Deus, tenho tanta vergonha e confusão
que não posso levantar o rosto para Vós, meu Deus.
Porque as nossas iniquidades multiplicaram-se
acima das nossas cabeças
e os nossos pecados acumularam-se até ao céu.
Desde o tempo dos nossos pais até ao dia de hoje,
são grandes as nossas culpas.
Por causa dos nossos pecados,
nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes,
fomos entregues às mãos dos reis das nações,
à espada, ao cativeiro, à rapina e à vergonha,
como acontece neste dia.
Mas agora, em pouco tempo,
o Senhor, nosso Deus, concedeu-nos a graça
de conservar entre nós um resto de sobreviventes
e de nos dar asilo no seu lugar santo.
Assim o nosso Deus iluminou os nossos olhos
e deu-nos um pouco de vida na nossa escravidão.
Porque nós éramos escravos,
mas, na nossa escravidão, o nosso Deus não nos abandonou:
atraiu sobre nós a benevolência dos reis da Pérsia,
dando-nos a vida necessária
para erguer a casa do nosso Deus e restaurar as suas ruínas
e concedendo-nos um abrigo seguro em Judá e Jerusalém».
compreender a palavra
O texto é composto quase na totalidade pela oração de Esdras que, vendo reconstruído o templo e a graça que o Senhor lhes concedeu, é informado da prevaricação dos que, regressados do exílio, se deixaram cair no pecado novamente. Diante de um “resto” fiel ao Senhor, Esdras cai em desolação e tristeza até à oração da tarde. Depois, prostrado diante do Senhor não se atreve a olhar o céu, mas reza esta oração de penitência e arrependimento “tenho tanta vergonha e confusão… as nossas iniquidades multiplicaram-se… desde o tempo dos nossos pais até ao dia de hoje… fomos entregues às mãos dos reis das nações” e reconhece a ação de Deus“ e manifesta o seu reconhecimento pela ação de Deus a seu favor “em pouco tempo, o Senhor concedeu-nos a graça de conservar um resto… de nos dar asilo… iluminou os nossos olhos e deu-nos um pouco de vida… o nosso Deus não nos abandonou”. Este resto fiel, é o pequeno povo que guarda a promessa e segue os mandamentos do Senhor.
meditar a palavra
Esdras, um homem justo, no meio de uma situação incontrolável de pecado entre os regressados do exílio, inclina-se diante de Deus e reconhece o pecado do povo e a bondade de Deus. No meio da instabilidade deste mundo, nas circunstâncias descontroladas da sociedade em que vivemos, percebendo o “sem rumo” de tantas vidas, perante a pobreza da nossa forma de viver a fé e de amar a Deus, somos chamados a cair de joelhos como Esdras e a reconhecer que somos pecadores. Este reconhecimento não é, no entanto, para mera culpabilização, mas um meio para reconhecer a bondade e a graça de Deus nas nossas vidas. Se por um lado reconhecemos que as nossas faltas se multiplicam, também reconhecemos, por outro lado, que Deus nos concedeu a sua graça e iluminou o nosso olhar. É no meio destas duas certezas que caminhamos como um resto de Israel, que luta permanentemente para chegar à fidelidade total ao Senhor que nos dá asilo no seu lugar santo.
rezar a palavra
Ilumina o meu olhar Senhor e faz cair sobre mim a tua graça para que em mim se manifeste a fidelidade no cumprimento dos teus mandamentos. A tua graça vale mais que a vida, por isso, não deixarei de reconhecer o meu pecado e a minha culpa, para que se renove em mim a alegria da tua salvação.
compromisso
Sem medo elevo a minha oração por mim e pelos meus irmãos porque, inseridos no mundo, somos tentados continuamente a abandonar o Senhor.
Evangelho Lc 9, 1-6
Naquele tempo,
Jesus chamou os doze apóstolos
e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios
e para curarem todas as doenças.
Depois enviou-os a proclamar o reino de Deus
e a curar os enfermos.
E disse-lhes:
«Não leveis nada para o caminho:
nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro,
e não leveis duas túnicas.
Quando entrardes em alguma casa,
ficai nela até partirdes dali.
Se alguns não vos receberem,
ao sair dessa cidade,
sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles».
Os apóstolos partiram
e foram de terra em terra
a anunciar a boa nova
e a realizar curas por toda a parte.
compreender a palavra
O texto revela um conjunto de elementos interligados que falam da missão de Jesus e da sua intenção. Ele escolheu doze para andarem com ele e para os enviar. Os que escolheu são os que chama a si para lhes conceder o seu poder sobre as enfermidades e para anunciarem o reino. O poder concedido é o mesmo com que ele próprio realiza os milagres. E a missão que lhes confia é a mesma que ele realiza, o anúncio do reino. A missão configura o enviado numa atitude de vida, “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, e não leveis duas túnicas. Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. Se alguns não vos receberem, ao sair dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles”.
meditar a palavra
Jesus confia a sua missão ao grupo daqueles que ele próprio escolheu. Todos fomos escolhidos pelo Senhor no dia do batismo, porque todos fomos escolhidos no mistério da cruz que é mistério do amor de Deus que quer salvar todos os homens. A missão dos escolhidos é realizar os mesmos gestos e anunciar a mesma notícia de Jesus. Esta missão é geradora de vida. Ali onde há enfermidades retoma-se a vida recebendo a cura. Onde domina o demónio, senhor da morte, passa a habitar o senhor da vida pela implantação do reino. Esta missão exige homens novos, capazes de se despojarem de tudo o que os impede de perseguir o dinamismo do reino.
rezar a palavra
Depositaste nas minhas mãos um poder capaz de transformar a vida dos que me rodeiam. Sou enviado a bater de porta em porta para transformar a vida daqueles a quem anuncio e recebem o toque das minhas mãos. É demasiado este poder e grande a responsabilidade. Por mim não serei capaz da fidelidade necessária ao teu projeto. Só tu, Senhor, poderás garantir a minha fidelidade.
compromisso
Preciso rezar para ser fiel ao projeto do Senhor.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/09/santos-do-dia-da-igreja-catolica-24-de-setembro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 24 de Setembro
Postado em: por: marsalima
São Gerardo Sagredo
Gerardo Sagredo, filho de pais ilustres e piedosos, nasceu no ano 980, em Veneza, Itália. Sagrado sacerdote beneditino, foi como missionário para a Corte da Hungria, onde, depois de ser orientador espiritual e professor do rei Estêvão I, uniu-se ao monarca, também santo da Igreja, para converter seu povo ao cristianismo. Decisão que o santo monarca tomou ao retornar do Oriente, onde, em peregrinação, visitara os lugares santos da Palestina. O rei, então, pediu a Gerardo que o ajudasse na missão evangelizadora, porque percebera que Gerardo possuía os dotes e as virtudes necessárias para a missão, ao tê-lo como seu hóspede na Corte.
Educado numa escola beneditina, Gerardo recebeu não só instrução científica como também a formação religiosa: entregou-se de corpo, alma e coração às ciências das leis de Deus e à salvação de almas. Aliás, só por isso aceitou a proposta do santo monarca. Retirando-se com alguns companheiros para um local de total solidão, buscou a inspiração entregando-se, exclusivamente, à pratica da oração, da penitência e dos exercícios espirituais. Mas assim que julgou terminado o retiro, e sentindo-se pronto, dedicou-se com total energia ao serviço apostólico junto ao povo húngaro.
Falecendo o bispo de Chonad, o rei Estêvão I, imediatamente, recomendou Gerardo para seu lugar. Mesmo contra a vontade, Gerardo foi consagrado e assumiu o bispado, conseguindo acabar, de uma vez por todas, com a idolatria aos deuses pagãos, consolidando a fé nos ensinamentos de Cristo entre os fiéis e convertendo os demais.
Uma das virtudes mais destacadas do bispo Gerardo era a caridade com os doentes, principalmente os pobres. Conta a antiga tradição húngara que ele convidava os doentes leprosos para fazerem as refeições em sua casa, acolhendo-os com carinhoso e dedicado tratamento. Até mesmo, quando necessário, eram alojados em sua própria cama, enquanto ele dormia no duro chão.
Quando o rei Estêvão I morreu, começaram as perseguições de seus sucessores, que queriam restabelecer o regime pagão e seus cultos aos deuses. O bispo Gerardo, nessa ocasião, foi ferido por uma lança dos soldados do duque de Vatha, sempre lutando para levar a fiéis e infiéis a verdadeira palavra de Cristo. Gerardo morreu no dia 24 de setembro de 1046.
As relíquias de são Gerardo Sagredo estão guardadas em Veneza, sua terra natal, na igreja de Nossa Senhora de Murano. E é festejado pela Igreja Católica, como o “Apóstolo da Hungria”, no dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE SETEMBRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 13-14
Tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes. Ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
V. Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
R. Ensinai-me as vossas veredas.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas acções, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».
V. Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,
R. Exultem de alegria os vossos fiéis.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas acções, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8a. 10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao demónio e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-Se-á de vós. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.
V. Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
R. Para os que esperam na sua bondade.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar ao mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 1, 22.25
Sede cumpridores da palavra, não apenas ouvintes, pois seria enganar-vos a vós mesmos. Aquele que se aplica atentamente a considerar a lei perfeita, que é a lei da liberdade, e nela persevera, sem ser um ouvinte que se esquece mas que efectivamente a cumpre, esse encontrará a felicidade no seu modo de viver.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
V. Não permitais que minha alma se junte aos pecadores.
R. E tende piedade de mim.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

