“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 2 DE JANEIRO DE 2026
2 de janeiro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 4 DE JANEIRO DE 2026
4 de janeiro de 2026Sábado do Tempo do Natal | A liturgia
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola aos Colossenses 3, 5-16
A vida do homem novo
Irmãos: Mortificai os vossos membros terrenos: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria. Por causa destes vícios é que vem a ira de Deus sobre os rebeldes. Vós também vos comportáveis assim, quando vivíeis em tais vícios. 8 Mas agora, afastai de vós tudo o que é cólera, irritação, malícia, insulto, linguagem torpe.
Não mintais uns aos outros, vós que vos despojastes do homem velho com as suas acções, e vos revestistes do homem novo, que, para alcançar a verdadeira ciência, se vai renovando à imagem do seu Criador. Aí não há grego ou judeu, não há circunciso ou incircunciso, bárbaro ou cita, escravo ou livre. O que há é Cristo, que é tudo e está em todos.
Portanto, como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também.
Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão.
RESPONSÓRIO Cf. Gal 3, 27-28
R. Todos nós que recebemos o baptismo de Cristo fomos revestidos de Cristo: * Todos nós somos um só em Cristo Jesus, nosso Senhor.
V. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher. * Todos nós somos um só em Cristo Jesus, nosso Senhor.
SEGUNDA LEITURA
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Tract. 17, 7-9: CCL 36, 174-175) (Sec. V)
O duplo preceito da caridade
Veio o Senhor, mestre da caridade, cheio de caridade, para cumprir a palavra sobre a terra, como d’Ele foi anunciado, e sintetizou a Lei e os Profetas nos dois preceitos da caridade.
Recordai comigo, irmãos, quais são aqueles dois preceitos. Deveis conhecê-los profundamente, de tal modo que não vos venham à mente só quando vo-los recordamos, mas os conserveis sempre bem gravados no vosso coração.
Lembrai-vos em todo o momento de que devemos amar a Deus e ao próximo: a Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente; e ao próximo como a nós mesmos.
Isto continuamente se há-de pensar, meditar, recordar, praticar, cumprir. O amor de Deus é o primeiro mandamento na hierarquia da obrigação, mas o amor do próximo é o primeiro na ordem da acção. Aquele que te deu o mandamento do amor nestes dois preceitos, não podia preceituar o amor do próximo de preferência ao amor de Deus; mas primeiramente preceituou o amor de Deus e depois o do próximo.
Entretanto, tu que ainda não vês a Deus, merecerás contemplá-l’O, se amas o próximo; com o amor do próximo purificas o teu olhar, para que os teus olhos possam contemplar a Deus, como afirma claramente São João: Se não amas a teu irmão que vês, como poderás amar a Deus que não vês?
Eis que te é dito: Ama a Deus. Se me dizes tu: «Mostra-me quem eu devo amar», que te hei-de responder senão o que diz o mesmo São João: a Deus ninguém jamais O viu? E para que te não julgues totalmente alheio à visão de Deus, diz também: Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus. Portanto, ama o próximo e encontrarás dentro de ti a origem deste amor; aí verás a Deus, quanto agora te é possível.
Começa, portanto, a amar o próximo. Reparte o teu pão com o faminto e dá pousada ao pobre sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante.
Que conseguirás, praticando tudo isto? Então a tua luz brilhará como a aurora. A tua luz é o teu Deus; Ele é a aurora que despontará sobre ti depois da noite deste mundo. Esta luz não nasce nem tem ocaso, porque permanece para sempre.
Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. E para onde caminhas senão para o Senhor Deus, para Aquele que devemos amar com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com toda a nossa mente? É certo que ainda não chegámos até junto do Senhor; mas já temos connosco o próximo. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado, enquanto caminhas neste mundo, e chegarás até junto d’Aquele com quem desejas permanecer eternamente.
RESPONSÓRIO 1 Jo 4, 10-11. 16
R. Deus amou-nos e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. * Se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
R. Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para connosco. * Se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
Oração
Senhor, que, na vossa sabedoria infinita, quisestes que o vosso Filho nascesse da bem-aventurada Virgem Maria, para que a sua humanidade não ficasse sujeita à herança do pecado, concedei-nos que, participando da nova criação, sejamos libertos dos males antigos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Dêmos graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Isaías 62, 11-12a
Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador e traz consigo a recompensa. Serão chamados «Povo santo», «Resgatados do Senhor».
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor deu a conhecer a salvação. Aleluia, Aleluia.
R. O Senhor deu a conhecer a salvação. Aleluia, Aleluia.
V. Aos olhos das nações revelou a sua justiça.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor deu a conhecer a salvação. Aleluia, Aleluia.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Sábado do Tempo do Natal | A liturgia>]
Sábado do Tempo do Natal
Leitura I 1Jo 2, 29 – 3, 6
Caríssimos:
Se sabeis que Deus é justo,
compreendereis também
que todo aquele que pratica a justiça nasceu d’Ele.
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou
em nos chamarmos filhos de Deus.
E somo-lo de facto.
Se o mundo não nos conhece,
é porque não O conheceu a Ele.
Caríssimos, agora somos filhos de Deus
e ainda não se vê o que havemos de ser.
Mas sabemos que, quando Jesus Se manifestar,
seremos semelhantes a Ele,
porque O veremos tal como Ele é.
Todo aquele que tem n’Ele esta esperança
torna-se puro como Ele é puro.
Quem comete o pecado transgride a lei,
porque o pecado é a transgressão da lei.
Mas vós sabeis que Jesus Se manifestou para tirar os pecados
e n’Ele não existe pecado.
Quem permanece n’Ele não peca;
quem peca não O vê nem O conhece.
compreender a palavra
João coloca-nos diante de Cristo para nos mostrar o amor do Pai. De facto, no seu amor Deus fez de nós filhos no seu Filho que veio tirar o pecado do mundo e não podemos já viver sem a consciência desta verdade. Já não podemos deixar de ser filhos. Por isso, o que se impõe agora é viver longe do pecado para permanecermos nele porque quem peca não o conhece. Quem o conhece vive na esperança de chegar a ser semelhante a ele.
meditar a palavra
Diante da nossa pobreza tão real e manifesta no nosso pecado, parece-nos impossível que as palavras de João possam ser verdade. Como é que eu sou filho se sou pecador, como posso conhecer Jesus se meus olhos estão impedidos de o ver, como posso chegar a ser semelhante a ele se estou tão longe de viver nele? São perguntas que nos fazemos muitas vezes e nos impedem de ver o mistério de Deus. Tudo o que João diz na sua carta é ação de Deus em nós e não ação nossa que em resposta recebe como merecimento o dom de Deus. De facto, se Deus não agir em nós através do seu filho que veio tirar o pecado do mundo, nós morreremos nos nossos pecados. Mas porque, em Cristo, ele veio ao nosso encontro, então está aberto para nós o caminho da salvação. Mas, assim, podemos pecar à vontade porque Deus já nos salvou em Cristo. Não podemos, porque o amor de Deus revelado em Cristo, desperta em nós o amor como resposta e este amor procura vencer, de acordo com as nossas capacidades, o pecado. O amor é sinal de que conhecemos a Cristo.
rezar a palavra
Desperta em mim, Senhor, o amor que faz ver acima da minha condição de homem e de pecador, acima das realidades e das pessoas deste mundo, para alcançar o mistério desse amor que me ama incondicionalmente. Faz-me mergulhar nesse mistério de amor gratuito para que encontre aí as forças que preciso para vencer o mal que tantas vezes me coloca em confronto comigo, com os outros e contigo.
compromisso
Contemplo em mim o amor gratuito de Deus revelado em Cristo.
Evangelho Jo 1, 29-34
No dia seguinte ao seu primeiro testemunho,
João Batista viu Jesus, que vinha ao seu encontro,
e exclamou:
«Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
É d’Ele que eu dizia:
‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente,
porque era antes de mim’.
Eu não O conhecia,
mas foi para Ele Se manifestar a Israel
que eu vim batizar na água».
João deu este testemunho, dizendo:
«Eu vi o Espírito Santo descer do céu como uma pomba
e permanecer sobre Ele.
Eu não O conhecia,
mas quem me enviou a batizar na água é que me disse:
‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer
é que batiza no Espírito Santo’.
Ora eu vi e dou testemunho
de que Ele é o Filho de Deus».
compreender a palavra
João indica a pessoa de Jesus e fá-lo com o testemunho da sua própria descoberta. A descrição é feita como um caminho que João teve que atravessar da escuridão para a luz, da ignorância para o conhecimento. Ele não sabia quem era mas agora o seu testemunho é de grande clareza. Ele ouviu e viu e aprendeu a ler os sinais de tal modo que vê Jesus vir ao seu encontro. Por isso, agora, o seu testemunho é verdadeiro. Pelo testemunho de João, aquele Jesus que ninguém conhecia, que estava oculto aos olhos de todos, torna-se visível ao mundo.
meditar a palavra
O caminho interior de descoberta e conhecimento de Jesus até sermos capazes de dizer como João “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, pode ser um caminho longo, difícil, penoso até, mas não é um caminho em vão. Trata-se de um caminho cheio de sinais e palavras, através dos quais Deus se comunica e dá a conhecer o seu Filho como o Salvador. Assim como aconteceu com João também a mim é revelado o mistério daquele que tira o pecado. Se quero chegar a dizer com verdade como João, “eu vi”, preciso de perseverar no caminho ainda que seja no meio do deserto ou da noite escura.
rezar a palavra
Vem ao meu encontro, Jesus, como fizeste com João e deixa que te reconheça como aquele que tira o meu pecado. Mostra-me os sinais que falam de ti e da tua presença no mundo em que vivo e dá-me a coragem para ser uma testemunha forte e verdadeira como de João, que dizia “eu não o conhecia” mas agora que “vi” já o conheço.
compromisso
Hoje quero dar um testemunho corajoso de Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 03 de Janeiro – Sagrada Missão>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 03 de Janeiro
Postado em: por: marsalima
Santa Genoveva
A França não deu ao mundo somente Santa Joana D’Arc como exemplo de mulher santa por interferir na política dos homens. Presenteou a Humanidade também com Santa Genoveva. Embora não se atirasse à guerra como Joana D’Arc, Santa Genoveva fez da atividade política e social uma obrigação tão importante quanto a oração e o jejum. Se Joana é invocada como guerreira, Genoveva se faz protetora nas horas de calamidade e perseguição.
https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?gdpr=0&client=ca-pub-2596501076969398&output=html&h=280&adk=3822981193&adf=3772789321&w=750&fwrn=4&fwrnh=100&lmt=1767537135&rafmt=1&armr=3&sem=mc&pwprc=6987155690&ad_type=text_image&format=750×280&url=https%3A%2F%2Fsagradamissao.com.br%2F2026%2F01%2Fsantos-do-dia-da-igreja-catolica-03-de-janeiro%2F&host=ca-host-pub-2644536267352236&fwr=0&pra=3&rh=188&rw=750&rpe=1&resp_fmts=3&wgl=1&aieuf=1&aicrs=1&fa=27&uach=WyJXaW5kb3dzIiwiMTAuMC4wIiwieDg2IiwiIiwiMTQzLjAuMzY1MC44MCIsbnVsbCwwLG51bGwsIjY0IixbWyJNaWNyb3NvZnQgRWRnZSIsIjE0My4wLjM2NTAuODAiXSxbIkNocm9taXVtIiwiMTQzLjAuNzQ5OS4xMTAiXSxbIk5vdCBBKEJyYW5kIiwiMjQuMC4wLjAiXV0sMF0.&abgtt=7&dt=1767537135038&bpp=5&bdt=2294&idt=-M&shv=r20251211&mjsv=m202512100101&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3Db5408747100b7571%3AT%3D1757046492%3ART%3D1767537037%3AS%3DALNI_Mbb4CL53v9_fd4Qny6lY1NPReGgCA&gpic=UID%3D0000127d5f52273d%3AT%3D1757046492%3ART%3D1767537037%3AS%3DALNI_MYitEcYHSVoSYwT-9mUdtzjyigWeA&eo_id_str=ID%3D432f2a9a89122ca3%3AT%3D1757046492%3ART%3D1767537037%3AS%3DAA-Afjasor8beyFLfjE4vSue05cs&prev_fmts=0x0&nras=2&correlator=2856516215660&frm=20&pv=1&u_tz=-180&u_his=13&u_h=768&u_w=1366&u_ah=728&u_aw=1366&u_cd=24&u_sd=1&dmc=4&adx=82&ady=1383&biw=1343&bih=610&scr_x=0&scr_y=0&eid=31095904%2C31096041%2C95376241%2C95376582%2C95378750%2C95344790%2C95377246&oid=2&pvsid=6511617818759110&tmod=1827855683&uas=1&nvt=1&ref=https%3A%2F%2Fsagradamissao.com.br%2F2026%2F01%2Fpapa-leao-xiv-somente-o-senhor-jesus-nos-traz-a-verdadeira-paz%2F&fc=1408&brdim=0%2C0%2C0%2C0%2C1366%2C0%2C1366%2C728%2C1358%2C610&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&fu=128&bc=31&bz=1.01&pgls=CAEQARoFNC45LjI.~CAEQBBoHMS4xNjguMA..&num_ads=1&ifi=2&uci=a!2&btvi=1&fsb=1&dtd=279
Nasceu em Nanterre, perto de Paris, no ano 422, de família muito humilde e modesta, época em que a Inglaterra ainda era dominada pelo paganismo, exigindo da Igreja uma postura de evangelização naquele importante país. Assim, tinha Genoveva cerca de 6 anos (alguns escritos falam em 8) quando uma missão católica passou por sua cidade a caminho da Bretanha, liderada por dois bispos. Um deles profetizou que a menina seria um prodígio cristão – e não errou.
Já aos 15 anos Genoveva fez voto de castidade, participando ainda de uma irmandade que, embora não se retirasse para os conventos, atuava religiosa e socialmente a partir de suas próprias casas. Sua história como protetora da França tem dois episódios significativos e sempre citados: a resistência aos hunos e o auxílio dos moradores do campo à cidade que vivia na penúria.
Quando Átila, “o flagelo de Deus”, liderou os hunos na invasão a Paris, a população decidiu abandonar a cidade. Santa Genoveva os convenceu a ficar, pois deviam confiar em Deus que impediria a destruição da metrópole. Embora quase fosse linchada pelos mais temerosos, sua convicção contagiou e o povo ficou. Átila não só não invadiu Paris como pouco tempo depois foi obrigado a recuar e abandonar outras cidades conquistadas.
https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?gdpr=0&client=ca-pub-2596501076969398&output=html&h=280&adk=3822981193&adf=1937636049&w=750&fwrn=4&fwrnh=100&lmt=1767537135&rafmt=1&armr=3&sem=mc&pwprc=6987155690&ad_type=text_image&format=750×280&url=https%3A%2F%2Fsagradamissao.com.br%2F2026%2F01%2Fsantos-do-dia-da-igreja-catolica-03-de-janeiro%2F&host=ca-host-pub-2644536267352236&fwr=0&pra=3&rh=188&rw=750&rpe=1&resp_fmts=3&wgl=1&aieuf=1&aicrs=1&fa=27&uach=WyJXaW5kb3dzIiwiMTAuMC4wIiwieDg2IiwiIiwiMTQzLjAuMzY1MC44MCIsbnVsbCwwLG51bGwsIjY0IixbWyJNaWNyb3NvZnQgRWRnZSIsIjE0My4wLjM2NTAuODAiXSxbIkNocm9taXVtIiwiMTQzLjAuNzQ5OS4xMTAiXSxbIk5vdCBBKEJyYW5kIiwiMjQuMC4wLjAiXV0sMF0.&abgtt=7&dt=1767537135038&bpp=3&bdt=2293&idt=-M&shv=r20251211&mjsv=m202512100101&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3Db5408747100b7571%3AT%3D1757046492%3ART%3D1767537037%3AS%3DALNI_Mbb4CL53v9_fd4Qny6lY1NPReGgCA&gpic=UID%3D0000127d5f52273d%3AT%3D1757046492%3ART%3D1767537037%3AS%3DALNI_MYitEcYHSVoSYwT-9mUdtzjyigWeA&eo_id_str=ID%3D432f2a9a89122ca3%3AT%3D1757046492%3ART%3D1767537037%3AS%3DAA-Afjasor8beyFLfjE4vSue05cs&prev_fmts=0x0%2C750x280&nras=3&correlator=2856516215660&frm=20&pv=1&u_tz=-180&u_his=13&u_h=768&u_w=1366&u_ah=728&u_aw=1366&u_cd=24&u_sd=1&dmc=4&adx=82&ady=2066&biw=1343&bih=610&scr_x=0&scr_y=0&eid=31095904%2C31096041%2C95376241%2C95376582%2C95378750%2C95344790%2C95377246&oid=2&pvsid=6511617818759110&tmod=1827855683&uas=1&nvt=1&ref=https%3A%2F%2Fsagradamissao.com.br%2F2026%2F01%2Fpapa-leao-xiv-somente-o-senhor-jesus-nos-traz-a-verdadeira-paz%2F&fc=1408&brdim=0%2C0%2C0%2C0%2C1366%2C0%2C1366%2C728%2C1358%2C610&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&fu=128&bc=31&bz=1.01&pgls=CAEQARoFNC45LjI.~CAEQBBoHMS4xNjguMA..&num_ads=1&ifi=3&uci=a!3&btvi=2&fsb=1&dtd=288
Mais tarde, quando a cidade mergulhava na fome e na escassez, Genoveva exortou a população agrícola a socorrer os moradores urbanos, salvando milhares da morte. Por isso é invocada sempre que a capital francesa passa por calamidades e não tem recusado proteção, segundo seus devotos.
Sua atuação na política também livrou muitos da cadeia e da perseguição, pois interferia frequentemente junto ao Rei Clóvis, conseguindo anistia aos prisioneiros políticos. Morreu por volta do ano 502, depois de ter convencido o rei a construir a famosa igreja dedicada a São Pedro e São Paulo. Durante a revolução francesa a abadia construída sobre seu túmulo, e que abrigava suas relíquias, foi saqueada pelos jacobinos, mas seu culto continuou e perdura até hoje na Igreja de Santo Estêvão do Monte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 3 DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 2, 3b-4
De Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor. Ele será juiz no meio das nações e árbitro de povos inumeráveis. Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Já não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão-de preparar para a guerra.
V. O Senhor lembrou-Se da sua misericórdia e fidelidade, Aleluia.
R. Em favor da casa de Israel. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 9, 1
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar.
V. Todos os confins da terra, Aleluia.
R. Viram a salvação do nosso Deus. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 60, 4b-5
Os teus filhos vão chegar de longe e as tuas filhas serão trazidas nos braços. Quando o vires, ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, porque a ti afluirão os tesouros do mar e a ti virão ter as riquezas das nações.
V. Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade, Aleluia.
R. Abraçaram-se a paz e a justiça. Aleluia.
Oração
Senhor, que, na vossa sabedoria infinita, quisestes que o vosso Filho nascesse da bem-aventurada Virgem Maria, para que a sua humanidade não ficasse sujeita à herança do pecado, concedei-nos que, participando da nova criação, sejamos libertos dos males antigos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9-10
Deus salvou-nos e chamou-nos para sermos santos, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça. Esta graça que nos tinha sido dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade, manifestou-se agora pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho.
RESPONSÓRIO BREVE
V. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
R. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
V. Hão-de glorificá-l’O todos os povos.
R. Todas as nações da terra.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. N’Ele serão abençoadas todas as nações da terra.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

