Relatos de um policial penal que atua com abordagem de polícia comunitária
9 de janeiro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE JANEIRO DE 2026
11 de janeiro de 2026Batismo do Senhor (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 42, 1-9; 49, 1-9
O humilde servo do Senhor, luz das nações
Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações.
Não gritará nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças;
não quebrará a cana fendida
nem apagará a torcida que ainda fumega:
proclamará fielmente a justiça.
Não desfalecerá nem desistirá,
enquanto não estabelecer a justiça na terra,
a doutrina que as ilhas longínquas esperam.
Assim fala o Senhor Deus,
que criou e estendeu os céus,
consolidou a terra e o que ela produz,
dá vida ao povo que a habita
e respiração aos que sobre ela caminham:
«Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça;
tomei-te pela mão, formei-te
e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações,
para abrires os olhos aos cegos,
tirares do cárcere os prisioneiros
e da prisão os que habitam nas trevas.
Eu sou o Senhor: este é o meu nome.
Não cedo a outrem a minha glória,
nem aos ídolos o louvor que Me é devido.
Os primeiros sucessos já se realizaram,
e vou anunciar-vos outros novos;
antes que despontem, vo-los dou a conhecer».
Terras de Além-mar, escutai-me;
povos de longe, prestai atenção.
O Senhor chamou-me desde o ventre materno,
disse o meu nome desde o seio de minha mãe.
Fez da minha boca uma espada afiada,
abrigou-me à sombra da sua mão.
Tornou-me semelhante a uma seta aguda,
guardou-me na sua aljava.
E disse-Me: «Tu és o meu servo, Israel,
por quem manifestarei a minha glória».
E eu dizia: «Cansei-me inutilmente,
em vão e por nada gastei as minhas forças.
Mas o meu direito está no Senhor
e a minha recompensa está no meu Deus».
E agora o Senhor falou-me,
Ele que me formou desde o seio materno,
para fazer de mim o seu servo,
a fim de Lhe reconduzir Jacob
e reunir Israel junto d’Ele.
Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor,
e Deus é a minha força.
Ele disse-me então:
«Não basta que sejas meu servo,
para restaurares as tribos de Jacob
e reconduzires os sobreviventes de Israel.
Vou fazer de ti a luz das nações,
para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».
Assim fala o Senhor,
o Redentor e o Santo de Israel,
ao desprezado pelos homens,
ao detestado pelas nações,
ao escravo dos tiranos:
«Diante de ti se levantarão os reis
e se prostrarão os príncipes,
por causa do Senhor que é fiel,
do Santo de Israel que te escolheu».
Assim fala o Senhor:
«No tempo da graça, Eu te ouvi;
no dia da salvação, Eu te ajudei.
Eu te formei e destinei para renovar a aliança do povo,
para restaurar o país e reocupar as herdades devastadas,
para dizer aos prisioneiros: ‘Saí para fora!’,
e aos que vivem nas trevas: ‘Vinde para a luz!’.
Hão-de alimentar-se ao longo dos caminhos
e em todas as colinas encontrarão pastagens».
RESPONSÓRIO Cf. Mt 3, 16. 17; Lc 3, 22
R. Hoje o Senhor é baptizado no rio Jordão: abrem-se os Céus, desce sobre Ele o Espírito Santo em figura de pomba e ressoa a voz do Pai: * Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências.
V. O Espírito Santo desceu sobre Ele visivelmente em figura de pomba, e ouviu-se uma voz do Céu: * Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, bispo
(Oratio 39 in sancta Lumina, 14-16. 20: PG 36, 350-351. 354. 358-359) (Sec. IV)
O baptismo de Cristo
Hoje, Cristo é iluminado: entremos também nós no esplendor da sua luz. Hoje, Cristo é baptizado: desçamos com Ele à água, para podermos subir com Ele à glória.
João está a baptizar e Jesus aproxima-Se. Talvez tenha em vista santificar aquele por quem vai ser baptizado; mas o que é certo é que Ele quer sepultar nas águas todo o velho Adão. Antes de nós e por nossa causa, Ele que era Espírito e carne santifica o Jordão, para assim nos iniciar nos sagrados mistérios mediante o Espírito e a água.
João Baptista resiste, Jesus insiste. Eu é que devo ser bapti zado por Ti, diz a lâmpada ao Sol, a voz à Palavra, o amigo ao Esposo, o maior entre os nascidos da mulher ao Primogénito de toda a criatura, o que havia exultado de júbilo no seio materno Àquele que tinha sido adorado também no seio de sua Mãe, o que era e havia de ser precursor Àquele que já tinha vindo e de novo há-de vir. Eu é que devo ser baptizado por Ti. E podia acrescentar: «e pelo teu nome»; pois sabia com certeza que mais tarde receberia o baptismo do martírio, e que, como a Pedro, não lhe seriam lavados somente os pés.
Mas depois Jesus sobe das águas, elevando consigo o mundo inteiro, e vê abrirem-se os Céus de par em par, aqueles Céus que Adão tinha fechado para si e para a sua posteridade, do mesmo modo que tinha feito encerrar e guardar com a espada de fogo a entrada do paraíso terreal.
E o Espírito dá testemunho da divindade de Cristo, apare- cendo sobre Ele como um igual. E vem uma voz do Céu, donde procedera precisamente Aquele de quem se dava testemunho; apareceu em forma corporal de pomba, para assim honrar o Corpo de Cristo, que é também divino pela sua excepcional união com Deus; não devemos esquecer que, muitos séculos antes, foi também uma pomba que anunciou o fim do dilúvio.
Honremos, portanto, neste dia o baptismo de Cristo e cele- bremos dignamente a sua festa.
Conservai a pureza de espírito e purificai-vos sempre mais. Nada agrada tanto a Deus como a conversão e a salvação do homem, para quem se destinam todas estas palavras e misté- rios. Sede como astros resplandecentes no meio do mundo, isto é, como uma força vivificante para os outros homens. Se assim fizerdes, chegareis a ser luzes perfeitas na presença daquela grande luz que brilha no céu, iluminados mais claramente pelo esplendor puríssimo da Trindade, da qual recebestes até agora apenas um único raio procedente da única Divindade, em Nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen.
RESPONSÓRIO Salmo 113 (114), 5
R. Hoje abrem-se os Céus: tornam-se doces as águas do mar, alegra-se a terra, exultam montes e colinas: * No rio Jordão, Cristo é baptizado por João.
V. Que tens, ó mar, para assim fugires? E tu, Jordão, para voltares atrás? * No rio Jordão, Cristo é baptizado por João.
HINO Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Isaías 61,1-2a
O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos humildes, a curar os corações atribulados, a proclamar a redenção aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, a promulgar o ano da graça do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que hoje vos manifestastes aos homens.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Batismo do Senhor (Ano A) | A liturgia>]
Batismo do Senhor (Ano A)
Festa
LEITURA I Is 42, 1-4.6-7
Diz o Senhor:
«Eis o meu servo, a quem Eu protejo,
o meu eleito, enlevo da minha alma.
Sobre ele fiz repousar o meu espírito,
para que leve a justiça às nações.
Não gritará, nem levantará a voz,
nem se fará ouvir nas praças;
não quebrará a cana fendida,
nem apagará a torcida que ainda fumega:
proclamará fielmente a justiça.
Não desfalecerá nem desistirá,
enquanto não estabelecer a justiça na terra,
a doutrina que as ilhas longínquas esperam.
Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça;
tomei-te pela mão, formei-te
e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações,
para abrires os olhos aos cegos,
tirares do cárcere os prisioneiros
e da prisão os que habitam nas trevas».
compreender a palavra
Deus escolhe o seu servo e dá-lhe a missão de implantar a justiça no meio das nações. É animado pelo Espírito e atuará com suavidade e mansidão. Não vem para destruir nem apagar, mas para abrir os olhos aos cegos, libertar os prisioneiros e levar a luz às nações. Será persistente, sem desânimo, nem desistência na sua missão até que seja implantada a justiça.
meditar a palavra
Escutar esta palavra de Isaías no dia em que celebramos o Batismo de Jesus ajuda a compreender melhor o que o Senhor anuncia por meio do profeta. Ele anuncia a chegada do Messias que será o Filho amado, aquele em quem pôs o seu enlevo e a quem deu a missão de salvar todos os que andam na escuridão, os cegos, os presos e os que habitam as trevas. Jesus é aquele em quem repousa o Espírito do Senhor e assume a missão de fazer chegar a salvação aos corações perdidos da casa de Israel. Hoje, ele vem para mim, que também me encontro cego, envolvidos pelas trevas, e incapaz de vencer a escuridão. Pela água do Batismo já fez luz em mim, lavando os meus pecados e vencendo a distância que existia entre mim e Deus, tornando-me filho. No entanto, as trevas teimam em ser mais rápidas que a luz e a minha vida volta muitas vezes à escuridão. É bom não esquecer que só Jesus é capaz de vencer as trevas do pecado e da morte que experimento muitas vezes.
rezar a palavra
Filho de Deus, amado do Pai, vem com o teu Espírito e renova em mim a graça do batismo com que me consagraste filho adotivo. Tu que vieste trazer a luz ao cego, livra-me das trevas interiores que me impedem de ver a luz. Tu que libertaste os prisioneiros abre-me ao abraço amoroso do Pai.
compromisso
Revivo a experiência do meu batismo como o maior acontecimento da minha vida.
LEITURA II At 10, 34-38
Naqueles dias,
Pedro tomou a palavra e disse:
«Na verdade,
eu reconheço que Deus não faz aceção de pessoas,
mas, em qualquer nação,
aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável.
Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel,
anunciando a paz por Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.
Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia,
a começar pela Galileia,
depois do batismo que João pregou:
Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré,
que passou fazendo o bem
e curando todos os que eram oprimidos pelo Demónio,
porque Deus estava com Ele».
compreender a palavra
Pedro está na casa de Cornélio para onde foi enviado pelo Espírito. Apesar de se tratar de um pagão, Pedro acedeu iluminado pelo Espírito que lhe mostrou a missão universal do evangelho anunciado por Cristo. Deus, que não faz aceção de pessoas tinha escutado a prece de Cornélio e mandara-o chamar Pedro. É neste contexto que Pedro fala a toda a casa de Cornélio e nos fala hoje a nós. Na sua palavra ilumina-nos recordando o que aconteceu na Judeia e na Galileia desde o Batismo de João. “Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus estava com Ele”.
meditar a palavra
Hoje percebo que Jesus não veio apenas para um grupo de eleitos, que por serem santos, são amados por Deus. Não! Cristo veio para trazer a luz às nações, para implantar a justiça no meio dos povos e anunciar a palavra da paz a todos, porque Deus não faz aceção de pessoas. Este Jesus foi ungido pelo Espírito Santo para dar cumprimento às promessas feitas através dos profetas. E essas promessas consistem em curar os que estão oprimidos pelo demónio. Também veio para mim que, de muitos modos me vejo oprimido pelas forças do mal que geram conflitos, divisões e discórdias. As forças que ocultam em mim a imagem de Cristo com que fui revestido no batismo afastando-me de Deus e dos irmãos. Como outrora, Jesus, o ungido pelo Espírito, bate à minha porta, encontra-se comigo na minha Galileia, para realizar em mim o mesmo que fez na casa de Cornélio através das mãos de Pedro e da ação do Espírito Santo.
rezar a palavra
Escuta, Senhor, a minha oração como fizeste com Cornélio e a sua família, e envia de novo o teu Espírito para renovar em mim o batismo que me fez filho da luz e a palavra que transforma toda a minha vida em lugar de paz. Faz também de mim instrumento da tua ação em favor dos homens que esperam a tua salvação.
compromisso
Também o meu coração se abre à universalidade do evangelho.
EVANGELHO Mt 3, 13-17
Naquele tempo,
Jesus chegou da Galileia
e veio ter com João Batista ao Jordão,
para ser batizado por ele.
Mas João opunha-se, dizendo:
«Eu é que preciso de ser batizado por Ti,
e Tu vens ter comigo?».
Jesus respondeu-lhe:
«Deixa por agora;
convém que assim cumpramos toda a justiça».
João deixou então que Ele Se aproximasse.
Logo que Jesus foi batizado, saiu da água.
Então, abriram-se os céus
e Jesus viu o Espírito de Deus
descer como uma pomba e pousar sobre Ele.
E uma voz vinda do Céu dizia:
«Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus toda a minha complacência».
Há oito dias celebrámos a manifestação de Jesus a todos os povos representados nos magos que vieram do Oriente. Ao longo desta semana, quem teve oportunidade de acompanhar a liturgia, deve ter verificado que recordámos outros momentos de manifestação de Jesus. Aqueles ‘mistérios luminosos’, que o Papa João Paulo II sugeriu para serem introduzidos na recitação do Rosário, são, todos eles, manifestações e descoberta da identidade de Jesus.
A festa do Batismo do Senhor funciona como uma espécie de charneira que faz a ligação entre o tempo do Natal, que estamos a terminar, e o tempo comum, que vai começar. No Natal celebrámos a ternura de Deus, a alegria e a esperança que um nascimento sempre nos traz. E, nestes últimos dias, observámos como Jesus se vai manifestando: primeiro aos pobres e humildes representados pelos pastores; depois aos mais distantes representados pelos Magos que vieram do Oriente; e hoje, a todo o povo no acontecimento do Batismo, tornando claro que Jesus não é só o menino adorado por pastores e Magos, mas é o adulto e proclamado como o Filho muito amado do Pai.
Passada a contemplação da criança, olhamos para Jesus já adulto, que deixa a pacata aldeia de Nazaré, onde Ele viveu, para se mostrar a todo o povo no contexto de um batismo público, de envio e de missão. É o momento em que Jesus se apresenta em público para ser reconhecido por todos.
1. O Batismo de João e Jesus
– Jesus integra-se no grupo dos seguidores de João Batista no contexto da expectativa de todo o povo. O seu batismo é um acto público, num momento em que Jesus está a orar e a participar no encontro com as pessoas…
– A pregação e o Batismo de João Batista caracterizam-se pelo convite ao arrependimento e ao perdão dos pecados… Até certo ponto, João Batista inaugurou uma nova prática para o perdão dos pecados que passava pela mudança de vida e o banho de imersão (no templo, os sacerdotes, através dos sacrifícios, também procuravam sanar os pecados do povo…)
– Era importante este Batismo de João… Jesus reconhece essa importância ao ponto de se submeter a ele, não porque tivesse pecados mas para se solidarizar com todos os pecadores que se empenhavam numa renovação espiritual e social de acordo com os planos de Deus…
– Depois do Batismo abrem-se os céus, o Espírito Santo desce sobre Ele e ouve-se a voz do Pai a testemunhar que Jesus é o seu Filho amado.
– Os que estavam presentes e testemunharam o encontro de Jesus com João Batista, tiveram que decidir entre os dois: João pregava o arrependimento e batizava com água, já era conhecido de muitos pela sua forma de vida no deserto e pelo impacto que a sua acção criava… A Jesus ninguém o conhecia, “não tinha levantado ainda a voz nem se tinha feito ouvir nas praças” (como o servo da 1ª leitura do profeta Isaías)… Mas, é sobre Ele que recai o Espírito e há-de ser Ele a batizar com o Espírito Santo e com o fogo… João, como todo o povo, estava na expectativa, sabiam da promessa de Deus; agora verificam que Jesus é o cumprimento…
– O Pai que fala e o Espírito que desce confirmam quem é Jesus… João tinha a missão cumprida, agora começa outro tempo: o tempo de Jesus…
2. A missão de Jesus
– Há dois personagens que se apresentam como modelo da missão de Jesus: o servo da leitura de Isaías e João Batista que já se encontrava no terreno e cuja missão parece ter sido cumprida…
– Jesus identifica-se com o servo, com aquele que vem instaurar a justiça não apenas em Israel, mas em todos os povos (“nas ilhas distantes”)… E fá-lo, não de um modo violento ou ruidoso (“não gritará, não levantará a voz nem se fará ouvir nas praças…”); a sua palavra não será imposta por qualquer poder, mas promoverá o direito sem se deixar abater, abrindo os olhos aos cegos, libertando os cativos e prisioneiros, aproveitando todos os sinais de vida à sua volta: “não quebrará a cana fendida nem apagará a torcida que fumega…”
– Como o servo de Isaías e na sequência de João Batista, Jesus criará espaços de liberdade e quebrará as cadeias porque só a partir da liberdade é que se torna possível a vida e o amor: “Ele passou fazendo o bem e curando todos os que estavam oprimidos” 2ª leitura): cumpriu a sua missão…
3. O nosso compromisso
– Hoje é um dia também para nos interrogarmos sobre o que fazemos da nossa missão como batizados. Será que já passámos do Batismo com água (da cerimónia, do assento no livro, da festa associada) para o Batismo com o Espírito (da transformação, do compromisso, da missão)?…
– Seria bom que cada um revisitasse o seu Batismo e “a necessidade de tornar mais forte e eficaz o testemunho da fé”… Depois de ser batizado ninguém pode continuar igual… No próprio Jesus, este acontecimento significou a viragem: É com o Batismo que começa a sua missão…
– Que missão é que cada um de nós, batizado, desenvolve? Que transformações foram operadas? Onde está o Espírito que foi recebido? Qual é a marca que nos diferencia?
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 11 de Janeiro – Sagrada Missão>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 11 de Janeiro
Postado em: por: marsalima
Santo Teodósio
Teodósio, cujo nome significa “um presente de Deus”, nasceu na Capadócia, atual Turquia, em 423, de pais ricos, nobres cristãos. Recebeu uma boa e sólida formação desde a infância sendo educado dentro dos preceitos da fé católica. Quando ainda muito jovem, era ele quem fazia as leituras nas assembléias litúrgicas de sua cidade. Um dia, lendo a história de Abraão, identificou-se com ele e descobriu que seu caminho era o mesmo do patriarca, que deixara sua terra para se encaminhar aonde Deus lhe apontava. Teodósio decidiu fazer o mesmo, seguindo inicialmente em peregrinação à Terra Santa, para conhecer os caminhos trilhados por Jesus.
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Martirológio Romano
Dotado de dons especiais como da profecia, prodígio, cura e conselho, sentiu a confirmação do seu chamado por Deus, ao se encontrar com Simeão, o estilista, outro Santo que havia optado por viver acorrentado e numa torre alta construída por ele mesmo. Simeão que nunca o tinha visto ou conhecido, o chamou pelo próprio nome e o avisou de que Deus o havia escolhido para converter e salvar muita gente. Teodósio entrou então para um convento próximo à Torre de Davi, onde rapidamente foi escolhido para a provedoria de uma igreja consagrada a Nossa Senhora. Mas sentia que aquela não era a sua obra, preferia a vida solitária da comunidade monástica do deserto, como era usual naquela época.
Depois, seguindo a orientação de São Longuinho, que o aconselhava em sonhos, foi habitar numa caverna, que segundo dizem fora ocupada pelos Reis Magos ao regressarem de Belém. Alí se entregou às duras penitencias e orações, passando a pregar com um senso de humildade que contagiava a todos que por lá passavam. Logo começou a receber discípulos e outros monges formando uma nova comunidade religiosa cenobítica, isto é,
viviam uma vida retirada mas em comunicação servindo a comunidade movidos pelos mesmos interesses, princípios e prerrogativas cristãs.
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Martirológio Romano
Numerosos discípulos, de diversas nacionalidades, foram atraídos e reunidos por ele. Edificou três conventos, um para os que falavam grego, outro para os eslavos e o terceiro para os de idiomas orientais como hebreu, árabe e persa. Todos nos arredores de Belém. Construiu também três hospitais, um para anciãos, outro para atender todos os tipos de doenças e o terceiro para os que tinham enfermidades mentais. Aliás uma idéia muito nova para essa época e pouco freqüente no mundo inteiro. Além disso ergueu quatro igrejas.
Sua fama o levou ao posto de arquimandrita da Palestina, isto é, superior geral de todos os monges. Mas sua atuação contra os hereges acabou por condená-lo ao exílio, por confrontar-se com o Imperador Anastácio. Só quando o imperador morreu é que ele pôde voltar à Palestina reconquistando seu posto de liderança entre os monges.
Quando Teodósio morreu, com cento e cinco anos, em 529, seu corpo foi depositado na cova feita por ele mesmo, há muitos anos, naquela gruta onde os Reis Magos dormiram, entre Jerusalém e Belém. Seu enterro foi acompanhado pelo Arcebispo de Jerusalém e muitos cristãos da Cidade Santa assistiram ao seu funeral onde aconteceram
Descobrir mais
Martirológio Romano
inúmeras graças e prodígios, que ainda sucedem no local de sua sepultura, embora tenha sido profanada e saqueada pelos árabes sarracenos. Seu culto se difundiu rapidamente pelo mundo cristão e se mantém ainda hoje muito forte.
Santo Higino
Higino era grego e filho de um filósofo ateniense. Governou a Igreja por quatro anos entre 136 a 140. No segundo século, santo Irineu voltando de uma viagem à Roma para a Ásia Menor elaborou um calendário litúrgico do Oriente para homenagear todos os sucessores de são Pedro em Roma. Neste elenco Higino ocupou o nono lugar. Por esta razão ficou fora do calendário litúrgico de Roma. A sua “memória” só introduzida no século doze, quando a Igreja uniu os dois calendários litúrgicos dos santos e mártires.
Não há dúvida alguma quanto a sua existência. Higino foi o único usar este nome e morreu pelo testemunho da fé. O Livro dos Pontífices e o Martirológio Romano afirmam que Higino sofreu o martírio no dia 11 de janeiro durante a perseguição de Antonino Pio e foi sepultado junto de São Pedro no Vaticano. Alguns estudiosos discordam que ele tenha sido mártir, mas que foi santo por outros méritos.
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Martirológio Romano
Seu governo foi não só perturbado pelas perseguições aos cristãos, mas também pelos focos de heresia que começavam a nascer na Igreja dos primeiros tempos. Contando com a ajuda de São Justino, filósofo, condenou as heresias e os heresiarcas, e conseguiu triunfar diante desses perigos. Valentim e Cerdon, os heresiarcas que ousaram enfrentar Roma, foram excomungados pelo papa Higino. Ele se esmerou na preservação da integridade do ensinamento evangélico de Cristo.
Higino ousou mais, quando tomou como exemplo o poderoso imperador Adriano. Mexeu nas estruturas hierárquicas e as tornou mais precisas, instituindo as Ordens menores para melhorar o serviço da Igreja e a preparação ao sacerdócio mediante uma aproximação progressiva aos Santos Mistérios. À ele também se deve o costume de se ter padrinho e madrinha nos batismos.
Seu culto se manteve no dia 11 de janeiro conforme a tradição da Igreja, e os fíeis o fazem ainda hoje um dos Santos mais populares e queridos de sua devoção.
Santo Tomás de Cori
Francisco Antonio Placidi, assim foi batizado ao nascer em 04 de junho de 1655, na cidade de Cori, Itália. Tornou-se órfão dos pais aos catorze anos de idade, e, assim jovem, responsável pela família. Aos vinte e dois, com as duas irmãs bem encaminhadas e casadas dentro dos preceitos cristãos, ele entrou para a Ordem dos Frades Menores Franciscano, no convento de Orvieto em 1677, tomando o nome de frei Tomás.
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Martirológio Romano
Após cinco anos foi consagrado sacerdote, logo assumindo a condição de predicador na sua diocese em Subiaco, onde exerceu seu apostolado. Considerado grande professor de santidade, exímio diretor espiritual e incansável confessor, iniciava essa tarefa pela manhã terminando só à noite.
Frei Tomás de Cori, foi imagem viva do Bom Pastor. Como guia amoroso, soube conduzir para as pastagens da fé os irmãos confiados aos seus cuidados, animado sempre pelo ideal franciscano.
No convento demonstrava o seu espírito de caridade, fazendo-se disponível a qualquer exigência, mesmo a mais humilde, sendo especialmente solicitado para atender os que estavam enfermos nos leitos. Ele, que durante quarenta anos, conviveu com uma ferida na perna, sem que fizesse uma única queixa ou fosse um motivo de impedimento para o exercício de suas funções e apostolado.
Como autêntico discípulo do Pobrezinho de Assis, Tomás de Cori foi obediente a Cristo. Meditou e encarnou na sua existência a exigência evangélica da pobreza e do dom de si a Deus e ao próximo. Contemplado pelo Espírito Santo com muitos dons, como o do conselho, cura, graças e prodígios, foi durante sua vida religiosa, “visitado” muitas vezes na Santa Missa, pelo Menino Jesus, a Virgem Maria e por São Francisco de Assis.
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Martirológio Romano
Entretanto seu nome está ligado à grande obra dos “Retiros” da Ordem Franciscana. Seguindo o exemplo do beato Boaventura de Barcelona, fundou os “retiros” de sua Ordem em Civetela e Palombara Sabina, ambos na Itália. As rígidas regras para as orações e vida religiosa se estenderam para todos os “Retiros” da sua Ordem em 1756, e se mantém até hoje na íntegra com a sua assinatura. Eles também serviram de base para os “retiros” de outras Ordens religiosas.
Toda a vida de Tomas de Cori se mostrou assim como sinal do Evangelho, testemunho do amor do Pai celeste, revelado em Cristo e operante no Espírito Santo, para a salvação do mundo. Ele que morreu no dia 11 de janeiro de 1729, foi beatificado em 1786 e canonizado pelo papa João Paulo II em 1999.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 11 DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
Ant. João opunha-se, dizendo a Jesus: Eu tenho de ser baptizado por ti, e Tu vens ter comigo?
LEITURA BREVE Is 11, 1-2a
Sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: Espírito de sabedoria e de inteligência, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de conhecimento e de temor de Deus.
V. Ele deve crescer
R. E eu diminuir.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
Ant. Respondeu-lhe Jesus: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.
LEITURA BREVE Is 42, 1
Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre Ele fiz repousar o meu Espírito, para que leve a justiça às nações.
V. Eis o meu servo, a quem Eu protejo,
R. O meu eleito, enlevo da minha alma.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
Ant. João deu testemunho, dizendo: Vi o Espírito de Deus que descia como pomba e permanecia sobre Ele.
LEITURA BREVE Is 49, 6
Disse-me o Senhor: Não basta que sejas meu servo para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.
V. Farei descer sobre Ele o meu Espírito,
R. Para que leve a justiça às nações.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Actos 10, 37-38
Vós sabeis o que sucedeu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: Deus ungiu com o Espírito Santo e poder Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio; porque Deus estava com Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Este é O que veio pela água e pelo sangue.
R. Este é O que veio pela água e pelo sangue.
V. Jesus Cristo, nosso Senhor.
R. Este é O que veio pela água e pelo sangue.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Este é O que veio pela água e pelo sangue.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



