“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE JANEIRO DE 2026
22 de janeiro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 24 DE JANEIRO DE 2026
24 de janeiro de 2026Sexta-feira da Semana II do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Deuteronómio 10, 12 – 11, 9.26-28
Segui o caminho de Deus
Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo:
«Agora, Israel, que te pede o Senhor teu Deus? Que temas o Senhor teu Deus e O sigas em todos os seus caminhos; que ames e sirvas o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, observando os mandamentos e leis do Senhor que hoje te confio para tua felicidade. Ao Senhor teu Deus pertencem os céus e os céus dos céus, a terra e tudo o que ela contém. Mas foi só aos vossos pais que o Senhor dedicou o seu amor; depois deles, escolheu-vos a vós, seus descendentes, de preferência a todos os povos, como hoje se verifica.
Circuncidai o vosso coração e não sejais de dura cerviz, porque o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, forte e terrível, que não faz acepção de pessoas nem aceita presentes. Ele faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, a quem dá pão e vestuário. Amai, portanto, o estrangeiro, porque vós também fostes estrangeiros na terra do Egipto. É ao Senhor teu Deus que deves temer e servir, é a Ele que deves seguir, é pelo seu nome que hás-de jurar. É a Ele que deves louvar, porque é o teu Deus, que realizou por ti maravilhas e prodígios terríveis que os teus olhos contemplaram. Quando desceram ao Egipto, os teus antepassados eram setenta pessoas; e o Senhor teu Deus tornou-te agora numeroso como as estrelas do céu.
Amarás o Senhor teu Deus e guardarás sempre as suas determinações: as suas leis, os seus preceitos e os seus mandamentos.
Vós conheceis por experiência, e os vossos filhos não. Eles não viram as lições do Senhor vosso Deus, a sua grandeza, a sua mão poderosa e o seu braço estendido, os sinais e obras admiráveis que realizou no Egipto contra o Faraó e toda a sua nação; como tratou o exército egípcio, os seus cavalos e carros, fazendo refluir sobre eles as águas do Mar Vermelho, quando eles vos perseguiam, e o Senhor os aniquilou até ao dia de hoje; o que fez por vós no deserto, até à vossa chegada a este lugar; o que fez a Datã e Abirão, filhos de Eliab, filho de Rúben, quando a terra se abriu e diante de todo o Israel os engoliu, com as famílias, as tendas e quanto lhes pertencia.
Com os vossos próprios olhos vistes a obra grandiosa que o Senhor realizou. Guardai todos os mandamentos que hoje vos entrego, para serdes fortes e conquistardes a terra de que ides tomar posse, para viverdes longos dias na terra que o Senhor jurou dar a vossos pais e à sua descendência, uma terra onde corre leite e mel.
Ponho hoje diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor ,vosso Deus, que hoje vos prescrevo; a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, afastando-vos do caminho que hoje vos indico, para seguirdes outros deuses que não conhecestes».
RESPONSÓRIO 1 Jo 4, 19; 5, 3; 2, 5a
R. Amemos a Deus, porque Deus nos amou primeiro. O amor de Deus consiste em guardarmos os seus mandamentos; * E os seus mandamentos não são pesados.
V. Se alguém guardar a sua palavra, nesse em verdade o amor de Deus é perfeito. * E os seus mandamentos não são pesados.
SEGUNDA LEITURA
Dos Capítulos de Diádoco de Foticeia, bispo, sobre a perfeição espiritual
(Cap. 12.13.14: PG 65, 1171-1172) (Sec. V)
Só a Deus se deve amar
Quem se ama a si mesmo não pode amar a Deus; aquele que, movido pela riqueza superior do amor divino, não se ama a si mesmo, esse ama a Deus. E como consequência, tal homem nunca busca a própria glória, mas a glória de Deus. Quem se ama a si mesmo procura a sua glória; quem ama a Deus procura a glória do seu Criador.
É próprio da alma que sente o amor de Deus procurar sempre a glória de Deus em todos os preceitos que cumpre e deleitar-se na submissão à vontade divina, pois a glória pertence à magnificência de Deus, enquanto ao homem convém a submissão, que o leva a formar parte da família de Deus. Quando procedemos assim, a nossa felicidade está na glória do Senhor e não nos cansamos de repetir, a exemplo de João Baptista: É necessário que Ele cresça e eu diminua.
Sei de alguém que sofre por ainda não amar a Deus como deseja; e contudo ama-O de tal modo que o maior desejo da sua alma é ver a Deus glorificado nele e ver-se a si mesmo como se nada fosse. Tal homem não se deixa impressionar por palavras elogiosas, porque sabe quem é na realidade; ao contrário, no seu grande desejo de humilhação, não pensa na própria dignidade; entrega-se ao serviço divino como a lei prescreve aos sacerdotes, mas o seu ardente desejo de amar a Deus fá-lo esquecer a própria dignidade e ocultar a própria glória nas profundidades do amor de Deus; pelo seu espírito de humildade, não pensa em si mesmo e apenas se considera como servo inútil. Assim devemos proceder nós também, evitando as honras e a glória, atraídos pela superior riqueza do amor de Deus que tanto nos amou.
Deus conhece aqueles que O amam de coração sincero; esses são de facto amigos de Deus na medida em que sentem na alma a caridade divina. Quem atinge essa perfeição deseja ardentemente que a luz do conhecimento divino penetre até ao mais íntimo do seu ser, a ponto de se esquecer de si mesmo e de se transformar totalmente no amor divino.
Assim transformado, vive no mundo como se não vivesse; vive no corpo, mas a sua alma encontra-se numa permanente peregrinação para Deus; o seu coração, inflamado pelo fogo da caridade, está tão unido a Deus e tão livre do amor próprio, que pode dizer com o Apóstolo: Se estamos fora de nós, é por Deus; se somos sensatos, é por vós.
RESPONSÓRIO Jo 3, 16; 1 Jo 4, 10
R. Deus amou de tal maneira o mundo que entregou o seu Filho unigênito, * Para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
V. Nisto consiste o seu amor: não fomos nós que amamos a Deus, foi Ele que nos amou. * Para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Efésios 2, 13-16
Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes dele, graças ao Sangue de Cristo. Cristo é, de fato, a nossa paz. Foi ele que fez de judeus e gentios um só povo, e derrubou o muro da inimizade que os separava, anulando, pela imolação do seu corpo, a lei de Moisés com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros ele fez em si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz. Pela cruz, reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só corpo, levando em si próprio a morte à inimizade.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
V. Manda-me do céu a salvação.
R. E me enche de benefícios.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Clamo ao Deus Altíssimo, que me enche de benefícios.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-ii-do-tempo-comum-10/>]
Sexta-feira da Semana II do Tempo Comum
Leitura I (anos pares) 1Sm 24, 3-21
Naqueles dias,
Saul tomou consigo três mil homens escolhidos de todo o Israel
e foi à procura de David e da sua gente,
junto ao Rochedo-dos-Cabritos-Monteses.
Chegou a uns currais de ovelhas
que se encontram à beira do caminho
e entrou numa gruta para satisfazer uma necessidade.
David e os seus homens estavam sentados ao fundo da gruta.
Os seus homens disseram-lhe:
«Hoje é o dia em que o Senhor te diz:
‘Entrego-te nas mãos o teu inimigo:
faz dele o que quiseres’».
David levantou-se e, sem ser pressentido,
cortou um pedaço da orla do manto de Saul.
Mas depois, David sentiu o coração a bater forte
por ter cortado um pedaço da orla do manto de Saul.
Disse então aos seus homens:
«O Senhor me livre de fazer ao meu soberano uma coisa dessas,
de levantar a mão contra ele,
porque é o ungido do Senhor».
Com estas palavras, David conteve os seus homens
e não os deixou atacar Saul.
Saul abandonou a gruta e seguiu o seu caminho.
Então David levantou-se, saiu da gruta
e gritou a Saul: «Senhor, meu rei!».
Saul olhou para trás
e David inclinou a face até ao chão e prostrou-se.
Depois David falou a Saul:
«Porque dás ouvidos àqueles que te dizem:
‘David quer fazer-te mal’?
Hoje viste com os teus próprios olhos
como o Senhor te entregou em minhas mãos, dentro da gruta,
e como eu te poupei, recusando matar-te.
Eu disse: Não levantarei a mão contra o meu soberano,
porque ele é o ungido do Senhor.
Meu pai, vê na minha mão um pedaço do teu manto.
Se cortei a orla do teu manto e não te matei,
deves reconhecer que em mim não há maldade nem traição.
Enquanto atentas contra mim, para me tirares a vida,
eu não pratiquei qualquer falta contra ti.
O Senhor seja nosso juiz,
Ele me faça justiça contra ti;
mas eu não porei em ti as minhas mãos.
Como diz o antigo ditado: ‘Dos maus vem a maldade’;
por isso não porei em ti as minhas mãos.
Contra quem se pôs em campo o rei de Israel?
Quem é que tu persegues?
Um cão morto? Uma pulga?
Seja o Senhor o juiz e decida entre nós;
Ele examine e defenda a minha causa,
me faça justiça e me livre das tuas mãos».
Quando David acabou de dizer estas palavras,
Saul perguntou:
«És realmente tu que estás a falar, meu filho David?».
E, em altos brados, começou a chorar.
Depois disse a David:
«Tu és mais justo do que eu,
porque me tens feito bem
e eu tenho-te feito mal.
Hoje mostraste a tua bondade para comigo,
pois o Senhor entregou-me nas tuas mãos
e tu não quiseste matar-me.
Quando um homem encontra o seu inimigo,
porventura o deixa seguir em paz o seu caminho?
O Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste.
Agora sei que certamente serás rei
e que o poder real em Israel ficará consolidado em tuas mãos».
compreender a palavra
Saúl continua a lutar contra David, quer dar-lhe a morte porque se deixou levar pelo sentimento interior de ameaça, causado pela inveja e pelo ciúme. David não é seu inimigo, mas seu bem feitor, como é expresso pelas palavras de Saul: “Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu tenho-te feito mal”. David teve oportunidade de matar Saúl e ver-se livre do seu inimigo. Os seus homens assim o dizem: “Hoje é o dia em que o Senhor te diz: ‘Entrego-te nas mãos o teu inimigo: faz dele o que quiseres’”. Mas ele educou o seu coração para o Senhor e não vê um inimigo, vê o ungido do Senhor, porque o sacerdote o ungiu para ser rei de Israel: “Não levantarei a mão contra o meu soberano, porque ele é o ungido do Senhor”. O próprio ungido não vê o que David reconhece nele. Como ungido devia ter o coração amaciado pela palavra de Deus, mas não, deixou-se envenenar e não consegue deixar de perseguir David.
meditar a palavra
Como Saúl, também nós podemos fabricar inimigos a partir do veneno que deixamos reproduzir-se nos nossos corações. Muitos homens e mulheres vivem este drama. São filhos que olham os pais como inimigo, irmãos que se matam por uma herança, maridos que torturam as esposas, colegas de trabalho que não se podem ver, vizinhos que se detestam. A maior parte das vezes não há nenhuma razão para esta perseguição que chega a durar uma vida inteira. É o olhar interior envenenado pela inveja, pelo ciúme, pelo ódio. Por vezes a luta não é contra os outros, mas contra o próprio sentido de fracasso diante do êxito do outro. A incapacidade de se alegrar com o êxito do outro leva à perseguição e esta leva à morte. Porque o outro ganha mais, porque o chefe gosta mais dele, porque tem um curso superior, porque se vê alegria estampada no seu rosto, porque… porque… Tudo serve para matar aquele que nos faz sombra.
rezar a palavra
Senhor, peço-te, por tantos homens que não têm descanso interior por causa do veneno que transportam dentro de si. Na sua incapacidade de ler os gestos e as palavras dos outros acabam numa perseguição de morte. Peço-te pelas vítimas da maldade que vivem o medo de uma perseguição contínua. Peço-te pelas vítimas de violência doméstica que acabam na morte sem sentido.
compromisso
Rezo para purificar o coração de toda a maldade.
Evangelho Mc 3, 13-19
Naquele tempo,
Jesus subiu a um monte.
Chamou à sua presença aqueles que entendeu
e eles aproximaram-se.
Escolheu doze, para andarem com Ele
e para os enviar a pregar,
com poder de expulsar demónios.
Escolheu estes doze:
Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago,
aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»;
André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé,
Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu
e Judas Iscariotes, que depois O traiu.
compreender a palavra
Subindo ao monte Jesus coloca-se na presença do Pai e segue as suas indicações chamando a si doze dos seus discípulos e escolhendo-os para andarem sempre com Ele, para os enviar a pregar e para expulsar demónios. Os doze distinguem-se dos demais discípulos e da multidão pela proximidade com Jesus e pela missão recebida. Os doze são os que garantem o anúncio do Reino e introduzem nele os homens de todas as nações. Este grupo não está isento de pecado, pois um deles traiu Jesus, mas transporta uma missão que deve prolongar-se até ao fim dos tempos.
meditar a palavra
Perante esta Palavra percebo que o grupo dos doze não experimentou apenas a proximidade com Jesus, recebeu dele também a responsabilidade de continuar a sua missão. Foi pelo cumprimento do mandato de Jesus que a notícia do reino chegou aos meus ouvidos. Eu tive oportunidade de conhecer Jesus, de entrar na sua intimidade, de conhecer o seu projeto e de fazer parte do seu reino, porque eles aceitaram este desafio e levaram a palavra a todo o mundo. Também hoje, esse desafio é lançado a muitos homens e mulheres para que não se extinga o fogo trazido por Jesus. Faltam ouvidos que escutem o chamamento e o envio de Jesus. Não poderei eu dispor-me a escutar mais e melhor a voz de Jesus e o convite que ele me está a fazer?
rezar a palavra
Senhor, tantas vezes fico a mastigar a nostalgia de uma vida sem sabor porque não quero sair do meu canto onde me devora o comodismo. A tua palavra desafiou os doze a seguir-te mais de perto, a serem teus companheiros no anúncio do reino e na libertação dos homens das prisões em que se fecham. Dá-me, Senhor, coragem para ouvir a tua voz que me chama a uma entrega total, a um maior empenhamento no teu reino.
compromisso
Penso na minha vida como uma vocação onde realizo o que Jesus me pede e não o que me apetece?
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2026/01/santos-do-dia-da-igreja-catolica-23-de-janeiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 23 de Janeiro
Postado em: por: marsalima
Santo Ildefonso
Segundo os escritos foi por intercessão de Nossa Senhora, a pedido de seus pais, que Ildefonso nasceu. Assim, o culto mariano tomou grande parte de sua vida religiosa, ponteada por aparições e outras experiências de religiosidade.
Ildefonso veio ao mundo no dia 08 de dezembro de 607, em Toledo, na Espanha. De família real, que resistiu aos romanos, mas, que se renderam politicamente aos visigodos, foi preparado muito bem para o futuro. Estudou com Santo Isidoro em Sevilha. Depois de fugir para o mosteiro de São Damião nos arredores de Toledo, Ildefonso conseguiu dos pais aprovação para se tornar monge, o que aconteceu no mosteiro próximo de sua cidade natal.
Pouco depois de tornar-se diácono, herdou enorme fortuna devido à morte dos pais.
Empregou todas as posses em favor dos pobres e fundou um mosteiro para religiosas. Seu trabalho era tão reconhecido que após a morte do abade de seu mosteiro, foi eleito por unanimidade para sucedê-lo. Em 636 dirigiu o IV Sínodo de Toledo, sendo o responsável pela unificação da liturgia espanhola.
Mais tarde, quando da morte de seu tio e bispo de Toledo, Eugênio II, contra sua vontade foi eleito para o cargo. Chegou a se esconder para não ter que aceitá-lo, sendo convencido pelo rei dos visigodos que o procurou pessoalmente. Depois disso, Ildefonso desempenhou a função com reconhecida e admirada disciplina nos preceitos do cristianismo, a mesma que exigia e obtinha de seus comandados.
Nessa época Ildefonso escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem antes, durante e depois do Parto. Exerceu importante influência na Idade Média com seus livros exegéticos, dogmáticos, monásticos e litúrgicos.
Entre suas experiências de religiosidade constam várias aparições. Além de ter visto Nossa Senhora rodeada de virgens, entoando hinos religiosos, recebeu também a “visita” de Santa Leocádia, no dia de sua festa, 09 de dezembro. Ildefonso tentava localizar as relíquias da Santa e esta lhe indicou exatamente o lugar onde seu corpo fora sepultado.
O sábio bispo morreu em 23 de janeiro de 667, sendo enterrado na igreja de Santa Leocádia. Mas, anos depois, com receio da influência que a presença de seus restos mortais representava, os mouros pagãos os transferiram para Zamora, onde ficaram até 888. Somente em 1400 seus despojos foram encontrados sob as ruínas do local e expostos à veneração novamente.
Santo Ildefonso recebeu o título de doutor da Igreja e é tido pela Igreja como o último Padre do Ocidente. Dessa maneira são chamados os grandes homens da Igreja que entre os séculos dois e sete eram considerados como “Pais” tanto no Oriente como no Ocidente, porque foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentando as heresias com o seu saber, carisma e iluminação. São aos responsáveis pela fixação das Tradições e Ritos da Igreja.
Santo João Esmoler
Este santo dava tanta importância à esmola, que não só dela vivia como com ela provia uma grande quantidade de famílias, e até cidades inteiras. Assim foi o apostolado do bispo João, chamado de “Esmoler”.
O século sete é tido, para a Humanidade, como uma época de opulência para os poderosos e de miséria para o povo, mas o bispo João nunca deixou de atender a quem quer que o tenha procurado. Os registros e a tradição mostram que a Providência Divina sempre vinha à sua ajuda e, de uma forma ou de outra, os mantimentos de que precisava acabavam chegando às suas mãos. Certamente Deus queria fazer dele um exemplo.
João pertencia a uma família cristã e nasceu no ano 556, na Ilha de Chipre, numa cidade chamada Amatunte, onde seu pai além de muito rico era o governador. João sentia-se chamado para a vida religiosa desde pequeno, alimentando esse desejo até a idade adulta. Como os pais o impediram de se tornar um sacerdote, com a humildade que lhe era peculiar, João obedeceu às suas ordens e se casou. Mas seu caminho já estava traçado por Deus. Pouco tempo depois do casamento a esposa faleceu. Embora, o sofrimento fosse muito grande com a perda, ele decidiu seguir seu chamado e se tornou um sacerdote.
Seu trabalho junto aos pobres deu tantos frutos que foi eleito bispo de Alexandria e, nesta posição de destaque, pôde fazer mais ainda pelos necessitados. Prontamente mandou cadastrar todos os pobres da cidade, onde se catalogaram mais de sete mil e quinhentos. Às quartas e sextas-feiras eram recebidos e auxiliados em tudo que estivesse ao seu alcance. Quando a população católica da Pérsia se viu perseguida por causa de sua fé, foi no Egito do bispo João Esmoler, que encontrou alimento e abrigo.
Na época em que Jerusalém foi arrasada pelos pagãos, também foi o bispo João quem para lá mandou comida e até recursos para a reconstrução das igrejas. Entretanto, consigo mesmo era o desapego em pessoa. Tinha uma única coberta, velha e maltrapilha. Quando um amigo de posses lhe deu um cobertor novinho e felpudo, jogando a velha coberta fora, João dormiu apenas uma noite com ele, em sinal de agradecimento, e no dia seguinte o colocou à venda. Sabedor do gesto do bispo, o doador comprou o cobertor e lhe deu de presente outra vez. Como seu admirador, lhe propôs um jogo: quantas vezes ele o colocasse à venda, tantas vezes o compraria para lhe dar de presente novamente. Assim, o lucro para os pobres foi grande.
Já sexagenário, em 619, decidiu viajar para Constantinopla aceitando o convite do imperador, que desejava vê-lo. Porém, ao chegar à cidade de Rhodes, recebeu uma mensagem profética, de que a sua morte estava bem próxima. João Esmoler chamou o discípulo que o acompanhava, disse-lhe que ia cancelar a visita ao imperador, “pois o Rei dos reis também o chamava” e Ele tinha prioridade. Assim, foi para sua Ilha de Chipre onde morreu serenamente no dia 23 de janeiro desse mesmo ano.
Em 1974, o cardeal de Veneza, Albino Luciani, que depois se tornaria o Papa João Paulo I, teve a honra de hospedar na Igreja Matriz de Casarano as relíquias do corpo de Santo João Esmoler e seu chapéu de bispo, este que continua guardado nessa igreja e localidade. Desse modo percebemos que o seu culto se mantém cada vez mais forte e vigoroso.
Nicolau Gross (Bem-Aventurado)
Nicolaus Gross nasceu a 30 de setembro de 1898, nos arredores da cidade de Essen, na Alemanha. Ainda adolescente, começou a trabalhar como mineiro, aproveitando o tempo livre para estudar. Afiliando-se à associação sindical dos mineiros cristãos, foi depois eleito seu secretário para a secção juvenil.
Em seguida, casou-se com Elisabeth Koch, com quem teve sete filhos. Amava a sua família mais do que qualquer outra coisa e foi um pai exemplar, distinguindo-se por um profundo sentido de responsabilidade em todos os âmbitos da vida. Em 1927, começou a colaborar com um jornal do sindicato, do qual se tornou redator-chefe. Aplicando a doutrina social da Igreja, ajudava os operários a resolver os problemas que atingiam a sociedade dessa época. Assim, desde o início do nazismo opôs-se à sua ideologia política e criticou os seus princípios e atividades, o que provocou o encerramento do seu jornal por parte das autoridades do governo.
Entre muitas outras coisas, escreveu: “É preciso obedecer a Deus mais do que aos homens. Se nos pedem algo que é contrário a Deus ou à fé, temos o dever moral e absoluto de não obedecer”.
Alguns dos seus escritos caíram nas mãos da Gestapo, que o condenou. No dia 12 de agosto de 1944 foi preso com a falsa acusação de ter participado num atentado falido contra a vida de Adolfo Hitler. Torturado, encontrava a fonte da sua força na oração. Em 15 de janeiro de 1945 o tribunal pronunciou a sua sentença à morte, com a seguinte justificação:
“Nadava… na corrente da traição e por isso, nela deve morrer”. No dia 23 de janeiro foi enforcado na prisão de Berlin-Plotizense, como os nazistas não desejavam mártires, queimaram os seus restos mortais e espalharam as suas cinzas. O Capelão do cárcere, que o abençoou na sua última viagem, disse que o rosto de Nicolaus “parecia iluminado com o esplendor d’Aquele por quem estava prestes a ser recebido”.
O Papa João Paulo II, declarou Beato Nicolaus Gross no ano 2001, designando o dia de sua morte para as homenagens litúrgicas.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 1, 31b
O Senhor conduziu-vos, como um pai conduz o seu filho, por todo o caminho por onde andastes até chegar a este lugar.
V. Amparai-me, Senhor, segundo a vossa promessa, para que eu viva
R. E não seja confundido em minha esperança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 28-29
Quisestes apartar-vos de Deus: ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-l’O. Aquele que sobre vós fez cair a catástrofe, dar-vos-á, com a libertação, a alegria eterna.
V. No Senhor está a misericórdia
R. E com Ele abundante redenção.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 1, 13-15
Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra com a perdição dos vivos. Pela criação deu o ser a todas as coisas, e o que nasce no mundo destina-se ao bem. Em nada existe o veneno que mata, nem o poder da morte reina sobre a terra, porque a justiça é imortal.
V. O Senhor salvou a minha vida da morte,
R. Para andar na presença do Senhor, à luz da vida.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 2, 7-10a
Nós falamos da sabedoria de Deus, misteriosa e oculta, que já antes dos séculos Deus tinha destinado para a nossa glória. Nenhum dos príncipes deste mundo a conheceu; porque, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito: «Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam». Mas a nós, Deus o revelou por meio do Espírito Santo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
R. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
V. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.
R. Para nos oferecer a Deus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo morreu pelos nossos pecados, para nos oferecer a Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.



