“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE FEVEREIRO DE 2026
10 de fevereiro de 2026Quarta-feira da Semana V do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola aos Gálatas 3, 15 – 4, 7
A Lei de Moisés e o Evangelho
Irmãos: Falo como homem. A um testamento feito na devida forma, embora seja obra humana, ninguém o pode anular nem acrescentar-lhe coisa alguma. Ora as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. A Escritura não diz: aos descendentes, como se fossem muitos, mas sim: à tua descendência, isto é, a um só, que é Cristo.
Eis o que quero dizer: um testamento de antemão outorgado por Deus nas devidas condições, não o podia anular uma lei que apareceu quatrocentos e trinta anos mais tarde, de modo a tornar a promessa ineficaz. Se a herança viesse da Lei, já não viria da promessa; mas foi pela promessa que Deus concedeu a sua graça a Abraão.
Para que serve então a Lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que chegasse a descendência, beneficiária das promessas; e foi promulgada pelo ministério dos anjos e por meio de um mediador. Ora não há mediador para uma só parte, e Deus é um só. Estará então a Lei contra as promessas de Deus? De modo nenhum. Se tivesse sido dada uma lei capaz de comunicar a vida, então a justiça viria realmente da Lei.
Mas a Escritura declara que tudo está sujeito ao domínio do pecado. Deste modo, a promessa da justificação foi concedida, pela fé em Jesus Cristo, àqueles que acreditam.
Antes que viesse a fé, estávamos sob a protecção da Lei de Moisés, prisioneiros dela, na expectativa da fé que havia de ser revelada. Assim, a Lei serviu-nos de guia até à vinda de Cristo, para sermos então justificados pela fé. Ora, depois que veio a fé, já não estamos sob o domínio desse guia. Porque todos vós sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo.
Todos vós que recebestes o baptismo de Cristo fostes revestidos de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus. Mas, se pertenceis a Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.
Ora eu digo: Enquanto o herdeiro é de menor idade, em nada se distingue de um escravo, embora seja o senhor de tudo; está sujeito à autoridade de tutores e administradores, até ao dia fixado pelo pai. Assim nós também, quando estávamos na menoridade, éramos elementos do mundo.
Mas quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abá, Pai». Assim, já não és escravo mas filho. E se és filho, também és herdeiro por graça de Deus.
RESPONSÓRIO Gal 3, 27-28; cf. Ef 4, 24
R. Todos vós que recebestes o baptismo de Cristo fostes revestidos de Cristo: não há judeu nem grego. * Todos vós sois um só em Cristo Jesus.
V. Revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras. * Todos vós sois um só em Cristo Jesus.
SEGUNDA LEITURA
Das Cartas de Santo Ambrósio, bispo
(Ep. 35, 4-6, 13: PL 16 [ed. 1845], 1078-1079.1081) (Sec. IV)
Somos herdeiros de Deus e herdeiros com Cristo
Como diz o Apóstolo, aquele que pelo Espírito faz morrer as obras da carne viverá. E não é para estranhar que viva, pois quem tem o Espírito de Deus torna-se filho de Deus. Como filho de Deus, não recebe o espírito de escravidão mas o espírito de adopção filial, e é o Espírito Santo que dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. Este testemunho é do Espírito Santo, pois é Ele que clama em nossos corações: Abá, Pai, como vem escrito na Epístola aos Gálatas. Verdadeiramente grande é também o testemunho de que somos filhos de Deus, porque somos herdeiros de Deus e herdeiros com Cristo. É herdeiro com Cristo aquele que participa da sua glória; mas só participa da sua glória aquele que toma parte na sua paixão, sofrendo com Ele.
Para nos animar a tomar parte na paixão de Cristo, acrescenta que todos os nossos sofrimentos são inferiores e desproporcionados à recompensa dos bens futuros que havemos de receber pelas nossas fadigas, quando, renovada plenamente em nós a imagem de Deus, merecermos contemplar a sua glória face a face.
Para exaltar a magnificência da revelação futura, acrescenta ainda que toda a criação – agora submetida à caducidade deste mundo, não por sua vontade, mas na esperança de ser libertada – aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus; e espera de Cristo a graça de ser ajudada a cumprir a sua função, até ser também ela liberta da corrupção e admitida a tomar parte na liberdade gloriosa dos filhos de Deus, de modo que, ao revelar-se esta glória, seja uma e a mesma liberdade, a das criaturas e a dos filhos de Deus. Entretanto, enquanto esta manifestação é adiada, toda a criação geme na expectativa da glória da nossa adopção e redenção, e sofre as dores da maternidade, ansiosa por dar à luz aquele espírito de salvação e ser libertada da escravidão da caducidade presente.
No seu sentido imediato, isto quer dizer que os que têm as primícias do Espírito gemem na expectativa da adopção filial, que é a redenção de todo o homem. Esta adopção filial terá a sua realização perfeita quando todo aquele que tem as primícias do Espírito, como filho adoptivo de Deus, chegar a ver finalmente face a face o bem divino e eterno. De facto, a Igreja do Senhor possui desde já a adopção filial, por meio do Espírito que nela clama: Abá, Pai, como se pode ler na Epístola aos Gálatas. Mas só será perfeita quando ressuscitarem para a vida incorruptível e gloriosa todos aqueles que mereceram ver a face de Deus; então sim, a natureza humana terá alcançado a verdadeira e plena redenção. Por isso afirma o Apóstolo, cheio de confiança: Fomos salvos na esperança. De facto, a esperança também nos salva, como a fé, da qual se disse: A tua fé te salvou.
RESPONSÓRIO Rom 8, 17b; 5, 9
R. Nós somos herdeiros de Deus e herdeiros com Cristo. * Se sofrermos com Ele, também com Ele seremos glorificados.
V. Justificados pelo seu Sangue, por Ele seremos salvos da ira divina. * Se sofrermos com Ele, também com Ele seremos glorificados.
Oração
Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Tobias 4, 14-15a.16ab.19
Presta atenção, filho, a todas as tuas obras e sê prudente nas tuas palavras. Não faças a ninguém o que não queres que te façam a ti. Reparte o teu pão com os famintos e os indigentes; e agasalha com as tuas vestes os que não têm com que se cobrir. Dá esmola de tudo o que tens em abundância. Bendiz o Senhor em todo o tempo e pede-lhe que oriente os teus caminhos, para que cheguem a bom termo todos os teus projetos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
V. Fazei-me viver segundo a vossa palavra.
R. Para cumprir as vossas ordens.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-v-do-tempo-comum-8/>]
Quarta-feira da Semana V do Tempo Comum
Leitura I (anos pares) 1Rs 10, 1-10
Naqueles dias,
a rainha de Sabá ouviu falar na fama de Salomão
e veio experimentá-lo com enigmas.
Entrou em Jerusalém com um numeroso séquito,
camelos carregados de perfumes,
grande quantidade de ouro e pedras preciosas.
Ao chegar à presença de Salomão,
expôs-lhe tudo o que tinha na mente.
Salomão respondeu a todas as suas perguntas
e não houve nada de obscuro que o rei não pudesse esclarecer.
Vendo a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão,
o palácio por ele construído e as provisões da sua mesa,
as instalações dos seus oficiais,
o serviço e as vestes do seu pessoal, os seus copeiros
e os holocaustos que oferecia no templo do Senhor,
ficou maravilhada e disse ao rei:
«Realmente era verdade o que ouvi dizer no meu país
acerca de ti e da tua sabedoria.
Eu não quis acreditar no que diziam,
antes de vir e ver com os meus olhos;
mas de facto nem sequer me tinham dito a metade.
Tu excedes em sabedoria e opulência
a fama que chegara aos meus ouvidos.
Felizes os teus vassalos, felizes os teus servos,
que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria!
Bendito seja o Senhor, teu Deus,
que te manifestou a sua benevolência,
colocando-te no trono de Israel!
É pelo eterno amor que dedica a Israel
que o Senhor te fez reinar,
para exerceres o direito e a justiça».
Por fim, ela deu ao rei cento e vinte talentos de ouro,
abundantíssimos perfumes e pedras preciosas.
Nunca se viram tantos perfumes
como os que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.
compreender a palavra
Com o rei Salomão o reino de Israel alcançou grande fama e poder, de tal modo que a sua fama se espalhou por toda a parte. As alianças do rei com outros povos e a sua influência política chegou até aos confins da terra. A rainha de Sabá, representa todos os que reconheceram o poder e a sabedoria do rei Salomão e do reino de Israel. O reconhecimento de Israel era o reconhecimento de Deus, o Senhor que atribuiu ao rei uma tal sabedoria, como resposta ao seu pedido no início do reinado. A rainha nem queria acreditar enquanto não viu com os seus olhos.
meditar a palavra
Salomão tornou-se num símbolo para Israel e Jesus serve-se muitas vezes desta figura para falar às multidões. “Não vos preocupeis com o que haveis de vestir. Vede as flores do campo que não fiam nem tecem e nem Salomão se vestiu como elas”. E o encontro da rainha de Sabá com Salomão serviu também para Jesus acusar de falta de fé das autoridades: “a rainha do sul levantar-se-á para julgar esta geração, porque veio de longe para ouvir Salomão e aqui está quem é mais do que Salomão e não quereis escutar”. Vinde e vede diz Jesus aos discípulos que o seguem. Vereis coisas maiores do que estas, diz Jesus aos seus discípulos. A rainha de Sabá ficou maravilhada com o que viu e Deus faz coisas maiores do que Salomão e nós corremos o risco de não ver. São felizes os servos de Salomão e são felizes os discípulos de Jesus quando vivem segundo a sabedoria do evangelho.
rezar a palavra
Dá-me a sabedoria do coração, Senhor, para caminhar nos teus caminhos, seguir os teus preceitos e cumprir os teus mandamentos. Dá-me a sabedoria do coração para compreender a que esperança fui chamado, que promessa estás a cumprir na minha vida.
compromisso
Como a rainha fico maravilhado com as maravilhas de Deus.
Evangelho Mc 7, 14-23
Naquele tempo,
Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão
e disse-lhes:
«Escutai-Me e procurai compreender.
Não há nada fora do homem
que ao entrar nele o possa tornar impuro.
O que sai do homem é que o torna impuro.
Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça».
Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa,
os discípulos perguntaram-Lhe o sentido da parábola.
Ele respondeu-lhes:
«Vós também não entendestes?
Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem
não pode torná-lo impuro,
porque não entra no coração, mas no ventre,
e depois vai parar à fossa?».
Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos.
E continuou:
«O que sai do homem é que o torna impuro;
porque do interior dos homens é que saem as más intenções:
imoralidades, roubos, assassínios,
adultérios, ambições, injustiças,
fraudes, devassidão, inveja,
difamação, orgulho, insensatez.
Todos estes vícios saem do interior do homem
e são eles que o tornam impuro».
compreender a palavra
Jesus preocupa-se com o ensino das multidões e com o ensino dos apóstolos. Há uma mentalidade instalada que considera as coisas exteriores impuras. A praça pública e o contacto com os pagãos tornam o homem impuro. Os alimentos proibidos pela lei tornam o homem impuro. Jesus quer desmistificar esta mentalidade e mostrar que todo o cuidado deve ser posto no coração. É no coração que começa toda a espécie de impureza e de maldade.
meditar a palavra
Hoje sinto que Jesus me chama como fez à multidão e se senta comigo para me ensinar a pensar. Escuto mesmo Jesus a dizer-me: Escuta-me e procura entender”. Sinto com força aquele “me” do “escuta-me”. Não te escutes a ti, nem às tradições dos homens, mas a mim. Escuta-me a mim e encontrarás a verdade. E a verdade é que o meu coração se pode tornar o lugar onde nasce e cresce a impureza e a maldade. O mal não está nos outros nem nas coisas, mas nos sentimentos com que estabeleço no meu coração a relação com o que está fora de mim.
rezar a palavra
Meu Deus, não posso deixar de pensar nas tuas palavras: “imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez”. Como estas coisas se acumulam dentro de mim. Insensato, deixo que toda a espécie de mal se instale em mim e nem percebo como isso me destrói e destrói os que me rodeiam. Purifica o meu coração e o meu olhar com a tua palavra, Senhor, para que não ame senão o que tu amas e não deseje senão amar-te a ti puro amor.
compromisso
Hoje quero vigiar sobre o meu coração para que não se instale nele, nem sentimentos, nem palavras que me tornem impuro.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2025/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-11-de-fevereiro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 11 de Fevereiro
Postado em: por: marsalima
Santo Castrense
Castrense viveu no século V, era cristão e bispo de Cartagine, atual Tunísia, África. Durante a invasão dos Vândalos, comandados pelo rei Genserico, ele foi lançado ao mar, junto com outros sacerdotes e fiéis, dentro de um velho navio desprovido de velas, remos e leme. Com certeza, o intuito era que morressem afogados, mas milagrosamente ele sobreviveu, desembarcando na costa italiana, próxima a Nápolis.
Pelos registros, ele retomou sua missão apostólica e logo se tornou bispo de Castel Volturno. Depois, de acordo com o antiquíssimo “Calendário Marmóreo” de Nápolis, ele também foi eleito bispo de Sessa, aceitando a difícil tarefa de conduzir os dois rebanhos, os quais guiou com amor e zelo paternal. Castrense era humilde e carismático, penitente e caridoso, durante a sua vida patrocinou dois episódios prodigiosos, registrados nos arquivos da Igreja: libertou um homem possesso pelo demônio e salvou um navio cheio de passageiros de uma grande tempestade.
Assim, a fama de santidade já o acompanhava, quando morreu como mártir de Jesus Cristo, em 11 de fevereiro de 450, em Sessa, Nápolis. Logo passou a ser venerado pela população em toda Campânia e em muitas outras cidades, inclusive na África.
As relíquias do Santo, foram transferidas, antes do século XII, de Sessa para Cápua e depois por determinação de Guilherme II o Bom, último rei normando da Sicília, foram enviadas para Monreale. Em 1637, foram transladadas para a Capela anexa à Catedral de Monreale, em uma urna de prata com uma placa onde se pode ler “São Castrense, eterno baluarte da cidade de Monreale”.
As mais recentes informações sobre este Santo de origem africana, datam de 1881, e foram encontradas durante as escavações arqueológicas na gruta de Calvi, próximas de Monreale. São pinturas do século VII que retratam o bispo Castrense, nas duas dioceses e ao lado de outros mártires da mesma época e região.
Mas ainda hoje encontramos o efeito da sua presença na Catânia, seja na pequena região que leva o nome de São Castrense, seja nas diversas igrejas e no convento feminino beneditino erguido ao lado da Catedral, sendo tudo dedicado à sua memória. Inclusive nas manifestações de sua devoção quando da comemoração de sua passagem no dia 11 de fevereiro. Data oficializada pela Igreja, quando reconheceu o seu martírio e declarou o bispo Castrense, Santo e padroeiro da cidade de Monreale. Neste dia a sua estátua segue em procissão da Catedral de Monreale, indo para a de Sessa e retornando após o culto litúrgico. Dizem os devotos que durante este trajeto muito graças são alcançadas por sua intercessão.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE DE JANEIRO DE 2025
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 13-14
Tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes. Ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
V. Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
R. Ensinai-me as vossas veredas.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas ações, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».
V. Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,
R. Exultem de alegria os vossos fiéis.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas ações, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8a. 10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao demónio e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-Se-á de vós. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.
V. Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
R. Para os que esperam na sua bondade.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar ao mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 1, 22.25
Sede cumpridores da palavra, não apenas ouvintes, pois seria enganar-vos a vós mesmos. Aquele que se aplica atentamente a considerar a lei perfeita, que é a lei da liberdade, e nela persevera, sem ser um ouvinte que se esquece mas que efectivamente a cumpre, esse encontrará a felicidade no seu modo de viver.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
V. Não permitais que minha alma se junte aos pecadores.
R. E tende piedade de mim.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

