“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026
18 de fevereiro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE FEVEREIRO DE 2026
19 de fevereiro de 2026Aprendi na infância uma canção sobre amizade que, em um primeiro momento, pode parecer de um teor exagerado no que propõe, porém tenho tido experiências que me revelam tratar-se de efetiva realidade. Ei-la:
Um amigo é um tesouro
É Deus mesmo quem o diz.
Vale mais que montes de ouro
Para a gente ser feliz.
Amigos vamos ser!
Amigos de verdade!
Vivendo na alegria!
Vivendo na amizade!
Tenho expressivas razões para afirmar que amizades verdadeiras consistem em grandes presentes que o nosso querido Deus – assim aprendi a tratar o Senhor com uma pessoa cuja conduta me leva a crer que vive de forma muito próxima dele e da qual tenho o imenso privilégio de desfrutar da preciosa amizade – nos brinda como uma de suas mais preciosas dádivas.
Ouso afirmar que nosso querido Deus se vale dos que são seus amigos, dos que buscam a amizade divina, para proporcionar grandes benefícios recíprocos: vale-se de um para beneficiar o outro e vice-versa.
Essa pessoa especialíssima tem como uma de suas características o gosto por tocar positivamente a vida das pessoas, marcar suas interações com algo que agregue, que faça bem… Ao longo da vida fez isso de variadas formas, tanto ao comunicar-se quanto – e principalmente – com o exemplo.
Por circunstâncias que atribuo à Providência Divina, reencontrei-me com essa pessoa, amiga desde a infância, após quase quatro décadas de distanciamento. A atitude que teve para com minha mãe idosa no momento do reencontro me tocou profundamente, pela singular receptividade, pela doçura das palavras, pela demonstração de profunda amizade… Tenho a sensação que naquele momento vislumbrei no seu olhar afetuoso sobre minha mãe toda a nobreza de sua alma…
Tenho profunda admiração por muitas de suas qualidades, porém a que mais me impressiona é justamente a sua profunda amizade com o nosso querido Deus! Tive o privilégio de ouvir relatos e presenciar fatos que evidenciam claramente essa realidade.
Em uma situação familiar delicada, pediu auxílio divino e encontrou uma saída maravilhosa, que elevou o nível de qualidade de vida de seus pais de forma muitíssimo expressiva. Esse resultado foi conquistado com o auxílio de outras pessoas, mas a inspiração divina que proporcionou a clareza da solução foi-lhe concedida em oração.
Alguns meses após ter ouvido o relato desse feliz encaminhamento, observei um fato que tenho grandes razões para crer tratar-se de mais um fruto da ação da Providência Divina na vida desse ser iluminado.
Por ser pessoa de coração de ouro, movida por tendência natural de atuar solidariamente, de auxiliar da melhor forma possível, passou a viver como que em uma “armadilha existencial”: uma pessoa da família ficou acamada e ela passou a atender essa demanda pessoalmente, tomando sobre si praticamente toda a responsabilidade. Porém isso a afetou de forma contundente e gerou também profundo desgaste em sua vida familiar…
Que grata surpresa tive, alguns meses depois, ao dialogar novamente com essa pessoa amiga: me noticiou que passara a trabalhar em uma função muito mais leve do que a de grande responsabilidade que exerceu por décadas até se aposentar – tendo proporcionado nesse árduo labor expressivos benefícios a milhares de pessoas… No exercício da nova função, interage com o público, formado em sua maioria pelo povo humilde que foi por ela beneficiado – o que lhe gera grande satisfação – e desfruta de flexibilidade de horários para atender as demandas familiares. Pelo que compreendi, tem ali também espaço apropriado e um tempo razoável para serenar a mente, acessar bons conteúdos e assim desfrutar de uma realidade de merecido enlevo existencial…
Ao invés de viver em um ambiente tenso e estressante, passa ali os dias em paz e harmonia… E destina parte do fruto desse trabalho para contribuir com a sua cota no pagamento da profissional de saúde que cuida da pessoa acamada que outrora assumira todos os cuidados.
Ciente das circunstâncias delicadas em que se essa pessoa amiga se encontrava na época, o querido Deus me inspirou a buscar auxiliá-la da melhor forma possível. E então, o que aconteceu? As palavras que me ocorrem para descrever são: procurar ajudar esse ser humano fabuloso, que passou a vida empenhado em fazer o bem, gerando com isso – assim o compreendo – um imenso “crédito divino”, gerou para mim um grande “efeito espelho”: com o sincero propósito de contribuir, fui imensamente beneficiado!
O que tudo isso tem me ensinado talvez possa ser sintetizado dessa forma: o privilégio de desfrutar da amizade de pessoas que têm o querido Deus como amigo tanto nos aproximam ainda mais de Deus quanto abrem as portas para bênçãos inefáveis!
Deus seja louvado por essa pessoa tão especial e sua vida exemplar, que se empenha de forma tão bela para aproximar-se de Deus e assim faz mais próximos a Ele os que dela se aproximam!
AMIGOS VERDADEIROS EXERCEM O PAPEL DE ANJOS DE DEUS EM FORMA HUMANA
Os anjos propriamente ditos são seres puramente espirituais que atuam como mensageiros divinos e protetores. Nas amizades que elevam as pessoas que interagem de forma sublime no seu exercício exercem, ainda que na forma humana, o papel de mensageiros e protetores divinos.
Observei essa realidade no ocorrido com uma pessoa conhecida que obteve imensos benefícios no exercício da amizade sublime. Em um período da vida em que se viu como que em beco até então sem saída, recebeu de uma pessoa amiga a segura orientação para dirigir-se à luz no final do túnel.
Convicta da necessidade irrenunciável de se manter fiel aos princípios cristãos, tinha no relacionamento conjugal um desafio até então insuperável: essa pessoa se sentia maltratada e negligenciada pelo cônjuge.
Em um diálogo em que compartilhou suas inquietudes com a pessoa amiga, obteve dela preciosas informações – ela atuou à modo de mensageira divina – que proporcionaram a clareza para encaminhar com equilíbrio e bom discernimento aquela situação, conseguindo levá-la a bom termo.
Em contrapartida, diante de uma atitude extrema, em que a pessoa que a muniu com os elementos que possibilitaram atuar com melhor discernimento estava propensa a fazer algo que lhe traria terríveis consequências, a pessoa beneficiada com as providenciais orientações envidou esforços inauditos – à modo de anjo protetor – para salvaguardá-la dos imensos malefícios a que iria se expor.
O exercício da amizade nos parâmetros divinos, com inspiração nos sublimes exemplos de Jesus e dos que o seguem com sinceridade, eleva e enobrece o viver de variadas formas.
Eis mais uma razão para louvar e agradecer o querido Deus: ter dotado o ser humano dessa faculdade tão nobre, salutar, elevada: exercer a amizade sublime, de acordo com a santa vontade de Deus!
